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Olá, [música] [música] está começando mais um Gênios 3.0, programa que fala de tecnologia, informação e inteligência artificial, mas sempre mostrando como tudo isso impacta a nossa vida. E claro, eu não estou sozinho nessa. Quem está comigo é ele, meu parceiro digital, o Samuel. E aí, Samuel, pronto para mais uma? Sempre pronto, Felipe. E hoje a gente vai mostrar tecnologias que parecem ter saído direto da ficção científica, mas que já estão sendo desenvolvidas e usadas na prática. Primeiro a gente vai até a Campinas Innovation Week, [música] onde o público poôde conhecer de perto robôs humanoides, robôs autônomos e outras soluções de robótica. Depois vamos falar de uma trend que tomou conta das redes sociais. [música] Transformar fotos pessoais em retratos com a cara dos anos 80, usando inteligência artificial. Só que por trás da brincadeira existem questões importantes sobre dados faciais e privacidade. E no terceiro bloco, como sempre, tem as nossas dicas de tecnologia e mais um tutorial prático para você aproveitar melhor as ferramentas digitais no dia a dia. [música] Tá bom, Samuel? Você contou o programa inteiro, mas bora lá. Imagine estar diante de demonstrações práticas de robótica com robôs humanoides e outras tecnologias que durante muito tempo foram associadas à ficção científica e que hoje já estão sendo utilizadas em áreas como educação, pesquisa, desenvolvimento profissional e inovação. Mas a nossa repórter Débora Martins esteve na Campinas Innovation Week, um dos maiores eventos abertos de inovação, tecnologia e negócios do Brasil e traz pra gente algumas novidades. Débora, conta pra gente tudo que você descobriu aí. [música] Isso mesmo, Felipe. Olha, o Campinas Innovation Week é um verdadeiro e sistema de inovação com pesquisadores, estudantes, empresas de diversos segmentos e uma delas é a Dux for Education. Eu tô aqui com o criador da empresa, o Israel, e ele vai contar um pouco pra gente por e Israel, você decidiu criar toda essa inovação, essa tecnologia. Por que que você acha importante unir a educação, a tecnologia à educação? Bom, muito obrigado, né, pela oportunidade. Então, a Duxware Education, ela nasceu dentro de um colégio, então nós já respirávamos tecnologia dentro do colégio. Se a gente parar para pensar, né, a importância da tecnologia na educação, é que todos os profissionais de qualquer segmento, qualquer área, eles precisam aprender. E a educação básica, de repente, não tá sendo o suficiente. Por isso que grandes empresas, grandes corporações acabam investindo muito dinheiro na formação depois que ele é empregado. Nosso projeto é trazer isso antes. Então, vamos formar os nossos estudantes agora dentro da base para que eles saiam preparados realmente para esse mundo globalizado. E aí quando a gente fala de tecnologia são múltiplas as possibilidades. Quando a gente fala dos humanoides, se a gente parar para pensar e às vezes fala: "Nossa, o Vinícius é louco". Não, mas em 5 anos ou até menos, as máquinas vão estar andando com os humanos. E como que a gente vai preparar agora? Então, o profissional do futuro, ele tá sendo formado agora. Então, se daqui 5 anos nós teremos humanoides dentro de indústrias, dentro de hospitais, na área de saúde, mobilidade, a gente precisa formar isso agora, que é o que a gente vem plantando a semente. Por isso que a Dux Fation nasceu. A empresa especializada em robótica educacional, inteligência [música] artificial e inovação. No evento Campinas Innovation Week deste ano, trouxe para o público uma série de demonstrações práticas e interativas. Uma delas é o robô xadrez. Os robôs xadrez, eles vieram pro colégio com o intuito de ensinar as crianças. Algumas crianças t dificuldade ou t medo e até mesmo vergonha por não saber falar: "Ah, não quero jogar porque eu não sei jogar". E a gente resolveu como o robô