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Ser Empreendedor | Da torta holandesa ao sucesso nacional
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Ser Empreendedor | Da torta holandesa ao sucesso nacional

321 views Publicado 25/08/2025 HD · 42:52

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🍰 No programa Ser Empreendedor você vai conhecer uma história inspiradora de negócios que nasceram a partir de uma receita e cresceram até se tornar referência nacional. Nos anos 1990, a empresária Silvia Leite, de Campinas, criou a famosa torta holandesa e transformou sua paixão em uma marca de sucesso. O negócio cresceu, virou franquia e marcou uma geração de consumidores. Mas a história não parou por aí: a trajetória de Silvia inspirou também ex-funcionários que decidiram abrir seu próprio negócio e seguir os mesmos passos no mercado de confeitaria. 🎥 Em entrevista exclusiva, Silvia conta como foi o processo de empreender, os desafios que enfrentou e as lições que aprendeu até vender a empresa e se dedicar ao franchising. Ela fala ainda sobre os bastidores da expansão da marca, os aprendizados da pandemia e como a culinária mudou a sua vida pessoal e profissional. 📌 Conheça Ubiratan e Cíntia Alves Ex-funcionários de Silvia, eles fundaram uma fábrica de tortas que já está há 18 anos no mercado, vendendo para todo o país. Hoje, o carro-chefe é a torta de frango com requeijão, responsável por um volume impressionante de vendas: mais de 10 toneladas por mês. Além dela, a empresa produz uma variedade de tortas doces, salgadas e quiches, que conquistaram consumidores em várias regiões do Brasil. 📊 Mercado em crescimento O setor de confeitaria no Brasil está em plena expansão. Segundo dados de mercado, a expectativa é atingir 2,21 bilhões de quilos consumidos até 2029. Somente em 2024, o consumo médio de tortas e produtos similares foi estimado em 9,7 quilos por pessoa. Para atender a essa demanda crescente, as empresas investem em embalagens práticas, em linhas variadas de produtos e, principalmente, em qualidade e inovação, pontos destacados pelos empreendedores entrevistados no programa. ✨ Pontos de destaque da entrevista Como Silvia Leite transformou uma receita de torta holandesa em marca nacional. O processo de expansão e os desafios do franchising. As lições aprendidas ao longo da trajetória e durante a pandemia. A história de Ubiratan e Cíntia Alves, que abriram sua própria fábrica de tortas. Os bastidores da produção: do preparo artesanal ao atacado. O impacto econômico e social de negócios de confeitaria no Brasil. 👉 O Ser Empreendedor mostra que uma simples ideia pode crescer, gerar empregos, movimentar o mercado e transformar vidas. Se você busca inspiração para empreender, essa é uma história que vai te motivar. 🔔 Inscreva-se no canal da TV Câmara Campinas, curta este vídeo e compartilhe com quem sonha em abrir seu próprio negócio. Nos comentários, responda: se você fosse abrir uma fábrica de alimentos, qual seria o carro-chefe? Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] E o ser empreendedor de hoje mostra curiosidades que envolve o empreendedorismo, a vida pessoal e uma receita que você aí em casa já deve ter ouvido falar. Sabe a torta holandesa que às vezes você procura como fazer na internet ou mesmo procura locais que vendam essa torta? Pois é. Estou aqui com a Silvia Leite, que é a criadora da receita. Ela que inclusive tem um livro chamado Se a vida tivesse receita. E claro, um dos capítulos é justamente os segredos da torta holandesa. O volume de consumo de produtos de confeitaria no Brasil segue em alta e a expectativa é atingir 2.21 bilhões de kg até 2029. Somente em 2024 o consumo médio foi estimado de 9.7 7 kg por pessoa. E para atender a esse mercado, as marcas de confeitaria têm investido em embalagens práticas, produtos que se destacam pela qualidade, mas esta, que hoje é conhecida pela maioria dos consumidores, é uma invenção que começou aqui em Campinas. Em que momento dessa história, da sua trajetória de vida que surge então essa torta holandesa? O que que tava acontecendo? Nossa, foi assim um momento, acho muito iluminado, porque eu vinha num início de de momento empreendedor muito difícil num governo novo que tinha acabado de assumir, Fernando Colo de Moelo, anos 90, onde por pura necessidade não havia empregos, não havia oportunidades. Então eu arregcei a manga e resolvi fazer do jeito que eu sabia. E aí eu trouxe para minhas ideias naquele momento toda a minha história, a minha história de família, de família italiana, que adorava se alimentar bem, que adorava proporcionar encontros em volta da gastronomia com muita receita de família. Mas aí essa receita surge para a família ou você pensa: "Eu vou testar, se der certo pra minha família, eu vou vender?" Não, não. Eu já comecei a tipo produzindo coisas para vender, para sobrevivência mesmo. Sim. Já na necessidade de empreender, de gerar renda e