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Olá, está começando o Gênios 3.0, o programa que fala de tecnologia, informação e inteligência artificial, mas sempre mostrando como tudo isso impacta a nossa vida. E claro, eu não estou sozinho. Quem está comigo é ele, meu parceiro digital, o Samuel. E aí, pronto para mais uma? Sempre pronto, Felipe. E o programa de hoje está imperdível. A gente vai conhecer uma pesquisa da Unicamp que usa inteligência artificial e avatares em 3D para tornar a comunicação em Libras cada vez mais acessível. Depois vamos entender como o avanço da IA nas empresas da região de Campinas está mudando as relações de trabalho e por que os especialistas [música] já estão de olho em questões como privacidade, discriminação e responsabilidade no uso dessa tecnologia. E claro, no final do programa tem as nossas dicas e as novidades do mundo da tecnologia. [música] Já que você deu spoiler, então Samuel, bora lá. A nossa equipe foi na Unicamp, onde está uma pesquisa que utiliza inteligência artificial para desenvolver avatares 3D capazes de traduzir português para Libras e também reconhecer a língua de sinais. A proposta é tornar a comunicação mais acessível e aproximar cada vez mais a tecnologia das pessoas surdas. Quem foi conhecer esse projeto de perto é a repórter Ciene Alves. Cassi, conta pra gente como foi a sua visita na Unicamp. Oi, Felipe. Exatamente. Estamos aqui no laboratório de computação [música] científica e visualização Galileu, que fica aqui na Unicamp. Vamos conversar agora com o professor José Mário de Martino. [música] Ele vai explicar um pouquinho sobre esse projeto dos Avatares, personagens 3D paraa tradução de Libras. Olha só a tecnologia que tem se estendido, né, expandido aí cada vez mais para vários nichos e segmentos. Seja muito bem-vindo, professor. Eu que agradeço a visita. Então, estamos aqui no laboratório Galileu. Em particular, dentro do Galileu, nós temos o centro de Ciência para desenvolvimento, tecnologia Assistiva e acessibilidade em livros. um projeto financiado pela FAPESP, né, que é uma uma instituição de financiamento aqui do estado de São Paulo e conta com uma colaboração entre a Unicamp, a USP, o IPT e a secretaria, perdão, Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O nosso objetivo aqui [música] é desenvolver tecnologia voltada à tradução automática entre livres para português e de português para livros. Ao traduzir para livres, a ideia é representar na forma visual, que é assim que acontece a língua [música] de sinais, tá certo? E aí nós usamos esses personagens virtuais, né, para apresentar [música] a sinalização. Nós contamos com uma equipe hoje de eh 25 pessoas em torno disso, muitas ou algumas delas surdas, né, que nos auxiliam aqui, porque é importante a participação dos surdos, né, para a gente construir, né, algo, eh, digamos assim, [música] robusto em termos de tradução e de respeito a à língua, né, a Libras. E professora, há quanto tempo esse projeto está sendo desenvolvido? Quais os principais desafios e também os diferenciais dessa proposta? O centro em si existe ou foi formado em meados de 2024. Eu em particular trabalho com isso há quase 20 anos. São muitos desafios. Acho que os desafios são, primeiro entender a a língua de sinais, entender Libras, tentar modelar essa língua pra gente conseguir [música] fazer essa tradução automática usando ferramental eh da inteligência artificial. Para isso nós precisamos de dados, muitos dados, né? Uma parte do projeto é capturar esses dados, tá certo? Nós temos evoluído. Os desafios são grandes, tanto que não há nenhuma solução, e não é só no Brasil e no mundo inteiro que faça tradução robusta de qualquer língua de sinais. Mas estamos avançando todos, né? Toda a comunidade científica está avançando. Então, um pouco um pouco essa linha, né? Esses desafios que [música] a gente procura a avançar ou pelo menos contribuir. Nós estamos hoje trabalhando [música] com alguns domínios linguísticos, como a gente chama. Um deles é o processo de anamnese, que é da entrevistas médicas, né? né? [música] Então, permitir tentar construir um aplicativo que permita, [música] né, a interação entre um médico e um