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Ser Empreendedor | Casais que transformaram amor em negócio
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Ser Empreendedor | Casais que transformaram amor em negócio

200 views Publicado 01/09/2025 HD · 48:19

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No Ser Empreendedor desta semana, você vai conhecer histórias inspiradoras de casais que decidiram unir o amor à vida profissional e construíram negócios de sucesso na Região Metropolitana de Campinas. ❤️💼 📊 Segundo levantamento do SEBRAE, cerca de 20% dos pequenos negócios no Brasil são comandados por casais, e 67% deles acreditam que empreender juntos fortalece o relacionamento. Mas, para dar certo, é preciso alinhar metas, dividir tarefas e respeitar o espaço de cada um. ✨ Neste episódio, mostramos dois exemplos marcantes: 👗 Edineia da Luz Fávaro e Rodrigo Dematei de Freitas – Ela começou sozinha, há 11 anos, e em 2025 o casal abriu a segunda loja da marca Atelier 91, referência em moda e estilo (@useatelier91). 🍫 Vanessa Sobral Podavi e Eduardo Podavi – O casal começou vendendo brigadeiros de porta em porta e hoje comanda as lojas físicas Doces da Nessa, que contam com equipe de nutricionistas e estão em plena expansão (@docesdanessa_). 💡 Duas trajetórias que mostram como transformar paixão em negócio exige coragem, persistência e parceria.

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Você já imaginou como seria empreender em casal, dividir não apenas a vida, como também o propósito e uma empresa? Uma pesquisa aponta que 80% dos casais brasileiros que trabalham juntos tendem a ser mais compreensivos uns com os outros, ou seja, quem prende junto se apoia mais. E o ser empreendedor de hoje mostra casais que estão cada vez mais unidos na vida e nos negócios. [Música] Um levantamento realizado pelo Sebrai. O Serviço Brasileiro de Apoio às micro e Pequenas Empresas apontou que cerca de 20% dos pequenos negócios no Brasil são comandados por casais. Além disso, 67% desses casais afirmam que trabalhar juntos fortalece o relacionamento, desde que haja alinhamento de metas e uma boa divisão de tarefas. Este casal abriu a segunda loja da marca em 2025, mas a história começou há 11 anos apenas com a Edineia. Quando eu comecei a loja lá em 2014, tinha só 22 anos de idade, não tinha nunca nem pensado em empreender, nem nada do tipo. Foi realmente uma oportunidade que surgiu, né? Eu tinha uma sócia e ela era muito mais velha do que eu, assim, né? Na época tinha 22. Acho que ela já tinha em torno dos 50 anos de idade. E aí ela queria empreender, porque ela já tinha passado por CLT, ela tava para se aposentar já e ela queria abrir um negócio, ela não sabia o que é. E aí eu sempre gostei muito de moda, mas até então só tinha trabalhado em parte administrativa, sempre fui assim da parte do CLT, mas não não gostava, não me identificava muito bem não. E aí uma vez a gente foi para São Paulo, a gente era muito amigas, né? E a gente foi para São Paulo eh fazer compra na José Paulino. E aí a gente pegou, olhou os preços das peças assim e falamos: "Ai, acho que em Vinedo a gente consegue abrir uma loja". Eu falei: "Vamos abrir uma loja porque você quer empreender?" Eu gosto de de roupa, eu gosto de comprar, garimpar, né? Desde aquela época sempre gostava, eu ia muito em brechó, então tudo que era envolvido nisso. Aí ela falou: "Vamos". Falei: "Então então tá". E aí eu comecei, daí foi de mim mesmo, assim, acho que a gente se descobre, né? Acho que a vontade ficou tão grande quando ela falou: "Vamos". Que daí eu comecei a procurar ponto comercial, né? E aí a gente encontrou um ponto que a pessoa tava se desfazendo da loja. Então a gente já foi ali mesmo com o nome daquela loja que já existia, a gente começou a trabalhar, começou a trabalhar mercadoria que já tinha em estoque. E aí a gente foi para São Paulo e com a Car, a coragem, pesquisando os fornecedores, eh, aprendendo mesmo ali com o que tinha, né? Porque a gente nenhuma das duas tinha base em comércio, nem moda feminina e nem nada. Só que assim, eram duas gerações muito diferentes. Então, ela tinha uma ideia e eu tinha outra de público alvo. Então, a gente não conseguia de fato definir um público alvo, a gente não conseguia acertar nos produtos. Então, era muito difícil ali no começo e ela ficava mais na parte financeira e eu ficava mais na parte de vendas. Então, sempre teve essa separação também. E aí ela foi vendo que já não tava indo muito bem a empresa, né? Então, por mais que a gente tentasse ali fazia o que a gente podia, não tava indo muito bem. foi quando ela quis vender a a loja e aí eu fiquei assim com coração partido, mas assim achava que na minha cabeça não tinha possibilidade de tocar uma loja sozinha, né? Não vou conseguir, não vou conseguir. Então e até a parte financeira assim mesmo, né? Porque eu teria que comprar a parte dela. Eu já tinha entrado com tudo que eu tinha, que na época era um carrinho assim, então eu vendia esse carro. Então até a parte financeira. E aí, eh, nessa época assim, o Rodrigo já meio que a gente já tava saindo e tudo mais e ele falou para mim: "Não, você tem condições, fala para ela, né? Oferece tanto valor pela parte dela e aí oferece parcelado." Se ela topar, ela já via que a empresa já não tava indo muito bem mesmo. E aí eu falei: "Tá legal, então acho que rola". E aí foi quando a gente conversou, né? Ela falou: "Ah, tá". Eu falei: "Você parcela em 10 vezes". Ela falou: "Parcelo". Mas naquele momento, quando Rodrigo te fez, te deu essa ideia, ele já falou: "Eu entro como sócio ou ele primeiro só te deu esse insight?" Nessa época a gente só tava ali começando um namorinho assim, não tinha nada sério. E aí eu dividi com ele isso, como eu nunca fui