sobrevivência. Naquele tempo você já fazia doces ou outras receitas para assim, fazendo sobremesas para restaurantes de Campinas, fornecendo para alguns restaurantes. Sim, a gente tá contextualizando, falando dos anos 90, né? Anos 90. Isso é muito tempo. E naquele momento quando o que que te motivou? O que que você pensou nessa receita? Como foi isso? Eu comecei a observar que eh a necessidade do cliente, né? Então não era um tempo em que eh as pessoas falam: "Eu faço isso, quem quer comprar?" E eu não, eu inverti, eu comecei a me preocupar, não, o que você precisa que eu quero produzir para você, quero trazer solução pro seu lugar, pro seu estabelecimento. E foi assim, eu percebi que existia um um volume de perdas muito grandes nos carrinhos de sobremesa. Todos devem se lembrar quem era dessa época que os restaurantes tinham os carrinhos que circulavam salões, né? E aí a perda era enorme nas sobremesas tradicionais, porque tradicionalmente a confeitaria não se congela, ela é muito perecível, o suspiro murcha, né? A a o bolo, a fruta já fica feia, né? E aí foi assim com essa nesse com essa pegada, com essa vontade de levar solução, de atender o imprevisto, deixar o estabelecimento bem abastecido para atender uma demanda que surge de última hora maior. Então foi assim. Aí o creme holandês, tanto o creme holandês quanto a cobertura, ele não existia. Esse conceito de sobremesa super gelada não existia no Brasil. Era o mais próximo que existia era na Itália os semifredos, certo? Mas que também eram feitos mais a base de sorvete, né? Então a torta holandesa não, esse creme ele é super adaptável, congela com facilidade, descongela, congela de novo. Então, mas aí você tá com essa questão, né? Geralmente o empreendedor ele vem justamente para eh digamos que tratar uma dor, no seu caso, a dor do mercado da sobremesa. Como foi construir essa receita? Você tinha essa experiência que nem você tá dizendo: "Olha, esse creme é adaptável. O que que você tinha vivido até então que você pensou, eu posso trazer isso pro meu negócio?" Eu tinha, eu fazia já algumas sobremesas tradicionais, torta de limão, brigadeirão, bolo de chocolate, torta de morango e todas com essa dificuldade, né? O a massa fras trinca, né? O suspiro muro, as coisas acontecem, nada com a possibilidade de congelar. Até que eu conheci um pavê que eu gostei bastante e aí eu peguei o creme do pavê e foi o start do processo. Falei: "Não, você não coloca numa vitrine um pirex, fica feio, não é uma apresentação bonita". Então eu já peguei aquele creme, transformei num numa aparência de torta. Aí eu achei que precisava dos biscoitinhos para dar uma estrutura. Em vez de fazer camadas comum para ver, eu fiz só uma uma estrutura embaixo, em cima, e coloquei esses biscoitinhos do lado. Aí o biscoitinho Maria ficava feio, murchava e troquei pelo de chocolate. Então foi assim um coisa de alguns dias sequenciais de experimentando e cheguei nela. E por que torta holandesa? Já que ela é tão brasileira. É, na época era torta gelada, torta gelada, torta gelada, mas foi tudo muito rápido. Caiu nas graças assim do consumidor com uma rapidez, com uma velocidade absurda, que é o sonho de consumo de qualquer pessoa que desenvolve produtos, né? Primeiro você vendeu em Campinas ou não era em outro lugar? Sim, só em Campinas, nos restaurantes tradicionais de Campinas. E aí foi uma velocidade tão grande e que já começou a se expandir, sair do raio assim, circuito das águas, aquela rede de hotelaria, eh, aqui vinhedo, a região de Vinhedo, chegando em Jundjaí, foi assim se expandindo, se alastrando daqui para fora. Quando chegou em São Paulo, a gente já se já estávamos no primeiro endereço, já tínhamos uma empresa aberta, configurada. Até então quando você fez a torta já já era meio ou não? É, mais ou menos. tavamos caminhando para Sei. Então, na verdade, hoje eu, assim, se me perguntarem, eu acredito que o ideal é sempre é a gente começar pequeno e ir se aprimorando, se estruturando, se equipando de acordo com a necessidade, de acordo com a demanda, inclusive o conhecimento e buscando o conhecimento quando as dores e as necessidades vão surgindo, né? Sim. Então, quando a coisa foi pr escala, que a gente percebeu que interestadual precisava de registro, já não tinha como ficar transportando um produto sem registro. E esse registro na época era feito pelo Ministério da Saúde, era um número chamava MS. E esse registro tem tinha um profissional especializado em organizar o o processo, digamos assim, para dar entrada, né? E ele fez todo o processo, pagamos a taxa e ele ligou: "Olha, precisa de um nome, não aceita torta gelada, não é possível". E aí eu tava no trânsito assim, numa pressa, sabe, sem sem tempo para pensar em nome, né? Porque nome normalmente é uma coisa que marketing pensa, elabora. Mas naquela época também não se falava muito nisso, né? É, mas eu nem parei para pensar. Eu já soltei torta holandesa. Veio assim, eu acredito que