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Genius 3.0 | Habilidades Humanas Que a IA Não Substitui
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Genius 3.0 | Habilidades Humanas Que a IA Não Substitui

6 views Publicado Há 13 horas HD · 39:18
Resumo editorial

O programa apresenta uma pesquisa da Unicamp sobre nanofios de silício e os efeitos da tensão mecânica em suas propriedades elétricas e na interação com a luz. Anuncia também uma discussão sobre habilidades humanas no mercado de trabalho diante da inteligência artificial. No trecho disponível, aborda o uso do Read AI para organizar informações de reuniões, os cuidados com privacidade e consentimento e o recurso de transcrição de mensagens de voz do WhatsApp.

Descrição do vídeo

Nanofios de silício com cerca de 15 nanômetros de espessura são alvo de uma pesquisa da Unicamp sobre os efeitos da tensão mecânica nas propriedades elétricas e na interação com a luz. Débora Martins visita o laboratório e conversa com o professor Marcos sobre fabricação e controle de impurezas. Felipe e Samuel conduzem o programa de tecnologia com parceiro digital, cuja pauta inclui aprendizagem entre pessoas na era da IA e dicas de ferramentas digitais.

Transcrição completa do vídeo

33 mil caracteres · transcrição automática

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Olá, está começando mais um Gênios 3.0, o programa que fala de tecnologia, informação e inteligência artificial, mas sempre mostrando como tudo isso impacta a nossa vida. E claro que eu não estou sozinho nessa. Quem está aqui comigo é ele, meu parceiro digital, o Samuel. E aí, Samuel, pronto para mais uma? Sempre pronto, Felipe. Hoje a gente vai conhecer uma pesquisa da Unicamp que pode ampliar os usos do silício, um dos materiais mais importantes na fabricação de componentes eletrônicos. No segundo bloco, vamos discutir uma questão cada vez mais presente no mercado de trabalho. Na era da inteligência artificial, o que a gente ainda precisa aprender com outras pessoas. E no terceiro bloco, como sempre, tem dicas de tecnologia e mais um tutorial prático para você aproveitar melhor as ferramentas digitais no dia a dia. Calma aí, Samuel, que você está contando o programa inteira. Deixa um pouquinho pro pessoal ficar com a gente até o final. Mas aproveitando o seu spoiler, bora lá. O silício está presente em componentes essenciais para tecnologia, como chips e transistores. Mas a medida que esses dispositivos ficam menores e mais sofisticados, a ciência busca novas formas de aproveitar as propriedades desse material. Pesquisadores da Unicamp desenvolveram nanofios de silício com cerca de 15 nanôm de espressura e investigaram como a aplicação de tensão mecânica pode alterar as suas propriedades elétricas e a interação com a luz. Mas quem foi até lá mostrar todas as novidades foi a repórter Débora Martins, que foi conhecer esse estudo e traz todos os detalhes pra gente. Debs, conta pra gente tudo que você descobriu aí. É isso aí, Felipe Samuel. Eu tô aqui no Centro de Componentes semicondutores e nanotecnologias da Unicamp para entender como esses fios que são invisíveis a óleo nu podem afetar o nosso dia a dia. Nós estamos aqui numa sala limpa, por isso que eu estou assim com uma carinha de cientista, pesquisadora. E aqui ao meu lado tá o professor Marcos, que é o coordenador do projeto. Seja bem-vindo, professor Marcos. O que são os nano fios tensionados? Obrigado. Bem, os nunofios tensionados, eles são estruturas minúsculas, invisíveis ao olho nu que nós fabricamos aqui na sala limpa. Inclusive você mencionou que e você está paramentada dessa forma diferente, né, como uma cientista. E a proposta disso é que as coisas que nós fabricamos aqui são tão pequenas que elas exigem um grau de pureza, de isolação muito grande. Caso contrário, nós traríamos sujeira e outra e partículas, né, poeira lá do mundo externo, exterior do dia a dia para aqui para dentro. Isso afetaria drasticamente, né, a os a operação e a qualidade dos dispositivos. Bem, então os nano fios são basicamente estruturas minúsculas que nós fabricamos com uma série de máquinas num processo já bem estabelecido, né, na indústria e nós usamos para uma série de aplicações, né, que eu posso mencionar posteriormente. E como eles são produzidos os nanofios? Muito bem, os eles são produzidos da