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Estúdio Câmara | A Preocupação Com Alimentação Saudável Pode Virar Um Problema?
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Estúdio Câmara | A Preocupação Com Alimentação Saudável Pode Virar Um Problema?

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Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar aqui na TV Câmara Campinas, no YouTube, no site oficial da TV Câmara Campinas e também na rádio web Câmara Campinas. Seja muito bem-vindo. Hoje, terça-feira, dia 3 de novembro, quero te convidar pra gente conversar hoje sobre a nossa relação com a comida e os limites do cuidado com a nossa saúde.

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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar aqui na TV Câmara Campinas, no YouTube, no site oficial da TV Câmara Campinas e também na rádio web Câmara Campinas. Seja muito bem-vindo. Hoje, terça-feira, dia 3 de novembro, quero te convidar pra gente conversar hoje sobre a nossa relação com a comida e os limites do cuidado com a nossa saúde. Bom, e no mercado atualmente virou uma verdadeira vitrine de produtos proteicos, sem glúten, sem lactose, sem açúcar. Mas em que momento a busca legítima, né, por comer bem e ter mais qualidade de vida, ela passa do ponto? Você já se percebeu em supermercado? você já se pegou lendo rótulos e quando você viu o tempo passou, daí você não escolheu aquele, você foi ler outro e outro e outro e ficou na dúvida e aí você começa a restringir a sua alimentação. Quando o planejamento alimentar gera ansiedade, culpa, isolamento social e preocupação saudável, isso pode dar lugar a um comportamento obsessivo. Então, hoje a gente vai discutir o caminho que leva a essa rigidez alimentar, quais sinais merecem atenção e onde está o equilíbrio, né? A gente sempre fala de equilíbrio. Aqui a gente está em busca do equilíbrio todos os dias e na alimentação não é diferente. Então, gostaria de convidar você para participar com a gente. Mande a sua dúvida, compartilhe a sua experiência. Você costuma, você costuma ler os rótulos, você tem uma rigidez na hora de se alimentar, né? Eh, você eh procura alimentos proteicos, você vai na onda das modinhas da alimentação. Então, conta pra gente, porque nós já estamos aqui com as nossas entrevistadas do programa de hoje e daqui a pouquinho nós vamos conversar sobre essa rigidez na alimentação que pode sim causar aí eh mais problemas do que você imagina, tá? Até quando o alimentar saudável ele é positivo e a partir de que momento? Ele pode se tornar negativo no nosso dia a dia. Vamos lá, agora a informação chegando para você. A Rádio Câmara Campinas entrou oficialmente no ar na última quarta-feira, inicialmente pela internet. A emissora funciona 24 horas por dia e vai transmitir as reuniões e votações da Câmara, notícias do legislativo e programas sobre cultura, saúde e esportes, além de música de diferentes estilos. Para ouvir, basta acessar radiocamaracampinas.com.br. br. Lembrando que a mesa diretora da Câmara de Campinas já solicitou ao Congresso Nacional a concessão em transmissão para Frequência FM. Logo em breve, então, eh, Rádio Câmara Campinas na FM, no seu inclusive nós estamos agora, né, transmitindo pela Rádio Câmara Campinas. Então, você que tá aí acompanhando a Rádio Câmara Campinas, aquele abraço, muito bom dia, seja bem-vindo à nossa programação. Olha, gente, mais informação chegando. A Câmara de Campinas realiza na sexta-feira, dia 6 de novembro, às 7 da noite, audiência pública para debater o projeto de lei orçamentária que prevê investimentos de mais de R$ 12.hõ600 milhõesais para o município. A população pode participar presencialmente no plenário da Câmara. A entrada é pela Avenida Engenheiro Roberto M, número 66, no bairro Ponte Preta. Também será possível enviar perguntas e sugestões por meio do formulário disponível no site campinas.sp.leg.br e durante a audiência, tá? O debate será transmitido ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas no canal 11.3, que é o aberto, TV aberta, tá? No canal 4 da Claro, canal 9 da Vivofibra. A transmissão também estará disponível nas páginas da TV Câmara Campinas, da Câmara de Campinas, no Facebook, no streaming do site do legislativo e no portal da TV Câmara Campinas e nos canais do YouTube. Tá vendo só a transmissão por tudo quanto é canto. Então você é muito bem-vindo a participar com a gente da nossa programação, das audiência públicas. A sua participação é muito importante para nós. Agora a previsão do tempo chegando. Como é que fica o tempo hoje? Terça-feira. Vamos lá. Mínima 17, máxima 29º. Eh, temos aí um dia de sol com algumas nuvens, mas sem chuva. Então, bora que bora, né? Semana começando para muita gente, mais para outras pessoas. Semana começou ontem, mas tem gente que já começa começa para trabalhar a partir de hoje. Então, que a nossa semana seja maravilhosa, abençoada e produtiva. Agora volta para mim, porque nós vamos ao tema central do nosso programa. Vamos apresentar as convidadas do programa de hoje. A gente precisa falar desse tema que é a preocupação e a limitação alimentar, né? A busca por hábitos mais saudáveis é objetivo legítimo, né? E benefício paraa saúde mental e física de todos nós. No entanto, eh, diante de tanta informação que a gente tem, regras impostas pelas redes sociais, apelos de mercado, muitas pessoas acabam desenvolvendo uma relação rígida e vigilante com a comida. O que começa com a decisão de comer melhor, eh, pode evoluir a um estado de alerta constante, onde sair do planejado vai gerar culpa, sofrimento, sabe? Esse final de semana que nós tivemos, então não, não posso comer nada diferente porque eu preciso, ó, ficar na linha. Então, a gente precisa também entender os fatores que conduzem esse cenário e saber diferenciar o hábito saudável de uma preocupação obsessiva e é fundamental a gente preservar o nosso bem-estar. Então, a gente precisa entender sobre isso. E para conversar sobre esse assunto, nós recebemos a Jeis Cordeiro. Ela é nutricionista clínica, especialista em seletividade e nutrição familiar. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Obrigada. Eu vamos conversar sobre o assunto. Vamos conversar sobre esse assunto. É um assunto que permeia pela nossa família, pelo nosso dia a dia e também faz parte da nossa saúde mental. Porque quando o a nossa parte nutricional eh está desregulada, a nossa saúde mental também desregula, ou então a nossa saúde mental está desregulada e por isso que nós estamos desregulando a parte nutricional. Bom, para entender sobre tudo isso que nós falamos aqui em relação à saúde mental, a gente dá as boas-vindas pra Tainara Fonseca, psicóloga, clínica especialista em TCC, terapia cognitivo comportamental pela USP e também no tratamento de transtornos alimentares pela Unicamp e pelo Abulim. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia, muito obrigada pelo convite e bom dia a todos que estão nos assistindo. Muito bem. Olha só, gente, da busca por saúde a rigidez. A gente vai falar sobre ortorexia nervosa, que é uma desordem alimentar, não é classificada como transtorno alimentar facial, não tem critérios diagnosticados estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde, também não tem no manual de diagnósticos de estatístico de transtornos mentais, tá? Mas tem sido sugerido nos últimos anos como comer transtornado e algumas vezes é enquadrado como transtornos alimentares não especificados. Você sabe que esse termo foi descrito pela primeira vez pelo médico americano Steven Bretman em 1997. Olha só, 1997, tá muito recente. Em 2016, pela primeira vez, foram publicadas propostas diagnósticas diagnosticadas eh por a ortorexia nervosa. Então, é muito recente, eh, dito, né, falado pela primeira vez em 97, diagnosticado em 2016 e isso é recente pra gente, mas a gente precisa entender. Então a gente começa com a jaise, porque cuidar da alimentação e querer comer bem é um objetivo meu, seu, de todos nós. Mas como funciona o processo em que a pessoa busca ter hábitos melhores? Mas aos poucos essa essa preocupação, ela vai ficando eh excessiva e vai limitando a pessoa de se alimentar, né, de se nutrir. Eh, na verdade, né, essa ortodoxia eh ela é ela é desenvolvida, né, quando a pessoa começa a apresentar uma rigidez, né, em relação a essa alimentação eh saudável. Então fica num num critério de buscar ali sempre rótulos limpos, comidas que elas se consideram eh puras, né? E isso vai trazendo sofrimento paraa pessoa, né? ela vai ficando eh ali num momento de de estress, sentindo medo, culpa, vai diminuindo ali os convívios eh sociais, porque às vezes ela deixa de ir em encontros, né, ou de ir num jantar com o marido ou de ir num aniversário, porque ela não tem ali o controle sobre aqueles ingredientes. Então isso é uma já é um um momento ali de atenção, né? Muito bem, a gente começa a se privar, né? E o nosso social começa a ficar comprometido. Agora eu pergunto pra nossa psicóloga Tainara, qual que é a diferença prática, né, entre o desejo saudável da gente se alimentar, né? Alimentar bem e o comportamento rígido e obsessivo, que a gente falou, porque eu me alimento bem, OK? Agora, eu sou rígido e tenho uma obsessão. Onde que termina a disciplina e começa o sofrimento mental? Claro, a obsessão ela não dá espaço paraa imperfeição, né? Então é uma coisa muito rígida. Eu não posso falhar, eu não posso errar. Já, né? Um um hábito mais saudável, ele é mais flexível, ele é mais compreensível. E é difícil de ser compreendido porque o comportamento em si, eh, a gente não consegue acessar o que a pessoa tá sentindo. Então, por exemplo, eu posso ver uma pessoa correndo e pensar: "Nossa, que bom, ela tem um hábito saudável, ela faz isso porque é um lazer, isso traz benefícios para ela, traz bem-estar". Mas eu não sei o que tá motivando aquela pessoa a correr. Ela pode estar correndo por esses motivos ou porque ela tá com uma culpa enorme porque saiu fora do planejado, ou porque ela tá com muito medo de engordar ou muito medo daquela alimentação que não é considerada saudável. Então, a gente tem que ver, né, os motivos que estão por trás, a forma como a pessoa tá conduzindo esses hábitos saudáveis, porque como você mesmo falou, hábitos saudáveis é bom para qualquer pessoa, mas até que ponto, né, isso tá sendo saudável do ponto de vista emocional, né, às vezes fisicamente ela tá super bem, mas quando vira já uma obsessão eh com muita cobrança, com muita rigidez, com muita inflexibilidade, muita culpa, medo, ansiedade, aí já não estamos falando de um de algo que saudável do ponto de vista emocional. eh, a gente precisa eh entender, né, e não eh colocar tudo como patologia, mas eh entender até quando vai o nosso limite, porque do ponto de vista nutricional, jeise, eh quando a pessoa passa a restringir demais, né, as opções em nome dessa suposta pureza, comida limpa, né, depois a gente vai falar sobre esse termo, quais são as principais consequências pro nosso corpo, porque a gente fala eh de alimentação. A gente se alimenta todos os dias, mas é interessante a gente falar que nós estamos nos nutrindo, né? A gente está ingerindo nutrição. E aí eu começo a me restringir por conta da pureza. Se a gente for pensar quantos alimentos são puros, quais os alimentos puros, né? E aí já começa a causar uma confusão. É. E aí, às vezes, né, o o paciente ali acha, né, a pessoa acha que que tá fazendo bem, mas muitas vezes ela tá às vezes tirando grupos de alimentos, né, e de repente começa a apresentar algumas carências nutricionais. Então, eh, fisicamente, né, ela começa às vezes apresentar um cansaço excessivo, uma fadiga, uma queda de cabelo, né, eh, unhas fracas. Uhum. Uhum. nessa percepção dela achar que ela tá se alimentando saudável, porque eh na cabeça dela ela tá ali se alimentando com alguns grupos, né, e faltam outros. Então, eh, isso acaba trazendo, às vezes, não de imediato, né, mas com o passar do tempo, eh, acaba trazendo sim consequências, não só emocionais, mas também físicas. Sim, né? Físicas, emocionais. E essa busca por comer bem. Uhum. Né? eh eh vira uma regra inflexível, porque a gente fala de rigidez e a pessoa que ela busca, né, comer bem e olhar todos os rótulos, a gente sabe que é importante ler os rótulos, né, mas essa busca constante ela acaba se transformando numa rigidez e aí a acaba também através dessa rigidez, a gente se a gente para para analisar, vem o medo Uhum. da alimentação, né? Vem