foi um inconsciente, um desejo, porque eu ainda tava muito, tudo muito recente, eu tinha passado por muitas dificuldades e tinha sido acolhida por uma família de holandes fora do Brasil, um momento de muita dor, de perdas. E no meu livro eu conto tudo. Sim. abriu o coração e aquela aquele moment acho que foi um desejo de porque eu sinto que a pessoa que eu me tornei, que eu que eu sobrevivi, que eu realmente me estruturei para voltar para Brasil e recomeçar, foi graças ao período que eu passei lá, meio que cuidada por eles, né? É, você pode compartilhar um pouquinho dessa história agora com nossos telespectadores pra gente lembrar que a torta holandesa ela tem um sentimento também de vitória, de gratidão. Me fala é muito, muito grande. Ah, foi um acidente muito difícil, morreram cinco pessoas, eu perdi meu noivo na época aqui no Brasil. Sim, eu fiquei eu totalmente totalmente debilitada. Eu fraturei todos os ossos da perna, o fêmor em pedacinhos, a bacia. Fiquei totalmente engessada há um ano e mobilizada. Então assim, foi muita fisioterapia, muita luta. Esse casal morava aqui ou você foi pra Holanda? Como foi isso? Eu fui pr eu fui pra Inglaterra. Eles moravam na Inglaterra. Ah, ok. E aí assim, quando eu eu fiquei em tratamento em São Paulo, na casa da minha família, quando eu voltei para Campinas, que era a minha cidade de coração, que eu tava desde menina fazendo, vim para fazer faculdade, fiquei, que eu adorava Campinas, que eu voltei para Campinas, ah, foi muito difícil porque as pessoas tinham um sentimento de compaixão muito grande, olhava na minha cara e vinha, eu não conseguia esquecer tudo que eu tinha passado. Sim. Porque vinha aquela memória, né? O olhar de piedade nas pessoas. Eu falei, eu não vou conseguir virar essa página se eu não for para um lugar que nem saiba, ninguém saiba da minha história, ninguém sabe quem sou eu. É. E lá eu, a minha ideia era recomeçar assim emocionalmente. Só que é muito difícil, né? Não é simples você simplesmente pegar um avião e sumir. E como é a escolha dessa família? Então, não, depois de um mês eu já não tinha mais como sobreviver. Eu precisava trabalhar, eu achava que com um mês eu ia estar falando inglês bem, que eu ia tá arrumando emprego e não é, as coisas não são assim. Eu era muito ingênua também, ah, juventude, na experiência. E então eu precisava trabalhar, né? E aí eu tive a oportunidade de cuidar dos filhos dele. Era babysitter, é isso. É tipo babysitter, ele era um escritor, uma pessoa um intelectual, pintor, um artista muito sensível assim. Mas o diferencial é que além dele dele como pessoa ser esse ser humano, ele tinha um um ambiente muito acolhedor e já um pouco distante de Londres, era assim uma região linda, Rampcharé e tinha bosque de fambroesa no fundo da casa dele. Então eu comecei, eu não não min a minha inquietude já eu comecei a produzir coisas ali porque eu gosto, né? Eu sempre gostei. Então ele ficou se encantando com essa ideia de saber que a produção era da casa dele, sabe? Presenteava todo mundo. Aí eu saí no jornalzinho da cidade que a brasileira que fazia as compostas, as geleias, os doces, fazia tortas, as já começou empreendendo lá. É, mas assim, por prazer, realmente. E aí tinha muitas macieiras, né, nas ruas, assim. Então eu não gosto de ver perder. Eu aí é o lado italiano, né? a o italiano não gosta de perder nada, né? Já é essa essa formação, né, de de sofrimento, de guerras e tal, eles têm essa essa cultura de aproveitamento da da ingredientes, né? Então foi assim, anos depois, quando você coloca o nome de torta holandesa, a partir desse momento tudo registrado, o que começa a acontecer na sua vida profissional? Então, de foram 17 anos, eh, porque a minha vida profissional começou quando eu tinha 15 anos, né, que eu comecei a trabalhar muito cedo e até os dias de hoje. Esse recorte da torta holandesa da minha vida, ele ele representa 17 anos. Você ficou 17 anos vendendo tortaandesa? que eu do início quando eu comecei a empreender e abrimos uma empresa, eu e meu ex-marido, até o dia que a gente vendeu essa empresa que tá aí, que existe até hoje. Minha maior lição foi sempre buscando ajuda, buscando conhecimento, sabe? Então, logo no início, a gente, nós estávamos ainda no terceiro, por volta do terceiro ano de atividade, eu já comecei a sentir muita dificuldade, porque quando você leva o produto pra escala, os problemas vêm. Sim, né? E a torta holandesa parece muito simples e ela é muito simples, só que ela é delicada. É um produto que não tem forneamento, não tem cocão, então ela não tem calor que elimine possíveis, né? Então ela envolve produtos em natura, de origem animal, creme, manteiga, ovos, né? Então requer um cuidado, uma tensão na logística, na cadeia produtiva, né, de distribuição. Sim. Aí eu fui fazer SENAI, fui fazer tecnologia de alimentos, fui estudar, né? Fui aprender implantar sistemas. Que aconteceu nessa trajetória empreendedora que vocês falaram: "É