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Olá, está começando o Gênios 3.0, programa que fala de tecnologia, informação, inteligência artificial, mas sempre mostrando como tudo isso impacta a nossa vida. E claro que eu não estou sozinho nessa. Quem está aqui comigo é ele, meu parceiro digital, Samuel. E aí, Samuel, pronto para mais uma? Sempre pronto, Felipe. E hoje a gente vai mostrar como a inteligência artificial pode ser usada em situações bem diferentes, desde proteger informações dentro das empresas até ajudar a prevenir desastres naturais. Primeiro, a gente vai conhecer uma solução da Fitec Labs, que permite usar inteligência artificial sem que os dados saiam da própria organização. Depois, vamos ver como essa tecnologia pode ajudar a identificar áreas de risco e antecipar problemas causados por chuvas fortes, enchentes e deslizamentos. E no terceiro bloco, como sempre, tem as nossas dicas de tecnologia e mais um tutorial prático para você aproveitar melhor as ferramentas digitais no dia a dia. [música] Samuel, você praticamente deu spoiler do programa inteiro, mas bora lá. A inteligência artificial já faz parte da rotina de muitas empresas, mas junto com as novas possibilidades, surge também uma preocupação. Como usar essa tecnologia sem colocar informações confidenciais em risco? A resposta pode estar em soluções que mantenham os dados dentro da própria organização. E essa foi uma das tecnologias apresentadas pela FITEC Labs no Campinas Innovation Week. A gente vai conferir tudo agora com a repórter Débora Martins. Débora, conta pra gente tudo que você descobriu aí. É isso mesmo, Felipe. Nós estamos aqui no Campinas Innovation Week. É um evento que traz muita inovação e tecnologia, várias empresas de diversos segmentos. E eu vou mostrar aqui, eu tô no stand da Fitec Labs e vou mostrar algumas tecnologias que eles trouxeram pro evento. A instituição atua em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica em parceria com empresas e instituições em todo o Brasil. Um dos lançamentos deste ano [música] é a inteligência artificial que não expõe os dados das empresas. [música] Isso aí, Felipe. E agora nós vamos mostrar um dos destaques da Fitec Labs. Eu tô aqui com o Zé Luiz de Souza. Ele vai falar sobre a inteligência artificial segura. José Luiz, fala um pouco pra gente aí como que funciona essa inteligência artificial e com relação aos dados das empresas. Muito obrigado. Bom, nós estamos mostrando aqui na feira um dos produtos que a gente tá colocando no mercado, nesse caso junto com a Acer, né? Acer desenvolveu uma máquina voltada para Iá, pequeno porte, pequeno tamanho, com a capacidade gigantesca de de produção, de conteúdo, de e tal. Estamos mostrando aqui duas aplicações importantes. Uma aplicação em advocacia para escritório de advocacia, etc. E a outra em educação, muito voltado pros professores, pra administração escolar. Coisa muito interessante também. São ia que estão dentro da máquina rodando isoladamente do mundo, elas não estão conectadas na internet, portanto, protegendo dados pessoais, os dados confidenciais das organizações, né? Uma coisa nova, mas de alto potencial de uso em todas as áreas. As próximas aplicações já estão vindo também em saúde, em outras áreas. Saúde, que é uma das nossas áreas relevantes, né, na FITEC. Mais uma aplicação que utiliza a inteligência artificial [música] é o SAV, sistema de autenticação veicular que ajuda a encontrar veículos roubados, furtados ou clonados. A aplicação deve se estender a vários segmentos empresariais. Hoje, hoje são as empresas de segurança que tem contratos com Detran, etc., né? Ah, tudo começou lá em Belo Horizonte, na nossa unidade da FTEC Levs em Belo Horizonte, que desenvolveu isso para uma companhia parceira que explora esse serviço e já explora hoje, que é um caso estou mostrando, é um produto real. José Luiz explica como funciona a tecnologia, que conta com a participação de motoboys para ampliar os pontos de coleta de informações. Em vez de ter um monte de gente na rua, cada hora numa rua, né, fazendo as coisas, como a gente vai automatizar isso? Então, surgiu a ideia de por não colocar nas motos, né, motos de entrega, né, tem tantas motos de entrega