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Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e do Portal do Empreendedor mostram o potencial das mulheres campineiras. O Censo demográfico de 2022 aponta que elas representam 52.3% da população. São 212.000 mulheres chefes de família. E no empreendedorismo, elas também despontam. São 122.800 empresárias cadastradas como MEI microempreendedor individual. E é neste cenário que o nosso programa mostra mulheres que unem suas causas e fomentam o empreendedorismo [Música] feminino. mulher, mãe, avó, administradora de empresas, corretora de seguros, conselheira consultiva da Sou Segura, colunista do livro Fala Mulher, formada em administração de empresas, especialista em benefícios corporativos com MBA em práticas europeias de seguro de pessoas e saúde pela ENS e mais de 20 anos de experiência de mercado de seguros. Esta é a Fabiana que encontrou um novo propósito nessa trajetória. Eu tive ajuda de pessoas muito especiais, né? Eh, o Rivelhali, o seu Marco César, que eram diretoras, diretores da previdência do Bradesco, me ajudaram a abrir minha empresa e eu já entrei e representando 10 agências do Bradesco. Então, eu comecei a prestar serviço dentro de 10 agências do Bradesco. Então, foi uma escola, prestei serviço ali durante 10, 15 anos. vendendo eh seguros e planos de saúde dentro do banco, né? E depois eu casei, eh tive quis casar, ter filhos e daí eu resolvi entregar as agências e trabalhar por conta própria, mas fiquei ali 15 anos. Foi uma escola. Sim. Nesse trabalho por conta própria, você abriu um um escritório examente, abri um escritório e daí eu passei a trabalhar com muitas marcas. Hoje nós temos quase 40 seguradoras cadastradas, operadoras de plano de saúde, de abrir um pouco mais o leque, né? Quando eu trabalhava no banco, eu vendia exclusivamente produtos seguros e planos de saúde da Varadesc Seguros, né? Depois que eu abri o meu escritório, eu passei a trabalhar com todas as operadoras de plano de saúde e seguradoras. Sim. E desde então, que que você tem trazido na sua trajetória empreendedora que você em um certo ponto decide então se unir a outras empreendedoras com um propósito diferente? Exatamente. E eu sempre trabalhei com saúde, né? A saúde, ela sempre foi o carro chefe da minha empresa. E nesses 21 anos escutando mulheres, eu percebi que as mulheres tinham uma necessidade muito grande de eh ter alguém que as inspirasse, as incentivasse a cuidar da saúde. Foi aí que surgiu a comunidade Musas despretenciosamente. sempre fiz grupinhos de mulheres para ir pra academia, para ir pra aula de bike, para ir paraa aula de dança, mas eu sempre fiz isso numa proporção menor. Em janeiro, eu falei: "Acho que eu vou abrir essa comunidade para fomentar, né, para pra gente fomentar saúde, qualidade de vida na cidade de Campinas. Vou promover caminhadas, aulas de dança, aulas de yoga." E foi assim, eu abri o grupo dia 7 de janeiro e na hora que eu percebi tinha quase 400 mulheres dentro da minha comunidade. E daí veio a demanda, né, e surgiu realmente a necessidade de fazer um projeto de saúde sério. As comunidades do WhatsApp permitem reunir pessoas em grupos de assuntos específicos. Qualquer pessoa pode criar uma comunidade. É possível criar novos grupos baseados em tópicos ou adicionar grupos existentes da plataforma. Os administradores das comunidades podem enviar avisos com informações importantes para todos os membros. Já os participantes podem se conectar uns com os outros e encontrar grupos que sejam de seu interesse. Os membros podem receber as atualizações e os avisos enviados a toda a comunidade. Eles também podem organizar grupos menores para discutir assuntos que são de seu interesse com facilidade. Suas ligações