a hora de vender essa empresa". Eu, na verdade eu não falei que acontece um desejo, foi um desejo dele, do meu ex-marido. Ele era meu sócio e era um desejo muito grande dele, porque empreender, esse programa fala de empreendedorismo, empreender, eh, requer um nível de de resiliência, de determinação e de coragem que nem todos têm. Ele enfrenta a concorrência, ele ele olha paraa concorrência como um desafio, como uma oportunidade, né? O que que eu posso fazer para ser melhor? Sim. E ele já não tinha essa veia assim, então para ele era sacrifício, não era prazer. Vendeu a empresa em que ano? Final de 2005. Final de 2005. Você foi fazer o que, Silvia? Ah, fiquei desnorteada porque realmente para mim empreender é a minha vida, eu gosto, né? É um desaf, eu gosto dos desafios, eu gosto da adrenalina, gosto da da sensação de vitória quando você realiza, né, cada empreitada que surge, cada oportunidade, quando você abraça, né? E eh foi muito difícil porque já não era mais tão jovem. Com o dinheiro da que a gente vender a empresa, a gente vai curtir a vida. A parte ele é, ele tinha esse sonho, mas você fica mim, para mim o trabalho não era dinheiro. Para mim assim, eu tendo o o que um bom sustento, tá ótimo. O prazer é muito maior. E eu acredito que quando você imprime esse amor, esse essa vontade, essa alegria no que você faz, o desejo de fazer bem feito, de ter cap de de go, eu ofereço pro outro aquilo que eu gostaria que oferecessem para mim em todos os níveis, não só de produto, de capricho, de qualidade, de eh eu sou, meu nível de exigência é altíssimo. Eu gosto de coisas boas, bem feitas, então não necessariamente sofisticadas, o simples bem feito. Sim, né? Mas e aí, como a Silvia se encontrou novamente? Eu queria eu queria continuar trabalhando porque o que me dava prazer em viver era trabalhar, era produzir, era essa esses desafios todos e não era simplesmente viver a vida. Viver a vida para mim é um significado maior, né? Então, eh, eu, por outro lado, já não era mais tão criança. Eu já não tinha muito tempo. Eu me sentia muito sozinha, né, com a responsabilidade. Tinha dois filhos jovens ainda, adolescentes. Foi quando eu eu falei, eu quero uma coisa bem estável, uma franquia, acreditando que a franquia era formatada, que era uma coisa, eu não tinha experiência nenhuma de comércio, correto? Então eu fui pro ramo do franchising primeiro porque na venda da empresa eu por contrato eu não poderia impor concorrência e não poderia falar do produto 7 anos não podia falar que era criadora do produto, não podia nada exercer nada relacionado à torta durante 7 anos na pandemia que veio, né, todo mundo, não foi só eu, essa coisa da reflexão, da introspecção, né, da calma, da vida mais calma. Eu de repente me atentei que já tinham passado os 7 anos. Aí veio um convite para fazer um um trabalho para um supermercado que em comemoração ao aniversário de Campinas. Falei: "Ah, eu até posso." Aí quando uma mídia vê, a outra chama atenção da outra e tal, começou novamente. E eu comecei a perceber que cada vez via-se menos a torta nos lugares. Cada vez ela tava assim, por quê? Ela nunca foi publicada, nunca havia sido publicada. Cada um foi fazendo a sua receita do seu jeito. Sim. E ela foi mudando muito, né? E eu comecei a acompanhar pela internet. Não que eu eu não tenho nada contra, mas assim, a receita original estava se perdendo. Aquela que eu criei, simples e saborosa, você não encontrava mais. É difícil encontrar. Então, eu queria eh disseminar o sabor original e documentar, porque a partir do momento que as escolas de gastronomia não ensinam, porque não existe uma publicação, porque é como se ela fosse uma marginalizada, assim, a margem, né, do da da escola. Eh, então cada um faz do jeito que quer. Então eu acreditava assim e um novo desejo surgiu nesse processo que eu falei assim: "Poxa, eu sou tão grata, eu tenho tanta gratidão a oportunidade que eu tive, né, uma inspiração, eu acredito que e e eu consegui conquistar tantas coisas, né? Eu conquistei tanto, graças a um produto que eu falei, por que não, né?" Você acha que outras pessoas, principalmente outras mulheres, podem também? Esse foi o meu maior desejo, meu maior sonho, que outras pessoas se inspirem e acreditem que é possível. Se foi possível para mim, é possível para qualquer pessoa, né? E é um produto que tem uma aceitação muito grande. Quantas a pessoa fizer, ela vai vender e gera renda, né? gera dignidade, gera trabalho. É isso que eu desejo. Olha, então, a partir dessa experiência aqui, não é só a no seu livro, não é só a história da torta holandesa. Se a vida tivesse receita, você traz outras receitas e isso meio que se mistura com a história da sua vida. É mais ou menos isso. As receitas que foram escolhidas pro livro, elas ilustram as histórias. Então são 24 receitas, tem salgadas e doces, mas todas têm uma simbologia, um significado. Todas fazem parte, elas estão envolvidas nas histórias que