muito da parte administrativa, financeira, então eu só dividi isso com ele e ele viu já ali, sabe, uma oportunidade, falou: "Não, é o que você gosta, você tem condições, tipo assim, o faturamento que tá, você consegue pagar uma parcela para ela, porque na época ela tirava um salário, né, um prolabor e aí ele falou que o valor do prolabore você paga o valor para ela, tipo, de mensalidade ali, né? Eh, aí foi que eu falei: "Então tá, conversei com ela, ela concordou super para ela, já não tava mais gostando mesmo." E aí nessa hora eu me vi realmente sozinha ali na loja, porque daí eu comprei a parte dela e falei: "Bom, isso daqui tem que dar certo agora. É aqui que que a gente vai tocar, é isso daqui que eu gosto de fazer e assim não tem como dar errado, né? Na época morava com os meus pais ainda também não fiquei muito tempo sem tirar um prolabore também e fui tocando ali sozinha. E nisso o meu namoro com o Rodrigo tava engatando e ele me dava alguns pitacos, mas até então meio de fora. Eu já ia pedindo algumas ajudinhas, né? E aí foi em 2016 que a gente que eu fiquei sozinha mesmo e comecei a tocar, mas comecei a me bananar na parte administrativa, por mais que eu fazia tudo certinho de separar as contas, nunca usei dinheiro da empresa, né? sempre tive essa noção, apesar de não ter muita inteligência eh financeira ali, né, para trabalhar isso, mas eu sempre tive mantive muito organizado. Só que eu precisava de uma ajuda, né, para realmente comportar isso, porque o meu core é realmente vendas, é produto, é a parte que eu falo gostosa assim, né? E aí o Rodrigo começou a ir, ele começou a ir na loja uma vez por por semana, depois começou a ir meio período e aí teve um momento que eu virei para ele e falei: "E por Mas aí você trabalhava em outro lugar nesse período, Rodrigo?" Até o momento em que eu percebi com eh que tinha potencial e eu estava trabalhando em outra empresa, era CLT, ainda a ainda era um momento incerto. Você saia do trabalho e ajudá-la na lógica. Exatamente. Aí no momento em que eu percebi que opa, não tem potencial, vai, vai dar certo sim. Aí as frequências minhas na loja aumentaram. Eu eu eu optei em não dar continuidade no outro serviço e se dedicar totalmente ao ao Atelier 91. E como foi essa questão de chegar no trabalho? Você, pelo jeito, como essa parte mais da finanças, fez toda uma conta. Olha, eu vou sair, vou ficar sem tanto por mês ou então já vou ter tanto por mês. Como que foi esse planejamento? Legal, Mirna, você perguntar isso, porque o que que acontece, né? Eu já tinha tido outras experiências de empreendedorismo, né? já tinha passado por por momentos bons, momentos ruins a respeito de seguir essa jornada, né? E eh para mim, eu acho que a gente quando faz um estudo bem planejado, quando a gente entende aonde a gente tá apostando as nossas fichas, minimiza os riscos e então para mim foi muito tranquilo fazer essa migração e optar em dar continuidade com Edineia. E a partir disso, sócios, então como foi essa divisão de trabalho? Você, pelo jeito, continua com a parte boa, né? Sim, continua com a parte. É uma, é bem interessante falar isso. O começo assim é muito difícil você trabalhar junto. Nessa época a gente só namorava, então a gente ainda não morava juntos, né? Diferente de hoje que a gente ainda tem é 24 horas por dia praticamente juntos, mas eh no começo assim ainda rolava muito os atritos, né? Porque às vezes ele queria dar opinião na minha parte, eu também queria dar opinião na parte dele. E aí foi um momento que a gente que a empresa começou a crescer, que daí a gente foi agregando funcionários também. A gente falou: "Não, cada um precisa estar dentro da sua caixinha". É claro que um vai ajudar o outro quando necessitar, né? Porque às vezes ele precisa de ajuda ali para tomar uma decisão importante. Ou eu também tenho algumas ideias que daí eu preciso que alguém clareie elas, né? Eh, mas aí a gente sentou e organizou e estruturou mesmo a empresa. Foi acho que uma virada de chave muito grande pra gente quando a gente procedimentou tudo e realmente colocou cada um na sua caixinha. Então assim, hoje a gente é bem dividido, ele fica com toda a parte administrativa, seja eh recursos humanos, eh financeiro, tecnolog, com a parte de vendas, com a parte de marketing. Então é bem dividido. Então até pros funcionários fica mais fácil quando eles têm alguma dúvida a quem recorrer ali. E pra gente assim, ele é que domina a parte administrativa. Então se ele falar para mim que não tem dinheiro para comprar, eu vou ter que respeitar e vou ter que dar o meu jeito. ou eu vou ter que gerar mais fluxo de caixa, por exemplo, ou eu realmente não vou fazer compra naquele momento. Porém, entretanto, se eu falar para ele que realmente comprovar que aquele produto que eu tô querendo comprar, investir, né, ou uma ação de marketing, enfim, eh, precisa, vale o investimento. E aí ele aceita e dá o ponto final. Mas cada um que gerencia sua própria área ali, né, é o que que comanda. Então, eu respeito a decisão dele. Você falar que não tem como mesmo e não tem como e pronto, acabou. E aí, se pudesse resumir tudo que a tá falando, é cada um tem sua área bem definida e a palavra final dentro daquela área definida é da pessoa que tá responsável. Mas para vocês chegarem nisso, vocês tiveram que ter uma conversa entre vocês? Vocês procuraram ajuda de alguém especializado ou de um local para que vocês pudessem efetivar tudo isso? Eu acho que é um conjunto do que você falou. Sim, teve muita conversa entre nós dois para começar a definir as áreas, mas também para buscar eh evoluir como empresa, você também tem que buscar ajudas externas, pedir opiniões a respeito, ver como outras empresas eh atuam, principalmente porque tem sócios, né? E uma coisa que eu