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[música] Olá, está começando mais um Gênios 3.0, o programa que fala de tecnologia, informação e inteligência artificial, mas sempre mostrando como tudo isso impacta nossa vida. E claro que eu não estou sozinho nessa. Quem está comigo é ele, meu parceiro digital, o Samuel. E aí, Samuel, pronto para mais um programa? Sempre pronto, Felipe. E hoje a gente vai mostrar como a tecnologia sai do campo das ideias e vira aplicação concreta. Primeiro, vamos conhecer um laboratório do CTI Renato Archer, que reúne equipamentos e infraestrutura para pesquisas e projetos em áreas como nanotecnologia, micro e nanoeletrônica, fotônica e energia. Depois a gente olha para um desafio que faz parte da rotina de quem vive nas cidades. Como usar tecnologia e dados para melhorar o trânsito, a coleta de lixo, a segurança e outros serviços públicos. E no terceiro bloco, como sempre, tem as nossas dicas de tecnologia e mais um tutorial prático para você aproveitar melhor as ferramentas digitais no dia a dia. Calma aí, Samuel. Você praticamente contou o programa inteiro, mas bora lá. E a nossa primeira história mostra justamente como uma infraestrutura de pesquisa pode ajudar a transformar uma ideia em um projeto de tecnologia. O CTI Renato Archer inaugurou o laboratório aberto de caracterização de materiais, o Lamat. O espaço foi criado para apoiar pesquisas em materiais avançados, nanotecnologia, micro e nanoeletrônica, fotônica e energia. E o mais interessante é que essa estrutura não é destinada apenas aos pesquisadores da instituição. Estudantes, empresas, startups e inventores também podem ter acesso aos equipamentos e à infraestrutura para desenvolver pesquisas, produtos e protótipos. A nossa repórter Débora Martins foi até o CTI Renato Archer e mostra como funciona esse laboratório e o que ele pode representar para o desenvolvimento das novas tecnologias. Mostra tudo que você descobriu aí, Débora. É isso mesmo, Felipe. Nós estamos aqui, viemos conhecer o laboratório Lamate, faz parte do complexo de laboratórios aqui do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer. E eu tô aqui ao meu lado com o Caik Serat de Brito. Ele é um dos pesquisadores eh tecnologista, né? Pesquisador em desenvolvimento tecnológico. Eh, para falar um pouco como que funciona aqui, o que é o Lamate? Eh, seja bem-vindo, Caik. Por favor, explique pro pessoal de casa aí o que que é o Lamat. Muito obrigado. É isso mesmo. O Lamat, ele é o laboratório de caracterização de materiais aqui do CTI Renato Archer, né? E é um laboratório que a gente usa para estudar materiais. Então, basicamente o que a gente tem aqui é um jogo de perguntas e respostas. A gente joga uma luz no material e vê como ele responde. E através disso a gente consegue identificar quais são as propriedades dele e estruturais e eletrônicas. E disso dá pra gente determinar quais são as propriedades dele, né? Então aqui basicamente funciona como o CSAI, né? Aquela série de televisão que você tem um material e você não sabe identificar o que que ele é. A gente consegue jogar a luz nele e dependendo da resposta dele, a gente identifica qual que é a molécula que tá envolvida ali, qual que é a estrutura, quais são os átomos que são componentes desse material. E com isso a gente consegue fazer então a resposta do que que é aquele material desconhecido. Inaugurado em maio deste ano, o Lamate, laboratório aberto de caracterização de materiais, recebeu cerca de R$ 5.200.000 em investimentos da FINEP, financiadora de estudos e projetos, e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para aquisição de equipamentos e adequação da infraestrutura. foi criado para integrar o conjunto de laboratórios abertos do CTI Renato Archer. Os laboratórios abertos então funcionam da seguinte maneira. Se você tem alguma proposta de pesquisa ou de algum trabalho que você precisa desenvolver na sua empresa, na indústria, você pode submeter uma proposta pra gente e a gente faz os experimentos. Então, a gente tem toda essa infraestrutura de laboratórios aqui no CTI, na