permearam a minha vida. É a história da Silvia com a história do empreendimento da Silvia. Com 5 anos eu tava em pé num banquinho fazendo pãozinho de minuto com a minha avó. Com 5 anos eu já sabia fazer pão de minuto. Então é a primeira receita do livro. Buto, gente. Ó, a tá tão aquela história que traz aquela memória afetiva. É isso. É. Então assim, começou com pãozinho de minuto com 5 anos e aí foi sempre em tudo que eu fiz sempre tem a culinária caminhando junto. Sabe uma pergunta que não quer calar. O holandê sabe dessa história que você Ele não tá mais entre a gente? Não tá mais. Que pena. Nem ninguém da família soube mais os filhos. E eu e eu perdi o contato também. Olha, gente, vamos tentar, né, ver se a gente conhece aí alguém, né, da família dele que um dia sabe, olha que diferença essa pessoa fez na sua vida. Pois é, e eu acredito assim que a gente tem que cruzar a vida do outro sempre deixando uma impressão, né? A impressão no sentido de imprimir, de às vezes uma palavra. E nesse livro eu aproveitei para tem muita gente que foi citada que nem imagina a pessoa não se dá conta de que aquele pequeno gesto fez toda a diferença na sua vida, né? Tem pessoas que saem de universidades, cursos de pós-graduação, MBS, fazem milhões de projetos e colocam milhões de possibilidades de regras de famosos, né, Pens, programas, né, e demoram um tanto projetando tudo que nem sempre a coisa acontece daquela forma ou ou funciona a fórmula que dá certo, né? A melhor forma que dá certo, eu penso que é seguir a sua intuição e começar pequeno. O Sebrai, ele tem um programa de Impretec, ele fez uma pesquisa enorme em que ele dizia, eu participei uma época em que ele dizia que todos os cases de sucesso no mundo famosos quando foram estudar, foram pessoas que começaram dessa forma. Silvio Santos era um camelô, né? Sim. E começa botando a mão na massa, eh, pequeno. Ou seja, quem tá lá em casa põe a mão na massa. É, fica esperando, às vezes fica esperando o receber, fica esperando uma estrutura maior, fica esperando, esperando, faz com que você tem, do jeito que você sabe, começa e aí as coisas vão se resolvendo e as soluções vão chegando e e a vida vai te empurrando quando você realmente deseja, né? E tudo vale a pena. E tudo vai valer a pena e tudo vai dar certo, tá certo? Então, olha, por aqui a gente vai agora experimentar essa deliciosa torta holandesa, que aí em casa você agora descobriu quem é a criadora e claro, quem quiser pode ter o livro também, né? Sim, com certeza. Olha gente, aqui tem várias receitas, inclusive a da torta original. E eu fiz questão de colocar assim tudo o que você não pode fazer, tudo que você deve fazer. Fui ingrediente por tudo detalhadamente para que a pessoa não tenha por não conseguir, tá certo? Então, obrigada. A gente vai experimentar agora, pessoal. [Música] No próximo bloco, negócio da Silvia, que rendeu frutos. Ex-funcionários abriram o seu próprio negócio e completam 18 anos vendendo tortas doces e salgadas para vários estados do Brasil. [Música] E se você pensa que aquela história que nós mostramos no primeiro bloco com a Silvia Leite parou por ali, não, gente, isso foi gerando muitos frutos e um desses frutos é o negócio da Cíntia, que agora em 2025 completa 18 anos. Cíntia, me fala um pouquinho que história é essa de sair de um trabalho CLT, trabalhar e falar: "Olha, agora é hora de eu ser dona do meu próprio negócio e se inspirar com pessoas que você trabalhou". Legal, bacana, Mina, obrigada, viu, por esse espaço, né? Porque falar de empreendedorismo é algo que me enche o coração, né? Sim. A Silvia, trabalhei com a Silvia em meados aí de 99, 2000. era uma mulher muito batalhadora, inspiradora e aí trouxe, né, para Campinas essas maravilhas, né, essas tortas que tanto nos enche de alegria em poder replicar. E eu fui uma das empresas que fez isso, né, crescer aqui em Campinas. É, a gente mostrou no primeiro bloco a torta holandesa, mas você tem outras opções e parece que também falou: "Vou além, vou além, vou além". Eh, nós trabalhamos, né, com as tortas doces e a nossa princesinha, né, a menina dos olhos, que é a nossa torta de frango. É uma torta hoje que a gente vende em média quase 10.000 só da frango, tá, meninas? Só frango. Então, é uma torta assim que em Campinas, na região, nos estados, como eu falei para você que a gente atende aí vários estados do Brasil, é uma das tortas que mais saem. E empreender para mim e pro Biratã foi algo assim, um sonho, né, que a gente tinha e que parecia muito distante, na verdade sempre foi. Mas como começou essa história? Parece que vocês dois trabalharam na mesma empresa. Conta bem o comecinho lá, quando ainda vocês trabalhando falou: "Poxa, será que um dia a gente não pode fazer isso? Pode fazer isso". Nós sempre fomos pessoas assim muito sonhadoras que eu acho que o empreendedorismo ele inicia de um sonho. Então vamos começar então desde a infância, né? desde a infância. Por quê? O Bira é um