paciente, seja o médico surdo, seja o paciente [música] surdo, tá certo? Pelo menos naquela entrevista inicial, pro médico mapear qual é, né, a a a queixa principal, a doença principal para ele eventualmente encaminhar para um [música] especialista. Esse é um dos domínios que a gente ataca. Um outro domínio que nós estamos atacando é da [música] interação entre eh dentro de veículos de transporte. Veículos aqui a gente tem carros, Uber, táxi, trem, avião, [música] navio e em particular este essa esse esforço nós estamos fazendo junto com uma universidade eh alemã, né? E também parte por isso, precisamos coletar dados, precisamos eh mapear, né, eh eh a a informação das línguas e sinais, porque aqui nós vamos trabalhar com Libras, nesse caso, e com a língua de sinais alemã pra gente desenvolver os nossos [música] algoritmos de tradução automática. Professor, e é interessante e curioso ao mesmo tempo como a gente percebe, né, o resultado final disso tudo, né, de acordo com a simulação, né, [música] que a gente presenciou também toda a parte de movimento e também expressão facial. Isso tudo é feito, né, nos mínimos detalhes para que fique realmente mais próximo da realidade essa acessibilidade mesmo, né? Então é importante para nós, exatamente conseguir registrar com precisão e com o detalhe, tá certo? Como a língua de sinais é produzida. Isso [música] envolve não só a movimentação corporal, tá certo? Postura corporal, movimentação das mãos, assim como [música] as expressões sociais, o laboratório, né, tem equipamento, né, que tem nos [música] auxiliado a capturar esses dados. contamos e aí eu vou com [música] as nossas eh intépes e tradutoras surdas que em particular sinalizam, oferecem, [música] né, são informantes da língua. E a nossa ideia é coletar esses dados e analisar pra gente entender, extrair padrões de produção pra gente gerar, né, uma solução [música] automática. Então é um pouco essa a nossa linha mesmo. E todo mundo participa ativamente desse processo, [música] né? Sim, como eu disse, são 25. Ah, é multi ou interdisciplinar, porque nós temos pessoa técnico, tem pessoa mais da área de linguística, [música] tem pessoal da área de educação, tá certo? E também incorporamos os surdos. Então nós dividimos, né, interagimos [música] muito, mas há uma certa especialização de foco, né, de [música] expertise, né, das pessoas, mas todos trabalham muito para desenvolver o projeto. [música] estratégias, abordagens de tradução automática, que quiser aprendizar [música] de máquina, a gente quiser chamar de inteligência artificial, elas eh aprendem analisando dados, el tenta extrair, reconhecer padrões, tenta entender como é que as coisas são acontecem, [música] são produzidas. Para isso, a gente precisa ter dados, apresentar, para treinar o que a gente chama de treinamento dessas abordagens para ela ir extraindo, né, fazendo um levantamento [música] estatístico, extraindo esses padrões. E a coleta de dados de uma língua é algo desafiador. E nós precisamos de muitos dados, não poucos, muitos dados. Quanto mais, melhor. Obviamente que a gente tem que e caminhando, evoluindo e aumentando a nossa base de dados. Mas esse é o grande desafio. Uma vez tendo alguma solução minimamente robusta, [música] tá certo? Integrar isso a aplicativos, aplicativos para apoiar educação, apoiar até aquela eh que eu mencionei antes, essa [música] interação entre médico, paciente, apoiar a comunicação dentro de veículos e pode você pensar em outras. Todo precisa dos dados e tem os domínios linguísticos. nós aprendemos, infelizmente não dá para num primeiro momento, aprender sobre qualquer eh texto, qualquer informação. Nós limitamos para ir construindo e juntando esses esses domínios, esses focos de vocabulário, do que acontece numa [música] interação naquele contexto. [música] Eu acho que a tradução automático para apoiar, né, a comunidade surda [música] que nós entendemos aqui, que é uma comunidade que, certo, que ela é uma minoria linguística numa outra sociedade que fala uma outra língua, elas precisam [música] desse apoio, esse chamal para isso. Muito obrigada, parabéns pelo trabalho. Eu que agradeço. Muito obrigada. Tá aí. Então, Felipe, a gente