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Quase metade dos brasileiros frequenta, pelo menos uma vez por semana bares, restaurantes, cafés e outros locais de alimentação. E veja só, 25% deste público faz questão de vir em um local como este, os botecos. Este em Campinas existe há mais de 40 anos e é campeão em concursos de comidas, apresentando sempre pratos que caem no gosto das pessoas. e muito mais. Os colaboradores se inspiram no trabalho feito aqui e abrem o seu próprio negócio. [Música] o negócio que pode passar de pai para filho, ter um novo modo de gerenciar, envolver a família e fazer com que novos empreendedores possam trabalhar com a filosofia de Boteco. No Brasil, 90% das empresas têm perfil familiar, segundo dados do IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Além de responder por mais de metade do PIB, as empresas familiares também empregam 75% de mão de obra no país. Aqui do bar que começou na esquina da rua Erasmo Braga, no Jardim Chapadão, tudo parece bem diferente daquele local de 1983, que é bem vivo, na memória do Sr. Dilson, que conta o início de sua trajetória empreendedora após trabalhar anos como assalariado. Do interior do Rio, Conceição de Macabu. Então eu vim, eu e um amigo falos aventurar em Campina, Neon. Aar moleque, tinha 21 anos. Aí viemos, mas eu fui trabalhar na Ipiranga, né? Companhia brasileira de petróleo Ipiranga em Paulíia. Fiquei 9 anos. Depois daí que eu com um amigo lá, um padrinho de casamento meu, vamos comprar um bar, vamos. Ele topou, nós compramos aqui na quadra de baixo. Estamos um ano, eh, 1 ano e 10 meses. Aí ele não quis mais para não é a minha praia, tal. Aí ele saiu, ele montou um uma de faz isso aqui, faixa banner, tá, né? Luminosa, essas coisas. E eu peguei aqui. Aí alugou aqui esse imóvel na época. aqui depois passar do tr anos, aí já o dono aqui faleceu, né? Era usufruto dele, né? Aí o filho fal: "Vamos vender isso aí, tal, quer ficar em São Paulo, né?" Ele é tinha vários negócios lá e falar não quero nada de Campinas só em São Paulo. E aí foi uma oportunidade. Aí foi uma oportunidade. Aí falou: "Aranja um pouquinho de dinheiro aí, dá uma entrada que você paga o resto a prestação. E assim fizemos, né, um contrato manuscrito, tal, né? Depois acabou de pagar, fui para São Paulo fazer escritura, tal. No fim deu tudo certo. Esse menino aí, o Fábio, ele nasceu depois de dois anos que eu peguei aqui, um ano e pouco, né? Peguei 83, 84 que ele nasceu um ano e pouco. E os outros eram miudinho também, né? 6 anos aí. Aí quando eles fizeram 13 anos, o mais velho, o Júnior, ele vinha, ele vinha ajudar tal. O Alex passara mais do anos, começou também. Fazia o quê? O salgado. Fazia salgado. Fazia salgado. Sim. E aí o negócio foi, né? Família, cada um foi fazendo uma coisa. É. Aí vinha domingo, trabalha domingo também, né? Vim ajudar. [Música] Eu vinha com a minha mãe aqui para entregar um salgado, outro que ela fazia em casa. E eu gostava, desde pequenininho, gostava de de ficar aqui com meu pai, pegava a vassoura, começava a varrer a vassoura, o dobro de do meu tamanho. Aí eu comecei com 14 anos aqui, como todos os meus irmãos começaram com 14 anos, né? Ia pra escola num período, no outro ficava aqui ajudando. Isso a gente revesava, né? Um irmão ficava de manhã até à tarde, depois à tarde eu eu vinha com com o Júnior à noite, né? E assim, o movimento era bem tranquilo. Eh, porém trabalhava o dia inteirinho, entrava, sei lá, o período nosso aqui era das 9 até 11 horas da noite. Eu fui pro quartel e com 18 anos, né? E a gente não tinha muito assim, sabe? Não ligava muito pro bar, queria, ah, ninguém gostava de ficar preso, amarrado aqui, né? Lá é assim, comecei a dar mais valor pelos poucos, poucas coisas que eu tinha, né? Desde, do do trabalho, uma folga, um domingo, né? a minha cama, por exemplo. E desde lá, eh, eu fiquei do anos, 2 anos no quartel, acabei gostando, fiquei enganjando, só que eu saía, saía de lá e vinha para cá trabalhar. E aí chegou uma hora que eu falei pro meu pai: "Ah, eu tô meio que cansado, tô quero ver meu cabelo crescer também e eu vou sair de lá". Aí falou: "Ah, tudo bem. Ah, é, daí eu vou vou acabar com os fiados que a gente tinha muito problema de fiado, né? Vou pegar firme o bar lá para ir e vou tocar aí. Qualquer coisa, se alguém pedir fiada para você, você passa para mim. Eu fui cortando, fui [Música] cortando. Aí eu lembro que o o Renato Maldonê veio com o pessoal do do Comida de Boteco oferecendo, né? A gente não sabia nem o que que era. Nunca participamos de nada. O movimento nosso aqui era de sexta-feira e olha lá não tinha muito movimento. Aí a gente aceitou entrar no comida de boteco