menino que vem também de uma infância meio dura, que na época precisava vender as coisas, né, para ajudar na renda familiar. Eu não fui diferente. Minha mãe conta uma história que eu vendia pastel na escola, eu tinha 6 anos. Então essa ânsia de querer fazer, de querer vender, querer ganhar dinheiro, já vem de muito pequeno, né? E aí a gente trabalhou em duas empresas, a da Silvia foi uma delas, né? Que a gente trabalhou fazendo tortas. Eu sempre na parte da gestão, na parte administrativa, né, dessas empresas e o Bira na parte da produção. E quando eu saí de uma dessas empresas, eu falei o por não tentar nós dois, né, a colocar esse sonho nosso, tirar do papel, né, para poder fazer com que isso funcionasse da melhor forma, né? Porque assim, eu tinha as duas empresas como modelo e eu poderia também trazer a minha forma de gestar, a minha forma de fazer. Então, a gente iniciou com um portfólio pequeno de tortas, né, que fomos aí agregando no decorrer da época dos anos, porque a gente abriu a Camp Tortas em 2007. A gente tá falando aqui inclusive nesse ambiente que é uma loja, uma loja. A loja já existia desde o começo. No início essa produção era aqui. Me de forma alguma. Nós começamos num num espaço muito pequeno. Eu sou muito ruim com essa questão de metragem, mas para você ter uma ideia. Mas era na sua casa? Quando eu comecei antes de eu montar campo tortas, era na minha casa. O Bira fazia e eu revendia porta a porta. Minha mãe tinha um salão no cambui chamada Equipe Cabelos e eu vendia para as clientes dela também, né? E depois que a gente montou foi uma portinha mesmo, cabia um freezer, aquela batedeira que você viu lá e uma mesa com um computador. Foi assim que eu comecei, tá? E depois a gente foi aumentando, né, com os clientes. Só que assim, falando hoje, depois de 18 anos, parece tudo muito fácil, muito rápido, aconteceu muito assim, não, não foi. Foram anos, foram muitos perrengues, né? Foram época que você olhar para aquilo que você montou e falar assim: "Nossa, será que é o correto? Será que é isso mesmo?", né? Bater aquele frio na barriga de falar: "E agora? Continuo, não continuo", né? Porque saíram os dois do trabalho que que era CLT para poder eh fazer esse sonho acontecer, né? Mas parece que você saiu, ele trabalhava ainda na outra empresa de tortas e aí falou: "Não, não vou trabalhar pro concorrente". Exatamente. Não rolava muito, né? A gente trabalhava nessa mesma empresa os dois. Eu saí primeiro, comecei a fazer nosso empreendimento e ele continuou por um período pequeno. Mas é assim, eu acho que quando a gente é é casados, é casal, você tá montando algo e é algo que os dois querem, então precisa est com a mesma energia, tá com a mesma força, porque se fica um lá, outro cá, o negócio não funciona. E foi bem isso que aconteceu. Chegou um período da nossa vida que a gente olhou e falou assim: "Olha, vamos pegar firme, fazer isso acontecer, porque é isso que a gente tem hoje." Nós não temos mais o CLT, né? E só que nós tínhamos as duas empresas que a gente já havia trabalhado, que também já estava no mercado. Então era um um mercado que já estava pulverizado com esses produtos, né? Então foi aí a nossa ideia da Camp Tortas vir com tortas diferente, com uma pegada diferente, salgados diferente pra gente poder ser o diferencial também no mercado, pra gente ter o nosso espaço. É um sonho que a gente amadureceu durante um ano, né? um ano antes a gente a gente já pensou, eh, buscamos alguns parceiros que não aceitaram a gente como parceiro, entendeu? E aí a gente continuou no emprego que a gente tinha, entendeu? Aí, eh, aí aconteceu algumas coisas lá na empresa que a gente estava e a Cíntnia saiu e nesse embalo e eu também saí junto e a gente montou a camp tor, entendeu? Era a hora, era a hora. O Bira ia pra rua vender, eu no telefone, no telemarketing, a gente começou a ampliar essa questão, né, de mais funcionários, de mais pessoas vendendo, mais pessoas na rua. E foi uma época que fez um bum, né? Hoje não é só Campinas, então que vocês fornecem. Não, não, não. Nós fornecemos aí pro estado de São Paulo, estado de Minas, Paraná, Rio Grande do Sul, que mais? Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, tão quem são seus clientes? Clientes são restaurantes, são churrascaria, mercados, atacadistas. né? Atacadistas também são clientes nossos. Sim. E aí a gente vende para muitos estados, né? E aí a gente conseguiu a essa fábrica que a gente tá hoje da doce, que tem 1000 m², só que trabalhavam todos juntos, né? Salgada, doce. E por uma questão também de organização, higiene, de logística, de separar o doce da salgada, a gente resolveu montar uma outra fábrica na mesma rua para fazer os produtos salgados. fica uma coisa mais organizada, mais bonitinha, assim como vocês viram lá, porque é isso que a gente preza, a gente já trabalha com produto, com com alimento, né? Então a gente tem que prezar pro algo melhor, mais bonito, que fique mais