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Olá, está começando o Gênios 3.0, o programa que fala de tecnologia, informação e inteligência artificial, mas sempre mostrando como tudo isso impacta a nossa vida. E claro, eu não estou sozinho nessa. Quem está comigo é ele, meu parceiro digital, Samuel. E aí, Samuel, pronto para mais uma? Sempre pronto, Felipe. E hoje a gente começa o programa falando de um assunto que está cada vez mais presente na nossa rotina, a privacidade dos nossos dados quando usamos ferramentas de inteligência artificial. O que será que acontece com aquilo que a gente escreve num chatbot? Depois a gente vai até a Unicamp conhecer uma tecnologia que transforma a casca da jabuticaba num ingrediente com potencial para ajudar a saúde intestinal. [música] E no terceiro bloco, como sempre, tem as nossas dicas de tecnologia, ferramentas e mais um tutorial prático para você aproveitar melhor a tecnologia no dia a dia. [música] Calma aí, Samuel. Não conta o programa inteiro para o pessoal ficar com a gente até o final. Mas já que você deu spoiler, bora lá. A gente começa o programa mostrando como a pesquisa e a tecnologia também podem transformar um produto que seria descartado em uma nova solução para a saúde. Pesquisadores da Unicamp desenvolveram em cotitularidade com a empresa filha Ruben Estratos uma tecnologia que utiliza compostos presente na casca da Jebuticaba para investigar seus efeitos sobre a microbiota intestinal. Quem mostra como essa tecnologia funciona e como o resíduo da indústria pode se transformar em um ingrediente de alto valor é a repórter Camila Borges. Camis, conta pra gente tudo que você descobriu aí. Oi, Felipe, tudo bem? É isso [música] mesmo. A jabuticaba, fruta tão tradicional do nosso país, também pode servir como fonte de inovação paraa saúde. Isso porque pesquisadores da Unicamp desenvolveram um estudo que investiga como compostos da casca da fruta pode ajudar a equilibrar a microbiota intestinal. E essa inovação já está chegando ao mercado através de uma empresa filha da universidade. E para explicar melhor sobre isso, sobre essa tecnologia, já está aqui ao meu lado o Felipe dos Santos, que é pesquisador. Felipe, seja muito bem-vindo ao Gênios e também obrigada por nos atender. Olá, tudo bem? Prazer. Felipe, para começar, é o que os pesquisadores, você no caso, e encontraram na casca da Jabuticaba, que despertou tanto interesse para desenvolver essa tecnologia? A casca da jabuticaba, ela, não sei se você sabe, mas a casca da jabuticaba não é consumida pelo brasileiro, né? Muitas pessoas consomem somente a pouco, eh, por uma questão de gosto, né? Uma casca, a casca éente, tem um gosto forte, então não é consumido. Mas nós identificamos, na verdade, nós da Rúbia e da Unicamp, né, com os professores junto com o professor Mário Marochicka, por exemplo, identificamos que a casca da jabuticaba é rica em compostos fenólicos, tá? E esses compostos tm propriedades funcionais para o nosso organismo. [música] Então se consumindo de maneira adequada e corriqueiramente você consegue obter vários benefícios, como a modulação da microbiota, que foi o achado mais recente que nós tivemos para essa para esse produto. Sim. E nós estamos aqui na sede da Rubian. É, como que surgiu essa empresa? Foi através da Inova que é uma agência da da Unicamp. Isso. A Ruben tem um histórico bem interessante com inovação, porque ela surgiu através do desafio Unicamp. lá em 2010, eh, através de outra patente, outro licenciamento e aí veio o estrato da Jabuticaba posteriormente com o segundo licenciamento foi o desenvolvimento desse produto. E a pesquisa ela começou investigando os efeitos da jabuticaba sobre a saúde metabólica e ela avançou eh pra microbiota intestinal, como que foi esse processo exatamente? Eh, a primeira propriedade intelectual depositada pela Unicamp que nós licenciamos foi uma propriedade intelectual que visou eh o benefício, o tratamento de comorbidades metabólicas, né? E por sequência a gente através de estudos da literatura e achados, eh verificamos que a estrada da JButicaba poderia interferir na microbiota intestinal, né? E alguns