qual a gente pode estar usando nossos equipamentos para trazer uma informação especializada para quem tá precisando. Isso é aberto para toda a comunidade, pode ser indústria, pode ser universidades, pode ser qualquer instituição que queira desenvolver algum projeto ou ter resposta de sobre algum material. E a gente faz a parte eh experimental disso, né? Então, para submeter a proposta tem o site, né? a gente tem a plataforma dos laboratórios abertos no site do CTI Renato Archer e lá você submete, nossos pesquisadores avaliam a viabilidade dessa proposta e aí a gente combina certinho de como tá executando esse serviço. Seja para enxergar melhor, analisar a composição de um material ou transmitir dados, a luz é a ferramenta principal. O laboratório Lamate permite análises químicas, óticas, térmicas e eletrônicas de materiais e pode apoiar pesquisas em áreas estratégicas como saúde avançada, tecnologias quânticas, convergência tecnológica e energia. Bom, e agora eu tô aqui com o Eduardo Cé Gonçalves. Ele também é tecnologista e nós vamos falar um pouco, ele vai falar sobre dois aparelhos, primeiramente sobre o microscópio de infravermelho. Eduardo, como funciona esse microscópio? O que que ele faz? Então, esse equipamento é um microscópio usado para observar regiões pequenas de amostra. A diferença desse microscópio para microscópio padrão que a gente já tá acostumado, é que ao invés de usar luz visível, ele usa radiação infravermelha. Essa região do espectro eletromagnético, essa radiação, ela tá numa região conhecida que a gente tem a parte de impressão digital molecular, ou seja, a partir do espectro de absorção, a gente consegue definir exatamente qual molécula tá naquela parte da amostra. E com isso a gente consegue fazer todo um mapeamento da amostra e observar diferentes regiões, suas sua composição em cada parte. O outro equipamento é o espectrômetro de absorção e fluorescência, que serve para identificar, quantificar e analisar substâncias químicas com base em como elas interagem com a luz. Então, esse é o equipamento que ele pode ser usado, por exemplo, se a gente quer estudar células solares e novos materiais para serem usados em células solares, é muito importante saber qual faixa do espectro eletromagnético esse material vai absorver. Então, usando o espectrômetro de absorção, a gente consegue ter essas informações. Da mesma forma, se a gente tá pesquisando materiais que emitem luz, por exemplo, LEDs para eh displays, é importante saber a emissão de luz desses materiais. Então, o espectrômetro de fluorescência vai dizer pra gente como cada material emite luz ao receber uma excitação por um comprimento de onde específico. Bom, então nós conhecemos aí um pouco do Lamate, que é um dos laboratórios abertos aqui do Centro de Informação Renato Archer. Conversamos aqui com o Caik e o Eduardo, que são doutores em física. Acho que foi possível a gente entender um pouquinho desse universo, né, Felipe? E eu volto com você aí no estúdio. Débora, muito obrigado pelas informações. E Samuel, isso é muito interessante porque quando a gente pensa em pesquisa e tecnologia, muitas vezes imagina equipamentos que ficam restritos a grandes empresas ou instituições. E o conceito dos laboratórios abertos vai justamente na direção contrária. Que que você acha disso, Samuel? Exatamente, Felipe. A ideia é compartilhar uma infraestrutura que costuma ser complexa e cara, e abrir esse acesso para diferentes públicos, com equipamentos e conhecimento para tirar projetos do papel. Isso aproxima a pesquisa científica das empresas, das startups e até de quem está começando uma ideia do zero. Isso também mostra uma parte da tecnologia que nem sempre aparece para a gente. Antes de um novo produto, um sensor ou um dispositivo chegar ao mercado, existe todo um processo de pesquisa, testes e caracterização dos materiais, não é mesmo, Samuel? E quando a gente fala em desenvolver tecnologias pro futuro, tem outra questão fundamental. como aplicar essas inovações no lugar onde a maior parte das pessoas vive, que são as cidades. E é justamente aí