e mensagens pessoais nas comunidades são sempre protegidas com a criptografia de ponta a ponta. Ninguém pode ler ou ouvir o conteúdo dessas conversas, nem mesmo WhatsApp. Além disso, é possível fazer nas comunidades criar eventos, enquetes, reagir a mensagens, compartilhar arquivos, usar controles de administradores e responder a avisos da comunidade. Hoje a gente tem o projeto da comunidade, que é um projeto de saúde e qualidade de vida para realmente fomentar de forma séria e medir o impacto social que a gente tá trazendo pra sociedade. Então hoje virou um negócio, virou um negócio sério, foi muito legal. E como é então agora você se dividir? Porque você continua com a corretora? Continuo com a corretora. Eu tenho a empresa. E com esse negócio como é como é isso? É, eu eu sempre fiz várias coisas ao mesmo tempo, né? Eu, eh, a corretora ela já anda sozinha sem eu. Já faz 21 anos que a corretora eh está aberta aqui em Campinas. Eu tenho 20 pessoas na equipe. Então, a corretora já funciona. É uma empresa consolidada. É uma empresa consolidada, né? Hoje a comunidade eh Musas, ela tá eh exigindo um pouco mais de presença minha e eu tô adorando porque é uma delícia, é muito divertido esse trabalho. Mas além disso, eu faço outras coisas. Eu sou conselheira consultiva voluntária da Sou Segura. Eu sou líder de saúde voluntária do grupo Mulheres do Brasil daqui de Campinas. Então eu tô acostumada a fazer muitas coisas ao mesmo tempo e ainda cuidar da família, ainda cuidar dos filhos. Quando você imaginou que essa sua trajetória empreendedora te traria para onde você está hoje? Eh, eu não imaginei. Eu não imaginei. E na verdade eu comecei a me envolver com o empreendedorismo feminino eh um pouquinho depois da pandemia, quando eu tive que ir pro mundo digital. Eh, foi muito diferente, né? nós nossos corretores nunca e eh foi um mundo novo. E quando nós tivemos que ir pro Instagram, pra internet, eu comecei a me especializar e comecei a fazer vários cursos, várias mentorias e comecei a entrar nesse mundo do empreendedorismo feminino, né? E entrei em vários grupos de empreendedorismo feminino daqui de Campinas e aprendi como é que funcionava a coisa, né? e resolvi fazer para mim, né? Na verdade, e eu não tive intenção, mas de repente virou uma coisa muito grande e a gente tá super feliz com a repercussão que tá tendo, né? Quem são essas mulheres da comunidade? Essas mulheres são mulheres empresárias daqui de Campinas e região. Sim. Mas o perfil, que tipo de mulheres de empreendedoras nós temos? Nós temos todos os tipos de empreendedoras lá, né? Mas eh temos muitas líderes de outras comunidades dentro da nossa comunidade, Clubinho Kids, Mães Amigas, Laicaman, a comunidade da rede Juber, eh, a, como é que chama? A rede de Valinhos de Campinas também tá no nosso grupo. Então, o grupo Mulheres do Brasil tá no nosso grupo. Então, veio, a gente conseguiu juntar várias bolhas sim dentro de um lugar só. empresárias, tem empresárias de todos os ramos, eh, empresárias do ramo alimentício, empresárias do ramo da diversão, eh, do lazer, da cultura, eh, tem temos empresárias que são donas de livrarias, donas de cafés, restaurantes, então a gente tem todo tipo de empresária lá. Nas comunidades por redes sociais, ideias ganham força, conexões viram soluções e a sustentabilidade guia cada passo. Ela funciona como um ecossistema colaborativo, onde negócios nascem para transformar o agora e o futuro. Sustentabilidade, colaboração e impacto estão no centro de tudo o que é feito na comunidade. Como é para você então, ô Fabiana, e pensar em movimentar o empreendedorismo, sendo que vocês muitas vezes falam, por exemplo, de saúde, de sustentabilidade e ao mesmo tempo a gente tem que pensar que tem um mundo de