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Ser Empreendedor | De 20 kg a 2 toneladas: a virada empreendedora de Sivaldo Amorim
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Ser Empreendedor | De 20 kg a 2 toneladas: a virada empreendedora de Sivaldo Amorim

142 views Publicado 11/01/2026 HD · 31:28

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Você acredita que é possível sair do zero, produzir massa de pastel dentro de casa e construir uma fábrica com capacidade de até 2 toneladas por dia? 💪🍝 Essa é a história real, emocionante e inspiradora de Sivaldo Amorim, empresário que transformou dificuldades em oportunidade e ousadia em crescimento. Neste episódio do Ser Empreendedor, gravado em Hortolândia, na Região Metropolitana de Campinas, você vai conhecer os bastidores de uma trajetória marcada por coragem, trabalho duro, fé e persistência. 🚚🌱 Sivaldo saiu do interior do Paraná ainda jovem, passou por trabalhos no campo, encarou estradas sem GPS, viveu fora do país — incluindo uma temporada na Nova Zelândia — e voltou ao Brasil com um sonho: empreender. Sem experiência prévia em indústria, com poucos recursos e muita determinação, ele iniciou a produção de massa de pastel dentro de casa, usando máquinas simples, móveis improvisados e contando com o apoio fundamental da esposa, Áquila. Houve momentos de incerteza, venda de bens, carro financiado, entrega de currículos e vontade de desistir — mas também pequenas “portas abertas” que mantiveram o sonho vivo 🚪✨ 📈 Ao longo do episódio, você vai descobrir: ✔️ Como nasceu a ideia de fabricar massa de pastel ✔️ Os desafios de começar sem capital e sem estrutura ✔️ A importância da parceria familiar no empreendedorismo ✔️ Como conquistar clientes com qualidade e confiança ✔️ Por que investir no crescimento do cliente também faz o negócio crescer ✔️ A transição da produção artesanal para a industrial ✔️ Como a empresa chegou a mais de 2.300 kg de produção diária ✔️ O valor de garantir qualidade de vida para colaboradores, com folga aos fins de semana 👥 Hoje, a fábrica conta com 12 funcionários, atende grandes pastelarias da região e é exemplo de um modelo de negócio baseado em qualidade, relacionamento e propósito. 💬 Um dos grandes ensinamentos do episódio é claro: “Eu dependo do sucesso do meu cliente.” 🤝 Um empreendedor ajudando o outro — e construindo crescimento coletivo. 🎯 Este conteúdo é ideal para: 👔 empreendedores iniciantes 📊 pequenos e médios empresários 🚀 quem pensa em abrir o próprio negócio 💡 quem busca inspiração real, sem romantização 👉 Assista ao episódio completo, curta, compartilhe e deixe seu comentário: Qual foi o maior desafio que você já enfrentou ao empreender? Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Uma fábrica com capacidade de mais de 1.5 toneladas de massa alimentícia por dia. A gente tá aqui em Hortolândia, uma cidade que fica na região metropolitana de Campinas e vamos contar a história do Sivaldo, que hoje tá aqui em um grande barracão, mas olha, essa história não começou assim não. Sivaldo, tudo bem? Seja bem-vindo ao Serendedor. Como que começa a sua história? Parece que antes de empreender você ainda teve uma trajetória de muita ousadia aí com alguns testes. Conta para nós. Então, a gente chegou, né, em Campinas 2000 eh 95, né? Só você e a sua família, né? Eu com a família toda, né? Pai, mãe, mais dois irmãos, uma irmã. Viemos, né, do sítio, né? Vamos pra cidade. A primeira vez na cidade são de onde? Do Corumbatia do Sul, Paraná. Tá, né? Vida inteira. V já com 18 anos e chegamos aqui trabalhar numa granja. Aí a família toda foi trabalhar na Granja. Com 3 meses que eu tava trabalhando na Granja, eh, precisou de uma ajudante e de motorista. Comecei a fazer Campinas 20 dias. voltou outro ajudante com aí o de São Paulo, eh, precisava de um ajudante de motorista para São Paulo. Aí eu comecei para São Paulo, aquela época lá da ponte