o medo de se alimentar. Nossa, eu não não posso comer isso aqui porque tem algo aqui que faz parte do alimento que não é limpo no meu ponto de vista. E essa essa esse medo ele vem e a partir dele vem o quê? Uma angústia, eh, uma ansiedade. Isso pode mexer muito com a saúde mental? Com certeza. pessoas, né, que desenvolvem a ortorexia, elas podem sentir muita ansiedade antes de da alimentação, porque elas ficam sempre preocupadas eh sobre o que elas vão comer, se o alimento, se o lugar onde elas vão frequentar vai ter os alimentos saudáveis ou não. Elas podem passar até deixar de frequentar certos lugares porque não vai ter alimentação saudável. Então isso vai trazendo um comprometimento emocional e social, né? vai tendo prejuízos nas relações sociais e pro emocional que vai gerando muita ansiedade, muita angústia, muito medo. Então, é como se a vida ficasse baseada em função da alimentação ou dos hábitos saudáveis, né? E a pessoa tem muito medo de não cumprir com aquelas regras rígidas. E com certeza isso traz muito sofrimento, porque é como se um dia, né, que ela falhasse significasse muito, né, que tivesse uma consequência muito grave. Muito bem. Agora, a gente precisa também, nós estamos falando aqui eh do que acontece, mas tudo tem um porquê. Se isso acontece, é porque isso está sendo vendido. E aí, se está sendo vendido, tem gente comprando. Quanto mais a gente compra, mais vendido é. E quando a gente fala de venda, a gente pode olhar pro marketing, eh, na o marketing, as redes sociais, as rotulagens, né, eh, eh, os mitos que a gente tem nos rótulos. Eu gostaria que você falasse pra gente, Jaise, eh, o marketing, o marketing, perdão, dos alimentos, utiliza esse conceito como aura de saúde, que é a embalagem que destacas aí, destaca os termos proteicos, fit, zero. Isso é para dar uma impressão de que tá tudo saudável. a gente pode se perder nesse momento que em que em que nós buscamos essa alimentação saudável e aí pode eh trazer consequências paraa nossa alimentação. O marketing ele é firme nisso e as redes sociais colaboram e muito, não é? Eh, a gente tem aí uma uma questão, né, que a cada ano que passa isso, a impressão que passa que eles eles buscam ser mais facilitadores, né, eh, neste sentido de tanto do marketing de embalagens, né, a gente tira aí pelo pelas crianças, por exemplo, que a gente busca no mercado e aí já tem lá os personagens, né, eh outros eh no mundo do adulto aí, né, pra gente essa questão da proteína, né, tudo tá tudo é proteico hoje em dia, né? A água tá proteica hoje em dia, sendo que o o importante é você tomar a água, né, uns 2 3 L ali de água por dia. Então, eh, infelizmente a gente vive isso, né? E a gente precisa encontrar o equilíbrio, né, e entender. Eu eu sempre falo pros meus pacientes, a gente precisa fortalecer o nosso básico, né, e os os a essa venda, né, de de como vamos dizer, eh uma venda, não sei se é essa palavra, né, mas uma venda mercadológica, menos, do marketing ali batido. Será que há necessidade, né? Será que você comeu a carne ali do dia, né? Será que você e ingeriu a fibra ali do dia no legume, na fruta? Então, primeiro eu busco nos pacientes essa regra, né? O do mercado, a gente pode pensar depois, né? Vamos, sei lá, numa segunda, numa terceira consulta. A gente deixou esse básico bem feito, bem amarrado, até para tirar realmente essa preocupação, né, que eu vejo, eu eles chegam num consultório mesmo com essa com essa preocupação. Nossa, mas será que eu tô batendo proteína? Ai, eu posso tomar no dia o iogurte proteico? Então, a gente tenta conversar e fala assim: "Vamos vamos alinhar essa essa questão básica primeiro, né? Como é que tá a ingestão da água, como é que tá o carboidrato? Todos os grupos são importantes, né? Eh, e infelizmente não só, né? Tem essa coisa das redes sociais, tem essa questão dos influencers, dos famosos, né, que vem na rede social e fala: "Ah, eu tirei isso e melhorei, melhorei tudo". E aí a pessoa já não, por ela mesmo fala: "Não, não vou mais comer", né? Então, infelizmente existe esse esse perigo aí e a gente tem que ficar atento, né? principalmente eu que trabalho bastante com criança e adolescente, eh, tem que ter esse olhar de de tirar esses esses medos, né, do paciente em consulta. Exatamente. E quando a gente fala em olhar de tirar os medos, claro que a gente precisa falar de psicologia, né? Porque a internet ela vem com um marketing muito pesado. Eu gostaria que você explicasse pra gente, Tainara, como é que isso entra na nossa mente de uma forma que quando você menos espera, você já comprou e aí você começa a a fazer parte desse grupo que está inserido eh eh nesse mundo. É algo assim que como é tão chamativo, como que isso trabalha a nossa mente? E quando a gente tá falando de alimentação, que todo mundo quer ter uma alimentação saudável, daí vem o marketing super pesado, né? Traz ali informações que muitas das vezes nem são informações e eh de quem está gabaritado para isso. E a gente mesmo a gente sabendo que aquilo de repente não funciona, a gente cai na armadilha. Sim. É muito importante isso que você pontuou, porque eu costumo dizer que as redes sociais, os o algoritmo, principalmente, ele entende muito bem a nossa dor e os nossos desejos. Então, tudo que você tá sofrendo vai ficar aparecendo ali para você e vai aparecer também a solução. Então, quem tá buscando estilo de vida saudável, o que mais pode aparecer nas redes sociais são pessoas dando dicas, como eu conseguir construir uma vida saudável. E o problema das dicas é que ela diz sobre a pessoa, né? Então ela não olha pr pra sua vida, né? Ela diz sobre o outro. Então eu posso seguir a dieta de uma blogueira, de uma pessoa que eu admiro, o estilo de vida de uma pessoa que eu vejo ali nas redes sociais, mas aquilo pode não fazer bem para mim, né? Então, eh, a gente recebe muita informação, mas nem toda a informação às vezes é adequada. Eu vou perdendo até a conexão com o meu próprio corpo, né? Por exemplo, essa questão de proteína, né? Será que eu preciso de tanta proteína assim? Será que isso é uma necessidade da outra pessoa? Então a gente vai perdendo essa individualidade? Mas por que que a gente vai acabando sendo influenciado pelas redes sociais? Porque a gente