não tem expressão facial, então ele não tem pré-julgamento. Se errar, tá tudo bem, ele vai te ajudar. Se colocar a peça errada, ele vai corrigir a peça e mostrar que ele corrigiu a peça. Mas para aqueles que já sabem, ele desafia. Então, hoje no evento aqui a gente tá desafiando algumas pessoas a tentar ganhar do robô. E a ideia é essa, é desenvolver mesmo habilidade, pensamento crítico, as probabilidades, né, e falar: "Nossa, mas é impossível ganhar da máquina?" Nunca é impossível. Mas para que a gente possa tornar isso possível, a gente precisa começar novamente a plantar aquela semente. Então, eu só vou conseguir se eu treinar. Não tem outro jeito, não tem atalho. E acho que o robô ele traz sobre isso para trazer essa interação, diversão, mas ao mesmo tempo tá educando. Um dos destaques trazidos pela empresa é o robô humanoide K1 Eduado com o nome Bia, que serve basicamente como um laboratório vivo e prático para transformar teorias complexas de robótica e IA. Um aprendizado real e interativo para escolas e universidades. Muitos visitantes pararam para interagir. Não deu para resistir a essa experiência surpreendente. É isso aí, pessoal. E aqui a gente respira tecnologia por todos os lados. Uma prova disso é a Bia que eu acabei de conhecer aqui. Muito prazer, Bia. Prazer em te conhecer. Vamos falar um oizinho pro pessoal de casa. A Bia, gente, é sensacional. Oiê. O objetivo da Dux no evento foi aproximar a população de tecnologias que já fazem parte do presente e que também ajudam a apontar os caminhos para o futuro. O Humanoide T2 é mais um integrante de peso que faz parte do ambiente [música] educacional da empresa. Bom, o T2 é um lançamento mundial. Nós recebemos a primeira unidade nas Américas e ele é um humanoide do tamanho de um ser humano adulto. Então ele tem 1,65, ele tem várias articulações e eu acho que eu responderia falando de outra forma. Ainda não sei o que ele não faz. Por quê? A limitação tá na nossa criatividade. O que nós programarmos, como nós programarmos, ele vai executar. Mas aí vem a seguinte pergunta: "Ah, ele é capaz de pegar um copo d'água? Se a gente pensar que todo mundo foi desenvolvido para as mãos humanas e para o ser humano, a dificuldade é ensinar um robô sobre articulações, pressão, peso e aí a gente volta pra educação. Então, olha como você correlaciona com todas as outras disciplinas, física, matemática, engenharia. Então, os nossos estudantes são desafiados a ensinar o robô a fazer a tarefa que é tão fácil no dia a dia para um ser humano. Apesar da proximidade do público com as tecnologias do futuro, uma pesquisa feita em julho deste ano pelo Datafolha revelou que 20% dos entrevistados ainda têm muito medo de perder o emprego para a inteligência artificial no longo prazo. Segundo [música] Israel, para evitar que isso aconteça, é essencial saber o que terceirizar ao usar a IA em tarefas do dia a dia. Se o tempo é escasso, beleza, quais são as atividades repetitiva? repetitivas, desculpa, que eu posso terceirizar para uma máquina, mas eu não posso deixar a máquina decidir por mim. Então, se eu tô terceirizando até responder aquele e-mail pro chat ept, eu acho que é a hora de eu começar a pensar, olha, será que é isso que eu tenho que terceirizar? Ou eu posso terceirizar aquelas atividades que são serviços braçais comuns para me sobrar tempo, para eu olhar, para eu cuidar, para eu perceber, para eu realmente enxergar? Então o desafio da máquina é trazer essa educação de a tecnologia veio, como que eu torno isso uma potencialidade e não uma substituição. [música] Samuel, é muito interessante ver como tecnologias que por muito tempo pareciam distantes da nossa realidade já podem ser apresentadas ao público em demonstrações práticas. O que que você achou de tudo isso que a gente viu agora? Exatamente, Felipe. E o mais legal é que não se trata só de mostrar robôs funcionando. A ideia