do remédio que tava em obras e aquele caos todo em São Paulo. Você aí voltava todo dia? Você foi morar lá um e voltava todo dia, né? Foi tudo assim seguido, saí e fui para lá. E foi aí onde eu comecei, né, a conhecer a cidade, São Paulo, né, essa loucura toda. E não tinha GPS, né? Não tinha, era perguntar, perguntar e o mapa aquele, né, aquelas bíblias e a gente tinha que aprender aquele eu que tinha que guiar o motorista, não sabia nem falar, né, português direito, tava lendo o mapa, né, para andar a São Paulo. Sim. E aí o o rapaz foi dispensado e eu fiquei entregando o São Paulo ajudante. Meses depois eu tava ensinando motorista já que tinha 10, 20 anos aqui, nunca tinha ido para São Paulo. A empresa começou ter uma demanda alta e a gente começou a explorar São Paulo e e conhecer isso aqui. E foi pra Nova Zelândia. Então foi pra Nova Zelândia. Ficou lá há quanto tempo? Quase que 3 anos. trabalhando nessa fazenda ou fez outras coisas? Trabalhei nessa fazenda. Fiquei lá um tempo, foi para outras, né? Trabalhei selecionando fruta para exportação, kiwi também. Mas por que massa de de pastel? Por que essa escolha? O que que tava acontecendo? Eu acredito que um pouco a influência da dos familiares lá do Paraná, que eles já faziam massa, né? mesmo a gente nunca ter tido a oportunidade de entrar numa fábrica, de conhecer, né? Porque era uma coisa muito fechada a família lá, né? A receita é nossa e Sim, é uma outra parte da família. É outra parte da família. Aí o meu irmão conseguiu com uma tia minha uma receita que ela tinha pegado com alguém lá para fazer lá em Curitiba pastelzinho no bar e tal. Sim. E aí ele pegou e tentou fazer, né? Aí comprou um cilindrinho, gastou R$ 900 num cilindro. Você trabalhando lá e ele começou a fazer a massa aqui. Eu ainda em Londres, tá? E aí comunicando e e aí como é que você tá? Vai virar fabricando de massa também? Como que tá? Foi muito, acho que uns dois meses ele parou, não deu conta, filhos pequenos, frente tinha provento de saúde e tal. Aí eu tirando as informação com ele, falei: "Mas quanto custa, né, para fazer uma uma fábrica de massa construir?" Ele falou: "Olha, eu gastei R$ 900, mas não dá para fazer com isso não. Você precisa de uma batedeira, né? O cilindro eu comprei errado. E eu comecei a pesquisar. Aí falei: "Ah, não é investimento tão alto, né, na na minha, né, simplicidade, né? Aí falei: "Ah, acho que dá certo, quero empreender, quero fazer algo". Esse tempo todo eu sonho. Mas isso você já tava planejando voltar pro Brasil, então? Sim, já pensou, já tava terminando o seu tempo lá, o que eu vou fazer no Brasil? Você já começou a pesquisar pensando nessa produção? Isso. Eu sempre pensava em empreender, né? Sempre quis empreender, ter meu negócio. Só que aí onde eu estava, né, restaurantes, etc., É algo que se você fica muito preso, né, né? Você tem que realmente amar mesmo aquilo ali para você seguir isso aí, né? Que é uma vida áda e você não tem o final de semana e eu sempre dei de criança, né? O final de semana pra família. Aí eu falei: "Acho que é uma oportunidade, né, deu E voltando pro Brasil, você já comprou esse maquinário? Ele já tinha comprado? Como que foi iniciar essa produção aqui? Então eu voltei, né, não pude nem aproveitar a máquina que ele tinha, que ele tinha comprado a máquina errada, mas ele se propôs de me ajudar. Aí eu já vim com o dinheiro contado, cheguei já, a primeira coisa, né, vim foi comprar as máquinas e a minha esposa Acra, né, eu já conhecia ela um pouco antes de sair do Brasil, mas a gente só teve um namorinho, um namorinho em rosca uns três meses e depois a gente ficou falando pela internet e tal. Aí voltei, né, falei: "Ó, se eu tiver solteira, né, vou casar com você". E cheguei, fui correr atrás do meu negócio, atrás da esposa do que eu tinha falado para ela. Foi buscar a Aquila. É, foi buscar a Aquila em São Paulo. Aí a tá aqui, daqui a pouco ela vai falar