seguinte forma. Nós começamos com uma lâmina de silício desse tipo ou eh em tamanho menor. Essa aqui tem 12 polegadas, que é o padrão utilizado pela indústria, mas nós podemos ter lâmas de 8 polegadas, 4 polegadas e por aí vai. Então nós cortamos essas lâminas em pequenos pedacinhos chamados de cacos de silício. O material é silício. Então essa lâmina passa, esse material passa por uma série de etapas de fabricação, né, litografia, processo de corrosão, de deposição de materiais para que seja possível fabricar os nanofios, que são as estruturas invisíveis. E é importante mencionar que, né, como eu já comentei, eh, existem máquinas específicas para fazer isso. A manufatura não é feita exatamente com as nossas mãos, são máquinas, né, que usam a técnica de litografia. E só para comentar o que que é a litografia, que é o nosso que é que é um conceito, né, que eu tô comentando bastante aqui. A litografia, para resumir pro pessoal de casa, ela eh funciona assim, é como se você tivesse um papel branco, você colocasse sua mão e com uma caneta você contornasse o desenho da sua mão. Quando você tira, o que você tem é o padrão da mão escrito no papel. E a a o conceito é o mesmo do que nós fazemos aqui. Nós temos então três elementos. A mão é a máscara, o papel branco é o substrato e a caneta é a sonda. É o que se usa para fazer a escrita, para definir o padrão. Aqui nós usamos técnicas que exist eh são compostas aí por um substrato, né, que é o nosso é o próprio silício. Nós temos a sonda, que é uma máquina, que pode ser um feixe de elétrons ou uma um feixe de luz ultravioleta. E nós temos o papel que é a resina também, né, que nós usamos para gravar o padrão. Os nanofios têm cerca de 15 nanôm de espessura. Para efeito de comparação, um fio de cabelo humano tem entre 80.000 e 100.000 nanôm de diâmetro, ou seja, é cerca de 6.000 vezes mais grosso que essas estruturas. Bem, os anofios eles têm uma gama imensa de aplicações, né, tanto na academia quanto na indústria. Por exemplo, hoje em dia os nanofios eles estão presentes nos transistores, que são o tijolinho fundamental que existe lá no chip dos nossos celulares, dos processadores, né, de computador, que fazem operações lógicas, né, ligar, desligar. E isso permite, juntando aí eh da ordem de 100 bilhões de transistores no único chip, fazer o processamento de todo o sinal, fazer as operações de que a gente precisa para fazer os dispositivos funcionarem, não só celular, computador, mas geladeiras também existem chips lá dentro. Todos são baseados nessa tecnologia de nanofios. E no nosso caso específico, a gente fabrica nano nano para estudar propriedades fundamentais deles, eh, sobensão mecânica. É, a gente aplica de maneira autônoma neles, né, durante o processo de fabricação, tensão mecânica equivalente ao Monte Evereste em cima de uma residência. é uma pressão absurda e isso faz as propriedades desses nanofios mudarem, propriedades eletrônicas, óticas e tudo mais, visando no futuro aplicações, né, diversas, né, aplicações em sensoramento, aplicações emissores de luz, detectores de luz. O físico Pedro Pessoa participa da pesquisa como doutorando em engenharia elétrica. É um processo construído ao longo dos anos. Várias pessoas na literatura estudaram a parte de tensionamento de silício até chegar a um ponto que a gente começa a estudar regimes novos, regimes diferentes para aplicar em situações específicas. Por exemplo, a gente sabe que o silício tensionado já é usado na indústria desde a década de 70, por exemplo. Já é já já era sabido, né, que atencionou o silício, mudava as propriedades elétricas dele, isso melhorava a condução em dispositivos. só que eram tensões muito mais baixas do que a gente trabalha hoje em dia, cerca de 1000 vezes menor. Ao longo dos anos, as pessoas foram estudando, foram vendo o que funcionava, o que não funcionava. Até que a gente chegou agora nesse projeto de deixar a razão de aspecto, ou seja, o tamanho dos dispositivos muito pequenos, que são os nano fios, que nós não conseguimos enxergar a olho nu, aumentar o grau de tensão o máximo que a gente conseguir para mudar esse regime e o silício passar, por exemplo, a emitir luz ou funcionar como um sensor ópteletrônico. Também doutorando em engenharia elétrica, o engenheiro físico Kung Shahi é participante da pesquisa com foco em aplicações quânticas e