é fazer as pessoas entenderem como essas máquinas conseguem perceber o ambiente, interpretar informações e executar tarefas. E a presença desse tipo de tecnologia também nos mostra como a robótica está ligada a diferentes áreas, como educação, pesquisa e formação profissional. Não é apenas uma questão de imaginar como será o futuro, mas de entender as tecnologias que já estão sendo desenvolvidas agora, não é mesmo, Samuel? E conforme a tecnologia avança, surgem também novas perguntas sobre como ela deve ser usada. E isso leva a gente direto pro nosso próximo assunto, que envolve inteligência artificial, imagens pessoais e privacidade. Uma trend dos anos 80 ganhou as redes sociais ao transformar fotos pessoais em retratos com ajuda da inteligência artificial. Mas o que parece apenas uma brincadeira também pode levantar alerta sobre a exposição de dados faciais e os cuidados que o usuário deve ter ao compartilhar uma imagem. Mas é sobre isso que a gente vai falar no próximo bloco. Você fica aí porque o Gênios 3.0 volta já. Estamos de volta com Gênios 3.0. Agora a gente vai falar sobre uma trend que ganhou as redes sociais e que usa a inteligência artificial para transformar fotos pessoais e retratos com uma estética inspirada nos anos 80. A brincadeira rapidamente se espalhou, mas também levantou uma questão importante. O que acontece com os dados de uma foto quando ela é enviada para uma ferramenta de inteligência artificial? Além da própria imagem, fotos do rosto podem envolver dados faciais e trazer discussões sobre privacidade e segurança digital. Mas para entender quais são os cuidados que o usuário deve ter antes de compartilhar uma foto nesse tipo de ferramenta, a gente conversa agora com o Vinícius Ferreira. Ele que é especialista em cybersegurança. Vinícius, seja muito bem-vindo ao Gênos 3.0. Olá, tudo bem? Vinícius, para começar a nossa entrevista, quando uma pessoa envia uma foto do próprio rosto para uma ferramenta de inteligência artificial, quais são os principais cuidados que ela deve ter antes de fazer esse tipo de envio? O a o primeiro cuidado que ela deve ter, na verdade, é com relação ao aplicativo que tá pedindo a essa foto, né, eh, em que ela quer executar e fazer essa trend. A gente vê muitos aplicativos pedindo do além da foto, que é um dado eh que pode ser usado para múltiplos caminhos do mal, vamos pontuar assim. Ah, pedindo dados como CPF, nome completo, endereço. A gente vê alguns aplicativos pedindo. Fora isso, a própria foto, né, ela é a sua identidade visual. A gente não sabe aonde tá sendo armazenado esses eh eh essas fotos, ah, por quanto tempo elas estão sendo armazenadas. se elas vão ser usadas em algum outro local como um risco hã propriamente dito a à pessoa. Então, vamos supor que eh as pessoas em posse desse aplicativo conseguem, por exemplo, fazer um cadastro seu com uma imagem em um site que você nunca visitou, né? Ahã. E e tudo isso é é bem grave e o usuário não entende esse risco. Para ele é é uma diversão ali, é ver ele como ele seria nos anos 80. Só que existem alguns vários riscos atrelados ali a a de fato essa a essa simples brincadeira, né? Ô, Vinícius, e quando as pessoas, a população vai utilizar essas ferramentas de inteligência artificial, rapidamente quando a pessoa vai compartilhar os dados e as fotos dela, aparece aquela questão do termo de condições, que geralmente as pessoas clicam em aceitar antes mesmo de ler ou ver o que que é aqueles termos. O que que a pessoa deve observar antes de aceitar esses termos? O o primeiro ponto, na verdade, é é que assim, alguma alguns aplicativos nem esses termos oferecem, alguns outros já oferecem, mas em letras miúdas eles basicamente dizem ali que a que a imagem eh fica guardada no banco de dado deles. Ah, alguns não dizem por quanto tempo e nem quando, como e onde serão usados. Ah, também veja, eh, eh, você conhece esse