que parte que ela entrou nesse negócio, hein, gente. Então, ela corajosa, né? Aí aceitou. A gente fiz toda a proposta para ela, falei: "Ó, a gente vai começar a empreender, fazer massa de pastel, não sei fazer. Muitos acham que eu aprendi lá for a receita que o meu irmão pegou da tia". Só isso. Isso. Exatamente. Aí falei, a gente vai aprender, né? A máquina que precisa, aparentemente é isso e eu vou vender. Ela lá eu sei vender nada, né? Mas te ajuda a fazer. Eu falei, mas eu preciso da mão de obra. Você tem coragem? Aí ela falou: "Bom, então pô". Aí começamos, né, essa empreitada de Mas já no começo você fez essa compra do maquinário e tinha um espaço físico ou você começou a produzir na sua casa? Não tinha nada. A gente, né, ia alugar uma casa para morar e ali tinha que ser, né? A gente tinha que cortar os gastos, né? Porque é uma coisa incerta, né? Aí aluguei uma casa de três cômodos. onde o quarto vai ser a fábrica. Foi a fábrica, a sala, o quarto e a cozinha. Na mudança ela tinha um guarda-roupa, né? A gente aproveitar o guarda-roupa, o guarda-roupa não aguentou a mudança. Hã, virou a mesa pra fábrica. [limpando a garganta] Ah, já fez uma adaptação, então. Adaptação. Já tinha uma mesa lá para rolar as que era a porta do guarda-roupa. A porta do guarda-roupa. E aí vocês começaram a produzir em casa e já passaram a vender essa massa? Como que foi todo esse processo no início ainda lá na casa de vocês? Então, a gente foi com essa ousadia, começamos, meu irmão veio, né, ajudou a gente primeiro dia ficamos de 6 da manhã até ao meio-dia. para fazer 11 rolinhos de massa, porque tudo estende o plástico, rola na mão, a massa, tudo bem manual mesmo. É, a massa do pastel é uma massa granulada, não é que nem uma massa de salgado, né? Ela você tem que compactar ela, deixar um tempo de descanso, aí você fatiar e dando forma nela, naquele cilindrinho. Aí o cilindro não tinha força. É uma coisa assim que você olhar, você fala: "Não, abandona isso aí, né? Sai, vai fazer outra coisa". É, faz outra coisa. Mas mesmo diante de tudo isso, diante daquela primeira produção que demorou horas, como você disse, para produzir seis rolinhos de massa, o que que te levava a dizer: "Eu vou continuar, eu vou tentar, eu vou pro próximo passo". É, então principal, né, disso aí, eh, o que a gente via, mesmo naquela simplicidade, a gente fazia um produto de qualidade, né? às vezes até melhor do que você achava no mercado. Mas como você ia convencer e conquistar o cliente que tinha às vezes a opção de um produto já do mercado, mas acreditar no produto do Civaldo, que chegou lá e bateu na porta e disse: "Eu tenho uma massa boa". Como foi isso? Então, eh, nem sei se eu sei explicar isso, né? Ele disse que colocava a massa. Ele já me contou, gente. Ousadia em uma bolsa térmica. Isso e batia de bolsa de carregar marmita, né? E batia de estabelecimento. Estabelecimento. Estabelecimento. É um barzinho que fritava um pastelzinho para pôr na na vitrine lá. Ah, ousadia até da das pastelarias, das bancas, né? O pessoal com dó pegava lá um uma massinha porque era muito simples, né? Sim. Enrolado a mão, fechado com durex ou às vezes com um araminho ali desses de de pão. Sim, sim. Mas a gente sempre ia lá, né? A pessoa atendia, às vezes você via que era mais um favor mesmo que que fazia. Mas aí a gente falou, vamos conversar, né? Vamos entender como que é isso aí, né? E você foi entendendo o processo e otimizando com mais maquinário ou você continua um tempo com esse maquinário? Então, ah, aí a gente começou a ver a simplicidade, né? Porque você começa a apresentar o produto pro cliente, aí você vai vendo os demais que tem no mercado. Então, aí você vê o quão simples que você tá. Não, a gente tem que investir. Tem que investir. Todo o dinheiro que entrava naquele período, você investia no próprio negócio? Não, não dava para investir. Não dava para investir gastando que eu tinha de