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Ser Empreendedor | Comidas regionais
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Ser Empreendedor | Comidas regionais

76 views Publicado 18/02/2025 HD · 34:11

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Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

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[Música] o Brasil conhecido por suas experiências gastronômicas que refletem a rica diversidade da fauna e flora nacionais está passando por uma transformação significativa nas preferências culinárias de seus habitantes os brasileiros cada vez mais demonstram um interesse crescente na valorização da culinária local aqui um cantinho da comida afro-brasileira o patrimônio imaterial e cultural trazido por uma baiana que veio em 1999 para Campinas realizar o seu sonho de abrir o seu próprio negócio o acarajé O Carro Chefe desse restaurante que deixa aqui o sabor do Sucesso para quem conseguiu realizar esse sonho de criança Maria Antônio chegou com todo o seu dom em cozinhar e cheia de sonhos a empreendedora primeiramente se viu como uma trabalhadora CLT Já que as condições do negócio não foram as melhores eu sou de Irará né e fui para Salvador tinha 13 anos trabalhava em casa de família e desde pequenininha que eu cozinhava né Com meus pais quer dizer comida normal arroz feijão e tudo que era comida comida que eu vi eu era curiosa eu sempre fazia e o povo achava até que mais gostoso do que a receita e os meus patrões falava assim nossa dá para montar um restaurante e eu tinha assim um sonho de montar um restaurante mas eu fiquei em Salvador até os 27 anos aí vim para Campinas para montar uma sociedade de Acarajé já veio com essa ideia sim tá aí quando chegou aqui eu comecei a a gente montou só que o pessoal que me trouxe teve grande investimento né E aí me deu uma proposta PR eu ganhar 2% nas vendas Aí eu falei não eu prefiro ficar como empregada mesmo aí você já tava aqui fazendo a carajé e ficou como empregada deles então sim aí eu fiquei com uma empregada Aí trabalhei do anos com ele e aí depois eu falei ah dá para montar o meu próprio negócio aí montei e aí já era aqui como que foi essa primeira vez você montou o seu negócio aí eu eu trabalhei nos barzinhos montando a carajé aí tem o bar Zé que eu também vim trabalhar no bado Zé né VM dia à noite mas aí como que você chegava você montava uma barraca no nos Bares é isso sim sim ah e o pessoal gostava do meu carajé muito e aí eu tive outra proposta de montar uma sociedade que foi aqui e aí eu fiquei do anos com essa pessoa né mas já era de idade tava aposentado E aí ele vendeu a parte dele para mim eu fiquei do anos pagando ele e fiquei só como que foi partir PR para essa jornada sozinha empreender sozinha como que foi isso Ah e eu fiquei 5 anos trabalhando só juntando dinheiro porque quando você faz o investimento as pessoas acham que já vai ter lucro já primeiro mês 1 ano 2 anos não é É mais ou menos 5 anos para você começar a ter lucro sim e aí você tem que ser bem Econômica para fazer o investimento na empresa né sim para você ter o caixa dois e aqui é a sua casa também ou não Não já morei aqui já morou morei aqui 5 anos nesses 5 anos que você tava então se estruturando você morava e tinha um restaurante Sim e hoje quem que te ajuda eu tenho meus filhos né que eu tenho três filhos aí todos os meus filhos me ajudaram ficaram no caixa todos três a minha menina mais velha tem 31 ano mora na França o teu menino de 24 anos que el trabalha por conta e tem essa menina que tem 20 que continua aqui tá estudando fazendo faculdade isso como que é para você pensar naquela jovem que sai de Salvador vem para Campinas com essa ideia de ter uma vida melhor e através da culinária que você aprendeu desde criança você passar a cuidar do seu negócio e a oferecer tudo o que você conseguiu oferecer pros seus filhos ah PR mim é um sonho assim muito grande agradeço muito a Deus e o povo de Campinas porque me acolheram muito bem acolhe até hoje você falou inclusive que durante 5 anos você