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Ser Empreendedor | De funcionários a donos de agências: história de sucesso no turismo
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Ser Empreendedor | De funcionários a donos de agências: história de sucesso no turismo

106 views Publicado 11/08/2025 HD · 31:49

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✈️ O setor de turismo foi um dos mais impactados pela pandemia, mas também é um dos que mais cresce no cenário pós-crise. No episódio de hoje do programa Ser Empreendedor, você vai conhecer a trajetória inspiradora de Carlos Tosseti e Gabriel Brasileiro Tossetti, pai e filho que transformaram anos de experiência como funcionários no setor em um negócio de sucesso: suas próprias agências de viagens. Com coragem, planejamento e visão de futuro, eles abriram suas empresas em um momento delicado da economia — e hoje colhem os frutos de uma retomada acelerada do turismo nacional e internacional. 🚀 Neste episódio, você vai descobrir: Como foi a transição de funcionários para empreendedores Quais foram os principais desafios para abrir uma agência de viagens pós-pandemia Estratégias adotadas para atrair clientes em um cenário de incertezas Como o setor de turismo está se reinventando e se fortalecendo Dicas valiosas para quem quer empreender no ramo de viagens 🎙️ ENTREVISTADOS: Carlos Tosseti – Empresário Gabriel Brasileiro Tossetti – Empresário A história da família Tossetti mostra que empreender também é sobre resiliência e aproveitar o conhecimento adquirido ao longo dos anos para criar algo próprio. Mesmo diante da instabilidade vivida pelo setor de turismo, eles apostaram no crescimento da demanda por experiências de viagem personalizadas e consultoria especializada. 🌎 O programa também destaca como o setor turístico tem sido impulsionado por novos comportamentos de consumo: a busca por viagens de valor emocional, escapadas rápidas, roteiros personalizados e segurança no planejamento. Se você sonha em abrir uma agência de turismo, quer entender o cenário atual do mercado ou se inspira em histórias reais de superação e empreendedorismo, este episódio é para você. 📲 Compartilhe, curta e comente. Sua interação fortalece o empreendedorismo local e motiva outros a seguirem seus sonhos! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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O número de agências de viagens em Campinas teve um aumento de 61.4% nos últimos 6 anos. De acordo com o Sebrai São Paulo, em 2019 eram 301 e já 2024 fechou com 486 unidades. E é neste cenário que o ser empreendedor de hoje mostra quem investiu neste segmento está fazendo muito sucesso. [Música] Abrir uma agência de viagens no Brasil é uma oportunidade estratégica para quem deseja investir no setor de turismo. Entre os pontos que destacam o potencial desse empreendimento estão a demanda crescente por experiências e viagens, pois viajar deixou de ser um luxo para se tornar uma prioridade para muitos brasileiros, especialmente com o crescimento do turismo de aventura, ecoturismo, o turismo cultural e as viagens personalizadas, o turismo externo em expansão, pois o Brasil é um país extenso e repleto de destinos turísticos variados. o que representa uma grande oportunidade para as agências focadas no turismo doméstico e também a demanda por viagens corporativas. As viagens internacionais globais em 2024 alcançaram níveis pré-pandemia. Os principais destinos são países da Europa, África e Oriente Médio. Me fala desse planejamento antes de fato você dizer: "Olha, eu não eu vou trabalhar por conta própria". Como foi isso na sua cabeça? Em que momento que você despertou e quanto tempo você planejou para, enfim, decidir e falar: "É a hora". É, então, na verdade, eh, eu, eu realmente foi uma coisa muito bem pensada. Eh, depois da pandemia, eu comecei a ver que tinha um mercado que tava meio que abandonado, né, de alguns clientes aí que a gente chama hoje de cliente ouro, né, que é um cliente que busca uma uma qualidade de serviço melhor. E eu percebi que não tinha ninguém para atender ele aqui na nossa região, apesar de ter mais de 400 agências de viagem. Então, foi por isso que eu tive que analisar bem o mercado, ver eh realmente assim ver onde é o espaço, por exemplo, né? Hoje