tem essa necessidade de se sentir pertencente, aceito. Então existem muitas comparações, né, nas redes sociais. Eu falo que antigamente a gente só se comparava com o vizinho, né? Hoje a gente pode se comparar com o mundo todo. Então, e é muito rápido, né, o acesso a tudo assim. Então isso eh traz uma consequência muito grande pra gente, porque viver em modo comparativo é algo desgastante, né? Perdão. E a gente acaba sofrendo porque você, nós somos seres únicos, a gente não tá igual ao outro e nunca vamos estar, né? E essa comparação acaba nos machucando demais. Agora, a internet ela traz sim tudo, quanto é tipo de informação, depende de você. eh, consumir aquele produto ou não, né? Agora, essa divisão de alimentos que a internet trouxe, eu fui buscar essa informação, achei interessante, tem comida limpa e comida suja. Eu falei, gente, mas pera aí, existe comida suja, né? Então, de onde que vem essa cultura do límpido sujo, né? Eh, e essa rotulação, ela impacta na nossa saúde, tanto física quanto mental? Então, gostaria que você falasse pra gente, nutre, porque qual que é a diferença? Comida limpa, comida suja, imagina você se alimentar de uma comida suja, olha só como já vai eh dando a você uma um entendimento de que, nossa, eu tô me alimentando errado, pera aí, eu tô comendo comida suja e já vai pra saúde mental, mas primeiro a nutrire, vamos lá. Eh, então é um peso muito grande, né, essa fala, né, mas eh a gente vê muito, inclusive eh dos próprios profissionais, né, da área, essa divisão de alimentos, esse pode, esse não pode, né, de alimentos, ah, esse esse é proibido, esse é saudável, né? Então isso não tem como a o a a pessoa, né, o o paciente ali não sair com aquela lista e aí já entrar uma questão de culpa, de medo e se ela vai se alimentar naquela semana em num lugar diferente, ela já vai, nossa, mas eu ingirio era isso, é proibido, né? Então assim, é muito é muito pesado mesmo, né? essa essa essa divisão e infelizmente ela existe. Então, por isso que eu sempre falo, é a gente é importante a gente encontrar um equilíbrio e a gente nunca trabalhar com isso pode, isso não pode, né? Eu sempre gosto de estar falando com os pacientes da de trazer num numa lista de nutrientes, né, de nutrição de fato, né? E muitas vezes aquilo que é considerado que não pode, às vezes, por exemplo, um pudim da avó no domingo, gente, é super saudável, né, naquele momento ali de família. Então, eh, não, eu, eu, né, como profissional não gosto de de dessa venda, dessa divisão, mas, infelizmente ela acontece, né, e deixar aí pro pro público eh não cair nessa. É verdade, né? Porque imagina o peso, comida suja e comida limpa. Eu estou me alimentando de uma comida suja, né? É um termo que pesa e que causa um impacto na nossa saúde mental, não é? com certeza. E pode, né, acabar desenvolvendo um transtorno alimentar, porque às vezes começa nessa busca por hábitos saudáveis, às vezes até uma busca por emagrecimento, mas a pessoa pode ir se perdendo, né, nessa rigidez e acabar excluindo, né, cada vez mais alimentos da dieta e desenvolver uma anorexia, por exemplo, eh uma bulimia, dentre outros transtornos. Então, realmente tudo que é muito rígido, né, vai gerar muito medo, muita culpa, muita ansiedade e isso a longo prazo pode comprometer muito a qualidade de vida de uma pessoa. É muito bem. Agora a gente falando de internet, eh, tem os aplicativos, né, que que orientam ou não. Agora a gente vai descobrir se eles realmente eh eh orientam aquele, eh, desrotulando, é um deles, né, desrotulando. E ele vai te orientar sobre a sua alimentação saudável, nutre. Esses aplicativos, eles realmente nos orientam ou eles causam mais confusão ainda no nosso dia a dia? É, vai depender, né? Porque é óbvio que muitos pacientes chegam ali na busca da saúde, né? E eles sim tem muitas dúvidas, principalmente, né, que atendo pais, eh, é uma super ajuda, né? Mas eu acho que vai depender de como a pessoa vai usar aquilo, porque é igual rede social, né? tem a parte, dependendo de como você utilizar, ela vai ser maravilhosa, né? E se você eh tem alguma questão já que às vezes a gente observa ali na consulta que vê que a paciente tem aquela eh angústia, muita angústia, muito medo, não, mas olha, eh, que nem outro dia eu atendi um um paciente o tempo todo e ele falou: "Não, porque minha filha só come orgânico, só come orgânico, só come orgânico, né?" Uhum. Então você já vê uma questão ali que é uma pessoa que é melhor você não indicar, né, naquele momento. Então sim, ele ele ele super ajuda, mas é aquilo, vai depender para quem e quando, né, e e como que a pessoa vai utilizar daquilo. É a questão do equilíbrio, né? esse que a gente busca todos os dias quando, principalmente quando a gente fala da questão da alimentação. Agora a família, por quê? Vamos colocar a família aqui, já que você trouxe família, Nutra, eu vou perguntar paraa nossa psicóloga, porque o seguinte, a pessoa que ela está eh com essa essa rigidez, né, essa não sei se já está diagnosticada, vamos colocar aqui, ela está com essa rigidez, a pessoa ela não vai procurar o atendimento porque, me corrija se eu estiver errada, na maioria das vezes ela não entende que ela precisa de uma intervenção, por essa essa Essa rigidez vem a partir de estou comendo saudável, estou numa dieta boa, então eu não preciso de nenhuma orientação. E aí vem a família, né? Qual a importância da rede de apoio? Porque acredito que na maioria das vezes essa pessoa ela precisa ser incentivada buscar um apoio a partir da família ou da rede de convivência dela, não é? Perfeito. É isso mesmo. Uma família pode ser essencial nesse cuidado, porque é muito difícil pra pessoa perceber que ela se perdeu ali, né, entre saudável e acabar desenvolvendo uma obsessão que faz muito mal. E existe até a resistência, né, das vezes da própria pessoa em buscar ajuda, porque ela tem medo de fazer diferente, ela tem medo das consequências de não ser saudável, né, de acordo com o que ela determinou. Então a família tem que ter uma postura acolhedora que incentiva. Então não adianta julgar, mas levar essa consciência. E muitas vezes, né, principalmente se for um caso de um transtorno alimentar, a família é parte fundamental do tratamento, porque muitas vezes