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[Música] O assunto saúde esteve em alta aqui na Câmara Municipal de Campinas. Os vereadores vieram à tribuna e abordaram sobre a Frente Parlamentar em Defesa da Vida e da Família, Frente Parlamentar da Luta contra o HIV e outras ISTS, combate às drogas e uma possível falta de pediatras na UPA Carlos Lourenço. Eu gostaria de começar minha fala com uma notícia que me preocupou muito. A gente recebeu informação de que ainda essa semana a UPA Carlos Lourenço teria o seu atendimento de urgência e emergência em pediatria suspenso nessa semana pela transferência de 13 pediatras da UPA Carlos Lourenço para atendimento no Hospital Mário Gatinho devido ao aumento da demanda. A gente sabe que nessa época do ano há uma sobrecarga do atendimento em pediatria por conta do aumento dos casos de doenças respiratórias que são próprios dessa sazonalidade. Mas é um absurdo que se encerre o atendimento tão essencial na UPA Carlos Lourenço por conta desse aumento da demanda eh transferir os pediatras pro Hospital Mário Gatinho para conseguir atender toda a demanda no hospital, mas deixar a UPA totalmente desassistida. No atendimento de pediatria, a UPA Carlos Lourenço é uma UPA de referência para uma população de mais de 150.000 habitantes. Tem uma abrangência ali dos bairros do Jardim Carlos Lourenço, Esmeraldina, Vilipê, Orozimbo Maia, Paranapanema, entre outros. Tem uma um volume de atendimento de quase 8.000 atendimentos por mês. Estive lá recentemente, inclusive para verificar as condições de atendimento, as condições de trabalho. E boa parte desses 8.000 atendimentos mensais que são feitos na UPA Carlos Lourenço, são referentes a atendimentos de urgência e emergência de crianças. Então, é inadmissível que se deixe desassistida uma unidade e toda essa região em que moram mais de 150.000 1 pessoas dessa maneira, assim, de forma abrupta, de última hora. Também quero falar sobre a situação da UPA Carlos Lourenço. Nós recebemos também um pedido de apelo, de socorro por parte da população que utiliza a UPA Carlos Lourenço, que ficou sabendo que a pediatria dessa UPA será fechada. E a informação que a gente teve é que ela vai ser fechada porque os profissionais pediatras serão remanejados para o Marugatinho. Ou seja, recorrentemente a gestão da rede Marugate vem a essa casa dizer que ela vai resolver tudo a partir da terceirização e da privatização. Mais uma vez fica comprovado que eh esse expediente não resolve a situação da saúde pública. Pelo contrário, é o expediente que sucateia, que desmonta e agora um importante serviço que precisa atender nos territórios, porque são muitos bairros que a UPA Carlos Lourenço atende, vai ficar sem esse atendimento, porque mais uma vez a Rede Marugate, a gestão da Rede Marugate junto com o prefeito Daro Saad aposta no desmonte da saúde pública, ou seja, precarizando, terceirizando, desmontando o serviço de saúde, o serviço do SUS. Então, nós fizemos um requerimento, vamos cobrar essa gestão para que possa dar respostas efetivas e que esse serviço não venha a ser fechado, porque a gente sabe o quanto é importante a gente ter um serviço de UPA, de pronto socorro, serviço de saúde básica funcionando e funcionando e tem que funcionar bem nos territórios e nos bairros. Eu entendo que a defesa da saúde pública, a defesa da de um serviço público de qualidade só pode ser realizado com luta, com mobilização e com organização. E essa organização é fundamental também agora em que foi eh anunciado, na verdade, foi divulgado essa denúncia da intenção da Rede Marugate de fechar a pediatria da UPA Carlos Lourenço para eh reorientar, redesignar os funcionários ali pra rede Mario Gate. Na verdade, é cobrir um é cobrir uma parte descobrindo a outra. E isso se torna ainda mais grave. A rede Mario Gate quando foi criada, nós alertamos e denunciamos que não havia previsão de contratação de profissionais para a rede Mario Gate. Agora, com essa novo plano de cargos, a prefeitura está anunciando que os cargos que serão contratados serão cargos prioritariamente de gestão e não cargos assistencial. No momento em que a toda a rede pública de saúde está clamando por socorro, que nós temos uma crise instalada, em que nós temos um uma falta de atendimento, a gestão quer insistir em prestigiar os cargos de cima, os cargos de gestão e não a contratação de médicos, enfermeiros e profissionais que para fazer o atendimento da população. ficou muito explícito na fala da da Rede Mario Gate na audiência pública. Então, quero repudiar essa decisão e dizer da importância de que o novo plano de cargos da Rede Marugate seja paraa contratação de profissionais na rede. Quero eh aqui iniciar a minha fala também comemorando aquilo que foi uma vitória nossa, um alerta que nós vínhamos fazendo já há várias semanas aqui ao governo municipal a respeito da necessidade da apresentação do edital de licitação pro CS do Vilage, pro Centro de Saúde Boa Esperança e também pro CAPS 3 AD da região sul. Finalmente, no