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Ser Empreendedor | De burnout ao sucesso: empreendendo com cestas e caixas de afeto
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Ser Empreendedor | De burnout ao sucesso: empreendendo com cestas e caixas de afeto

532 views Publicado 03/07/2025 HD · 33:43

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No episódio do Ser Empreendedor, você vai conhecer duas histórias inspiradoras de reinvenção e coragem: Vanessa Carósio de Freitas e Analu Mancini Costa decidiram mudar de vida e empreender com caixas e cestas de presentes personalizadas, após enfrentarem os desafios da maternidade, da sobrecarga e do burnout. Vanessa trabalhou por mais de 30 anos como analista de sistemas em grandes multinacionais. A maternidade e o ritmo intenso do mundo corporativo a levaram ao burnout e a uma grande virada. Depois de algumas tentativas de permanecer no mercado tradicional, decidiu que era hora de seguir seu coração e investir no que realmente fazia sentido para ela. Começou com caixas vendidas para amigos e, a partir de um pedido do pai para presentear 150 funcionários, o negócio deslanchou. Hoje, ela atende empresas e pessoas que querem presentear com emoção e significado por meio da marca @feitadeafeto.box. Já Analu, enfermeira de formação, trabalhou por anos em hospitais na capital paulista, vivendo a correria entre plantões e vida familiar. A maternidade despertou nela o desejo de uma vida com mais propósito e equilíbrio. Com o incentivo de pessoas próximas, ela criou sua marca, a @amorelucestas, desenhou toda a identidade visual e, em pouco tempo, as cestas de café da manhã personalizadas se tornaram um sucesso. Hoje, comemora o primeiro ano do seu negócio e compartilha no programa os aprendizados, desafios e vitórias dessa jornada. 📦 Em comum, essas duas empreendedoras mostram que: É possível transformar crises em oportunidades reais; O afeto pode ser uma poderosa estratégia de negócio; Planejamento, autenticidade e personalização são diferenciais no mercado atual. 📈 Segundo dados da Technavio, o mercado global de presentes personalizados deve crescer US$ 10,76 bilhões até 2029, com uma taxa de crescimento anual de 6,7%. Ou seja, é um nicho promissor para quem quer empreender com propósito e criatividade. 💬 No programa, você vai ver: Como surgiram as ideias dos negócios; Como cada uma equilibra o atendimento online, a produção artesanal e o planejamento; Os bastidores da rotina, da escolha de fornecedores à montagem das cestas; Estratégias para crescer sem perder a personalização e o cuidado com cada cliente. Assista, inspire-se e descubra como um presente pode mudar não só o dia de alguém — mas também a vida de quem o cria. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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É cada vez mais frequente o número de pessoas que queiram fazer a diferença na hora de presentear. O mercado global de presentes personalizados está em franco crescimento, com uma expectativa de aumento de 6.7% até o ano de 2029, fechando aí um faturamento de 10.76 76 bilhões de dólares. E é neste contexto que o ser empreendedor de hoje mostra quem investiu neste segmento, visando quem quer fazer a diferença na hora de dar o presente. [Música] Cestas e caixas com produtos que fazem o gosto são apostas certas em datas festivas, aniversários e outras comemorações. Esta na lista de sistemas trabalhou por mais de 20 anos em grandes empresas. Com a carreira sólida, a maternidade despertou nela o repensar na vida profissional, mas a síndrome de Bornout trouxe uma nova realidade e a mudança teve que acontecer mais rapidamente. E aí eu me vi assim muito eh chateada em não conseguir ser 100% profissional e principalmente 100% mãe. Eu tinha que deixá-la. Eh, e aí eu decidi, num dado momento que eu ia eh tentar algum movimento diferente. Só que eu tive síndrome de burnout e isso fez com que isso acontecesse muito rapidamente. Em menos de se meses eu tive que decidir, sair e de fato saí. Aí, princípio, então, por 5 anos, seis, eu ainda eh prestava consultoria na área, mas