TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Ser Empreendedor | Do quintal para o negócio: cultivo de cogumelos que virou renda
Em destaque · HD Vídeo · SER EMPREENDEDOR

Ser Empreendedor | Do quintal para o negócio: cultivo de cogumelos que virou renda

510 views Publicado 07/09/2025 HD · 33:37

Descrição do vídeo

No Ser Empreendedor desta semana, você vai conhecer a história inspiradora de Marilza Mirandola, criadora da marca Flor de Cogumelo, que transformou um cultivo no quintal de casa em um negócio de sucesso com faturamento mensal de até R$ 6 mil. 🍄 O cultivo de cogumelos comestíveis, além de saudável e sustentável, mostra como a agricultura familiar e periurbana pode ser uma oportunidade real de renda extra e empreendedorismo. 👩‍🌾 Marilza conta como deu os primeiros passos, os desafios do mercado e as conquistas alcançadas com seu trabalho. 📊 Já o consultor de negócios do Sebrae-SP, Sizínio Guimarães Neto, explica como a Lei nº 14.935/2024 e o projeto Empreende Campinas, da Fundação FEAC, fortalecem esse tipo de negócio e abrem caminho para novos empreendedores da agricultura urbana. 🔹 Um episódio que mistura propósito, sustentabilidade e empreendedorismo de impacto. 👉 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