gostoso. E para isso a gente precisa ter um ambiente bacana, a gente precisa ter organização, higiene, né? Você me contou lá na visita da fábrica que inclusive a receita da torta salgada é do Bira, porque no começo ele colocava a mão na massa. E eu vou te falar uma coisa, você acredita que a receita, primeiramente ele fez no concorrente? É, o concorrente também tem a nossa torta porque o Viratã colocou lá. Sim, mas a receita da torta salgada de frango, palmito e presunto e queijo é do Biratã. Exclusividade o biratã. Vocês fazem primeiro a torta salgada com essa receita e a torta holandesa que era o carro chefe dos doces. Em que momento vocês começam a perceber nesse negócio que há outras opções e que é preciso pulverizar essa produção? Sim, sim. Eu sou muito da parte do administrativo, sabe, dessa gestão das finanças é muito meu. Então, a partir do momento que eu começo ver que essas tortas são tortas mais requintadas, né? São tortas mais finas e não é todo o estabelecimento que você pode entrar. Então isso começa a impactar um pouco no seu no seu financeiro. Por quê? Você já não tem a mesma demanda, né? Porque produto você vê o quanto que aumenta, né? Em questão de valores, né? de da matéria-prima que a gente trabalha. E aí o salgado já é algo mais acessível. Você consegue entrar em todos os estabelecimentos, em todos. Não existe um local que não possa ter uma torta salgada, porque ele é um um valor mais acessível. Então aí foi onde a gente falou: "Não, então vamos começar a olhar para isso, né? Porque é um médio longo prazo a gente vai aumentando essa carteira de salgados, de produtos salgados." E foi dessa forma que a gente fez. O nosso maior vendedor é o boca a boca. É interessantíssimo isso, sabe? É aquele fornecedor que indica um distribuidor, é o cliente que viu em algum lugar e ligou, muitas vezes dono mesmo, né, de restaurante, fascaria, tá almoçando em algum lugar, viu o produto e liga também, né? E é dessa forma. Hoje nós temos grandes representantes na rua, né? Mas nem sempre foi assim. E apesar da rua, a gente inclusive tá mostrando aí, você tem uma equipe que atende online também, como em que momento do negócio vocês perceberam também tinha que ter esse tipo de de atendimento, porque funciona assim, né? Como nós atendemos outras cidades, nós precisamos eh ter uma logística e para essa logística, cada dia da semana vai para uma região. Também tem um atacadista que eu faço o meu produto na marca deles. Também trabalho dessa forma. E como foi você pensar no começo? Olha, eu preciso saber quem vai saber qual é a minha marca, mas eu também preciso agregar esse outro cliente porque tem uma demanda de mercado. Foi feito algum tipo de estudo ou foi muito espontâneo? Foi muito espontâneo, Mina. foi muito espontâneo, porque assim, a ideia da nossa loja aqui, né, foi exatamente isso, pra gente expandir a nossa marca, porque como a gente é uma fábrica, eh, nós vendemos direto pro atacado. Então, esse atacado normalmente o que que ele vai fazer? Ele vai vender a torta a inteira, né? Isso aqui vai pra mesa já do cliente ou ele pode pôr na marca, na caixa dele, ou ele vai vender fatiado e nem vai falar da onde é a marca, né? Então, a ideia de montar aqui essa loja foi exatamente isso, para fixar a nossa marca, para que a pessoa venha aqui, coma uma fatia do que ela quiser, não precisa levar inteira, né? Hoje a gente tem a linha varejo também, que é uma linha que atende muito casa, né? Pra pessoa levar, deixar lá guardadinha quando chega uma visita é descongelar, porque são três meses no freezer, né? Então, lá no freezer, naquele balcão do supermercado, também pode encontrar essa marca, desenvolver embalagem, tudo mais. Sim, sim. Exatamente. Fizemos tudo isso. Essa loja aqui é, você até me contou, a gente conversou um pouquinho antes, que era a ideia de um modelo de franquia. Sim. Esse negócio, esse modelo foi deixado de lado ou ainda é algo que pode vir aí? Não, ainda é. Nós montamos essa loja finalzinho de 2019, né? Com todo esse sonho, a gente já tem o escopo da franquia. Mas aí o que que veio? Pandemia, né? Fechamos tudo e não colocamos guardadinho lá esse sonho. Não é que ele está esquecido, não, ele vai voltar. Mas é que a pandemia veio, então você viu a estrutura que a gente tem de duas lojas, a gente teve que demitir muitas pessoas, você acaba contraindo muitas dívidas, né? Então você até você conseguir colocar tudo isso novamente ali para, né, nos eixos para caminhar, é o tempo que a gente precisa para est maturando, né, a loja. Mas o negócio franquia já tá formatada, tá formatada. Quais são então os passos? Você falou até que, olha, a gente teve que dar uma recuada, mas quais são os passos que o empreendedor deve pensar? É o momento de avançar? É o momento de recuar. Agora eu preciso estagnar. como você fala sobre esses três momentos? É, o empreender hoje no nosso país, ele é bem desafiador, né? Então eu acredito que o empreendedor ele precisa estar