reserva. Não dava. Era não dá, não dá. Quanto tempo ficou então, Sivaldo? Na verdade, o negócio dando mais gasto do que retorno no início. Não, olha, eu vou falar a verdade para você, eu acredito que uns dois anos, dois anos, dois anos que a partir de um, com um ano, né, eu ainda pagava para trabalhar. Sim, né? Porque o que que acontece para gente se manter nisso, eh, em 5 meses eu comprei uma máquina, um cilindrinho maior, né? Só que esse cilindro eu tive que abrir mão do carro que eu tinha para comprar ele. Sim. Então, descapitalizei, né? Não tinha renda, né? Tava fora do país. Aí comprei a máquina e comprei um carrinho de R$ 7.000. Sim. Né? Com um carrinho mais simples. E aí, né? com esse carrinho mais simples, cinco 5 meses depois, aí já precisava de uma caixinha de isopor, já entendi. Já tinha já um pessoalzinho simples já, mas que pedia pra gente, por aí eu atendia sábado, domingo, feriado, aquele sonho de folgar sábado, domingo, ainda não tava realizado ainda. Mas você ainda tinha esse sonho? Tinha esse sonho. A gente vai buscar, né? Tá. Quando foi então a partir desses dois anos que você conseguiu eh começar a ter lucro, como você disse, e a partir para um modelo mais profissional de produção, conseguiu sair da sua casa? Então, essa casa eu já saí um mês depois que eu comprei o cilindro. Ah, já saiu logo. Já saiu dela aí porque a a questão do aluguel também as amizades, mas aí você continua produzindo em casa mais um outro lugar. Exatamente. Mas que momento que você separou essa questão da moradia com o trabalho, com o seu negócio? Então, eu separei, né, com se meses, tá? Ah, porque a casa que eu aluguei tinha um uma salinha abandonada lá, uma porta comercial. Eu comecei a fazer ali, só que mais, acho que uns 4 5 meses, eu tive que vender o carro de novo para comprar outra máquina. já tava, começou uma igreja em Valinhas a construir e o pessoal lá era conhecido meu. Então eles o que eles pediam, eu tinha que trabalhar a semana inteira para poder fazer, né? Foi onde eu comprei essa outra máquina para poder atender outro cliente tive que vender um outro carro de novo e [limpando a garganta] comprar um carro financiando 60% do carro, né? 100% do carro. Aí 60% porque acho que foi em 60 vezes. Chegou um momento em que você e a Áila chegaram a dizer o seguinte, ó, a gente vai trabalhar mais tanto tempo, se não der certo, aí a gente para. Eu acho que foi nessa época, né? Nessa época a gente lóg, né? A última cartada. Sim. Pedindo a Deus mesmo, né? E já inclusive eu comecei até a fazer currículo, né? Distribuir currículo. Ah, empreendia, mas começou a entregar currículo. Entregar currículo, porque já os recursos, eu já tinha vendido iPhone, né? O iPhone já faz tempo já tinha vendido os carros, o recurso foi acabando, mas a gente, né, não queria desistir. O que que você fez nesse momento? que você e a Áila conversaram para pensar, não esquece o currículo, esquece, nós vamos focar mais agora com essa questão de dar a essa virada para que a nossa empresa comece a ganhar um corpo, que ela comece a ter processos. Como foi isso, Civaldo? Então, isso nessa mudança para essa casa que vinha nossa filha, falou: "Agora a gente tem que tem que ir mesmo, né? Agora não dá para sair do país, né? ter uma filha e, né, a gente já passou por tudo isso, né? Agora vamos para cima. A gente vai fazer acontecer no próximo bloco, o papel importante de Áila, que desde o início incentivou o marido nos negócios da família [música] Amorim. [música] [música] Como o Sivaldo contou, a Aquila aceitou de pronto esse desafio e a gente vai entender um pouquinho a parte dela nessa história. Primeiro um pedido de casamento e depois, olha, mas você vai produzir massa de pastel comigo a partir do zero. Como que foi isso? Você achou que ia ser só noiva e de repente era era outra coisa também. [suspirando] Então, eh, eu morava em São Paulo e a gente tinha, como ele falou, a