fica por aqui. Eu volto com você aí no estúdio. [música] Cassi, muito obrigado pelas informações. Gostei da sua visita. Samuel, que legal essa tecnologia. Lembra muito aqueles filmes como Avatar do diretor James Cameron, em que personagens digitais conseguem reproduzir expressões e movimentos de forma muito realista. É mais ou menos esse princípio, não é mesmo? É bem parecido, Felipe. A diferença é que, nesse caso, o objetivo não é o entretenimento. A Ia precisa reproduzir com muita precisão os gestos, as expressões faciais e a gramática da Libras, porque uma pequena mudança no movimento pode alterar completamente o significado de uma frase. Ou seja, não basta o avatar mexer as mãos, ele precisa se comunicar como uma pessoa de verdade. Que que você acha disso, Samuel? Exatamente. E é por isso que esse tipo de pesquisa leva anos. O desafio não é só criar um personagem em 3D, é fazer com que ele se expresse de um jeito natural e compreensível pra comunidade surda. Felipe, daqui a pouco a gente volta para falar sobre o crescimento da inteligência artificial nas empresas da região de Campinas e os desafios que essa tecnologia já está trazendo para as relações de trabalho. Você fica aí porque é rapidinho. O Gênios 3.0 volta já. Estamos de volta com Gênios 3.0. E se no primeiro bloco a gente viu como a inteligência artificial pode ser uma ferramenta para promover a acessibilidade, agora vamos falar sobre um tema que já está mudando a rotina de milhares de profissionais. A IA deixou de ser uma promessa e passou a fazer parte do dia a dia das empresas. Só na região metropolitana de Campinas, 58% das indústrias já utilizam essa tecnologia e outras 25% pretendem adotá-la nos próximos meses. O desafio agora não é mais saber se a IA vai fazer parte do trabalho, mas como usá-la de forma ética, segura e dentro dos limites da legislação. E para entender quais são os riscos, as responsabilidades e o papel da IA da supervisão humana, nesse novo cenário, a gente conversa agora com a advogada especialista em direito do trabalho, Caroline Furlan Gibson. Seja muito bem-vinda ao Gênios 3.0. Olá, muito obrigada. É muito bom estar aqui com vocês, Caroline. Para começar o nosso papo, a primeira pergunta que eu vou fazer para você é que hoje 58% das indústrias da região já utilizam inteligência artificial. As empresas estão preparadas para esse avanço? Olha, essa é uma preocupação muito legítima, né? E as empresas têm utilizado eh as ferramentas de tecnologia, especialmente as artificiais, na operação, muitas vezes não para substituir mão de obra, mas para otimizar processos que e eventualmente demoram mais. e com e com essa inteligente inteligência artificial acaba sendo eh uma perda, né, de tempo um pouco menor e aumentando realmente a produtividade. Ô Caroline, e conta um pouco pra gente, o a legislação brasileira, quando se diz respeito ao a legislação do trabalho, já tem algo específico para as tecnologias e para a inteligência artificial? Na verdade, o Brasil não tem um marco legal da inteligência artificial ainda e aprovado, embora tenha um projeto de lei que esteja em tramitação no Congresso Nacional, buscando justamente regulamentar o desenvolvimento da IA no Brasil. Na prática, essa ausência de uma lei específica cria um cenário de incerteza, mas de um vácuo regulatório, né? A LGPD, por exemplo, é crucial pro uso de a que trata de dados pessoais, garantindo direitos com a revisão de decisões automatizadas. A CLT, por sua vez, eh traz um controle de jornada eh assédio moral para justamente para proteger os direitos do dos trabalhadores, mesmo em ambientes, né, com grande uso de tecnologia. Então, eh, nós não temos ainda uma lei específica, mas temos a LGPD, a CLT e o próprio eh, Código de Defesa do Consumidor, que acaba tratando desses aspectos de forma individualizada. Eh, mesmo sem uma lei específica, então, para a inteligência artificial, quais regras já precisam ser respeitadas pelas empresas? Ah, a conduta de não assédio e não preconceito, como eh como por exemplo, né? Então, muitas vezes, quando a contratação ela é terceirizada para uma IA, dependendo do treinamento que ela tem, ela pode gerar eh uma conduta discriminatória no