na rua o tempo inteiro, então tá mais fácil. Como a moto tem a altura certa, né, para ver placas de todo jeito, também é bom, ajuda muito. Então não tem que criar muita coisa especial, nada de ficar em poche, crem pochees, isso tudo ficou pro passado nesse aspecto da segurança. Motoqueiro passa na rua com seu celular já aplicado ali na sua moto e o celular vai lendo as placas. A placa que tem conexão boa, é que tá boa, ele tá verde, que tá vermelha, ele já transmite que passou naquela posição, naquele lugar, naquele horário, aquele carro com placa clonada ou carro roubado, porque tá na base de dados que aquilo é um clone ou não. Além da inteligência artificial, a FITEC trouxe a tecnologia do holograma, imagem tridimensional criada por uma técnica que registra e reproduz a luz refletida por um objeto, dando a sensação de que ele tem profundidade. Nós estamos aqui aplicando isso para divulgar produtos da nossa grande parceira da E, né, com que a gente trabalha já há anos e eles tem uma linha de produtos muito grande. Então, quer dizer, como é que eles fazem? para num evento demonstrar o produto, como é que eles fazem para quando chega você chega numa loja para comprar, como é que ele vai ver cada um e como é que cada vendedor vai descobrir como é cada um. Então eles resolveram fazer com holograma, a gente se desenvolveu toda essa parte com eles que nós temos um centro com eles que é um centro só voltado para essas coisas, né, essa coisa de multiverso, essas coisas assim. E esse então aqui nós estamos demonstrando exatamente isso. A gente fala um pouquinho da Ftec no início do vídeo, né? O que que a gente faz, etc. indústria 4.0, uma série de coisas, agricultura, saúde e também demonstra os produtos deles que no final são laptops também a maquininha de, né, poderosa de IA que eles que eles têm também, que que a gente demonstra aqui, mostrando então pro público, comprador, pro público interessado em em tecnologia, as funcionalidades de cada produto deles. É uma aplicação interessante que serve para qualquer área, qualquer área da da economia para ser mostrado de uma forma, né, OK? As coisas, muito usado em treinamentos, muito usado em reuniões à distância, muito usado em uma série de outras aplicações necessárias a mostrar em terceira dimensão fica melhor, né? Caso bem real, né? é ótimo para isso. Tudo aquilo que você quer de fato demonstrar a distância ou não. [música] [música] Débora, muito obrigado pelas informações, Samuel. Eu achei muito interessante porque a gente fala muito sobre o que a inteligência artificial consegue fazer. Mas existe uma outra questão fundamental, como usar essa tecnologia sem perder o controle sobre as informações? Exatamente, Felipe. Muitas empresas lidam com contratos, dados de clientes e outras informações confidenciais. Então, poder usar a inteligência artificial dentro da própria estrutura pode ser uma alternativa importante para quem precisa de mais controle sobre os seus dados. Exatamente, Samuel. E isso mostra que a adoção da inteligência artificial não depende apenas de escolher uma ferramenta com bons recursos. Também é preciso considerar a segurança das informações, as necessidades de cada organização e a forma como essa tecnologia será utilizada no nosso dia a dia. E essa capacidade de analisar informações e encontrar padrões também pode ajudar num desafio que afeta a vida de milhões de pessoas. A prevenção de desastres naturais. Quando a gente cruza dados meteorológicos com informações de satélites e sensores, fica mais fácil identificar situações de risco. E é justamente sobre isso que a gente vai falar no próximo bloco. Como a inteligência artificial pode ajudar cidades a se preparar para eventos climáticos extremos, inclusive os possíveis impactos associados ao Eoninho e como transformar previsões em ações que ajudam a proteger a população. Você fica aí porque é o Gênios 3.0. Volta já. [música] Estamos de volta com Gênios 3.0. Agora a gente vai falar sobre como a inteligência artificial pode ajudar as cidades a se preparar para eventos climáticos extremos, como a análise de dados meteorológicos, imagens de satélites, radares e sensores podem ajudar a identificar áreas de risco e a orientar medidas preventivas