precisou ali contar Tintim por Tintim para ir economizando para tá hoje como que foi esses desafios nessa época e as Crianças deveriam ser pequenas sim ele só era pequeno e eu não viajava nada a gente só saía assim um pouco fazia um lanchinho fora mas o principal tudo a gente fazia tudo aqui hoje você serve quantos pratos Tonia Ah eu sirvo mais de 100 prato No começo era só carag ou não não sempre foi eu fiz tudo que é prato né o pessoal ama meu feijão ama meu bife Eh meu arroz Então não é só a comida típica da Bahia tem comida também para todos os gostos sim tem comer todos os gostos tem do do Arroz macarrão picanha bife peixe filé aí tem Bobó tem moqueca tem baião de dois tem uma carajé tem uma barata casquinho Siri tudo tem abaia e Campinas né É E quando as pessoas chegam aqui você faz inclusive comida para todos os gostos mas as pessoas procuram inicialmente por uma comida baiana sim pelo acarajé pelo acarajé é o como é o carro chefe Carro Chefe né hoje em média Você sabe quantos carajé você vende por dia por semana ó durante a semana não sai muito mas final de semana eu chego a vender sem acarajé sem acarajés Quanto custa um acarajé custa 30 39 Tá quanto é um média um prato aqui sem ser o acarajé os outros pratos a média é de 39 a 42 prato normal tá aí agora tem o um de dois que dá para duas pessoas Acho que tá 160 a moqueca o Bobó a gente tá gravando aqui um horário um pouquinho antes do almoço porque você também passou a servir o almoço self service como que é isso é comida baiana self service O que que você pensou para lançar o self service é comida normal tá porque assim nem na Bahia todo mundo come né é o prato moqueca Bobó não come todo dia então a gente come uma comida normal o arroz feijão não e aí mais final de semana que sai Bobó moqueca agora o acarajé sai todo dia tá E você trabalha no horário do almoço ou serve jantar também antes no começo eu eu trabalhava dia e noite eu abria meio-dia ia até às 10 da noite final de semana ia até 2 horas da manhã né tinha roda de samba tudo aqui era muito bom e hoje hoje eu depois da pandemia Eu só trabalho até às 16 horas sim e na pandemia quando fechou tudo como que você conseguiu se virar Então graças a Deus teve os cliente que era fiel chegou até a me oferecer dinheiro sabia para me manter mas aí perguntava o que eu precisava você precisou de ajuda do governo naquela época ou não não não não precisei Mas você teve que fechar o restaurante eu só fechei uma semana eu trabalhava de porta fechada Ava e vinha pegar e f Ah você fazia aquela entrega na porta então é eles vinham pegar aqui Ah retirava aqui sim e aquilo foi naquele momento o que salvou o seu negócio esse modelo de iFood ou até mesmo deles buscarem aqui sim ajudou muito mas como que eu eu fiz o técnico né de contabilidade então eu mesmo que administro tudo então eu sempre fiz caixa dois né Eu sempre fiz reserva nunca fui extravagante Então o que me salvou foi isso foi o caixa dois tá e qual que você acha Você acabou de falar que fez contabilidade qual para você a importância do Empreendedor porque às vezes as pessoas abrem o seu negócio e sab muito bem fazer aquele prato fazer aquilo mas não entende muito de mexer com o ca Qual que é a importância de entender sobre isso é saber administrar se não sabe fazer um curso ou pegar alguém para fazer administração né sim que é o controle porque não adianta você você eh fazer tudo e às vezes tem gente que paga pro cliente comer não ganha nada entendi agora Como que você vê essa trajetória você falou que Campinas te né te abraçou te acolheu e hoje quem é essa empresária dona do Canto do Acarajé Ah eu sou uma mulher muito feliz e realizada realizei todo meu sonho de meus filhos se formar né ter ter estudado e agradecer muito aqui em Campinas Eu amo aqui e Devo tudo eles aqui fora o acarajé o que que o pessoal mais pede pede e o filé a parmegiana a parmegiana não é nem comida baiana mais amo ah é e das comidas baianas Qual é a que mais sai é depois o acarajé a moqueca o Bobó e o baião de dois sim e eu faço uma feijoada também que muito bom