a maioria das pessoas são home office, então eu já quis abrir um espaço para ser um diferencial meu, né? O trabalho que eu faço aqui dentro da agência, né? Que além de ser agência de viagem também é uma galeria de arte, a gente trouxe incrementos assim que outras agências não têm, né? A inclusive aqui na nossa agência a cada uma vez, a cada dois meses, a gente tem eh pessoas que vêm falar sobre saúde do homem e da mulher, moda, beleza, cultura, né? justamente tudo para agregar mais valor ao meu serviço, né? Então assim, quando eu realmente pensei em abrir uma agência, eu primeiro fiz toda essa análise de mercado, de custo, né? Quanto de dinheiro eu tinha guardado, porque vai um investimento inicial, né? Eu fiz a reforma aqui do local, mas hoje, né, em menos de um ano de empresa, eu já consegui pagar tudo que eu investi e já estou tendo lucro. Depois, né, que foi tudo OK, né, escolhemos o local, aí foi mais uns 2 meses e meio de reforma, né, do espaço onde você tá aqui. E documentação. Documentação também, né, a gente, eu já trabalhava com turismo, né, então já fic fica um pouco mais fácil para mim. Eu já sabia toda a documentação que ia precisar. Então, abrimos, decidimos já de antemão não abrir a MEI, porque MEI tem aquele máximo, né, de lucro, eh, que você tem que ter. Então, a gente já achou que ia dar muito certo mesmo. Então, abrimos uma LTDA. Eh, e aí quanto a documentação, eu já sabia tudo que eu tinha que fazer. Então, já fui atrás do cadastr, né, para ter o C, a primeira abriu, o CNPJ, claro, né? E depois eu fui atrás das documentações, né, inscrição estadual, municipal, né, com a prefeitura, né, e analisei todos os custos e prazos para isso tá pronto para eu poder abrir a agência. O que mudou na sua rotina desde que você decidiu virar essa chave? Primeiro que quando a gente trabalha pros outros, né, a gente acaba não tendo vida. Essa é a verdade. Então, eh, isso foi o que mais mudou, né? Hoje eu tenho um horário flexível, eu faço meu horário. Aqui na agência a gente só atende com hora marcada, então é um dia que eu sei que eu não tô bem, eu não preciso vir, né? Então eu dou, eu atendo cliente online, é a partir da minha casa, eh consigo hoje cuidar da minha saúde, coisa que eu não conseguia antigamente, né? Tudo você tinha que pedir pro seu chefe. Eu tinha medo de passar mal, de ficar doente. Essa é a verdade. E quem trabalha com venda sabe que quando a gente não tá ali ativo, a gente não recebe no final do mês, né? Então hoje eu acho que é o tempo, né? Principalmente o tempo, a flexibilidade. Foi isso que eu mais ganhei. A qualidade de vida totalmente diferente. Qualidade de vida. Essa essa é a palavra. E quando você efetivamente abre a agência para a captação de cliente, o que você fez? Você trouxe já a sua carteira? Como você então se reposicionou profissionalmente para trazer esses clientes para cá? Qual é o perfil desse cliente? O nosso perfil de cliente é o público B e A, né, que a gente chama de ouro aqui na agência ou premium. Eh, eu não tinha carteira de cliente porque, por incrível que pareça, os 17 anos que eu trabalhei em operadora, eu só podia vender paraas agências de viagem. Então, antigamente até minha mãe numa roda de conversa falava: "Ah, meu filho trabalha com turismo, a pessoa vinha querer comprar alguma coisa comigo", falava: "Eu não posso vender para você, né? A gente assina um contrato inclusive com as operadoras". Então, eu nunca pude vender pro cliente final, então eu nunca tive carteira, né? E isso era um dos meus medos. Por isso também o tempo de decisão foi esses 4 meses foi realmente pensando nisso. Mas aí a gente conversou com umas empresas de marketing, né, uma que cuida da gente hoje inclusive, ela falou: "Carlos, então para você que tá iniciando isso, eh, começa primeiro com o Instagram, abre o Instagram, começa a ter conteúdo, né? Os clientes vão começar a chegar. Hoje, em menos de um ano, a gente tem quase 4.000 seguidores no Instagram. Uma coisa que ajudou muito na época também é que a gente tem é uma parceria com o assessor da Daniele Vinitz, da atriz da Globo, né? E aí ela veio para pro pra inauguração. Então isso acabou atraindo um público campineiro, né, pro meu evento. Então conhe eles começaram a conhecer a marca e conhecer os diferenciais, né, que a