23 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

A agricultura urbana tem ganhado cada vez mais destaque no cenário atual. Longe de ser uma ameaça ao modelo tradicional, ela tem conquistado produtores que buscam diversificar a produção e aumentar a renda. Para se ter uma ideia, no Brasil, a agricultura familiar, que inclui este modelo de plantil emprega 10 milhões de pessoas. E o ser empreendedor de hoje mostra quem decidiu empreender com a agricultura urbana e a pele urbana. [Música] Ter uma renda extra, um sonho que nasceu no quintal de casa, o cultivo de cogumelos comestíveis e a venda para o consumidor final. Quando foi a primeira vez que você começou a empreender? O que que tava acontecendo na sua vida? Então, nós estávamos com eh precisando aumentar a nossa renda. E aí, eh, meu marido ganhou uma máquina de costura. Aí ele começou a costurar, ele que costurava, ele é autodidata de costura e bordados também. E nós começamos com 10 guardanapos e fomos costurando, vendendo e fomos ampli ampliando os materiais, né, diversificando. E nós tínhamos um objetivo de de tá utilizando toda a renda, uma parte da renda que nós ganhávamos no artesanato, eh, em compra de ferramentas para ele tá estar trabalhando com madeiras. Até então você trabalhava como professora? Sim, sim, sim. Aí eu aposentei e resolvi eh motivado por uma amiga minha, né, que conhecia cogumelos e falou que estava em falta de de produtores de de cogumelos. E nós resolvemos a eh fazer um curso lá em Cunha. Então, mas parece que ela te apresentou o cogumelo assim de uma forma por que que você até então como que foi essa conversa, Marilsa? É, então ela pegou e falou assim: "Olha, eh, por que que você não produz esse cogumelo? Eh, porque tem tudo a ver com vocês, né?" Aí eu nem conheço o cogumelo. Eu nunca havia eh provado o o cogumelo. E aí ela nos presenteou com 1 kg de cogumelos. Nós chegamos em casa, eh, fomos fazer, gostamos e resolvemos procurar um curso e fizemos lá em Cunha e, eh, em três dias e eles deram um um saco de composto e nós começamos cuidar daquele daquele composto, colhemos e começamos resolvemos vender. Já no começo o curso já era para pensar em vender ou inicialmente vocês pensaram em cultivo para vocês ou já foi com o objetivo de vender? Olha, nós começamos eh para nós, mas vimos que a produção estava bem e acelerada, tava sobrando cogumelas. Aí nós resolvemos anunciar eh que estávamos eh vendendo e começamos ter alguns alguns clientes. A do plantil até a colheita é quanto tempo? Olha, do plantil até a colheita é de 20 a 30 dias. rápido. Então é é bem rápido o chimê é bem mais rápido a produção dele. A gente tá falando desse desse início, como foi então adaptar a sua casa para uma produção no quintal aqui meio ao cimento e tudo mais. Então, a as pessoas foram foram pedindo, nós começamos com 10 sacos de composto e aí precisávamos de um espaço adequado. Aí nós fizemos a primeira estufa e que comportava os 10. E aí nós vimos que daria para fazer mais estantes e com a produção dos 10 nós vendemos e fomos aumentando de de 10, 20, 30. Mas aí teve que fazer outra estufa? Teve, teve que fazer outra estufa. Quantas estufas você já teve aqui? Nós já tivemos cinco estufas. E hoje? Hoje nós estamos com três. Sim. Isso começou em que ano? Isso começou em 2000 e [Música] agora faz 4 anos. Em algum momento desde esse início, vocês disseram: "Vamos parar". Aconteceu isso várias vezes. Como foi? Nós nós decid muitas vezes nós nós resolvemos eh ah, vamos parar. Por quê? Porque nós estávamos produzindo bastante e não tinha eh para onde vender, não tinha eh cliente. Sim. Porque você vende pro consumidor final? Nós estávamos vendendo pro pro consumidor final e era muito sazonal. Uma semana uma maioria eh tinha pedidos, outras semanas não tinha pedido nenhum. E muitas vezes nós estávamos assim empatando, sabe? eh, chegava no final, nós íamos ver o a porcentagem de ganho e a gente via que a gente tava trocando figurinha. Sim. E então aí nós pensamos, nós temos que procurar eh vender também para restaurante e começamos eh eh anunciar que bateram de porta em porta mesmo. Batemos de porta em porta. Eh, fizemos cartõezinhos, eh, começamos a anunciar na internet que estávamos atendendo também restaurantes, até que surgiu um restaurante. Acho que eles nem sabem que eles foram assim eh uma figura assim, eles foram muito importantes para nós para que nós que para que a gente continuasse a produzir aquele momento em que a ter estímulo para isso que era possível. Aquele momento então que o restaurante aceitou era o sinal que vocês precisavam. Era o sinal pra gente continuar. Sim. E aí nós eh eles são eh parceiros nossos até hoje. Eles não sabem