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Genius 3.0 | Uso IA no Combate Ao Marketing de Emboscada
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Genius 3.0 | Uso IA no Combate Ao Marketing de Emboscada

511 views Publicado semana passada HD · 32:50

Descrição do vídeo

No programa de hoje, você vai descobrir como a tecnologia está transformando diferentes áreas do nosso dia a dia. Mostramos como soluções inovadoras já estão sendo utilizadas para tornar o atendimento na saúde mais ágil, preciso e seguro, beneficiando profissionais e pacientes. Também explicamos como a inteligência artificial está ajudando a proteger as marcas oficiais da Copa do Mundo, identificando casos de marketing de emboscada e reforçando a segurança das ações comerciais ligadas ao torneio.

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[música] Olá, está começando o Gênios 3.0, o programa que fala de tecnologia, informação e inteligência artificial, mas sempre mostrando como tudo isso impacta a nossa vida. E claro, eu não estou sozinho. Quem está comigo é ele, meu parceiro digital, o Samuel. E aí, Samuel, pronto para mais uma? Como você tá? Felipe? O programa de hoje está bem especial. A gente vai conhecer tecnologias que já estão deixando o atendimento na saúde mais rápido, preciso e seguro. Depois vamos mostrar um lado da Copa do Mundo que quase ninguém vê. Como a inteligência artificial está protegendo as marcas oficiais do torneio e identificando empresas que tentam pegar carona no evento sem autorização. E para fechar, tem aquele bloco que você já espera com aplicativos, ferramentas e dicas de tecnologia que não dá para perder. [música] Já que você já deu spoiler, vamos lá, então. A gente começa o programa direto da Fitec, onde vamos conhecer duas tecnologias que estão ajudando a transformar o atendimento na área da saúde. Um tótem inteligente que automatiza a triagem de pacientes e um respirador pulmonar de UTI que continua sendo aperfeiçoados desde a pandemia. Quem foi conhecer de perto essas inovações é a repórter Tyla Ramos. Tyla, conta pra gente tudo que você descobriu aí. Olá, Felipe, para você, para quem nos acompanha também nesta edição do Gênios, pois é, hoje vamos falar da pesquisa e tecnologia aplicadas à saúde. Estamos hoje aqui na Fitec Labs, que é a Fundação para Inovações Tecnológicas, para falar de dois equipamentos que foram desenvolvidos por pesquisadores da unidade aqui em Campinas. Um deles é um tótem inteligente que faz a aferição de vários sinais vitais e também um respirador pulmonar que foi criado aí antes da pandemia e muito usado também durante a pandemia para salvar vidas. A gente conversa primeiro com a Renata Martins dos Anjos, ela que é diretora executiva da Fitec Labs. Renata, muito obrigada por nos receber aqui. Queria começar te perguntando do tótem, né? Equipamento então que faz a ferição de vários sinais vitais. como é que esse equipamento foi desenvolvido e como é que ele é aplicado também na saúde? Bom, esse equipamento já tá em desenvolvimento faz algum tempo e já tem várias versões. O que vocês podem ver aqui é uma das versões que já está eh pelo nosso cliente aplicado em campo em unidades de saúde. Ele afere nove sinais vitais e o paciente quando chega numa unidade ele pode fazer isso autonome. Sozinho. O processo inteiro dura entre 3 e 4 minutos. E o objetivo principal é assim acelerar os processos de triagem. Esse equipamento já é inclusive utilizado em hospitais aqui do país. Sim, sim, sim. Ele não tá ainda plenamente difundido, mas sim ele tá sendo usado em hospitais, unidades de saúde, pode ser integrado com e os prontuários de saúde existentes nessa unidade e eh se se pretende com isso dar uma qualidade bastante melhor pro usuário que tá lá, diminuindo a espera dessa pessoa. A ideia então é otimizar, né, esse atendimento, redução de filas. Que que vocês têm observado já na prática com a utilização desse tótem? Então ele ele diminui filas. Eh, não é o objetivo dele é substituir o profissional da saúde, mas ser um apoio pro profissional da saúde, aquela enfermeira que em geral faz a triagem, né? Que é que ela também eh usufrua dos benefícios desse tótem. Esse tótem tá sendo eh nós estamos inclusive eh em meio a um projeto mais nacional, fazendo uma implantação piloto em em quatro cidades brasileiras eh