criogenia, ramo da física e da engenharia, que estuda a produção e o comportamento de materiais em temperaturas extremamente baixas. A gente entende que nessa nesse ramo que a gente tá investigando nesse novo regime, eh, a gente fez estudos principalmente em temperatura ambiente. Então, o nosso próximo passo é fazer estudos das propriedades elétricas em temperaturas criogênicas. Então pensa que nosso ambiente, temperatura ambiente é cerca de 75 vezes menor, né, em uma temperatura muito baixa mesmo. E a gente entende que nesse regime a gente consegue explorar propriedades eh mais eficientes para tecnologias quânticas, tecnologias como sensores, então até aplicações em na medicina como ressonâncias magnéticas. Então, a perspectiva futura é que a gente tenha eh diversas aplicações nessas áreas que podem contribuir com o dia a dia do do do pessoal. O financiamento de projetos de ciência básica é feito por meio de recursos públicos a fundo perdido, repassados através de agências de fomento estaduais e federais. Nós temos duas fontes. Ele é financiado pela FAPESP aqui no governo do estado de São Paulo e também é financiado pelo CNPq do governo federal através do INCT Namitec, que é uma rede de colaborações, um ecossistema em caráter nacional que permite, né, viabiliza essa a fabricação e toda a caracterização desses nanofios. Hoje em dia tudo que é eletrônico tem dispositivos baseados em nano fios. tem control microcontroladores, chips, dispositivos que fazem as operações de controle, sensoramento. Por exemplo, se nós olharmos as televisões ou mesmo ah geladeiras, refrigeradores, eles todos têm sensores, eles todos começam hoje em dia a se comunicar uns com os outros dentro daquele contexto da internet das coisas. Então, eh, a demanda por sensores, por exemplo, pro nosso dia a dia, para eletrodomésticos, ele pode aplicar, por exemplo, esses dispositivos baseados, né, em nanofios, como sensores óticos, quem sabe emissores de luz, aplicações biomédicas também pra gente eh eh fazer o sensoreamento de sinais eh biomédicos, sinais eh que são estímulos, né, do corpo humano. É, e enfim, são aplicações diversas em vários campos que estão relacionados a nossa nosso cotidiano cada vez mais hoje em dia, né? Então essa que é a nossa proposta, tá certo? Professor, muito obrigada pela sua participação aqui no Gênios. Muito obrigada. Eu que agradeço a oportunidade. É isso aí, Felipe Samuel. Tô com vocês aí no estúdio, Samuel. Eu achei muito interessante porque a pesquisa não busca necessariamente substituir o silício, mas ampliar as possibilidades de uso de um material que já é fundamental para a indústria eletrônica. Exatamente, Felipe. Os pesquisadores perceberam que quando esses nanofios são submetidos a uma tensão mecânica elevada, a resistência elétrica do material pode mudar bastante. E tem mais, eles também identificaram uma interação maior com a luz, o que abre caminho para novos estudos em fotônica. E um dos pontos importantes é que esses resultados ainda fazem parte de uma pesquisa científica. Os estudos e as simulações podem ajudar a entender melhor esses fenômenos e a investigar futuras aplicações, como sensores mais sensíveis e dispositivos capazes de transmitir dados por meio da luz. E isso mostra que a inovação nem sempre começa com um produto pronto. Muitas vezes ela nasce da investigação de fenômenos que a gente ainda não entende por completo e que lá na frente podem contribuir para novas tecnologias. E se a tecnologia amplia as possibilidades de acesso ao conhecimento, ela também levanta uma outra questão. Será que ter respostas cada vez mais rápidas significa estar mais preparado para os desafios da vida profissional? É isso que a gente vai discutir no próximo bloco. Mas você fica aí porque o Gênios 3.0. Volta já. E a gente está de volta com Gênios 3.0. Agora a gente vai falar sobre o papel das relações humanas em um mundo cada vez mais influenciado pela inteligência artificial. Hoje, ferramentas de IA conseguem pesquisar assuntos complexos, organizar informações e apresentar respostas em poucos segundos. Mas ter acesso a tanto conhecimento significa estar mais preparado para os desafios da vida profissional. Saber uma informação não é a mesma coisa que saber aplicá-la na prática. Lidar com conflitos, receber críticas, negociar e tomar decisões são experiências que também