vendo muito e a feijoada é quando é é dia de quarta e sábado quarta e sábado e o pessoal a clientela já sabe que tem esses dias certos da comida sabe e Como que você se vê hoje referência aqui no distrito de Barão Geraldo quando fala de comida típica da Bahia Ah eu me sinto assim uma mulher muito importante eu chego nos lugares assim paraar cutuca ali a Tonha eu fico meio com vergonha fica com vergonha mas se orgulho de tudo que você passou sim eu tenho orgulho de ser uma mulher honesta guerreira Tenho muito orgulho e o que que você diria para tantas outras mulheres que muitas vezes estão em casa assistindo sabe fazer uma boa comida e pensar a acho que eu não vou dar conta de empreender que que você diria para quem tá lá em casa eu eu digo para ela não desistir e ter coragem é difícil porque às vezes as pessoas montam e acham que no primeiro semana que vai ganhar muito dinheiro não é tem que ter paciência porque às vezes eu vejo muito lugar que abre e a gente vai a primeira semana aí depois volta e já fechou pessoa Desistiu porque acha que não vai dar certo tem que insistir quando eu abri aqui tinha dia que não vendia nada hoje graças a Deus mesa cheia B sim tá certo então e um dia pelo outro né que um dia vem outro dia não vem mas e a gente tem que ter coragem e lutar a empreendedora também se prepara para o momento de parar e se aposentar eu cheguei aqui de cabeça erguida e quero sair de cabeça erguido e claro com as Finanças em dia para curtir aposentadoria um dia hein Sim sim eu já fiz investimento também né Eu não eu eu penso em Viajar conhecer outros lugares até mesmo cozinhar em outros lugares em outro restaurante também um pouco do da minha comida Então quer dizer que eu sou sonho não acaba aqui não não vai acabar nunca é assim eu cozinho Não pelo dinheiro mas pelo amor Eu amo cozinhar no próximo bloco um restaurante com a comida típica do Pará em Campinas que vem conquistando não apenas os nortistas [Música] [Música] a gastronomia tradicional brasileira não é apenas uma fonte de prazer gustativo mas também reconhecida como um patrimônio cultural e material conforme previsto pela constituição federal e um importante nicho de mercado para bares e restaurantes os saberes e fazeres gastronômicos servem como elementos de identidade reconhecido como cultural e conta a história de cada localidade ou região Brasil afora neste restaurante o empreendedorismo que começou como história de amor em Pirassununga a Josiane já era empreendedora o George que era aposentado conheceu a esposa quando foi pela primeira vez ao restaurante dela passou Rua eu vi fogão fogão de justment eu pensei é comida mineira eu não sou conchegado coma minira algum assim outras não não é atrai a minha atenção um dia eu passei lá e vi tem uns Carangos opa pera aí tem alguma coisa errada restaurante mineiro servi em carê eu pari o carro aposentado não tem o que fazer então eu fui entrei lá ela tava vindo eu falei para ela escuta restaurante mineiro que tá servindo Car a falou que que falou que era mineiro f né el falou é lá no Pará a gente também tem fogão de Len eu peguei a minha cara no chão eu falei para ela dois Car meio E aí eu conheci e rapidamente muito rapidamente me apaixonei por ela felizmente ela por mim e Aquilo tinha o que uns TRS meses que eu tava em PR ah aí eu comecei a ajudá-la no no restaurante porque eu não tinha fazer a noite para ajudá-la no restaurante eh eu tenho uma crise a crise de 16 17 né onde Pou tem problema com os restaurantes tal dificuldades tal e a gente resolveu Olhou os números as coisas como é que estavam né Falei gente em vez de cair para baixo vamos cair para cima que fechar e fazer contadin vamos cair para cima vamos fazer uma coisa melhor e a gente começou a procurar um lugar pra gente trazer uma sorveteria já trabalhava com restaurante já tinha tido uma churrascaria e pela tendo um restaurante de comida comum normal né e nos conhecemos exatamente como ele falou el tá quando ele falou para você e ele pensou que fogão a lenha só tinha em Minas como que que você pensou na hora ah não né