aplicativo, você já visitou ele antes? Você conhecia ele antes da trend? É um aplicativo confiável? É um aplicativo aplicativo auditável, né? Eh, quando se fala eh eh em grandes bancos, grandes redes do de varejo, você conhece geralmente o lugar que você tá comprando, o lugar que você tá abrindo uma conta. para esse aplicativo que você tá abrindo uma conta e subindo uma imagem pessoal sua, ah, que é uma imagem que pode ser usado pro mal num futuro breve ou num futuro distante, ã, não tá. Esse aplicativo você não sabe quem, como, quando, onde tá auditando ele, ah, qual órgão tá regulamentando ele. Então, mesmo que você leia os termos e condições e aceite para os casos que existem esses termos e condições, você não sabe a procedência ali do aplicativo, né? não é um aplicativo desenvolvido por uma ah por uma fonte confiável. Então, mesmo que você leia os termos e e condições eh que geralmente o pessoal não faz, a ainda tem um risco ali eh inerente a a a ao modelo ah da brincadeira que você tá executando ali, que no caso seria subir uma foto pessoal sua e preencher com dados pessoais ali, endereço, CPF, telefone, e-mail, etc. Tá? Ô, Vinícius, e nesse assunto, nesse assunto específico que estamos falando, nessa trend específica, quando falamos em dados faciais, porque uma foto do nosso rosto merece uma atenção especial quando ela é compartilhada com uma plataforma digital, aproveitando também um pouco o gancho da sua resposta. Sim, eu vou eu vou até te dar um exemplo ah que a gente não recomenda de forma alguma. Ah, a gente vê muito no LinkedIn, o pessoal quando foi demitido se ou se desligou voluntariamente da empresa, eles postam foto do crachá e falam: "Ah, mais um ciclo se encerrou e tal". Ah, aquilo lá a gente, nós de cabegurança, vemos como algo muito negativo, justamente por ah, tem uma foto do colaborador, ah, tem exatamente como é o crachá da empresa dele. Ah, e hoje você imprimir um crachá, é coisa mais fácil pro planeta Terra, você consegue bypassar aquilo, a a segurança física da sua empresa ou da empresa que você tá deixando, ah, de uma forma fácil e rápida, simplesmente porque um um colaborador, um único colaborador postou a foto do crachá ah para toda a internet ver. E a gente de cbersegurança diz que uma vez na internet isso nunca será apagado. Por exemplo, você não consegue saber ah para quem foi compartilhado, quem baixou e armazenou em disco local, quem baixou e armazenou numa nuvem pública ou privada, tá? Você você não tem esse dado, né? Eh eh eh vira ali uma reprodução de bactéria. Então por isso que a gente diz que uma vez na internet, em qualquer site, em qualquer e-mail, em qualquer WhatsApp, a aquele dado nunca mais vai sair da internet. Ah, fora a questão da tua face e que ele pode usar aquilo para fazer cadastros bancários, vai passar eh eh controles de segurança dos locais que você já tem cadastro, existe um dado ali que, cara, tem um metadado, os metadados da foto, né? Um dos metadados da foto, por exemplo, é a tua localização. Ele consegue saber onde onde você tá, né? no momento que você tirou a foto, fora todos os outros dados que ele já pediu preenchimento ali no aplicativo. Então a gente não vê como uma simples brincadeira, né? Nós saber segurança pode parecer chato, mas a gente vê como algo muito crítico, algo muito ah danoso à imagem, a a a até a parte financeira da pessoa que o faz, né? Porque provavelmente isso será usado para um mal num futuro breve ou num futuro distante. Eh, e geralmente mal, eh, nesse sentido envolve ali algo financeiro, um golpe, alguma coisa, uma conta que você nem sabia que existia. Fica aberta com uma simples foto que você postou anos atrás, meses atrás. Ô, Vinícius, e voltando um pouco para o início da nossa entrevista, uma coisa que a gente tocou lá no começo da nossa entrevista, essas ferramentas de inteligência artificial, elas já fazem parte do nosso cotidiano e é