gente fala eh tanto de da desses eventos que a gente faz aqui internamente, quanto da galeria de arte, tudo isso agrega para trazer esse público que eu quero, né? Então a gente, foi isso que eu acho que acabou dando esse boom, foi isso que ajudou, né, a gente. A gente hoje também eh anuncia em outdoor aqui em Campinas, na em revistas bem conceituadas, onde esse público tá. Eh, então é isso. Eu acho que foi isso que ajudou a gente a decolar literalmente. Você diz que a agência tem um algo peculiar, que é o atendimento preferencial premium. No entanto, a sua primeira ferramenta de trabalho foi a internet, uma rede social. Como você conseguiu conciliar essa experiência do cliente que começa lá quando vê um post até a efetivação de de uma viagem depois de todo essa prepara de toda essa preparação para essa viagem, eu vi que você inclusive tava preparando uns kits para essas pessoas. Me fala dessa desse processo, tá? Eh, eu acho assim, quando a pessoa quer abrir qualquer tipo de negócio, ela tem que saber realmente qual é o público que ela quer atingir. A partir daí, você começa a fazer uma comunicação voltada para esse público. Eu até até uma uns amigos meus brincam que eles falam assim: "Cá, eu não vou aí eh na sua agência porque ela não é para mim, né? Aí eu brinco, a minha agência é para todo mundo, né? É aquela pessoa que busca o luxo e cada um tem o seu perfil de luxo, né? Eh, eu sempre falo que uma pessoa que é humilde, por exemplo, ela de ter um café da manhã num hotel e alguém que arrume a cama dela assim que ela sai do quarto e volta e o quarto tá arrumado, isso é luxo para ela. Mas tem pessoas que estão já convivem com o alto padrão e para ela o luxo vai ser um helicóptero descendo em cima de um iate. Então aqui a gente atende qualquer tipo de luxo, mas a minha comunicação desde o começo foi sempre voltada para esse público B e A, né? E aí, automaticamente as cores, a gente tem que analisar o que a gente coloca, né? Que tipo de roteiro, pacote, proposta a gente coloca dentro do do Instagram. Então, os meus os meus pacotes ali, as minhas propostas dentro do Instagram, eh, o ticket médio por pessoa é acima de R$ 20, R$ 30.000. Então, se eu, esse público que tá analisando isso, que chega ali e é uma casa, né? Você deixa uma prateleheira ali do supermercado, como se fosse isso aberta, então a pessoa ela vai e pega, igual quando a gente vai escolher um vinho, né? você vai pelo que você gosta, mas também porque pelo aquele que encaixa no seu bolso. Então, quando o cliente que acabou entrando no Instagram ali, que, né, a gente usa o tráfego pago, inclusive, eh, quando o cliente chega ali, ele fala: "Meu, isso aqui é para mim ou não é para mim?" Então a gente acaba atraindo o público que a gente quer mesmo. E falando, inclusive ainda continuando nessa estratégia, como foi a partir então dessa parceria de que ter feito uma inauguração e tudo mais, você começa a captar os primeiros clientes, são pessoas aqui da cidade, são da região, como é isso? Ah, por incrível que pareça, né, o Instagram ajuda muito, né? O evento foi muito legal, né? Tem aquele boca a boca, um vai passando pro outro. O evento tinha sido planejado para 55 pessoas e apareceram 97, né? Então, eh foi bem legal. A gente trouxe alguns, eh, alguns eh profissionais, né, que trabalham com isso, né, com comunicação, e eles acabar acabaram disseminando isso em Campinas, né? Mas por incrível que pareça, a gente fez até um levantamento esse mês passado e mais de 70% dos nossos clientes não são da região de Campinas. Então, o Instagram mostra que ele tem uma força muito grande, né? E você precisa através dele passar credibilidade, porque como uma pessoa do Sul, por exemplo, de Curitiba, que é onde a gente mais tem cliente, como que ele compra sem conhecer uma agência? Então é porque ali mostra a gente também com conteúdo nosso, a gente mostra seriedade. Tem a Daniele Vinits, que já traz claramente uma uma seriedade grande também, mas é o conteúdo que vai fazer amarrar esse cliente mesmo estando fora, né? Então a gente, claro, a gente quer focar muito no público aqui campineiro, principalmente por isso que a gente tá investindo em revistas locais aqui e no outdoor. Mas o Instagram ainda é uma ferramenta pra gente essencial. No início da entrevista você inclusive