porque a gente vivia no Marajó e no Marajó tem muito muitos fogões alenos né Não entendi o raciocínio dele né porque sempre convivi com o fogão aleno também e começamos né a a fazer aquele restaurante ficar um pouco melhor colocando coisas eh Camarões enfim outras outros pratos pro Pará porque a minha mãe ela é ela fez gastronomia aqui em São Pedro né E ela sempre minha avó desde a minha avó Minha mãe sempre me passou que a comida era um é uma coisa Sagrada né e a gente começou a querer introduzir no restaurante Eh esses pratos né só que veio a crise como ele falou de 17 16 17 e as pessoas começaram a fazer marmitas né saía era mandado do emprego começaram a fazer marmita E e tava uma concorrência assim muito desleal né com a crise de 2017 o casal decidiu empreender em Campinas no interior de São Paulo Metrópole que tem mais de 1 mil. mil habitantes a gente tem em Campinas por cidade grande é maior do que a maioria das das capitais europeias então é uma cidade que tem tudo né mesmo na crise acho que ia se desenvolver crescer e a gente acertou porque a cidade nos recebeu muito bem a cidade é ótima tem de tudo né E aí a gente montou na verdade uma tapiocaria nós começamos a procurar meu irmão já morava aqui em Campinas né e ele falou muito bem daqui viemos para cá começamos a a olhar como é que era a buscar um um local e foi aí que surgiu esse local que inicialmente seria uma soveteria depois transformamos em uma tapiocaria né a tapiocaria funcionava no mesmo imóvel que hoje é o restaurante Mas aos poucos os pedidos dos paraenses começaram a surgir como uma demanda que tinha nicho de mercado a gente começou a crescer o número de pratos a gente fazia tampi e alguns pratos matá mas chegava o paraense aqui disse nossa vocês não TM maniola eu preciso arrumar maniva pera aí aí eu achava a maniva lá no norte trazia maniva a gente fazia uma Maniçoba avisava os os paraenses eles vinho ótimo tem pato no tucupi aí arruma pato e aí vai começa a crescer o número de então ouvindo o cliente a gente começou a crescer né e e e e foi bem orgânico mesmo bem orgânico ouvir de cliente demanda o cliente é paraense tá querendo isso etc é ótimo vamos vamos vamos avançar vamos vamos crescer né E com isso a gente eh foi crecendo o número de pratos paraenses começou a trazer pirarucu tambaqui uma série de coisas né E aí nós eh resolvemos transformar isso num restaurante parar né E desde que essa decisão foi tomada ess esse Insight veio o que que vocês têm cono Olha só alegria sinceramente só alegria porque isso aqui tá crescendo agora recen recen uns se 8 meses atrás a gente percebeu que o pé cresceu e o sapato Tá pequeno então a gente começou a procurar um sapato maior e nós achamos um espaço aqui no no no taral uma casa linda estamos reformando trabalhando para transferir o raiz Norte daqui para lá as pessoas começaram a pedir pratos e E aí fomos vendo que os pratos eram tinham mais saídas do que as tapiocas né então nós mudamos em 2019 transformando restaurante de comida para Issa quando veio a pandemia O que que você pensou ah a gente ficou muito assustado né porque não podia sair não é uma coisa que assim foi foi assustador né para todos nós ah a gente pensou até em desistir mas confiando em Deus né Deus nos deu aquela força assim e aí começamos a ter que modificar de receber pessoas no local e a fazer delivery né que era uma coisa que a gente fazia mas não não era com aquela frequência toda né e e foi muito compensador porque naquela época começamos a entender o negócio de de delivery eh foi o que nos salvou né na pandemia ah veio outros desafios Jorge eh Teve um infarto na época então foi foi assim bem conturbado aquela época da pandemia sim paraenses e amazonenses encontram aqui a comida típica da região de onde nasceram mas a conquista de clientes Paulistas também cresce a cada dia diz o empreendedor porque a comida do Pará é mais ou menos referência ah do Norte a comida do Amazonas é muito boa também tem pratos especiais tem coisas assim que a gente até faz aqui de vez em quando mas assim é o pessoal do Norte e