negócios envolvido. Exatamente. Exatamente. Eu acho que não dá para você, eu acredito que nós somos seres indivisíveis, não dá para separar trabalho de vida pessoal. Eu acredito nisso. E o network dentro da comunidade mousas, né, ele acontece de forma natural. Como nós promovemos eventos de saúde, talks de saúde em grupos menores, essa conexão entre as empresárias acontece de uma maneira muito gostosa e divertida, né? Por exemplo, semana passada nós estávamos numa academia, num circuito super gostoso, eh eh de atividade física. Eh, elas fizeram cangu, pulse, eh, uma aula de musculação e tinham 30 empresárias ali e ali foram feitas conexões de uma maneira muito natural, muito gostosa de de fazer. E eu digo, Mirna, que os maiores negócios que eu fiz não foi em ambiente empresarial, foi em ambientes tomando café, almoçando, na academia, na igreja. E como isso parece ser tão fácil para você? Eu sempre fiz networking. Eu acho que e eu tenho uma capacidade de me relacionar com as pessoas. Então eu acho que isso torna fácil, né? Assim, tornou fácil porque eu sempre tive que antes de vender um seguro, de vender um plano de saúde para uma mulher, eu escuto essa mulher. Eu costumo dizer que eu sou uma colecionadora de histórias, né? Então eu acho que fica natural por isso, porque eu sempre escutei antes de qualquer coisa, né? A venda é uma consequência de um relacionamento só. Eu acredito nisso. E qual você acha que é o futuro desse projeto que tem crescido a cada dia? Eu acho que nós vamos movimentar muito Campinas. Nós vamos eh incentivar e inspirar muitas mulheres a cuidarem de si mesmas, a praticarem atividades físicas, a olharem para elas além do trabalho e além da maternidade, que na verdade é essa a intenção do projeto. O fortalecimento do empreendedorismo feminino não é apenas uma questão de igualdade, mas também um motor de desenvolvimento econômico. Estudos indicam que ao empoderar mulheres, incentivar o seu papel no mercado, há um impacto positivo na economia como um todo. Com mais mulheres em posição de liderança, as empresas tendem a ter uma visão mais diversificada e inovadora, o que pode levar a melhores resultados. E isso funciona também no empreendedorismo. As comunidades do WhatsApp são ferramentas importantes na medida em que nela as mulheres compartilham experiências, fazem networking e aprendem uma com as outras em um ambiente seguro e acolhedor. Nas comunidades é possível aprender como gerir os negócios, fomentar novos, como é o caso da Virgínia e da Érica, uma gestora ambiental e a outra advogada, que em uma comunidade de mães fundada pela Virgínia se conheceram e se tornaram sócias em um novo negócio em torno desse tema. A maternidade me trouxe pro empreendedorismo. Acho que como muitas mães, né? Eu tive um filho, eu trabalhava 10 anos na mesma empresa como auditora, tive um filho, continuei trabalhando como CLT, porém quando nasceu o Romeu, que é meu filho mais novo, eu comecei a sentir a dificuldade de estar ali no CLT e conciliar com a maternidade de dois filhos, né? E aí até que chegou um ponto, eu não tenho rede de apoio, né? Então eu falei, eh, eu vou ter que escolher. E eu logicamente escolhi, né, estar mais presente com os meus filhos. Mas eu sempre fui o tipo de pessoa que nunca tive o interesse de ficar só como mãe também. Eu sempre quis fazer algo a mais. Então, empreender foi a solução que eu encontrei para continuar trabalhando, mas também conseguir estar junto com os meus sílios, que é uma coisa muito importante para mim. E aí você foi fazer o quê? Na verdade, assim, também aconteceu muito despretenciosamente. Eh, quando eu cheguei em Campinas, eu não sou daqui, eu fiquei muito perdida, eu não tinha amigos, não tinha rede de apoio. Então, eu criei um grupo