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Ser Empreendedor | Elas conectam - investimento feminino e economia criativa no ciw
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Ser Empreendedor | Elas conectam - investimento feminino e economia criativa no ciw

52 views Publicado 23/06/2025 HD · 39:34

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O Campinas Innovation Week segue movimentando o ecossistema de inovação da cidade com palestras, treinamentos e debates gratuitos, das 9h às 18h, até sexta-feira, 13 de junho. Em um ambiente de conexão, colaboração e oportunidades, o evento reúne mais de 200 palestrantes, 38 estandes e seis espaços temáticos — entre eles, o palco “Elas Conectam”, totalmente dedicado ao protagonismo feminino na tecnologia, ciência, inovação e economia criativa. 📍Realizado pela Prefeitura de Campinas, com apoio do Ministério do Empreendedorismo e organização da ACIC, o evento espera movimentar R$ 60 milhões em negócios e gerar 900 empregos temporários, consolidando-se como um dos mais relevantes do setor no país. 🔎 DESTAQUES DO PALCO "ELAS CONECTAM" – 12 DE JUNHO 🧬 13h – Painel: Deep Techs fundadas por mulheres Com foco nas startups científicas baseadas em inovação disruptiva, o painel reuniu líderes de projetos de alto impacto que atuam em áreas como biotecnologia, sustentabilidade e nanomateriais. Participantes: Anabelle Custodio – Inova Unicamp Mariana Zanatta – Inova Unicamp Geisa Mesquita – Defense Fertilizer Paula Speranza – Proverde Viviane Damasio – ForNano 📌 Deep techs são empresas que utilizam inteligência artificial, IoT, robótica e computação quântica para resolver problemas estruturais da sociedade. O debate destacou os desafios enfrentados pelas mulheres nesse segmento e as grandes oportunidades de investimento e impacto positivo a longo prazo. 💼 14h – Protagonismo Feminino: é preciso ir além Com Carolina Cavenaghi, fundadora da Fin4she, a palestra abordou os caminhos para ampliar a liderança feminina nos negócios, especialmente no mercado financeiro e de tecnologia, defendendo igualdade de acesso a investimentos e cargos estratégicos. 🏥 15h – Os desafios das mulheres na cooperativa de saúde Profissionais da UNIMED debateram questões como representatividade, valorização da carreira e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Participantes: Bruna Banin, Bruna Paz, Juliana Parreira e Laisa Araujo 💸 16h – Painel: Investimento Feminino – Unicamp Ventures Um encontro com grandes nomes do ecossistema de capital empreendedor que abordaram como aumentar a presença de mulheres como investidoras e fundadoras. Participantes: Anabelle Custodio, Rose Ramos, Elisa Silva, Jaana Goeggel e Simone Luvizan 🎨 17h – Mulheres na Economia Criativa: Quem Cria, Quem Lucra, Quem Decide? Encerrando o dia, o painel trouxe cases inspiradores de empreendedoras que atuam no setor criativo e cultural, discutindo monetização, tomada de decisão e visibilidade feminina. Participantes: Ana Paula Cunha – AAQQ Walérya Simony – Ateliê Inácio Belírio Beatriz Gregório – Ozipa Comunica 🎪 FEIRA DA MULHER EMPREENDEDORA Além dos painéis, o espaço contou com a tradicional feira, onde empreendedoras expuseram produtos, serviços e suas marcas, fomentando redes de apoio e oportunidades reais de negócio. 🎯 O Elas Conectam reforça o compromisso do Campinas Innovation Week com a diversidade, a inovação com propósito e o empoderamento feminino no ambiente de negócios e tecnologia. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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A segunda edição do Campinas Innovation Week teve mais de 200 palestrantes, 38 standes, reunindo aqui em uma única atmosfera, conexões, aprendizado e também muita inovação. E pelo segundo ano consecutivo teve um lugar especial para elas, mostrando que o empreendedorismo feminino é muito potente quando a gente fala num sistema de inovação e inteligência artificial. E o ser empreendedor de hoje mostra um pouquinho do que foi essa participação. Com um público estimado em 20.000 pessoas. O Campinas Innovation Week de 2025 encerrou sua edição deste ano, consolidando-se como um dos maiores eventos de inovação, tecnologia e empreendedorismo do Brasil. Aberto ao público de 10 a 13 de junho, o CW ofereceu uma plataforma robusta de conteúdos, networking e oportunidades reais de negócios, atraindo lideranças empresariais, representantes do poder público, acadêmicos, empreendedores e investidores. As mulheres ocuparam todos os espaços, seja no palco, nos estes, participando dos experimentos, se encantaram com os espaços, interagiram em cada ambiente. Este, especialmente para elas, abrigou rodas de conversas nos quatro dias do evento. Em uma delas, o protagonismo feminino com a fundadora CEO da FOR She, uma plataforma que conecta e impulsiona mulheres com o foco central na equipe de gênero em questões como