eles que estão de fora vão ter que auxiliar aquela pessoa aí recuperando, né, essa relação com a comida, né, de uma forma mudando essa relação para que realmente seja saudável e não obsessivo, né, porque tudo que é obsessivo é prejudicial. Eh, importante a gente falar sobre isso, porque a rede de apoio conta muito, né, principalmente nessa questão da alimentação, porque a pessoa que vai buscar uma alimentação saudável, ela está se sentindo bem e está certa em buscar uma alimentação saudável e ela não vê erro nenhum nisso. Agora, quando ultrapassa o limite e vai já para uma rigidez e uma obsessão, é importante a família estar atento e tentar manejar isso aí e direcionar essa pessoa para um atendimento, né, psicológico, eh, uma nutria, enfim, para poder alinhar toda essa questão. A gente fala aqui sobre ortorexia, é um termo novo, né? 1997 em 2016 e teve mais estudos e não é que todo mundo, a gente não pode aqui demonizar, né? Alimentação saudável, eh eh você seguir a sua dietinha bonitinho, mas o negócio é a rigidez. Quando você começa a ter um momento de rigidez, quando você começa a escolher demais e quando você começa a comer coisas que você percebe que de repente não faz parte do seu cotidiano e você tá comendo só porque dizem para você que faz parte, é saudável, daí é importante você buscar ajuda. Agora 8:39. Ô produção, tem perguntas? Produção tá me avisando aqui que nós temos algumas perguntas. Então, vamos ver quem é que tá com a gente. Esse assunto é interessante, às vezes é um termo que você nunca nem ouviu falar, para mim também é novo, mas é interessante a gente entender, né, do que se trata e para que a gente possa fazer esse alerta, né, observar dentro de casa o que que tá acontecendo, se tem alguém eh mais ou menos parecido com o que foi eh esclarecido aqui no programa e aí buscar ajuda, que é sempre sempre muito importante. Pode colocar na tela, por favor, produção? Vamos lá. Olha lá. Vamos lá. A Mariana Lopes do Jardim Proença. Com tanta receita cheia de ingredientes caros, parece que comer bem virou luxo. Dá para ter uma alimentação saudável usando os alimentos mais simples do dia a dia? Pois é, nutri. Todo mundo pergunta isso porque cada dia que passa tem mais receita e mais gente falando. É a internet, né? Bagunça a cabeça da gente. Bom, né? Eu acho que primeiro eu sou a favor da comida de verdade, né? Então, eh, os ingredientes para mim mais simples é a comida. Então, arroz, o feijão, eh, a carne, o legume, né? E sim, eh, em relação, né, como ela ela faz ali da pergunta receita, né, respondendo a pergunta dela, sempre a gente consegue buscar alternativas ali nas receitas em que fique um custo melhor ali pro paciente. Uhum. Muito bem. É isso. A gente consegue se alimentar assim, gente, né? Um arrozinho, feijãozinho, um legume, né? Uma carninha. Não precisa ir daquele jeito que você vê na internet, não, porque às vezes aquilo nem é realidade, tá? Vamos lá. 8:41. Vamos lá. Mais uma pergunta na tela. A gente direciona pra nossa psicóloga Carolina Mendes do Chapadão. Olha só, tem uma amiga que vive procurando novas regras sobre o que pode comer. Por que algumas pessoas sentem tanta necessidade de ter certeza de que estão fazendo tudo certo? E aí, interessante essa pergunta, porque eu fiquei refletindo aqui, eu percebo muito no consultório que as pessoas vão perdendo até a sua própria noção de fome, saciedade, porque elas vão seguindo tanto a regra externa que elas param de entender as suas reais necessidades, né? Agora, o motivo que faz a pessoa, né, ficar nessa busca obsessiva por saúde, eh, pode variar, né? Pode ser desde o medo de adoecer. Às vezes essa pessoa perdeu alguém muito importante na vida dela e ela tem medo de adoecer e acaba, né, querendo ser extremamente saudável. Pode ser até um perfil de personalidade, uma pessoa que às vezes é mais rígida, que mais perfeccionista, que gosta de fazer tudo muito certinho e a partir do momento que ela entra em contato, né, com essas informações, ela quer ser a mais disciplinada possível. Pode ser uma busca por emagrecimento ou até pessoas que já fizeram uma dieta, tiveram benefícios com essa dieta e aí tem medo, né, de voltar a ganhar peso e aí ficam com essa obsessão com a comida saudável. Então assim, eh, difícil, né, definir esse comportamento pode ter várias causas, né? Então, por isso que a psicoterapia colabora tanto pra gente entender a raiz dessa dificuldade, o que tem por trás, o que que essa pessoa tá buscando através dessa rigidez, né? Sim. Muito bem. Agora essa necessidade de ter certeza que estão fazendo tudo certo, a gente fala muito de disciplina, né? Esse negócio de disciplina é bom, mas até que ponto é bom ter disciplina, hein? Uhum. É, esse é um problema, né? Porque a gente associou a disciplina com sofrimento, né? Ah, ó, tá vendo? E não disciplina com constância. Então, parece que a intolerante à dificuldades, as falhas. Isso é muito prejudicial, porque se eu me acolho e entendo que eu vou falhar, eu sigo em frente. Mas se eu acho que tá tudo errado, né? Se um dia que eu errei, tá tudo perdido, isso vai trazer um peso, uma culpa. Então, para algumas pessoas elas até podem desistir, né? E outras vão ficar extremamente obsessivas que elas não podem errar, né? Então, a disciplina ela também tem a ver com a tolerância, com as suas dificuldades no meio do caminho. Então, acolher, entender, recalcular rota, isso faz parte, né, da disciplina. Então, a disciplina não precisa ser algo maçante, é algo que vai trazer mais sofrimento do que benefícios, né? É excelente, muito boa colocação que faz a gente entender, né, sobre a disciplina, porque às vezes a gente fala: "Ah, sou disciplinada, então eu tenho que ser oito ou 80, né? Sempre aqui, ó, pá, pá, pá, não é, né? Porque a gente coloca a disciplina e a constância, né, nutria. E a falta equilíbrio. Exatamente. Olha só que interessante, né? Aí a disciplina paraa nutrição, a a disciplina e a constância. A gente precisa entender o que é constância também, né? Eu preciso manter a constância de me alimentar de forma saudável. Pera aí. O que que é constância? Todo dia a mesma coisa. Comer a aquela é assim. E aí, às vezes, nessa constância, né, falta inclusive a variedade, né, o que vai trazer paraa gente