contra enchentes, alaramentos e deslizamentos. Esse debate ganha importância diante dos possíveis impactos do Elninho. Mas como transformar todos esses dados em alertas e ações capazes de proteger a população? Para falar sobre esse assunto, a gente conversa agora com Stefano Levato. Ele que é especialista em inteligência artificial, cofundador da Sociedade Brasileira de Inovação e diretor nacional da Global Innovation Institute no Brasil. Stefano, seja muito bem-vindo ao Genesis 3.0. Ah, muito obrigado. Um prazer estar aqui com vocês, Stepano, para começar a nossa entrevista, como a inteligência artificial, que é uma ferramenta que já faz parte do nosso cotidiano, pode ajudar a prever os desastres naturais, o que ela consegue identificar que poderia passar desapercebido em uma análise convencional. Ah, olha, a inteligência artificial ela tá alterando eh não só a vida de todo mundo na utilização, no dia a dia, mas também muito nessa previsão dos eventos eh que estão acontecendo agora com essa mudança do Eoninho. O ano de 2026 se tornou um ano muito relevante, porque nós tivemos avanços significativos na utilização de tecnologias da inteligência artificial, eh, na previsão de condições meteorológicas. Eh, a IA que ela que a gente utiliza nessa condição é uma IA que a gente chama de preditiva. Ela é um pouco diferente da IA generativa que tá todo mundo acostumado já a utilizar em casa, no trabalho. Então, a IA generativa é onde você utiliza ela para gerar informações. Então você alimenta ela com uma pergunta, com dados e algumas informações e pede para ela gerar alguma informação, te mandar um texto, eh gerar um relatório, uma tabela e assim por diante. Ah, os modelos de IA que nós utilizamos e são utilizados na nas questões de previsões do tempo, elas são as IAS preditivas, ou seja, ou seja, elas vão prever condições específicas do tempo. Então elas vão se utilizar de bases de dados, de uma série de informações para prever aquilo que pode acontecer. Então elas utilizam de dados eh históricos, de regiões, dados em tempo real. E baseado nessas informações, elas nos ajudam a prever possíveis catástrofes, possíveis acontecimentos, alaramentos e assim por diante, para que a gente possa tomar ações, principalmente junto à Defesa Civil, possa tomar as decisões corretas com base nessas previsões. Oi, Stepano. E como você mesmo falou na sua resposta, para fazer esse tipo de análise, a inteligência artificial ela precisa de informações de diferentes fontes, como dados de satélites, radares meteorológicos, pluviômetros e sensores instalados. como todo esse conjunto da cidade pode ser combinados para identificar essas situações de riscos, como todos esses dados coletados são eh transformados nesse sistema para prever essas situações de risco. É, então esses modelos de inteligência artificial eles se utilizam primeiro de informações geológicas de regiões. Então a gente alimenta eles com informações sobre o terreno. Então a gente coloca ali mapas da cidade, mapas geológicos para que entenda, aonde tem montanhas, aonde tem uma grande quantidade eh de vegetação, aonde são as estão estruturadas as cidades e assim por diante. Então a gente alimenta ela com essas informações que são informações mais históricas assim, porque isso muda, mas não muda tão rapidamente. Eh, depois essas informações que você comentou dos ratares, eh, satélites, pluviômetros e assim por diante, são as informações constantes que são atualizadas a todo momento. Essas informações, ela combina com essas informações geográficas da região e ela vai também mapear o histórico dessas regiões. Então, por exemplo, ah, tem uma região aqui que choveu tanto nos eh em uma época e essa chuva gerou um alaramento. Ou então essa outra, esse morro, nós tivemos um caso de deslizamento depois de que choveu tanto eh por durante tanto tempo numa intensidade específica. Então, essas informações vão alimentando esses modelos de inteligência artificial para que possam facilitar e aprimorar cada vez mais as suas condições preditivas de informações. Os modelos eles não são mágicos. a gente ainda tem alguma porcentagem de erros que acontecem, porém esses erros estão a cada a cada tempo, assim, a cada evolução tecnológica, elas