e a gente entrou com a língua ao molho e o Doritos do Mar que era um patrocinador, né, que a gente que fazer alguma coisa com Doritos e a gente fez um camarão empanado com Doritos e queijo catupiri e a gente ganhou ganhou os dois prêmios, né? A gente optou por língua por ser um algo diferente, né? Meio exótico. Aí até meu meus irmãos falaram: "Ah, isso aí não vai ganhar nada porque quem quem vai querer língua, né? Você acha que língua vai ganhar?" E aí a gente acabou ganhando o concurso. Quem que inventou o prato? Na verdade, meu pai fazia, ele deixava a língua tudo cortadinha ali na na estufa. E aí a gente começou a fazer porções, né? Uma torradinha, com uma farofinha. Um pãozinho, né? Só deu uma incrementada pro concurso. É isso. Colocou uma rúcula, uma enfeitada e aí vingou. A gente tirou 10 em todos os quesitos, né? Temperatura de cerveja, higiene, atendimento e o prato. E aí de um dia pro outro a gente começou assim a teve de um dia pro outro tem que ter funcionário, ajuda. Ligava pro meu irmão que trabalhava em outro lugar. Minha mãe falou: "Ó, ajuda aí que a turma tá vindo, né? Veio para prestigiar. Família inteira teve que vir. Nossa, aí foi uma doideira. Aí começou a vir colocar funcionários que a gente antigamente era sempre foi a família, né? A gente começou a colocar funcionários e aí foi aquela doideira. Aí eu lembro que o primeiro casal que chegou aqui, aí ela olhava aquele cardápio pequenininho assim, olhava de um lado do outro, né? Eu imaginei, né? Ela falou assim: "Nossa, esse bar que ganhou, né? Não tem nada". Aí eu entrei na cozinha, meu pai ficava na cozinha, falei: "Ó, pai, vai ter que mexer nesse cardápio aqui, porque só com a língua não vai atrair muita gente, não". Aí a gente com com o tempo a gente foi aperfeiçoando, fazendo uns cardápios, né? colocando tudo que a gente fazia desde da estufa ali, tudo no cardápio. E aí eu lembro que nós fizemos um cardápio e tinha lá consulte, consulte, vários itens tinha lá consulte no meio de do preço consulte. Lor pegava, pô, parece pula de remédio isso aqui. Só consulte, consulte. É porque às vezes tinha, às vezes não tinha, né? Como não tinha muita mão de obra, era tudo meu pai e minha mãe que ficava fazendo, né? dava conta, né, de Mas aí naquele momento teve, vocês tiveram que se reposicionar, então, nossa, foi doideira. Meu, meus irmãos saíram lá dos dos serviços deles, né, e ficaram focando só aqui. Hoje da família, quem fica no negócio? É, então é o Júnior que é o mais velho, entrou com 14 anos também, tem mais de 30 anos de bar, o Alex, que é o do meio e eu, o Fábio, né, fico mais na cozinha, os dois na linha de frente. Aí depois da pandemia meus pais deixaram um pouquinho assim de a cozinha, né? El não não deixaram o osso ainda, né? Não largaram o osso. Então lá tá aqui. É, mas assim, não com aquele negócio assim, aquele compromisso que tinham, né? Sim. Vem para agregar. Então, nesse negócio familiar que vocês já tinham eh inicialmente, quando veio o concurso, vocês tiveram que rever a forma de gerir o negócio. Então, então, a gente sempre foi, como foi família, não tinha muito controle, né? Aí a gente começou a ter um salário porque o que o problema de ser familiar é que normalmente não tem um salário, né? A gente sai, gasta o que quer, um gasta mais que o outro. Então a gente começou a fazer assim, ó, vamos cada um ter um salário, né? Se profissionalizar, né? Sim. Aí agora vai ter que ter funcionário, né? Tudo certinho. É, mudou totalmente. A turma falava na escola, né? É onde você trabalha. Trabalho num num bar. Em qual bar? Ah, bar do carioca. Um boteco. Você ficava meio assim, né? Recioso de de falar. Aí hoje a gente fala com com orgulho, né? Faz 42 anos aí que a gente tá aí. Eu tô há 26 anos já. Fiquei 10 anos trabalhando na como garçom geral, né? E aí faz 16 anos que eu assumi a cozinha, né, para dar uma aliviada pros meus pais. E a gente foi formando equipe, né, que essa é a dificuldade também da empresa, né, mão de obra qualificada. E aos poucos a gente foi agregando gente boa, né? Agradeço muito meus meus colaboradores, né? Sem eles a gente não estaria onde está hoje, né? [Música] Do negócio da família Gambeta para o da família Silva e Lima, que veio de Serra Grande, na Paraíba, e vive na cidade de Sumaré, na região metropolitana de Campinas. Na pandemia, Jefferson e Isabel tiveram, como tantos milhões de brasileiros, o medo, além da doença, da família passar fome devido à falta de emprego e renda. Tudo começou em 2020, no meio da pandemia. Eu tava desempregada em casa, cuidando as crianças e o Gon trabalhava no bar do carioca. E aí todos os comércios veio a fechar e aí vio aquele desespero da gente que