já era um empreendimento, porque era por fora, por fora, totalmente por fora, já era um empreendimento. Quando eu falei, análise de sistemas, não é muito a minha praia. Eu sempre fui muito afetuosa, muito afetiva. Eu sempre gostei muito das pessoas e eu sempre trabalhei num ambiente muito frio, muito duro, muito masculinizado, né? Eh, foi aí que eu falei: "Não, eu vou ter alguma coisa". Nesse momento eu abri uma empresa, uma pequena empresa que chamava Carim Papel e eu fazia eh trabalhava mais com dóiles, é papéis cendados pra noiva. Então foi foi muito bem também essa esse pequeno empreendimento. Era uma loja, mas isso era algo que você antes já fazia por hobby ou você decidiu do nada aprender a fazer isso? fazia por hobby. Sempre gostei de festas, sempre gostei de eventos, sempre gostei de papel. Gosto muito da coisa do pegar, né? Eh, e aí foi que entrou a pandemia e as festas de casamento pararam, não tinha mais casamento, não tinha mais festa. E aí a Karim Papel foi aí, né, se desfazendo ao longo disso. Naquela época você era o quê? Mei ou não? Naquela época eu não era nem mei, não era nada. Era por, peguei um no Elet, criei uma loja e ali fui vendendo, fui fazendo as coisinhas e deu super certo. Quando eu falei: "Não, isso tem que virar uma empresa". A pandemia aconteceu e eu acabei então sendo chamada por esta mesma empresa num cargo de gestão e eles falaram: "Vanessa, vamos voltar." Eles sempre me ofereceram ao longo desse tempo, mas a Júlia era pequena, minha filha. Eu falei: "Não, quando ela tiver maiorzinha, eu posso pensar em voltar." E aí voltei na pandemia, onde quando todo mundo tava perdendo emprego, eu tava sendo contratada. Eh, então, para mim aquilo era uma bção e eu queria esse movimento de verificar se era isso mesmo, se fazia sentido para mim ou não deu um ano e meio e eu disse: "Não, essa vida não é para mim". Até porque era home office, a gente não saiu de casa, trabalhava 24 horas sem parar. E aí eu falei: "Não, eu preciso fazer alguma coisa que faça sentido para mim. Eu vou fazer uma coisa que eu acredito, que eu quero, que eu vibre, que é levar afeto às pessoas. Por isso que a minha empresa chama feita de afeto. Eh, eu sempre tive o hábito de presentear, de a qualquer lugar que eu vou, eu levo uma lembrancinha. Então, eu sempre te fiz esse movimento na minha vida e eu falei: "Por que não mundo tão duro, né? num mundo em que a gente precisa tanto de amor, de carinho, de abraço, por que eu não vou levar afeto? E assim começou. Então eu digo que mais do que empreender, o meu objetivo é fazer feliz as pessoas, é levar afeto a elas e fazer desse mundo um pouquinho só melhor, se isso for possível. E nesse contexto a gente tem claro a questão financeira, como que nesse período você conseguiu suprir financeiramente, por exemplo, o que você recebia no mundo corporativo? Como que é isso para você? É um desafio. E nesse meio tempo, para dificultar um pouquinho as coisas, eu me separei. Então, a feita de afeto, que era um plano B, virou um plano A na minha vida. O negócio de presentear também é algo em que o planejamento é essencial, é muito desafiador, principalmente porque ela tem períodos sazonais. Então, Natal, dia das mães, dia dos pais também é uma boa data, a gente consegue ter um rendimento maior, mas nos outros meses, janeiro e fevereiro, por exemplo, praticamente não se vende nada. E aí isso é muito difícil para quem a vida inteira trabalhou no corporativo e tinha o salário ali, né? Mas como você conseguiu, então, economicamente falando, gerir essa sazonalidade de forma que meu dezembro foi legal, mas eu preciso pensar no planejamento de janeiro e fevereiro. Como é isso para você? A gente tem um planejamento pro ano todo. Então o que eu ganho em dezembro, ele tem que ser suporte pros meses mais fracos, por exemplo, como janeiro e fevereiro. Mas desde o início era assim ou você teve que aprender a fazer isso? Tive que aprender a fazer isso. Como foi? A duras penas. Eu sempre fui uma, como eu sou analista de sistemas, eu sempre tive planilha, eu sempre fiz as coisas muito organizadas. Isso é um se eu puder dar um