ali eh um corpo nutrido mesmo, né, de verdade. Então, eh, às vezes eu eu percebo, né, principalmente, eh, pacientes que, que tem um treino ali já programado e tal, de ser uma rotina, tem essa rotina muito bem estabelecida e aí ela não muda ali uma fruta, né? Tá sempre comendo a mesma fruta, eh, não muda o vegetal, porque falaram para ela que tal vegetal, sei lá, da gases, né, vamos dizer assim. E aí acaba que eh trazendo às vezes não tá nutrindo o corpo, né, com com variedade e com qualidade. Então esse equilíbrio é importante. Isso, é verdade. A gente precisa cuidar muito com essa questão da rigidez, né, que nós temos com nós mesmos, né? Então, ah, vou, eu sou disciplinado, eh, eu faço, mantenho a minha constância. Opa, pera aí, a gente é ser humano, não é? É, a gente é ser humano e tudo bem fal hoje, mas aí a gente continua, a gente não pode, eu eu penso que nós não podemos parar, a gente precisa seguir, tem que continuar, mas parar um pouquinho para descansar e e recalcular a rota, tá tudo bem, isso faz parte, né, da nossa vida, do nosso dia a dia. Então, ó, vamos cuidar com a rigidez aí, tá bom? Vamos lá. 8:46. Pode colocar mais uma perguntinha na tela pra gente, produção, por favor. Beatriz Fernandes do Cambuí. Tenho amigos que evitam comer arroz à noite porque ouviram que faz mal. O horário em que comemos realmente faz tanta diferença assim. Então, nutrire, e agora? Então, arrozinho, arrozinho à noite com faz mal. A gente sempre precisa avaliar, né? Eu falo o contexto, o conjunto da obra, né? Então, eh, não existe ai, vou comer arroz. Outro dia eu vi uma pessoa dizendo, inclusive uma nutricionista dizendo, né? que ela não come carboidrato à noite porque no outro dia pela manhã ela acorda inchada, né? Então eu sou a favor dela investigar o por que ela acorda inchada, né? Deve tá acontecendo algum motivo agora colocar a culpa no carboidrato, né? No arroz, tal, sempre como vilão, né? tem sempre tem um vilão. Então, no geral, eh, não existe isso. A gente precisa avaliar o contexto, a gente precisa avaliar eh o que que esse paciente faz durante o dia, que horário que ele treina, né? Pode ser que a gente coloque ali um carboidrato mais cedo ali, de repente, se, por exemplo, se é um paciente que naquele momento eh está tendo, ai à noite eu tenho dificuldade com com digestão, né? Então a gente trabalha ali à noite um melhor alimento que ele vai ajudar nessa digestão dele, mas não é uma regra. Uhum. É, não significa aí que o arroz ou o carboidrato, né, vai acabar com o seu dia, né, no outro dia. Então temos que eh se atentar com isso, né, a tal da rigidez, néz? e a individualidade, né? Porque cada cada pessoa, né, cada indivíduo tá passando por um momento, né, e cada um tá fazendo ali a sua busca. Por isso essa questão de ser perigoso de seguir coisas de rede social, de influencer, ou porque um famoso e falou, já pensou de repente um famoso falou que x coisa eh precisava ser ele ela retirou, ela vai lá e retira e às vezes naquele momento é o alimento que ela mais está precisando, né? Então, por exemplo, ai o leite que é um vilão, né? Às vezes é uma pessoa que tá precisando de cálcio, né? e ela não tem uma questão ali com leite, mas ela tirou porque alguém falou. Então a gente também tem que ter muito cuidado com esses eh alimentos que são em alguns momentos são demonizados, depois são endeusados, né? A gente já teve momentos que eh a banana já virou vilã, agora a banana é um super pré-treino. Então é é sempre buscar a sua individualidade, né? É, somos uns seres únicos, né? O que faz sentido para mim não faz sentido para você e tá tudo bem. A gente só não pode ir no efeito manada, né? A internet coloca ali, ó, é isso que é e vamos embora. Não, a gente precisa dar uma acalmada aí, ó. Piso o pezinho no freio e aí busca orientação, né? Que é o melhor que a gente tem a fazer. Agora 8:49. Pode colocar mais uma na tela, produção, por favor. Vamos lá. Vamos ver quem tá com a gente. Olha aí, Eduardo Martins, Barão Geraldo agora vai pra nossa psicóloga. Uma pessoa que cresceu ouvindo críticas sobre o que comia pode levar essas cobranças paraa vida adulta mesmo depois de mudar seus hábitos? Eita! Com certeza. Com certeza. Principalmente, né? Eh, desenvolver um transtorno alimentar, né? que pode ser desde uma anorexia, onde eu tenho um medo muito grande de engordar, uma alimentação muito restrita, até um transtorno da compulsão alimentar, porque aí eu me culpo por ter comido algo que não deveria, né? E aí depois eh eu fico entre privações e compulsões. Então, realmente é bem complicado assim, né? Porque essas críticas elas podem influenciar tanto na autoestima daquela pessoa e nessa busca, né, de se sentir pertencente, amada, talvez ela vai se adequando, né, e vai mudando a alimentação dela para atender a expectativa do outro, né? Olha isso. Seja de um corpo mais magro, seja de uma alimentação mais adequada. Então, realmente pode trazer muitos prejuízos. Eh, então, Tainara, aí quando você eh eh fala eh dessa forma e vem a pergunta eh da do telespectador falando sobre uma infância, né? Eh, importante a gente lembrar que vocês nos orientam, né, as psicólogas nos orientam aqui no programa e a gente já entendeu que tudo começa na infância, né? Então, a gente precisa se atentar à forma com o que nós estamos conversando com os nossos pequenos, principalmente na hora da alimentação, porque hoje as pessoas não utilizam mais mesa, as pessoas não, a maioria das pessoas, né, uma por conta da correria, eu sei, é sem julgamento, tá bom, gente? Mas a maioria das pessoas não não fazem mais aquela alimentação eh com tempo, com tranquilidade, todo mundo sentadinho ali se alimentando. É, cada um num canto, né? E às vezes comendo coisas que ela nem percebeu que ela comeu, ela só percebe que não tem mais nada no prato. Quando ela procura de novo e daí, poxa vida, mas cadê minha comida que tava aqui, né? Eu gostaria que você trouxesse pra gente a importância dessa, de repente desse resgate, né, dentro da família, eh, para que a gente possa melhorar um pouquinho eh essa questão da convivência, da alimentação. E quando a gente fala de criança também, eh, lembrar que essa criança ela vai pra fase adulta com tudo aquilo que ela viveu na infância. Claro. Eu