que entra o nosso próximo assunto. A gente vai falar sobre as chamadas cidades inteligentes ou smartes. É sobre isso que a gente vai conversar no próximo bloco, mas você fica aí porque o Genius 3.0 volta já. Estamos de volta com Gênios 3.0. Agora a gente vai olhar para o outro lado dessa educação. Como a tecnologia pode ser usada para entender e melhorar o funcionamento das cidades. É o conceito de cidades inteligentes ou smart series. A ideia é usar sensores, internet das coisas, inteligência artificial e dados em tempo real para auxiliar na gestão de recursos e na tomada de decisões. Na prática, isso pode envolver desde semáforos que se adaptam ao fluxo de veículos até sistemas que ajudam a identificar o momento certo para a coleta de resíduos ou detectar situações de risco. Mas como essa tecnologia funciona na prática? Para falar sobre esse assunto, a gente conversa agora com Rodolfo Deante, ele que é diretor de inovação e desenvolvimento da IMA. Rodolfo, seja muito bem-vindo ao Gênios 3.0. Obrigado, Felipe. Rodolfo, para começar a nossa entrevista, o que define uma cidade inteligente e o que muda na prática em relação a uma cidade que não utiliza esse tipo de tecnologia? Bom, definições de cidade inteligente são diversas e uma cidade inteligente no contexto da tecnologia, ela uso adequado da tecnologia de uma forma previsível para você antecipar problemas e você fazer um planejamento público mais assertivo ao longo prazo e também preservar a vida dos cidadãos e melhorar o serviço público como um todo. E quando a gente fala desse tipo de tecnologia, a sensação que dá é que é algo novo. Mas isso é algo que vem sido, estudado, implementado nas cidades há muito tempo ou realmente é algo que está entrando agora na rotina da população? O conceito de cidade inteligente, ele tem aprimorado porque existe mais tecnologia disponível a cada momento. E agora com o advento da inteligência artificial está ocorrendo de uma forma muito mais ampla, principalmente no na utilização de dados para você conseguir medir e simular situações e eventos de uma cidade antes de realmente de que alguma coisa aconteça, né, que provoque uma reação. Então você antecipar, criar uma situação onde que você preserva e não somente reage a eventos, mas a o conceito de cidades inteligentes existe há mais de 30, mais de 30 e poucos anos inclusive, né? não me recordo exatamente, mas assim, os conceitos eles mudam ao longo do tempo em relação à tecnologia disponível e a situações que foram aplicadas na prática e demonstraram uma lição aprendida nova e isso tá evoluindo constantemente, na verdade. Rodolfo, você citou na sua resposta a questão dos dados. Quando a gente fala em sensores e dados em tempo real, como essas informações são coletadas e transformadas em decisões para cidades? Bom, um sensor ele não funciona, ele não tem uma inteligência quando aplicado sozinho. Uma câmera sozinha ela não tem uma inteligência eh eh de forma ampla. Um sensor no lixo, numa caçamba de lixo, ele não dá uma informação isolada. Quando todos esses sensores eles são combinados, os dados que eles coletam criam uma massa de informações que quando você aplica numa plataforma chamada de analytics, seja analisado por algoritmos desenvolvido por humanos ou por inteligência artificial, ele começa a gerar insightes, ele começa a gerar informações de previsibilidade. Ou seja, se você tem lá, por exemplo, uma situação onde que cria-se um risco de trânsito, como você bem colocou lá no começo, através de sensores, de câmeras ou de eh casos situacionais, que a gente chama, mas se eh associado a uma outra situação relacionado com o clima, com a tempestade, chuvas que estão acontecendo em outra região da cidade, essas informações cruzadas, elas podem disparar alertas tanto para pra defesa civil de de uma cidade ou pra polícia ou para órgãos de trânsito para fazer remanej do trânsito ou fazer uma contenção em algum local da cidade para que se preserve vidas ou então para que se não não crie caos em relação a uma situação muito evidente. Então, sensores trabalhando em conjunto geram informações