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As reuniões ordinárias retornaram após o recesso parlamentar. Os vereadores vieram à tribuna e abordaram diversos assuntos, como por exemplo, os eventos que aconteceram no mês de julho. Teve alusão ao Dia Nacional da Saúde com visitas aos centros de saúde aqui da cidade, denúncia de preconceito e intolerância religiosa e também uma homenagem a um professor já falecido. Eu quero usar esse momento da tribuna para prestar uma homenagem eh a alguém que eu conheci e que amanhã, 6 de agosto, completa 100 anos eh do seu nascimento. Infelizmente ele já faleceu, professor Eduardo de Oliveira. Tive oportunidade de conviver e conhecer o professor Eduardo de Oliveira. Professor Eduardo de Oliveira, além de ativista, era advogado, foi vereador em São Paulo, jornalista. historiador, escritor. E amanhã a gente comemora o centenário de nascimento dele, que é 6 de agosto. Ele integra um grupo de pessoas que permanecem, cuja memória permanece viva, dialogando com as futuras gerações por causa das suas ideias, seus pensamentos e suas obras. E eu vou ler um trecho aqui de um artigo escrito pelo Dr. Admir José da Silva, né, que saiu publicado no jornal Correio Popular hoje, que me tocou muito. Eu faço questão de também repartir isso com todos. Sua vida, a vida do professor Eduardo de Oliveira, demonstra que a educação ilumina consciências, que a literatura preserva a memória de um povo e que a política somente alcança legitimidade quando se coloca a serviço da dignidade humana. em tempos de intolerância, desinformação e ataque aos valores democráticos. Recordar Eduardo de Oliveira não significa apenas reverenciar o intelectual negro de extraordinária produção. Significa reconhecer um brasileiro que dedicou a existência, a sua existência à construção de um país mais justo, culto e igualitário. Sua história começou de forma diversa. Nascido em São Paulo em 1926, criado em lares adotivos e sem conhecer seus pais biológicos, conviveu desde muito cedo com preconceito racial. Muitos sucumbiram diante dessas circunstâncias. Entretanto, Eduardo escolheu outro caminho, transformar dor em conhecimento, exclusão em poesia e resistência em compromisso permanente com a cidadania. ainda adolescente, escreveu o poema que anos depois seria consagrado como hino a negritude, que eu tive a honra de oficializar através de um projeto de lei aqui na cidade de Campinas, eh, que não é apenas uma composição literária, mas sim afirmação de que um povo quando conhece sua própria história promove a sua identidade. décadas mais tarde, este poema foi oficializado por leis municipais, inclusive a lei 12981 de 2014, de minha autoria. Sua literatura jamais esteve dissociada da realidade social. Em livros como Além do Pó, O ébano, Banzo, Gestas Líricas da Integritude e Túnica de Ébano transformou a palavra em instrumento de afirmação cultural, retrata a consciência histórica e constitui convite permanente para que o Brasil enxergue a riqueza de sua diversidade e reconheça a contribuição decisiva da população negra na formação da nossa nacionalidade. Quero iniciar minha fala nessa tribuna trazendo uma temática que já foi objeto do nosso protesto e também de denúncias do nosso mandato aqui nesse plenário. Quero falar novamente sobre a perseguição religiosa, sobre preconceito, sobre o racismo religioso. No primeiro semestre, um grupo de religiosos estiveram nessa casa para questionar a abordagem desproporcional de forma reinterada nas casas de aché, na cidade de Campinas, por agentes de segurança pública, à Guarda Municipal. Quando ficamos sabendo dos relatos dos religiosos, fizemos questão de solicitar uma conversa com o presidente dessa casa, com o presidente vereador Luiz Rossini, que ouviu atentamente os relatos e se comprometeu dialogar com a guarda, com e também com a Secretaria de Segurança Pública do nosso município. a gente conseguiu realizar essa reunião, conseguimos pensar procedimentos, né, e avançamos, né, nessa reunião, né, aqui na presidência participou a comandante Lourdes, o secretário Cristiano de Virg Dias, da que é que tá à frente da pasta de segurança pública. E esse papo ressaltou principalmente alguns encaminhamentos. um deles, um pedido de estudo jurídico para que a procuradoria realizasse para verificar se há alguma legislação que permitiria legislar de forma a atender a a demanda legítima do direito à liberdade ao culto, sem que a lei do silêncio fosse utilizada para promover a intolerância religiosa. Pois bem, ontem, terça-feira, duas viaturas da guarda novamente estiveram no terreiro do pai Marcos, que está localizado há mais de 60 anos no mesmo território no Jardim Londres. Os guardas chegaram por volta da 21:47, mas o toque já havia encerrado às 21 horas. Mais uma vez os guardas fizeram a abordagem mencionando denúncia por perturbação da paz. Quando eu falo, né, de intolerância religiosa nessa casa, é sobre isso. O padre Marcos esteve aqui na reunião, foi identificado que ele estaria passando por uma perseguição religiosa, mas mesmo assim, né, mais uma vez a guarda apareceu e dessa vez o toque já tinha