para avaliar diversos parâmetros, inclusive a saúde geral da população com análise epidemiológica. Bom, inclusive o tótem ele passa por eh atualizações, né? Então, a ideia é a expansão dessa tecnologia, que que é trabalhado aí para essa expansão, atualização também desse modelo que já é utilizado hoje. Então ele é atualizado tanto de do ponto de vista dos componentes que estão aqui dentro, né, componentes físicos, né, dado que ele mede essas nove medidas, mas também dessa interface com o usuário, né, que é bastante importante para que essa triagem seja uma coisa simples e bastante amigável, vamos dizer assim, para quem usa. Ou seja, é bem fácil, bem didático para quem utiliza, né, esse equipamento. Sim, essa é a ideia. [música] Bom, e a gente vai mostrar agora na prática como é que funciona esse tótem. Estou aqui com o Alexandre Apolinário Garcia, ele que é gerente de projetos da FITEC Labs, vai explicar aqui tudo pra gente. Alexandre, muito obrigada por nos receber. Qual que é o primeiro passo então pro paciente que vai utilizar esse equipamento? é um tótem de auto atendimento. Então, o primeiro passo da pessoa é subir na balança e iniciar o seu acesso com ou cadastro, o registro dela, ou se quiser manter um anonimato com o primeiro acesso, se registra ou não, num e iniciar a ferição dos sinais vitais. E ele pode começar por alguma dessas aflições, como por exemplo, o ritmo cardíaco, onde ele posiciona os dedos nos terminais e e aguarda a iniciação do a a coleta dos dados. E aí é um processo bem rápido, né? O próprio paciente consegue fazer sozinho. É, a ideia do do sistema é o autoatendimento do início ao fim, né? ao final dos de todo o programa de testes, a pessoa ela pode ela pode imprimir os resultados, se assim desejar, ou os resultados também eles vão diretamente para médico e vão integrar o prontuário eletrônico da pessoa naquela instituição onde tá interconectado. [música] Bom, e são várias funções disponíveis nesse tótem. Quais são as principais que o paciente consegue acessar? É, dentre as principais funções, as principais aferições que esse tótem faz, a gente destaca a o peso, altura, medição de pressão arterial não invasiva, temperatura, eh, batimento cardíaco, ritmo cardíaco, oxigenação. Essas são as principais que ele que ele realiza. Agora, como foi desenvolver um equipamento que unisse, né, todas essas tecnologias em um só tótem e ainda de uma forma prática, né, para que o paciente conseguisse fazer esses testes, né, de forma só sozinho, né, de uma forma individual. É, é, é um, um trabalho bem interessante de desenvolvimento de, de hardware, de eletrônica que tá aqui dentro, né, com placas de circuito eletrônico, sensores de medição de software para interconexão desse todos esses sensores e um software de apresentação na tela e comunicação com sistemas de de prontuário eletrônico do da instituição onde ele pode estar instalado. [música] O paciente quando ele passa, né, por esses testes, ele faz aqui um cadastro, o resultado já vai direto pro médico que vai atendê-lo, direto pro médico que o que vai atendê-lo e ele também pode sair com com o seu com as suas aferições também em mãos. A impressão aqui do equipamento já traz esses dados todos também que são aferidos. Trazem todos os dados que tanto para ele quanto pro pro instituição ou pro médico que vai atendê-lo logo depois. Alexandria são já uma série de funções, né? Mas a ideia é ainda agregar novas funções que estão sendo desenvolvidas. Exato. Eh, ele passa por um processo contínuo, né? Esse aqui é um modelo protótipo, né? Mas ele passa com a integração de novas funcionalidades. Por exemplo, pode receber eh medição de biimpedância, né? Ou pode receber a medição de altura por por imagem. Eu tenho aí o céu é o limite. [música] Bom, e nesse mesmo laboratório da Fitec Labs fica também o respirador pulmonar, um outro equipamento que foi aprimorado por pesquisadores aqui da unidade durante a pandemia. A gente conversa agora com o João Víor Silva. Ele que é especialista em desenvolvimento de software, trabalhou nesse projeto aqui da Fitec Labs. Bom, João, explica pra gente como é que funciona para quem não é da área da saúde, né, um ventilador mecânico como esse. Bom, Taila, o principal papel do ventilador pulmonar é prestar suporte na na respiração do paciente. Então ele pode desde de