vão ficando cada vez mais assertivas, elas vão acertando cada vez mais. E hoje a gente já consegue não só prever com melhor exatidão, mas conseguir prever com maior antecipação. Antigamente, para você ter uma ideia, antes da gente entrar na era da computação, a as previsões metodológicas eram eram feitas com cálculos manuais, assim, eram cálculos que eram feitos. Só que a gente demorava muito tempo para conseguir fazer esses cálculos para ter em relação à previsão que era gerada. Então, para você ter uma ideia, a gente gerava ali demorava cerca de 15 a 16 dias para gerar um cálculo para ver a previsão de um dia. Quando a gente entrou na época, na era computacional lá em por 1940, essas previsões começaram a chegar no empate, aonde o tempo computacional era praticamente o tempo da previsão. Então a gente demorava um dia para prever o que ia acontecer em um próximo dia. Então isso aconteceu ali há cerca de 80 anos atrás. Desde então, com a computação evoluindo, esses tempos vem reduzindo e agora nos últimos anos, com o uso da inteligência artificial, a gente tem eh aprimorado não só o tempo, mas também a previsão de acontecimentos que não eram mapeados anteriormente. Então, hoje a gente já consegue praticamente em menos de um minuto conseguir gerar a previsão para o que vai acontecer nos próximos 10 dias. Então, é uma revolução muito grande e é uma revolução muito relevante, porque quando a gente fala na previsão de catástrofes, previsão de acontecimentos eh meteorológicos, a gente fala diretamente na preservação de vidas, a gente fala em conseguir prever eh informações que são relevantes para que a gente possa tomar ações devidas evacuar uma área assim quando for necessário. Stephanie, você tava comentando na sua resposta a questão dos históricos dos bairros e das cidades e como isso ajuda a inteligência artificial a prever o que que acontece quando eh uma chuva muito forte atinge atinge esse local, esse bairro, essa cidade. Mas o Elinho, ele pode alterar os padrões de chuvas em diferentes regiões do Brasil. como a inteligência artificial pode ajudar a antecipar os possíveis impactos desse fenômeno, considerando que esses efeitos não são iguais em todos os países? É, é exatamente aí que a gente tá entrando nessa nessa área de conseguir prever algo que nunca aconteceu. E aqui que entra eh algo muito relevante, que é a qualidade das informações que nós alimentamos essas tecnologias. Então, nos últimos anos, não só as tecnologias de inteligência artificial t eh ampliado cada vez mais, mas também a nossa capacidade de alimentar elas com informações. Então, eh, a tecnologia dos dos satélites, dos radares meteorológicos e assim por diante tem aprimorado e com essas novas tecnologias, a gente consegue alimentar essas ferramentas cada vez mais com novas informações. E eu vou te dar um exemplo aqui. Eh, existe algumas cidades, eu vou dar um exemplo de São Paulo, que tem uma tecnologia chamado Smart Sampa. é uma tecnologia que utiliza diversas câmeras que ficam espalhadas pelas cidades, que são utilizados por diversos meios, principalmente numa questão de segurança pública. É ali que ela consegue utilizar eh reconhecimento facial para buscar algum foragido eh e e ações eh similares, mas a gente também consegue utilizar as a mesma tecnologia do Smart Sampa para ver condições de alaramento. Então, a gente sabe que, por exemplo, em cidades, os as informações que essas IAs utilizam, elas mapeiam, por exemplo, uma cidade, elas mapeiam a capacidade de drenagem em caso de chuva de uma certa região. Então, ela sabe, olha, se nessa região aqui, se chover até tanto, essa região, ela consegue evacuar esse tipo de de água, essa quantidade de chuva por causa da sua estrutura de esgoto, por exemplo. Porém, a gente sabe que essas informações elas podem mudar, porque às vezes numa numa região de cidades, às vezes você tem um acúmulo de lixo na rua que não é eh previsto, não era, tem um monte de lixo que não era para estalar e esse e esse lixo acaba eh diminuindo a capacidade de evasão de um esgoto de uma região e ali uma situação que antes existia uma previsão, essa situação muda. Então essa aquela região já não tem mais a capacidade de evasão que deveria ter. E aí uma