aprendi nesse nessa jornada é que a questão de sociedade ela tem que ser complementar. A gente às vezes vê sócios que entram em sinergia porque tem o mesmo entendimento da de uma área, só que acaba tendo conflito. Exatamente por isso, porque às vezes estão conflitando na mesma área. E quando você vai buscar uma sociedade, acho que você tem que buscar complementar e complementar o que você precisa. Então, no caso meu e com a Edineia, o que deu muito certo é que ela domina muito bem as áreas em que ela é responsável e eu domino as áreas em que eu sou responsável e a gente evolui as áreas conforme conforme a gente acha melhor e dando opiniões para cumplimentar, para dar às vezes um ponto de vista. Então sim, a gente buscou opiniões e fez algumas avaliações para ver como cada um se se comporta, né? Foram estudar ou não precisou? Precisamos. Precisou. Estudamos o estudo ele é um um processo que eu sempre digo, ele tem um início e o meio e nunca deve ter o fim, né? A gente sempre tem que estar estudando. Então, porque porque é importante. É, no começo assim, quando tava sozinha, eu fiz muito curso no Sebrai e aí depois veio, né, Andressa, ajudou a gente também numa etapa. É, e depois a gente foi buscando também cursos pagos, né, que às vezes a gente eh precisa de de especialistas, né? Então, a gente teve muita ajuda externa também. A gente participou hoje de um programa de mentoria que o Rodrigo inclusive virou mentor nesse programa de mentoria também na parte de finanças. Então a gente tem muito apoio assim, sabe? E realmente sempre busca mesmo pesquisar muito. Eu na parte de de tendência de gestão de pessoas, bom, a gente não para, né? E o Rodrigo é um equilíbrio, né? Procura, é sempre bom você também tomar autonomia, buscar fazer ações por si próprio para você tomar e ter iniciativa, sair do do do start inicial, né? Mas quando você percebe que em algum momento você sozinho não tá dando mais conta, aí você tem que buscar ajuda. Sim. Se você é é que se você sempre for buscar ajuda, você perde autonomia. E se você sempre ficar sozinho, você às vezes vai ficar dando voltas sem achar às vezes o resultado que tá ao seu lado. Sim. Nós estamos falando hoje com vocês em uma loja recém-augurada na cidade de Valinhos, aqui na região metropolitana, porque inicialmente o negócio é em Vinhedo. Vocês mudaram de endereço, vocês abriram uma nova loja. conta para quem tá assistindo. Ah, legal. A gente além de não parar de estudar, a gente gosta também de sempre tá evoluindo de desafios, né? Então, a loja iniciou em Vinhedo, né? E assim, desde 2014, é, no mesmo ponto, era um ponto comercial que a gente só tinha duas salas e hoje a gente pegou praticamente o prédio inteiro, então a gente foi crescendo ali internamente também para trazer mais conforto, né, para crescer o time também. Então, depois disso, a gente incorporou o site também, então a gente também envia para todo o Brasil. E aí com três anos de site rodando, a loja de vinheta também bem estabilizada, a gente decidiu ir para novas. Exatamente, porque o site a gente até achou que fosse um complemento, mas não. O site, na verdade, é como se fosse uma outra loja mesmo, com outras eh desafios, empreendedorismo. É porque realmente ele exige outras, é um outro modelo de negócio. É isso. Exatamente. É um outro modelo de negócio que exige também muita eh no início muito estudo, aprender, errar, acertar, ajustar. Quando a gente consolidou o site, a gente pegou e chegamos à conclusão, agora tá na hora da gente replicar o modelo que tá dando certo aqui na loja física. Vamos. E aí, como é que a gente chegou à conclusão? Por que ir para Valinhos, como um bom empreendedor que faz o cadastro do seu cliente, entende ele é? A gente percebeu que boa parte, 20% da nossa base de clientes de vinhedo eram de valinhos. Então a gente sabia que se abrisse uma loja aqui sem cliente a gente já não ia ficar. Então a gente pegou e falou assim: "Agora, se temos ainda 20% de olinhos, agora é só replicar todas a todos os os passos que a gente fiz fez no início e agora tentar eh obter os clientes daqui de Valinha, né? E isso tá dando certo. Sim, Edinia, você inclusive mencionou que nessa nesse crescimento vocês hoje tem colaboradores, né? Lá em Vinhedo vocês t quantos? A gente tá com seis. Lá em Vinhedo é cinco. Cinco em Vinhedo e a gente tem duas aqui em Valid. Quem cuida do site? Quem cuida do site é Ana Clara, tá lá em uma colaboradora. Isso, exatamente. Tá. Então, nesse quando vocês abrem aqui uma nova unidade em Valinhos, pensando inicialmente nesses 20% de clientela que mora aqui, como fica essa questão do atendimento de quem vem para cá? Então, buscando o mesmo atendimento da outra unidade, ele é atendido pelo colaborador, por vocês? Como vocês pensaram nessa estratégia? É, pra gente crescer assim, não tem jeito. A gente precisa de gente eh pensando junto com com a gente também. Então, a gente gosta de escutar a equipe, alinhados com nosso propósito. Então, a gente teve uma um ponto muito positivo também de uma forma muito estratégica, que é a nossa vendedora Lara, que ela era da loja física de Vinhedo, então ela fazia um trabalho excelente lá, né? E aí ela mora em Valinhos, então a gente conversou com ela, então a gente entrou nesse acordo para ela vir supervisionar a loja de Valinhos, né? Então, uma pessoa que já tá alinhada com a nossa cultura, já sabe de todos os procedimentos, já sabe como a gente trabalha, a gente também eh do nosso processo, né? A gente também tem uma super confiança nela, né? Então, assim, foi muito bom. A gente na hora que a gente conversou, ela falou: "Não, tá, eu topo esse desafio, a gente eu vou para lá, eu cuido da loja, porque a gente não consegue estar em dois lugares ao mesmo tempo, né? Tem muitas coisas para