envolvem convivência, discernimento e aprendizado com outras pessoas. E para discutir o que ainda precisamos aprender com a experiência humana na era inteligência artificial, a gente conversa agora com a Patrícia. Patrícia, seja muito bem-vinda ao Gênios 3.0. Olá, Felipe. Muito obrigada. Estou muito feliz de estar aqui com vocês. Vamos lá, Patrícia, para começar a nossa conversa em um cenário em que a inteligência artificial oferece respostas cada vez mais rápidas, porque ter acesso à informação não significa necessariamente saber tomar boas decisões. É, a gente tá vivendo uma era que se diz, né, vários estudiosos, eh, como o Aari, também a Lúcia Santaela, é sem precedentes na história da humanidade, né? O que a gente vive hoje, eh, desde o advento da internet para cá, já são mais de 30 anos aí, desde 1990, né, mais popularizando a internet e e o que nós estamos vivendo hoje, a partir dela também junto da inteligência artificial é de fato algo que nenhuma, nenhum período da humanidade ainda viveu, né, ainda enfrentou ou se desafiou eh com essas novas tecnologias e oportunidades que a gente tem. E a gente vê que, de fato, existe um acesso muito maior à informação de um modo geral e também a todas as ferramentas de inteligência artificial que nós estamos convivendo e aprendendo, né? Porque a gente precisa aprender a utilizá-las. Só que eh esse acesso, vamos dizer assim, mais democratizado e mais intenso à informação nos leva justamente a uma postura que ela é essencialmente humana, né? Eh, eu, né, ou cada um de nós diante do contato com essa quantidade imensa de informação, como é que a gente avalia, como é que a gente analisa, como é que a gente usa o nosso discernimento para encontrar aí o que de fato é útil e funcional pro nosso trabalho, pra nossa vida, para tudo aquilo que a gente quer construir e inovar também, né? E onde a gente consegue de fato, de onde a gente tira essa capacidade, né, a partir da nossa inteligência de identificar realmente essas informações me servem, não servem, eh são falsas, são coerentes, né, tem uma fundamentação, eh, teórica, científica, filosófica, epistemológica, enfim, tudo isso que a gente tá impactando de de informação que chega até nós ou não. E aí a gente vê que a o desafio maior ele é justamente humano, né? Porque a inteligência artificial ela nos ajuda a a desenvolver muitas coisas importantes que a gente precisa pro nosso trabalho, pro nosso dia a dia, pro nosso estudo também, de uma forma muito mais rápida. Então, a gente economiza tempo, a gente ganha tempo, né? Então, ela ela sintetiza, ela resume, ela eh organiza muito muitos conhecimentos, muitos tópicos, muitos eh resultados que a gente quer entregar em todas as áreas, certo? E e isso é evidente, é innegável, né? Mas como de fato a gente mantém essa leitura crítica analítica, esse pensamento crítico que de fato é nosso, né? é humano e que nos faz ali eh selecionar e identificar o que nos serve para o que a gente quer de fato eh empreender, né, e implementar. Então vem esse desafio, sim, que é maior nesse aspecto de identificação, de discernimento, de pensamento crítico e de tomada de decisão. Então a gente precisa eh estar pontando muito em cima do desenvolvimento dessas competências humanas, que também são analíticas, obviamente técnicas, mas que são fundamentalmente o que a gente chama hoje de soft skills, né, que nos ajudam a utilizar de um modo muito mais inteligente. aí todas as ferramentas de inteligência artificial. Ô Patrícia, e ao longo das edições do Gênios 3.0, zero, em que a gente fala bastante sobre as novas ferramentas desenvolvidas pela inteligência artificial, pela tecnologia. É sempre muito interessante como tudo chega num denominador comum, que é, apesar de tudo isso, após todo esse aglomerado de dados que a inteligência artificial dá pra gente, sempre tem a ação humana que vem depois de que tudo depois que tudo isso é apresentado pra gente. E depois disso tudo, no ambiente profissional, quais são os aprendizados que a gente pode adquirir observando colegas, professores e profissionais mais experientes? É, a você colocou muito bem e a gente cai no denominador comum que sempre é a presença e a inteligência do ser humano, né? Porque nós podemos ter as os agentes de IA, nós podemos ter as diversas skills construídas nos ajudando muito, mas quem vai estar ali cara