realizar todo o trabalho respiratório do paciente até prestar suporte na ventilação para pacientes que t algum tipo de insuficiência respiratória e tá precisando desse dessa ajuda na fase inspiratória. Então, pacientes intubados normalmente aplicado muita muuit das vezes mais na UTI, muit das vezes é utilizados em pacientes entubados em UTI para ajudar no na respiração deles, já que eles não conseguem fazer o esforço espontâneo pra respiração, né? ou até mesmo em quadros de evolução desses pacientes para auxiliar eles na na respiração, quando o paciente ainda tá muito fraco, para fazer todo o trabalho respiratório sozinho. Ou seja, foi um equipamento que teve uma demanda aí aumentada durante a pandemia e daí então o desenvolvimento de novos modelos foi necessário. É isso, exatamente, Tila. Eh, surgiu uma demanda muito grande durante a pandemia para esse tipo de equipamento. Eh, e com a modernização, com o passar dos do tempo, eh, após a pandemia, surgiu a necessidade de trazer cada vez mais conforto pro usuário, pro paciente que tá usando esse equipamento. Então, desenvolv desenvolver melhor a tecnologia para ele, para que o paciente consiga realizar um trabalho, um trabalho respiratório mais eficiente, sem gerar muito desconforto para ele, sem que ele brigue muito com o equipamento de forma mais natural possível. Bom, João, e esse equipamento ele já existia, mas foi aprimorado, então, né, durante a pandemia, esse modelo que tá aí atrás de você é o que foi desenvolvido pela FTEC Labs, que que ele tem de diferente, né, em termos de tecnologia? Bom, esse é um modelo que tá bem disseminado já no Brasil. Ele tá bem consolidado no Brasil e o principal diferencial dele é que ele possui diversos modos ventilatórios para diferentes níveis de pacientes, desde pacientes entubados que precisam realizar que o ventilador realize todo o trabalho respiratório por ele, até pacientes que estão e desenvolvendo ao longo do uso do ventilador. Então ele é capaz de prestar todo o suporte para esse tipo de paciente. Ele tem uma resposta muito eficiente. Esse modelo ele foi já amplamente utilizado durante a pandemia. A demanda para esse modelo de equipamento durante a pandemia cresceu bastante. Bom, e aí vocês estão trabalhando já inclusive em novos modelos, né, João? O que que deve ser aperfeiçoado aí para esses novos modelos? A ideia pros próximos modelos é trazer ventiladores cada vez mais eficientes, que se enquadrem cada vez mais nas tecnologias que vem emergindo com o decorrer do tempo e que o ideal é sempre trazer cada vez mais conforto pro usuário. João, muito obrigada, viu, por falar conosco. Então, o João Víor Silva, ele que é especialista em desenvolvimento de software, um dos pesquisadores que falou conosco aqui durante a nossa visita a Fitec Labs. Então, vários equipamentos, né, a tecnologia a favor da saúde. Eu volto com você aí no estúdio, Felipe. [música] Taila, muito obrigado pelas informações, Samuel. Olha que interessante esses dois equipamentos que o pessoal da Fitec nos apresentou. Nesse caso, ela está instalada em equipamentos que ajudam a tomar decisões clínicas e até ganhar tempo num momento em que cada minuto faz diferença, não é mesmo? É isso mesmo, Felipe. Na saúde, a IA não substitui o médico. Ela elimina etapas repetitivas e entrega dados mais padronizados. Um tótem que coleta os sinais vitais sem variação e integra tudo direto ao prontuário reduz erros de transcrição e libera o profissional para dedicar mais tempo ao que realmente importa, a análise e o cuidado com o paciente e ainda dá mais autonomia a todo o processo. E tem outra coisa que me chamou atenção aqui, Samuel. O respirador, ele é um ótimo exemplo de como uma tecnologia criada num momento de emergência continua evoluindo mesmo depois da pandemia. Inclusive, já trouxemos exemplos dessas tecnologias em outros episódios aqui do Gênios 3.0. Exato, Felipe. Equipamentos como esse usam microprocessadores e sensores que monitoram o fluxo e a pressão do ar em tempo real, sincronizando a máquina com a respiração do paciente. Isso aumenta a segurança do tratamento e mostra que na medicina inovar não é só criar uma tecnologia nova, é torná-la cada vez mais precisa e confiável. E no próximo bloco, a gente sai dos hospitais e vai direto para os bastidores da Copa do Mundo de 2026. Como a