fazer, tem, eu vou pros fornecedores fazer compra, então já é um dia menos na na loja. Eh, tem os dias de foto, né? Então assim, é muita coisa mesmo. Então não consigo hoje est 100% voltada para atendimento das lojas físicas, nem da de Vinhedo. Por mais que eu esteja lá, às vezes eu tô na parte interna e planejamento, montando estratégias. E aqui na loja eh de Valinhos foi a Lara que foi responsável por isso. Então ela é o meu rosto aqui, é o meu braço direito e aí tem a Camila que vem para dar o suporte para ela. Hoje em Valho são as duas por enquanto. Acredito que se Deus quiser vai crescer muito ainda. A gente vai precisar contratar mais pessoas para atender o pessoal de Valins. Você inclusive disse que no início tinha algumas algumas situações em que vocês discordavam, mas ainda não moravam junto, não. Como é isso? Agora estar junto no trabalho, junto em casa, dá para dividir essa vida de empresário com a vida de marido e mulher? Conta para nós. Bom, é o que acontece o seguinte, uma coisa que a gente e é impossível falar que não é para levar coisa de de trabalho para casa e coisa de casa pro trabalho. E eu acho que tem que ter bom senso, tem que ter discernimento. Acho que se ocorre conflitos no trabalho lá, os conflitos lá ficam. Se ocorre conflitos em casa, é lá que os conflitos lá ficam também. Não pode se misturar as questões de conflito. Agora, coisas que podem ajudar a desenvolver, evoluir, nada mais justo do que aproveitar o tempo que você tá junto ali com a com a sua esposa e conversar a respeito de algo que precisa pode ser e eh determinante. Dá para ter um insight no jantar? Claro que dá. Claro que dá. E não dá, não sei ocorre. Na verdade são nesses momentos mais leves assim que acabam tendo insites. No começo foi difícil. É tanto o começo da loja quando a gente começou a trabalhar junto foi difícil porque tem uns atritos mesmo, né? Uma nova rotina, você tem que se adaptar. Então precisa ali realmente são pessoas pessoas, né? Então a gente tem os ajustes para fazer. Quando a gente foi morar junto teve esses reajustes de novo e aí a gente combinou. Então ó, se acontecer algum atrito na loja, fica na loja. Em casa também. Então a gente tenta separar muito sim para realmente não atrapalhar, né, a nossa qualidade de vida, mas sim momentos naturalmente surgem, tipo os assuntos, tipo, ai, aconteceu isso durante o dia, né, ou enfim, eh, é natural, tipo, é muito natural, não é uma coisa que atrapalha a relação e que impacta também. Então, hoje em dia é muito mais tranquilo, é um um psicológico assim mais maduro, sabe? Teve momentos inclusive que você pensou: "Ai, hoje eu não vou conseguir". E aí o Rodrigo vem e fala: "Não, vamos lá". E vice-versa já aconteceu isso? Se tem para acontece com bastante, né? Pode, na verdade, eu sou mais preguiçosa. Então, tipo, de manhã eu falo: "Ah, se não for, não, vamos sim, então daí a gente, sabe, um ajuda o outro mesmo." E é uma questão de ajuste, né? Por exemplo, quando a gente for morar junto, até trazendo um pouco mais pro lado pessoal, a Edé tende a dormir um pouquinho mais, né? E eu já sou um cara mais regrado. Então, no começo me incomodava bastante. Hoje ambos já sabem lidar bem com essa situação. Eu dou umas cutucadinha, peço para acordar e lá deixo. Então, e eu também já entrei mais numa rotina prática, ela já levanta com mais facilidade. E no trabalho também tem horas que alguém tem que ceder. Ah, sim. No trabalho às vezes acontece, né, um momento em que eu tô precisando ficar um pouco mais concentrada e aí ela quer conversar, quer conversar e aí eu espero um pouquinho, aí ela entende e às vezes acontece o mesmo à vezes eu não entendo e tá tudo bem. O importante, o importante é saber lidar com essa situação. O o é assim, eh, seríamos eh mas é é com muito respeito mesmo, sabe? É óbvio assim, se a gente for falar no calor da emoção, acontece, gente. É atrito assim, normal. Mas assim, dá aquela respirada funda e tudo mais. Depois se não gostou, se foi alguma coisa que saiu, extrapolou ali, a gente vai e pontua. A gente sempre conversa assim, ó, isso daqui não pode acontecer mais, tipo assim, sabe? Não, não tem cabimento. Eh, mas hoje em dia tem muito respeito mesmo, então as coisas fluem. Então se se dá aquela, vamos colocar assim, aquela patadinha ou aquele atrito, respira fundo. Às vezes ele respira, às vezes sou eu que respiro e aí depois a gente volta e conversa como se nada tivesse acontecido, porque também se ficar levando pro coração, as coisas não andam, não desenvolvem e a gente precisa tocar, né? Tem alguns casais que inclusive que colocam assim: "Olha, cai, é bom cada um ter o seu negócio porque não dá certo a gente trabalhar junto". E no caso de vocês parece que é que dá super certo, né? Queria que você falasse então, Edne, desde aquele momento em que ele topa ser seu sócio, né? O que que isso quando você faz aí uma, digamos que um remember dessa história, o que que isso agregou na sua vida profissional? Nossa, eu acho que foi assim de uma forma muito natural, né? Como eu falei, eu fui pedindo ajuda, ele foi me auxiliando, foi vendo que ali dava certo, né? Então foi muito natural o Rodrigo, assim, a partir do momento que eu fiquei sozinha, mesmo sem a sociedade, ele participou ali de muitos momentos e aí foi aquilo, né? Vem um dia, depois vem meio período, depois dois dias, três dias e aí quando viu ele já tava ali, sabe? E aí teve por muitos momentos inclusive que ele falava assim: "Ah, mas eu não sou o dono da empresa". E eu falei: "Não, a gente tá crescendo isso junto. Preciso que você se sinta realmente pertence eh pertença a esse espaço, sabe? porque ele é seu. Inclusive hoje a gente tem, a gente conquistou muita coisa, né? E eu sempre falo, é graças a ele também, porque o trabalho dele é 