gente tinha contato pela internet e eu lembro dele me perguntar: "Olha, eu quero empreender, quero voltar pro Brasil, qual sua opinião?" Eu lembro que eu falei assim: "Olha, Brasil acho que é alimento e vestuário." Você trabalhava com alguma coisa nessa época ou não? Eu trabalhava no escritório de arquitetura lá em São Paulo. E aí eu falei: "Ah, eu acho que o que nunca cai no Brasil é isso". E foi só mais nada. E ele disse, né? Voltar pro Brasil, você tiver solteiro, eu caso com você. Eu lembro que eu só ri, [risadas] não acreditei. Mas ele voltou e minha mãe tinha tido um problema de saúde e aí eu também queria vir de São Paulo aqui pra região, que minha mãe tava morando aqui. E eu já tinha pedido minha demissão, queria fazer um acordo e tal. patrão demorou uns meses para aceitar. Pedi em janeiro, ele me liberou acho que em abril e a gente ficou namorando esse um mês. Ele ia para São Paulo me ver e nisso ele conversando, ele falando: "Olha, quero fazer tal, trabalhar com massa." Falei: "OK". E aí ele falou assim: "Vamos morar junto?" Falei: "Ah, vamos". Eu tava morando sozinha em São Paulo. E aí vamos morar junto, vamos trabalhar? Ah, e aí eu lembro, mas você já sabia que a proposta era produzir a massa com Já, já sabia, né? Achei, vamos para cima, vamos fazer acontecer e tal, porque eu sou muito de viver o dia também, sabe? Eu não fico muito pensando no amanhã porque senão eu travo. Então, era vamos, vamos. E aí eu lembro que eu peguei a o o acordo e a gente juntou e para pegar esse primeiro eh cilindro e fomos procurar casa para morar e a gente procurou em várias cidades aqui, não conseguia, não encontrava. A gente só conseguiu essa casa que era perto do moinho deolâ a farinha que a gente começou. E aí foi isso, arregaçar as mangas e trabalhar. E eu não pensava muito no amanhã, eu pensava no hoje. Vamos fazer hoje, é o que tem para hoje, vamos fazer. Sim. E toda essa dificuldade nessa trajetória com esses momentos em que olha, hoje hoje a gente faz a massa ou a gente entrega a massa porque não tem o dinheiro do combustível para colocar no carro para fazer a entrega. Como que você lidava com todas essas angústias do Sivaldo? para seguir em frente com as incertezas, né? Sim. Eh, como eu te falei, eu procurava não pensar muito na amanhã, sabe? Porque se eu começasse fazer as contas, pensar no aluguel, pensar no que tava saindo e no que não tava entrando, a minha estratégia foi essa. Não vou pensar muito nisso. Vamos fazer o que tem para hoje. Basicamente quem cuidava das contas? Ele até hoje é ele. Tá lá no no começo lá no caderninho ou já era tudo planilha? caderninho. Caderninho. É, ele é o cara das pontas da E quando ele chegou para você e falou: "Olha, essa vai ser a nossa última cartada, se não der certo, a gente vai fazer outra coisa". Eu começou a distribuir currículo. Qual foi o seu sentimento naquele período? Isso. Fiquei triste porque a gente já tinha uma caminhada a essa altura aí grande, a gente já tinha passado por bastante necessidade segurando, né? para não abrir mão do sonho. E eu fiquei triste, mas eu eu lembro que eu falei assim: "Olha, entrega, entrega currículo, vamos ver o que vai acontecer, vamos ver se vão ligar". Acho que nunca ligaram, né? No fim das contas, que não era para ser mesmo. E falei: "Mas vamos, vamos tentando". Ele nunca chegou para mim e falou assim: "Olha, hoje é o último dia, eu não vou fazer mais isso." Isso não. Essa época que ele disse que a mãe dele falou com ele foi a época que ele conversou comigo. Que que você acha? Eu lembro que eu falei: "Não desiste, não vamos desistir." Eu quis garantir ali com o currículo, sabe? Porque de entregar currículo a aceitar uma vaga tem uma distância, certo? E eu fiquei nessa de vamos ver como que a coisa vai desenrolar desse ponto que a gente tá até que alguém convide para fazer uma entrevista. Se eu não me engano, ele chegou a fazer uma entrevista, mas foi