era, não é daqui que é nordestina, a família toda lá de ir embora, né? Porque o pessoal falava que ia fechar, que ia faltar comida e bateu uns 5 minutos no Jeferson que também queria ir embora. Vamos arrumar as malas e vamos embora. Aí eu falei: "Não, não quero ir embora". Aí até falou: "Vai ficar". Aí eu disse: "Então eu fico, mas eu não quero ir embora". Vocês já estavam aqui há quanto tempo? A gente já tava aqui há 9 anos no apartamento aqui no Somaré, tá? Aí eu liguei pro Fábio, aí o Fábio disse: "Não, eu vou chamar ele para vir aqui". Liguei pro Fábio para mais um amigo, né, para conversar com ele, porque, né, a gente tava, todo mundo dentro de casa, não tava nem para ter contato com as pessoas. O Fábio já tinha falado para ele, ó, não vou abrir o bar causa do lockdown, então não precisa vir. Foi, só que não tinha comentado ainda que eles não ia deixar de dar o o apoio principal para funcionário deles, né? Sim. que foi, eu acho que o não sei direto de todos os bares, mas foi um bar que segurou as pontas, não desamparou, né, os funcionários. E aí o Gerson foi lá e quando chegou lá, ele deu, conversou com o Jeferson, que não, que acho que ia pagar o valor que tava combinado e deu umas massas de pastéis pro Gesso, três rolos de massa de pastel, maionese, ketchup e alguns recheios para fazer pro pastel pr as crianças comer. Aí ele veio para casa. Aí chegou em casa já um pouco mais tranquilo. Aí eu disse: "Nossa, mas tanta massa de pastel". Aí e pensando em algo, né? Aí ele olhou para mim e falou assim: "É pras meninas comer o Fábio deu porque se deixar lavar são coisas que vai vencer e não tem mais uma previsão de voltar, né? Era tudo muito só desespero. Quando eu cheguei lá, eu já fui decidido de só se despedir dele. Pelo menos se ele me desse um dinheiro para mim estar voltando paraa minha cidade, que eu não tinha eh poupança ainda, que desse para ir paraa Paraíba para voltar para casa. Aí eu fui pedir para ele, pelo menos os dias da passagem, digo, ah, se eu já fui decidir, né? Quando chegou lá, muda minha cabeça e fiquei feliz, graças a Deus, né? Não foi. Ele garantiu que mesmo que a pandemia permanecesse, que você teria um respaldo. Sim, claro. Certeza. E aí, mas como que foi? Ele falou: "Leva esses pastéis lá para cá, essas massas". Ele só ele falou assim: "Jeferson, tem uns uns recheios aí, umas massas de pastel, leva pras crianças comer lá". Aí quando que ele me deu três rolos de massa que eu vi aquilo, eu disse: "Nossa, é muita coisa os recheio na nas tapué, muita coisa aqui." Eu digo: "Ixei". que eu acho que uns 30 dias eu tô tranquilo, tanta recheio que tinha. Aí foi quando eu cheguei em casa, falei para ela que aquele monte de coisa porque nós ia fazer ainda deu um pouco pros vizinhos ainda que era muita comida, certo? Que ia estragar, né? Aí a gente deu, fez, comeu. Aí dei os rolos de de massa, de pastel para ele, ketchup, mostarda, maionese e falei: "Ó, vai lá". Dei carne moída já pronta, mussarela e ele foi tocando lá na no apartamento. Aí a filha dele saía para entregar, colocou no nos grupos, né? Sim. E teve uma adesão boa, né? A gente conversando, quando a gente comeu, enjoou de comer pastel, foi ver a ideia. Aí acabou, depois eu tive que ligar para ele para pegar o número do fornecedor de massa. Aí foi acrescentando todos os dias eu ia pegar a massa todos os dias. A Estezinha bateu a cabeça na madeira do guarda-roupa e levou cinco pontos na cabeça. E ali todo mundo saiu correndo pro hospital. Ali todo mundo saiu correndo pro hospital. E os pedidos pediu muito sangue. E o povo ligando o telefone do Jeferson ligando, chamando, ligando, perguntando, cobrando pedido. E aí a gente teve que falar que tava com a nossa filha que bateu a cabeça, teve um acidente. Aí as pessoas falavam: "Não, mas tudo bem, eh, só a gente quer saber se vocês vão curtir mais quando chegar, porque a gente tava a esperar". E ele olhou para mim e disse: "Deu certo." Aí a gente chegou em casa, a menina com a cabeça toda enfachada, não tinha estrutura para aquilo, para continuar. Mas e aí? Naquele dia vocês cancelaram ou fizeram? Tem não, tivemos que fazer. Fizemos, atendemos todos os clientes. A gente atendia até uma, duas da manhã. Às vezes nós, às vezes a gente começava a fazer a nossa janta 1 hora da manhã, porque você porque era o fogão que eu tinha, eu já tava fazendo o pastel, aí a pessoa pedia, nós estava na mesa, aí eu falava: "Ó, eu tô jantando, se você aguardar a gente vai aí levar". A gente terminava, ia lá levar, atender o cliente, levava na porta do cliente o pedido na sacolinha, maionese, ketchup, tudo da da primeira qualidade desde o início. E ficou assim por dois anos. E ficou assim