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GIRO AMBIENTAL - TRAGÉDIA EM PETRÓPOLIS
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GIRO AMBIENTAL - TRAGÉDIA EM PETRÓPOLIS

29 views Publicado 02/03/2022 HD · 18:55

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E aí [Música] o Olá e o giro Ambiental de hoje traz um dos temas que mais estamparam os noticiários nos últimos dias a tragédia de Petrópolis as fortes chuvas que atingiram a região no dia quinze de Fevereiro a última semana as ruas da cidade ficaram alagadas novaments por conta dos temporais a Defesa Civil do município de afirma que esse é o pior desastre já registrado isso tem a ver com muita coisa hoje nós trouxemos aqui para o giro ambiental para entender o que acontece lá na Cidade do Rio de Janeiro né na cidade lá do Estado do Rio de Janeiro um especialista no assunto a gente vai conversar agora com o Raul Reis Amorim que é Professor Doutor do departamento de geografia do Instituto de geociências da Unicamp a Universidade Estadual de Campinas professor Raul Seja bem vindo aqui ao giro ambiental EA minha pergunta é o seguinte e da tragédia choveu em poucas horas em Petrópolis o que segundo os especialistas seria aí as chuvas do mês todo quando a gente pensa nisso é que seria então o maior índice dos últimos 90 anos desde que começaram as medições a gente pode dizer que se trata de uma tragédia anunciada Oi boa tarde a todos na verdade a gente Analisa ser vão curiosidades é o seguinte né É se vocês perceberem Esse aumento de específico ele não foi o único dia 20 Extreme que ocorreu no Brasil nessa nesse período de verão nós tivemos por exemplo em dezembro a segunda semana de dezembro o evento um 415mm dizer quase o dobro de prestação que atingiu a Cidade de Itamaraju no extremo sul da Bahia né e a tragédia lá não foi tão eminente como aqui porque ela você tá na área de relevo aplainar tô aqui no caso de Petrópolis a gente tem dois agravando o primeiro a seguinte condições físicas favorecem chuvas de grande volume nessa região até que a gente tem registro de chuvas de grande volume na década de 50 e torno de Março sensor 60 min e na década de 60 na década de no final dos anos setenta e nove ocorreu há uma outra outra vez de prestação Extrema e 88 depois de 2011 e 2018 qual a diferença dos episódios anteriores para esse episódio especificamente o que a gente percebe é que tomada de vencimento das condições físicas do relevo relevo encerrar né a própria vida da umidade da Amazônia encontrando comunidade do Oceano tem condições formais da vida de chuva o que se tem toca Nossa questão como tragédia iminente eu justamente por quê Porque o processo de ocupação daquele território daquele sítio é favorece e quando você tem um processo é de prestação Extrema e que você tenha com áreas muito impermeabiliza das áreas altamente possuídas os canais não tem aconteçam de massa auxiliar então um grande volume de chu a ocupando a área desde a mente ocupada sem planejamento vai desencadear uma série de processos simultâneos o que não ocorreu só o deslizamento ou Toy não das a ocorreu de forma simultânea choveu na Encosta a água escorre vai profundo vale para este ovário transbordo os canais e nas áreas em que os rios estão canalizados você tem um asfalto ou se tem alagamento nos eventos de chuva na cidade de Petrópolis eles ocorrem de maneira simultânea todo esse processo a diferença desse Episódio Cruz demais é porque se você pegar o boletim hidrometeorológico de nessa é perceber que de 2017 até 2021 mais de 30 Episódio divulgação e de pequenas o carregamento de massa ocorrendo em Petrópolis a diferença que dessa vez é vento de chuva foi muito intenso e bastante concentrado E aí por isso que atingiu de maneira muito esses aniversário é um a anunciar assim porque o que é sabe-se que as condições naturais da área são propícias para todos os cenários em que precisa ser feito para evitar essa tragédia de habitação de políticas públicas para principalmente remover entre a política de habitação e retira essa população da área de risco a grande criação a chave da questão não tá só em pensar cachimbo é culpada para pensar no processo de planejamento ocupação desse território então quando a gente fala naquele conceito de desastre natural nesse caso essa hipótese está descartada é isso professor e é na academia na literatura a gente desse desastre como consequências ou danos que um determinado fenômeno causa um grupo social uma comunidade então assim é muito é muito equivocado a gente achar que é a chuva um telemóvel com um vulcão o sissó hause bizarro ele só sua causa desatres ele afeta uma parcela da comunidade da sociedade é o qual o papel na verdade do poder público nas diferentes instâncias prefeitura Estado e Governo Federal é justamente implantar políticas públicas pensando em populações mais vulneráveis que estão expostas a determinados fenômenos quando elas ocupam áreas de risco então assim é um desastre natural na minha concepção Não não é porque choveu deslizou e novo desastre natural o que é existem o plano de contingência mapeamento da área realizados por vários órgãos que mostram que