só. Ficou até aí. E a gente dia a dia a eh no dia a dia a gente foi vendo sempre abrir uma pequena portinha pra gente continuar, entende? Dava um fôlego. E isso, pequeno, mas mas dava pequeno fôlego. Sim. Nesse período você foi mãe de duas duas vezes, né? De duas crianças. E como que foi também pensar? Agora a gente tem filhos, agora a responsabilidade é maior, agora a gente tem mais conta para pagar e se o negócio não rolar, o que que passava na sua mente também nesse ponto de vista? Quando minha filha nasceu, a mais velha, a gente já tinha melhorado um pouco, a gente já tava com a com o sócio, eh a gente já tinha umas um uma fidelidade de alguns clientes e para dizer a verdade eu não tinha a perspectiva da gente crescer tanto. A minha vontade era que a gente chegasse ao ponto de começar, tipo, a empresa se pagar e a gente conseguir ter a nossa vida, mas conforto, tem uma isso, pagar as contas, pagar o alugel. Eu não sonhava com algo tão grande assim. O que eu o que eu pensava era: "Tá dando pra gente pagar o aluguel, tá dando para comprar o leite da criança, tá dando para comer." É, é isso, graças a Deus. E hoje quando você vê essa fábrica grande, o sonho dele realizado junto com aquilo que você também foi eh construindo, qual é o sentimento? Eu não sei nem se eu sei expressar, mas é de muita gratidão, muita gratidão, primeiramente a Deus. Eh, ele trabalhou muito, muito. Ele sempre, nossa, ele trabalhou demais, ele se dedicou muito. É muita gratidão mesmo, assim, do tamanho que eu não consigo expressar. E e ao mesmo tempo ainda tá caindo a ficha, sabe? Jura? Ainda tá caindo a ficha. Às vezes ele fala: "Olha, o nosso tamanho é X, tal". E eu fico assim, nossa, [risadas] a ficha ainda não caiu, mas acho que o sentimento maior é muita gratidão mesmo e e emoção. É, você tá bastante emocionada, né? E aí hoje, mas hoje o que você fica mais em casa ou você também vem aqui, participa do processo? Hoje fico mais em casa. Eu venho de vez em quando, né? participo mais a gente conversando nas decisões do que aqui no dia a dia. Aqui no dia a dia é mais ele. A gente escolheu eh não terceirizar a criação dos filhos. A gente escolheu mesmo lá quando era muito difícil. Eu falei: "Não vou trabalhar fora, vou ficar com as crianças". Então a gente abria a mão, né? Que é uma espécie de investimento você abrir mão de coisas. Sim. Eh, sei lá, um um salão de beleza, né? Um vestido a mais. Você tá abrindo mão disso para eu não ter que sair e trabalhar e pagar outra pessoa para ficar em casa cuidando da minha casa, dos meus filhos. Então, sempre foi algo que a gente teve sempre esse pensamento alinhado, a gente cuidar das nossas crianças e eu cuidar da minha casa. Então, hoje eu consigo eh cuidar das crianças, cuidar da nossa casa e de vez em quando tá aqui e participo mais nas decisões, né? Olha que para onde a gente vai partir, que que a gente vai fazer, tudo a gente conversa. Tudo conversa, tá certo? Então, muito obrigada. [risadas] Eu que agradeço. Eu [música] que agradeço. Entre carro financiado, venda de bens, entrega de currículos e vontade de desistir, uma grande guinada aconteceu. A família construiu uma fábrica em 280 m², automatizou ainda mais a produção em 2025 [música] e atualmente com os 12 funcionários, deve passar 2300 kg de massa por dia para uma capacidade produtiva de até 2 tonel com a mesma equipe. Preocupado em vender 20 kg. 20 kg. Hoje vocês produzem quanto? Hoje diário, né, tranquilo assim, com muita folga, com maquinar novo nosso, a gente produzir duas toneladas assim, tranquilo, sem esforço, sem esforço, sem esforço. E o fim de semana folga sábado e domingo, [risadas] todos funcionário, né, a gente consegue eh o que a gente sonhava pra gente, a gente, né, compartilha disso com os funcionários também. Ah, então nem vocês nem os funcionários trabalham aos finais de semana, não? Que aquela su aquele seu ideal você passou também para seus