que eles foram o primeiro, entendeu? Sim. Que que nos deram um impulso para continuar nessa jornada, Maril? Em que momento que vocês conhecem o Empreende Campinas? Olha, eu conheci o Empreende Campinas antes. Eh, eu fiz um curso que chama um projeto eh no NAS que chama que se chama Capital Semente no NASA. aqui no bairro mesmo, não. Olha só, eu conheço uma eu conheci uma assistente social e eu falava para ela, eu preciso de um curso para que a gente pudesse eh eh montar o nosso projeto e ter um um apresentar de uma forma que no mercado como um empreendedor mesmo, não forma. E aí ela ela falou assim: "Ah, quando a Paola ela do nas ela é assistiver o curso eu te te aviso". Aí nós fizemos ela e o e lá na Vila Real, hiper longe, nós saímos aqui à noite e lá em Barão, não é? é lá em Barão. Aí nós saímos e e fomos fazer esse curso, montamos um projeto, elaboramos assim aí onde nós eh reestruturamos a marca, reestruturamos eh toda a nossa eh forma eh de nos organizar o marketing, o marketing visando eh uma projeção no mercado, visando ampliar o nosso negócio. A partir desse curso, vocês inclusive foram contemplados com o capital Semente da FEAX. Sim. Você esperava por isso? Já fez com essa com essa intenção? Como foi quando vocês foram contemplar? O nosso objetivo também era melhorar no marketing, era ampliar na nossa clientela. Sim. E então nós fizemos, nós apresentamos para o professor Dimas o nosso projeto, foi aprovado e então deu continuidade pela avaliação, deu continuidade no Empreend Campinas, que também foi foi essencial que o acompanhamento que nós tivemos na questão de do marketing, do assessoramento dos dos alunos lá da PUC, não foi só então a questão dos R$ 2.000. R foi também todo todo a estrutura que nos impulsionou a nos reorganizar a a nossa forma de trabalho. Inicialmente com capital semente, vocês fizeram o quê? E nós compramos a máquina de de aceladora de de embalagem. Nós compramos a aquela que tira o ar, sabe, de de que tira o ar do do alimento. Eh, os rótulos, nós fizemos uma uma nova marca, sabe? Novo rótulo com a marca de vocês. É. E aí demos uma repaginada, sabe? E aí nós nós eh apresentamos o nosso produto de uma forma diferenciada. Naquele momento em que vocês entram pro empreend de Campinas, você lembra quanto era a produção e quanto essa produção você conseguiu otimizar isso depois? A nossa produção semanal era de era de 20 kg por semana e hoje hoje nós estamos a 80 kg por semana. 80 kg por semana. 80% nós já chegamos a a produzir 100 kg por semana. Nós estamos aqui na sua casa onde funcionam três estufas, correto? Sim. Eh, e você recentemente também está em um outro projeto lá no Itajaí, que lá onde tem a horta comunitária, como que foi também ampliar e essa oportunidade de ter também um outro modelo, uma outra estrutura naquela região? Então, com esse curso do Empreende Campinas e também do Capital Semente, nós vamos conhecendo outras pessoas, né? Vão vai criando laços. E lá eu conheci a Simone, que era eh nora do senor Orlando, que participava lá da horta. Ele era um técnico agrônomo, aposentado e que fazia um trabalho de de mudas nessa estufa, na estufa que eu estou hoje. Sim. E aí ele ele me ajudou a participar da feira lá no CAT. Ele ele ele foi um contato para que eu pudesse participar da feira do livres, que é um um espaço onde vende produtos orgânicos. Onde é essa feira? Eh, ali no Guanabara. Aí foi, eu fui eh aceita a tá eh expondo nessa nesse espaço. Então você vai hoje todo sábado na no livres. Lá você vende quanto mais ou menos? Você sabe? Lá eu vendo de 100, 150 assim. É, são quilos? Não, eu vendo eh poucos mais é bandejas. Bandejas 200 é 1 kg, dois. É mais para divulgação mesmo. É. No próximo bloco, como ter a visão empreendedora de negócios da agricultura familiar e periurbana. No Brasil, a agricultura familiar, que inclui muitos praticantes da agricultura urbana, é responsável por gerar 10 milhões de empregos de acordo com o IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Além disso, com a recente aprovação da Lei 14935 de 2024, que estabelece as diretrizes para a política nacional de agricultura urbana, o cenário se tornou ainda mais promissor para quem deseja explorar essa modalidade de cultivo. Ela reconhece essa atividade como processamento, distribuição de alimentos e outros produtos agrícolas dentro dos limites urbanos e periurbanos. Neto, quando a gente fala de agricultura familiar e periurbana, como o Sebrai vê isso? Sebrai é um incentivador dessa agricultura por tudo que ela representa. Eh, cumpre o papel, a função social da terra, né? a terra não fica ali eh uma uma porção de terra especulativa. Ela tá ali para gerar alimentos, para ser bem