de mães. Eu falei, deve ter mais mães que estão na mesma situação que eu, que precisam de uma amiga, de uma companheira para tomar um café, para conversar, para desabafar. Criei o grupo esperando que entrassem umas 15, 20 pessoas que eu me tornaria. Mas você criou onde? No WhatsApp. Mas você não teve que convidar alguém? Fui mandando nos grupos que eu fazia parte, grupo de condomínio, grupo de da escola, sabe assim, grupo não sei da onde. E aí foram entrando outras mães que se conectaram com o propósito, que era se encontrar com e sem filhos, né? E aí, eh, quando eu vi, já tinha muita gente no grupo também, começou a entrar um monte de gente. Hoje tem 600 mães no nosso grupo de WhatsApp. Então, muitas mães se conectaram com essa causa de, bom, agora eu virei mãe e as amizades que eu tinha já não, às vezes continuam sendo amigas, mas os horários não batem, os lugares, sabe? Então eu preciso de encontrar outras mães para também ter esse esse apoio, essa rede de apoio. E a partir disso, então, qual foi o caminhar desse grupo do ponto de vista do empreendedorismo? Bom, logo quando eu abri o grupo, acho que deu um ou dois meses, eu percebi, eu falei: "Isso tem potencial de ser um negócio". Porque, primeiramente, eu achava que era só eu que tava passando por isso, de estar sozinha, de não ter ninguém para compartilhar a minha maternidade. E quando eu vi que muitas mães passavam por isso, eu já logo pensei: "Bom, isso tem potencial para ser um negócio." Mas eu continuava trabalhando no CLT. Comunidades do WhatsApp podem ter até 2000 participantes divididos em até 100 grupos. Cada um pode ter no máximo 1024 membros. A comunidade da Virgínia já existe há um ano e três meses. A ferramenta em 2024 implementou inovações como eventos que a comunidade possa marcar, compromissos com outras pessoas do grupo e ainda como receber resposta de uma confirmação de participação de demais membros em um evento proposto. tiveram diversos encontros e aí eh, nesses eu conheci várias mães e aí teve um encontro que a gente falou: "Vamos só as mães sem os filhos tomar um café e numa doceria que tem até aqui próxima". E aí a Érica foi e aí a gente eh todo mundo foi embora e ficamos nós duas conversando e ela me falou: "Nossa, eu acho que isso tem um grande potencial para ser um negócio, né?" Eu falei: "Eu também acho, já tem alguns meses já que eu tô com essa visão, mas ainda tenho o meu emprego, então não consigo eh me dedicar 100%, né? E aí a gente foi vendo dentro do grupo quais eram as demandas. Então a gente viu assim, muitas mães em transição de carreira. A maternidade veio, ela saiu CLT, então ela falava assim: "Ah, eu sou ótima em vender bolos, eu falo, eu faço bolos maravilhosos". Tá, mas como que você se posiciona no seu Instagram? Como que você vende o seu bolo? A mãe fica perdida. Então, a gente criou o vitrine das mães, onde a gente fazia um post divulgando o serviço dessas mães. Então, dentro do grupo, a gente viu surgirem as demandas. Então aí tinha mãe, um monte de mãe falando: "Ah, eu queria voltar a fazer exercício físico, mas não consigo". Então a gente criou o Clubinho Movimenta, que hoje é um grupo pra gente se incentivar a fazer exercício. Então assim, as demandas foram surgindo dentro do próprio grupo, até que a gente pensou, bom, a gente poderia ter um lugar que hoje aqui a sede, né? Que tivesse tudo isso que as mães precisam, que ela não precisasse escolher entre ser mãe, mulher e profissional. Ela pudesse estar em um lugar e ter apoio para fazer tudo isso, sabe? E como vai ser esse lugar? Então, bom, aqui na sede a gente vai ter apoio para tudo isso. Então, a mãe, enquanto mãe, a gente tem uma brinquedoteca com monitor. Então, se ela quiser, ti, se tiver aqui no nosso espaço de beleza