muitos muitos muitos muitos Paulistas que vem às vezes para experimentar como curiosidade que vem enfim né vem vem indicado com paraenses então assim ah eu diria que uns 60% talvez 60% de paranaenses mais ou menos isso 40% de e agora tá vindo gente de Jim deab de todo lugar a marca do negócio tem tudo a ver com casal e com Pará no planejamento para a nova loja o propósito é unir gastronomia com a cultura nortista e indígena raizeiros que eu tô tentando trazer algum raizeiro para cá né para tem Pará é muito lindo né ali tem Desde da da dos raizeiros que fazem banhos que que ajudam com ervas né na na na saúde quanto as pessoas que cozinham os outros que fazem artesanato enfim e a gente tá descobrindo como fazer isso né porque é tudo muito novo de novo pra gente né a comida a gente já tem um norral aí mas eh nesse ponto de cultura de trazer esses produtos para cá a gente tá descobrindo junos Bom agora eu vou entrar num uma questão vocês inclusive decidiram nessa nova fase mudar o lobo que tem aí a folha do açaí é isso né como símbolo faz parte desse novo logo e uma outra parte desse logo é algo que está no seu braço e no me conta isso aqui é um grafismo indígena né Isso serve como Aliança do nosso casamento então e o que significa esse grafismo esse grafismo significa aqui é um rio né Segue o seu curso e aqui é a floresta em esses pontos mais mais verdinhos aqui são as florestas né então a gente foi para lá e viu e gostou né Eh eu sou da etnia anajá então a gente resolveu fazer como como a nossa aliança de casamento aí né no nosso Lobo também tem alguma coisa né que que a gente trouxe de lado e que mostre essa união de vocês também nos negócios né isso exatamente nós fizemos alguns investimentos cornos novos né Eh estamos tentando arregimentar gente para trabalhar porque nós vamos precisar de mais pessoas né mais pessoas trabalhando com a gente lá nós estamos buscando isso no mercado pessoas no mercado gente est não tá um um prazer de trabalhar porque para nós trabalho não é uma obrigação tem uma frase do C Gibran que diz que o trabalho é aquilo que torna o amor visível então para nós isso é muito importante então o que que nós estamos fazendo para lá não só levar uma gastronomia agora o nome do restaurante é eh raís Norte gastronomia e cultura do Pará porque a gente quer agregar o Pará o Pará tem muita cultura tem Carimbó tem eh música e dança tem artesanato artesanato do Marajó é maravilhoso vocês pretendem inclusive trazer pessoas que se conectem com essa proposta Sim a gente tá tá querendo trazer e eh eh pessoas artistas para para tocar lá para para fazer alguma coisa exposição e vai a ter uma exposição uma exposição permanente de um fotógrafo que vive no norte e ele tem fotografia da floresta dos índios da da das cidades Ele tem muita coisa então é isso que a gente quer tornar cada vez mais uma coisa assim você você Jorge do ponto de vista Empresarial eh você tem percebido esse movimento de quem gosta da Gastronomia de procurar eh valorizar essa cultura regional quando se pensa em comer sim sim sim Lógico que tem uma parcela que vai querer comer lipídeos protídeos e glicídeos né ela vai comer só para alimentar o corpo mas existe uma parcela cada vez maior de pessoas que olha a comida como Cultura como cultura então a pessoa vem se alimentar É verdade aqui tem que ter uma boa alimentação o mais natural possível o menos tranqueira possível na comida né mas tem muita gente que vem buscar esse diferente o que que é esse tacá essa experiência é não é só não é só o o que a Joelma fala é a experiência de tomar um tacá porque ele sabe que esse tacá já era consumido pelos indígenas do Norte Quando Pedro Álvares Cabral chegou aqui talvez 1000 anos antes e eu que não sou boba e nem nada também quis experimentar esse sabor do Norte eu vou tomar um tacacá Dançar curtir fica de boa é de um jeito que o paraense aqui é raiz isso daqui esse é um restaurante raiz a gente faz do jeito Por isso a minha esposa né que é uma indígena do do do Pará da se em Belém família dela é do Marajó né isso tem raiz isso tem raiz