quase impossível a gente ignorar ela no nosso dia a dia. Elas estão ser usadas nos trabalhos, na educação e não no na nossa rotina, no nosso cotidiano. Então, hoje em dia é praticamente impossível a gente fugir delas. Mas a partir do momento então que a gente sabe que a gente vai utilizá-las no nosso cotidiano, como saber se uma ferramenta de inteligência artificial é confiável? Ah, excelente ponto. Ah, geralmente, tá, as ferramentas de inteligência artificial são públicas. Então, tudo que você sobe ali, eh, você tá subindo dados públicos. as grandes empresas elas possuem eh ferramentas eh de inteligência artificial implementadas internamente. Então, ah, até vou te dar um exemplo. Ah, a Gemini do Google, por exemplo, a existem algumas formas de você, você trabalha para uma grande empresa ou até uma empresa média, vamos colocar assim, ah, você fazer com que aqueles dados não sejam compartilhados com a o Google propriamente dito. Então, você fica, ah, com os dados que você subiu ali de forma interna. Mas isso eu tô falando de de colaboradores ou de clientes desses colaboradores que estão eh dentro de estruturas, né? A grande parte do uso disso daí a acontece pela população ali, eh eh pela grande massiva população, que grande parte de desse pessoal não estão atrelados a nenhuma empresa, ou seja, não fazem o uso de uma IA interna, onde tudo que se coloca ali fica interno e não não vaza pra web, né? Eh, então o meu ponto aqui é é cuidado ao subir dados sigilosos. Por exemplo, ah, eh em época de de imposto de renda, por exemplo, o cara vai lá, sobe uma cópia do imposto de renda dele e fala assim: "Ó, eh, tá calculado corretamente, tá feito corretamente imposto de renda". Então, tudo que é sigiloso, tente eh eh tente eh editar o documento e esconder dados sigilosos eh e tente contar meias histórias para para Iá, né? Eh, eh, vamos supor, você quer que ela analise alguma parte, colhe trechos dessa parte em que só apareça as contas que você quer que ela olhe. Não sube não suba o o o documento por inteiro, onde aparece nome, endereço, foto, ah, telefone, celular, quanto gastou de A, B ou C. Isso daí fica, infelizmente, eh, amplamente disponível na internet, tá? Ô, Vinícius, e quando uma ferramenta diz que pode usar o conteúdo enviado para melhorar o serviço ou desenvolver novos recursos, que é o que a gente escuta muito dizer hoje em dia na internet, o que isso significa na prática para o usuário? É, basicamente você tá testando, assinando ali teu atestado de óbito, né? eh eh em em contrapartida, eh eh se se eh eh em contrapartida, não, eh se você for processar num num momento futuro por um vazamento da sua informação sigilosa, eh muito provavelmente ela vai usar isso contra você. Você falou que podia, tá? Tá aqui, ó, aceitou no dia tal do tal às 3:22 da tarde. É isso. Preto no branco. Eh eh preto no branco. É isso, Vinícius. E como de costume aqui no Gênios 3.0, a nossa última pergunta eu sempre deixo pro meu parceiro digital, pro Samuel. E aí, Samuel, qual é a sua pergunta para o Vinícius hoje? Vinícius, para fechar, se você pudesse dar uma única orientação para quem gosta de testar novas ferramentas de inteligência artificial usando fotos pessoais, qual seria? Tá? Eh, a minha orientação num primeiro momento seria com relação a cadastros pessoais. Ah, eu eu vou até de encontro algo muito muito praticado hoje em dia. Com qualquer estabelecimento que você vai, qualquer farmácia, hotel, eles sempre pedem o teu cadastro atualizado. Eles querem ter ali um dado seu. Ã, e de novo, você não sabe como é tratado esse dado. O meu ponto aqui é é que você evite passar dados pessoais. seus, ah, telefone, e-mail, endereço, ah, alguns locais pedem eh eh faturamento anual, eh, e, eh, fotos, etc, etc, etc, que esses caras têm soldado. O ponto é, em todo lugar que você passa durante a sua vida, seja digitalmente ou fisicamente, você não sabe eh