conselho, faça isso, porque a gente precisa saber o quanto ganha. Hoje as pessoas até comentam: "Ah, parece que você vende barato, porque eu quero vender para levar o afeto mais do que qualquer coisa." E aí a gente entende que não dá muito certo, que a gente precisa do financeiro. Hoje a empresa funciona em um coworking, mas nem sempre foi assim, com o espaço destinado especialmente ao negócio. No começo era na minha casa. A minha casa até era é pequena, né? Um apartamento. Aí eu ia na minha mãe e os cômodos todos ficavam cheios de caixa, né? Eu tive a sorte de começar, logo que eu comecei era Natal, então tive um projeto muito grande, 150 cestas para fazer e a casa da minha mãe virou um mercado praticamente, né? A gente tinha produtos de Natal em todos os cômodos. Então foi árduo. Eu só comecei mesmo, a feita de afeto tem 2 anos e meio mais ou menos. Eu comecei agora em fevereiro aqui nessa sala. Anteriormente era tudo feito na minha casa. E como foi essa decisão então de sair da casa, alugar um espaço? Porque além das questões econômicas, tem toda uma logística também para se pensar nesse novo modelo de atender o cliente, de ter essa responsabilidade de um espaço físico. Foi motivado principalmente porque eu já não tinha mais espaço pro estoque. Era, eu tinha um cômodo, um escritório e ele era bem pequeno. Então eu já não conseguia mais. Eu fazia as coisas em cima da mesa, trazia e levava, trazia, levava. Então eu passava muito tempo para arrumar o espaço. E outro porque eu precisava atender alguns clientes que gostariam de vir ver os produtos pegar. Tem empresas que gostam de ter certeza que você tem um espaço físico, mas é um passo importante. Dá mais credibilidade, dá muito mais credibilidade, com certeza, porque aí como a gente foca mais no corporativo, o corporativo entende que a gente é uma empresa que tem um espaço físico, ainda que eu fosse mei também no meu apartamento, né? Mas dá muito mais credibilidade, mas com isso também vem mais custos. Então é preciso pensar e planejar para ver se isso é factível dentro de cada negócio. Quando você tomou essa decisão e fez toda essa análise dos custos e depois tá desde fevereiro aqui, você sentiu que isso agregou ao seu negócio, deu um upgrade, como tem sido essa experiência de fevereiro para cá? pessoalmente tem sido ótimo o sair de casa, o ir trabalhar fora, encontrar pessoas. Eu preciso disso. Então, nesse ponto foi ótimo. Quanto ao negócio em si, se eu puder dar uma dica, o Google, meu negócio é o que realmente mudou a feita de afeto. Depois que a gente começou com mais avaliações, hoje nós temos 105 avaliações positivas, cinco estrelas, isso dá muita credibilidade. com isso, saber que a gente tem um espaço e que o cliente pode vir retirar, por exemplo, hoje nós tivemos três empresas que vieram retirar, isso realmente dá a diferença. Eu tenho fornecedores que me oferecem coisas diferentes e eu mesma faço esse processo criativo. A gente tem muito do personalizado, onde o cliente pode escolher o produto, a marca, o que ele quer fazer e aí sim eu vou atrás de fornecedores que o atendam. Claro, existem algumas marcas que eu gosto muito, por exemplo, eh, um determinado bombom que é dourado, que ele vai trazer um luxo, um requinte para aquela caixa. Então, eu sempre costumo colocar, mas a gente abre exceções quando o cliente quer uma marca específica. Então, a gente navega entre algumas coisas que a gente tem e pensa e gosta e outras que a gente tem que ir aprimorando. Eu faço empresas, por exemplo, que eu faço todas as datas festivas. Eu não posso ter o mesmo modelo de caixa em todas elas. Tem que ser diferente, tem que criar, tem que Então, um mês eu faço uma sacola, outro mês eu faço uma Ecobag, outro mês eu faço uma caixinha. Então a gente vai navegando aí para poder atender esse cliente de várias maneiras e ele ficar satisfeito. Faturando R$ 10.000, R$ 1.000, a empreendedora encontrou uma forma de unir o presencial com atendimento online, com as diversas ferramentas digitais e ter um profissional que atua no marketing. Com o avanço do setor, a empreendedora avalia como deve ser o seu