falou: "Olha, eu eu privilegio a experiência do cliente num espaço físico e agora você me diz que a maior parte da sua clientela é, por exemplo, do Sul. Como então fazer com que esse cliente viva uma experiência sem necessariamente vir aqui? Como é esse desafio? Ótima pergunta. Eh, a gente tem, a gente tem um cuidado com o cliente desde o primeiro momento que ele entra em contato com a gente. Eh, a gente já pergunta qual modo que ele quer ser atendido, se é por áudio no Instagram, se é por escrito, se é fazer uma reunião online, que é o que a gente mais prefere, até para ele conseguir visualizar o que é a nossa agência hoje. Com isso a gente já acaba trazendo a credibilidade dele. Mas o nosso cuidado com o cliente depois que ele fecha o pacote com a gente, é o cuidado de a gente mandar um kit viagem pra casa dele, né? recentemente, inclusive, a gente tem alguns eh a gente tem um casal, inclusive de Santa Bárbara do Oeste, que acabou de chegar na Itália. Eles foram para assistir o show do André Botelli na Toscana. é um produto que a gente vendeu muito aqui, que a gente divulgou bastante. Eh, e aí esse cuidado, né, de mandar pra casa deles, por exemplo, uma semana antes, a gente mandou uma caixa com massa artesanal, com molhos, eh, com torradas, eh, o azeite italiano, uma caixa e com um texto, né, falando para eles, comece a vivenciar a experiência da Toscana agora. Então, eles é uma massa que você faz em 5 minutos, né, e aí o casal já começa essa experiência lá. Então, a gente tem eh a gente tem eh eh brindes personalizados como malinha para criança, que a gente coloca mini gloss, lápis de cor, canetinha. Eh, e fora isso, quando o cliente chega na viagem, todos os dias a gente vai falando com ele para falar o que que ele vai ter no dia seguinte. E o negócio deu tão certo que o Gabriel deixou o mundo corporativo para ser empresário e junto com Carlos está à frente da agência. Eu trabalhei no mundo corporativo 22 anos em grandes corporações, né? nessa última posição já tava como diretor executivo de uma grande empresa aí do agronegócio. Eh, e é uma vida muito diferente, né, você trabalhar numa grande corporação e trabalhar no seu próprio negócio. Eh, eu tava num momento bastante positivo, porém a gente já tinha, o Carlos já tinha iniciado, né, a gente já tinha investido na agência algum tempo antes e a gente imaginava um tempo de crescimento médio aí dos negócios no Brasil que levam tempo para decolar. Porém, o negócio foi muito bem, né, e está indo muito bem, eh, com uma velocidade maior do que a gente planejava. Então, eh, eu decidi vir pra agência para me dedicar exclusivamente ao nosso negócio. E tem sido muito bacana, né? A vida eh, de um empresário e de um executivo é muito diferente, né? por exemplo, eh, você trabalha e como executivo ou quando você trabalha numa empresa que não é sua, de acordo com a agenda da empresa, de acordo com as necessidades, com as metas que estão que são estabelecidas pela empresa. Agora, como empresário, é você mesmo que cria sua agenda, né? Então, eh, as metas, o, os objetivos, a forma como cada um dos aspectos da empresa vai ser feito, desde a gestão de limpeza da empresa, o IT, o comercial, o RH, tudo isso é uma visão que as decisões que nós mesmos mesmos tomamos. E a gente conversou e você falou: "Ó, eu fico com a parte chata, já veio preparado para essa parte chata. E ela, apesar de ter esse nome, ela é de suma importância, muito importante, né? Eu sou responsável pela parte de operações da agência, né? Então, tanto a o controle administrativo como financeiro. E ela é chata no sentido de ser burocrática, né? necessariamente envolve documentações, pagamentos, transações, algumas burocracias inerentes ao processo. Então, eu já tava preparado sim, porque na minha história eu já tive várias funções eh altamente burocráticas. Eh, mas para mim é um prazer porque assim, é o nosso negócio, né? Então tá toda a nossa alma, o nosso coração tá aqui. E eu também sinto prazer em garantir que estruturalmente o negócio tá bem. Qual foi o maior desafio nesse primeiro ano de ser dono do próprio negócio? Eu acho que para mim foi justamente essa expectativa de de cliente. Como eu nunca tive, né, o cliente final nas minhas mãos, era o que eu mais tinha medo. Eu falei: "Meu, o que que adianta