educação, empregabilidade e independência financeira feminina. Ela que como muitas se reinventou após a maternidade é a idealizadora de iniciativas como Woman e Finance, o maior encontro de mulheres líderes do mercado financeiro, que falou do impacto social do empreendedorismo feminino. O protagonismo feminino, ele é muito importante, porque quando eu falo o que a gente precisa ir além, é que é um processo que começa primeiro na gente mesma e muitas vezes a gente tá muito focado no outro, nas oportunidades. a empresa que precisa trazer, o investidor que precisa vir, mas a gente precisa ir além e entender que é um processo que começa na gente. Quando começa na gente, não basta só empreender, temos que cuidar da nossa saúde financeira, da nossa família, nas nossas ideias. Então é muito, muito, muito importante a gente desenvolver esse autoconhecimento. São muitos desafios e hoje no Brasil 50% das empreendedoras, mulheres empreendem por necessidade e não por sonho. Então, com certeza eu acho que o principal é a gente cuidar sempre do nosso planejamento financeiro, da nossa saúde financeira, que é isso que vai nos dar condições de ir em busca dos nossos sonhos, de desorganizar as nossas vidas, de ter mais apoio, uma rede. Com certeza é um pilar muito, muito, muito importante. Na sua trajetória empreendedora, faz um resuminho para mim de quais foram aí os parâmetros que você usou para chegar onde tá hoje. Eu acho que eh eu tenho uma trajetória muito corporativa. Trabalhei 15 anos no mercado e 5 anos empreendendo. Com certeza tudo que eu vivi no mundo corporativo, todo esse meu minha bagagem profissional me permitiu ser quem eu sou hoje. Com certeza. De novo, eu falo, a construção de um patrimônio que me desse eh uma segurança para empreender, foi muito importante para dar esse passo. Então, acho que a nossa coragem, ela tá totalmente atrelada ao risco que a gente pode correr na nossa vida. Mas acho que também sempre confiar no meu instinto, entender que empreender muitas vezes é um processo que começa na gente, termina na gente mesma. Muitas vezes a gente tá sempre colocando a expectativa no outro, mas o mais importante é a gente olhar para dentro, confiar nos nossos instintos, os nossos valores e seguir em frente. Neste painel, os desafios das mulheres na cooperativa de saúde. Elas trocaram experiências em um mercado em ascendência que apresenta vários obstáculos a serem superados. a gente vem aí de longos anos tentando modificar e trazer essas informações sempre para a luz, né, da sociedade. E no o desafio eh diário é é tentar trazer, né, o nosso feminino para um universo que em muitos departamentos, né, setorizados são masculinos. E o movimento saúde, a gente tá tendo pela primeira vez aí um movimento de formação de médicas mulheres, né? Nunca tivemos tantas formações eh em medicina de mulher. Então eu acho que a gente tá ocupando o espaço necessário nesse momento. Nunca se falou tanto em medicina preventiva, como se tem dito agora. Como fica então o nosso papel? Até que quando a gente tem os números, a gente sabe que as mulheres elas são muito mais na prevenção. E como é estar na ponta promovendo isso? Olha, o nosso papel é de muita responsabilidade, né? Eu acho que cada vez mais as as operadoras de plano de saúde elas têm um papel de fomentar a prevenção, principalmente no âmbito feminino, mas a gente já traz culturalmente esse cuidado, né? Coisa que falta pros homens, né? Então eu acho que é um movimento muito importante pra gente evitar doenças crônicas, evitar uma doença instalada que não tenha ali cura ou que seja um tratamento mais complexo. Então eu acho que é um papel, uma responsabilidade do nosso segmento fomentar aí promover saúde, campanhas de saúde pra nossa pra nossa carteira de beneficiários. E como é hoje participar desse evento tão grandioso num espaço criado especialmente para elas? Olha, é uma honra, um orgulho. Eh, eu não vejo a hora de começar ali a nossa a nossa mesa e eu acho que é um momento muito importante pra gente trazer essa pauta, não só nos eventos, mas pra gente trazer isso para dentro da das empresas. A Unimed fomenta muito isso. Nós temos um programa de diversidade que fomenta esses e outros temas: Equidade, etarismo, gênero e outros temas tão importantes. E nós temos muitas oportunidades no dia a dia ali dentro de trazer essas pautas. A gente tem o orgulho de falar que a nossa superintendente geral é uma mulher, que a gente tem uma médica na cadeira do conselho de administração que é mulher. Então são mulheres muito fortes e quando a gente se encontra ali dentro em eventos só nossos de meninas, a gente se sente muito privilegiada, muito acolhida e é um ambiente seguro pra gente falar ali de todas as nossas vulnerabilidades. Startups baseadas em investigação científica apoiada por patentes que atuam com inovação complexa, lidando com problemas como tratamento de