sentido de contratar homens brancos, enfim. Eh, temos também, partindo ali um pouco da questão da Lei Geral de Proteção de Dados, temos muito hoje muitos dados de consumidores que, infelizmente, são vazados e a essa legislação, juntamente com o Código de Defesa do Consumidor protege, né, esse consumidor, esse cidadão desses vazamentos. E a inteligência artificial, ela pode ser usada para contratar ou demitir funcionários sem uma supervisão humana? Isso é muito complicado, né? A supervisão humana, ela será necessária e sempre foi necessária. Aí a inteligência artificial, ela vem para implementar, ela vem para colaborar e não para substituir a mão de obra. Então, é muito importante que no momento da contratação, por exemplo, quando for eh eh o RH for selecionar alguns currículos, eh ele criar essa IA para que ela não haja, tenha condutas preconceituosas, para que ela não tenha discriminação, eh, mas só como uma ferramenta realmente de ajuste, né, e de ajuda para justamente eh aprimorar, acelerar e desburocratizar às vezes eh eh necessária a leitura de muitos documentos, por exemplo. Então, a gente precisa trabalhar em harmonia com a inteligência artificial. E é muito importante a gente mencionar que o uso de ferramenta de a que geralmente não é contratada, não é paga, nós temos um grande problema de vazamento de dados, não só no momento da contratação de empregados, como vazamento eh de informações eh de extrema segurança paraa empresa, né? Então, às vezes um produto, uma estratégia de mercado. Então, o empregado muitas vezes ele quer acelerar eh essa produtividade, acaba utilizando sem o conhecimento da empresa essa ferramenta artificial, subindo, né, nessa plataforma informações que são valiosas, preciosas e extremamente sigilosas, colocando em risco o próprio emprego dele, mas também trazendo um grande risco econômico e social para essa empresa. Ô, Carolire, e um dos assuntos que que tem tomado atenção da população quando se diz respeito à inteligência artificial é sobre a questão ética da inteligência artificial e que isso pega todos os âmbitos, ainda mais agora no que estamos falando do dos direitos trabalhistas. Como evitar que os algoritmos reproduzam preconceitos em processos seletivos? Primeiro, é muito importante a empresa ter internamente uma regulamentação dessa inteligência artificial. Então, eh, trazer para [limpando a garganta] trazer para esses funcionários treinamentos, pessoas capacitadas que vão justamente eh criar promptes ou aprimorar a ferramenta justamente para que ela não faça isso. E outra coisa, outra questão que até eu mesmo vi nas redes sociais e na internet ultimamente é a questão dos dados das empresas, que as pessoas podem usar a inteligência artificial para colocar dados da empresa, fazer levantamentos e quais são os riscos de colaboradores utilizarem essas ferramentas públicas de inteligência artificial para trabalhar com as informações da empresa? Eh, inclusive isso é muito importante porque se um funcionário fizer isso, ele pode inclusive ser dispensado por justa causa, né? Então, o risco de vazamento de dados corporativo, ele é muito muito real. Então, ferramentas públicas de como o chat GPT gratuito, geralmente possuem termos de uso que permitem que essas informações inseridas pelos usuários sejam utilizadas para treinar e aprimorar modelos. Isso significa que, na verdade, ao inserir esses dados confidenciais na empresa, como estratégias, informações de clientes, projetos, eh pode expor esses dados empresariais de forma pública, permitindo que a empresa, eh, né, da IA os utilize. Isso configura eh uma violação muito grave da política de segurança de informações da empresa, do dever de sigilo do empregado e, em muitos casos da própria LGPD, que exige proteção de dados pessoais. Então, o vazamento de dados pode gerar prejuízos financeiros enormes, danos à reputação, sanções legais paraa empresa. Então, é por isso que o uso deve ser feito com extrema cautela, seguindo as políticas internas da empresa e preferencialmente utilizando soluções corporativas que garantam a confidencialidade e a segurança dessas informações. A ilusão de privacidade nessas ferramentas é um caminho perigoso e pode