a gente não não tá aqui apenas de Alegre a gente tá aqui para fazer uma coisa maior a gente tá realmente trazendo né o produto de lá e e e se empenha muito em fazer como é feito lá né então quando alguém vem e agradece é muito bom é é assim não tem preço realmente além do tacá o açaí original que não é doce como o que conhecemos aqui em São Paulo tucupi jambu goma de mandioca bakuri entre tantos outros ingredientes vindos direto do Pará o negócio também tem uma marca de sorvete que foi inventado pela Jose usando como base a mandioca com frutas típicas do Pará para atingir o novo patamar o casal investe em torno de R 150.000 A nossa perspectiva é que em de 9 a 12 meses a gente consegue o retorno do do investimento né pago né esse essa é a nossa perspectiva eu tô apostando que é antes é que ela é muito conservadora eu sou mais carnavalesco a nova cozinha ela já tá sendo pensada justamente para isso né A adquirimos os equipamentos como O Jorge falou que que vai nos ajudar muito na preparação né no armazenamento desse desses produtos né dessa comida toda e E aí a gente vai vendo uma coisa falando com outra pessoa que nos dá uma outra ideia de como fazer né porque a gente precisa disso e estamos colocando na cozinha lá eh coisas a mais para poder atender todo esse público né hoje Qual é o prato predileto de quem vem aqui olha tem vários né três Top Mais açaí ah vatapá pirarucu pirarucu dourada e filhote que são peixes né da da região lá são muito muito requisitados né a gente hoje pode dizer que que todo aquele esforço que foi feito vem dando muito resultado né Nós estamos aí a cada dia crescendo né Vamos indo para outro espaço e a gente agora faz algumas feiras com os nossos amigos indígenas né então toda essa cultura do com os indígenas que moram aqui em Campinas ou de outras cidades de todos os que moram aqui em Campinas quanto de outras cidades né então isso vem para resgatar aquilo que a gente troue né que é a comida paraense a nossa comida de origem a comida indígena né então eu sou muito feliz de trabalhar com com tucupi com e mandioca camarão Enfim tudo que vem de lá porque é uma comida afetiva né eu me sinto bem com isso n você iniciou essa entrevista me dizendo olha um aposentado não tem nada para fazer tal tal tal quem é o hoje então me diga eu sou um caro feliz assim sou muito feliz empreender faz parte dessa feliciade faz parte da minha felicidade faz parte empreender e empreender com ela faz parte da minha felicidade Sou muito apaixonado por então assim é eu babo então desculpa muito bem então assim e eu eu realmente sou muito apaixonado isso me faz bem agora é construir coisas fazer né é uma coisa eu trabalhei muito tempo em empresas abre na Ford na General motor na espania etc né fui consultor de empresas né na área de cursos humanos e tava aposentado assim aposentado mais ou menos porque eu escrevo livro porque eu eu sou constelador então eu tava atendendo por constelações familiares também então assim eu não tava parado né mas era um me Trabalhador em atividade aqui não que eu tenho sabe com todas as dificuldades que a gente enfrenta porque existem dificuldades desafios do negócio e desafios pessoais eu não sou novinho eu não sou novinho né então Com todas essas dificuldades isso me traz uma alegria muito grande porque eu eu me vejo transformando o amor em algo visível E isso não tem preço não tem preço é uma alegria ver uma pessoa olhar para você e falar assim cara vocês me levaram pra casa da minha avó com esse vatapá que vocês trouxeram para mim Isso me arrepia até hoje né ou uma criança que fala pra mãe a mãe manda um vídeo para mim eu quero me que o meu vô Jorge mas por qu vou tomar a saí eu amo o vô Jorge uma criança que veio aqui para tomar saí com a mãe sinto realizada em poder trazer ancestralidade né da minha família e em forma de de um alimento que eu mesmo preparo e eu sei quanto que eu coloco de amor nisso né então sem sem palavra sou muito feliz sou muito realizada porque faço o que eu gosto [Música] he [Música]
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