a cara, frente à frente com o cliente, com os colaboradores, junto das lideranças, formando pessoas que nós precisamos formar muito mais ainda e com mais responsabilidade para esse período atual e também pro vem pela frente, né, aí no nosso futuro, eh, são as pessoas. Então, a gente eh precisa estar construindo cada vez mais eh relações que sejam eh funcionais para tudo aquilo que a gente quer eh desenvolver dentro de todas as áreas, de todos os setores empresariais, organizacionais, das universidades, enfim, de todos os campos aonde nós construímos civilidade humana, né? E aí a gente tem toda uma questão de como se relacionar com as pessoas, vem a questão fundamental do respeito, né? Ou seja, como eu considero a existência dessa pessoa para interagir com ela, para ouvi-la. A gente fala muito em habilidades de comunicação hoje em todos os setores, mas a comunicação ela não acontece se a gente não souber ouvir, né? Se a gente não souber parar e desenvolver uma escuta ativa diante da pessoa que está falando conosco, né? e estar ali presencialmente mesmo, estar ali. Eu eu brinco com os alunos muitas vezes em sala de aula, os nossos cursos são presenciais, mas eu digo assim, vocês não podem estar EAD aqui, vocês não podem estar à distância, porque às vezes a gente tá no lugar, tá ouvindo alguém, mas a gente tá com o celular na mão e prestando atenção, interagindo e e se direcionando o nosso foco muito mais ao que tá aqui do que realmente aquela pessoa que está ali. Então, o quanto eu escuto essa pessoa, o quanto eu tenho essa escuta ativa, que muitas vezes é de pegar, eh, como eu posso dizer, nuances do que é dito, do modo como é falado, da expressão fisionômica dos olhos, né, da entonação, ali a gente já entendeu, ali a gente já pegou o que é fundamental para aquele contato, para aquela comunicação ou do o que aquela pessoa tá demandando da gente, ou não só a pessoa, mas também o ambiente, né? Então, saber ler, lermos pessoas, lermos ambientes, eh, por toda essa, essa intensa gama de informações que não são só verbais, que não são só escritas, que não são só de retorno da inteligência artificial, mas que a pessoa comunica, que a pessoa informa a todo momento, que tudo aquilo que é vivo, todos aqueles que são vivos, incluindo aí as pessoas, os animais e as plantas, estão comunicando, estão informando o tempo todo. E e nisso a gente precisa se aprimorar, né? porque senão a gente vai numa velocidade de pensamento, de exigência que, vamos dizer assim, que que a que as demandas todas do contexto nos nos interpelam o tempo todo e a gente perde fato aquilo que é essencial ali. Então essa troca humana, né, da onde a gente vai continuamente produzindo e construindo os nossos repertórios hoje, que são fundamentais para tudo aquilo que a gente quer viver, construir, inovar, eh trazer para ah pro crescimento de fato profissional, técnico, científico e humano das relações. Eh, eu vejo como os pontos fundamentais. E aí a gente tem muito serviço, né? a gente tem muito trabalho porque nada disso tá pronto. As pessoas precisam ser continuamente formadas, atualizadas junto da técnica, junto da tecnologia, de modo muito presente, sim, mas principalmente de modo muito presente humano também. Então eu vejo por aí grandes desafios, mas que não são desafios problemáticos, e sim que nos eh incitam a um maior desenvolvimento de inteligência. E a gente pode, com certeza, sim, a gente tá fazendo isso e pode fazer isso cada vez mais, né? E é necessário e precisamos fazer isso cada vez mais, essa formação e esse desenvolvimento humano de inteligência humana. Ô Patrícia, e quando a gente fala dessa questão do desenvolvimento, a gente está entrando, uma nova geração está entrando no mercado de trabalho já com essa questão da inteligência artificial e da tecnologia já embutida no mercado de trabalho, que antigamente era muito manual. Então, essa questão da relação humana se fazia muito mais necessária antigamente do que hoje em dia. Então, para quem está escolhendo um curso ou uma capacitação, como identificar uma formação que ofereça não só o conhecimento teórico, mas também experiências práticas e trocas com as outras pessoas? É um dos pontos fundamentais e até que nós identificamos também aqui na instituição, na faculdade Antônio Meninguate, são cursos eh que acontecem de modo presencial. toda a formação