eu ter uma estrutura dessa, ser capacitado hoje com 17 anos de experiência, mas não ter o cliente, né?" Eh, então esse era o meu maior medo. Por isso que desde sempre, né? Desde o começo, mesmo com a reforma aqui, eu já começava a cuidar dessa comunicação, né, no Instagram, para quando isso fosse inaugurado em novembro, como foi, os clientes entrariam no Instagram e encontrariam vários conteúdos já, né? Então eu fui preparando esse Instagram antes mesmo da inauguração da agência. [Música] No próximo bloco, a empresária que passou pela queda do setor na pandemia da Covid-19 e ampliou o seu negócio com a recuperação pós pandemia, com o crescimento do turismo nacional e internacional. [Música] [Música] O setor de turismo passa por muitos desafios, principalmente nos últimos anos, com as mudanças econômicas e com a pandemia. Mas recuperado, registra um dos maiores faturamentos desde 2019. Apenas no primeiro trimestre deste ano, ele superou os R8 bilhões de reais. E as agências de viagem também seguem esta tendência. De acordo com a ONOTIS, 1.4 bilhão de turistas fizeram viagens internacionais do ano passado. O setor gerou 1.6 trilhão de dólares em negócios. 3% a mais que 2023 e 4% acima de 2019. A forte procura por viagens pós pandemia foi um importante alavancador desse cenário. Esta empresária, que já tinha uma agência de viagens, passou por esse período pandêmico. Eu saí dessa empresa, né? E como eu cresci dentro de um comércio, dentro do empreendedorismo, minha família tem comércio desde que eu tinha um ano de idade, então sempre veio essa essa questão de ter algo para trabalhar para você mesmo. Minha mãe tem a sogre desde que eu tinha um ano de idade, né? Mas eu cresci ali atrás do balcão com ela, de atender, de lidar com o cliente. Então sempre tive ali, né, o tempo inteiro. E aí quando eu saí dessa empresa, né, eh, com apoio da minha família mesmo, da minha própria mãe, que ela até falou: "Dani, por que que você não abre a sua própria empresa? Por que que você não segue esse caminho, né, que eu já tinha muitos clientes, tinha uma carteira de clientes que me acompanhavam, né?" né? A partir do momento então que você toma essa decisão para oferecer essa experiência ao cliente que quer viajar com o seu serviço, qual foi a estratégia para que você efetivamente abrisse o seu negócio? Você foi atrás do quê? Bom, primeiro a parte burocrática, né? Então, nós temos aí uma parte burocrática que é a constituição da empresa, eh, você se você criar um CNPJ, registrar isso numa junta comercial, fazer todo o processo burocrático, né? É meio ou não? Não, nós somos limitados, né? Sempre, sempre fomos limitadas. Já fui me e já voltei pro limitada. E isso é uma orientação. Eh, seguimos sempre a orientação do contador, né? Eh, mas eh aí tivemos a parte burocrática, aí foi uma construção de espaço, né? Onde aonde vamos nos localizar? Porque eu eu sempre considerei que eu precisava ter um ponto físico, né? Que o home office não me atendia, não me atenderia, porque eu gostaria de receber meus clientes, né, que que quisessem vir pessoalmente, porque hoje, por exemplo, temos um grande número de pessoas que compram pelo WhatsApp. A gente atende pelo WhatsApp, telefone, e-mail. né? Então, mas sempre valorizei isso de ter um espaço para receber os clientes que querem vir até nós, querem conversar, tirar as dúvidas e tudo mais. Então, eu aluguei uma sala, uma sala muito pequena, de uns 20 m², e aí eu comecei com computador, eh, a empresa aberta e alguns móveis que eu mesmo selecionei, né? Eu acho fiz, eu lembro como fosse hoje que eu fiz um investimento acho que de R$ 10.000 na época. E aí comecei ali naquele espaço e me e aí o que acontece no nosso ramo? Nós qual que é o processo? Abrimos a empresa e nos filiamos aos nossos fornecedores, que são as operadoras turísticas e as consolidadoras, são representantes aéreos. Então, fui abrir os cadastros todos até começar a operar com todos esses fornecedores. Hoje, por exemplo, a gente já seleciona os fornecedores, né? Então a gente já sabe com quem nós podemos contar ou não, né? Então quando a gente coloca o cliente na mão daquele fornecedor, como que vai ser o atendimento e tudo mais. Então eu eu enxuguei muito essa essa gama de fornecedores. Mas no começo você teve essa dificuldade até