doenças, mobilidades, aquecimento global e desenvolvimento industrial. Essas são as diptexs e aqui elas mostraram que dominam e como enfrentam o desafio de empreender a partir do conhecimento da universidade. eh como que nós encaixamos dentro das giptecs hoje, né, que são empresas eh desenvolvidas e abertas por mulheres que tem mestrado, doutorado, que chegaram num nível de pesquisa que o mercado não acolheu, a gente acabou abrindo as nossas próprias empresas e a gente veio transformar, né, as ideias de outras pessoas que queriam e e tem interesse de entrar nesse mundo de empreendedor, deeptexs e contar nossas experiências a respeito. Quando a gente pensa nesse desafio de transformar a pesquisa no mercado juntamente com o desafio de empreender sendo mulher, qual é a mensagem? Eu acho que a gente tem que desmistificar e sair do lugar, desse lugar que nos colocam, de mulheres indefesas e frágeis. Acho que isso não existe. A gente, nós que temos que acreditar em nós mesmos. O autoconhecimento, eu acho que é o primordial pra gente não entrar nessa armadilha e acreditar nessas nessas eh caixas que nos colocam. Então eu acho que você buscar o autoconhecimento e acreditar no que você é capaz, eu acho que é o melhor caminho pra gente fazer qualquer coisa. A gente falou um pouquinho sobre o que a gente tem desenvolvido na academia e trazendo pra realidade do mercado, né? é um desafio, cada uma tem suas jornadas, né? Eh, a nossa área é área farmacêutica. Então, a gente tem feito testes, serviços que a gente desenvolveu lá na academia e aplicando hoje, oferecendo para algumas indústrias. Também temos desenvolvimento de produtos. E quando a gente fala desse despertar para o empreendedorismo, lá no âmbito da academia, como você analisa que esse despertar, existe algum tipo ainda de desafio maior pra mulher ou não? Quando a gente fala em academia é igual paraa mulher e para o homem? Eu acho que a academia ainda é igual de uma forma como um todo, eh, o Brasil ainda tá muito deficiente nesse despertar pro empreendedorismo, principalmente na área acadêmica. Muitas vezes a gente tá desenvolvendo ali no laboratório e a gente não consegue projetar como isso vai chegar no mercado. Atualmente e as incubadoras têm trazido mais cursos para alertar os alunos, para sempre a gente ter esse pensamento empreendedor, né? O pensamento empreendedor é aquele que você olha para o que você tá fazendo e fala: "Como que isso vai ajudar as pessoas lá na frente, né? Então eu acho que eh tem se desenvolvido isso atualmente. É um desafio grande, é um desafio bastante grande, mas é muito interessante porque quando a gente tá na academia, a academia é muito assim teórica e a vez acaba nos frustrando um pouco e ter o seu próprio negócio, você fala: "Puxa, eu vou conseguir viabilizar aquilo que eu tava desenvolvendo na pesquisa, aquilo que ia ficar só na teoria, eu vou poder pôr na prática e poder jogar pro mercado, apresentar pro mercado." desor, mas é muito interessante também quando a gente pensa até naquele momento da academia, em que seu conhecimento poderia ser utilizado numa grande empresa ou num outro instituto de pesquisa e você toma a decisão de empreender, como foi essa trajetória para você? Não foi fácil, foi um processo, na verdade, porque não é rápido essa mudança, porque você muda, você sai de um mundo que já tá ali todo quadradinho, certinho para empreender num país como o Brasil, numa diptec que tem muito risco. Então, foi bastante desafiador, mas é muito recompensador, assim, tem muita coisa boa, é muito, é muito legal você ver você construindo as coisas, sabe? Então, é desafiador, mas é interessante. As empresas de base tecnológica que ficam na Unicamp rompem barreiras para quem busca estratégia, inovação e com visão de mercado. Todo mundo pensa em mundo científico um pouco mais masculino e vocês mostraram que não é bem assim. Exatamente. É uma grande um grande prazer, uma grande honra participar desse debate. Por quê? promover esses lugares em que as mulheres pesquisadoras consigam contar mais sobre o seu cotidiano, a sua realidade. Demonstra que a academia, os laboratórios não pertencem só aos homens. A gente já sabe disso faz tempo, mas às vezes as mulheres não ficam em evidência. Então essa foi uma oportunidade de colocar isso em evidência e elas poderem contar também como que é essa rotina de pesquisadoras. Bem, como a Geisa comentou, né, uma tripla tripla jornada, ela que também é mãe. Então você, ela sendo mãe, com aspas de uma tecnologia também cuidando da sua família. E uma coisa não anula a outra, porque a nossa a nossa realidade, a nossa sociedade tem permite esses espaços para todos. fora que em todo esse universo, além de ser pesquisadora, elas foram empreender, ou seja, são donas do do próprio negócio. Exatamente. Então, inclusive nós nos conhecemos por meio da Inova Unicamp, né? as três startups estão incubadas, são