inteligência artificial está ajudando a proteger as marcas do torneio e a identificar campanhas irregulares nas redes sociais, é o que a gente vai trazer no próximo bloco. Você fica aí porque o Genius 3.0 volta já. Estamos de volta com Gênios 3.0. Se no primeiro bloco a gente viu como a tecnologia está ajudando a tornar o atendimento na saúde mais eficiente, agora vamos falar de um uso da inteligência artificial que acontece nos bastidores dos maiores eventos esportivos do mundo. Na Copa do Mundo de 2026, a FIFA e os patrocinadores oficiais estão utilizando sistemas de tecnologia e inteligência artificial para monitorar em tempo real milhões de publicações nas redes sociais, sites e plataformas digitais. O objetivo é identificar práticas de marketing de emboscada, quando empresas tentam associar suas marcas ao torneio sem possuir autorização ou patrocínio oficial. E para entender como essa fiscalização funciona e o que muda para as empresas, agências e profissionais de marketing, a gente recebe agora o advogado, especialista em prioridade intelectual, Luiz Vernec. Luiz, seja muito bem-vindo ao Gênios 3.0.Ente, né? Infelizmente no momento ruim pro país, mas a Copa continua e as atividades continuam. A gente está gravando esse programa logo após então a derrota do Brasil e a saída do Brasil da Copa do Mundo. Mas vamos continuar. Vamos lá. Ô advogado, a primeira pergunta que eu vou fazer para você é: "O que na prática o marketing de emboscada é? E por que ele preocupa tanto a FIFA?" Bom, o marketing de emboscada, na realidade, você colocou muito bem no começo, quando você apresentou o tema, é você tirar proveito de um evento do qual você não faz parte, né? a gente fala aquele marketing de carona. E por que que ele é tão importante? Ele não é só importante paraa FIFA, né? Ele é importante na Champions League, ele é importante paraa FIFA, ele é importante pro Comitê Olímpico. Qualquer grande evento de grande magnitude, ele depende de recursos, ele depende de dinheiro para sobreviver ou para ele existir. E da onde vem esse dinheiro? Grande parte dele vem dos seus patrocinadores. E como é que você faz para garantir que você tenha patrocínios nesses eventos? Que você tenha exclusividade? de como é que você consegue a exclusividade impedindo com que os concorrentes venham pegar a tal da carona nesses eventos que são subsidiados e patrocinados, né, por diversas empresas de diversos setores. Então, o marketing de Boscada é justamente isso. São essas empresas que não são patrocinadores desses eventos que t relevância. Eles não pagaram nada para est lá, mas de alguma forma eles querem pegar uma carona naquele evento e expor sua marca ou seu serviço, né, de alguma forma atrelada aquele evento para ganhar, impulsionar aí nas redes sociais e na mídia em geral. Ô Luiz, e como a inteligência artificial e a tecnologia consegue identificar em tempo real campanhas irregulares nas redes sociais? Eu acho que se hoje em dia, se você tiver uma inteligência artificial bem treinada, né, bem capacitada para entender o que que é o conceito do amarking, quem são os patrocinadores eh oficiais ali dos eventos, essas tecnologias elas vão conseguir varrer aí os perfis da dos concorrentes e de diversas outras empresas nas mídias sociais. elas vão conseguir acompanhar eh o comportamento da sociedade na internet para ver comentários, impulsionamentos, influenciadores ali pegando uma carona no evento para falar dos seus parceiros que não são patrocinadores ou das próprias empresas que fizerem comentários ou postagens sobre jogos e eventos. Mas vamos lembrar também que não é também a FIFA não detém os direitos e exclusividade sobretudo, né? Nós temos uma série de discussões hoje em dias aí o uso do verde amarelo eu posso usar. Tivemos uma discussão muito importante recentemente na STJ, que reconheceu que o verde, amarelo e de uso comum. Ah, eu posso falar de futebol, posso falar de futebol, posso falar de bola? Posso falar de bola. A própria FIFA, inclusive tem um guia, né, no site dela do que ela entende que é apropriado, que não é. Mas voltando paraa sua pergunta, a se a gente capacitar bem a inteligência artificial, entendendo essas liberalidades, né? Ou seja, eu posso usar o verde amarelo, eu posso falar de futebol e quando isso tá errado, a gente consegue ter um importante aliado aí