e não tiver com quem deixar o filho dela, ela pode deixar no espaço com monitor para fazer uma unha, fazer uma sobrancelha. a gente vai ter o corking da mesma forma. Se ela precisar trabalhar, fazer uma reunião, ela não tem com quem deixar o filho, ela tem aqui o espaço. A gente vai ter uma área em comum para as mães e para as crianças eh conviverem, né? Eh, estarem ali juntas, trocarem, serem a rede de apoio uma das outras. E a gente vai ter como mulher o espaço de beleza. Se ela quiser fazer uma unha, fazer um uma sobrancelha, ela consegue e ela tem o apoio ali da brinquedoteca para deixar o filho dela e conseguir ter o espaço dela, né, o tempo dela como mulher. Sim. E aos poucos, como vocês vão percebendo quais são as demandas dessa mãe para ela também otimizar e utilizar o máximo esse espaço? É, a gente sempre vai vendo assim pelo grupo, a gente vai vendo o que surge lá. Primeiro que assim, essa fase tá muito latente em mim e na Érica, porque nós dois temos filhos de 2 anos, então a gente sente isso na pele. Outro dia eu queria fazer uma unha, meu marido tava na Europa. Não, não fiz porque assim, como que eu vou fazer com meus filhos? Não vou levar eles no salão. Imagina dois meninos correndo no salão enquanto eu passo a unha, não dava. acabei não fazendo. Então isso surge da gente, isso surge do grupo também, das mães compartilhando as dores delas e a gente tentando através do nosso espaço conseguir ajudá-las nessas dores, né? Entendi. E para 2025, o que que vocês pretendem nesse espaço maravilhoso que tá aí nascendo, né? Bom, a gente quer que aqui seja assim o ponto de encontro de Campinas de todas as mães, todas as mães que precisam de apoio, que querem se dedicar a sua carreira, que não conseguem, tem o coworking, tem a sala de reunião, as mães que querem fazer algo por si, querem fazer um exercício, tudo que elas precisarem, a gente quer que venha em mente a sede do clubinho. Lá eu consigo, lá eu consigo ser mãe, mulher, profissional, sem ter que abrir mão, você tem que escolher, né? seria o mundo ideal pra gente. Eu trabalhava na advocacia há 10 anos, mas eu já tava descontente querendo eh pensar em alguma outra coisa, até porque eu queria engravidar e dentro daquele mundo jurídico, eu não vi uma criança ali, até pela loucura dos prazos e por aí vai. Aí eu já queria realmente de carreira, mas até então não sabia o quê. Depois e veio o Davi. Então eu fiquei só sendo mãe, né, curtindo bastante a maternidade. Aí quando eu vi que a Virgí colocou num desses grupos, né, ah, aqui tem interesse encontrar, né, tipo, marcar encontros com mães e crianças, eu percebi que eu queria também, porque assim, por mais que eu queria naquele momento ser só mãe, eu queria ter outras pessoas para conversar e para interagir com o Davi, porque o Davi não ia pra escolinha até então. Então, entrei e fui lá, só um grupo que eu vou encontrar algumas mães, né? Aí o negócio foi acontecendo. O primeiro encontro foi dia 3 ou 4 de janeiro, se eu não me engano, do ano passado que foi no Sesc. Nesse dia eu vi a Virgínia de longe, mas a gente não se conversou nesse dia. Aí continuou frequentando, né, os encontros. Aí ela de um lado, né, tipo, vem do potencial negócio e eu do outro, isso poderia virar um negócio. Aí teve um dia que eu chamei a Virgínia, foi um encontro só de mães, aí o pessoal foi embora, falei: "Virgía, vamos falar de negócio". Aí a gente percebeu que nossos sonhos eram muito parecidos. muitas coisas que a gente queria, né, construir, queria fazer, eh, era comum. Ela falou: "Por que não fazer juntas?" Então ali realmente eh virou a chavinha da Érica empresária e começamos pensar em como que seria tudo isso, né? O espaço vai contar com brinquedoteca, sala de coworking, salão de beleza, salas