startups que estão no parque tecnológico e o parque tem esse papel de apoiar o empreendedor, né, da transição, da pesquisa, da bancada pro mercado. Então essa jornada do empreendedorismo é muito melhor sendo apoiada com gente que te leva aos lugares, te apresentam as pessoas, porque o empreender é algo que é permanente, né? O espírito empreendedor é permanente. A pessoa vai dormir e acordar pensando nisso. Então, principalmente como mulher, mais um esforço precisa ser feito para atingir esse objetivo. E hoje no Elas Conectam, o que que você leva como experiência desse bate-papo, desse ecossistema criado aqui, que acolhe também a mulher? Exato. O que eu levo é, quanto mais espaços como esses forem sendo ofertados para as pessoas, melhores os ambientes vão ficar. Porque o ponto, como a gente colocou no painel, não é que a gente também não enxergue as dores dos homens, que também tem muita pressão social, pai de família, né, muita, né, diretor de empresa, mas mulher também é CEO de empresa, é mãe de família. Então as pressões elas são parecidas. Então quanto mais espaços como esses a gente tiver para debater, principalmente no universo da inovação e da tecnologia, melhor um caminho de sociedade a gente terá. Quando a gente pensa em trazer um pouquinho lá do mundo do da Inova aqui pro Elas Conectam, queria que você falasse dessa experiência e desse bate-papo com as meninas aqui. Olha, foi ótimo. Eu fiquei assim super orgulhosa e emocionada de ver, né, o a maturidade delas, né, a evolução delas nesse processo aí de desenvolver uma empresa de base tecnológica. Eu tô já há alguns anos lá na Inova e apoiando a incubadora. E apesar da gente saber que ainda precisa apoiar muito as mulheres, ah, desde que eu comecei, a gente já começou, conseguiu aumentar muito o número de mulheres que estão na incubadora, desenvolvendo tecnologias a partir, né, da universidade. Então, eh, apesar de ser um caminho difícil, ele tem surtido efeito e a gente tem visto esse aumento. Tanto que nós tínhamos três empreendedoras do nosso ambiente, né? lá atrás, quando eu comecei era uma e a gente não conseguiu trazer todas ainda que a gente tinha, né? Então esse número vem crescendo e a gente fica muito orgulhosa quando mulher, né, de ver essa trajetória de sucesso. E quando tudo isso é apresentado em um evento grandioso como esse, que tem esse olhar para o empreendedorismo feminino, qual é a sensação? Bom, eu o que eu sempre falo para elas, né, e para todos os empreendedores, vocês têm que ser vistos, né? né? Às vezes o pessoal fala: "Ah, eu ainda não tô no momento, tô muito no início, não tem que ser visto, né? Porque isso é visibilidade. Se ainda não tá no momento, alguém pode ter visto e a hora que for oportuna vai lembrar, né, de ter visto essa tecnologia, essa empreendedora. Então eu acho que é uma baita vitrine que elas têm que aproveitar, né? No estande da agência de inovação da Unicamp, mais um modelo desse trabalho na prática, a ciência resolvendo problemas do mercado com startup incubada no Parque Tecnológico da Universidade. Nós somos uma empresa filha da Unicamp de base tecnológica. Nós estamos sediados no Parque Científico e Tecnológico da Unicamp. Nós produzimos software Impressora 3D para materiais semisólidos. Então, com uma ampla aplicação no mercado de pesquisa inicialmente, né? Eh, temos aí clientes com aplicação em alimentos, em ciências do materia, de materiais, engenharia de tecidos. Eh, essa parceria da Inova, né, com a Campinas Innovation Week é sensacional pra gente como oportunidade não só de networking, mas também de eh difusão, né, de divulgar a tecnologia da impressão 3D e também essa interação é fantástica, né, conhecer os outros standes, acho que é uma oportunidade única pra gente enquanto startup. Essa empresa, né, surgiu de realmente uma necessidade durante a nossa pós-graduação. Eu e José Luiz somos fundadores da empresa e ambos somos ã ex-alunos de pós-graduação da Unicamp. Então, eh, o José Luiz do Equador, por isso 593 e a I can que nós queremos que as pessoas digam quando usam a nossa tecnologia. Então, eh, no desenvolvimento desse projeto, tanto do software quanto do hardware, eh, no Brasil, em 2013, realmente eram escassas as impressoras para esse tipo de eh para esse tipo de aplicação em engenharia de tecidos, que era o que a gente trabalhava na época. E aí, diante disso e dos custos desses equipamentos aqui na época, José Luiz desenvolveu o projeto tanto do software quanto do hardware. Eh, em decorrência desse desenvolvimento vieram as publicações científicas que fizeram com que tivesse notariedade e divulgasse esses desenvolvimentos. E diante disso, outros pesquisadores começaram a apresentar também o problema deles com relação a esse essa tecnologia. E foi aí que a gente pensou, por que não fazer essa transição da parte acadêmica para o empreendedorismo. Recentemente, o José Luiz