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GIRO AMBIENTAL - FOTÓGRAFO PREMIADO
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GIRO AMBIENTAL - FOTÓGRAFO PREMIADO

61 views Publicado 17/05/2022 HD · 18:11

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A série fotográfica "Distopia Amazônica", do brasileiro Lalo de Almeida, fotojornalista do jornal Folha de S. Paulo, venceu na categoria 'Longa Duração' do World Press Photo (WPP), a mais prestigiada premiação de fotojornalismo do mundo.

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E aí [Música] E aí [Música] o Olá bem-vinda bem vindo mais uma edição do Giro ambiental está no ar na programação da TV Câmara Campinas sempre um prazer receber você bom você já é nosso convidado especial já é nosso telespectador já conhece como funciona o giro ambiental aqui a gente fala sobre temas que são relevantes para a gente discutir sobre a natureza a conversa também com pessoas que trabalham com conservação mas hoje é um dia muito especial porque a gente vai falar de uma coisa que eterniza momentos e trazem reflexão que a fotografia hoje nós vamos conversar aqui no geral mental com o fotógrafo Lalo de Almeida que conquistou o primeiro lugar em um prémio Mundial WordPress faltou que é considerado o Oscar da fotografia o trabalho que levou essa premiação se chama distopia amazônica se trata de uma série de fotos que conta os acontecimentos dos últimos anos da Amazônia como desmatamento garimpo ilegal os indígenas e Comunidades Quilombolas e ele tá aqui com a gente de forma online para contar sobre esse trabalho tão importante né lavo que na verdade é o segundo ano consecutivo que você venceu essa premiação em 2021 o pantanal foi o tema da sua série de fotos e agora mais uma vez sobre a Amazônia queria conhecer por favor se apresente aos telespectadores quem ela aula de Almeida e qual é a sua relação com o meio ambiente que traz essas fotos aí para gente dar uma olhada Esse é o lá é bom eu sou fotógrafo há mais de 30 anos é sempre tive esse interesse na nessa relação entre homem e natureza desde quando eu comecei a fotografar ou um dos meus primeiros trabalhos de longo prazo foi um trabalho sobre chamava-se o homem EA terra que falava sobre essa exatamente sobre a relação entre as populações tradicionais e essas paisagens onde essas populações estão inseridas estão sempre foi um assunto que sempre me Me interessou muito assim essa relação do homem com a natureza e quando ele chegou em 2009 que eu fui para para Altamira eu trabalho há muitos anos uma folha de São Paulo Desde 94 então eu fiz muitas viagens pela Amazônia Mas a partir de 2009 quando eu comecei a a cobrir a história da hidrelétrica de Belo Monte da construção da hidrelétrica de Belo Monte no Rio Xingu o que eu entendi como é que funcionava esse processo de ocupação da Amazônia EA partir de então eu me envolvi completamente com a região né com as questões do desse modelo de desenvolvimento da Amazônia e os impactos em são as populações locais e a partir de então eu tenho me dedicado muito a esses temas socioambientais vamos dizer assim e a Então esse trabalho de Sofia amazônica Na verdade ele é um trabalho que tem mais de dez anos é mais de 10 anos em cima desse desse tema e paralelamente a isso eu venho fazendo outros projetos em 2020 em função dos incêndios que aconteceram no Pantanal eu deixei um pouco de lado na verdade eu não deixei completamente de lado mais me dediquei além da Amazônia me dediquei muito ao fotografar é a tragédia aqui que que consumiu um terço do Pantanal que foi um desastre ambiental terrível E como que é a experiência do Fotógrafo quando ele sai da sua casa para ir no local da série de fotos e vivência também de certa forma toda essa realidade que ele mesmo retrata nas fotos você esteve lá Ouviu viu pessoas né a gente tem tá passando fotos aí para o pessoal dá uma olhada né muitas pessoas que você conheceu como que é para o fotógrafo essa experiência como se você fizesse parte da foto que você é mesmo tá clicando e olha eu acho que para fotografar é uma é uma coisa complexa porque ao mesmo tempo que você é tem Esse envolvimento com os temas que você está fotografando ao mesmo tempo você precisa de um certo distanciamento para conseguir sobreviver porque são muitas situações né fortes muitas relações que você faz muitas as situações dramáticas que você vive então você precisa também de um certo distanciamento né empatia é fundamental você se interessar pela história das pessoas e tudo isso mas também você precisa de um certo distanciamento de uma certa proteção para ter se é a tua parte emocional Sadia vamos dizer assim para continuar trabalhando e isso eu acho que a máquina a você olhar por trás do Besouro a máquina funciona como uma espécie de escudo protetor vamos assim então ela te pro um pouco para você no momento que você tiver trabalhando você conseguir fazer ali a tua conseguir mostrar aqui no da melhor maneira possível sem também cair no que aquele te perturbe tanto que você não consiga trabalhar então acho que é um é um é um equilíbrio é bem delicado entre o tanto de envolvimento que você vai ter