a área de risco da então assim só pensando pagando números aqui é Zap né daquela área por exemplo é o banda é Municipal de redução de riscos foi elaborado 2017 bate ou 234 áreas só para a área que foi atingida o maior proporção que a região do Atlântico contemplou várias e nos lucros mais de 500 casas estava apontada nesse plano Municipal de redução de riscos residências que estava em áreas de alta altíssimo risco não só a movimento de massa de isolamento como uma inundação Então se o conhecimento de que a sala resposta aí tem risco de sofrer danos com chuva por deslizamento e não dá são re sabe o que se falta agora é colocar esses planos né é as propostas e em execução executar as mensagens se remover é criar obras estruturais por exemplo é o rio correndo logo Rio específico é é o rio arade no ele é um rio que nos há 50 anos atrás se fosse um canal de desvio de férias né é o rio que cai deságua no rio Quitandinha que foi justamente o local ele os dois ônibus é a fundaram de transbordar esse canal não foi construído há 50 anos atrás mas se você não faz a manutenção dessa estrutura né eventos extremos de precipitação divulgar conta então não é só construir uma barreira na contenção de encosta e não fazer a manutenção Porque toda obra de estrutura para conter esse tipo de evento ela tem que ter manutenção Porque se vocês têm filtração e acaba que ela tem uma durabilidade Então é só a construir inaugurei para pronto enterro monitoramento de qual naquela estrutura tá funcionando né Se ela dá conta ao longo do tempo a dinâmica dos processos mudam Então não é só a construir pontos vamos passar próximo não construir monitorar e dar condições com aquela estrutura suporte e verte-se hoje a gente está falando de Petrópolis né que tem aí essa questão das chuvas de está iniciando o Márcio que ainda há previsão de chuvas em muitos locais e lá desde 2010 tem o plano Municipal de redução de riscos que como o professor falou é tinha toda e o mapeamento mas muita coisa só no papel que não foi colocado em prática agora professor Raul a gente fala um pouquinho da nossa realidade aqui Campinas interior de São Paulo a gente teve recentemente tem mapeado aqui na cidade por exemplo as principais Avenidas e pontos que geralmente alargam e que contribuição a geociência pode trazer e que lhe são algo que aconteceu lá numa cidade do Rio de Janeiro pode trazer para nós aqui dentro da nossa realidade E aí eu acho que a primeira questão importante é a gente entender a diferença entre alagar e não dá vou dar só um exemplo a gente tem um canal na nossa neuzimar parte desse canal está coberto campeonato analisar e parte está exposto ali passa o rio então assim aquela área transborda aqui iluminação não é Málaga problema é que eu me passa por baixo e muitas vezes a água que deveria ser lançada naquele Rio canalizado eu não consegue chegar e ocupa o que o antigo leitor ou até mesmo então assim é cinco a lição para gente da seguinte forma né a gente tem pensar e planejar as ações para evitar danos materiais de dívidas e evitar obra por exemplo é a região serrana por exemplo tem sirenes para o alerta da queda de costas mas por exemplo o nome do que é bastante recorrente e também no verão na região metropolitana que acontece muito mas ele não das ações são os rios que não comportam o volume de chuvas e transborda né É isso aí interessa a gente tem recentemente a viu Capivari por exemplo que não dou parte de Monte Mor tem não só Montemor com a própria cidade de Capivari a há 2 anos atrás ó o rio que ângulo é acabou causando a inundação de grandes proporções de Sumaré Então o que precisa na verdade para evitar esse tipo de dano é o lugar só ficar ajudando população é monitoramento era implantar sistema de bom de pagamento sei lá réguas Estações automáticas e faça a medição da cota do Rio e da curiosidade que diz para isso para defender a seguir EA Defesa Civil consiga disparar alertas Justiça talvez sendo a sirene mas que irá o mecanismo olha oi oi para a previsão de que aumente a cota do Rio Então já Alerta os moradores já Alerta né Aos Comerciantes muitas vezes aí não gastam ela não chega a destruir a casa não chega a matar pessoas como ocorre nos ligamentos né mas ela causa não é a transmitir doenças então assim é implantar o sistema de monitoramento automático Petrópolis fez isso com relação ao mas só que não tem o alerta Como pense nesse tá então é pensar em monitorar isso de maneira incisiva uma vez que a gente tem já se sabe quais são as áreas mais suscetíveis à alimentação mas também criar mecanismos de divulgar isso de alertas olha Comerciantes que moram na resposta ao vivo parecem corda veio a chuva aí que a previsão é 30 milímetros e que Alerta eu vi pode mudar né E aí você tem as estações automática ela vai acompanhando é o o volume do e vai indicando né altura que o rio quando ele chega na e pensam o alerta que fez para todo mundo que estava nem as pessoas Saírem de suas casas para evitar o dando é ilusão o que eu sugiro que é importante a geociência e esses episódios não só de Petrópolis nessa aconteceu Minas Gerais sul da Bahia aí mesmo interior de São Paulo é pensar o seguinte