começou a integrar o quadro de docentes da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp e aí ele me confiou a direção geral da empresa. Para mim tá sendo uma oportunidade incrível enquanto empreendedorismo feminino numa DIPTEC. Esta startup que nasceu na PUC Campinas também mostra que uma solução descoberta na universidade pode trazer inovação na rotina de quem precisa organizar a alimentação da família e está pronta para conquistar o mercado de negócios. E daí início é criado um planejamento. Desse planejamento são criadas listas automáticas préporcionadas de ingredientes. Você consegue comprar diretamente no nosso aplicativo, além da nossa IA, que funciona como uma assistente virtual na hora de ajudar da cozinha, do planejamento, em tudo que você precisar. Ele é completamente personalizável e a gente tá aqui hoje para expor ele vender ele também e chamar mais pessoas para se apaixonarem pela ideia o tanto quanto a gente é apaixonado, né? Ela é o quê? Ela é uma startup? Que que que vocês estão fazendo? foi desenvolvida na universidade. Me conta um pouquinho dessa história. Ah, sim. A Alícia foi desenvolvida pela PUC. Sim. A gente criou ela a partir de um projeto da faculdade, de uma aula que a gente estava tendo. É design digital. foi para uma aula de projeto integrador onde a gente tinha que fazer alguma coisa relacionada à saúde. No início, a gente foi se aprofundando, se apaixonando pela ideia e vendo a dor real que era a falta do planejamento alimentar dentro da casa das pessoas e as eh os resultados disso na própria saúde e alimentação, né? E agora a gente tá em seis, a gente tá em quatro pessoas, a gente tá fazendo isso há seis meses, a gente é da PUC e tá aqui como startup. E qual é aí essa questão? Quando vocês vêm um evento tão grande, já teve investidor de olho, já deu para, como se diz, começar a vender essa ideia para futuros investidores? Já, já. Sim. Nossa, foi importantíssimo a gente tá aqui. A gente conseguiu muito mais do que a gente conseguiria em um mês, por exemplo, em três dias. A gente conseguiu várias pessoas super super apaixonadas pelo nosso projeto, além de investidores também, que já dá um baita de um gás, né, pra gente continuar e mostrar que realmente esse projeto tem força. Então, Campinas tá sendo perfeito pra gente. [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] Além do impacto no conhecimento e na reflexão do papel da mulher, as empreendedoras mostraram aqui que elas podem sim ser protagonistas em qualquer segmento. Desafios para uma camada da sociedade que também precisa da inovação, mas que nem sempre tem acesso às oportunidades e que neste ecossistema consegue ser vista e mostra que está preparada para transformar e ser transformada. Foi uma experiência bastante intensa, potente, né? Porque a gente poder estar num lugar como esse que tá falando de tecnologia, que tá falando de inovação, né, e trazer um olhar para esse entendimento dos desafios dessa mulher periférica que tá empreendendo ou no negócio tradicional ou dentro da economia criativa, criando, né, produzindo, eh, e olhando para todos esses desafios que muitas vezes as pessoas não reconhecem como inovação, mas que é extremamente inovador, né? Então, falar de inovação sobre esse ponto de vista de quem tá atuando nas bordas, né, de quem tá aí dentro dos desafios encontrando solução num ambiente dito de escassez, né, procurando encontrar soluções, falar de tecnologia social também é muito importante. Então, ocupar esse espaço com esse papo, com essa galera também foi super importante. Tá sendo muito eh interessante pra gente, né? muito muito enriquecedor para todo mundo. Quando a gente pensa num evento que traz como morte 2025 a inteligência artificial e colocar todas essas sobreposições que olha, tem muito de humanidade aqui, tem muita coisa acontecendo aqui, feito artesanalmente, inclusive. Como que é isso? É, pois é, né? A gente olhar quem tá a serviço de quem nessa conversa, né? Então assim, a gente poder entender como é que a gente faz também, né? Acho que é uma discussão que a gente teve de manhã, né? Que quando a gente olha para as nossas periferias e para um tanto de oportunidades que existem, muitas delas exigem, né? Internet, computador, eh às vezes formalização de um CNPJ, coisas que muitas vezes a gente não encontra na periferia e não é culpa, né, da da pessoa empreendedora, né? Às vezes é isso, o geral de internet não chega, o recurso não chega para eu ter um computador, eu vou ter que usar o celular para tudo. Eh, ou é isso, eu não eu não tenho CNPJ, não porque eu não queira, mas de repente porque eu tô numa ocupação e aí não é possível, né, que a gente porque abrir uma meia exige tudo isso. Então, quando a gente olha para esse lugar e fala: "Poxa, não é só uma questão de vamos letrar, vamos ensinar como é que usa aí uma iá, né? Mas como que a gente faz isso chegar de fato? Como