manejada. Sim. E essa agricultura é fundamental porque através dela que famílias são mantidas ainda no campo, né? Aí que os nossos alimentos, os principais ingredientes aí que chegam à mesa de todos os consumidores todos os dias, podemos falar aí que 70% do que se consume de hort frut, ovos, laticínios, pequenos animais vem dessa agricultura chamada familiar. Sim. E quando a gente fala da agricultura perurbana, que é essa agricultura que ela funciona tanto em em espaços urbanos, né, em a gente tem hortas, a gente tem outros plantils, isso também é um fomentador do empreendedorismo também, embora não seja reconhecido pelo governo federal para como público alvo das políticas agrícolas, né, para ser produtor familiar, você tem que ser enquadrado em alguns requisitos, como tamanho da área eh geração de renda predominantemente vindo dessa porção de terra agrícola, né? é eh manejada ali por essas famílias, a mão de obra também, mas esses pequenos produtores que estão nas franjas da do do perímetro urbano ou mesmo dentro da cidade também tem a sua relação. Por exemplo, elas movimentam feiras livres dos bairros rurais, elas têm um papel terapêutico para essa esses membros da família que se aposentaram, que de repente vê nessas porções de terra aí uma possibilidade de incrementar a renda familiar, mas também abastecer as comunidades locais onde essas áreas estão próximas ali. quando a gente fala, inclusive nosso case é um produto eh produzido em área urbana, que hoje participa, por exemplo, de uma feira orgânica, que também é um nicho de mercado, que a gente teve isso. Quando a gente começa a observar que é possível também olhar esses produtores do ponto de vista que é um negócio, que isso é um negócio que começa na ponta com plantil, mas vai ao encontro daquele consumidor final. Isso. Um grande vetor que estimula essa produção é o mercado. Se produz é porque tem mercado e esse mercado estão próximos de onde esses esses núcleos estão inseridos, né? Então ele tem múltiplos papéis. Eu falei do terapêutico porque a gente visitando a horta do Itajaí lá no Campo Grande, né? a gente se depara com esse tipo de situação. Você vai lá e pergunta para aquelas famílias que estão lá manejando suas terras de 10 m² por de de de 10 por 5 m² e eles falam isso. Olha, isso para mim é é muito mais do que uma produção comercial, é uma terapia. Se não tivesse isso aqui, eu estaria em casa certamente com sintomas de depressão. Mas há um mercado que é um vetor, é uma mão que que gera esse fluxo aí. Ou seja, eu produzo e vendo, produzo, vendo eh, no caso do Itajaí em associações. E esse é um modelo interessante também. Eu não preciso produzir sozinho, porque a questão da agricultura urbana, ela é ter pequenas porções de terra, então eu tenho que produzir com diversidade, mas em pequenas áreas. Agora, se eu somo, como a Horta de Itajaí, 17 famílias produzindo uma poção de terra pequena, fica uma poção de terra legal. eh em termos de tamanho, produção e diversidade do que se produz. Então, esse núcleo organizado, mesmo que informalmente, ele tem força para chegar numa feira mais movimentada, que está longe fisicamente, para ratear custos de deslocamento para compra de insumos e processamento dessa matéria-prima. Então, essa união aí, eu acredito que é a alma do sucesso desses empreendimentos. Quando a gente pensa na dor do empreendedor, geralmente se fala muito em planilha e tudo mais. E quando a gente pensa no produtor rural, é justamente como que eu vou fazer o escoamento desse meu produto, seja numa feira, seja em parceria em uma associação que um acaba indicando o outro, que dicas que a gente pode dar para o empreendedor eh periurbano, para o o pequeno eh produtor rural que precisa escoar o seu produto ou mesmo transformar aquele produto em um bem de consumo. para que ele possa ter a subsistência tanto sua quanto da sua família, desse empreendimento, tá? Eu acho que o modelo do associativismo dá para ele um poder de barganha maior para alcançar mercados mais estruturados. Ou seja, eu deixo de ir na feirinha vendendo meu produto e eu estou na feirinha agora com uma barraca, com uma diversidade de produtos. Eu posso fazer parcerias com uma quitanda ou posso entregar em condomínios, porque eu tenho musculatura agora para isso que eu não teria sozinho. Lembra? Eu sozinho eu tenho uma porção pequena de áreas. Eu em conjunto eu tenho uma porção maior com diversidade de produtos, que é isso que o mercado quer. Então ele associável, seja formal ou informal, ele ganha essa musculatura. Eu diria que ele precisa ter os olhos atentos para conhecer os desejos e as necessidades e as vontades do seu público alvo, né? O que o público procura, de repente