crescimento sem afetar o trabalho personalizado. Você teve que se especializar em tudo isso ou você contrata pessoas para fazer cada um a sua parte? você fica mais na produção e no espaço físico. Eu tenho uma pessoa que cuida dessa parte do marketing do Google, meu negócio, apenas isso. O restante eu faço, os vídeos eu faço, as fotos eu faço, até porque a gente não tem budget e orçamento suficiente para tudo. Então, o que é possível, que eu acho assim, existem especialidades que a gente precisa ter alguém que nos apoie, fazer um vídeo, uma foto, uma coisa mais eh institucional. Por outro lado, os produtos, o que eu faço no dia a dia, precisa ser real. Então, uma foto minha ou eu falando, isso já ajuda. Eu acho que tem as duas coisas, os dois são importantes, mas é importante mesmo que seja uma empresa humana que mostre alguém. Não basta só ter uma foto no Instagram, fotos bonitas, que é muito fácil de se fazer hoje em dia, se você não tá lá para apresentar o seu produto e para dizer o que de fato a sua empresa é e de quem ela veio. Nesse momento em que sua empresa está, onde você quer chegar? Se eu te disser que esse é o meu dilema atual, existe uma coisa da gente tá crescendo, nós estamos crescendo organicamente. Isso, exatamente. Porém, eu gostaria de me manter assim, nesse modelo, eh, de empreender, não sozinha, mas numa coisa familiar, numa coisa onde eu consigo ter tempo paraa minha vida pessoal. Eh, e hoje isso já tá meio, né? Então, hoje eu sou uma de repente eu vou ter que aumentar um pouquinho e crescer um pouquinho. Então, acho que hoje é Mas isso te dá medo quando pensar, pensa quando você pensa em talvez eu tenha que crescer. É, não era o que eu queria. Eu queria eu poder fazer essa caixa, eu poder, e não quer dizer que eu estou centralizando, quer dizer que o operacional é o que eu mais gosto de fazer. Então, eu gosto do laço, eu gosto da fita. Então assim, se eu crescer e tiver que deixar de fazer isso, porque hoje eu que prospecto os clientes, né, e eu que vou até o cliente e não vai dar para fazer tudo sendo grande. Então, a gente vai ter que acabar terceirizando. Eu não tenho medo. Acho que é um bom desafio, um grande desafio que eu tô disposta, mas se eu pudesse manter a feita de afeto assim com esse afeto, com esse acolhimento, contratar o cliente, todo mundo sabe, é a Vanessa que faz a minha caixa, sabe? É a Vanessa que monta o meu brinde, é a Vanessa que faz o meu buquê. Se eu pudesse manter isso, seria o ideal. Sim. Hoje, eh, quem te ajuda, você disse que faz o trabalho sozinho, mas quando, claro, nesse período sazonal, acaba contratando alguns frilas. Como que é isso para você? Hoje eu tenho uma uma prima minha que é uma minha melhor amiga, que vem três vezes na semana e ela já me ajuda, já me apoia, já é já ficou fixo, já é como uma uma funcionária fixa. Tem um motorista, a gente não manda por motoboy, a gente só manda por carro para que chegue intacto. E ele nos ajuda muito, muito. Então, quando eu preciso não só de entrega, mas de pegar produto, receber. Então, e claro, quando eu preciso, a minha mãe querida, né, que me ajuda muito também. Eh, então tem uma coisa muito familiar, uma coisa muito muito da gente tá junto, sabe? E são momentos bacanas. A minha ideia principal era humanizar as organizações. Engraçado, né? Porque eu vinha de uma organização não tão humanizada, de uma, na verdade, de uma cultura não tão humanizada. E eu eu hoje eu vejo que eu atendo e empresas humanizadas. Então eu ainda gostaria de crescer para pegar essas que não são tão humanas, sabe? Que para que elas valorizem os funcionários. Então, se eu pudesse fazer uma ação para crescer nessas empresas, seria o ideal. Mas não sei se vai dar certo um dia, né? Mas tá tentando? Ah, tô tentando. Eu não desisto nunca. No próximo bloco, como cestas de café da manhã personalizadas se tornaram o negócio de uma enfermeira que abriu mão dos plantões em hospitais para empreender. [Música] [Música] Com a pandemia, muitas pessoas procuraram uma forma de presentear, mesmo estando longe. E com isso, as cestas de presente se tornaram um carinho especial para