por dois anos. E o Fábio, como eu falo para você do carioca, o Fábio nos incentivou muito a trabalhar com a qualidade que tava fechada. Ele deu a chave pro Gon. Falei assim: "Ó, lá tá parado, vai pegando, vai marcando e quando tudo voltar ao normal, a gente vê o que que faz". E foi aí que tudo começou a melhorar mais ainda usando a qualidade, o que que ele ia buscar lá? Os suprimentos, as coisas, catupiri, as coisas que tinha, frango, né, era presunto, ketchup, maionese, que era as coisas de qualidade que ele falou assim, ó, vocês já trabalham bem, agora vocês precisam trabalhar com qualidade e tá parado lá a mercadoria e se vocês podem posso ajudar vocês. Então assim, eu é que nem eu falei, são meus, eu considero os padrinhos do pastel da Isabel. É. E o nome do pastel surgiu quando eu tava em casa trabalhando com minha filha e mais uma menina. E ele tava trabalhando lá no bar, já tava voltou a trabalhar meia porta assim, sabe aquele almoço para ver se dava para funcionar. E uma pessoa perguntou se tinha se alguém tinha o nome do do da moça que vendia pastel no condomínio. Aí uma das minhas amigas colocaram: "Sim, tem sim". Aí deram o nome do bloco 2921 pastel da Isabel. colocou desse jeito. Aí ele já entrou no grupo e falou assim: "Ó, já achei o nome do pastel". Aí eu falei: "Como assim do pastel?" Porque na cabeça dele já tinha dado certo o comércio, né? Aí ele falou assim: "Vai ser pastel da Isabel". E começou a demanda e colocou o nome, foi criando a artezinha, colocando pastel, eh, adesivo já do pastel. E os os moradores eles começavam a divulgar. Aí ele olhou para mim, dis se a gente fizer pastel, eu falei: "Ah, não, pastel não, pastel não, porque eu já tinha mexido com pastel um tempo, só que não era eu que fazia, pegava pronto de outra pessoa. Você já tinha tentado vender pastel antes? Já tinha tentado vender pastel antes de uma pessoa e ele tava desempregado nesse tempo. E aí eu falei: "Ai, aí não me deu um não, não." Aí falou assim: "Por que não? Dessa vez a gente que vai fazer o nosso recheio, seu tempero. O pessoal tá dentro de casa, pandemia, assistindo Netflix, pessoal vai ter fome, não tem hora para dormir, só tem, né? Não tinha hora para tá fazendo, ficava assistindo live até tarde, live até tarde, aquelas bandas de forró tudo tocando. Então aí falou assim, vamos fazer pastel. Aí fiquei pensando, falei: "Vamos jogar no grupo do condomínio." Aí a gente jogou no grupo do condomínio que na sexta-feira, isso foi numa sexta. Quantas torres tem seu condomínio? Nossa, a não lembro. É grande. Pessoas, é, tem mais de 2000 pessoas. Uau! É, até hoje mor aqui no É aqui do lado. E aí colocamos no grupo do condomínio, que era um grupo de compras e vendas e o tinha todo mundo que mexia com comida e tava tendo um apoio para vender para as pessoas. Aí comecei, joguei, quando eu joguei no grupo, já tinha 11 pedidos pro sábado, sem as pessoas saber como que era o pastel, o tamanho, o recheio. Aí começamos com sabores e pastéis tradicionais e o pessoal foi pedindo, foi pedindo, foi pedindo e meu fogão ele só funcionava uma boca, que era um fogão que eu já tinha comprado, usado, tá? É, a pessoa falou que o fogão era bom e tudo mais, só que funcionava uma boca. E aí o pessoal me cobrava muito porque demorava. Eu tinha uma única panela mais ou menos de tamanho assim que cabia um pastel, um pastel tradicional que até hoje é o mesmo tamanho. E aí as pessoas cobravam porque tava demorando. Aí eu falava: "Gente, eu eu tô numa cozinha do tamanho da de vocês. Eu não tenho muito o que fazer." E a Isadora fazia as entregas de 9 anos que tá ali. Hoje tem 15 anos. Sou caixa da do pastel e a gente arrumou um meio na cozinha, a pia pequenininha e aí conversava com as pessoas, ó, vai demorar? Me imagina uma, uma família me pedia cinco, seis pastel, outra me pedia cinco, outra me pedia sete, outra me pedia 10 em uma panela. Nossa, você tinha que pedir paciência para todo mundo. Tinha que pedir paciência para todo mundo. E para aqueles que não tinha paciência, tinha que ser sincero, ó, vai demorar porque é uma é uma boca só, é uma panela, é um pastel por vez. É. Aí do lado da minha máquina de lavar roupa virou meu caixa. Era a caixinha de maionese, ketchup, a sacola do lado, né? A sacola, o caderninho para marcar o pedido. O cliente pedia, a gente marcava o bloco e apartamento do cliente e o pedido dele. E aí veio na demanda, o pessoal foi perguntando, foi perguntando. Aí a demanda melhorou mais quando o Jeffers saiu um dia de casa e teve uma invenção de fazer o sabor de pastel de hot dog. Ele que inventou, ele inventou de fazer esse passe de hot dog, chamou a vizinha do lado, a vizinha aprovou e aí