que os temas E aí a tua capacidade de ter um certo distanciamento para poder conseguir trabalhar da melhor maneira possível então às vezes eu tô lá no meio do Caos completo acontecendo muito milhares de coisas eu tô fotografando inteiro aí quando eu chego em casa e vou ver uma propaganda de margarina aí eu desabo entendeu então é isso acho que essas coisas você vai vai vai absorvendo mas por conta da tua experiência das Ferramentas que você vai aprendendo com o tempo e tal você vai sabendo lidar com isso e você não deixa toda essa emoção de alguma forma te atrapalhar enquanto você tá trabalhando né Isso foi quanto tempo ali naquele local é você dividiu por dia se foi para vários locais diferentes qual nessa a gente pudesse fazer um uma análise de como que foi essa experiência entre cronologia e o projeto da Amazônia na verdade como eu te falei ele é um projeto que tem mais de dez anos então ele foi por uma questão de habilidade prática mesmo eu fui dividindo eram vários temas e eu fui fazendo e sistemas dividido em pequenos projetos vamos ver assim ao longo dos anos eu comecei com o projeto de Belo Monte que mostrava o impacto de uma grande obra né É na Amazônia nas populações ribeirinhas nas nossas populações indígenas e tal Então esse foi um projeto que também é o acompanha durante muitos anos desde a construção até o impacto nas populações e como Altamira Foi impactado Por Esse fluxo de gente que de repente chegou na cidade enfim foi foi um trabalho feito ao longo de vários anos mas aí depois eu fiz um projeto grande sobre a Transamazônica né ou como que a Transamazônica impactou é a maior floresta tropical do mundo tem Amazônia como isso é começa a grande obra impactou e ainda continua impactando a região aí depois eu fiz um trabalho sobre o garimpo aí depois eu fiz um trabalho sobre as políticas é deste governo do governo bolsonaro como as políticas do governo bolsonaro afetam estão afetando a região o modelo de desenvolvimento econômico e de ocupação da Amazônia ele basicamente de se perpetua desde os tempos coloniais até os dias de hoje na verdade é esse modelo pensado como o modelo Pensador por pessoas de fora da Amazônia e enxerga Amazônia quase como que como uma colônia exportadora de matéria-prima minério energia madeira etc sem pensar no desenvolvimento das pessoas das populações tradicionais e na preservação do meio ambiente tentar sair da casinha da as pessoas que imaginam a Amazônia como grande tapetão verde com o índio o indígenas pelados caminhando por esse tapete ao verde não é isso a Amazônia é uma região complexa enorme diversa com populações indígenas diversas com ribeirinhos quilombolas com cidades então o objetivo do projeto é mais do que apresentar uma solução a um modelo ideal de ocupação da Amazônia não é mostrar complexidade que é essa aqui é a região Amazônica e que não tem existem soluções fáceis e que e como é difícil você falar da questão ambiental e esse é um tema que eu para mim é muito caro assim que não adianta falar da questão ambiental Se você não falar das pessoas é o termo sócio-ambiental tem que tem que andar junto assim não existe você pensar em preservação da floresta e você não der não não não conseguir propor uma alternativa de renda para as pessoas que estão lá não é porque as pessoas estão no modo sobrevivência elas vão fazer qualquer coisa para sobreviver ou se você não der uma uma alternativa de renda para as pessoas que estão lá né então em contato com a floresta elas vão fazer o que estiver ao alcance delas e na maior parte dos lugares na maior parte das pequenas cidades amazônicas fora dos grandes centros urbanos As populações vivem de alguma atividade legal que a extração de madeira que é o garimpo que é a grilagem de terra e tal então se você não deu uma alternativa Econômica para essas pessoas que preferem da Floresta né não tem jeito não adianta fazer ficar fazendo a fiscalização o Daniel porque depois a coisa vai voltar tudo de novo as pessoas precisam sobreviver então a gente precisa encontrar um modelo de desenvolvimento para a Amazônia que leva em consideração não só a preservação da floresta mas também a melhora de qualidade de vida das pessoas uma alternativa de renda para elas estão e encontrar essa atividade que consiga manter a floresta em pé e traga a renda para as pessoas não é simples então o projeto ele quer fazer isso que ele quer colocar essa um monte de dúvidas que eu como observador eu não sou estudioso não sou nada mas eu fico andando para lá e para cá e fico pensando sobre isso e quanto mais eu rodo Amazônia mais dúvidas eu tenho sobretudo eu essas rugas que eu tenho eu quero passar para as pessoas eu quero que as pessoas pensem sobre o que é Amazônia quais seriam as soluções e as pessoas entendam e que é complexo e tem muita gente que mora lá e que precisa também pensar nessas pessoas enfim mostra essa a tarde toda Inclusive eu queria abrir um parêntese aqui Lalo para discutir a questão do termo de Sofia né que é uma palavra que vem do grego significa um lugar e potest com disse Vive sobre sistemas opressores autoritários e totalitários de privação perda ou desespero ou seja