no monitoramento. Inclusive pode servir até como benefício para quem é anunciante, para anunciante falar: "Isso aqui tá adequado, isso aqui não tá adequado, né? Tentar buscar exemplos do que dá para fazer, o que não dá". Ô Luiz, e uma empresa que não é patrocinadora oficial, ela pode fazer campanha sobre futebol durante a Copa? Onde está esse limite? Aproveitando um pouco o gancho dessa sua resposta. É, é, é bem lindo o que a gente falou agora, né? O futebol, ah, não, ninguém tem direitos exclusivos sobre o futebol, nem a FIFA. Então, todo mundo pode falar de futebol a todo momento, todo mundo também pode explorar as cores, as cores verdes e amarelas a qualquer momento. Aí nós temos dois direitos que nós temos que tomar cuidado, né? O primeiro deles é o da FIFA em si, que tem direito sobre os jogos aí da Copa e o outro é a própria CBF, né? A CBF também tem direito sobre o uniforme da seleção brasileira. Então a gente tem que tomar algumas catelas quando usa o verde amarelo. Então quem não é anunciante pode usar o verde amarelo, pode. Quem não é patrocinador pode usar o verde amarelo, pode. Pode falar de futebol, pode. Mas num outro contexto, né? Então, a gente evita colocar um estádio fechado, que seja um estádio de um jogo oficial, evita fazer a publicidade no dia do jogo incitando nome de jogadores, número de jogadores. Você evita usar o símbolo, a camisa oficial brasileira ou colocar cinco estrelas ou se usa o verde amarelo de uma forma mais branda, coloca uma arquibancada de uma universidade. Você pode fazer toda essa brincadeira, esse contexto do futebol, porque você não pode é falar nos calendários oficiais da FIFA, nos jogos oficiais da FIFA, falar das seleções, falar dos jogadores que estão ali jogando, porque eles na certa também tm seus contratos amarrados com a sua própria seleção, os brasileiros, no caso, com a CBF, respeitava a camisa nacional, né, a camisa oficial da CBF, não utilizar ela involuntariamente, não pegar os jogadores. Toma cuidado, cautela, quando você usa ex-jogadores que já jogaram na seleção de verde amarelo, porque eles automaticamente remetem ao subconsciente da seleção. Inclusive tem julgados importantes também nessa linha de casos antigos em que algumas empresas se valeram desses elementos que trazem direto ali a seleção ou técnico ou ex-jogadores dentro desse universo de futebol e com o verde amarelo. Então, quanto mais perto você chega da Copa do Mundo da seleção brasileira, mais chance de ter uma publicidade considerada como Mush Marketing. Quanto mais fora desse espectro você tá, você vai exercer sua liberdade de falar sobre futebol e e com mais tranquilidade. Ô Luiz, e como funciona essa integração entre a tecnologia e a decisão humana? Essa integração entre as tecnologias, inteligência artificial e a equipe jurídica? como trabalha. Eu acho que a inteligência artificial ainda é muito nova, né? E tá todo mundo aprendendo como se comportar. Hoje nós não temos nenhuma lei específica ditando como as empresas têm que fazer, como não tem que fazer. Eu acho que quando a gente interage, pelo menos do ponto de vista jurídico, que é onde eu acho que eu posso contribuir, a gente tem que sempre tem que ter sempre muito cuidado sobre as questões de propriedade intelectual. Aquele conteúdo que a máquina me deu depois da minha pesquisa, ele tem direitos por trás? Ele tem algum autor? Ele tem algum fotógrafo? Alguém que eu tenho que respeitar aquele conteúdo? Esse é um ponto que você tem que analisar. Dois, eu preciso confirmar se aquela informação é verdadeira. Não é difícil inteligência artificial alucinar e criar julgados, criar precedentes que não existem. Então você como corpo jurídico tem que ir lá e tem que averiguar se aquele precedente que ele trouxe para você, aquela decisão é válida, se ela existe e se o conteúdo e orientação dela está adequado para aquela sua pesquisa. Então acho que essa intersecção entre humano e máquina ainda ela é muito necessária, né, pra gente avaliar se aquele extrato, daquele trabalho que ele traz pra gente tá adequado, se as substâncias estão certas, se as fontes indicadas são válidas e se aplicam de fato ao nosso caso. Então acho que o trabalho do jurídico ainda precisa muito do ser humano e acredito que sempre vai precisar para ter essa validação. e orientação da máquina, né, do caminho