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[música] [música] A extração e podas de árvores na Praça do Coco, no distrito de Barão Geraldo, repercutiu aqui na Câmara de Campinas, com os vereadores indo à tribuna se manifestar a favor e contra a medida. Quero falar a respeito do crime ambiental que aconteceu em Barão Geraldo, especialmente ontem ali na Praça do Coco, certamente um dos lugares mais importantes do distrito de Barão Geraldo. Eu, a gente sabia que estavam acontecendo podas nas árvores ali da Praça do Coco, mas na tarde de ontem a gente foi eh surpreendido por um vídeo que circulou de um morador lá de Barão, eh demonstrando a violência, eh, a o absurdo que estava sendo a intervenção da MB Engenharia, da empresa terceirizada pela prefeitura, eh, pra remoção de duas árvores. Uma delas já tinha sido removida, já tinha sido extraída e uma segunda árvore tava ali eh praticamente já totalmente removida, mas ainda com vários galhos, uma árvore enorme, as duas que eh coloca por décadas, há mais de 40, 50 anos, né? Hoje eu pude escutar relatos de moradoras, moradores de lá que deixavam seus filhos e e agora deixa, deixam seus netos ali, acompanham os seus netos no parquinho ali da Praça do Coco. E eu, olha, francamente, eu tenho falado muito de árvores aqui na Câmara. A gente tem recebido muitas denúncias de podas drásticas, distrações desnecessárias, mas eu nunca tinha visto nada parecido com o que eu vi ali na Praça do Coco ontem. Também o que me traz aqui é o assunto iniciado pelo vereador Wagner Romão. Eu tenho acompanhado a história lá da Praça do Coco já há algum tempo e nós sabemos que a feira de arte e cultura de Barão, que tá instalada ali há mais de duas décadas, mudou a realidade e a dinâmica daquela praça. Aos sábados e domingos, centenas de pessoas frequentam a feira e usufruem daquele espaço que é agradável. Uma das razões da alta frequência é realmente a arborização, a sombra das árvores, o frescor que elas produzem. Mas há uma preocupação também com relação à segurança. No ano passado, naquele período de chuvas intensas, caíram quatro árvores de grande porte lá. Não sei se todos se lembram. Naquela ocasião, os próprios expositores eh pediram do DPJ que fosse feito um levantamento, inventário fito sanitário da condição das de todas as árvores, porque olhando pro porte das árvores, muito viam algum risco de futuras quedas. No há uns dois meses atrás caiu uma outra árvore de grande porte. Eh, 40 minutos após ter sido encerrada a feira. 40 minutos após, inclusive conversando com o coordenador da feira, se a chuva e a ventania tivesse acontecido 40 minutos antes, onde caiu aquela árvore, ficam exatamente 25 expositores, teria ocorrido uma tragédia. As duas árvores que foram ou estavam sendo extraídas foram também a pedido de pessoas de lá e as duas possuem laudo que identificam que a a opção da extração era uma alternativa por oferecer riscos. Uma delas inclusive fica sob um espaço, como diz o Rodrigo do Kiosque, do playground. Eu quero na noite de hoje falar quando sobre quando a estupidez governa uma cidade, porque o que aconteceu em Barão Geraldo é uma estupidez. É uma estupidez porque se desconsidera todos os alertas da emergência climática, porque se desconsidera que nós a cada dia sentimos na pele o calor, as ondas de calor, os impactos sobre a saúde, a remoção, na verdade, a destruição das árvores na Praça do Coco, que era um local onde as crianças brincavam, que era um local onde as famílias vão passear, não é uma situação isolada. Nós tivemos a destruição das árvores aqui no final da Francisco Glicério, a quase destruição das árvores, a tentativa de remoção de raízes lá na Praça Silva Rego, que eu, vereador Romão, conseguimos impedir inclusive aquela remoção. Agora é quando a estupidez governa a cidade. É, eu quero dizer aqui que Dário Motoserra e o secretário de serviços públicos Paulela são estúpidos. Não tem outra palavra porque desconsideram, desconsideram a emergência climática, são negacionistas. Como é que você tira, como é que você implementa uma verdadeira destruição dos indivíduos arbórios de uma cidade nesse momento de emergência em que o mundo todo tem colocado como principal desafio você aumentar o número de árvores nas cidades? E eu quero dizer isso porque está insustentável, está insustentável a permanência de Paulela na Secretaria de Serviços Públicos. Já isso já faz tempo. Precisamos discutir aqui com seriedade que é preciso exoneração desse secretário. Eu venho aqui também falar sobre essa situação da Praça do Coco. Eu estive lá hoje. É um cenário de filme de terror. Quem frequenta a Praça do Coco, quem frequenta a feira, os espaços comunitários de cultura, arte, lazer ali da Praça do Coco, não tem como não se horrorizar com a situação em que foi deixada a praça, com as podas extremamente drásticas que foram feitas lá das árvores e também com as extrações. E a preocupação que nós temos com relação à manutenção do nosso verde na nossa cidade, em decorrência também da emergência climática, ela deveria ser a preocupação do poder público de Campinas, mas o prefeito Dário e a secretaria, secretaria de serviço público, secretaria do Verde, legitimam a política de destruição em massa da nossa cidade. Nós nos preocupamos sim com a segurança das pessoas e somos os primeiros a dizer que falta manutenção. Falta manutenção das árvores, o acompanhamento das árvores aqui. E isso resulta nas fatalidades que, infelizmente, nós temos na nossa cidade. E não somos só nós que estamos dizendo isso. Ministério Público que está com inquérito