50 50 ali, sabe? E a gente cresceu muito juntos, eh, tanto como pessoa, como a gente conseguiu conquistar as nossas coisas. E eu falo para ele, se não fosse você, nada disso teria, porque eu talvez ali em algum determinado momento pudesse ter me atropelado na parte administrativa, ou não, poderia tá tá do jeito que eu tô hoje, mas a gente nunca vai saber. Mas assim, o que eu não posso deixar de mencionar é que ele teve grande parte ali, eh, com certeza, de estrutura mesmo de loja pra gente tá onde a gente tá, sabe? Com porque essa organização dele, essa parte dele de estratégia, sabe, de planejamento também que é muito forte. Então, se não fosse isso, talvez hoje a gente não estaria aqui. Então, é tudo realmente nosso, assim, sabe? E você, Rodrigo, tomou a decisão certa em pedir demissão? Com certeza. Não há sombra de dúvidas. Não arrependo de nada que eu fiz, nenhuma decisão que eu tomei até agora, porque eu tô muito contente no momento que eu tô vivendo, momento que a loja tá vivendo. Eu tô muito contente com a decisão de de seguir meu caminho com a Edineia e que seja assim para sempre. E e não tem a as decisões de ah pedir a demissão, faria tudo de novo, com certeza. No próximo bloco, um casal que começou a vender brigadeiro na rua e hoje comanda lojas físicas de doces na região metropolitana de Campinas. [Música] [Música] Saindo de Valinhos, o nosso programa está em Hortolândia, também na região metropolitana de Campinas, e continua falando sobre empreender em casal. Agora, uma história que começou com a venda de brigadeiros de porta em porta e com muita parceria e planejamento. Evoluiu, tem loja física e cresce cada dia mais. O amor pelos doces levou a Vanessa a vender brigadeiros para os amigos. E foi de porta em porta que o casal percebeu que se tratava de um negócio e hoje conta com equipe com profissional especializado como nutricionistas e se prepara para expandir ainda mais. Eu saí do serviço em 2014, 2015 eu falei: "Vou te ajudar fazendo". Ela fazia os bolos de pote, eu fazia os brigadeiros e saí algumas vezes para vender, mas não era muito meu hobbel. Eu não sou vendedora de jeito nenhum. Mas ela já vendia o bolo de pote e oferecia o seu brigadeiro ou você teve que ir pra rua? Eu tive que ir pra rua. Eu tive que vender, eu tive que fazer tudo. Ela vendi o dela e eu separadamente o meu. E aí eu ia algumas empresas vender também, mas eu oferecia mais pela rede social, né, que era Instagram, Facebook, mais o Facebook que pegava mais. E oferecendo pras amigas, fiz aniversário de uma amiga, fiz casa noivado de outra já logo de cara. Já logo de cara. Sozinha também fiz um casamento. Aí foi o o onde acho que deu tudo certo. Fiz meu primeiro casamento sozinha com ele, sozinha, mas com ele junto. E 2015. Aí depois ele saiu e entrou comigo. E aí quando ela chegou para você, tô fazendo doce para vender fora, não quero mais trabalhar como CLT. Como que foi isso para você, Eduardo? Não, quando ela saiu do serviço e que ela falou, né? Falou: "Vou procurar algo novo". Eu falei: "Por que você não faz algo que você quer?" E aí foi onde ela falou: "Eu gosto de fazer doce". E aí começou a fazer o doce. Eu falei: "Mas vai, faz porque é legal". E ela começou a fazer esses doces. E há tempos atrás a minha mãe fazia trufas para vender. A minha mãe, coisa de 15 anos atrás, ela fazia. E aí eu falei: "15 anos de quando a gente começou, né? Então, há 25 anos atrás, né?" E aí eu falei, falei: "Cara, minha mãe faz isso daí, é legal. dá para viver disso, né? E comecei a incentivar e comecei a ajudar no financeiro, ajudar na precificação, né? Mas você até então tinha o seu emprego, era CLT, tinha do Ia ajudar ela. E aí até que chegou um momento que de tanto insistir, eu falei: "Faz 100 brigadeiros e vai pra rua vender". E ela fez: "Até". Então não existia loja, né? Não existia loja, fazia na casa, na cozinha da casa da mãe dela. E e aí em 2016 eu falei para ela, falei: "Faz 100 brigadeiros e sai pra rua para vender." E ela foi, de tanto insistir, ela foi. Coisa de 2 horas depois, ela me liga e fala que tá em casa. Eu falei assim: "Poxa, amor, não desiste, né? A gente leva muito não, tudo é complicado, mas não é porque eu já vendi tudo. Eu Oi, você tem tímida, vergonhosa, não sabe vender. Em duas horas você vendeu 100 brigadeiros. Tô pedindo as contas, vou vender brigadeiro. Pedi as contas. Naquele dia, naquele dia eu pedi as contas. Eh, Fabiano, um beijo. Fabiano não me deixou sair. Fabiano não me deixou sair. Ele falou: "Não, não é assim que funciona". A gente conversou bastante sobre. Ele falou: "Pensa bem, as coisas não é bem assim". E aí a gente ficou um tempo, né? Eh, ele, mas ele já sabia do seu desejo. Ele já sabia do meu desejo. Mas aí o que que ele fez? Ele falou: "Vamos fazer o seguinte, sai mais cedo". Ele falou: "A gente não mexe em nada, em salário, em nada. Você sai um pouco mais cedo e para vender os brigadeiros para ver se é isso que você quer." Não deu dois meses. Não deu dois meses. Eu virei para ele, falei: "Fabiano, tá decidido. Quero, vamos, vou encarar isso". Mas nesses dois meses, então, que Eduardo começou a fazer isso, ele te ajudava exatamente em que, Vanessa? Principalmente nas venda, mas o praticamente eu fazia, né, que eu sou a confeiteira, ele precificava, ia para mercado, me ajudava com praticamente tudo. Eu mais que era mão de obra mesmo. Eu sou a mão de obra da empresa e ele faz todo o resto, principalmente as vendas. Todo mundo tenta roubar ele de mim, mas não vai roubar não. E quando ele chegou para você e falou: "Eu vou sair do trabalho e nós vamos nisso juntos". Como foi para você? Aí eu fiquei feliz porque eu precisava muito, precisava demais. Até que no primeiro casamento eu fiz sozinha produção, tudo sozinha, mas ele sempre por trás