estudos dizem que a microbiota ou o nosso intestino é o segundo cérebro. Sim. Então nós conseguimos verificar que alguns compostos fenólicos ali presentes, né, eles conseguiam modular todo esse ecossistema de microorganismos que tem nossa flora intestinal, trazendo diversos benefícios pra saúde. Uhum. E quando a gente fala em microbiota intestinal, é para quem tá em casa e não conhece muito bem esse termo, eh o que exatamente significa? Qual a importância também dessa dessa inovação eh paraa saúde? A microbiota intestinal é um termo que a gente usa para definir os microorganismos que estão presentes dentro do nosso intestino, que fazem todo o processo fermentativo e digestão dos alimentos, tá? Então, pessoas que têm disbiose, ou seja, que tem essa microbiota alterada negativamente, eh, tem problemas de saúde, né, às vezes com algum efeito metabólico, algum parâmetro metabólico alterado, como glicose, insulina, eh, às vezes até gordura no fígado, né? famosa hepática, eh, outros problemas mais sérios. Mas de maneira geral, o que a gente viu que a jabuticaba, pelo fato de ter esses compostos fenólicos, ela consegue modular, ou seja, e inibir algumas bactérias maléficas e positivar ou aumentar a expressão de bactérias positivas, benéficas pro nosso organismo. Então, ela tem essa capacidade de alterar esses microorganismos e trazer benefício à saúde, certo? E na prática, como que é? Eh, como que [música] fica depois de do processo todo? Como que fica esse produto? É a casca da Jabuticaba, a gente recebe a casca da Jabuticaba da Fazenda eh de produtores. São cascas que iriam pro descarte, tá? Porque eles fazem a extração da polpa. Nós ficamos somente com essas cascas. E essas cascas são processadas e a gente transforma ela nesse pó. Esse pó é padronizado, ele tem uma quantidade específica de compostos fenólicos ou polifenóis aqui presentes, tá? O principal polifenol é a antocianina, que é esse essa substância que dá a coloração roxa pra jabuticaba, tá? Então ele já tem uma padronização específica para aplicação em suplementos alimentares e alimentos funcionais. Hoje a Rúen trabalha num modelo de negócio que visa atender empresas que produzem suplementos alimentares, né, no modelo que a gente chama B2B, é business to business. Eh, então a gente fabrica esses produtos justamente para atender esse mercado. Então, empresas interessadas em lançar um suplemento nos procuram com essas inovações. Aí o caso dele é a extrato da Jabuticabo, certo? Então, a partir deles eles desenvolve novos produtos que vão chegar até o público. Uhum. E a gente já falou um pouco sobre a Inova, sobre a universidade. Qual que a importância também de ter essa plataforma para apoiar pesquisadores, inovações também no mercado? Ah, é fundamental, né? A gente olha o a gente olha hoje o panorama brasileiro de suplementos alimentares, a gente vê pouca inovação e quando a gente tem a parceria da Inova e a Unicamp, a gente sente que é amparado e consegue trazer essa inovação pro mercado de maneira mais rápida. E o que me chamou atenção também sobre a pesquisa é que vocês utilizaram um sistema que eh ele simula um intestino. É isso? Exatamente. E esse processo, esse desenvolvimento, a gente utilizou um equipamento que chama shime, uma signo inglês, mas que basicamente é a simulação do intestino, de todas as etapas de digestão do nosso organismo em reatores, reatores em bancada, como se fosse um becker desse. Uhum. Tá. Então, eh, a gente colocou diferentes substâncias ali para simular esse intestino com enzimas, alguns ácidos, algumas bases. A gente adicionou fezes de humanos em disbiose. Uhum. Eh, que a gente fez a coleta. Então, a gente selecionou 20 20 pacientes no qual tinha disbiose intestinal, tinha um sobrepeso. A gente coletou as fees desse desses pacientes e utilizou como base nesse sistema de simulação, tá? Então, dentro desse sistema, a gente colocou umas feeses, colocou alguns reagentes, enzimas, substâncias e colocou o extrato da Jabuticaba. E no início, [música] no final a gente fez a mensuração dessa microbiota. Então, o início a gente tinha uma fotografia quais eram os microorganismos ali presentes e