criar essa essa cultura e saber onde você pode contar, com qual fornecedor você pode contar. Com certeza. Eu já conhecia do mercado de turismo, já trabalhei em uma agência multimarcas, né? No eu comecei numa agência multimarcas que trabalhava com variados fornecedores. Depois eu fui trabalhar numa agência que era exclusiva, era um fornecedor só, então a gente não tinha muita escolha. E aí quando eu abri a agência eu retomei aquele conhecimento do início, né? Só que não era tão amplo quanto hoje, né? Como é hoje, né? Então eu tive que aprender, aprendi, dei muita cabeçada aprendendo, né? a gente acabou assim conhecendo os fornecedores, com quem você pode contar, quem porque o que acontece e o serviço do turismo, ele não adi não adianta eu atender muito bem, não adianta eu atender bem o cliente só aqui na agência, não adianta eu vender, fazer a melhor venda para ele, indicar o melhor roteiro, o melhor hotel, o melhor restaurante, se ou não. não colocar ele, se eu não direcionar ele para um fornecedor que atenda bem, porque senão tudo vai desandar. Quais os desafios nessa trajetória? Eu acho que primeiro que o nosso mercado é muito sazonal, então todos tudo todo movimento do país atrapalha o nosso mercado. Então tivemos aí uma crise, crise econômica, pandemia, então é um mercado muito sazonal. Pandemia, o que que aconteceu que ninguém viajava? Que você fez nesse período? É um, hoje a gente olha assim até, né? Eh, bom, a pandemia foi muito desafiadora, extremamente desafiadora. Eh, o mercado parou 100%, acho que por 6 meses. Depois depois foram foi reabrindo gradualmente, né? Eh, mais o mercado nacional, depois o internacional e até as pessoas pegarem confiança de novo para pensar em uma viagem. Demorou. Então, foi quase um ano aí de uma profunda vai recessão no nosso mercado, né? E assim, como você sobreviveu economicamente nesse período e conseguiu fazer com que sua empresa sobrevivesse nesse período? Eh, antes da pandemia, alguns meses antes, eu tinha feito um investimento muito grande, que foi a mudança de prédio. Então, eu tinha saído, nós saímos de uma sala pequena e viemos para um ponto comercial grande e eu fiz um investimento muito grande. Então, de certa forma, estávamos um pouco descapitalizados. Então, veio a pandemia e isso acabou que deixando o desafio um pouco mais intenso, né? Mas primeiro e eu usei o caixa que eu tinha para fazer os acertos com os funcionários que nós tínhamos na época, porque era uma preocupação nossa, né? E depois eu acabei aderindo a um programa do governo, um programa de empréstimo do governo, né, que foi o que manteve a empresa por um tempo. Então, basicamente foi isso, economicamente falando e eh estruturalmente falando, né, nós eu fiquei sozinha de novo na empresa e recomecei tudo de novo, né? Comecei, trabalhei, fiz todos os cancelamentos, fiz todos os cancelamentos, todas as alterações, não tivemos problemas durante a pandemia com os nossos clientes. A gente conseguiu ajustar todas as situações. Levamos esse esse ônus da pandemia por mais uns dois anos à frente, porque tínhamos carta de crédito de viagens, então as pessoas não só cancelavam a viagem e as empresas devolviam dinheiro, não. tinham as MPs do governo que resguardava também os fornecedores, os hotéis, as companhias aéreas e tal. Então, essas esses clientes ficaram com os créditos vinculados a esses fornecedores. Então, por 2 anos nós trabalhamos novamente com essas pessoas. Então, eu fui liberar disso dois anos depois. Então, foi um foi um trabalho bem intenso. A gente percebe que no geral o setor teve depois uma recuperação muito importante, né, o turismo. E como você sentiu isso? Esse momento de volta das pessoas quererem viajar, das pessoas quererem aproveitar mais a vida, né? Em vários segmentos a gente observa isso também. Você isso de alguma forma favoreceu o seu negócio? Sim, sim. Nós voltamos da pandemia com um mercado muito mais aquecido, né? Vamos pensar assim que as vendas duplicaram, chegaram a triplicar hoje em dia. Por quê? Porque eu entendo que ninguém quer mais esperar para viver. Todo mundo quer realizar seu sonho de viajar, aproveitar suas férias, aproveitar seus momentos. E era algo que não esperávamos, né? A gente tinha uma esperança, por mais positivos que, né? Por mais positividade que a