pode ser uma ferramenta para ele eh passar a produzir o que ele não produz, um alho poró, algum produto que o mercado tá pedindo, ele tem que ficar atento. Não é só falar: "Olha, hoje não tem, falar: "Hoje não tem, mas amanhã quem sabe eu posso suprir essa sua necessidade." Lembra? Eu tenho um conjunto de produtores lá, então cada um pode produzir alguma coisa e isso pode ir rotacionando ao longo do ano, né? Então eles ganham enquanto associados essa possibilidade, entender o seu mercado e procurar no Sebrai, né, as ferramentas que lhe faltam, as ferramentas para divulgar melhor o seu produto, para mostrar esse produto numa boa embalagem, para proteger a marca de repente que já é de sucesso, mas ela não tá protegida. Meu competidor pode observar, opa, deixa eu fazer uma pesquisa, ver se ele registrou a marca dele que tá fazendo um sucesso. Não registrou, eu posso pegar para mim. Então, venha buscar informação de como se inserir nesse mercado de forma segura e ter as vantagens, né, de de produzir com essa diversidade, de produzir localmente. O produtor eh esse tipo de produtor, ele também pode procurar o Cebra, então também pode procurar. Eh, a gente estava falando em off aqui ainda agora do programa Rural. Esse precisa de que o produtor tem é um CNPJ de produtor rural ativo que tem uma produção associada, mas o atendimento do Sebrai é para qualquer público, aquele que tem um negócio, aquele que tem a ideia de ter, que não nem sabe o que quer ter ainda, a gente tá aqui para iluminar esse caminho e e servir ali como um apoio, né? Ele não vai cair nem pra esquerda, nem pra direita, ele só vai andar paraa frente com esse apoio que o Sebrai pode dar para ele. Com a ida lá pro Parque Tajaí, você agregou aquilo ao negócio, não transferiu as eh estufas daqui para lá. Como que você consegue coordenar agora, tendo dois espaços em localidades diferentes da cidade para lidar com esse negócio? Olha, é assim, a minha filha fica aqui cuidando dessas estufas e fica também eh limpando os cogumelos, embalando e e no caso de pedidos, eh, ela ela ela eu tenho um serviço de motoboy e aí ele vem e ela faz as entregas. O pedido é pelo WhatsApp? É pelo WhatsApp, tá? E você fica todos os dias lá no Itajaí? Todos os dias, porque eh o Shimme você tem que tá colhendo todos os dias, senão ele passa do padrão eh de comercialização. Tipo assim, olha, esse daqui é o Iatque. Olha, ele não é Shimed, ele é o Shimed, só que ele passou do padrão que os restaurantes eh pedem. Mas pode comê-lo, pode comê-lo. Mas daí então tem pessoas específicas, assim, são as tem, eu tenho clientes que gostam só de ir ataque, entendeu? Então, eh, mas para para restaurante não é adequado. O adequado é isso aqui, ó. Esse é o tamanho ideal. Esse é o tamanho ideal. Um pouco atrás de você, inclusive, enquanto você fala, a gente tá mostrando, né? você quando passou a produzir outros tipos de cogumelos? Aí eu comecei a diversificar. Eh, agora lá na horta do Itajaí tem mais espaço. Eu comecei a o a produzir o o chitque, que é uma produção mais demorada de 2 a 3 meses no bloquinho. Na madeira ele demora 9 meses no meio da de uma mata, tal, tudo, embora lá tenha a mata que tem um um ambiente propício para isso, mas ainda não fiz essa experiência. da Tora, mas é um projeto que eu desejo fazer. E esse daqui que é o Juba de Leão, que é um cogumelo medicinal que foi constatado que ele ajuda eh ampliar a memória e ajuda nas conexões neurais. E esse também tem pedidos dele? Olha, eu estou criando uma clientela agora. já tenho um projeto inicial, já tenho um cliente já que que já está todo mês já tá já está comprando. Do ponto de vista empreendedor, eh como é para você pensar em atender essas demandas? Olha, é um desafio porque o essa comercialização do dos cogumelos é assim, é um comércio meio desconhecido dos brasileiros, né? É um produto que não faz parte da cultura nossa, mais japonesa, né? Os seus clientes, por exemplo, os restaurantes são restaurantes de comidas japonesas? japonês. E então, eh, muitas pessoas têm curiosidade, mas não sabe como fazê-lo. Você vende pros restaurantes por quilo? Por quilo. Quanto custa hoje em média 1 kg? Ó, a média de do quilo eh varia entre 19, 18 a 25. E o shit, o chitaque, o shit já é mais caro. Ele é entre 45 a 55 por aí. E ele é para restaurante ou também é para é para consumidor final? Restaurante, consumidor final. E o outro? O outro ele, esse daqui, ele já tem um valor agregado maior. 