porque não sabia. Eu eu nunca soube vender, né? Então eu precisava dele para me ajudar a passar, pros noivos. precisava dele para me ajudar, precificar tudo, a comprar tudo, a fazer tudo. Então, no começo vocês falaram em brigadeiro, por exemplo, essa festa que você pegou, as pessoas disseram quais eram os docinhos que ela queria ou você já tinha um leque de opções? Como que foi essa questão dessa primeira encomenda grande? Um pouco eu já tinha, né, porque eu já fazia bastante coisas e outra ela me apresentou um portfólio de inclusive de outras doceiras e ela você consegue f consigo. E aí eu fiz deu tudo certo. No primeiro casamento foi o estouro, graças a Deus. Fez até 200 doces a mais, né? 200 brigadeiros a mais do que brigadeiros a mais. É sim. E a partir desse momento em que então o Eduardo passa efetivamente a trabalhar com vocês, qual foi a estratégia para que vocês pudessem, enfim, sair daquele modelo mais caseiro de negócio, formalização, como foi isso aí? Eh, eu sou formada em ADM pela, né? Sou formado faculdade e aí eu falei, mas é tudo diferente, né? Faculdade, teoria é uma coisa, prática, vivência é outra, né? Eu venho de vendas, trabalhei sempre com vendas, mas eu falei, é, é diferente. E aí foi em 2016, logo que a gente abriu, para abrir o CNPJ na época, o MEI, né? Para abrir o MEI, nós fomos até o Sebrai. E aí lá eu lembro, não me recordo o sobrenome dele, mas o Bruno foi um querido, o Bruno nos ajudou muito lá do Sebrai e a gente conversou muito, falou muito, tirou muitas dúvidas, esclareceu e aí de lá a gente abriu o MEI e seguimos. E aí já fiz, fizemos alguns cursos lá, eu na verdade, né, fiz mais, a nessa acabou fazendo mais os cursos de confeitaria. Sim. E para abrir o primeiro local físico, como foi aí? O que que acontece? Nós começamos literalmente nessa questão de rua, vendendo bandejinha na rua, porta a porta, farmácias, porta de faculdade, posto de gasolina. Então era na rua mesmo, caminhando no sol, nós dois com bandejinha, bolsinha térmica vendendo ali. Isso em 2016, no comecinho de namoro, né, que a gente tava começando, né, a gente começou a namorar em 2014 e a gente conheceu aqui, né, IBM. Aí é, a gente tem alguns amigos, tem comércio aqui na região aqui da IBM, aqui em Hortolândia, e aí a gente sabia que tinha uma feirinha na rua. Feira, né, aquelas feras de rua. Sim. E e aí essa feira ela acontecia de segunda a sexta no horário de almoço, porque tinha um público muito grande. Então a gente começou a vir participar dessa feira. Então de segunda a sexta no horário de almoço, nós estávamos aqui nessa feira só com brigadeiro no começo. Era só brigadeiro. Só brigadeiro. Depois vocês foram colocando o quê? Aí eu coloquei salada de frutas, brownie, que inclusive tem até hoje a fatia de brownie do Nutel Kinder Buen faz sucesso. E aí depois já começou os as fatias de bolo. Nós não começamos com bolo no pote, nós começamos com fatias de bolo. Fatias de bolo, Sim. Né? E a escolha então desse local físico tem a ver com toda essa história da feira. Tem a ver com a história. Tem a ver com a história. Porque aí o que que acontece? Eh, eu sempre gostei de venda, sempre quis ter o meu comércio, a minha família toda tem comércio, a minha também restaurante, tudo. E aí eu falei, eu quero tema. Então, eu estava contente vendendo na rua, estava grata, mas eu queria algo mais, né? E aí aqui onde nós estamos hoje estava para alugar e eu falei: "Nossa, a gente precisa alugar esse ponto e montar a loja aí, né?" Acabou que não deu certo diretamente aqui. A gente foi para uma rua lateral. Mas era para atender esse público que a gente atende hoje. Sim, né? Então a escolha foi porque nós já estamos estabelecido nessa feira e já tinha esses clientes aqui. Desde então vocês avançaram e tiveram uma segunda loja em Campinas. É isso? Me conta desse processo. Ah, isso foi em 2020 já. A primeira loja nós abrimos em 2018. Aí 2020 teve essa oportunidade de ir paraa Campinas. um café que estava à venda. Nós fomos ver o café, gostamos e compramos a loja toda. Éramos para comprarmos alguns itens, né? Era tinha microondas, a venda, aquelas coisas. A gente falou: "Ah, vamos lá dar uma olhada, ver se tem algo de interessante." A gente acabou se interessando e comprando, comprando toda a estrutura. E montamos em dia 1eo de fevereiro de 2020, nós montamos a loja lá na Coronel Quirino, no Cambuí. Mas aí veio a pandemia e fechou. Mas antes da pandemia, né, nós montamos a loja dia 1eo de fevereiro de 2020. Dia 15 de março de 2020 foi o nosso casamento religioso, né? Nós casamos um pouco antes no civil e no pela igreja nós casamos em dia 15 de março. Dia 15 de março. Na segunda-feira, no dia 16 de março, estourou a pandemia e aí travou tudo, parou tudo. Mas a gente ainda ficou um tempinho lá, a gente fez uma Páscoa que foi muito boa. É, aí logo após a Páscoa já começou a fechar de verdade, né? Sim. Porque foi aquele período, né, que abre, fecha, pode trabalhar, pode entrar um cliente por vez, agora essa semana não pode, porque foi tudo muito conturbado a pandemia. Vocês chegaram naquele período a usar algum serviço de aplicativo de entrega para poder vender? Sim, sim. Chegamos usar os aplicativos. Aí tinha questão de que o cliente só podia retirar na porta aí porque realmente ficou a pandemia, ela foi muito conturbada, foi algo muito sério, né? algo muito, enfim, todo mundo sabe. E aí ficava isso, né, essa situação. Hoje pode atender, hoje tanto aqui quanto lá, mas aqui em Ortolândia ainda não era nesse endereço que nós estamos hoje, era no outro endereço. Sim. E nesse período como foi então administrar essas duas lojas meio à pandemia? A loja de Hortolândia foi fechada nesse período porque todo o público de Hortolândia ficou fechado, porque o público de Hortolândia, o