Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
[Música] A morte da servidora concursada da Câmara de Campinas, a Cristiane Laurito, e do Té bebê de apenas 2 meses, trouxe os vereadores a tribuna para diversos atos de solidariedade. Queria começar me solidarizando profundamente com a família, com os amigos, com as trabalhadoras e trabalhadores aqui da Câmara Municipal que tiveram uma perda inestimável, a perda de uma colega de trabalho, de para muitos uma amiga, eh, que foi vítima de um feminicídio terrível, horroroso, eh ela e o seu filho de 2 meses, numa situação em que a Cristiane estava eh em porpério, ou, ou seja, estava numa situação, vivenciando uma situação muito particular no momento da maternidade. Então, é uma perda e uma um crime horroroso e sei que é um momento de luto e de muita reflexão e cada um vai elaborar o luto da sua forma, mas é importante que se fale sobre o feminicídio como uma violência, uma violência de gênero, uma a violência contra a mulher como uma violência de gênero. E eu falo isso porque nós precisamos, as mulheres precisam das ferramentas ideológicas necessárias para nos protegerem, para proteger os seus filhos e para combater isso que tem nos matado. E eu digo isso porque a violência de gênero que abate sobre as mulheres, que a violência que vitimizou Cristiane, que vitimiza tantas e tantas mulheres e crianças, porque nós estamos tendo um aumento do número de crianças assassinadas juntamente com os crimes de feminicídio, isso é fruto do machismo, desse patriarcado que é um elemento cultural e concreto material da nossa sociedade e que coloca os homens como se os homens tivessem o direito de decidir sobre a vida. e a morte das mulheres e dos seus próprios filhos. Eu vou ler uma nota de solidariedade e indignação que nós vereadoras, eu, vereadora Paula Miguel, vereadora Débora Palermo, vereadora Fernanda Solto, vereadora Guida Calisto, vereadora Mariana Conte, assinamos em relação à servidora Cristiane Laurito Silva. Nós, vereadoras do município de Campinas manifestamos profundo pesar, solidariedade, indignação diante do crime que tirou a vida da servidora Cristiane Laurito Silva e o seu bebê, o pequeno Té, de apenas 2 meses, ambos ocorridos na última sexta-feira, 6 de junho. Este crime não é uma coisa isolada. faz parte de uma verdadeira pandemia de violência contra mulheres, que atinge todas as classes, raças e territórios e que exige respostas urgentes do poder público. O feminicídio é a face mais extrema do machismo estrutural e precisa ser enfrentado com políticas públicas, prevenção, acolhimento às vítimas e e responsabilização dos agressores. É fundamental que as instituições públicas e empresas implementem iniciativas que ajudem a identificar sinais de violência, acolher mulheres em situação de risco e atuar preventivamente. A omissão, diante de violências anunciadas também mata. Romper com a cultura do machismo, que normaliza o controle, romantiza os ciúmes e a agressividade nas relações, é também uma condição essencial para garantir a vida das mulheres. Nós nos solidarizamos com a família, amigas, amigos e colegas de trabalho de Cristiane e reafirmamos nosso compromisso com a luta por uma sociedade livre de violência contra as mulheres, Cristiane e Té presentes. Assinam essa nota as vereadoras da Câmara Municipal de Campinas, Débora Palermo, Fernanda Solto, Guida Calisto, Mariana Conte, Paola Miguel. Primeiro lugar, eu gostaria novamente de me solidarizar com os amigos e familiares da Cristiane Laurito, servidora aqui da Câmara, que foi vítima de um feminicídio e também eh teve a essa violência brutal também, acometeu o filhinho dela até o de dois meses, né? a gente vem denunciando aqui o impacto da violência contra as mulheres. Esses números têm sido alarmantes, estão aumentando e o feminicídio, infelizmente, é o desfecho mais trágico. E por isso importante que a gente se posicione, combata esse tipo de eh naturalização que tem sido feita na sociedade contra as mulheres e desejar toda força e conforto nesse momento tão difícil pros familiares e amigos e colegas da Cristiane. Quando afeta uma, afeta todas nós. Quero me somar aqui