que a gente faz para o para entender, né, que desse outro lado também tem uma inteligência, tem uma potência que precisa ser ouvida, né, que precisa ser que a gente precisa dar espaço e visibilidade. E como é para você então ser mediadora, criando essa oportunidade para que essas pessoas cada vez mais estejam em espaços como este? Isso é assim, é um sonho, né, a gente pensar. Eu trabalho como gestora de projetos de impacto social há bastante tempo, né? E tudo que a gente quer é isso, né? É sair do palco e trazer a luz para quem de fato tá lá fazendo e realizando. Então, quando a gente tem uma oportunidade que é convidada, de repente para ocupar um palco, falar: "Bom, trate aí de qualquer tema". Poder falar, então tá, vem junto. É maravilhoso, né? Porque tudo que a gente quer sempre tem sido mostrar essa criatividade, todo esse poder que as nossas periferias, que as nossas bordas também tem e que tão transformando o centro. Porque a gente muitas vezes esquece, mas muito do que é trazido em termos de solução a gente aplica aqui no dia a dia. Inclusive a a quando a gente vai tá falando aqui de economia criativa, é justamente sobre isso. Quem é que tá criando, quem é que tá decidindo e quem é que tá lucrando com tudo isso? Porque a gente sabe que essa narrativa ela tá sendo utilizada, né, hoje em dia nas mídias, em todos os lugares. Mas quem é que tá criando de fato e onde que o dinheiro tá chegando? Então é importante a gente trazer isso, trazer essa luz, colocar essas pessoas no palco para falarem, para mostrarem, né? Para não ter, para não correr o risco de ninguém falar por elas, né? Porque a tem voz, tem tem presença, tem resiliência, tem sonho e tá criando. Elas que fazem a diferença em suas comunidades e segmentos, aqui ganham voz e vez, como o caso do movimento Rosalina, que fomenta o empreendedorismo feminino de mulheres negras e periféricas de Campinas. O ano passado nós estivemos como convidados de uma das organizações que estava e esse ano o convite foi direto. Então pra gente dar uma importância muito grande e mostra que o trabalho que a gente vem desenvolvendo na periferia ele é realmente extremamente significante, tem transformado a vida das empreendedoras. E falei da visibilidade, né? A gente tá aqui no local de startup, de pessoas que vem do país todo frequentar. Então essa visibilidade pra gente aumenta ainda mais a oportunidade de chegar a outras pessoas que a gente tá fazendo acontecer aqui em Campinas. Hoje de manhã, inclusive você fez o pit do Rosalina, deu uma palestra no Elas Conectam. Fala um pouquinho de como foi essa experiência. É ótimo. Você falou que eu gosto de falar, né? O meu lugar de de tranquilidade, enquanto acho que as pessoas têm dificuldade com o oratório, é o lugar que eu tô confortável. e falar da dor da empreendedora, assim, quando a gente traz para uma palestra ou para um pit, a gente tá falando da realidade que eu vivo. Eu sou empreendedora também, além de diretora do Rosalino. Hoje eu sou terapeuta comportamental, eu tenho os meus clientes, então eu empreendo também com desenvolvimento de pessoas. Então trazer isso pra palestra, trazer a minha dor, a dor da mulher empreendedora, que é mãe, que é preta, que tá na periferia. Então a gente traz isso com mais verdade e saber que outras mulheres se conectam com esse assunto e pensam também, traz a reflexão que elas não estão sozinhas. Justamente quando a gente pensa em empreendedorismo, tem aquela máxima que todo empreendedor ele vem resolver uma dor, né? E também trazendo justamente a partir daquela dor a solução para vários ambientes, para vários conglomerados e tudo mais. E como que é para vocês mostrar que esse trabalho tem feito esse efeito? lá na comunidade ou por onde o Rosalina anda. Então, uma das dores que a gente tem é precificação, gestão do negócio. Muitas meninas começam seu trabalho empreender por necessidade, mas elas não sabe nem precificar, não sabe como vender e comercializar. E quando a gente resolve essa dor, porque também era uma dor nossa de trazer isso, de que é possível sim ela empreender dentro da periferia, é possível sim ela empreender de dentro da casa dela, mas com mais garantias de que ela tá fazendo o negócio certo, que ela não tá vendo só o dinheiro entrar, mas também para onde que esse dinheiro tá indo. Uma plataforma de desenvolvimento artístico voltada para artistas independentes das periferias. sonhos, resistências e práticas que atravessam as periferias e as culturas urbanas neste ecossistema de inovação. Catalisadora Maia, é isso, música, tecnologia e inovação. Então, pra gente é muito importante estar num espaço potente como esse para fazer network com artistas, com investidores, né, que possam fomentar esse ecossistema musical e valorizar a cultura periférica. Quando a gente pensa também de uma mulher que tá aí trabalhando nesse segmento, quais são os desafios, Neac? Os