pessoal já começou jogar no grupo. Em seguida, acho que ele já em seguida, na mesma semana, acho que ele já criou o lasanha, pastel de lasanha e foi inventando porque chamava, inventava e você que executava. É, ele inventava, ele, ele entrava na cozinha, inventava e aí nós dois juntos montava, dava certo, só que naquela panela lá, colocando, jogando óleo, tudo certinho para ver se dava certo a fritura, a temperatura do óleo. Aí vamos para um taxo. Para esse taxo entrar, a gente teve que tirar a tampa do fogão. E aí começamos comprar as coisas, já não tinha muito espaço, pedia pros vizinhos ajudar a gente guardar. Tinha duas vizinhas nossas que ajudava muita a gente, que meu fogão já não dava conta porque cuidava também de uma amiga que na época tava com câncer e fazia a minha comida, ajudava a fazer a comida dela. Depois que eu liberava pro fogão. Então quando tava muito corrida tinha uma umas amigas minhas que me ajudava, elas me prestavam a panela de pressão que eu não tinha, só tinha uma e não dava para demanda. Tinha que ir no mercado rapidão buscar mussarela, presunto, porque a geladeira era muito pequenininha. Não tinha como ter estoque. Meu quarto era o estoque de maionese, caixa de ketchup, refrigerante. Que daí você começou também agregar outras coisas. É porque o pessoal ficava: "Ah, mas não tem um refrigerante?" Aí ele trouxe tipo pelo menos um sabor. Aí a gente tinha duas, três, às vezes tinha quente. Ah, pode mandar quente mesmo, porque era um apartamento. Sim. E dentro do apartamento a gente ficou dois anos. Sabores diferentes de pastel, de strogonof, de parmediana, hot dog. Eles foram surgindo a partir das ideias do Jeferson e essa ideia também de inventar recheios que são na verdade outros pratos de comida dentro do pastel. Como que surgiu? No bará também. No bará saía muito parmegiana, né? Pesso ela era a porta aberta o pessoal ia almoçar. É como saia muito parmejiana, nós também comia parmejiana lá. Aí tive a ideia de fazer o parmegiana no pastel. Cortei os cubinhos, o molho, fechei normal e mandava batata palha separado. Aí outro dia a menina perguntou: "Tem pastel de hot dog?" É o hot foi. Eu digo, nossa, vamos fazer hot dog. Aí foi onde apareceu a ideia. Eu digo, ela fez o purê, aí na hora de fechar começou a furar a a batata palha, começou a furar a massa. Aí eu digo: "Ah, vai ter que dar um jeito, quebrar a batata palha para poder se encaixar melhor". Aí deu certo também. Sim. Aí veio lasanha, tudo comida que nós comia na pandemia, que dava vontade de comer e foi fazendo os pratos e foi surgindo as ideias dos pastéis. E aí o pessoal perguntava que aí falava que era pastel de hot dog. Quando a gente pensou que não, minha filha, o pessoal tava chamando a gente e o pessoal vinha buscar pastel aqui, ó, na portaria de outros sexta, de outros lugares, de sexta, de sábado, iFood dentro do apartamento. E o pessoal vinha e esperava e assim. E quando o Jefferson voltou a trabalhar? O Jefferson voltou a trabalhar tem uns dois anos, né? Lá no no Carioca. Ele voltou a trabalhar porque voltou normal e aí eu continuei dentro de casa. Só que a demanda começou a aumentar e as pessoas começaram querer vir me conhecer. Aí eu falava: "Não pode, é na minha casa e tal". Aí a gente, ele falou assim: "A gente vai ter que abrir a loja física". Aí me vê aquele eu queria, mas eu tinha medo. Eu falava: "Ah, porque eu tinha o conforto de cuidar das crianças, né, que era só eu, ele não tava comigo na depois que voltou, abriu os comércios, ele teve que voltar pro bar." Então ficou a responsabilidade toda minha de atender, de fazer o pastel, de entregar a minha, da minha filha e de mais a moça que me ajudava. E eu já não tinha aquele apoio dele que nem tava ano, tudo fechado. E a gente como colocou nas mãos de Deus, que se fosse da vontade de Deus, ele ia preparar. E eu queria uma loja aqui próximo ao centro do matão e procuramos e apareceu um ponto mais aqui próximo, que não era esse o primeiro ponto. Aí ele bem guerreiro, né? Saiu de lá, montou um lugar para ele. Ele fez toda a fiação elétrica, hidráulica, ele é bem maggiver, né? Ele faz tudo. E montou a parcelaria da Isabel, né? Sim. E a gente ficou assim, nossa, ficou bem bem contente com isso, porque era um negócio para para ser da esposa que aí aquele local lá não tava comportando, ele foi para outro lugar melhor, né? E chegou um ponto que ele falou assim: "Ó, Fábio, eu vou sair daqui do bar porque minha minha esposa tá se acabando lá de trabalhar e não tem mão de obra, eu vou ter que sair, né?" Eu falei: "Ah, não, você ajudou demais a gente, né? Eh, com certeza pode segue sua sua vida, né? E se precisar estamos aqui. A gente até hoje troca