do o que pesquisar e como pesquisar, né, fazer as perguntas adequadas para aquele ambiente ou para aquela consulta que você precisa responder. Luiz, e como de costume, aqui no Gênos 3.0, quem faz a última pergunta é o Samuel. Samuel, qual é a sua pergunta para o Luiz? Com tanta inteligência artificial monitorando a internet, você acredita que o futuro da proteção de marcas vai virar uma disputa entre IAS, uma criando as campanhas e outra fiscalizando esse conteúdo? Eu acho que a criação da campanha em si vai gerar uma discussão muito interessante, mas o ser humano não sai da equação, né? Eu acho que quando você vai interagir, você sempre tem uma pessoa do outro lado, uma agência de publicidade para você contar sua história e criar o seu conteúdo. Ele pode até se valer da inteligência artificial para criar ou ele pode fazer na moda antiga, mas ah aí a gente tem uma discussão mais clara sobre os direitos autorais. Se a gente passa respondendo a pergunta do robô agora, se o robô cria, de quem que é aquela criação, né? e como é que fica, quem valida e quem dá os direitos sobre aquilo. Então essa é uma discussão muito interessante. Ela é corrente hoje, né? Eu ainda não tenho um convencimento de como é que vão ficar essas questões, mas se a gente pega nas questões de música, por exemplo, tem robô hoje criando música, criando letra de música e já existe lá fora muita discussão sobre quem tem o direito à remuneração sobre essa criação, sobre essa obra, né? Então, acho que isso aí vão ser cenas dos próximos capítulos. Eu acredito que vai existir uma regulamentação aí em escala global com suas diferentes nuances de cada país, mas esse acho que é um tema muito importante de fato, né? A máquina para mim ela nunca vai criar, ela vai copiar, ela vai pegar fragmentos de ideias que ela vai achar, de campanhas antigas que ela vai abastecida e vai criar algo novo. Então a originalidade ali já é bastante questionável, né? diferente do ser humano que senta num canto e pensa em alguma coisa com base na experiência de vida dele. Então, acho que esse é um ponto muito interessante, é uma pergunta muito boa, mas ainda muito difícil de responder. Tá certo? Então, Luiz, muito obrigado pela participação e por esclarecer um tema que ainda gera muitas dúvidas e vai gerar. Samuel, olha como a inteligência artificial e as tecnologias estão ganhando um papel diferente. Muita gente pensa nela como uma ferramenta para criar conteúdo, mas nesse caso ela está sendo usada para fiscalizar o que é publicado na internet. É isso mesmo, Felipe. A grande vantagem é a escala. Seria impossível uma equipe humana acompanhar em tempo real milhões de publicações, vídeos e anúncios. A IA identifica padrões, reconhece imagens, expressões e elementos visuais numa velocidade impressionante e isso torna a proteção das marcas muito mais eficiente. Isso também muda a forma como as empresas precisam planejar suas campanhas. Não basta ter uma boa ideia, é preciso conhecer os limites legais para não transformar uma ação de marketing em um problema jurídico, não é mesmo, Samuel? Exatamente, Felipe. Hoje a tecnologia acelera a criação das campanhas, mas acelera também a fiscalização. As duas coisas andam juntas. E no próximo bloco a gente deixa um pouco de lado as grandes tecnologias e traz dicas práticas para o seu dia a dia. Tem ferramentas, aplicativos e mais um tutorial que você já pode começar a usar hoje mesmo. E o Genius 3.0 volta já. Estamos de volta com o Gênios 3.0. E olha só, se nos dois primeiros blocos a gente mostrou como a tecnologia está transformando a saúde e até a forma como as marcas precisam se preparar para grandes eventos, agora é hora de falar daquilo que você pode usar no seu dia a dia. Samuel, olha o que eu descobri. Sabe aquele monte de anotações espalhadas em aplicativos diferentes? Tem uma ferramenta que está chamando atenção justamente porque muda a forma de organizar as ideias. é o Rapt Base. Em vez de guardar informações em listas, ele funciona como um grande quadro branco digital. Você transforma cada anotação em um cartão, liga um assunto ao outro e consegue visualizar todo o projeto de uma vez. Para quem pesquisa, escreve ou trabalha com planejamento, faz bastante diferença. Faz sim, Felipe, porque a lógica deixa de ser arquivar informação e passa a ser construir