gerar justa causa. Ô, Caroline, e voltando um pouco no começo da nossa entrevista, você citou, logo nas suas primeiras respostas, a questão da LGPD. Até onde uma empresa pode usar inteligência artificial para monitorar a produtividade dos funcionários sem invadir a privacidade? Eh, essa pergunta é muito interessante, a gente precisa ter muita cautela sobre isso. A lei geral de proteção de dados protege justamente os dados daquele funcionário quando a gente tá falando de um ambiente de trabalho e das dos cidadãos em geral. Então, é muito importante que as empresas eh e isso pode ser caracterizado também quando a gente fala do excesso de uso de de produtividade, isso a gente vai para um outro patamar que pode ser de assédio, né? Então, a série em que sentido? De entregar resultado, entregar resultado, entregar resultado. Então, eh, primeiro, a clareza é muito importante e a transparência. A empresa precisa ter políticas internas sobre o uso eh desses desses dados, sobre como ela vai parametrizar e acompanhar, né, esses resultados. Então, primeira coisa, cautela. eh eh elaborar internamente procedimentos internos válidos, trazer conhecimento para essas pessoas e algo que é basilar em qualquer prestação de serviço, seja CLT ou qualquer relação humana que é o respeito. Caroline, e agora encaminhando para o final da nossa entrevista, a nossa última pergunta sempre fica para o meu parceiro digital, Samuel. Samuel, e aí, qual é a sua pergunta para Caroline? Caroline, para quem está começando a implementar inteligência artificial na empresa agora, qual é o primeiro passo para usar essa tecnologia com segurança, com responsabilidade e sem criar problemas trabalhistas? Eh, a tecnologia, por mais avançada que ela seja, é uma ferramenta. Ela não possui ética, empatia ou capacidade de discernimento moral. O olhar humano é essencial para auditar e calibrar os algoritmos, humanizar a gestão, interpretar dados com contexto, garantir ética e conformidade e promover a saúde mental dos líderes. Então, o bem-estar dos colaboradores não pode ser um mero indicador de produtividade eh algorítmica, né? Então, eh, resumindo tudo, o olhar humano é o guardião da ética, da justiça e da humanidade nas relações de trabalho e pro mundo cada vez mais tecnológico. Tá certo? Então, Caroline, muito obrigado. Obrigado por aceitar participar com a gente do Gênesis 3.0 e tirar essas dúvidas muito importantes para um assunto que está cada vez mais presente no nosso cotidiano. Eu quem agradeço a oportunidade, foi muito bom colaborar com vocês. Obrigado, Samuel. Uma coisa ficou muito clara nessa conversa. Aá pode até ajudar a tomar decisões, mas a responsabilidade continua sendo das pessoas. Exatamente, Felipe. A inteligência artificial é excelente para analisar grandes volumes de dados e identificar padrões, mas ela não entende contexto, empatia, nem as particularidades de cada situação. Por isso, a decisão final precisa passar pela análise humana. Isso vale tanto para quem contrata quanto para quem usa essas ferramentas no dia a dia. A tecnologia pode acelerar o trabalho, mas não substitui o pensamento crítico, não é mesmo, Samuel? É isso mesmo. E esse talvez seja o maior desafio da IA nos próximos anos. Encontrar o equilíbrio entre automação, produtividade e responsabilidade. Quem conseguir usar a tecnologia como apoio e não como substituta das decisões humanas vai estar um passo à frente. E no próximo bloco tem as nossas dicas de tecnologia, ferramentas de IA para o dia a dia e, claro, o tutorial da semana. Mas você fica aí porque o Genius 3.0 volta já. Estamos de volta com Gênios 3.0. Depois de falar sobre a inteligência artificial no mercado de trabalho, agora é hora de mostrar como essa tecnologia também está chegando na nossa rotina de um jeito muito mais prático do que a gente imagina, seja para organizar as finanças, escolher o que assistir, produzir conteúdo ou até criar músicas personalizadas. Se você ainda controla o dinheiro em planilhas ou anota tudo no bloco de notas, talvez este appil a sua vida. O PR conecta suas contas bancárias e funciona como um assistente financeiro no WhatsApp. Você pode perguntar, por exemplo, quanto gastei com Uber essa