online, né, a distância, assim como nós estamos conversando agora aqui remotamente, são ferramentas incríveis que a gente tem, funciona, dá certo, mas de certa forma vão até um ponto, né, em tudo aquilo que nós pudermos realizar também juntos, né, presencialmente, olho no olho, conversando, discutindo, entrando na dialética, no embate. concordo com você, eu não concordo, aqui eu discordo porque essa é a gama riquíssima das relações humanas, né, que são sempre diversificadas. Quanto mais nós tivermos pessoas juntas, né, eu digo nesse aspecto presencial também, de áreas diferentes, a gente cresce muito, porque aí nós encontramos pessoas que pensam diferente. E a inovação, se nós quisermos falar assim, e nós estamos falando no âmbito da tecnologia e da inteligência artificial, que são essencialmente inovadoras hoje no nosso mundo, que trabalham muito com a criatividade, o pensamento criativo também do ser humano, né? Óbvio, não só essas áreas, todas as áreas, mas a inovação, ela vai nascer do contato e das relações daqueles que pensam diferentes, diferente. Porque se nós pensarmos todos iguais, a gente não tem aonde avançar, né? a gente entra num num senso, num num consenso, melhor falando, e aí para que que serviu, né? Mas quando a gente tem, não, mas eu penso diferente de você, eu enxergo dessa outra maneira aqui, eu acrescento esse ponto, isso aqui você não tava vendo, isso aqui você não tava pensando, é daí que nasce a inovação, né? Então, a gente considera muito esse essa capacidade eh daquilo que vem do do da formação que está alicerçada numa cultura humanista, né? nós trazermos as diversas áreas para dialogarem, nós termos um pensamento que se desenvolve de modo interdisciplinar. Quando a gente fala de cultura humanista, a gente resgata aí eh desde o aquele período fundamental do humanismo e do renascimento. Aí falando da nossa história da civilização ocidental principalmente, né, pelo menos eh aonde a gente tem artistas, diversos tipos diferentes de pensadores, né? A gente tem pessoas que olhavam pro universo e questionavam como é o céu, como isso é organizado, por que que existe o dia, por que que existe a noite. e pessoas que vinham das áreas das ciências humanas, mas também da matemática, das exatas, e se colocavam junto a trabalhar, principalmente, né, a manualidade, a construir ali com a sua capacidade inovadora, eh, de relação também, mas com as suas próprias mãos e abrindo caminhos para tudo aquilo que foram grandes inovações na história da humanidade. Então, um ponto fundamental é esse, né? reunirmos pessoas que vem de áreas diferentes, desculpa, que pensam diferente, que saem eh com uma lógica de pensamento, eu gosto de dizer muito, né, como o Steve Jobs também trabalhava e dizia, pensamento fora da caixa, pensar diferente, né, pensar fora daquilo que são as convenções todas que nós temos no dia a dia da nossa sociedade. não é ir contra as convenções, mas é a gente enxergar adiante, né, e ter um pensamento visionário também, né, um pensamento criativo, visionário, porque daí a gente produz inovação e que é necessário para todas as áreas hoje, né? O o a a tecnologia evolui muito rápido e como todas as áreas podem se valer dela, mas de um pensamento que é essencialmente também humano, criativo, inovador sobre maneira. Patrícia, muito interessante tudo isso que você trouxe pra gente até agora. Mas agora encaminhando para o final da nossa conversa, como de costume aqui no Gênos 3.0, a última pergunta eu deixo sempre para o meu parceiro digital, Samuel. E aí, Samuel, hoje qual é a sua pergunta para Patrícia? Patrícia, para encerrar, se você pudesse deixar uma orientação para quem está começando a vida profissional e quer aprender a usar a inteligência artificial sem deixar de desenvolver as próprias habilidades humanas, qual seria essa orientação? A primeira orientação, Samuel, é que as pessoas, os jovens ou quem queira começar a estudar a tecnologia, a inteligência artificial, seja muito curioso. A gente precisa ter curiosidade. Essa curiosidade, uma curiosidade aberta, eu digo, né, que nos coloca a não correr atrás, não é esse o termo, mas é correr na frente, buscar novidades, ir mexer nas ferramentas. Se eu não tenho condições de fazer um curso pagando uma formação, como eu posso aprender com um colega, com um professor, com alguém dentro do ambiente de