que são depuradas por inteligência artificial, por humanos e sempre sempre deverá ter um humano para verificar a situação e não sempre confiar nas máquinas. Obviamente quando a gente fala de trânsito e transporte, acredito que aqui no município de Campinas, por exemplo, nós da TV Câmara já estivemos presentes em no centro de operações e vimos o funcionamento dessas tecnologias e dessas inteligência artificial, como o uso desses sensores e dessa inteligência pode ajudar a reduzir, por exemplo, congestionamentos e melhorar a mobilidade do nosso município. Bom, existem vários sensores, em especial em Campinas. Eh, eu conheço através das notícias que foram já divulgadas. São mais de 100 câmeras ou mais de 100 pontos semafóricos que existem para monitorar o trânsito, seja eles com uma tecnologia de inteligência artificial aplicada em câmeras que detectam o trânsito em 3D. Então vou citar alguns exemplos que podem ser aprimorados inclusive não seramente Campinas, mas no Brasil, no mundo inteiro. Como por exemplo, imagina numa situação à noite onde que os veículos não têm uma visibilidade muito perto por conta dos faróis, tem um alcance eh restrito e e de repente passa uma bicicleta na na frente, né, na na faixa de pedestra ou eh em qualquer lugar. O se o sensor ele consegue detectar em em tempo real por assinatura de calor que tá passando uma pessoa antes dos carros poderem ver, ele pode criar um alerta, ele pode aceder a a luzes de postes inteligentes também para alertar os o os motoristas de que ali tem uma uma pessoa em vulnerabilidade, situação de vulnerabilidade passando que para evitar um acidente. Da mesma forma, como, por exemplo, se existe uma ambulância seguindo até o hospital, ela pode já sinalizar em tempo real que e ela está passando e ela vai fechando o tráfego para a as vias opostas para liberar que a que a ambulância ela passe sem nenhum eh obstáculo eh até o seu destino. Então, é alguns dos casos assim mais eh importantes para cidades inteligentes, baseadas em sensores e para a gestão do tráfego. Você citou também nas suas primeiras respostas a questão, como exemplo, a questão da coleta de lixo. Como como uma cidade ela pode usar essas tecnologias, esses sensores para identificar, por exemplo, onde a coleta é mais necessária e ajudar a otimizar as rotas também? Sim. Eh, esse é bem interessante porque as caçambas de lixo, se você utiliza esses contêiners para que você possa concentrar o lixo doméstico, o lixo eh mesmo seja industrial, você imagina se você colocar um sensor de nível, eh, seja ele por infravermelho ou por ultrassom, são sensores específicos que eles vão detectar qual é a o nível de preenchimento daquela caçamba, por exemplo. E depois de manhã, ou à noite, quando a a equipe de logística dos caminhões vai determinar qual é o percurso, aquele percurso já está otimizado para poder fazer a coleta de lixo naqueles localidades onde que realmente mais precisam primeiro, né, evitando passar por locais onde que as caçambas estão vazias ou não estão plenamente vazias ou ainda sensores que identificam eh eh descartes perigosos. vocês sabem, o lixo pode ser descartado qualquer coisa, né? Então ali de repente tem algum lixo perigoso, tem algum resíduo perigoso, então vai uma coleta especial, vai uma fiscalização verificar o que que tem lá dentro e ainda eh da da possibilidade de fazer com que eh, por exemplo, a detecção de incêndio também as caçambas podem ter sensores de eh de de gases perigosos ou de chama para fazer alertas a aos órgãos competentes, aos bombeiros, por exemplo, para fazer a contenção e a e a e a o tratamento adequado. daquele lixo, evitando passar ali o eh eh equipes da coleta de lixo que possam ser respostas a algum problema, alguma alguma atividade de risco. Rodolfo, agora uma questão que acredito que seja um dos pontos mais sensíveis para todas cidades, para todas as cidades, que é a questão da segurança pública. E quando a gente fala dessa integração da tecnologia, da inteligência artificial nas cidades, no nosso cotidiano, na otimização da nossa rotina, como câmeras e inteligência