grande público aqui são os funcionários de das empresas aqui ao redor, né, de algumas multinacionais, farmacêutica, as empresas começaram a fazer home office, todo mundo começou a fazer home office, então a gente não tinha cliente aqui em Ortolândia, então nós ficamos só em Campinas e nisso nós reduzimos a zero o quadro de funcionário. Ficamos só nós dois, então ficamos só nós dois fazendo, fazendo tudo aí. e começou a voltar, o custo de Campinas era mais caro, então nós decidimos fechar Campinas e ficar só em Gortolândia. E já vieram para esse espaço ou ainda não? Ainda não. Não. Aí, mas foi coisa de meses. Esse espaço que nós estamos era um restaurante. O o inquilino entregou o prédio. O, eu lembro como se fosse hoje. O proprietário saiu daqui, pegou a chave com o inquilino, atravessou a rua e falou: "Você queria ir para lá?" Não queria? A chave tá aí. Vai lá. E estamos aqui até hoje. E quando você recebeu essa notícia, olha, enfim, vamos pro nosso lugar que a gente sempre quis. Como foi isso para você, Vanessa? Ai, eu não tenho nem palavras porque aqui sempre foi a nossa oração. Eu brinco que na igreja que frequentamos, somos evangélicos, tem uma uma ação de da uva no final do ano, todo final do ano, um ato profético. Um ato profético. E a E eu joguei as minhas uvas todinhas aqui. Olha, Deus realmente honrou. E vocês estão aqui há quanto tempo? Aqui desde 2021. Desde 2021? 4 anos. 4 anos. Fora o período da pandemia, quais foram os maiores desafios para você, Vanessa? Ai, para você eh público, porque aqui que que acontece aqui na loja de Hortolândia, o nosso maior público é as empresas. Então, mesmo que acabou toda a pandemia, mesmo que todo mundo foi voltando aos poucos, ainda não eram suficiente. Mesmo que a gente assim e a gente cresce muito rápido, graças a Deus. Eh, eu brinco até eu e ele com a gente brinca falando que mesmo a pandemia a gente não baixou nossa qualidade, a gente não diminuiu nada. A gente continuou buscando, buscando, buscando, trabalhando bastante. Eh, se tivesse que ir pra rua novamente, a gente ia pra rua novamente. E aqui a gente sempre buscou esses clientes. É tanto que a gente tá aqui vai fazer 11 anos, mas a falta dos clientes em meio a ida e volta ida e volta dessa pandemia para mim foi o mais complicado, porque segurar uma loja muito grande é família. Eu estava grávida do meu primeiro filho. A gente tudo faz em dois aqui. É casa e loja. de loja. Então sempre assim, acho que buscar mesmo o cliente é mais difícil porque a gente trabalha porta a porta, né? Então a gente tem que esperar eles. E para você, Eduardo? Eu como fico mais essa parte de financeiro, administrativo, a parte financeira é o mais complicado. Sim, né? Porque envolve tudo, né? Todo todo o sonho. Felizmente ou infelizmente a gente vive, a gente depende do dinheiro, né? Então, hoje vocês têm colaboradores? Hoje nós temos aqui na loja nós temos cinco colaboradores aqui e para quem tinha demitido todo mundo, tinha zero. Começamos com uma só. É, é. Aumentando. Então isso é é muito gratificante. E hoje o modelo de negócio de vocês é o porta a porta na loja ou tem mais coisas? Ainda continua fazendo festas, encomendas ou mesmo a entrega por aplicativo? Como é hoje? Sim, sim. Eh, fazemos casamentos, aniversário, o porta a porta da loja, temos um outro ponto que é dentro da empresa da empresa KBM, eh, cafés, né? Então, a linha de de coffee break, então vai ter reuniões nas empresas, né? Então, vai receber algum cliente, a gente leva, monta aquela mesa de café bonita, né? né, pro pessoal fazer ali aquela pausa. E então é atendimento aqui na loja, aniversário, casamento, e como você consegue então quando a gente fala em produção, pensar em tudo isso, em atender todos esses públicos? Porque no porta a porta é uma coisa, às vezes tem várias encomendas, vários eventos. Como é isso para você? Planejamento. A gente tem que se planejar. Eh, eu tenho na cozinha e eu tenho quatro meninas além de mim, né? Então a gente sempre tá sabendo das datas com antecedência, sempre se planejando com antecedência, senão a gente não dá conta mesmo, porque o o corporativo de café, a as encomendas de casamento, o de aniversário e a loja e não só aqui, porque lá dentro também tem. Então é bastante coisa. É, nós estamos de frente, a nossa loja está de frente com o condomínio Tectal, que dentro desse condomínio tem algumas empresas, né? E dentro desse condomínio nós temos esse kiosque que atende ali IBM, Quindre, Galderma, enfim, diversas empresas que tem aqui dentro desse condomínio. Falando em visão de negócios, vocês viram o momento de expandir, viram o momento de retroceder? Sim. expandiram aqui no entorno da loja e parece que agora vão voltar para Campinas também. Já dá um spoiler aqui pra gente já. Eh, eu falo que eu sou, nós somos muito gratos porque assim, nós começamos vendendo brigadeiro na rua, bandejinha de brigadeiro e e todos os clientes lembram disso, porque quando eles vêm aqui, ele fala: "Ah, eu". A gente tem cliente dessa época que comprava da gente na rua, em outros pontos, não só aqui, né? Mas eu falo que isso foi algo que não foi assim, perdi o meu emprego, tô desesperado, preciso fazer uma renda extra e vou fazer isso. Não, nós começamos isso por paixão, por gosto, por querer fazer isso, né? E e essa retribuição vem dessa forma. Hoje esta loja, o quique dentro do condomínio. Através dessa loja nós compramos um restaurante, nós temos um restaurante também aqui na cidade, né? E agora estamos indo para Campinas. Estamos voltando com Doces da Nessa. Doces da Nessa está indo para Campinas ali na região do Nova Campinas ali, aquela região ali do coração de Jesus. Sim. uma área nobre da cidade. Eu acredito que acredito que é a área mais nobre da cidade hoje, porque o pessoal do