como esses locais todos que você passou tratam o seu dado. Então, se há uma opção, evite compartilhar esses dados. O segundo ponto, eh, quando você for compartilhar dados, compartilhe trechos deles que não apareça eh eh informações sigilosas suas, né, ou informações que podem ser públicas, mas que não é interessante que sejam públicas. Por exemplo, endereço. Pode ser que saibam seu endereço, mas é interessante que todos os locais que você passou ah digitalmente ou fisicamente saibam o teu endereço. Não é necessário, né? Vamos pensar que eh alguns locais podem usar o seu endereço para abrir cadastros, ah, para recuperar senhas, números de telefone, etc, etc. A gente sabe que existem golpes voltados a isso, a a abertura de cadastro, etc., que o usuário só vai descobrir depois de anos que foi feito e eh páginas clonadas, WhatsApp clonado, ã, placas de carro clonadas. Então ele, o atacante, o hacker, o agente malicioso, tando em posse de grandes informações suas, um grande número de informações suas, ele consegue se provar pro teu banco que ele é você. Veja, ele tem uma foto, ele sabe o seu número, ele fez um ataque que ele fez um SMS chegar no número dele, que chegaria para você. Então ele consegue ir no teu banco e pedir crédito, ele consegue abrir no ir banco tal e abrir uma conta, eh, um banco digital, enfim, tá? são inúmeros os ataques aqui. Evitem compartilhar dados. Eh, então, a primeira dica, a segunda dica, compartilhe partes de dados que não apareça o teu o o o os teus dados propriamente dito, né? Eu dei o exemplo da da do imposto de renda aqui. É um grande um grande ponto. Você quer saber se teu imposto de renda tá tá OK? Não suba o PDF inteiro, suba as partes do PDF, ah, com os gastos, com, enfim, né, que você consegue, eh, por exemplo, chegar no mesmo resultado ou num resultado muito parecido, que é uma resposta da IA, dizendo se o seu IR tá corretamente preenchido ou não, sem compartilhar aquela grande quantidade de dados. Tudo bem? Então, tá certo. Então, Vinícius, muito obrigado e obrigado pela disponibilidade de tirar um tempo para conversar com a gente e tirar essas dúvidas tão presentes agora no cotidiano da população. Claro. Muito obrigado, viu, Samuel? Uma coisa que fica clara nessa nossa conversa é que a praticidade e a curiosidade pelas novas ferramentas não podem fazer a gente esquecer dos dados que estão sendo compartilhados. Com certeza, Felipe. Quando uma tecnologia transforma uma foto em poucos segundos, é fácil pensar só no resultado. Mas entender as condições de uso e cuidar das informações que a gente compartilha também faz parte de usar a tecnologia de forma consciente. E esse cuidado vale não só para uma trend específica, cada vez mais a inteligência artificial faz parte de aplicativos e serviços que usamos no dia a dia. E isso aumenta a importância de saber quais informações estamos entregando a elas. E se no primeiro bloco a gente viu robôs que parecem ter saído da ficção científica, agora a gente viu o outro lado do avanço tecnológico, a necessidade de entender os limites e os cuidados no uso dessas ferramentas. E no próximo bloco, a gente vai trazer essa tecnologia para mais perto da nossa rotina. Isso porque tem dicas de ferramentas, aplicativos e como sempre um tutorial prático para você aproveitar melhor a tecnologia no dia a dia. Mas você fica aí porque o Genius 3.0 volta já. Estamos de volta com Gênios 3.0. E olha só, depois de falar sobre robótica, inteligência artificial e os cuidados com os nossos dados, agora vamos trazer a tecnologia para a nossa rotina, com ferramentas que podem ajudar a organizar ideias, criar conteúdo e até desenvolver aplicativos. Mas a gente começa com uma ferramenta interessante para quem precisa organizar muita informação. Eptabase. Ele é uma espécie de mistura entre um aplicativo de anotações e um quadro branco digital. permitindo organizar ideias de