gente tenha, não há algo que a gente esperava, mas o mercado voltou muito aquecido. E como você teve que lidar nesses dois anos que você menciona? Olha, ainda tô com a cliente da carteira que tinha uma viagem marcada e nós tivemos que desmarcar, mas também preciso captar novos clientes para recuperar esse período. Como você eh conseguiu trabalhar com todas essas vertentes? Então, nós mudamos muita coisa, né, dentro da empresa, né, principalmente o trabalho com a internet. Então, eh de uns anos para cá, a gente tem intensificado mais a questão da internet, do, principalmente o Instagram. Nossa carteira é indicação, mas indicação de quem já viajou ou indicação de que fez uma pesquisa na internet e veio aqui para conhecer. Me exp, me detalha mais. Indicação de quem já viajou. sempre a indicação de clientes que viajaram com a gente. Por outro lado, você mencionou que além de ter que lidar com a questão do cliente, você também teve que lidar com a questão dos funcionários naquele período, trabalhou um pouco sozinha e hoje você tem colaboradores novamente. Como que você fez? Você recontratou seus antigos colaboradores, reestruturou a empresa desse ponto de vista de RH? me conta também como foi essa estratégia. Então, eh, a as pessoas que trabalhavam com a gente antes da pandemia acabaram indo para outros mercados, né? Eh, e aí eu refiz toda a equipe pós-pandemia. A, primeiro veio a Fernanda, que trabalha comigo há uns 3 anos e pouco, também já é do mercado do turismo há muito tempo. E eu criei um cargo novo, que é uma pessoa que hoje auxilia, como a gente a gente pode começar como serviço de concierge, vamos pensar assim, que cuida, né, de várias coisas pra gente, tanto burocráticas quanto da viagem do cliente mesmo, uma marcação de assento e tal. E eh e depois veio a Euélia. Então a gente tá aí, a a Euélia tá aqui com a gente faz alguns meses. Tínhamos outro funcionário que saiu para empreender e enfim, mas eu reestruturei com pessoas novas. Como é para você quando você tem um funcionário, ele sai para empreender, ele parte daquilo que ele aprendeu aqui com você para trilhar o seu próprio caminho? Eu acho que assim tem o, eu acho que o sol nasceu para todo mundo e se a pessoa tem isso dentro dela, ela tem que ir, não tem jeito. Então, tipo, tem gente que quer isso, que almeja isso, né? Então, eu torço muito para que dê certo pelo sucesso. Temos amizade, frequentamos os mesmos eventos. Eh, e sempre sempre me coloquei muito à disposição de quem gostaria de empreender. Eu tenho colegas que trabalharam comigo em outras agências que já vieram aqui e falaram assim: "Dani, eu quero abrir a minha própria agência, me ajuda. O que que você pode?" Eh, eu lembro como se fosse hoje, tem uma uma amiga, uma conhecida, que hoje ela tem agência já faz o qu? Uns do anos. E aí ela falou assim: "Você não me ajuda?" Eu falei: "Vem aqui". A gente conversa. veio ela, mãe dela. Aí eu expliquei como funcionava, como não funcionava e tal. Então acho que o mercado do turismo, eu tenho muitos amigos no mercado do turismo que tem agência de viagens e nem a gente somos concorrentes, porém somos parceiros. Então, se temos alguma dúvida, se tá acontecendo algum movimento no mercado, a gente troca ideia, a gente se ajuda. Eu acho que isso é importantíssimo, porque uma uma não existe só uma agência no mundo, né? Existem várias possibilidades, vários segmentos, várias formas de se trabalhar. Às vezes eu quero fazer de um jeito e alguém vai fazer de outro e vai atender um cliente diferente, né? Então, eu acho que eu torço muito pelo sucesso e eu acho que é uma questão tudo de parceria. As melhores conquistas da minha vida veio do do meu empreender, tanto assim conquistas materiais como também conquistas pessoais, né, de ver aquilo acontecendo, né, de ver de ver que aquele trabalho tá fazendo diferença na vida das pessoas, de entender que às vezes você passa num lugar e às vezes eu vou em algum lugar e a pessoa fala: "Nossa, essa menina é essa eu já viajei com a Trével, né? Foi a melhor viagem que eu fiz e realizei meu sonho de viajar. Então, acho que que o empreender para mim é é onde eu queria estar, era o que eu precisava na minha vida. Hoje eu não me vejo fazendo outra coisa. [Música] เฮ [Música]
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