Cambuí está indo muito ali, né? Então acho que tá ali na E essa estratégia de negócios, quando vocês fazem aí essa escolha do local onde abrir uma nova oportunidade? Eh, conversa com o cliente, conversa com o cliente, conhecer o seu cliente, entender o seu cliente, aonde estão os seus clientes, sabe? É ter esse papo, né? Às vezes eu brinco com as meninas da cozinha, né? Às vezes eu fico, tô aqui, elas, né? Eu falo: "Ah, deixa eu ficar ali na frente, deixa eu, né, bater um pouco de papo, né?" E muitas pessoas isso, falam assim: "Nossa, o Eduardo tá lá na frente, ele não tá trabalhando, né? É, ele tá ali, ó, só batendo papo com o cliente. E eu realmente, eu sento na mesa com os clientes, eu tomo café com os clientes, tanto aqui na loja, tanto lá no restaurante, às vezes, sabe, tá aquela coisa, eu vou lá, pego um prato de comida, sento com o cliente, como, almoço ali com o cliente, porque a gente precisa conhecer os nossos clientes, a gente precisa entender os nossos clientes, saber quais as necessidades deles, aonde eles estão, o que eles querem, né? Porque se fosse só pela gente, a gente ia ficar só no brigadeiro no nosso bolinho de pote, que é o que a gente ama comer, o que a gente fecha a loja e leva para casa pra gente comer, né? Mas não, a gente tem que fazer o que a gente ama, o que a gente gosta e o que a gente consegue atender. Eu já perguntei para o outro casal do primeiro bloco, vou perguntar para vocês também. Como que vocês fazem isso com vida pessoal e vida de trabalho? É fácil? Não, eu sou mãe de dois, uma bebê de 10 meses e Mas lá em casa fala de negócios ou tem alguma algum combinado? Não, eu acho que o único combinado que a gente tem é que graças a Deus nunca aconteceu. Acho que aconteceu uma vez que a gente teve uma desavença em casa, né? Todo casal tem, né? A gente teve essa desavença em casa, mas assim, o que a gente fala é casa é casa, trabalho é trabalho. E e eu lembro desse dia, eu não lembro por que a gente teve essa desavença, mas eu lembro que a gente chegou na loja, os dois de cara fechada, um pro outro, abrimos a loja, entrou na loja e oi, tudo bem? Não sei que e a gente ficou, conversou normalmente. Graças a Deus, a gente sabe separado, é, sabe? E saímos dali, já resolvemos, né, o nosso assunto pessoal. E o que eu falo é isso. Acho que você tem que saber separar isso, porque é casa, é trabalho, é 24 horas por dia juntos. Como vocês têm os filhos, inclusive eles vivem também essa esse ambiente de negócios de vocês. Sim, sim. O Pedro, o que que o Pedro mais gosta de fazer? Enrolar brigadeiro e comer brigadeiro. Ah, sim. Ele aproveita, né? É, ele aproveita. Se deixar, come bastante. A gente que não deixa muito, né? Mas ele, a gente traz eles para cá, fica aqui, ele quer fazer bolo com a gente, quer fazer bolo com a tia Saul. A tia Sauli é uma das nossas colaboradoras e ela adora ensinar as nossas crianças. Eu vou lá fazer bolo com a tia Saul, não é nem com a mamãe mais. É, mas é legal, né? Então, para vocês, vale a pena empreender em casal? Com certeza. Vale muito. Com certeza. Vale muito. Vale muito. Eu acho que não tem nem mais esse negócio de ai eh passar muito tempo junto. As pessoas costumam falar, né? O casal passar muito tempo junto briga muito. Aqui não acontece realmente. É, acho que nos uniu mais ainda, né? É muito bom. Eu falo, eu falo que, eu falo que assim, a gente tem privilégio maior do que você trabalhar com sua esposa, você ficar o tempo inteiro junto, é, sabe? Então, você ter essa facilidade de ter esposa do seu lado o tempo inteiro, de você ter os filhos próximos, sabe? que a gente se mudou aqui próximo da loja para poder ter essa facilidade, sabe, de tá, às vezes dá aqueles 5 minutos aqui na loja, deu aquela calmaria, aquela tranquilidade, a gente desce a rua, vai lá, fica um pouco, né, porque os nossos filhos ficam com a mãe dela, né? No início a minha mãe ajudou muito a gente, né? Até pouco tempo atrás ela ajudava muito a gente aqui na loja e a mãe dela ajudou sempre a gente com os filhos, né? Então, graças a Deus, a gente tem essa rede de apoio que a gente pode contar muito com isso, que é muito gratificante. Então eu falo, você ter esses 5 minutos ali no dia de ir ali, dar um cheiro, dar um carinho e voltar com as baterias recarregadas, é que recarrega, né? Recarrega. A gente fala, a gente atende clientes que falam, né, que a gente viu engravidar e saiu de licença maternidade ali, dali seis meses, a pessoa volta e aí tudo bem, tudo ai deixei na creche, ai, deixei nisso e a gente fala: "Nossa, e a gente tá a gente tá no céu, são privilegiados, né?" É, eu falo, graças a Deus, é, é trabalhoso, não é fácil, são noites e noites sem dormir, foram várias noites, várias madrugadas enrolando o brigadeiro, várias noites sem dormir, mas é gratificante no final das contas vale a pena. Olha aqui, né? Hoje, hoje eu até falo, né? Praticamente não fico muito na cozinha. Hoje só inspeciona, só fico ali olhando. Agora eu vou trabalhar bastante, né? Porque a loja de Campinas vem aí. Mas tava tava mamata já, né? É tanto que a gente comprou o restaurante por causa disso, porque tinha o horário de almoço, passava o horário de almoço aqui da loja, não tinha mais nada para fazer, tava tudo encaminhado, tava tudo certo. Falei: "Não, precisa arrumar alguma coisa, né? Tô, né, muito parado. Vamos arrumar uma dor de cabeça. Vamos arrumar uma dor de cabeça agora. Vamos ali, tem mais uma loja. E detalhe, né, a gente inaugurou essa loja. Com um mês que a gente inaugurou essa loja, o Pedro nasceu e com um mês e a Sofia fez um mês de idade, nós compramos, inauguramos o restaurante. Agora ela vai fazer um ano e a gente vai inaugurar outra loja. Eu falo, é tudo em dobro. เฮ [Música] [Música]
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