forma visual. Você pode criar cartões com informações, conectar ideias, montar mapas mentais e até organizar projetos em diferentes formatos. Também é possível importar PDFs, fazer destaques e trabalhar com conteúdos de vídeos. Que que você achou dessa novidade, Samuel? Isso pode ser muito útil para quem estuda ou precisa lidar com muita informação ao mesmo tempo. Em vez de ficar com um monte de anotações espalhadas, dá para enxergar como os conteúdos se conectam entre si. Agora, se o assunto é criação de conteúdo, tem uma ferramenta que parece ter saído direto de um filme de ficção científica, a Luma Dream Machine. Ela usa inteligência artificial para transformar descrições em texto ou imagens estáticas e vídeos. Você pode descrever uma cena e pedir que a inteligência artificial crie um vídeo a partir daquela ideia. Também é possível animar uma imagem e criar movimento de câmera como zoom e rotações. Achei muito interessante, Samuel. Acho que esse eu vou baixar no meu celular. E o mais interessante é que ela não serve só para colocar uma imagem em movimento. A ferramenta consegue simular movimentos e interações entre pessoas, animais e objetos, o que abre muitas possibilidades para quem trabalha com vídeo, publicidade e produção audiovisual. E se você já usou uma inteligência artificial para criar um texto ou um código e pensou que seria melhor ter aquilo organizado em um espaço separado, o cloud tem uma função chamada artifacts. Em vez de deixar o conteúdo misturado com a conversa, o resultado aparece em uma janela separada e pode ser editado e atualizado a partir dos comandos que você dá. Aá, que que você achou disso, Samuel? Para ir muito além de um simples texto. Com os artifacts, você pode criar códigos, mini aplicativos, documentos, diagramas, apresentações, dashboards e gráficos. E dependendo do conteúdo, ainda dá para compartilhar o resultado com outras pessoas por meio de um link. E agora vamos ao nosso tutorial prático da semana. Sabe quando você precisa fazer alguma coisa assim que chega em algum lugar e acaba esquecendo? O celular pode usar a localização para criar um lembrete automático. No iPhone, por exemplo, você pode fazer isso pelo aplicativo Lembretes. Já no Android, é possível usar recursos de aplicativos como Google Keep ou Google Tarefas, dependendo do aparelho. Primeiro, abra o aplicativo de lembretes e crie um novo alerta. Escreva o que você precisa fazer. Pode ser, por exemplo, comprar uma lâmpada. Depois, procure a opção de localização e escolha o endereço ou o local onde você quer receber o aviso. Pode ser ao chegar em casa ou ao chegar ao trabalho. Agora é só selecionar a opção ao chegar e salvar o lembrete. Quando o celular identificar que você chegou ao local definido, ele pode exibir a notificação. É uma função simples, mas que pode ser muito útil para transformar o celular em uma espécie de assistente pessoal e evitar uma tarefa importante, passe batida. Samuel, e essa foi a nossa dose de tecnologia da semana. Hoje a gente viu robôs humanoides e outras tecnologias que já estão saindo do campo da ficção científica, falando sobre cuidados com fotos e dados pessoais e ainda conhecendo ferramentas que podem ajudar a organizar as nossas ideias. criar vídeos e desenvolver projetos. Que que você achou de tudo que a gente aprendeu aqui hoje, Samuel? E talvez essa seja uma das grandes marcas da tecnologia de hoje, Felipe. Ela está presente em vários momentos da nossa rotina, desde um robô que interage com o ambiente até uma ferramenta que ajuda a organizar informações ou um celular que lembra você de uma tarefa na hora certa. É isso, Samuel. A tecnologia continua avançando, mas o mais importante é entender como essas ferramentas funcionam e como elas podem ser utilizadas de forma consciente no nosso dia a dia. Eu agradeço a sua audiência e vou ficando por aqui. Até mais. [música] [música] [música]