de diversas áreas de atuação como psicólogo e também haverá salas para locação. E o símbolo voltado à maternidade já é o primeiro que está pronto e também uma marca que vai fazer parte de todo esse trabalho. No primeiro momento era um negocinho menor, mais tímido, né? E depois o sonho vai aumentando, vai criando, né? e se tornou o que vai ser hoje. Quanto vocês investiram nesse negócio em valores? Sim, eu não consigo te dizer um número exato agora, mas Ah, mais de 100.000 com certeza. Sim. E quanto vocês já fizeram um planejamento de em quanto tempo vocês podem ter esse dinheiro de volta desse investimento? Sim. E a gente tá realmente assim, é bem confiante porque assim, o que nós vamos oferecer não tem, pelo menos em Campinas, não sei se algum lugar tem. Tanto que quando a gente conta pras pessoas, o pessoal fala: "Nossa, que ideia nova, que legal". Então, eh, o valor investido, eu acredito que, sei lá, três, qu meses a já consegue recuperar, porque assim, a gente já tá com várias ideias, não só que aqui vai ser como se fosse um clube, né? Então, as mães vão se associar, então para pertencer, para fazer parte, para estar com a gente. Fora isso, vai ser um espaço para eventos, né? Vai ter várias outras formas aí, né? Pensando, né, financeira. Então, eu acredito que em pouquíssimo tempo já. E vocês já pensaram na divisão das funções ou vocês têm pensado em fazer tudo juntas? A gente pensa porque cada uma é muito boa em uma coisa, né? No começo a gente fazia meio que tudo juntas, né? Aí a gente ia sentindo, até porque eu e a Virgínia a gente não se conhecia, né? Então a gente foi meio que percebendo que, ah, isso ela é melhor que eu, isso eu sou melhor que ela. Hoje já é muito bem definido isso, né? O que cada uma faz eh decisões macros que a gente sempre faz isso juntas. Mas as pequenas decisões ou as tarefas, cada uma faz aquilo que desempenha melhor. E você disse que inclusive no início pensava: "Olha, eu não não quero mais a área jurídica porque eu não vou ter tempo". Como você pretende administrar então agora o seu tempo diante dessa nova realidade? É que aqui o Davi vai estar junto, né? Então cada cantinho que a gente foi pensando, a gente pensou para outras mães, mas é uma necessidade nossa também. Então aqui o Davi vai estar comigo todos os dias. Então, os eventos que nós fazemos para as mães, nós aproveitamos esse evento em família também. Então, o momento que nós oferecemos pra mãe um momento só de mulheres, é o momento que nós precisamos também. Então, eh, eu acredito que obviamente, né, vai sair da rotina familiar, mas o Davi vai participar de disso tudo. Tanto que ele vai ter a nossa brinquedoteca com monitor, né, que o Davi vai est ali. Então, eu consigo conciliar a maternidade, né, com o lado empresário e o lado mulher, né, que é o que a gente preza muito aqui dentro. E como tá essa expectativa? para esse novo trabalho, para essa nova descoberta. Para falar a verdade, que não caiu a ficha ainda. Tá tudo tão assim intenso que eu acredito que vai cair a ficha no dia que a gente realmente inaugurar, falar: "Estamos abertos". E o que você diria para outras mães que como vocês tanto tem essa dor? Olha, eu não sei o que fazer, eu quero, eu abri mão da minha profissão, sou mãe, sou feliz, mas sempre sinto falta de fazer algo para mim, por mim. O que você diria para essa mulher? Tá vindo clube bem. que nós a enxergamos. Nós enxergamos cada mulher na sua essência, ela como mãe, como mulher e como profissional. Aqui dentro ela não precisa escolher ser um e deixar outro lá para fora. Aqui dentro pode ser tudo. Para o especialista em negócios digitais, a criação das comunidades podem ser essenciais e agregadora quando se fala em movimentar os negócios e o empreendedorismo. As