colaboradores. Passes, exatamente. As maior parcelaria de Campinas, região, né? Trabalha com a gente hoje, né? A gente focou nesse nicho, né, de cliente final e então a gente consegue fazer com que eles tenham mais qualidade. Produto que sai da do fabricante, né, pro consumidor final. Então a gente consegue entregar bastante qualidade para eles e, né? E com isso eles, a gente tem cliente também, começou, a gente eh ofertou para ele, era uma casa de lanche. Ó, experimenta aí, toma a massinha, experimenta, né? Não, mas a gente faz lanche que não tem nada a ver e tal. Falei, vem com o pessoal aí, né? A gente tem uma massa diferente. E aquela pessoa que acreditou, hoje ele vende 100, 160 kg semanal. Uau, né? uma casa de lanche que tomou, né? Eh, virou uns 360 assim com a massa do pastel também. Ele tinha comprado a loja e o cara que vendeu a a casa de lanche abriu na rua de trás. Ele tava para desistir do negócio e a gente deu uma massinha. Passei na outra semana, ele falou: "Me dá duas e hoje é um parceiro nosso, passou a vender pastel e mudou a vida dele também." como você hoje, então, pra gente finalizar, vê a sua história, Mourinha, hoje começou lá em casa e hoje tem uma estrutura, tá crescendo, tá prospectando para crescer ainda mais? Como que você analisa isso? Olha, eu analiso isso aí como um milagre mesmo, né? A perseverança, né? onde eu tenho tirado eh meus ensinamentos, é da palavra de Deus, da Bíblia, onde que você, né, que você vai fazer, sempre dá para fazer o melhor você fazer além daquilo que é para você fazer, né? Eh, tipo, a Bíblia fala que o que você faz, né, eh, ainda você, o melhor que você faz é como um trapo de diz, se você faz só o que foi pedido para você fazer, agora o que vai fazer a diferença é aquilo que você faz além disso. Você se esforçar para fazer além disso, né? mandou você, ó, limpa essa mesa, você limpa a cadeira, limpa a janela. E a gente viu que o comércio realmente tinha o pessoal que fazia um pastelzinho lá na casa, na feira ali, às vezes ele não tinha acesso porque muita gente não tinha, tá começando o negócio, tá na dificuldade, como eu não tinha o transporte, a máquina certa, então a gente via também que eles tinham essa dificuldade. Então eu ia lá entregar no sábado, no domingo, na noite, às vezes não pagava a massa que eu ia entregar. Mas eu sempre falei para eles também, eu falei, você precisa acreditar no seu negócio, né? Você tem que fazer a diferença. O cliente, você nunca pode falar não para ele. Então você vai pega uma, pega duas, porque a hora que ele, você tá começando um negócio e você falar não pro cliente e se você tem qualidade, você vai fazer a diferença. Então a gente sempre buscou, né, ter a qualidade porque a gente não sabia nem fazer massa, né? Então a gente aprendeu a fazer massa. Falei: "Vamos fazer melhor, né? vão entregar um produto com que faça a diferença, que vai fazer qualquer outra oferta, né, na simplicidade dele, como a gente, né, viu que na nossa simplicidade a gente fazer um produto com qualidade, a gente passando isso pro cliente também. Eu falei: "Eu dependo do seu sucesso e o que eu tô passando para você, ó, frita assim, embala assim, deixa eu ponhar uma uma faixinha aqui, né, uma placa, um cavalete para você, né? Eu tô fazendo isso, não tô pensando, eu tô pensando só em você, eu tô pensando em mim também. Eu dependo do seu sucesso. É um, um empreendedor ajudando o outro. Exatamente. Muito obrigada por contar sua história aqui pra gente, viu? Obrig pela oportunidade, né? E olha só, o Serrendedor fica por aqui. Lembrando que você pode assistir aos nossos programas nos canais 11.3, 3 4 da Claro, da Vivo e [música] também tudo isso fica lá no youtube.com/tvcâmaracampinas. Você vai lá na nossa playlist [música] e confere todos os nossos programas. Até o próximo ser empreendedor. เฮ [música] [música] [música] [música]
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