eh panela, equipamentos, vende um negócio usado, empresta. Aí veio perto do Comida de Boteco. Eu já tava vendo que eu não dava mais conta porque a demanda tava aumentando e eu mãe prender fazer mercado, fazer lição de casa, tudo sozinho. Eu precisava de um apoio que fosse o meu esposo, né, para me ajudar. Aí foi, a gente teve que sentar e conversar. Não foi muito fácil ele deixar segundo a família dele, né? Mas a gente via que para dar certo tinha que ter ele do meu lado. Sim. Não, não era só um funcionário, não era só uma pessoa que fosse da minha confiança, tinha que ser ele, porque tinha que aumentar a demanda de mais coisas. E foi aí que o Jeferson conversou com o Carioca, com a dona Nildo, o Fábio, todos eles, o Juninho, o Alex. E graças a Deus tiveram total apoio deles, porque eles também acreditavam que o pastel dava, já tinha dado certo e teve um apoio assim, ó, surreal. Quando eu tava aqui tava bom, né? Agora quando eu voltei foi mais E aí quando você voltou Isabel ficou sozinha e as encomendas só aumentavam. Só aumentava. E eu fiquei preocupada. Eu pensam que ela não ia dar conta porque como ela falou tinha as crianças para dar lição de casa, empreender. Não era fácil, era luta de casa. Quando ela saiu e foi pro primeiro espaço, você ainda tava lá no bar? Tava. É, eu entrava no bar 4 horas. A gente acordava de manhã cedo e já ia, trabalhava um pouco, quando as 2:30, eu vinha para casa, tomava banho e nunca cheguei atrasado lá, sempre mantendo o horário para não atrapalhar ninguém. E quando chegou o momento de deixar o bar e assumir esse negócio? Cara, não foi fácil. Eu digo, Juninho, eu vou ter que sair, cara. A Cristina tá pressando de mim, o movimento tá aumentando e vai prestar de mim. Aí eu falei com ele, falou assim: "Ah, fica pelo menos o comida de boteca que eu falei em maio". Eu falei em março, ano passado. Março de 2000 ano atrasado. Tem dois anos que eu já saí, 23. Aí ele falou: "Ó, fica pelo menos o comida de boteco." Quando terminou o concurso, aí eu saí de lá, não dava mais para ficar, porque tava aumentando aqui e ela não dava, não tava dando mais. Sim. Aí depois que eu vim, aí ela desafogou mais um pouco, né? E quando vocês receberam o pessoal do comida de boteco, que inclusive, né, o Fábio falou: "Olha o Fábio que é, como se diz, veterano no comida de boteco, falou: "Vai lá no pastel da Isabel". Eles que mandaram o convite pra gente, aí ele um dia vocês vão participar, eu digo, vai nada. Aí eu digo, será? Eu digo, eu falei, eu tenho um sonho de participar do com boteco, porque quando chegava lá eu decorava todo com eles na maior empolgação, como se fosse meu. Tudo que eu faço é como se fosse para mim mesmo. Eu faço tudo bem feito, dou o meu melhor. Aí a Bianca veio aqui, como Isabel falou, a gente recebeu o convite e preparou do nosso jeito. Em 2023 ela convidou nós para vir. Aí eu falei que não tava preparado, calçada quebrada, banheiro, só tinha seis mesas de plástico. E a gente foi trabalhando, trabalhando, aí conseguiu colocar mais mesa na calçada de madeira, banheiro, uma equipe maior. Sim. Aí a gente acrescentou poção, cerveja, isco, essas coisas aqui não tinha, só era pastéis antes. Depois que eu cheguei que ficou bá pastel agora. É, ficou completo. Como que vocês pensaram nesse layout desse espaço que traz um pouco da tradição de onde vocês dois nasceram? Como que foi construir isso? Quando a gente começou era só até aqui. E graças a Deus as pessoas que nos trouxeram para aqui do dono do ponto tem a gente como família, sabe? Me tem como uma filha e tem tem a minha família como família de verdade e eles têm nos ajudado, né? Era um espaço menor, aqui tinha esse espaço aqui. Eles foram cederam esse espaço pra gente inaugurar para aumentar, porque no dia de chuvas a gente tem um espaço muito bom na calçada, mas dentro era muito pequeno e eles nos permitiram a gente aumentar o espaço, ampliar essa parte que não tinha. Quando a Bianca vê que fazer o convite pra gente, a gente inseguros porque só tinham banheiras, mas vocês vão conseguir porque ela confiou muito no nosso trabalho pelo Instagram. Chegou aqui, diz que sentiu uma energia boa de gente que quer trabalhar, que que não tem preguiça. E vocês vão conseguir fazer o banheiro e nós ficou preocupado onde que vai surgir o banheiro. Surgiu o banheiro, deu uma aumentada na cozinha. E por que trazer o Nordeste para cá? Ai, é até emoção. Música. Inclusive agora a gente desligou para gravar, mas a gente chega aqui e já entra nesse ambiente, né? É, é a nossa referência, né? Sua família tá toda lá? Toda lá. E como você se vê hoje, uma empreendedora, dona de boteco, junto com a sua família, com seu marido, resgatando