uma privação de liberdade uma privação de uma série de direitos a gente entende desculpe às vezes como algo que ainda vai chegar nessa um sociedades futuras só que aqui a gente está falando de um colapso ambiental socioambiental que já está acontecendo é essa é sua crítica o Exato eu acho que é um modelo que deu errado né só você ver os o que tá acontecendo na Amazônia tanto em termos de desmatamento quanto de pobreza se você for ver os índices de IDH dos Municípios do Norte É acho que der oito em cada dez municípios com pior IDH do Brasil toma toma na região norte então na Amazônia e ao mesmo tempo você tem essas taxas de desmatamento então quer dizer aquele argumento de que a não mas a a gente vai desmatando o garimpo traz traz desenvolvimento e não sei o que só uma falácia aquele seu os dados mostram que esse modelo de desenvolvimento que a gente até então é promoveu na Amazônia só traz pobreza e degradação ambiental então é distopia completa deu tudo errado até agora né então é isso distopia nesse sentido que que o que aconteceu até agora na amazônia tudo isso que a gente ir pro a Amazônia até agora desde sempre as pessoas que estavam fazendo todo tipo de crime ambiental na região garimpeiro trabalhando já de ilegal em área indígena os pessoal desmatando grilando área pública é Parque Nacional grilando Floresta nacional e tal esses caras viraram no discurso do bolsonaro os caras que trazem desenvolvimento para a região e o pessoal que tava tentando fazer o trabalho seguindo a lei para cumprindo o seu dever o pessoal os fiscais do Ibama e etc e os próprios jornalistas que estão tentando almoçar porque acontecendo lá esses viraram os grandes vilões as pessoas ainda vem a questão ambiental como uma coisa que segura aqui atrás o desenvolvimento a porque o cara é um ecochato é um radical quando fala de preservação início aí é uma coisa de sobrevivência da espécie da nossa espécie Então realmente a gente vive o meu é prático e E aí eu acho importante talvez é uma pergunta que você fosse me fazer para frente eu acho que essa questão do prêmio ela leva esse assunto da Amazônia um audiência Global isso é muito importante porque porque eu sinto que Amazônia para o brasileiro é um território distante muita gente fora de algumas bolhas não tá nem aí para Amazônia realmente vê como uma coisa um lugar longínquo que não tem a menor relação e tal e tal e tal então É eu não vejo com muita esperança alguma reação assim interna aqui do Brasil para mudar essa esse jeito como Amazônia está sendo ocupada E como tão pensando né Amazônia atualmente no Brasil eu acho que você tiver alguma pressão por mudança vai vir de fora vai vindos das dos países europeus etc é muito importante que a gente é leve a questão da Amazônia para fora e para cruz cruz europeus também mostra a complexidade que é porque as pessoas têm uma visão muito simplista do que a amazônia se o objetivo do projeto é justamente mostrar essa complexidade que não tem solução fácil que além da floresta existem pessoas Então acho que levar esse tema da Amazônia para fora é muito importante e o prêmio nesse sentido é ele vai ajudar muito é um prémio que é super divulgado vai para dezenas de países posição em dezenas de países e etc Então nesse sentido o prêmio contribui e muito para para levar essa questão da Amazônia para o para fora aí eu tô muito feliz também te enquanto o jornalista né enquanto uma formadora de opinião tá recebendo você aqui lá no para para divulgar esse trabalho espero que com esse programa As pessoas consigam conhecer a refletir mais sobre isso aonde é que é possível ver as suas fotos pessoal de casa que quiser conhecer suas fotos onde é que elas estão hoje o bom é acho que o lugar mais fácil para ver eu sou um pouco desorganizada então o meu site eu tô aliás atualizando o site de certa mas dá para ver tanto no meu Instagram tem a série inteira no Instagram do World press Photo também tem todas as fotos no site do WordPress for ou tem também todas as as imagens ne se tudo der certo a exposição deve vir para o Brasil ela tá já em vários países já tá em circulando em vários países da Europa e provavelmente deve vir para o Brasil também esse ano então vai ser uma uma oportunidade legal não sei se vai para o Rio para São Paulo ou para outras capitais é mais de qualquer jeito para quem enfim não não puder ver a exposição tem no site do prestem todas as as imagens e também no meu Instagram que é Lalo de Almeida perfeito lá lu muito a sua participação aqui com a gente são temas complexos que a gente traz aqui sempre mais que pelo menos trazer né semear essa semente os para as pessoas já é um grande passo para a gente ampliar suas discussões sobre meio ambiente alertar sobre tudo está acontecendo e que se não mudarem é a gente que vai perder aqui então sinto que eu fiz um bom trabalho aqui de trazer você aqui com a gente e agradeço muito parabéns pela premiação obrigado foi um prazer aqui conversar com vocês para você ir de casa muito obrigada pela sua companhia mais uma vez e te espero para a próxima edição do Giro ambiental tchau tchau [Música]
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