depois no final do tratamento a gente tinha uma segunda fotografia onde tinha os demais microorganismos. Então a gente conseguiu verificar que houve essa mudança, essa alteração, né, positiva nesses microorganismos através do estado da Gotic. Foi a partir daí que vocês viram a eficácia do produto. Exatamente. É a partir desses dados que a gente consegue demonstrar que o produto é eficácia. Uhum. Eh, algo mais que você queira acrescentar sobre a pesquisa que a gente não falou aqui? Você acha interessante pontuar? Eu acho, eu acho que de maneira geral é isso. A gente acredita muito no extrato da JBTicaba. Ele tem muito potencial e é uma fruta brasileira. Uhum. Né? Que vem sendo investigado pela universidade há anos, né? Com o professor Mário Maroch pela Unicamp. E a a gente acredita muito nesse nesse extrato, a gente sabe do potencial dele de tratar justamente, por exemplo, disbiose intestinal, né? Então eu acho que é muito potencial isso. Bacana da casa. Perfeito. Agradeço sua participação aqui no Gênios por compartilhar com a gente essa inovação tão importante, como você citou aí, todos os benefícios que ela pode trazer. Bom, obrigado, Felipe. Volta com você aí do estúdio. Samuel, o que mais chama atenção nessa pesquisa é que a tecnologia consegue unir duas questões importantes: a busca por novas alternativas para saúde e o aproveitamento de um material que normalmente seria descartado. Que que você acha disso, Samuel? Exatamente, Felipe. A casca da jabuticaba concentra uma grande quantidade de compostos fenólicos que os pesquisadores já estudavam pelos possíveis benefícios. Agora, a pesquisa dá um passo além, investigando como esses compostos podem interagir com a microbiota intestinal. Samuel, e tem uma outra parte muito interessante. Os pesquisadores conseguiram estudar esse processo em laboratório com auxílio de um sistema que simula o funcionamento do trato digestivo humano. Isso permite acompanhar o que acontece com os compostos da jabuticaba durante a digestão e observar os efeitos sobre os microrganismos do nosso próprio intestino. E os resultados mostraram um aumento de bactérias associadas à saúde intestinal e uma redução de grupos potencialmente prejudiciais. Além disso, os pesquisadores observaram indícios de proteção da barreira intestinal diante de estímulos inflamatórios. Samuel, isso é a ciência transformando uma fruta tão brasileira em uma tecnologia com potencial de aplicação na indústria e na promoção da saúde. E no próximo bloco a gente volta ao tema da inteligência artificial para entender um dos grandes desafios da tecnologia hoje. Como proteger os nossos dados em um mundo cada vez mais conectado. Mas você fica aí porque o Gênios 3.0 volta já. [música] Estamos de volta com Gênios 3.0 zero. E depois de conhecermos uma tecnologia que transforma a casca da Jabut Caba em uma nova possibilidade para saúde intestinal, agora vamos falar de um tema que envolve diretamente a nossa vida digital, a segurança dos dados quando usamos a inteligência artificial. Hoje é cada vez mais comum usar chatbots para resumir documentos, corrigir textos, analisar informações ou até programar o problema. é que muitas vezes a gente acaba esquecendo e colocando nossos dados pessoais. E para entender os riscos desse comportamento, como os vazamentos podem acontecer e o que podemos fazer para usar a inteligência artificial de forma segura, a gente conversa agora com a professora de robótica e inteligência artificial da Unicamp e coordenadora do laboratório de robótica e sistemas cognitivos do Larox, Ster Colombini. Ster, seja muito bem-vinda ao Gênios 3.0. Obrigada, Felipe. Professor, e para começar a nossa entrevista, quando a gente coloca um dado em uma ferramenta de inteligência artificial, qual é o caminho que essa informação pode percorrer a partir do momento que a gente coloca as informações lá? Eu acho que primeiro a gente tem que distinguir que a gente tem diversas ferramentas disponíveis, né, e às vezes muito pouca informação sobre como eh essas grandes empresas eh que tomam conta dessas ferramentas eh fazem o processo de curadoria de tratamento dos dados, mas existem no