amigos, familiares e até mesmo clientes corporativos. Uma tendência que continua em crescimento. Com isso, elas se diversificaram e se tornaram também personalizadas. Os relacionamentos familiares e amorosos foram alguns dos mais prejudicados durante todo o período de pandemia, visto que a falta de oportunidades de lazer, prática de esportes e a diminuição do convívio social afetaram o humor e a disposição de muitas pessoas. O isolamento social fez com que as datas festivas se tornassem ainda mais importantes e valiosas para um grande número de pessoas. E esse sentimento gerou impacto nas vendas e atendimentos dos comércios digitais. Um pouco antes desse período, Ana Lu, que é enfermeira, trabalhou em hospitais na capital paulista e tinha uma vida corrida entre plantões e a casa, veio a maternidade que mudou a sua vida. E eu fiquei um ano e meio com a minha filha depois que ela nasceu. Nessa fase eu já tinha um desejo muito grande de fazer alguma coisa, de empreender com alguma coisa, mas eu ainda assim não sabia com o quê, né? Eh, um ano e meio em casa, cuidando dela, só ficando com ela, eh, me bateu aquela coisa, nossa, preciso voltar a trabalhar, não aguento mais ficar em casa. Mas foi uma coisa meio que mais no desespero. Então eu resolvi voltar pro hospital, que foi o mais rápido e mais fácil que eu consegui, né? Voltei a trabalhar aqui em Campinas. Aqui em Campinas. Aí fui, trabalhei no hospital da PUC, onde eu cobri uma licença maternidade. E aí depois o Madre Teodora me chamou. Aí eu fui pro Madre Teodora, onde eu fiquei até eh que foi meu último eh meu penúltimo emprego. E aí por fim assim aquela coisa do tipo assim, ah, agora eu vou mudar, vou vou vou para um último para dar mais uma chance. E aí eu fui pro Hospital São Luís, mas aí depois eu vi que que eu não conseguia mais. esse desejo de fazer algo, de empreender com algo, ele veio também atrelado à maternidade, de querer estar mais próximo dos meus filhos, de poder cuidar um pouco melhor da minha família e e esse desejo sempre ali na minha cabeça. É, é o que que eu poderia fazer, mas eu sempre falava: "Gente, eu acho que eu não sei fazer outra coisa. Eu acho que eu não sei fazer outra coisa". E aí foi que um dia, né, a gente eu fui tomar um café da tarde com uma um café da manhã, a gente fez uma caminhada ali na Alagoa, eu e uma amiga, e a gente começou a conversar sobre isso, né? Ela ela também é tava estava fazendo algumas coisas com relacionadas à fotografia e a gente começou a conversar e aí a gente começou a se perguntar, né, ai o que que eu compro hoje em dia que eu compro, mas não me agrada, né? E eu compro, mas assim, eu gostaria que fosse de um jeito diferente. E aí a gente chegou nessa questão das cestas de café da manhã. Aí eu cheguei em casa com aquilo na cabeça. Eu falei: "Nossa, deixa eu dar uma olhada o que que tem hoje em dia de diferente, que que tem de novo? o que que tem de novidade nesse mundo, né? Foi aí que eu encontrei alguns cursos, algumas professoras que trabalhavam com isso e ensinavam como empreender com as cestas de café da manhã. E aí eu já eu logo comprei um curso, só que assim, mas você já tinha decidido que seria café da manhã ou ainda não? Não, não. Eu comprei o curso para ver como que seria. E aí eu comprei o curso e e fiquei e só que esse curso ele ficou meio que engavetado assim, bem uns dois tr meses. Eu ia fazendo o curso no caminho do trabalho, eu botava uma aula na ida, na volta, terminava. Eu nunca tinha parado a finco, sabe, para fazer o curso, para terminar o curso. Mas assim, eu ia ouvindo o curso para ver se me dava uma ideia ali. Foi aí então que nessa minha transição, nessa mudança de trabalho, onde eu vi assim que eu que eu eu eu estava ficando doente, muito ansiosa, a minha psiquiatra me afastou, ela falou assim: "Olha, eu vou te dar 10 dias para você ficar em casa e botar sua cabeça no lugar". Aí eu falei: "Ai, tá bom, acho que eu tô precisando." Chorava, eu não queria descer do carro para ir trabalhar, não tinha ânimo, não sabe? Eh, foi foi muito difícil mesmo. E aí, eh, eh, há dois anos atrás eu já tinha tido burnout. Mas