muito atento a tudo isso, mas muitas vezes a gente deixa com que o mercado, as coisas que tá acontecendo no momento, afete isso. E eu vou te falar uma coisa que eu ainda não te falei, que eu sou terapeuta também, tá? E eu acredito que o empreendedor precisa ter muita inteligência emocional para poder empreender. Ele precisa ter esse tato de entender o melhor momento dele agir ou não agir, porque o agir também é estratégico, mas o não agir também, né? que muitas vezes é melhor você ficar com aquilo que você tem, diminuir algumas coisas que você tem dentro do seu catálogo para que você novamente crie aquela energia, aquele fôlego para você dar o próximo passo dentro do seu negócio. Nesses 18 anos, em algum momento teve um dia que você falou: "Eu não quero mais fazer isso, eu quero ir embora, eu quero". Independente da pandemia num outro dia. Sim, sim, sim. Eu acho que quando fica pesado, né? Tem certas coisas que você olha, você fala: "Será que tá valendo a pena, né? Tanto esforço, tanta energia que eu tô depositando? Muitas vezes a gente se decepciona com pessoas, né? Pessoas, né? Mas eu acho que é algo muito natural quando você tem uma empresa, você olhar para isso e aí está o pulo do gato. Quem é a pessoa que está do seu lado? Quem é o seu sócio? Quem é o marido? Quem é aquela pessoa que te dá força nessa hora? É porque tem hora que é um, tem hora que é outro. Eu já fiz torta, eu já fiz entrega, eu já fiz tudo, literalmente tudo na empresa. Compras, é tipo assim, compras. Eh, no início era só a gente, né? Era nós dois e mais dois sócios. Então, a gente tinha que fazer tudo. E te digo que o primeiro ano foi bem difícil, bate aquele arrependimento, o que que eu fiz, querendo voltar atrás, mas como já tava na metade do caminho, então para voltar ou para ir pra frente era a mesma distância, então a gente decidiu continuar e graças a Deus estamos aí há 18 anos nessa batalha. Nesse momento é onde um dá força pro outro. A visão é diferente, né? Porque eu tenho um tipo de visão e a minha visão é muito sonhadora, tá? Eu enxergo possibilidade em tudos e ele é meu freio. Ele é seu freio. Ele é meu freio. E muitas vezes também ele muitas vezes quando ele coloca, por exemplo, quando você falou, vamos virar franquia, quem foi lá e fez as contas e falou, dá ou não dá? Ele, ele, ele, ele. Eu sou a visionária, eu sou a que sonha, eu para mim dá tudo certo, tem toda a possibilidade, mas tem que ter essa pessoa que seja a pessoa mais conforme, né? que vai fazer, vai olhar esse negócio certinho para ver se dá certo ou não. Você inclusive disse que no lá no início da entrevista que inicialmente vendia as tortas pras clientes da sua mãe no salão dela e hoje quem tá assistindo, quem tá aí no fundo dessa gravação é sua mãe e seus irmãos. Como foi também trazer a família pro negócio? Ah, isso é bacana demais, né? Minha mãe me ajudou muito no início. Eu lembro quando eu chegava lá com a caixa de isopor para vender as tortas. Ela bem, gente, é torta da minha filha, é feito com carinho e isso, tal. Então, ela me ajudou muito. E aí, quando eu abri aqui, eu falei: "Senhora, topa vir comigo nisso? Porque essa senhora não vira, eu não sei, porque hoje tá muito difícil, né, da gente arrumar pessoas assim com esse espírito que a gente tem, com essa cultura, né, é difícil". Ela falou: "Não, eu topo, eu quero". E aí ela saiu do salão e veio para cá. E aqui, isso aqui é ela, é o retrato dela. As pessoas vêm aqui para conversar com a dona Sandra, comer um pedaço de torta e bater um papo com a dona Sandra, entendeu? Que não é só então vender a torta, não é só isso. Não, não. Isso aqui tem a alma dela também. Eu olho para toda essa história, passo um filme muito grande na minha cabeça e o que eu tenho para colocar é que valeu a pena tudo o que a gente passou, tudo que a gente fez para chegar até aqui. Faria tudo de novo? Com toda certeza. Então eu vou aproveitar C, vou pedir para você dar uma dica para quem tá em casa, tem um dom, mas às vezes fala: "Ah, eu tenho medo de empreender, não é para mim, eu tenho só um negocinho, eu vendo só um bolinho, só uma tortinha". E você que começou com essa tortinha hoje é uma grande empresária aqui da nossa cidade. O que que você diria para quem tá lá em casa? Eu te digo para que você não tenha medo. Vá em frente, siga, porque se você tem algo que você faz, que você gosta, que você tem habilidade, a chance de dar errado é mínima. Só falta energia, só falta você colocar fé nisso. E só você pode fazer com que isso aconteça. Não adianta você ficar dando ouvido para quem tá de fora, porque para quem tá de fora nunca vai dar certo. Mas se tá aqui, ó, dentro do seu coração, que é algo que você gosta, vai em frente, não desiste, porque vale muito a pena. É fácil? Não, não é fácil. Busque por pessoas também que estejam do seu lado, que dê a mão, que te impulsione. [Música] [Música] [Música] [Música] [Música]
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