geral aquelas ferramentas que são públicas, por exemplo, quando você usa eh a forma gratuita dela e tem aquela que é paga e que normalmente tá associada a algum contrato eh relacionado a esse pagamento. Ah, não que a gente tenha garantia em nenhuma das duas, mas no modo público naturalmente e no modo privado também, por definição, os dados que você tá conversando, usando lá no no na na conversação com o modelo, eh eles podem ser usados para treinar o próprio modelo, como se fosse para melhorar o modelo. E isso implica, como a gente conhece também muito pouco, como eu falei, sobre o processo, é muito pouco transparente sobre como esses dados são governados pelas empresas, sobre como eles são usados, isso pode e tem acontecido, né, a gente tem relatos dessa dessa eh desse tipo de de ocorrido, ah, de que o seu dado vai vazar em outras ferramentas públicas ou em conversas com o próprio eh chat em assim sem ser dentro do seu chat privado. É, e isso é um risco. Então, pensando que na ciência a gente tá usando, por exemplo, eh esse tipo de modelo para eh para ajudar na curadoria às vezes de um processo que envolve dados de saúde, se você tiver dados de paciente com informações eh privadas desses pacientes e você coloca eh nesses modelos, achando nessas ferramentas, achando que tá sendo só para uso próprio e não tá configurado corretamente, para que, por exemplo, ele não use esses dados para treinamento, isso pode potencial almente pode ter um vazamento muito sério desses dados. Ô professora, você citou na sua resposta a questão do vazamento de dados. Tem alguma legislação hoje em dia no nosso país, no Brasil, que ampara aquele usuário quando acontece esse tipo de vazamento de dados? A gente tem a LGPD de forma geral, protegendo a os dados, né? E aí a gente assim, a a LGPD ela ela é bastante protetiva nesse sentido. Ah, mas a gente tá falando hoje em dia de algo muito maior, porque, por exemplo, não é vazar CPF, nome, tem estudos que mostram que mesmo fizeram inclusive com usuários do Brasil, acho que da Índia, Paquistão, Nigéria, um estudo que pegou chates eh conversações de cerca de 1000 pessoas que doaram as suas conversações. participaram desse estudo de forma voluntária e eles perceberam que mesmo retirando as informações privadas [limpando a garganta] das pessoas dessas conversações, as ferramentas elas conseguiam depois recuperar detalhes sobre profissão, estilo de escrita, preferências. Então, a gente tá falando de um novo tipo de de vazamento, que não é um vazamento mais só de, sei lá, a sua senha ou o seu CPF ou o seu nome, eh, endereço, coisas mais imediatas, mas talvez uma caracterização maior a sua como ser humano, eh, que pode estar disponível por aí. Eh, então assim, não tem uma lei, a gente falta essa legislação, acho que ainda no no país, em vários países do mundo, mas a gente tem LGPD para proteger os dados de forma geral. Eh, então acho que o que falta é uma regulamentação em relação a essas plataformas, a essas ferramentas que estão se popularizando, porque a gente conhece os grandes nomes, mas cada dia tá o João, a Maria fazendo uma ferramenta especializada para um determinado nicho. E aí, como é que tá sendo a proteção dos dados nesse caso, né? Então, a gente tem realmente bastante preocupação dessa natureza. E o usuário ele consegue saber se a conversa que ele teve com uma inteligência artificial está sendo armazenada ou utilizada para treinar o sistema. Os aplicativos, os grandes aplicativos, eles avisam que essas conversas estão sendo armazenadas? Não. Eles tem às vezes um disclaimer lá, né? uma uma frasezinha dizendo: "Olha, o conteúdo dessa conversa pode ser usado para fins de treinamento, mas em geral você tem que ativamente ir na ferramenta e configurá-la, eh, para que os dados não sejam usados para treinamento. Eu, se eu não me engano, eu configurei uma minha um dia desse, se eu não me engano, por definição, eh, em algumas delas, o padrão é que os dados estão sendo usados para melhorar. Eles dizem que é para melhorar a interação com você, eh, para melhorar o modelo de forma geral, né? Mas isso implica eh que os seus dados podem ser empregados sem muito