situação começa a mudar. E aí que entra as tecnologias para atualizar essas informações para essas Ians. Então elas conseguem mapear ali através de câmeras, mapear que olha aqui não era para est alagando, já está alagando. E ela começa a mandar essas informações em tempo real para os órgãos responsáveis para que eles possam mapear a mudança da situação o mais rápido possível. Algumas situações a gente consegue prever. Algumas informações a gente consegue saber em tempo real, já é o tempo suficiente para que alguma ação possa ser tomada. Então, eh, ter cada vez mais recursos tecnológicos e e ter informações de qualidade para alimentar elas, eh, é o que vai fazer eh a mudança nessa qualidade dessa previsão. você citou uma coisa muito importante nessa questão, na sua resposta, que é a questão do da identificação do risco, que é o que a gente tratou até aqui nessa parte da entrevista, que é apenas uma parte de todo esse processo. A partir disso, como essas informações podem ajudar então a Defesa Civil e os gestores públicos a decidir quando emitir um alerta, quando interditar uma via ou retirar moradores de uma área vulnerável. É, e essa é a parte mais importante, né? É a parte mais importante. Então, assim, eh, a responsabilidade de todas essas informações e todas as ações que são tomadas, elas são das pessoas, são dos responsáveis, tá? Eh, as ferramentas de inteligência artificial, elas somente irão nos auxiliar nas informações, nos auxiliar nas ações que nós iremos tomar, porém a decisão ela é nossa. Então, nós temos praticamente eh um ciclo aonde nós temos o primeiro ciclo é alimentação de informação. Então, a gente tem que sempre alimentar dados eh para que essas IAs eh tenham dados atualizados e dados reais. Então, se alguma alteração do mapa aconteceu, esses mapas têm que ser atualizados e tem que ser formados por asanças. as tecnologias de tempo real, como os radares, rô que a gente já comentou, cada vez mais cidades estão tendo novas tecnologias ou novas fontes de informações que podem alimentar essas ferramentas em tempo real. ali elas vão começar a ter uma previsão. Só que ter a previsão a gente chega só na metade do caminho, porque o que acontece de importante mesmo são as etapas seguintes, que são primeiro, as ações que devem ser planejadas principalmente pela Defesa Civil. Então, com essas informações, a Defesa Civil consegue se antecipar, consegue planejar essas ações, ela consegue mapear possíveis áreas de riscos. Então, por exemplo, um dos usos dessas ferramentas é que a a as tecnologias elas vão vão passando para a Defesa Civil. olha, existe o risco de deslizamento nessa região, nessa outra região e assim por diante. Então, ela mapeia ali três ou quatro regiões que podem acontecer deslizamento. Eh, e aí a Defesa Civil, ela já consegue programar aonde ela pode estruturar uma base de atendimento ou posicionar a sua equipe. Às vezes ela consegue mapeando esses pontos, ela fala assim: "Ó, vou colocar uma equipe aqui, ó, eh, equidistante aos três possíveis pontos". Então, certificar que essa equipe esteja numa posição estratégica para caso aquele acontecimento evolua para uma tragédia e também para e permite que a Defesa Civil avise a população. Então, as tecnologias de comunicação são muito importantes, são muito relevantes para que a população possa ser informada do que está acontecendo e também entender e saber o que a população tem que fazer. Então, a gente consegue hoje mandar um aviso direto para a população, só que a gente também tem que fazer uma série de comunicações e instruções com essa população para que ela saiba o que está acontecendo. Porque às vezes não adianta só você mandar um aviso, olha, um um risco eminente de trovoada, um risco eminente de alaramento, sendo que as pessoas não saibam o que fazer quando a rua dela alar. Que que eu faço? eu subo pro terado da minha casa, eu tenho que ir para uma outra região. Então, é muito importante que a Defesa Civil faça essa esse aliamento, essa comunicação com a população para que ela saiba exatamente o que ela tem que fazer. Então, este ciclo está sendo a cada tempo eh refinado. Ele está evoluindo nas ações, está evoluindo nas previsões, evoluindo nas qualidades estratégicas que