desafios para você ter uma renda, né, para você ter um tempo também de qualidade para poder investir na sua carreira, né? Porque a gente sabe, né, mãe preta de periferia, né, a gente tem diversos desafios. Então, só de estar aqui hoje já é representar essas mulheres, né, e levar para elas que é isso. A gente precisa desse lugar de capacitações, desse lugar de investimento também, falar de dinheiro. Então, para mim o maior desafio é esse, arrumar recurso para poder, sabe, acelerar outras carreiras. As microempreendedoras ligadas ao programa Feira das Mulheres Empreendedoras marcaram presença com seus produtos em um estande da loja colaborativa. Ano passado eu participei também, foi maravilhoso, tem sido muito legal. tem sido melhor ainda do que o ano passado. Eh, tem tido muita procura, eh, muito retorno. Quando você já com a experiência de 2024 se propôs ou recebeu o convite para vir para cá, você trouxe algo diferente, algo inovador, algo que você aprendeu lá e falou: "Esse ano vou fazer de tal forma?" Esse ano trouxe, trouxe peças diferentes, trouxe algumas coisas diferentes, sim. Tem E qual tem sido o retorno? Tem sido ótimo. Nossa, tem tido, tá tá tendo muita saída. Já faz uns três anos que eu tô no programa. Essa é a primeira feira grande que eu faço e tá sendo maravilhoso. Nossa, nunca imaginei que eu ia conseguir fazer uma feira tão grande, né, que eu alcançaria, né, um lugar tão com tantas pessoas, um lugar tão legal. Mas o que tem sido de melhor para você? Vender, fazer networking, estar em um ambiente como esse? me conta o que que tem te encantado aqui. O Network, muitas pessoas estão vindo, eh, estão conversando com a gente, conhecendo o programa, conhecendo os nossos produtos e eu já percebi que já cresceu nas redes sociais, o pessoal tá adicionando, tá, tá acompanhando, né, o meu Instagram e tá sendo muito legal. E como tem sido para você participar do programa e pela primeira vez estar aqui no Campinas Innovation Week? Olha, essa feira ela foi realmente surpreendente. Estou aqui desde terça-feira. Vendi muito, é uma oportunidade muito grande. Eu tô muito feliz. E me fala um pouquinho de como que é você empreendedora, com as suas colegas participar de um evento tão grandioso como esse. Olha, é uma oportunidade muito grande, passa muita gente, muito network, as pessoas vêm, conhece agora de manhã, a hora que chega, vem, conhece, depois eles voltam para comprar com mais tempo e todo mundo acaba vendendo. É uma maneira de todo mundo conhecer o trabalho das meninas que estão aqui na feira hoje. E além de vender, claro, tem algum espaço aqui que você se apaixonou? Me conta. Olha, eu gostei muito do espaço das mulheres conectam lá. Tem umas palestras muito legais, é muito interessante. Eu estou no programa desde a primeira-feira, gente, lá na Estação Cultura. tudo. Eh, comecei com acessório só de montagem, só que hoje eu realmente faço todos os acessórios autorais em cerâmica plástica. Eu moldo ele na minha mão, vai no forno e depois eu monto todo o material. Agora, participar do Campinas Innovation Week, é a primeira vez ou você já veio na edição passada? Não vim na edição passada porque eu era CLT. Esse ano eu estou muito feliz de participar, que realmente esse ano eu estou dedicando ao meu empreendedorismo. E como tem sido essa coisa de agora? Eu sou efetivamente empreendedora, algo que começou mais tímido, hoje cresceu tanto, tanto que você disse: "Olha, eu hoje faço todas as peças e estar em um evento grande como esse". Nossa, é uma satisfação e uma gratidão, né, pela oportunidade, né? Porque muitas vezes as pessoas, tá num evento de tecnologia, de inovação, ter junto artesãs que manipulam a mão, que hoje eles ficam só na na internet, em tecnologia, é muito gratificante. E aqui, o que que você mais gostou de todo esse ambiente? Ai, difícil falar porque é um mundo tão inovador, né? Mas eu adorei os robô. O cachorrinho é demais, né, gente? A gente fica muito feliz e agradecida por participar de um evento tão importante como esse na cidade de Campinas e também por ter poder dar oportunidade às mulheres para estar aqui expondo seus trabalhos, porque nós não estamos falando só de pessoas de Campinas, mas é o Brasil todo tá vindo aqui e além de tudo poder prestigiar e conhecer um pouquinho essas mulheres e além de tudo delas fazer o network, crescimento, participação das palestras num ecossistema que fala tanto de inovação, tecnologia, dia e a gente traz, por exemplo, tudo que é feito à mão com delicadeza, o artesanato entrando nesse nesse universo. Como que tem sido isso para vocês? É, é realmente as pessoas que estão até visitando t parado para nos olhar, né, e admirado essa essa questão que hoje a gente só tá na tecnologia e a gente traz esse um outro universo feito à mão, com muito carinho e tudo personalizado pelas nossas mulheres. bonecas, laços, enfeites, tapetes e tudo que faz