tradições, né, lá das suas origens? É muito gratificante. É muito gratificante porque vem de onde a gente veio, né? A gente sai de lá para ter um emprego, para trabalhar, para ter um salário mínimo, né? Para com o sonho de ter uma casa para morar, que lá nem isso que lá a gente não tem a família da gente tem, mas o sonho da gente é a gente ter, né? Os pais da gente tem mais é dos, a gente pensa dos pais da gente, a gente quer conquistar o nosso espaço. E eu falo, é muito gratificante porque a gente vem da roça para trabalhar aqui e honestamente com humildade, sem passar por cima de ninguém, sem atropelar o espaço do outro, ser feliz pelo próximo e carregando com a gente sempre a nossa bandeira, né, do nosso estado da Paraíba, da nossa cidade. É um orgulho muito grande. Serra Grande, Paraíba. Qual cidade. Sim. Inclusive vocês que já inventaram vários tipos de pastéis prepararam algo que remete justamente lá as suas origens para esse concurso. Fala um pouquinho desse prato. É o baião de dois. Baião de dois nordestino, mesmo tipo da nossa cidade. Porque o baião de dois cada pessoa faz de um jeito e a gente trouxe ele da nossa forma que é feito lá com feijão de corda, com arroz, com bacon, com a calabresa, com a carne seca de verdade, com coentro, né? O tempero nordestino, que onde ele não é em muitas pessoas não é muito aceito, mas a gente quis trazer o que realmente é, né? De lá dentro do pastel. Pastel. O setor de bares e restaurantes no Brasil foi um dos muitos impactados diretamente pela pandemia da COVID-19. No período mais crítico, 335.000 empresas fecharam em definitivo e 1.3 milhão de trabalhadores foram demitidos no país. O setor de bares e restaurantes teve um prejuízo de arrecadação de mais de R bilhões deais apenas em 2020. E muitos estabelecimentos lutam até hoje para recomporças. Trabalhamos bastante, só que a gente não via, né, o dinheiro. As contas se pagavam naqui do bar, porém as contas nossas, né, fica ficaram tudo atrasadas, né, condomínio, tudo, água, luz. Foi foi uma prova assim bem difícil, mas superamos, né? É um momento da pandemia, é um momento que todo mundo fala: "Olha, muita gente tava com medo de morrer, muita gente estava com medo da vida acabar e parece que a vida, pelo menos a vida empreendedora de vocês, começou ali." Foi começou aqui. É, é gratificante, deixa a gente um pouco triste, né? Porque foi um momento que a gente perdeu muitas famílias, muitas pessoas queridas, muitas mesmo, que, portanto, a gente perdeu o dono desse ponto, né, no meio da pandemia. E e assim foi um momento de percas e ganhas, né? Outras pessoas que tm vontade de trabalhar onde muitos empreendedores nasceram trabalhando dentro de casa, né? Meu sentimento, eu tenho uma gratidão dentro de mim que eu não sei explicar. Hoje você trabalha junto com a Isabel, as filhas também dão uma mão, uma ajuda a entregar, outra ajuda no caixa. Como que é pensar em toda essa logística? Ah, nós sempre quando tava trabalhando assim, sempre trabalhou, né, nossa família e não diz que nós falou assim, um dia quando é movimento, cada um vai ficar no seu setor. Eu fico na cozinha, você fica no atendimento e a mais velha fica no caixa e a pequenininha andando uma assistência lá. É o que tá acontecendo. E tá dando certo. Tá dando certo. Cada um no seu lugar. No Carioca também essa ideia. Cada um tá lá. O carioca, a dona Nilda na cozinha, o Fábio na cozinha, o Juninho, Alex lá fora. Eles são nossos espelhos. Ou seja, o que você aprendeu lá como funcionário, hoje você traz como esse aprendizado pro seu negócio. Sim, é umas pessoas maravilhosas e é nosso espelho. É isso. Como a gente tá no braçal, né, da empresa, a gente não tá só no administrativo, a gente tá junto, correndo junto com os colaboradores, né? E eu acho que isso daí incentiva bastante, anima eles, né? Porque não é um negócio que largado, que o dono só vem para fechar, né? Então a gente tá junto. Isso eu acho que motiva o o funcionário, né? Vocês têm sido reconhecidos pela cidade, tem homenagens, né? Já a vocês. Queria que você falasse um pouquinho disso. Eh, a gente ganhou o ano atrasado, né, como o melhor pastel de Sumaré. O ano passado, 2023, 2024 também a gente também ganhou. Eu agradeço primeiramente a Deus, segundo ao nosso público, né, a nossa clientela, porque é eles que fazem isso, é o boca a boca, eh, a força maior também é o cliente, né? a gente, eles, eles eh, eu falo assim, quando eu mando mensagem para meus clientes, eles me dá mais força quando eles fazem isso. É, o carinho do cliente, ele é melhor do que dinheiro. O apoio do cliente de verdade, que vê que a gente se preocupa com ele em trazer o a comida boa, o pastel bem, o