trabalho que já estudou um pouco mais, tá mais avançado e pode me fazer a mediação também desse conhecimento, né? Veja aí a gente já estaria unindo a o estudo da ferramenta das ferramentas da inteligência artificial, mas mediado por uma pessoa que, digamos, já tá lá mais adiante, né? Então, com essa curiosidade aberta num contínuo aprendizado, né? A lógica do life longar, ou seja, aprender constantemente ao longo da nossa vida, porque tem muita novidade, porque a gente não sabe do porque não está tudo pronto, né, em nós mesmos. As próprias ferramentas de IA, elas se atualizam a cada 3 4 meses, elas são novas, então também elas têm recursos diferentes ali dentro pra gente aprender, pra gente colocar em prática. Mas a fundamental é ter essa curiosidade aberta que nos motiva a novidade, nos nos motiva a um aprendizado maior e junto disso já ir colocando em prática. Ou seja, o que que eu posso fazer, como é que eu posso construir, como é que eu posso aplicar de mesmo que seja em pequenos detalhes do meu trabalho, do meu dia a dia, mas que ali eu já vou me desafiando, já vou me testando e já vou vendo resultados também a partir do meu estudo, do meu trabalho e dessa aplicação que eu faço. Então, é unir, né, de modo completo a lógica do conhecimento, de irmos também desenvolvendo conhecimento sobre nós mesmos e colocando em prática na técnica, na aplicação que resultado eu tenho com isso, né? Aqui na faculdade a gente chama como uma metodologia de ser, saber e fazer, que integra essa formação bem bem completa, bem integral do ser humano e que nos motiva pra gente tá sempre indo adiante. Samuel, te diria que era isso, né? Partindo de uma lógica de conhecimento, de testar a si mesmo, de trazer novidade, curiosidade aberta, aprender continuamente, errar também, porque a gente vai errar e a gente aprende com esses erros e como a gente se qualifica mais ainda depois a partir de todo esse percurso, né? Tá certo? Então, Patrícia, muito obrigado e obrigado por aceitar o nosso convite, tirar um tempo para conversar com a gente aqui no Gênesis 3.0 e trazer um tema que continua sendo tão importante para o nosso cotidiano, tão importante, tão desafiador, que vai nos levar a muito desenvolvimento, né, mais ainda do que a gente já encontra e faz hoje. e também te agradecemos, então, eh, Felipe e Samuel, né? Um, é muito bom também a gente ter esses contatos, essas esses, eh, essas novidades de relação, mesmo mediadas aqui pela tecnologia, mas que nos permitem levar conhecimento para tantas outras pessoas e aprendermos também aí desse nosso momento que a gente teve junto, com certeza muito eh gratificante e de resultado para todos nós. Então, a gente também te agradece. Muito obrigada pelo espaço, certo? Muito obrigado, Samuel. Uma coisa que fica clara nessa nossa conversa é que ter acesso à informação é importante, mas também precisamos desenvolver a capacidade de interpretar, questionar e aplicar esse conhecimento em situações reais, não é mesmo? Exatamente, Felipe. A inteligência artificial pode ajudar a organizar ideias, apresentar alternativas e até simular algumas situações. Mas ouvir outras pessoas, receber feedback e trabalhar em equipe continuam tendo um papel importante no nosso aprendizado. Isso vale tanto para quem está começando a carreira quanto para quem já ocupa uma posição de liderança. Desenvolver habilidades como resiliência, flexibilidade e comunicação exige prática, autoconhecimento e disposição para aprender com as próprias experiências. No fim das contas, Felipe, a tecnologia pode ampliar e muito as nossas possibilidades de aprendizado. O desafio é usar esses recursos com discernimento e entender que conhecimento, experiência e colaboração podem caminhar juntos. E no próximo bloco a gente vai trazer a tecnologia para mais perto da nossa rotina. Tem dicas de ferramentas, aplicativos e como sempre um tutorial prático para você aproveitar melhor a tecnologia no seu dia a dia. Mas você fica aí porque o Genius 3.0 volta já. Estamos de volta agora com o último bloco do Gênios 3.0. E agora a gente traz para vocês ferramentas que conseguem interpretar imagens, criar vídeos, organizar reuniões e até transformar áudios em texto. E a gente começa com o Lama 3.2 Vision, uma inteligência artificial desenvolvida pela meta que consegue trabalhar com texto e imagens ao mesmo tempo. Na