controle da da sua parte. E hoje em dia as pessoas utilizam essas ferramentas de inteligência artificial para tomar decisões no seu cotidiano. Então acaba colocando informações sobre a sua casa, sobre a sua profissão, sobre a empresa em que a pessoa trabalha. Quais são os erros mais comum que as pessoas cometem ao compartilhar essas informações com inteligência artificial? Eu acho que é isso mesmo que você tá falando, é expor completamente. E aí às vezes expondo dados que não são nem da pessoa, né? Porque eu tô trabalhando e eu exponho dados da empresa. Eh, eu tenho uma questão aí inclusive legal nesse nesse nesse cenário. Dados de outras pessoas ou relatórios que eu tenho acesso, isso vira uma uma cadeia assim de transmissão de dados que é bastante difícil da gente conseguir controlar. Então, tem muitas empresas que eles têm seus contratos, eh, né, eh, relações mais proprietárias com essas ferramentas. Tem muita gente que tá desenvolvendo uma questão inclusive de soberania, acho que das empresas, do país e etc, desenvolver as ferramentas próprias, exatamente para ter controle de como é que é o processo de governança desses dados aí na na durante o o tempo de vida útil da ferramenta, né? Então, acho que essa é uma questão que tem que ser considerada. as pessoas cometem o erro de tratar a ferramenta como se ela fosse algo muito privado. Ela não é, na verdade, a aquele seu dado ali não tá protegido. Eh, e não é protegido porque ele vai aparecer necessariamente numa página do Google, mas ele pode estar presente numa nova versão desse modelo que vai conseguir inferir sobre você ou ambiente com o qual você se relaciona, sua casa, o seu estilo de vida, pessoas próximas, muito sobre essa dinâmica. Então também tem uma questão de segurança indireta aí nesse caso. E quando a gente fala desse desses aplicativos, dessas ferramentas de sistema da informação, a gente fala sobre redes que podem ocorrer falhas. E quando a gente fala de um link de compartilhamento ou até uma falha da própria plataforma pode expor a minha conversa privada, acontece às vezes um erro nesse sistema que acaba vazando diversas conversas. A minha pode estar lá no meio, pode vazar essas minhas informações. Sim, a gente teve casos dessa natureza de que quando as pessoas compartilhavam eh conversas por aqueles links, né, eh de alguma forma a URL, né, que é aquele endereço que é compartilhado, que é o o endereço que identifica essa essa conversa unicamente, ele não tava protegido e aí essa conversa acabou eh ficando pública. Então, a gente tem relatos, as plataformas, claro, estão tentando tratar isso. Ah, mas de novo são sistemas de informação que tão tanto sujeito a a erros de programação, de construção, quanto ataques, né? Também nada impede que esses sistemas sejam atacados por por hackers, por outras eh tem toda uma um poder associado agora a essa eh a a ter esses dados, né? Então, a gente não só nos chats, né, mas a gente tem relatos de sistemas de informação que são consistentemente eh hackeados. Eh, então tem falha de proteção de qualquer forma. Ô, Estter, e nas empresas, quando a gente entra nesse âmbito empresarial, o que pode acontecer quando um funcionário coloca um código, um relatório ou dados de clientes em uma inteligência artificial pública? É, aí assim tem, acho que tem a questão legal que eu não não é a minha área, mas você tem um problema de vazamento assim por parte de um funcionário e muitas vezes não por má intenção, mas até por falta de treinamento das empresas, porque a a também tem-se uma demanda muito grande hoje em dia por uma eh agilização dos processos de trabalhos mediados por essas ferramentas, né? Então também tá se esperando das pessoas, talvez entregas mais rápidas, que pressupõe que elas usariam essas ferramentas sem que a empresa adote política de, por exemplo, disponibilizar ferramental adequado, protegido, eh, para ele. Então, às vezes, por uma questão até da própria dinâmica que não foi bem estruturada, a pessoa usa a ferramenta eh assim eh não de assim querendo causar nenhum dano à empresa, mas pode acabar causando e a próprio ao próprio trabalho, né, de forma geral. Eh, então