pastel sequinho, a qualidade eh, é muito gratificante. E agora a gente recebeu uma moção da Câmara Municipal, né, de Sumaré. Sou muito grata a todos eles, o pessoal da da prefeitura, eh, vereadores, prefeito, né? E a gente fica muito emocionado de onde tudo começou, como tudo começou e onde a gente tá. É só agradecer a Deus e que Deus nos fortaleça, dê sabedoria pra gente continuar melhorando e cada dia mais, né? e não decepcionar, né, tudo isso, porque junto com tudo isso vem um peso, vem uma pressão muito grande, é uma responsabilidade maior ainda do que a gente já tem. E aquele Fábio que um dia estava determinado ir embora aqui do interior de São Paulo e voltar paraíba, hoje pensa o quê? Nada. Me arrependido se eu fc sido, viu? Graças a Deus a gente tá aqui, deu certo e conseguiu gerar emprego para as pessoas aqui perto de casa. Tem valido a pena empreender. Sim, com certeza. muito. Como que você vê hoje, né, um negócio que começou lá com o seu pai e hoje vocês inspiram outras pessoas, vocês incentivam outras pessoas também a empreender? E a gente sabe que o empreendedorismo não é um negócio fácil, principalmente quando a gente fala empreender em família, que cada um tem um jeito, cada um tem um pensamento. Como que é isso para você? É, a gente fica muito gratificante, né, com com isso, né, de inspirar outras pessoas. Inclusive o Jefferson da parcelaria da Isabel, ele vendeu o antigo ponto pro pro Gilson, que era um garçon nosso. Então, mais frutos ainda, mais frutos ainda. Graças a Deus, assim, o Gilson faz, ele montou uma hamburgueria, olha, montou uma hamburgueria, vende alguns pastéis também, mas o forte dele é hambúrguer. E também ele teve que sair porque a esposa dele não estava dando conta. E tão os estão os dois lá firme e forte com a esposa trabalhando com os filhos. Sim. Hoje é uma renda deles e pra gente, nossa, é é uma alegria, é orgulho, né? Porque se eles não não tivesse crescido e pegado interesse, né, já teria passado paraa frente. E então eles vi vinham, ajudavam, a esposa ajudava. Aí eu fiquei, fiquei e senão eu teria já passado pra frente porque bar cança muito, né? Nossa. Hoje o que que o senhor faz aqui? Ah, praticamente nada, né? Eu venho aqui mais para na inspensão tomar uma cervejinha. Pensciona nada, deixo para eles. A gente torce para continuar, mas sabemos que não é tão fácil assim, né? Hoje em dia os tempos mudaram, meu filho, eu tenho orgulho de, né, falar com os professores da do minha profissão, se orgulha, tal. Eu sou filho do dono do baro carioca, diferente de você. para vir para cá. Então assim, a gente, eu espero que o pelo menos os meus filhos, né, tem eh dê continuidade. Meus sobrinhos, não sei, né, tenho mais quatro sobrinhos, mas com certeza eh ele eu acredito que vai ter uma continuidade aí, uma terceira, né, geração. Um legado que valeu a pena, viu? vai valer a pena mais paraa frente, né? Quando, sei lá, os netos, né? Eh, gostar, tal, começar a vir aqui, ajudar, tudo bem, porque os pais uma hora vão ter que parar, né? Tem que vir os netos, os filhos dele lá para dar continuidade. E vem novos pratos por aí? Vem, a gente tá com cardápio de de sábado, né? uns pratos novos e por mais que a gente tenha bastante coisa no cardápio, né, a gente tem que tá sempre mudando, evoluindo. Bem diferente daquele cardápio frente verso lá do começo. Nossa, de 10 itens só, hoje tem mais de 100, né? e acredito que vai aumentar mais e consequentemente aumenta o movimento, né, o nosso trabalho. E o que que você diria daquele estudante que no começo tinha vergonha de falar que era filho de dono de bar, que foi fazer quartel, que fez faculdade, hoje você se realiza no seu negócio? Sim, é emocionante, viu? Porque ah, dá valor, né, no meus pais fizeram, né, pela gente, nunca faltou nada. e uma troca, né, por por o tanto que eles fizeram pela gente, né, a gente retribuindo e hoje o bar tem a família da minha mãe, né, e mais três. Então, sai tudo sai de quatro para quatro famílias, né? O sustento para quatro famílias não é fácil não. Lá na década de 1980, quando o senhor abriu o bar, ah, eu sou um dono de um bar, sou um dono do boteco. Senhor, tem noção que esse botequinho, que esse bar é uma importante empresa na cidade de Campinas hoje? É, sem dúvida. Foi muito importante. Nossa, tamanho que era. Agora deu uma, né, deu uma melhorada bastante, é, foi satisfatório. A gente acho que nasceu para servir, né? Então, a gente tem que dar o o melhor, né? Hoje que a gente faz, é, eu penso assim, né? Tudo que eu for, eu faço como se fosse fazendo eh para Deus, sabe, um bem maior. Então, e consideração meus pais, sabe? A gente tá aqui correndo para o sucesso vir, né? [Música]