100 g. eh, que eu estou iniciando agora, eu tô, mas já existe na internet 60, 70, 100. Ele é para que tipo de cliente? Olha, eh, para, eh, casas de, de produtos naturais, sim, eh farmácias de homeopatia que manipula esse tipo de de produto e também consumidor final. Sim. E restaurantes também, alguns restaurantes, alguns chefes ousados também estão utilizando o juba de leão, porque fazem grelhadas, diz que ele tem um sabor de frutas do mar, sabe? Um sabor do ciril, coisa assim. Ah, e aí que tá a questão de consumidor final são para aqueles veganos ou aqueles que gostam de uma de uma alimentação diferenciada. Sim. E saudável. Marilsa, com toda essa experiência, essa visão, não só de produtora, como também de quem tem que fazer o comércio de tudo isso, onde você pretende chegar? Eu pretendo ampliar, eu pretendo diversificar eh esse com outros tipos de de cogumelos, se eu tiver espaço. Então, lá na horta eles eles cederam esse espaço. Não é um espaço meu, é cedido por uma eh agricultora lá, a Laíde. Eu sou muito grata. O seu João que também me conheceu na horta. e que me chamou para que eu possa pudesse reativar a estufa porque estava assim abandonada, né? E nós eh e o tempo dela de já era já foi feita 20 anos atrás. Lá funciona como parte da sua produção você eh devolve pra própria associação, porque lá é uma associação que toma conta, não é? Eu não sou ainda associada, correto? porque por um por questões burocráticas ainda. Pronto. Eh, mas eh eu participo ajudando, tipo, o pessoal lá a vender também as verduras. Então, quando eu ofereço o cogumelo, eu vendo também as verduras, que é tudo orgânico. Tudo orgânico, até flores, tem umas flores comestíveis lá. Já, já cheguei vender para restaurante. Sim. Então, o que tiver eu vou oferecendo, vou ajudando. Então, é assim, é a forma que eu tenho para tá eh gratificando o pessoal por estar me aceitando lá. Professora aposentada que já trabalhou com bolsa, imaginou algum dia cri ganhar dinheiro com cogumelo? Não, nunca imaginei. E foi uma aventura. E o cogumelo, eu fiquei, eu sou apaixonada agora pelo cogumelo, é muito apaixonante, sabe? E as, e o pessoal lá, é, por incrível que pareça, tá virando tipo assim, o pessoal quer ir conhecer como que é o cultivo que é diferenciado, né? E quem vai conhecer geralmente já sai com uma sacolinha com sacolinha. E aí você tem que tá ensinando como fazer e as pessoas acabam fazendo e gostando. Você já pensou, por exemplo, nas suas redes sociais? de você dar dicas de receitas com cogomelo. Você já faz isso? Já faço isso. Já tô por questões de tempo, eu não faço mais constantemente, mas é um uma proposta nossa do nosso projeto é eh fazer mais culinária com os cogumelos e convidar algumas pessoas que que gostam de cogumelo, gostam de de da culinária utilizando o cogumelo, de estar eh mostrando como fazer para as pessoas que são curiosas, que têm assim o cuidado com a a alimentação e cuidado também alimentar, né, que agora é essencial, né, pra vida, uma vida saudável. E o produtor rural, ele pode ser meio? Ele deve ser meio porque ele é pequeno. Essa produção mesmo que a gente foi, é mãe e filha que trabalham juntas. Perfeito. Elas podem ser semi com o negócio dela, com com a marca. Oi. Qualquer um pode. Elas já são. Qualquer um um pode, né? Assim como elas. Tem que ter muito bem esclarecido e e definido que a partir do momento que eles se tornarem meio, eles têm uma obrigação e não só o bônus, né? Vai ter ali os impostos, apesar de serem eh eh menores, né? E e ac hoje tá quanto essa taxa mensal? 65, 71, depende muito do se é serviço, se é comércio que eles vão prestar. Sim, vão vão comercializar, né? Mas eles passam a ter essa essa prerrogativa também. Então eles têm que analisar muito bem se é o momento de formalizar. Eu tô me formalizando porque o um mercado novo se abriu para mim, mas ele exige que eu emita nota fiscal. Aí eu tenho que que me me formalizar. Sim, mesmo que eu não tenha uma produção, que eu seja um parceiro de um produtor, a minha barraca pode ser formalizada. Por exemplo, a pessoa quer vender o alface para um restaurante, tem que emitir a nota, tem que ser meio aí, tem que ser meio. Ou esse produtor, de repente, ele pode se equiparar a um CNPJ, que aqui em São Paulo é obrigatório, né? Você tem que ter o CNPJ rural. Ele vincula o CPF a uma pessoa jurídica, né? Mas sem as a a as todas o arcabuço legal que o que uma empresa teria que e o tem condições de instruir qual é a melhor condição para essa empresa? fazemos isso. Nós fazemos isso, embora eu tenha que destacar que ele precisa ter esclarecido que no momento que ele se formalizar como MEI, de repente ele vai ter o ônus ali de arcar com os impostos mensais, faturando ou não faturando. Então é esse passo é muito importante, parece uma oportunidade, mas isso tem que ser planejado. E aí, isso aqui a gente ajuda no [Música] [Música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do SER EMPREENDEDOR