assim, e esse burnout eu tratei com terapia, ele era um pouco mais leve, mas dessa vez veio muito pesado mesmo, assim, uma dificuldade muito grande ali de lidar com sentimentos, uma vontade enorme de falar assim: "Não, não quero estar aqui, não é, não, não tá dando mais para mim". Sabe aquele pedido de socorro mesmo? E aí a gente entrou com uma medicação para diminuir um pouco essa ansiedade e aí eu fiquei 10 dias em casa. Nesses 10 dias eu mergulhei nesse curso. Aí eu zerei o curso e aí na Páscoa eu na sexta-feira, no feriado, que antecede a Páscoa, na sexta-feira santa, eu montei a minha primeira sexta pra gente tomar café aqui em casa. E aí montei uma cesta e aí comecei a montar cestas pra gente tomar café. E aí o meu marido virou para mim e falou assim: "Amor, essas tá tá muito maravilhoso, tá muito legal, vai fazer isso, você tá gostando de fazer isso? Olha que legal. Eu tenho certeza que você vai gostar. Com o incentivo, a Ana Lu foi atrás de novas informações, criou a marca, a identidade visual e foi formatando o seu negócio. E aí eu fui ficando cada vez mais empolgada. E aí eu fiz um Instagram e comecei a fazer as cestas e comecei a divulgar. Eu comecei eh no mês de abril de 2024, né? O meu primeiro dia das mães, né? que foi no mês seguinte, eu já vendi 12 cestas no meu primeiro dia das mães. Então assim, aí eu comecei a ficar muito empolgada e comecei cada vez mais, né, montar as cestas. Aí criei um catálogo personalizado e aí fui melhorando cada vez mais, escolhendo os meus fornecedores, né? E e fui crescendo dessa forma assim, trazendo as pessoas para trabalhar para mim, escolhendo motoristas. E aí a empresa foi se solidificando. Você se formalizou? É, eu somei, né? Fiz, fiz logo no início. Aí você já fez pela internet mesmo. Isso. O Rodrigo que é o meu marido que me ajuda meio que nessa parte assim. Ele já olhou para mim lá como que fazia. Aí ele já fez, já abriu o MEI. Aí eu já fiz, a gente fez também o processo do registro da marca. É que o registro da marca ele é um processo um pouco mais lento, né? Vai aí praticamente quase um ano. Deve estar em meados agora de sair porque fica 120 dias publicado em Diário Oficial o nome para ver se ninguém manifesta o interesse da daquele nome, se já não existe. É tipo igual casamento, né? Quando você casa e fica publicado, quando você vai casar e fica publicado lá. Eh, então demora um pouquinho mais, mas assim, fiz o registro da marca, né? Me me formalizei ali como me tudo certinho. Eu já consegui, né? chegar nesse nesse salário que eu deixei, né, tendo em vista eh principalmente a questão de horas trabalhadas, né, porque antes para ter esse salário eu precisava trabalhar aí praticamente quase 10 horas por dia, né, a gente sempre ficava um pouquinho mais, vai, vamos colocar aí que eu ficava umas 12 horas por dia, porque, né, você até você vai trabalhar, volta para casa, né, esse período que você fica ausente, você não tá ali trabalhando, mas você tá no no caminho ali. É, e o quanto que eu consigo hoje trabalhar, assim, a carga horária de trabalho, então eu já consegui chegar nesse nesse salário que eu deixei quando eu era CLT. Trabalhando em casa e sozinha, a empreendedora mantém um estoque mínimo que muda de acordo com as datas sazonais. Ela está em um momento em que estuda crescer sem perder a qualidade. Tem um pouco de receio às vezes de ficar divulgando muito e não conseguir dar conta porque eu sou sozinha para fazer tudo. Então é esse o processo que eu tô agora, como eu vou crescer? Você quer crescer? Eu quero crescer, sim. E aí, como que você pensa em buscar essas informações, essa forma de, olha, eu vou por esse caminho para crescer, mas também não sacrificar outras coisas que valem a pena para mim. É, eu acho que assim, eh, eu eu esse primeiro curso que eu fiz, ele me trouxe toda essa questão. Eu fiz um outro curso, né, que eh os produtos eles têm assim uma característica um pouco diferente, né? eh uma característica assim de sofisticação maior, né? Então eu acho que assim, eh, a a minha intenção é crescer não em quantidade, mas em deixar o meu produto cada vez mais sofisticado para