tem que monitorar passa para que seja possível é prevenir e evitar que as pessoas são produzidas na quantas pessoas em Campinas ao longo dos anos por pão aí na hora era nosso cai de moto tá de carro cara a inundações já morrer e fizeram o levantamento dos últimos dez anos pelo menos umas 5 pessoas Então é importante ter um muito pagamento e criar sistema de alerta para retirar não é remover a casa mas aletra tá lá e que o lugar mais seguro enquanto o rico nas portas Ah tá certo então a gente conversa agora com o professor Raul Reis Amorim e para finalizar professor é qual é a contribuição Nesse contexto que a geociências traz por exemplo quando o senhor fala na implantação de políticas públicas aí que devem ser feita pelos governos estaduais pelos prefeitos adjacências é acabar amargando uma série de conhecimentos né então por exemplo a área da geografia EA geologia a resposta for subir tanto os aspectos mais relacionados à dinâmica natural entender como funciona os processos de circulação de água no rio encosta no solo como também a gente trabalha bastante com as questões socioeconômicas demográficas e sociais Então dentro da ciência mas eu decidi metodologias estão sendo desenvolvidas é para trabalhar com a identificação de áreas suscetíveis a determinados fenômenos comunicação e os movimentos massa e também tem estudos relacionados principalmente à vulnerabilidade a água que meu grupo de pesquisa desenvolvidos utilizar a contabilidade passou a cidade a entender Qual é a população com o perfil da população EA resposta a esses riscos porque é a vulnerabilidade ela não é só de renda também pensavam na realidade a partir de multicritérios por exemplo é pensando no caso de Petrópolis ou pensando em uma área é se você tiver não dá certo assim para que você tem bastante criança e idoso criança e idoso não tem autonomia durante o desastre para tomar decisões e 12 geralmente têm dificuldade de locomoção criança do site para onde estão num processo de evacuação vamos ter que evacuar ou não ter que socorrer o que é que a Defesa Civil que a equipe de Socorro vai ter que ter alisar essas áreas né ou por exemplo áreas e que por exemplo chefe da família é mulher sabe que no Brasil a realidade brasileira é de o laço é fiado com mulher no geral em média tem menor menina do teu lado esse aqui um homem o que a mulher ganha menos no mercado de trabalho então uma casa que foi danificada atingida Petrópolis ver se a casa dessa mulher já se sabe que aquela área uma área que as pessoas precisam de um auxílio maior do estado para poder se reconstituir sua casa pela Nova moradia daí alguns casa aí você pode identificar as áreas pô quem da escolaridade faixa etária a empresa estrutura-se em torno do imóvel serva que tem calçamento se têm pavimentação que tem acesso a esgoto é tudo isso vai impactar de que forma essa comunidade vai ser acertada e depois como essa comunidade e o que a gente chama de resiliência vai conseguir vou dizer que vai voltar o seu estado ao que era antes mas como ela vai conseguir recuou a sua vida depois de uma tragédia ela vai conseguir sozinha com a família de alto poder positivo tem verba tem e consegue recurso de sua casa em pouco tempo mas uma família é que tem baixa renda ou que é potenciada por um dos aposentados tem muita criança aí muitas vezes se não houver um auxílio do poder público a sua família não vai ter Olá novamente então é pensando na ideia da vulnerabilidade da suscetibilidade que agência pode auxiliar que te identifica Quais são as áreas suscetíveis Então vou levar o poder público pela festa isso consequentemente ela consegue hierarquizar Quais são as áreas prioritárias seja de Socorro seja de investimento seja de reconstrução é possível agora o que acontecer eu poder público passará a utilizar o conhecimento quando da cidade oferece para essas áreas a Petrópolis a gente tem esse pensamento a região metropolitana de Campinas a gente tem para do Sul da Bahia a gente tem para região metropolitana de Belo Horizonte entre Vale do Ribeira em São Paulo né então é os projetos de pesquisa que me a pós-graduação em Geografia ter desenvolvido a gente tem conseguido gerar esses documentos agora basta o poder público escolhe a Caixa tem caminho mas baixo poder público consultar chamar a gente fazer batida desde que a gente fez atende parcialmente a realidade pode adaptar para atender à realidade que têm coisas específicas de cada lugar que cada município então a gente sair para conseguir basta ter o contato EA Boa Vontade do poder público dialogar com aniversário professor Raul Reis Amorim Obrigada pela participação aqui no giro ambiental EA gente encerra e já deixando o convite para uma próxima oportunidade a gente espera que uma outra condição mas a gente gostaria sempre de contar com o senhor aqui conosco e eu agradeço o convite e sempre que vocês precisarem de alguma demanda não só minha mas os meus colegas de departamento de geografia latão de camp fique à vontade agradeço a passo obrigada E assim a gente encerra hoje Ambiental de hoje até uma próxima oportunidade E aí E aí [Música]
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