prática, você pode enviar uma foto e fazer uma pergunta sobre o que aparece nela. A ferramenta consegue descrever cenas, identificar objetos, contar itens e até interpretar informações em gráficos, tabelas e documentos. Também pode ajudar a ler textos presentes em imagens e a analisar capturas de tela com códigos de programação. Muito interessante, não é mesmo, Samuel? E um diferencial do Lama 3.2 Vision é que ele tem versões que rodam em diferentes estruturas, inclusive localmente, dependendo da capacidade do computador. Isso abre possibilidades para desenvolvedores e empresas que querem testar modelos de IA com mais controle sobre a execução. Mas vale lembrar, a ferramenta pode errar na interpretação, então informações importantes precisam ser conferidas. Samuel, e olha só o que eu descobri. Se você trabalha com vídeos ou gosta de produzir conteúdo, essa ferramenta pode te ajudar. Runaway Gam 3 Alfa consegue utilizar inteligência artificial para criar e editar vídeos a partir de descrições em texto, imagens estáticas ou outros vídeos. Você pode descrever uma cena e pedir que a ferramenta gere um clipe com aparência cinematográfica. Também pode enviar uma fotografia e transformá-la em uma sequência em movimento com controles para ajustar ângulos, zoom e movimento de câmera. Achei isso muito tecnológico, Samuel. E você? A tecnologia também evoluiu na forma de manter a coerência de personagens, objetos e cenários ao longo do vídeo. Isso pode facilitar a criação de peças publicitárias, experimentos visuais e projetos audiovisuais. Ainda assim, o resultado depende da descrição, dos ajustes e das limitações do modelo. E quando o vídeo mostra situações realistas, é importante deixar claro que aquele conteúdo foi gerado por inteligência artificial. Se você participa de muitas reuniões e depois precisa lembrar quem ficou responsável por cada tarefa, o Read AI pode ajudar. Ele é um assistente de inteligência artificial que pode transformar reuniões em transcrições, resumos e listas de próximos passos. A ferramenta funciona com plataformas como Google Meet, Zoom e Microsoft Teams. Dependendo da configuração, ela pode participar da chamada, registrar o que foi dito e organizar os principais assuntos discutidos. Achei muito tecnológico. Acho que vou usar o meu trabalho, hein, Samuel. O Read AI também permite consultar informações de reuniões anteriores e analisar a participação de cada pessoa na conversa. Isso pode ser bem útil para equipes que precisam acompanhar decisões e prazos. Mas tenha um cuidado importante. Antes de gravar ou transcrever uma reunião, é preciso levar em conta a privacidade, as regras da organização e o consentimento de todo mundo que está participando. E agora vamos para o nosso tutorial prático. Sabe quando você recebe um áudio muito longo no seu WhatsApp, mas tá em um lugar barulhento ou não pode ouvir a mensagem naquele momento? O aplicativo agora tem um recurso que pode transformar a mensagem de voz em texto. Primeiro, abra as configurações do seu WhatsApp no Android. Toque nos três pontinhos no iPhone. Entre pela engrenagem de configurações. Depois acesse a sessão conversas e procure a opção transcrições de mensagens de voz. Ative o recurso e se o aplicativo solicitar, selecione o idioma português. Para baixar o pacote correspondente com a função ativada, abre uma conversa que tem uma mensagem de voz. Dependendo da versão do aplicativo, você pode pressionar a mensagem e selecionar a opção transcrever ou acessar a transcrição disponível logo abaixo do áudio. E essa foi a nossa dose de tecnologia da semana. Hoje a gente conheceu uma inteligência artificial capaz de interpretar imagens, uma ferramenta que cria vídeos a partir de comandos e um assistente que organiza informações de reuniões. E ainda vimos como transformar áudios de WhatsApp em texto. Muito interessante, não é mesmo, Samuel? E dá para perceber como a inteligência artificial está ampliando os usos da tecnologia, né, Felipe? Ela já pode ajudar a interpretar informações visuais, produzir conteúdo e organizar tarefas. É isso, Samuel. A tecnologia pode facilitar muita coisa, mas precisamos entender como usá-la e quando conferir o que ela produz. E o Gênos 3.0 fica por aqui. Eu agradeço a sua audiência, mas te espero no próximo episódio. Até mais.
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