último prazo, a prefeitura apresentou esses editais de licitação e agora vamos ver o quanto a prefeitura vai se empenhar para fazer com que o Ministério da Saúde possa aceitar esses esses editais, essa documentação, uma vez que os prazos todos já estavam eh praticamente finalizados, né? Então, vai ter que ter muita ação política do governo municipal. Nós aqui queremos nos colocar à disposição para que a gente possa eh interceder também junto ao Ministério da Saúde para que esses recursos não sejam perdidos e que a população de Campinas possa ter os centros de saúde e o CAPS eh à disposição da comunidade a partir das obras que devem ser feitas com recursos do governo federal, do governo Lula nos próximos anos. Venho aqui falar um pouco da última semana em que estive ausente das sessões aqui na casa, exatamente por participar do segundo grande encontro em defesa da vida em Brasília, na capital federal do nosso país. Essa, esse grande encontro foi realizado pela Frente Parlamentar Mista, composta por deputados e senadores da República, com um foco muito direcionado contra o aborto em defesa da vida lá no Congresso Nacional, especificamente no último dia 10 de junho. O tema do encontro foi vida, um valor que não se discute, um momento de reflexão, de união e reafirmação do nosso compromisso que é inegociável com a dignidade da vida humana defendida pela maioria do povo brasileiro. Estiveram presentes, senhor presidente, naquela ocasião a ex-preira dama do Brasil, senora Michele Bolsonaro, do PL, o deputado federal Nicolas Ferreira do PL de Minas Gerais, senador Eduardo Girão, senadora Damares, a coordenadora da da Frente Parlamentar Missa em Defesa da Vida, deputada carioca do Rio de Janeiro, Cris Tonieto, o arcebispo Dom Reginei José Modolo, o conhecido como Dom Zico de Curitiba, representando a CNBB. Tivemos juristas, artistas e outras tantas autoridades e personalidades presentes nesse momento. O evento teve o objetivo de fortalecer a articulação próda no Congresso Nacional e em todo o país diante dos avanços da cultura de morte, em especial nos campos jurídicos. legislativo que, infelizmente acontecem em nosso país. Haja visto as ADPFs 442, 1141 e a resolução CONANDA 258, inclusive legislações essas que foram objeto de moção de repúdio por parte dessa casa. Fizemos o lançamento da nova Frente Parlamentar de Enfrentamento, HIV, Aides, Hepatites Virais e outras ISTs, com a presença de diversos profissionais altamente qualificados, lideranças, movimentos sociais, pacientes com que vivem com HIV e familiares. E quero agradecer especialmente a vereadora Fernanda Solto, nossa médica que esteve junto conosco para esse tão importante debate aqui na Câmara Municipal de Campinas. Entre vários temas que foram levantados pela frente, dois deles se destacaram. Primeiro, nós do poder público precisamos continuar os esforços para levantar políticas públicas de enfrentamento a IST para a população. A população conta, a a luta contra a contaminação pelo HIV não acabou. Ainda há pessoas infectadas hoje, muitos delas jovens adolescentes e nas suas primeiras experiências sexuais, justamente pela falta de informação. Precisamos levantar justamente essas informações e levar pros nossos jovens e adolescentes para falar sobre o combate às IST nas escolas, nos espaços de cultura, lazer, nas praças, nos espaços públicos em geral. As infecções aumentaram quando nós paramos de falar sobre elas, quando nós paramos de fortalecer campanhas de informação e testagem. E segundo, precisamos enfrentar de maneira muito forte o estigma das ISTs, principalmente do HIV. Viver com HIV hoje é uma condição de vida totalmente possível, com saúde, com cuidado. Os tratamentos à base do coquetel antiretroviral reduz ao menor nível possível a carga viral do paciente, de modo que a pessoa fica praticamente indetectável em exames de sangue, por exemplo. Mais uma vez eu quero falar aqui de algo muito sério, que é a importância de dizer não às drogas. As drogas por muitas vezes elas elas têm aquela imagem, né, que que é utilizada para uma fuga ou então uma forma de se encaixar, fazer parte das tribos, né, como os jovens mesmo utilizam desse linguajar para fazer parte, para mostrar a maturidade. Eh, eles acabam aí se arriscando no experimento de várias substâncias, em especial as substâncias lícitas, aquelas legalizadas. Mas se esquecem, né, que na verdade são uma verdadeira armadilha para essas vidas. Elas tiram o que temos de mais valioso, que é a nossa saúde. Ela tira os nossos sonhos e também o nosso futuro. E a melhor forma, e eu sempre trabalhei dessa forma aqui, sempre acreditando na prevenção às drogas, até porque essa ameaça que se chama droga, você combate com informação, com apoio, com escolhas conscientes. Então, esse trabalho que nós estamos desenvolvendo em várias escolas, não só de Campinas, como também eh da região metropolitana, que também vem requisitando bastante eh o nosso trabalho e por isso que nós vamos percorrendo todas as cidades que nos convidam.