qualidade estratégica das ações que a ação cívil tá tomando. E também estamos evoluindo nessa comunicação com a população. Está cada vez mais entendendo como que ela deve se comportar, quais as ações ela tem que fazer, uma vez que ela recebe um aviso da Defesa Civil. Entendi, Stepano. Olha, encaminhando para o final da nossa entrevista, como de costume aqui no Gênesis 3.0, a última pergunta é sempre pelo meu parceiro digital, Samuel. Samuel, e aí, qual a sua pergunta hoje para o Stefano? Stefano, para fechar, se uma cidade quiser começar a usar inteligência artificial para prevenir desastres, o que ela deve priorizar? Investir em sensores, integrar os dados, capacitar as equipes ou montar planos de resposta. Por onde começar? Ah, ótima pergunta, Samuel. É um bom ponto. A gente vê que hoje muitas cidades estão evoluindo cada vez mais na nas previsões dessas condições atípicas meteorológicas, essas condições que estão trazendo riscos. Então, a primeira ação, ela realmente a gente tem que fazer uma integração dos dados. A qualidade das informações é muito importante. Então ali a gente mapeia primeiro o histórico, o que é uma cidade, eh o qual que é o mapa geológico dessa cidade, aonde é uma região rural, onde é uma região eh urbana e assim por diante. Depois eh ter tecnologias que vão dar informações em tempo real. Então, ter eh ter informações de satélites, ter informações de radares plômetros e assim por diante. Então, cada tecnologia que agrega numa informação que pode alimentar essas e com informações relevantes e informações de tempo real, vai ajudar a essas tecnologias preverem com maior precisão o que pode acontecer. E aí depois é lógico o alinhamento da população com a estrutura organizacional da Defesa Civil. Então isso é muito importante, que a população esteja atenta a os avisos da Defesa Civil para que possa seguir aquilo que é orientado. Então vamos ficar cada vez mais atentos ali com aquilo que acontece ao nosso redor, porque a gente sabe que novos acontecimentos estão acontecendo a todo momento e a gente tem que antes de tudo, antes de buscar novas tecnologias, o nosso principal objetivo aqui é sempre salvar vidas. Então, nada mais eh irrelevante do que isso nesse momento. E essas tecnologias estão ajudando a gente a cada vez mais preservar vidas e poder mapear esses possíveis riscos que podem acontecer em regiões diferentes do nosso país. Tá certo? Então, Stepano, muito obrigado e obrigado pela disponibilidade de tirar um tempo para conversar com a gente aqui no Gênes 3.0 e tirar essas dúvidas tão importantes e tão presentes no nosso cotidiano. Eu que agradeço, uma satisfação estar por aqui. Obrigado. Certo, Stepan. Samuel, uma coisa que fica clara nessa conversa é que a inteligência artificial, ela pode ajudar a identificar riscos com mais antecedência, mas a tecnologia sozinha não impede um desastre, não é mesmo? Exatamente, Felipe. Os dados precisam ser confiáveis, os sistemas precisam funcionar e, principalmente, a informação tem que chegar a quem pode tomar uma decisão. Um alerta só faz diferença quando existe uma estrutura pronta para agir. Isso também mostra que a prevenção precisa começar antes da emergência. Mapear áreas vulneráveis, melhorar o monitoramento e preparar as equipes pode ajudar as cidades a reduzir os riscos. e a proteger a população, não é mesmo, Samuel? E tem outro ponto importante, a inteligência artificial não substitui o conhecimento dos especialistas, nem a responsabilidade do poder público. Ela traz mais informação para apoiar as decisões, mas alguém precisa interpretar esses dados e transformar tudo isso em ações concretas. E agora a gente vai sair um pouco das grandes aplicações da inteligência artificial para conhecer ferramentas que podem ser úteis na nossa própria rotina. Mas você fica aí porque você vai descobrir tudo no próximo bloco. O Gênios 3.0 volta já. Estamos de volta com Gênios 3.0 e depois da gente falar sobre inteligência artificial e como essa tecnologia pode ajudar na prevenção de desastres, agora vamos conhecer ferramentas que podem facilitar a nossa rotina, ajudar nos estudos e transformar a forma como a gente interage com a inteligência artificial. E a gente começa com Gemini Live, uma