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A comissão especial de estudos sobre políticas públicas voltadas às pessoas com alguma das neurodivergências da Câmara de Campinas, que tem como presidente o vereador Wagner Romão e como relatora a vereadora Fernanda Solto, concluiu os trabalhos. O relatório final foi entregue pelo presidente da comissão e aprovado por unanimidade. Ele reúne propostas para melhorar o atendimento e garantir os direitos a essa população. Primeiro queria dizer que foi um ano de trabalho. A gente ouviu muito as mães atípicas, sobretudo entidades, eh especialistas na matéria e ah a gente apresenta hoje esse relatório. Eu vou destacar cinco pontos, tem mais questões, mas acho a primeira delas é a questão de uma de ser uma política transversal. Não pode ser uma política focada apenas na saúde ou na educação, mas é tratar, né, lidado com as pessoas que têm alguma neurodivergência a partir dessa perspectiva transversal, envolvendo as diversas secretarias. E, portanto, a gente sugere que a prefeitura possa ter algum organismo ligado, de preferência, ao gabinete do prefeito que possa fazer essa matricialidade, essa transversalidade na política pública. Durante os trabalhos, os vereadores realizaram reuniões com especialistas, gestores públicos, profissionais de diferentes áreas e familiares. Às vezes tende a olhar para as neurodivergências a partir das crianças e dos adolescentes, porque elas aparecem no ambiente escolar. E essa é uma, esse é um problema da política pública também, porque as pessoas adultas, as pessoas idosas também apresentam neurodivergências, atipias, transtorno do espectro autista, dislexia, TDH e outras neurodivergências. Então essa população muitas vezes é praticamente abandonada das políticas públicas. O relatório propõe a criação do programa Campinas Neurodiversa e Inclusiva, que deve reunir ações diárias como saúde, educação, assistência social, cultura, esporte e trabalho. O documento também recomenda a criação de um conselho municipal para ampliar a participação da sociedade civil nas decisões e de um centro de referência para acolhimento e orientação. Campinas tem apenas um neurop pediatra na rede toda do município de Campinas. Então fica muito difícil que as famílias possam obter os laudos para as crianças e adolescentes. E aí a gente propôs já inclusive um projeto de lei em conjunto com a vereadora Guida Calisto, para que a equipe multidisciplinar que está no centro de saúde possa ter condições de exarar ao menos um diagnóstico prévio que possa já conceder a essa criança, a esse adolescente, direitos que estão sendo violados na prática. C.