acho que é muito importante, né, que os pais ofereçam uma alimentação saudável pros filhos, mas que eles tomem cuidado com a forma como isso tudo é feito, né? Então, seja para uma criança que precisa, de repente, melhorar os hábitos, né? Que isso não seja eh colocado de uma de uma forma que esteja pressionando, cobrando, né? uma forma aversiva e também, né, isso que você pontuou é muito interessante porque realmente as crianças estão perdendo esse tempo de convívio com a família, isso vai impactar na alimentação, porque às vezes eles não conhecem, né, muitos alimentos saudáveis, acabam comendo aquela comida que é mais prática, né, então alimentos mais industrializados, vão perdendo essa conexão com alimento, porque elas estão comendo, fazendo outras coisas, então elas não estão eh saboreando ali a comida. Então é muito importante porque os pais são professores da vida para aquela criança e o comportamento alimentar também é um comportamento aprendido, né? Então os pais têm que ensinar ali, né, e oferecer para criar estímulos para que eles desenvolvam uma boa relação com a comida, né? Sim. Sim. Eles estão em forma de em em desenvolvimento, né? Então a a questão alimentar também está se desenvolvendo. Eles são aprendizes, né? E aí uma coisa interessante sobre criança e que às vezes eu vejo muito no consultório, como você diz, não julgando, porque eu entendo que às vezes existe até um desespero ali, né, do pai em fazer a criança comer, mas uma fala que depois a gente vê lá quando adulto, né, e e às vezes, tipo assim, come esse legume, come essa verdura que eu te dou um doce de sobremesa, né? Então essa recompensa ela vai levar pra vida adulta, né? Porque você como psicóloga até sabe falar melhor. Então, e também começa uma associação de tipo assim, eu preciso comer isso aqui que é ruim, né? Às vezes, muitas vezes, a criança leva para esse lado para eu poder comer aquele que é gostoso no final. Então, algumas falas quando eh essas crianças estão à mesa é muito, né? É, você vai saber falar melhor que eu eu falo pros pais de ter uma atenção nesse sentido, né, de como está sendo ofertada essa sobremesa. Exato. Né? E isso também pode colaborar para uma relação emocional com a cupida de conforto, né? Então, um dia difícil eu posso querer me recompensar com a sobremesa, né? Porque eu mereço, porque eu não tô bem, né? Então aí também são outras questões que podem, né, acabar desenvolvendo dessa relação de usar a comida para aliviar algum sentimento aversivo, né? Olha só. E a gente percebe que a comunicação, né, ela está em tudo, porque a forma que você vai comunicar a criança que ela deve eh experimentar aquele alimento, pode trazer essa situação que vocês eh colocaram, mas também pode fazer ela odiar aquele alimento pro resto da vida e ela não querer comer aquilo, ficar aversivo e aí as pessoas e e também ter problemas na socialização, não é? Porque ai eu não como esse alimento, eu não gosto disso, eu não gosto daquilo. Mas por que que você não gosta? Come, né? É tão bom. Mas aí ninguém sabe o que que essa pessoa passou lá na infância, de repente ela foi obrigada a comer algo que ela não gostava. E aí quando ela tá na vida adulta que ela responde por si, ela fala: "Não quero ver isso nunca mais". E de repente isso pode eh ser algo que faz parte da nutrição dela e que ela poderia precisar. Então, a gente tem que se atentar muito nessa questão, né, da criação, eh, da forma com que a gente comunica e da nutrição aí do nosso corpo. Agora, 8:56, tem mais uma pergunta? Se tiver, pode colocar na tela pra gente e daí a gente já vai para as considerações finais, tá bom? Então, vamos lá. Olha que interessante. Juliana Ribeiro do Guanabara, meu filho começou a perguntar se tudo que come faz bem ou mal. Ah, como ensinar uma criança a se alimentar melhor sem fazer com que ele tenha medo de certos alimentos. Faz sentido, né? A criança no no na fase do porquê aí, né? E você faz bem, isso faz mal, isso é bom, isso não é. Como que a gente faz para trabalhar com essa galerinha? Quando eu era criança não tinha tantas informações, né? Isso também era prejudicial. E hoje a gente tem informação em excesso, né? Eu acho que é tentar, né, levar pra criança que não existe um alimento proibido, outro permitido, que tudo pode, né? É uma questão de equilíbrio, bom senso, né? Então eu acho que tá tudo bem, né? Sem ensinar paraa criança os alimentos que a gente tem que dar preferência, os que tem que comer de vez em quando, mas sem ser algo restritivo, como se fosse acontecer uma tragédia caso, né, ela comesse um alimento, né, que não é considerado saudável. Mas uma coisa que eu fiquei refletindo, né, é o quantos pais estão com medo também, né? Então, às vezes é o medo do próprio pai, da própria mãe, né? Passa, né? Que passa. Por isso que eu acho que é tão importante a nutre também, né? Sempre falo, eu sempre falo de trabalhar de uma flexibilidade, né? Então, eh, porque quando você trabalha essa flexibilidade, é meio que a criança experimenta de tudo e aí você vai ajudando ela, porque ela precisa dos pais nesse processo, né? ela vai entender ali o que aquele momento, né? O que que pode, o que que não pode, ela vai conseguir se contornar, né? Um exemplo disso a gente acabou de passar pelo Halloween, né? Então, as crianças foram às casas, muito doce, né? A minha filha automaticamente ela chegou em casa, despejou o baldinho dela, escolheu os docinhos ali que ela que ela achava que ela vai comer e o restante ela falou: "Mamãe, manda para doação", né? Então ela com o tempo eh ela, eu nunca trabalhei essa por não, isso não pode, pelo amor de Deus, né? Não come n. Então ela sozinha por si, ela entende que tipo, não, não vou não preciso de tudo isso de doce, né? ou outra eu vou ali e como um docinho. Então eu acho que você trabalha e a mesma coisa com o legume. Então você põe ali o legume, a verdura na mesa, tá todo mundo ali comendo e experimentando. Olha, esse ficou legal, esse aqui tá com limão, esse aqui tá sem limão. Então você eh dentro da família trabalhar essa flexibilidade numa neutralidade, sabe? sem colocar esse usado, esse demonizado. Eu acho que isso eh vai trazendo, a criança vai crescendo num ambiente assim, né? É, é verdade. Importante salientar