artificial podem ajudar ajudar a identificar situações de risco em tempo real e auxiliar na segurança pública dos municípios. Bom, eu acho que essa é uma das eh questões mais difundidas hoje dentro das inteligências, que é a segurança pública e através inteligência artificial e com câmeras, mas não só câmeras dispostas no ambiente, que elas detectam situações ou movimentações. E essas eh eh são câmeras também que podem ser colocadas no próprio eh eh eh no fardamento do do do policiamento ou nas viaturas e até mesmo em áreas que são em estabelecimentos que são privados, como já acontece aqui em Campinas, né? Campinas tem mais de 1000 câmeras, se não engano, eh com eh com eh iniciativas privadas, né? ou seja, câmeras privadas se juntando ao ao à central de monitoramento de Campinas, que faz esse monitoramento inteligente, inclusive na região metropolitana toda. Então, a os sensores eles estão eh identificando situacionais eh casos situacionais, como, por exemplo, alguém deixando um determinado pacote na porta de alguém, né? e ou então alguém fazendo uma pichação com eh isso é claro por inteligência artificial e é monitorado via câmeras, mas também existe sensores disponibilizados eh são detectores de vidros quebrados, vidraças sendo quebrados ou então de tiros e que possam alertar também o policiamento a respeito de uma alguma eh atividade criminosa ou de risco à população e nos bairros ou então nas vias principais, né? Some-se isso também a sensores e monitoramento de temperatura, de pressão, montão eh eh da de de eh de de chuvas na na nas encostas e rios. E você tem uma uma proteção ampliada à população, não só em relação ao policiamento eh ostensivo, mas também à defesa civil de uma forma proativa, né? Então, de novo, eh, os sensores isolados, eles não tão eh não entregam uma inteligência eh isoladamente. Eles precisam de outros sensores também coletando dados e fazendo também o processo de inteligência, mas não só da forma como se fosse um alerta, olha, aconteceu tal coisa, manda a polícia lá, mas a coleta dos dados ao longo dos tempos do do do de um período como eh, por exemplo, alguns meses coletando informações, você começa a identificar padrões e esses padrões através de recursos de inteligência artificial eles conseguem fazer eh eh aprimoramentos, né? você consegue criar aprimoramentos de inteligência policial naqueles bairros que são mais afetados por determinadas situações ou eh veios criminais ou riscos quais sejam. Ô Rodolfo, e quando a gente fala desse uso de tecnologia e de inteligência artificial, como você mesmo citou ao longo da nossa entrevista, passa a produzir uma quantidade muito grande de dados. Como garantir que essas informações sejam usadas de forma eficiente, segura? Levando em consideração também a questão da privacidade da população, dos moradores dos municípios, é dever do órgão público eh preservar pelas informações, porque sem governança você cria vieses muito importantes para cometer erros. Primeiramente, você precisa ter sempre a pessoa, eh, o ser humano dentro do processo. Nada automatizado, deve funcionar eh totalmente automatizado, pelo menos não ainda, talvez daqui alguma década. Sim, mas hoje a gente precisa sempre ter o mando para tomar as decisões. Por exemplo, se você tem lá um sensor falando eh que aquela lixeira está pegando fogo, de repente você manda o bombeiro lá para apagar um churrasco e não uma lixeira, né? Porque tem um churrasco acontecendo lá da lixeira. Então tem tem sempre uma um o ser humano eh eh intervindo ou analisando aquele dado. É claro que tem situações que não dá tempo do humano ser acordado, por exemplo, de madrugada para tomar uma decisão. São ações muito rápidas que devem acontecer, como, por exemplo, descarrilamento de trem ou então uma uma carreta que ficou atravessada na rodovia. Isso tudo pode ser identificado e monitorado por sensores e avisar toda a os carros que vê atrás, por exemplo, na rodovia, para que não ocorra um engarrafamento importante. Então, assim, eh, falando de LGPD, que é a Lei Geral de Proteção de Dados, todos esses dados