comunidades do WhatsApp elas têm fomentado muito o empreendedorismo, porque é uma maneira de você trazer pessoas que têm alguns interesses em comum a discutirem temas que são muitas vezes as paixões delas. E é muito fácil você começar a empreender com as suas paixões. E as comunidades fazem isso. Elas agrupam pessoas com objetivos em comum para utilizar e gerar mais negócios. como que muitos empresários, empreendedores estão utilizando comunidades, né? Existe um um fundamento de todo o negócio que é uma construção de listas, construção de uma listagem de pessoas com um interesse em comum. Quando eu monto uma comunidade com interesse em comum, eu consigo fazer ofertas, oferecer produtos, serviços para aquele público que já tá quente. E muitas vezes aquele público, ele já tem um interesse já despertado. E outra coisa muito importante da comunidade do WhatsApp é você manter engajada aquela paixão, manter sempre viva e acesa aquela chama do tema principal daquele grupo. Então é, existe uma, aconteceu na na época da pandemia, né, um afastamento social, todo mundo acabou se isolando e a uma necessidade humana nunca deixou de existir, que é o pertencimento. Pertenceram a algum grupo. Tanto que você já viu muitas brigas, muitas confusões quando alguém é expulso de um grupo, alguém vai lá e remove a pessoa e ela se sente, sabe? É removida, ela sente rejeitada. E rejeição é uma dor muito grande. Então veja como ah estar em um grupo, estar numa comunidade dentro do do WhatsApp ou uma outra plataforma, mas no caso WhatsApp, ela acaba sendo até mesmo um ponto de apoio de inúmeras pessoas para se sentir pertencentes e ter esse essa necessidade humana de pertencer a um grupo muito sanada, né? Eh, considerando que o país, o Brasil, ele é o segundo país que mais utiliza o WhatsApp no mundo, perdendo apenas pela Índia, onde obviamente tem um volume gigantesco da população, o Brasil ele pega muito à frente em empreender, em utilizar o WhatsApp no seu dia a dia, desde uma comunicação com a família, comunicação com o amigo, até mesmo o empreender. você pega pequenos negócios, por onde que normalmente você faz um agendamento? Por onde que você acaba pedindo, ah, você tem horário, tem disponibilidade ou até mesmo fazendo um followup, peg fazendo uma, eh, um acompanhamento de um tratamento. O WhatsApp aqui no Brasil, ele tá muito inserido no nosso dia a dia. Então, é uma ferramenta de trabalho e também de relacionamento que hoje eu diria que ela é bem indispensável nos negócios. Acredito que tem as duas vias, né? Então são gerações diferentes. Tem gerações eh que vieram antes de mim, elas têm a sua comunidade ali no dia a dia, no frente à frente e muitos migraram pro WhatsApp, pros grupos, para você manter uma interação. Eu vejo pelos meus pais, né, muitas vezes eles não conseguiriam ter um contato tão próximo de outros familiares que moram em cidades mais longe. Então eles saem do mundo físico, que não é no virtual, no digital, né? E vai para o digital dentro da comunidade no WhatsApp. E o contrário também acontece, tem gerações mais novas que os primeiros contatos que eles têm é dentro do WhatsApp, dentro de um grupo, dentro do digital e depois ele passa por um encontro físico estreitando os laços de relacionamento. As duas vias elas acontecem em gerações diferentes. Eu acho que aí é que é a riqueza e o grande poder e potencial dessa ferramenta. unir grupos de etnias diferentes, de idades diferentes, gerações diferentes, interesses também divergentes. Então isso é muito poderoso. Grupos com subtemas. Eu vou te falar muito o que eu vejo, tá, dentro da das comunidades ali e dos grupos do WhatsApp. você acaba sempre onde ele funciona mais quando eu tenho um tema muito específico. Eu vou trabalhar sobre suporte