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
30:53

Ser Empreendedor | Faturando na Copa

52:17

Ser Empreendedor | Empreendendo com experiência gastronômica

44:46

Ser Empreendedor | Boteco raiz

36:36

Ser Empreendedor | Mães empreendedoras: histórias de sucesso em Campinas

42:16

Ser Empreendedor | Bazar das bias: empreendedorismo feminino em ação!

46:16

Ser Empreendedor | Personal organizers transformam organização em carreira de sucesso

33:48

Ser Empreendedor | Segredos das barbearias de sucesso em

44:11

Ser Empreendedor | Como transformar arte em negócio e viver da criatividade

34:17

Ser Empreendedor | Empreendedorismo adolescente: transformando paixão em lucro

39:37

Ser Empreendedor | De hobby a r$10mil/mês: segredo velas artesanais explodem!

32:38

Ser Empreendedor | Empreendedoras confeiteiras na Páscoa

42:26

Ser Empreendedor | Março da mulher: empreendedorismo feminino na moda em Campinas

33:07

Ser Empreendedor | Empreendendo com cabelos afro: beleza, identidade e força

31:55

Ser Empreendedor | Do projeto ao reparo: design de interiores e construção civil

42:22

Ser Empreendedor | Estúdios de podcast na pandemia e franquias

33:31

Ser Empreendedor | Biscoitos artesanais e cookies caseiros viram negócio em Campinas

50:17

Ser Empreendedor | Gin artesanal e vinho: negócios que deram certo em Campinas

34:15

Ser Empreendedor | Brechó de móveis e antiguidades: como transformar história em negócio

44:31

Ser Empreendedor | Saúde e Bem-Estar: negócios que crescem com propósito em Campinas

42:06

Ser Empreendedor | Negócios com vinhos: de r$ 870 a marcas próprias e inovação

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
1:03:23

Estúdio Câmara

16:38

Câmara Na Copa | Copa do Mundo FIFA 2026: Tudo Sobre a Maior Edição da História

4:22

Câmara Notícia | Parlamento Jovem 2026

8:59

Notícias da Metrópole

16:39

Notícias do Legislativo

2:43

Agora é Lei | Semana da Força Expedicionária

10:27

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

56:15

Câmara Notícia