parte da rotina dessas artesãs nas feiras descentralizadas da Secretaria Municipal de Trabalho e Renda aqui, participando desse ecossistema de inovação e empreendedorismo. Nós somos feirantes pelo CEPAT, que são feiras espalhadas aqui pela cidade de Campinas. Ao todo são em torno de cinco a seis feiras e somente produtos artesanais. E como é para vocês participarem de um evento tão grande assim? É muito legal, é a primeira vez que nós estamos aqui e assim é uma oportunidade bem grande de mostrar os nossos produtos. Fala um pouquinho da as pessoas vêm, conhecem, fazem contato, como tem sido assim os os primeiros resultados? Sim, tá sendo bem positivo. A gente tá conseguindo fazer algumas vendas, então tá bem legal, bem diferente sair da feira lá do bairro, lá de determinada região e tá aqui no centro de tudo. Sim, sim. Até porque no bairro nós já temos contatos com a maioria dos clientes, então aqui tá sendo bem diferente. Artefatos presentes nos costumes e na cultura dos povos originários que vivem em Campinas. Aqui a ancestralidade se une ao mundo da inteligência artificial através da culinária nas mãos da Luami, da etnia em Biaguarani. Uma feira de Iá, né? uma feira que nos mostra também que a gente tem a nossa a nossa ancestralidade junto com essa atualidade. Então, meu negócio é exatamente isso. Além dos artefatos, que é algo muito presente no nosso povo, muito presente nas nossas vestes, muito presente na nossa, no nosso existir, a gente trouxe também e a gente traz a culinária Pirat Rever. Quando a gente pensa numa culinária que traz a ancestralidade e também hoje quando todo mundo aqui tá falando, olha aí a é o futuro, vamos olhar o futuro, como que é essa questão de pensar no nosso futuro, mas sem a gente esquecer ali as nossas raízes, sempre pensando em estar nesses espaços. Importante dizer que a inteligência artificial ou então a tecnologia já vem sendo dos povos originários. Então, não existe um medo, não existe o futuro, porque nós somos o futuro. Então é a gente aprender essa conexão, porque é extremamente importante a tecnologia. Então não dá um medo. E falar de culinária ancestral também se fala de tecnologia, se fala de IA. Por quê? Porque dentro do meu povo, gente, a culinária é produzida com fogo de lenha, é produzido na cerâmica, é produzido nas folhas de banana. E aqui a gente traz a culinária indígena sendo feita de uma forma tecnológica que são as panelas elétricas. Ainda sobre essa questão, né, a gente fala hoje tanto de empreendedorismo feminino da mulher à frente dos dos negócios. E quando a gente pensa nessa construção, né, dos povos guaranil, queria que você me contasse se também quando a gente pensa na culinária, a mulher ancestral já é empreendedora há muito tempo. Sim, sim. As mulheres são empreendedoras desde quando o mundo é mundo, tá? Então assim, eu trago o que eu aprendi da minha avó, o que minha avó aprendeu da avó dela, o que minha mãe aprendeu da minha avó. Então isso isso é algo que vem trazendo gerações a gerações. A culinária é algo muito marcante. A minha avó com o Anon costumava dizer que a culinária ancestral é a forma da gente acabar um pouco com a doença do mundo, porque a maior doença, infelizmente, é a fome. Então a gente traz a culinária com muito carinho, com muito acolhimento, com muita ancestralidade e sim, o empreendedorismo tá não somente na na culinária, mas como os artefatos, né? as nossas pequenas, pequenas tondárias, que são as pequenas guerreiras, elas já vê aprendendo não somente a culinária, como todo a produção dos seus artefatos, o entendimento de seu território, o respeito do seu território. Então, realmente nós somos eh eh inteiro desenvolvimento, tecnologia e empreendedorismo feminino também. Eu [Música] experimentei um pouquinho desse prato que traz essa conexão do ancestral. Me explica um pouquinho, Lu, o que que eu comi aqui. Olha, gente, eu não sei explicar direito, por isso que eu tô pedindo para ela nos detalhar. Bom, você comeu pirate um revé? É um prato isso, o pirate um revé. É pirar. Pirá é o peixe. Tu um é a paçoca da banana verde. Revé acompanha. Então é o peixe acompanhado da paçoca, tá? Então a paçoca é feita de banana verde macerada no pilão e temperada. Um peixe frito da sua escolha e lógico acompanha o palmito, que é algo muito típico nosso, né? Mas é uma culinária que vem milenária, ela transcede gerações. E por que essa questão de comer com a mão? Respeito. Respeito. Tudo que nós tocamos, nos conectamos, nos cura. Então, na verdade, nós, povos originários, não somente nos alimentamos, nos alimentando, nos curando. Então, o tocar com as mãos, comer algo com as mãos, é uma forma de respeito. E eu vou continuar por aqui, então, experimentando o meu delicioso prato que eu ainda não sei falar o nome. Repete aqui para mim, Lu. Pirat um revé. Pirat rev. [Música] M.
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