semana? Ou posso pedir um delivery hoje? E ele responde com base no seu saldo e nas suas movimentações. É uma forma muito mais natural de acompanhar os gastos sem precisar abrir vários aplicativos ou ficar procurando informações no extrato do banco. Que que você acha disso, Samuel? E o mais interessante, Felipe, é que você não precisa ficar caçando informação em extrato ou pulando de aplicativo em aplicativo. A IA entende a sua pergunta em linguagem natural, analisa os dados financeiros e entrega a resposta em segundos. É como ter um consultor financeiro no bolso, só que disponível a qualquer hora. Samuel, agora vamos falar de um problema que todo mundo já enfrentou. Quem nunca passou mais tempo escolhendo um filme do que de fato assistindo? O Cine Menu quer resolver exatamente isso. O aplicativo reúne as plataformas de streaming que você assina, analisa o seu histórico, o seu perfil e até o seu humor no momento para montar um verdadeiro cardápio personalizado de filmes e séries. Em vez de ficar rolando a tela por meia hora sem decidir nada, você recebe algumas opções que realmente fazem sentido para você, acompanhadas de uma resenha curta e sem spoilers. É como ter um crítico de cinema particular, Felipe. A IA entende o que você gosta, cruza isso com o catálogo dos streamings e entrega sugestões muito mais certeiras. No fim das contas, a tecnologia deixa de ser só um mecanismo de busca e passa a entender o seu contexto para te ajudar na decisão. E olha só isso que eu descobri, Samuel. Se você gosta de música ou precisa de uma trilha para estudar, trabalhar ou simplesmente relaxar, o Suno e o úio mostram muito bem como a IA também está mudando a forma de criar conteúdo. Basta descrever o estilo que você quer ouvir, como uma música lowf concentração, uma trilha épica ou até uma canção sobre um tema específico. E em menos de um minuto a plataforma gera uma música completamente inédita. É uma experiência que até pouco tempo atrás parecia coisa de filme de ficção científica. Que que você acha disso? O mais curioso, Felipe, é que a Ia não procura uma música pronta. Ela compõe uma música nova na hora, com base no que você pediu. É como ter um estúdio musical e um compositor à disposição sempre que surgir uma ideia. E isso mostra como a IA está deixando de ser só uma ferramenta de consulta para se tornar uma parceira no processo criativo. E agora vamos ao nosso tutorial da semana. Se você está planejando um passeio, uma viagem rápida ou até um fim de semana diferente, a inteligência artificial pode montar um roteiro completo para você. É simples. Abra um chat de IA e escreva mais ou menos assim: "Monte um roteiro de um dia para mim em Campinas. Quero passeios culturais, o almoço com preço médio e um lugar para terminar a tarde ao ar livre. Você também pode informar o orçamento, dizer se vai sozinho, com a família ou com amigos e o tipo de passeio que procura. A Iá organiza o dia em ordem cronológica, sugere restaurantes, calcula o deslocamento entre os locais e monta um roteiro personalizado em poucos segundos. Eu achei muito prático. E você, Samuel? E tem um detalhe importante, Felipe. Quanto mais específico for o seu pedido, melhor fica o resultado. É como conversar com um guia turístico que conhece os seus gostos e monta o passeio sob medida. A IA economiza o seu tempo, mas a experiência continua sendo sua. E assim chegamos ao fim de mais um Gênios 3.0. Hoje a gente viu como a inteligência artificial está presente em áreas muito diferentes da acessibilidade ao mercado de trabalho e, claro, nas pequenas tarefas do nosso dia a dia, não é mesmo, Samuel? E talvez essa seja a maior mudança que a gente está vivendo. A tecnologia deixou de ser algo distante, restrito a laboratórios. Ela está nas decisões que tomamos, na forma como trabalhamos, como nos divertimos e até na organização da nossa rotina. E o desafio continua sendo o mesmo, usar essas ferramentas com inteligência, senso crítico e responsabilidade. É isso aí. Obrigado pela companhia. Na semana que vem tem mais tecnologia, mais inovação e mais conversa sobre o futuro que já está acontecendo. Até o próximo, Gênios 3.0. Até mais. [música] [música] [música] [música] [música]