que eu tenha, porque eu possa trabalhar com um ticket, né, um pouco mais elevado e continuar a produzir uma quantidade assim eh menor, mas cada vez mais focada, mais especializada, mais eh com com requinte assim pro meu cliente, né? a gente eh vê que você trabalha mais com a questão personalizada quando se fala em sexta, mesmo tendo, claro, o seu catálogo com algumas opções, como é para você personalizar, mesmo tendo já alguns, digamos que pacotes ou modelos prontos de acordo com as necessidades ou até também alguns clientes que têm alguma questão com alimentos. É muito tranquilo assim, né? Eu acho que como eu tenho ali já uma base, né? Porque como eu trabalho com o grazing, então e a sexta ela é toda setorizada. Que é grazing? Para quem tá em casa entender, é um conceito, né, que ele vem, ele vem do inglês, é até engraçado assim, ele vem do inglês que é pastorear, né? É comer, eh, petiscar, né? Então, é, é ter os alimentos ali, eh, apostos e você eh não é apostos, né? É o alimento exposto ali em pequenas porção porções, diversificado, variado para que você possa assim apreciar aquele alimento. Personalizar essa cesta. Você acha que foi o diferencial no seu negócio para conquistar tantos clientes que nem você falou? Olha, agora eu preciso crescer. É, eu acho que sim. Eu acho que assim, é, o diferencial do do do meu do do meu produto, eu acho acho que vem primeiramente no meu atendimento, né? que eu gosto de entender o que que o cliente busca, gosto de entender a ocasião que ele busca, né? Então, se eu posso colocar ali alguma coisa diferenciada para aquela ocasião, né? e gosto de sugerir para ele também diante da ocasião, às vezes, ah, você não quer substituir, né, um suco por um espumante, você não quer substituir, né, gosto de sugerir substituições. Então, é muito tranquilo para mim essa questão da personalização, né, pensando que assim quando eu te disse, né, às vezes o grazing ele é setorizado, né? Então, os alimentos eles ficam tem a tipo o café da manhã de hotel, tem o lugarzinho dos pães, o lugarzinho dos biscoitos, das frutas. né, do do dos frios, dos queijos. Então assim, eh, eu preciso sempre trocar um produto por outro porque senão fica buraco na cesta. E o bonito dela é ela totalmente preenchida, sem nenhum espacinho. E como você lida com as datas sazonais? Então, essas datas elas são bem complexas assim, porque eu continuo sendo sozinha, né? A minha mãe tem vindo às vezes me ajudar um pouquinho também, então ela já me ajuda bastante assim na higienização dos produtos, né? Porque eu higienizo tudo, higienização das bandejas, forrar as bandejas, então minha mãe já consegue me ajudar. Mas assim, eu tenho um limite de sextas, né? Então assim, o meu limite de sextas são 30 sextas em datas comemorativas, né? Mas por exemplo assim, 30 sextas, dia das mães, dias dos pais, dia dos namorados eu fechei em 20. Por quê? por conta de ser dia de semana, né? Dia de semana é outro processo. Entregar uma mais difícil. É, é mais difícil. É bem mais difícil. Por quê? Porque questões de horários, as pessoas saem para trabalhar, as pessoas querem as cestas tudo no mesmo horário. E aí eu tenho essa questão da entrega dos motoristas, da disponibilidade, o trânsito. Não é qualquer motorista que faz a sua entrega? Não, não é qualquer motorista. Eu tenho por por questões de segurança, né? Então assim, eu tenho os motoristas fidelizados, que são meus motoristas de confiança. Então eles vêm até aqui a minha residência, eles o transporte é feito de veículo, carro, não tem como ser moto, nada, porque senão a cesta não chega da forma como eu quero que ela chegue. E por questão de segurança mesmo, eu preciso conhecer, né? É, é um alimento exposto, né? É, é uma cesta que facilmente uma pessoa que eu não conheça consegue abrir essa cesta, tirar algum produto, acrescentar alguma coisa, enfim. Então eu tenho esses motoristas que são motoristas eh da minha confiança que fazem essas entregas para mim. Como eu te falei, como eu converso com a pessoa, eu pergunto qual é a a a ocasião, parece que eu tô vendo a pessoa ali, sabe? Parece que eu tô fazendo exatamente