investigando o prefeito Dario Saad por conta desse descaso com relação à preservação ambiental, as podas drásticas, as extrações injustificadas. Inclusive nas suas manifestações, o promotor que acompanha esses casos deixou claro que a prefeitura terceiriza esse serviço de poda e extração, não faz a fiscalização. E o que que tá acontecendo? Um serviço mal executado por falta de acompanhamento, falta de qualidade técnica de quem faz. E a responsabilidade disso é da prefeitura. Nós temos medo sim que aconteçam fatalidades e por isso a gente precisa se prevenir. Mas a nossa indignação com o que aconteceu na Praça do Coco está acontecendo agora é porque não é um fato isolado. Nós temos vários aqui que a gente denuncia desse projeto de destruição. É evidente que como todo todos que viram imagens das árvores sendo cortadas em Barão Geraldo nos causa um incômodo, né? nos causa um sentimento ruim, porque ninguém eh gosta de cortar uma árvore, né? Nem o prefeito, nem o secretário, nem vereador. E eu acredito que ninguém da cidade de Campinas e do Brasil nós sabemos eh da questão do aquecimento global, a mudança climática. E acho que o Paulela, sendo um mestre da PUC, um doutor, professor da PUC, como nosso secretário, acho que sabe um pouquinho disso também, viu, vereador Otto? Eu acho que o Paulelo tem um pouquinho de conhecimento sobre isso. Ocorre que ali eram árvores ficos, que são árvores não nativas, árvores que em muitas cidades são proibidas de serem plantadas, tamanha agressão das raízes daquelas árvores e que de maneira inconsequente num passado bem distante plantaram na cidade de Campinas. E hoje tem diversos lugares onde tem essas árvores danificando tubulação de água, residências, fora outras espécies de árvores não adequadas que entopem calhas das casas. Então a questão da árvore tem sempre os dois lados, né? Tem evidente a dó de nós tirarmos, mas tem muitas árvores inadequadas na cidade de Campinas. E nesse caso o problema era ainda maior, porque ali havia risco. E como bem disse aqui o vereador Rossine, recentemente nós tivemos dois casos de mortes na cidade de Campinas por queda de árvore. Algo nunca visto na cidade de Campinas até então. Um caso no Taquar, na Lagoa do Taquaral e outra no bosque. E daí eu pergunto, seria absurdo chamar de estúpido quem vem aqui e fala que não reconhece essas mortes também pegar e só trata um lado da coisa. Então é estúpido quem fala isso também. É estúpido quem vem aqui e fala que duas mortes por queda de árvore não é nada, não tem que ser relevado. Então acho que a gente tem que ter um pouco de educação, um pouco de de respeito pelas pessoas. essa intervenção, essa poda das árvores que aconteceu lá em Barão Geraldo, na Praça do Coco. Eh, as imagens que nós tivemos acesso são imagens assim devastadoras, né? E não se trata somente de árvores, se trata de um espaço de convivência, de um espaço eh de memória, de afeto, de participação das famílias ali daquele território, da cidade inteira. Como bem disse vereador Rossini, que tem uma feira que acontece lá todos os os finais de semana, é uma feira famosa, enfim, tem uma relevância muito importante para aquele território, para a cidade de Campinas e não só para toda a questão ambiental, a questão climática que a que nós estamos enfrentando. Eu eu até gostaria de dialogar com o presidente, com o vereador Rossini, que trouxe aqui questões sobre os laudos, que tem esses laudos, que tem, que existe esses documentos. O vereador Oto disse também que tá com acesso a esses documentos. Eu gostaria de debater com todas as pessoas sobre o método, sobre o método, né? se tem esses laudos, se tem essa documentação farta, justificando essa intervenção que eu que eu acredito que seja muito difícil isso. Até nós estávamos conversando ali, eu, a vereadora Paola e a vereadora Mariana, eh, que além da extração das árvores, houve também podas que são podas que assim que que deformam toda a árvore, né? Ou seja, acaba eh com a a possibilidade até de sobrevida dessas árvores. Então, veja, por que que não faz de uma forma diferente? Por que que não chama, né, eh, o Condema? Por que que não chama os ambientalistas? Por que que não chama a população ali do entorno? apresenta esse documento, conversa com essa população, porque também existe toda uma desconfiança da população, inclusive dizendo que esses laudos são laudos mal feitos, são laudos muito precários. A Secretaria Municipal de Serviços Públicos realizou o manejo arbório na Praça do Coco, em Barão Geraldo, com a supressão de duas árvores de grande porte que estavam mortas, secas e estruturalmente comprometidas, além da limpeza de galhos secos e outras árvores localizadas entre o playground e o palco. motivação da intervenção. A ação foi motivada por por critérios técnicos respaldados por laudos emitidos por engenheiros da empresa contratada, responsável pelo serviço, conforme previsto em contrato. As árvores apresentavam risco de queda e estava em uma área de intensa circulação de pessoas, especialmente crianças, o que poderia resultar em acidentes. Além da avaliação técnica, a prefeitura já havia recebido solicitações de frequentadores da praça pedindo providências quanto à situação das árvores. A prefeitura ressalta ainda que após a conclusão da retirada e dos serviços de destoca e preparação do solo, serão plantados no local dois exemplares de Rectiba Rosa com cerca de 3 m de altura, garantindo a a recomposição paisagística da praça. Como contexto mais amplo, desde 2021, já foram plantadas já foram plantadas 965 árvores no distrito de Barão Geraldo.