até se encerrado. guarda e aparece em diversos terreiros, né, em diversas casas de aché, nas comunidades de religiões africana. E muitas vezes a gente vê também vereadores essa casa falando sobre a suposta perseguição aos cristãos, mas a gente sabe que isso é uma fantasia. O preconceito religioso no Brasil tem cor, tem raça, tem origem, é sobre o povo preto, é sobre ancestralidade, é sobre religiões afro-brasileiras afrocentradas. Não podemos nos esquecer nunca disso. A lei do silêncio não vale para todos. A lei do silêncio, ela é acionada de forma constante quando a gente tá falando dos terreiros das casas de aché. Hoje é dia nacional da saúde, então eu quero dedicar essa fala a todos os profissionais da saúde aqui da nossa cidade, especialmente aqueles da rede municipal. Eu tenho visitado o centro de saúde. Nós iniciamos o ano inclusive com uma ação muito forte naquele momento de crise extrema sobre a questão dos remédios nos centros de saúde da nossa cidade. Final de dezembro, início de janeiro, nós tivemos ali o caos, né? uma situação da troca daquela transferência do almoxarifado eh da própria prefeitura para o almoxarifado terceirizado. Fui impedido de entrar no almocharifado terceirizado naquela ocasião. Depois, em março, consegui autorização para fazer a fiscalização ali. E desde então a gente iniciou um trabalho de eh fiscalização nos centros de saúde da cidade de Campinas. Nós entendemos no mandato, no diálogo com o povo da saúde que nos acompanha, que a gente deveria ter uma ação constante de vigilância sobre os centros de saúde da nossa cidade. Ali, mais ou menos meados de abril, nós visitamos o centro de saúde de Barão Geraldo e do Vilage. E a partir dali a gente visitou o o centro o centro de saúde. Vou questão fazer questão de falar que todos que nós visitamos por enquanto do Osiel, do São José, do Carvalho de Moura ali na região sul da cidade, da Vila IP, um centro de saúde que tá em reforma, tá espalhado ali naquela região originária da Vila IP, no São Bernardo, no Carlos Gomes, na região do Campo Belo do Jardim Fernanda. Nós estivemos no Campo Belo e no Jardim Fernanda. Inclusive podemos falar, eu pude falar a partir da visita do ministro Alexandre Padilha de Verbas federais para a UPA do Campo Belo. Teve lá o prefeito, vice-prefeito, alguns vereadores, vereador Carmo Luiz também, a vereadora Paola, eu tive presente, eh, a vereadora Fernanda Solto também nessa ocasião muito importante da indicação de recursos federais, finalmente paraa construção da IPA, da UPA do centro de saúde da da UPA do Campo Belo. Essa região precisa muito e esses recursos estão vindo. Passei também no no Jardim Bassole e no São Quirino, além por último no centro de saúde do Ipal Sururama. São 13 centros de saúde que nós já visitamos e a nossa meta é visitar até o fim do mandato 69 centros de saúde da nossa cidade. Então eu quero aqui eh dizer o seguinte, em geral a situação é de que nós precisamos de pelo menos metamos de pelo menos dobrar as equipes da estratégia saúde da família em todos os centros de saúde da nossa cidade. Poucos são os centros de saúde em que as equipes estão completas, pouquíssimos. Eu diria que o São Quirino é uma exceção à regra. Eh, e de outro lado, nós temos situações como centro de saúde Carvalho de Moura, onde eu tive na semana passada, em que há necessidade de uma reorganização geral do Sistema Único de Saúde, da atenção básica ali na região do Oziel, da Gleéba B, do Icaraí, do Nossa Senhora de Lourdes, ali a região do São José, nós tivemos um muita movimentação, especialmente dentro da nossa Igreja Católica. E eu não poderia deixar de registrar aqui importantes momentos que nós vivemos no mês de julho, a começar por Campinas, evidente, pela pelo um grande conserto que nós tivemos na Catedral Metropolitana, um momento muito especial para nós católicos, pra cidade de Campinas, pra cultura da cidade de Campinas, que foi o concerto da Capela Cistina. Para quem não sabe, a Capela Cistina é o couro, é o coral que canta nas celebrações do Papa, do Santo Santo Padre, o Papa no Vaticano. E eles estiveram aqui em Campinas, vieram para uma turnê no Brasil. Essa turnê aconteceu em cinco cidades. A única não capital Campinas, além de Campinas aconteceu em São Paulo, em Brasília, em Curitiba, no Rio de Janeiro. E nós tivemos o presente, a graça de Deus de termos a Capela Cistina cantando esse coral maravilhoso aqui na Catedral Metropolitana de Campinas, um prédio histórico da nossa cidade, a partir do qual se formou a nossa cidade e foi um momento muito marcante. Aconteceu no dia 3 de julho, com entrada gratuita para toda a população. A catedral estava maravilhosa, lotada, muitas pessoas, muitos fiéis acompanhando, gente para fora, uma grande cobertura da imprensa, a qual agradecemos também e foi um momento muito de muita felicidade para nós. Esse presente foi dado pelo Vaticano eh devido aos 200 anos de relações diplomáticas entre a Santa Cé, o Vaticano e o Brasil. Então, o Vaticano nos deu esse presente, essas cinco apresentações e ficamos muito felizes e honrados de que uma delas tem acontecido na cidade de Campinas.