ferramenta do Google que permite conversar com a inteligência artificial por voz de uma forma mais natural e contínua. Em vez de digitar uma pergunta e esperar a resposta, você pode manter um diálogo, interromper a IA no meio da fala e até mudar de assunto. Que que você acha dessa tecnologia, Samuel? E isso muda bastante a forma como a gente conversa com a inteligência artificial. Você não precisa pensar no comando perfeito. Dá para conversar, ir acrescentando informações e refinando a pergunta ao longo do diálogo. Mas vale lembrar, as respostas ainda precisam ser conferidas. E agora, para quem trabalha com textos, documentos ou programação, nosso segundo drop é o Cloud 3.5 Sonet, modelo de inteligência artificial desenvolvido pela Antropic, que se destacou pela capacidade de interpretar instruções complexas, analisar imagens, gráficos e tabelas, além de ajudar na criação e revisão de códigos. Outro recurso que chamou atenção foi o computer use, desenvolvido para permitir que a IA interaja com a interface de um computador, realizando ações como clicar e digitar. Eu achei muito prático, Samuel, e você? Na prática, isso abre caminho para automatizar várias tarefas digitais, mas fica um detalhe. O Cloud 3,5 Sonet foi lançado em 2024 e os recursos disponíveis podem variar de acordo com a versão e a forma de acesso à ferramenta. E se você precisa estudar, pesquisar ou lidar com muitos documentos, o Notebook LM do Google pode ser um grande aliado. A ferramenta permite reunir materiais como PDFs, documentos, links e vídeos compatíveis para fazer perguntas e analisar o conteúdo. A partir dessas fontes, é possível criar resumos, questionários, cartões de estudos e até resumos em áudio em um formato parecido com uma conversa de podcast. Assim, em vez de apenas pedir uma resposta genérica, você pode explorar os próprios materiais de pesquisa. Samuel, eu confesso que essa ferramenta eu vou usar no meu cotidiano. E isso pode ajudar muito quem está na faculdade ou precisa analisar documentos no trabalho. Dá para organizar informações, comparar trechos e revisar os pontos principais, mas a ferramenta não é infalível. Conferir as fontes originais continua sendo fundamental. E agora vamos para o nosso tutorial prático. Você sabia que o WhatsApp tem recursos de controle parental para ajudar pais e responsáveis a configurar a privacidade e acompanhar algumas atividades da conta de adolescentes? O processo de configuração é feito com os celulares do responsável e do jovem. Primeiro, no aparelho do adolescente, abra as configurações do WhatsApp e procure a opção de controle parental, caso já esteja disponível. Depois, siga as instruções do aplicativo para vincular a conta do responsável. O procedimento envolve escanear um código QR exibido no celular do jovem e concluir as etapas de confirmação solicitadas pelo WhatsApp. Com a configuração concluída, o responsável pode gerenciar as opções de supervisão disponíveis e configurar o PIN solicitado pelo aplicativo. A disponibilidade dos recursos pode variar conforme a conta e a versão do aplicativo. É importante destacar que a supervisão não dá acesso ao conteúdo das mensagens nem das ligações e continuam protegidas pela criptografia de ponto a ponto. E além das ferramentas, conversar sobre privacidade. golpes e segurança na internet também faz parte desse cuidado. E essa foi a nossa dose de tecnologia da semana. Hoje a gente viu como a inteligência artificial pode ajudar a prevenir desastres, conheceu ferramentas para conversar com a IA, analisar documentos e organizar estudos, além de um recurso que pode ajudar na segurança digital de adolescentes. Que que você achou do nosso programa de hoje, Samuel? E tudo isso mostra como a tecnologia está presente em várias partes da nossa vida. Ela ajuda a tomar decisões, facilita tarefas e organiza informações, mas precisa ser usada com responsabilidade e senso crítico. É isso, Samuel. Mais do que conhecer as novidades, o importante é entender como essas ferramentas funcionam e como podemos usá-las de forma consciente no nosso dia a dia. O Gênios 3.0 vai ficando por aqui. V agradeço a sua audiência e te espero no próximo episódio. Até mais. [música] [música] [música] [música] [música]