acho que assim, uma uma grande preocupação agora é das das eh das corporações e e das empresas de estabelecerem critérios muito claros e regras e adotarem estruturas muito claras pros funcionários, porque também existe uma demanda pelo uso dessas ferramentas. Então, assim, onde é que começa um e termina o outro, né? Então isso precisa estar muito bem estabelecido. Grandes empresas, grandes corporações já têm isso mais claro. Eu acho que isso acaba acontecendo um pouco mais eh nas empresas de pequeno e médio porte, né? Oi, Ester. E como de costume aqui no nosso programa, a última pergunta da nossa entrevista eu deixo sempre pro meu parceiro digital, pro Samuel. Samuel, com você, qual é a sua pergunta para Ester? Professora, para encerrar, se a gente pudesse resumir tudo numa regra só, o que nunca deveria ser colocado numa ferramenta pública de inteligência artificial? Acho que claramente você não deve colocar eh dados, principalmente olhar primeiro se elas estão em modo de treinamento, se elas estão coletando esses dados, mas independente disso, evitar no limite colocar qualquer informação que identifique você direta ou indiretamente eh para para as pessoas em geral, que possam, por exemplo, reconhecer onde você mora, quais são seus principais hábitos, eh qual é a sua rotina, a rotina da sua família. Eh, isso eh pode ser bastante significado dados bancários ou informações patrimoniais. Eu imagino que isso seja muito eh uma uma questão diretamente muito muito eh eh preocupante, mas também eu acho que e a um recado maior é nunca usar essas ferramentas como apoio psicológico, porque acho que é um dos usos que a gente tem visto mais significativo e elas têm um problema porque elas confirmam as suas verdades, então elas não vão necessariamente eh ajudar você. vai parecer que é uma ajuda momentânea, eh, mas aí os profissionais de saúde, as pessoas adequadas teriam que ajudar. Então, eu acho que é não inserir esse tipo de informação e não tratar esse essas ferramentas como apoio emocional, eh, porque tem gente qualificada para fazer isso e esse é um grande perigo que a gente tá vendo, essa ligação emocional pode acontecer com essas ferramentas, tá certo? Então, Estter, muito obrigado e obrigado pela disponibilidade de tirar um tempo para conversar com a gente aqui do Gênes 3.0. Obrigada pessoal, foi um prazer. Samuel, eu acho que uma das principais lições dessa conversa é que a inteligência artificial não deve ser tratada como um espaço completamente privado. Antes de colocar uma informação em um chatbot, a gente precisa pensar no valor e na sensibilidade daquilo que está sendo compartilhado. Exatamente, Felipe. E o mais importante é que esse cuidado começa no próprio usuário. A inteligência artificial pode ajudar a resumir um documento, por exemplo, mas isso não quer dizer que seja uma boa ideia enviar o documento inteiro se ele tiver dados confidenciais. Nas empresas, esse cuidado precisa ser ainda maior. Não basta proibir ou liberar o uso da inteligência artificial. É preciso criar regras para que os funcionários saibam que quais ferramentas podem usar e principalmente que tipo de informação pode ser compartilhado. Porque a inteligência artificial já faz parte da nossa rotina, Felipe. O desafio agora é aprender a usar essa tecnologia sem abrir mão da segurança e da privacidade. É isso mesmo, Samuel. E no próximo bloco, a gente vai sair um pouco desse universo dos riscos e mostrar o lado mais prático da tecnologia. Tem ferramentas para facilitar a rotina, novidades e, claro, mais um tutorial para você aprender a usar a inteligência artificial a seu favor. Mas você fica aí porque o Genius 3.0 volta já. Estamos de volta com Gênios 3.0. E depois de falar sobre os cuidados com os nossos dados e os riscos do uso inadequado da inteligência artificial, agora é hora de mostrar como a tecnologia também pode facilitar a nossa rotina. E se você precisa organizar ideias para um projeto, um trabalho ou até estudar, Mindmister pode ser uma ótima opção. A ferramenta permite criar mapas mentais de forma visual, partindo de uma ideia central e criando ramificações com os principais pontos do