ao luto pelo falecimento da Cristiane Laurito, servidora aqui da Câmara. eh esse crime bárbaro, né, esse feminicídio cometido pelo próprio eh companheiro e contra o seu filho também eh de cerca de 2 meses, né? Então, algo que nos deixa muito eh entristecidos, revoltados, indignados e que a gente precisa lamentar com todas as forças. Primeiramente quero deixar mais uma vez consignado meu sentimento, minha revolta contra a morte da Cris Laurito e do Filhinho Té de 2 meses, de uma forma cruel, de uma forma que a gente fica pensando, pensando e não consegue entender como pode ter ocorrido mais um crime contra uma mulher e desta vez o mais o mais grave ainda, uma criança de 2 meses. Eh, lembrar que eu fiz o Freia enquanto presidente dessa casa, a frente de inibição ao assédio, mas que eu vou pedir para pra presidência dessa casa incluir que o psicólogo atenda também as as funcionárias que tenham queixas quanto com quanto a qualquer tipo de violência para ver se a gente consegue de alguma forma a mais ajudar Dá para que cesse essa violência contra as mulheres que insiste em aumentar, insiste em todos os dias estar nos noticiários com as das piores formas, as formas mais cruéis possíveis. O impasse na renovação do contrato entre o serviço de saúde Dr. Cândido Ferreira e a Prefeitura de Campinas trouxe a vereadora Guida Calisto à tribuna e também o vereador Nelson Ori que leu uma carta enviada pela instituição. Eu venho hoje a essa tribuna eh ler a carta da diretoria do Cândido Ferreira sobre aquela manifestação que ocorreu aqui, ofensas e tudo mais. E aqui eles mostram que aquelas pessoas não representam, pelo menos parte dessas pessoas que ofenderam e, enfim, falaram muitas coisas que não tinham nada a ver com a pauta. Ressaltamos que somos uma instituição estritamente apartidária que atua com base em princípios éticos, técnicos e humanitários, comprometida com a excelência na prestação de serviços em saúde mental à população de Campinas. Nosso trabalho é orientado por valores como o respeito, a responsabilidade social e o compromisso com a vida. O Cândido Ferreira reitera seu apreço e confiança no diálogo construtivo que mantém com a gestão municipal e com os representantes desta respeitável casa legislativa, reconhecendo o papel fundamental de ambos no fortalecimento das políticas públicas de saúde mental. Assim, reafirmamos que o posicionamento de parte dos presentes na manifestação teve uma orientação política partidária que extrapolou o movimento dos colaboradores, usuários e familiares do Cândido. Essa abordagem política não reflete o posicionamento institucional do Cândido Ferreira, que mantém sua missão em servir com qualidade, dignidade e excelência aqueles que mais necessitam de cuidado especializado. Contamos com a compreensão e o apoio de vossas excelências para que possamos seguir unidos em prol de uma rede de atenção psicossocial cada vez mais eficaz e humanizada. Colocamos-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários. Atenciosamente, diretoria do Cândido Ferreira. uma certa resposta, né, a essa carta enviada essa casa pela instituição Cândido Ferreira, que o vereador Nelson Os veio aqui e deu publicidade. Primeiro eu achei essa resposta aqui totalmente desnecessária, tendo em vista que a os militantes que estavam aqui naquela sessão eram militantes da em luta na defesa pela saúde mental, pela saúde pública do nosso município. Todos estavam preocupados, estão estamos preocupados com a situação de uma possibilidade de desassistência aqui na cidade de Campinas. pela não renovação do contrato com Cândido Ferreira. Então isso daqui estava muito bem esclarecido, não tinha nenhuma nenhuma dúvida de que não se tratava da gestão do Cândido Ferreira, que estava aqui naquela sessão. Eu eu achei eh desnecessária porque de uma certa forma ela não prestigia, não eh valoriza a luta de militantes que fazem há anos em defesa da saúde mental, de uma saúde mental pública, né, de uma saúde mental que não seja desumana, né? Infelizmente a gestão do Cândido resolveu enviar essa carta aqui que eu achei desnecessário. Por isso, eu quero deixar o meu registro aqui. M. [Música]