armazenados eles tem que estar seguro no ambiente, seja em nuvem, seja no próprio data center da instituição, do órgão público. e tem que ter todos os procedimentos regulatórios para que sejam dado eh respostas rápidas aos órgãos de controle a respeito do uso daquele dado, né? E também ter a a chamada da rastreabilidade e observabilidade das informações, ou, ou seja, todas as informações e para que que elas foram utilizadas devem poder ser explicadas. Esses são recursos que já são hoje pacificados, que a gente sabe como que cuida, como que trata. Isso é um dos princípios realmente de regulação para uso de inteligência artificial no governo. Ô Rodolfo, e agora para finalizar a nossa entrevista, como de costume aqui no nosso programa, eu sempre deixo a nossa última pergunta para o meu parceiro digital, o Samuel. E aí, Samuel, qual é a sua pergunta para o Rodolfo? Rodolfo, para encerrar, qual é o principal desafio para uma cidade se tornar de fato inteligente? é a tecnologia, a infraestrutura, o investimento ou a capacidade de transformar dados em decisões. Eu acho que o desafio a atual, porque tecnologia você já tem disponível, né? Eh, o desafio é de você transformar os dados em melhores decisões. Existe um conceito tênue que está eh é novo, mas é muito bem aplicado em vários países, na Europa, Estados Unidos, Canadá, por exemplo, Japão, que é do gêmeo digital, é você fazer a uma cidade inteira ela se transformar numa maquete digital, onde que você consegue analisar, simular e fazer planejamentos em cima dessa maquete digital. antes de você antes de você ir no ambiente físico, ou seja, você toma decisões, pode errar no digital e antes de errar, claro, eh eh evitando errar no ambiente físico. Então você fazer simulações e você utilizar dados da forma que melhor condiz com os propósitos institucionais e organizacionais do da do do município, esse é o maior desafio atualmente. Tá certo? Então, Rodolfo, muito obrigado e obrigado pela disponibilidade de conversar com a gente e tirar essas dúvidas de algo tão presente no nosso cotidiano. Obrigado, Felipe. Uma satisfação estar aqui. Samuel, uma coisa que fica muito clara nessa conversa é que uma cidade inteligente não é necessariamente uma cidade cheia de tecnologia. Mais importante é o que a gestão consegue fazer com as informações que essa tecnologia produz. Exatamente, Felipe. Um sensor sozinho não resolve problema nenhum. Ele pode medir o fluxo de carros, indicar o nível de uma lixeira ou registrar uma alteração numa estrutura. Mas é preciso ter sistemas e profissionais capazes de interpretar essas informações e transformá-las em ação. Samuel, isso muda a própria forma de planejar a cidade. Em vez de esperar um problema acontecer para depois agir, a análise de dados pode ajudar a identificar padrões, antecipar necessidades e planejar melhor os serviços, não é mesmo? Mas fica um alerta. Quanto mais dados uma cidade coleta, maior é a responsabilidade sobre essas informações. Tecnologia, eficiência e inovação precisam caminhar lado a lado com transparência, segurança e respeito à privacidade. E é essa relação entre tecnologia e vida cotidiana que a gente vai continuar explorando no próximo bloco, porque agora a gente vai deixar um pouco as grandes estruturas urbanas de lado e vai para ferramentas que podem ser úteis na nossa própria rotina. Tem as dicas de tecnologia, aplicativos e mais um tutorial prático. Mas você fica aí porque o Genius 3.0 volta já. Estamos de volta com Gênios 3.0. E olha só, a gente depois de falar sobre cidades inteligentes, sensores e tecnologias que ajudam a transformar dados em decisões, agora vamos trazer essa ideia para a nossa rotina. Vamos começar com uma ferramenta que pode ser uma mão na roda para quem lida com números. O Julius AI. Você pode enfiar uma planilha em Excel ou CSV e fazer perguntas em linguagem natural, como qual foi minha maior despesa ou onde eu posso cortar os gastos? A ferramenta analisa os dados e também pode criar gráficos para facilitar a visualização das informações. É quase como ter um Bruce Wayne olhando para uma planilha, só