assunto. E o melhor é que tudo fica salvo na nuvem, podendo ser acessado pelo computador ou pelo celular. Também é possível compartilhar o mapa e trabalhar em equipe. Prático, não é mesmo, Samuel? Muito, Felipe. E o formato visual ajuda bastante a enxergar a relação entre as ideias. Você pode usar cores, ícones, links e notas para deixar o mapa mais organizado. É uma boa alternativa para quem tem muita informação e precisa transformar tudo isso numa estrutura mais fácil de entender. Agora, se tem uma tarefa que pode consumir muito tempo, é ficar repetindo as mesmas ações em aplicativos diferentes. É aí que entra o Zapier, ele permite conectar serviços como Gmail, Slack, Trelo e planilhas para automatizar tarefas sem precisar saber programar. Você define um gatilho e uma ação. Por exemplo, quando uma pessoa preencher um formulário, o zapper pode automaticamente registrar a informação em uma planilha e enviar uma notificação. Samuel, isso pode economizar muito tempo do nosso dia a dia, não pode? Com certeza, Felipe. A ideia é justamente deixar que os aplicativos conversem entre si. Em vez de você copiar e colar a mesma informação em vários lugares, a automação faz esse trabalho sozinha. E isso pode ser útil tanto no trabalho quanto nas tarefas do dia a dia. E para quem participa de muitas reuniões, tem mais uma ferramenta interessante, o Firefle AI. Ele pode entrar em reuniões online, transformar a conversa em texto e usar a inteligência artificial para identificar os principais assuntos e as tarefas que foram combinadas. Assim, você não precisa passar horas tentando reconstruir tudo que foi discutido e ainda é possível fazer perguntas sobre conteúdo da reunião. Que que você acha disso, Samuel? Vou aderir esse pro meu dia a dia. Exatamente. O Fireflies também consegue organizar as informações e facilitar a busca por um ponto específico da conversa, mas como ele lida com áudio e com informações de reuniões, é importante ter atenção à privacidade e avisar os participantes sempre que houver gravação ou transcrição. E agora vamos ao nosso tutorial da semana. Sabe aquela foto de um documento, de uma página de livro ou até de uma anotação na lousa que você precisa transformar em texto? Não precisa digitar tudo manualmente. O próprio celular consegue reconhecer o texto da imagem. No seu celular, abre a foto no aplicativo Fotos e mantenha o dedo pressionado sobre uma palavra. O sistema vai reconhecer todo o texto e permitir que você selecione e copie o trecho necessário. No Android, por exemplo, você pode abrir a imagem no Google Photos e usar o Google Lens. Toque na opção de texto, selecione o trecho que precisa e escolha a opção para copiar. Depois é só abrir um e-mail, uma mensagem ou um bloco de notas e colar o conteúdo. Em poucos segundos, aquela foto, que era apenas uma imagem se transforma em um texto editável. Muito prático, não é mesmo, Samuel? Muito, Felipe. E o mais interessante é que dá para usar isso em várias situações. Para digitalizar um documento, copiar uma anotação ou até traduzir um texto fotografado. É um bom exemplo de como recursos que já estão no celular podem poupar tempo no dia a dia. Samuel, e mais uma vez a gente percebe que a tecnologia não precisa ser complicada para ser útil. Hoje a gente mostrou ferramentas que ajudam a organizar ideias, automatizar tarefas e facilitar o trabalho com informações. E até uma função que já está no nosso celular, que pode resolver um problema que antes exigia muito tempo, não é mesmo, Samuel? Exatamente, Felipe. Quando a gente entende como usar essas ferramentas, a tecnologia deixa de ser só uma novidade e passa a ser uma aliada para ganhar tempo, organizar a rotina e trabalhar melhor. E assim eu vou ficando por aqui. Obrigado pela companhia, Samuel, e obrigado a você que acompanhou mais um episódio do Gênios 3.0. Espero que você tenha aproveitado as nossas dicas e que pelo menos umas delas possa facilitar a sua rotina. No próximo programa tem mais tecnologia, inovação e inteligência artificial explicadas de um jeito simples. O GIS 3.0 vai ficando por aqui, mas eu te espero no próximo episódio. Até mais. [música] [música] เ