conhecimento. Durante muito tempo, os aplicativos de notas foram pensados só para guardar conteúdo. Ferramentas como o Reptabase partem de outra ideia. O valor está nas conexões entre as informações. É um conceito muito próximo do que a ciência cognitiva chama de aprendizagem em rede. Pelo que entendi, então, Samuel, não basta guardar uma ideia. O importante é conseguir entender como ela conversa com as outras. Agora, olha o que eu descobri aqui, Samuel. Quantas vezes uma boa ideia aparece quando a gente está andando, dirigindo ou fazendo qualquer outra coisa? O audio Pen tenta resolver exatamente esse problema. Você grava um áudio do jeito que vier a cabeça e a inteligência artificial organiza tudo. Ela elimina repetições, coloca as ideias em ordem, entrega um texto pronto para virar uma anotação ou até uma mensagem. E olha que mudança interessante, Felipe. A Iá deixa de ser só uma ferramenta de escrita e passa a organizar o pensamento. Ela não cria a ideia por você, mas reduz o esforço entre pensar e registrar. Parece um detalhe, mas isso transforma a forma como muita gente produz conteúdo e até anota as coisas no dia a dia. É quase como se ela organizasse aquela bagunça que normalmente acontece dentro da nossa cabeça. E a última novidade mistura produtividade e inteligência artificial. O Granola acompanha reuniões, combina o áudio da conversa com as anotações que você fez e gera uma ata muito mais inteligente do que uma simples transcrição. Ao mesmo tempo, os novos modelos de IA estão entrando em outra fase. São os chamados modelos de raciocínio avançado. Em vez de responder imediatamente, eles analisam o problema em etapas antes de entregar uma conclusão. E essa talvez seja uma das mudanças mais importantes da IA nos últimos meses, Felipe. Os primeiros modelos eram excelentes para gerar texto. Os modelos de raciocínio foram criados para resolver problemas. Eles conseguem dedicar mais tempo a tarefas que exigem lógica, análise de dados e verificação de informações. Então, a tendência é que a inteligência artificial participe cada vez mais de atividades que exigem planejamento e não apenas velocidade, não é mesmo, Samuel? Exatamente, Felipe. A próxima evolução da IA talvez não seja responder mais rápido, e sim responder melhor. E agora eu e o Samuel vamos trazer um tutorial para vocês. Se você sente que o celular interrompe o seu trabalho o tempo todo, existe uma configuração simples que pode resolver isso. No iPhone, vai em configurações e depois em foco. E no Android, procure pelo modo não perturbe. Crie um perfil chamado trabalho ou foco. Em seguida, escolha apenas duas ou três pessoas que poderão interromper você em caso de urgência. Depois, permita somente os aplicativos realmente importantes, como o e-mail profissional ou a ferramenta de mensagem da empresa. Por fim, programa esse modo para ser ativado automaticamente nos horários em que você precisa de mais concentração. O resultado é simples. Durante esse período, redes sociais, grupos e outras notificações deixam de disputar a sua atenção, permitindo que você conclua uma tarefa importante, muito mais rápido, muito fácil e ajuda a acabar com a procrastinação, não é mesmo, Samuel? É isso mesmo, Felipe. A gente costuma achar que perde tempo por falta de organização, mas muitas vezes o problema é o excesso de interrupções. Cada notificação que chega quebra o foco e o cérebro leva um tempo até recuperar a concentração. Configurações simples como essa fazem a tecnologia trabalhar a nosso favor e não contra a gente. E assim a gente chega ao fim de mais uma edição do Gênios 3.0. Espero que você tenha gostado do nosso programa e, principalmente tenha percebido como a tecnologia e a inteligência artificial estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia, da saúde ao trabalho, do esporte à nossa rotina. E o mais importante, Felipe, é lembrar que a tecnologia faz diferença de verdade quando ajuda as pessoas a tomarem decisões melhores e a simplificarem a vida. É isso mesmo, Samuel. Obrigado pela sua companhia. Na próxima semana tem mais novidades, mais tecnologia e mais inteligência artificial aqui no Gênios 3.0. Eu agradeço a sua audiência e vou ficando por aqui, mas te espero no próximo episódio. Até mais. [música] [música] [música] [música]
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