que em vez de investigar Gotham, ele está procurando onde foi parar o seu dinheiro. Que que você acha dessa, Samuel? E o mais interessante é que você não precisa saber programar para começar a analisar os dados. A ideia é justamente fazer as perguntas de um jeito conversacional e deixar a ferramenta ajudar a encontrar padrões, comparações e informações que passariam despercebidas numa planilha cheia de números. Agora, se você tem uma ideia de aplicativo, mas não sabe programar, tem uma ferramenta que pode deixar essa tarefa bem mais acessível, o Lovable. Você descreve o que quer criar e a inteligência artificial monta um aplicativo web a partir dessa descrição. Pode ser uma calculadora de orçamento, um dashboard ou uma ferramenta para uma necessidade específica. É quase como ter um pequeno exército de droids construindo o seu aplicativo enquanto você só explica a ideia. Samuel, eu achei esse aplicativo muito curioso. Acho que vou baixar no meu celular. E isso é ótimo, principalmente para testar ideias. Você consegue criar uma primeira versão de um projeto sem começar escrevendo o código linha por linha. Mas claro, quanto mais complexa for a aplicação, mais importante é revisar o que foi criado e entender como aquela ferramenta está funcionando. E se a sua praia é criar conteúdo, tem mais uma tecnologia que parece ter saído direto de um filme de ficção científica, o Sora 2. A ferramenta da Open Ai consegue gerar vídeos a partir de descrições em texto com cenas, movimentos e áudio. Você descreve o que quer ver e a inteligência artificial transforma essa ideia em uma sequência de vídeo. É o tipo de coisa que há alguns anos atrás pareceria a tecnologia exclusiva de um filme de Star Wars. Que que você achou dessa, hein, Samuel? E essa evolução também mostra como a produção audiovisual está mudando. Ao mesmo tempo em que essas ferramentas facilitam a criação, elas pedem atenção ao contexto e a forma como esses vídeos são usados. Quanto mais realista for o conteúdo gerado por IIA, mais importante fica saber se aquilo é uma gravação real ou uma produção artificial. E agora vamos para o nosso tutorial prático. Sabe aquela tabela que está no papel cheia de números e informações que você precisa passar para o Excel? Não é preciso digitar tudo manualmente igual anos atrás. O próprio Excel no celular consegue usar a câmera para transformar essa foto em uma planilha editável. Primeiro você abre o aplicativo do Excel no seu celular, seja ele iOS ou Android, e cria uma nova pasta de trabalho. Depois, procura a opção de inserir dados a partir de uma imagem. Ela usa a câmera do celular para reconhecer a tabela. Agora é só apontar a câmera para o papel. Procure deixar o documento bem iluminado e enquadre apenas a parte da tabela que você quer transformar em planilha. Depois da foto, o Excel vai analisar o conteúdo e mostrar uma préve. E pronto, aquela tabela que estava no papel agora pode ser editada e usada para fazer cálculos, organizar informações e criar gráficos. E essa foi a nossa dose de tecnologia da semana. Hoje a gente viu que a ideia de uma cidade inteligente não está tão distante do nosso cotidiano. A mesma tecnologia que pode analisar dados de uma cidade também podem ajudar a entender uma planilha, criar uma ferramenta ou produzir um vídeo. E aí, que que você achou de tudo que a gente aprendeu hoje, Samuel? E talvez essa seja a principal reflexão do programa de hoje, Felipe. A tecnologia está deixando de ser só uma ferramenta que a gente usa e passando a participar cada vez mais das decisões que tomamos. Seja para organizar uma cidade, analisar informações ou criar um conteúdo, o mais importante continua sendo entender o que está por trás dessa tecnologia e usá-la com responsabilidade. É isso, Samuel, porque não precisamos viver em Got City, pilotar uma nave pelo espaço ou ter um sabre de luz para perceber que o futuro já está chegando. Muitas dessas tecnologias já estão aqui fazendo parte da nossa rotina. E o Gênios 3.0 fica por aqui, mas eu te espero no próximo episódio. Até mais. [música] [música] [música] [música]