aqui que nós somos espelhos, né, paraas nossas crianças. Então, se você mostra para ela que tá tudo bem, aquela alimentação é legal e que faz parte do dia a dia da rotina da família, ela vai crescer entendendo que é isso, não é? Sim, certeza. Muito bem. Agora 8:59. Tem mais uma ou a gente já encerra? Fala para mim, produção. Vamos lá. Terça-feira com cara de segunda. Bora que bora. Mais uma pra gente encerrar. Marcelo Ferreira do Jardim do Lago. Tem gente que critica a alimentação dos outros o tempo inteiro, mesmo sem ninguém sem ninguém pedir opinião. Esse comportamento pode ter relação com as próprias insegurança. Eh, Marcelo, hein? Que que tá acontecendo? Tô olhando sua marmita, né? Vamos lá. Eh, com certeza. A gente brinca que tem os fiscais de prato, né? Eh, bom, é muito ruim, né? Se sentir criticado, julgado e coisas que só cabem a pessoa, né? alimentação de então isso com certeza se ela tem alguma insegurança com relação à alimentação pode aumentar a pressão. Se ela tem insegurança em relação à própria autoimagem, isso também pode aumentar essa pressão. Então, na dúvida, é melhor não fazer comentários sobre a alimentação do outro que ele com certeza sabe o porque ele tá comendo, porque ele não tá comendo, né? Exato. A gente passa orientação aqui no programa, que são orientações assim do nosso dia a dia que é importante. Às vezes, eh, nós não temos a oportunidade de conversar, de repente com uma nutricionista, com uma psicóloga. E aqui a gente consegue trazer essa orientação. Mas é importante a gente tomar cuidado aí, né, quando a gente fica de olho na marmita do coleguinha, não é nutre, não. E tem a marmita do coleguinha, né? E tem eu como nutre, que às vezes saio pros lugares, ai a nutricionista vai olhar meu prato. Gente, eu não vou olhar o prato de ninguém. Cada um, né, tá no seu momento ali de vida, cada um está com as suas escolhas, né? Eh, eu acredito que, como ela disse, tem essa questão das próprias inseguranças, né? E também tem um olhar de cuidado, né? olido e falo marido, mas com aquele olhar de tipo, o que que é que você quer que que a pessoa se alimente bem, cuide melhor, né, da da alimentação. Eh, mas o o mas eu acho que o ideal é não ter fiscais, né, sem fiscais de pratos e de vidas aleheias. É porque, enfim, né? É, é aquele negócio que nós falamos aqui, a gente traz a informação sem julgamento. Se faz sentido para você, guarda e utiliza. Se não faz, deleta, né? E deixa de lado. Agora, ficar fiscalizando a marmita do coleguinha, não, não, não, não, não. É bem chato esse negócio aí, viu? Fala sério. Agora 91. A gente vai encerrando o programa de hoje. Quero agradecer a sua audiência, a sua companhia e é isso, gente. A nossa conversa de hoje deixou claro que a verdadeira alimentação saudável é aquela que nutre o corpo, né, sem aprisionar a nossa mente. Comer envolve biologia, mas também cultura, afeto, celebração e a convivência social. Lembre-se que nenhum ingrediente isolado tem o poder de salvar ou destruir a sua saúde, cultivar flexibilidade, combater a culpa e olhar criticamente para as promessas fáceis do mercado são passos essenciais para conquistar a liberdade alimentar, né? Então a gente precisa nos nutrir com sabedoria. Ah, quero agradecer a participação das nossas convidadas de hoje. Muito obrigada, Tainana, pela sua participação, pela orientação, compartilhamento de informações. Deixa uma mensagem pra gente aí no final e gratidão. Eu que agradeço. Foi muito bom estar aqui com vocês, né? E espero que tenha contribuído, que as pessoas comecem a refletir, né? Porque hábitos saudáveis fazem bem, né? Mas nem tudo que é saudável realmente que parece ser saudável realmente é, né? Então, a forma como está sendo conduzido faz a diferença, né? E se você se percebe nessa obsessão, pode relaxar um pouquinho, pode ficar mais flexível, porque estar saudável é estar bem com a sua saúde emocional também. Não faz sentido você tá bem fisicamente e emocionalmente, aquela vida saudável trazer um peso para você. Maravilhosa nossa psicóloga. Muito obrigada, viu? Agradecemos você também, Nutrire. Obrigada por nos orientar, né, e por trazer informações assim tão importantes pro nosso dia a dia. E de repente são informações que acendem um alerta e que a gente fala: "Opa, tá acontecendo isso comigo agora. Eu vou buscar um caminho aí para poder me orientar e buscar esse equilíbrio que todo mundo fala todo dia." Então, gratidão. Obrigada. Deixa uma mensagem pro pessoal de casa, por favor. Bom, eu que agradeço. Agradeço vocês por esse momento, né? E dentro da nutrição é isso, flexibilidade, variedades, né? E que sempre você encontre o equilíbrio e a verdadeira saúde e bem-estar, não só fisicamente, mas também emocionalmente. É isso. Muito obrigada. Muito bem. É isso. Nós agradecemos vocês mais uma vez, tá? Pela participação, pelo aceite com a gente aqui. E eu quero te convidar porque hoje é o meio-dia tem Câmara Notícia com Gabriel Castro. A programação da TV Câmara Campinas segue com muita informação e claro, né, muita, muito carinho em toda essa informação de toda nossa equipe do grupo, mais especialmente para você. Amanhã nós temos mais uma edição do Estúdio Câmara e amanhã a gente vai falar de algo bem interessante e que de repente acaba bloqueando aí a comunicação entre as famílias. Educação sexual na adolescência. É isso. Você já conversou com o seu filho, com a sua filha? puberdade, transformações do corpo, dúvidas, né, que fazem parte do crescimento dos jovens, mas nem sempre eles encontram espaço para diálogo dentro de casa. Por vergonha ou medo de incentivar comportamentos precoces, muitos pais evitam o assunto enquanto os adolescentes recorrem à internet e amigos, né? Então, como é que a gente faz para construir conversas abertas e adequadas para orientar, proteger e fortalecer, fortalecer o vínculo com os nossos filhos? Amanhã a gente conversa sobre isso a partir das 8 da manhã ao vivo em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Um grande abraço para você, uma semana linda. Bora que bora que hoje é terça-feira, só tá começando, tem o dia todinho aí. Então se cuide, né? Se hidrate. Não, olha a marmita do coleguinha, tá? E até amanhã, gente.
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