de tal ferramenta, eu vou trabalhar sobre grupos de vigilância que eu já vejo a galera usando de bairros. Os próprios eh moradores daquele bairros acabam fazendo um papel de vigilância, observando as ruas. Então veja, quanto mais específico é, melhor é o grupo. Existe, obviamente, eh, situações que não são tão agradáveis, né? Ah, às vezes as pessoas ali fica aquele grupo de bom dia, boa tarde, boa noite, um monte de figurinha, isso acaba gerando muito ruído na comunicação, acaba gerando uma dispersão daquele foco, né? Isso acaba atrapalhando um pouco e incomodando inúmeras pessoas. Só que veja, olha como essas comunidades acabam moldando muito o nosso comportamento no dia a dia, no frente à frente. Existem várias situações que nos incomodam no relacionamento humano e a gente por educação, por respeito ou até mesmo por um zelo naquela relação, acaba não falando nada. Num grupo, eu vejo que muitas pessoas acabam perdendo um pouco esse filtro, às vezes falando às vezes até que não deve gerando mais eh polêmica, mais problemas. E por que elas fazem isso? porque não estão frente à frente, né? Então, ter uma política, ter uma um protocolo de boas práticas, como se uma política de boa vizinhança para você utilizar os grupos, eu acho que é essencial. Veja que as redes sociais elas atuam muito em cima do comportamento humano. É, para mim isso é innegável e eu observo muito isso, né? a necessidade, por exemplo, de pertencer, como a gente comentou, e a necessidade de você tá em grupo e ter um contato mais próximo acaba sendo como se fosse um segundo passo. Eh, eu vejo nos grupos e nas comunidades várias ferramentas que podem auxiliar na comunicação. E a comunicação ela é essencial em todas as relações, né? Então você vê os ruídos nas nas comunicações, o quanto é danoso para as relações. Eh, então veja, se eu tenho uma ferramenta de enquete, eu poderia colocar enquete para definir qual data que eu vou me reunir. Eu tenho um grupo de amigos da época da faculdade, né? Eu a gente entrou na faculdade, eu e esse grupo de amigos, em 1998, no curso de engenharia de computação. Até hoje a gente conversa com muitos daquela turma. a gente mantém viva essa relação e todo ano praticamente é quase acontece todo ano raramente quando não aconteceu desde lá que a gente se formou a gente se reúne. E como que a gente mantém essa comunicação? através do grupo. Então a gente combina ah, em que chácara a gente vai alugar, qual data que dá para todo mundo. A gente vai criando mecanismos, usando as ferramentas que tem nesses grupos para definir temas que se ficasse somente numa mensagem ou outra mensagem levaria muito tempo. Que imagina achar uma data que funcione para 40 pessoas, 60 pessoas, não é tão simples. Então a gente começa a funilar, criar três, quatro opções de data e as pessoas vão votando e a gente vai ajustando. Então essas ferramentas acabam sendo um agrupador e um concentrador da informação de uma forma que seja visivelmente mais agradável e organizada. Você lembra do Orcut? Tínhamos as comunidades lá do Orcut, né? O que que a gente fez? Você reparou que os fundamentos acabam não mudando, o que muda um pouco é a tecnologia, a ferramenta. Então, desde muito tempo a comunidade ela veio para ficar no nosso universo social. A ferramenta do WhatsApp, por ser extremamente prático, fácil, ela potencializou a isso ainda mais. ela democratizou o acesso. Então eu diria que sim, as comunidades se ficaram ficaram ainda cada vez mais fortes, com ferramentas mais acessíveis, mais democráticas e que tá na mão de todo mundo, né? OK. Muito agradecido, muito obrigado. Espero ter estar à altura aí das suas perguntas, do que a gente conversou aqui, né? Muito obrigado, menina. Agradeço, viu, [Música] pessoal? เฮ [Música]