para aquela ocasião. Até até imaginando, sabe? assim, o recebimento, como vai ser esse café da manhã em família. Eu amo quando as pessoas compartilham comigo fotos das pessoas que receberam a cesta, momentos do café da manhã, porque tem bastante cliente que compartilha. Então assim, eu acho que é o que me dá o prazer é isso, é montar a cesta, né? Então hoje eu não consigo ainda pensar nessa possibilidade de ter alguém para montagens. Em todo o negócio, ajustar as atividades profissionais com a rotina diária é um dos maiores desafios. Essa é a parte mais difícil, né? Então hoje e eu tenho ali um período, né, que eu fico dedicada exclusivamente, né, sentam praticamente 6 horas do meu dia da no período da manhã é onde eu faço todas as coisas da empresa, então onde eu abasteço estoque, faço compras, tento já organizo as minhas as minhas questões administrativas, né, que então toda semana eu faço um fechamento ali de vendas, de prospecção, de o que que eu vou publicar, porque também tem essa questão da divulgação, né, você mesmo Quem faz seu marketing, eu que faço, eu faço tudo. Eu faço tudo. Rodrigo me ajuda em algumas coisas, né? Mas é, sou eu que faço tudo. Então, eu que fotografo, eu que posto, eu que faço catálogo, né? Ele me ajuda também às vezes a fazer um um uns design no catálogo, mas assim, é eu que faço tudo de tudo, né? Falo que é a minha eu presa, né? Porque sou eu que faço todas as coisas. E aí depois à tarde os meus filhos estão comigo. Hoje você tem quantos filhos? Dois filhos. Eu tenho a Maria Eduarda de 8 anos e o Mateus de 5. Então eles ficam comigo no período da tarde. Então assim, se eu tenho alguma encomenda ou se eu preciso fazer alguma coisa, eles vão comigo. Mas aí assim já acaba sendo, a gente tenta, né, trazer a criança ali pelo lúdico, já acaba, eu já eu nunca falo que é, ah, vamos com a mamãe, mão, vamos passear hoje, nós vamos passear à tarde. Então eu tento sempre trazer esse lado de, tipo assim, de transformar um pouquinho essa questão do trabalho em passeio para eles. trabalho para mim, mas passeio para eles. Mas só o fato da gente estar junto, eu acho que já atende ali o que eu que eu queria, sabe? Essa proximidade de poder estar com eles. Então, eu consigo hoje conciliar, levo no nos esportes que eles fazem, tô sempre presente, consigo fazer a lição de casa junto. É cansativo, é desgastante. Empreender não é fácil, né? Mas eu acho que quando você encontra algo que você se identifica, algo que te traz ali um propósito, um prazer, eu acho que fica um pouco mais fácil. Comemorando o primeiro aniversário como empreendedora de cestas personalizadas, ela demonstra que é possível sim pensar em processos mais assertivos para o crescimento no mercado. Um ano de empresa, eh, eu tenho 111 avaliações, cinco estrelas no Google, né? Porque o meu processo de venda ele é completo, né? Então eu atendo o cliente, eu vendo essa cesta para ele, depois eu entro em contato novamente para saber como é que foi a experiência dele e aí eu mando para ele uma pesquisa ali, uma avaliação, né, para ele contemplar diversas questões. Então para ele contemplar o produto, o atendimento, a entrega. Então ele ele faz essa avaliação para mim, que eu acho que é uma coisa extremamente importante, eh fora as as avaliações que eu já recebo, que eu recebo espontaneamente, né? Então as pessoas sempre falam: "Nossa, que capricho". As cestas tem muito, a cesta tem muito detalhes, né? Então a torradinha que vai com a fitinha, o queijinho que vai com o coraçãozinho, essas coisas encantam as pessoas. As pessoas elas gostam, elas se sentem abraçadas através desses detalhes, né? Então eu sempre tenho o feedback muito positivo. O cartão, eu não abro mão de escrever o cartão à mão, né? Então assim, eu gosto muito. Todos os cartões eu escrevo a mensagem à mão, né? Às vezes a pessoa manda uma mensagem muito grande, eu falo assim: "Ah, não, eu divido em dois cartões, mas sabe, eu gosto ali de colocar a essa essa esse escrito à mão, porque eu acho que também é uma coisa que traz uma certa afetividade. เฮ [Música]
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