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Estúdio Câmara | Quais os Sinais de Um Silêncio Saudável e Um Prejudicial?
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Estúdio Câmara | Quais os Sinais de Um Silêncio Saudável e Um Prejudicial?

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Descrição do vídeo

Quando o silêncio ajuda a organizar as emoções e quando passa a machucar? A psicóloga Atina Andrade, a psicanalista Camila Ragazzi e a educadora parental Alessandra Palazim participam de uma conversa sobre silêncio e comunicação nas relações no Estúdio Câmara. A pauta distingue a pausa para recuperar a calma, o medo de expressar sentimentos e o silêncio usado como punição, com a ressalva de que um episódio isolado não define uma relação.

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Olá, [música] [música] muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Programa Estúdio Câmara no ar. Hoje, segunda-feira, dia 2 de novembro, quero convidar você para a nossa conversa diária. E hoje nós vamos falar de algo que todo mundo faz, mas nem sempre sabemos interpretar. Silêncio. Você faz silêncio? Então, tem dia que a gente só quer ficar quietinho, né? Ter um tempo pra gente mesmo, pra gente organizar os nossos pensamentos. Só que existem situações em que o silêncio vira uma forma de evitar uma conversa, afastar alguém ou até punir uma pessoa. Mas como saber quando ficar em silêncio faz bem e quando esse silêncio começa a machucar? Eh, como saber se nós estamos usando o silêncio de forma assertiva? Mas tem forma assertiva [música] de utilizar o silêncio? Vamos descobrir no programa de hoje, porque o nosso tema é falar de silêncio. Você que tá aí do outro lado, convide as pessoas aí do seu convívio para participar e para acompanhar o nosso estúdio Câmara. Gente, vamos com a previsão do tempo, porque as nossas convidadas já estão aqui no estúdio, daqui a pouquinho a gente apresenta elas para vocês, mas nós precisamos saber como fica o tempo hoje aqui em Campinas, né? Vamos lá. Uma segunda-feira, semana começando assim. Mínima foi de 16 17, máxima de 24º. Hoje, de acordo com a previsão, sol com muitas nuvens e à noite o tempo fica mais limpo. Então, um ótimo dia para mim, para você. Aproveite o feriado, né, para fazer aquilo que faz sentido na sua vida. E agora nós vamos ao nosso tema central e vamos também apresentar as nossas convidadas. A gente precisa entender um pouquinho sobre o que que é silêncio, né? Você já parou para refletir? Pois é. Ficar em silêncio nem sempre significa a mesma coisa. Às vezes é uma maneira de recuperar a calma depois de um dia difícil ou até de evitar uma resposta impulsiva, sabe? Em outras situações, a gente se cala por medo de desagradar. Já já passou por isso? Porque daí a gente não consegue expressar o que a gente sente e aí de repente a gente tem receio da reação do outro, a gente também fica calado. E existe também aquele silêncio usado para punir, mas é importante fazer uma distinção que nem todo o afastamento ou silêncio é uma forma de manipulação e um episódio isolado não é suficiente para definir uma relação, né? Então, a gente precisa entender sobre silêncio. O tema de hoje são os sinais do silêncio, os porquês do silêncio, mas a gente precisa entender com quem realmente entende do assunto. Então, por isso nós temos três convidadas muito especiais. Elas são especialistas em saúde mental, vão nos orientar no tema do programa de hoje. Eu quero dar as boas-vindas à psicóloga Atina Andrade. Ela vai nos ajudar a entender como as emoções e padrões comportamentais influenciam a nossa comunicação. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada. Bom dia, obrigada pelo convite. Nós que agradecemos você pela presença. E com a gente também a psicanalista Camila Ragazzi vai contribuir com seu olhar sobre o que pode estar por trá silêncio, das dificuldades que a gente tem de se expressar e os conflitos na relação também. Bom dia, seja bem-vinda. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Bom dia, pessoal de casa. Bom dia, bom dia. Obrigada pelo convite. Maravilha. Para completar esse time de hoje pelo Zoom, nós recebemos a educadora parental Alessandra Palazim, vai abordar a comunicação dentro da família, os limites e a construção de vínculos mais seguros. Seja bem-vinda. Bom dia, Alessandra. Bom dia. Prazer estar aqui com vocês. Obrigada pelo convite. Prazer é todo nosso. E bora conversar então sobre os sinais do silêncio. Vamos conversar com a Atina. Como que a gente pode diferenciar um silêncio que ajuda a organizar as emoções? Já que às vezes a gente fala: "Vou ficar, né, quietinha porque eu preciso me organizar aqui". Mas de repente esse silêncio pode prejudicar a gente também. Como é que a gente diferencia isso? Eh, é importante a gente entender qual é o silêncio que serve para autorregulação, para acalmar a nossa ativação emocional e o silêncio que faz com que a conversa nunca mais seja retomada. Sim. Então, eu acho que eu observaria três coisas. O que que aconteceu, que antecedeu esse essa necessidade do silêncio, o que que acontece durante a pausa, durante o silêncio, e o que que vem depois, né? Então, é perfeitamente comum a pessoa falar: "Olha, não tô conseguindo me expressar bem, eu preciso de um tempo aqui, vou pensar um pouquinho". Eh, e depois a gente volta e a gente retoma essa conversa, né? Então, isso é perfeitamente possível de ser falado e mostra nessa comunicação o cuidado que a pessoa tem com a relação, né? diferente de simplesmente você se retirar, se ausentar e deixar a outra pessoa ali sem saber muito bem o por que você se retirou, se você vai retomar a conversa e ficar se perguntando ali ruminando de que que será que eu fiz, que que será que eu falei, será que, né, essa conversa vai ser terminada ou a gente vai ficar por aqui mesmo? Então, é bem importante observar essas esses sinais. É, e você falando assim, a gente pode imaginar a reação que um silêncio causa na outra pessoa, né? uma ansiedade impressionante, porque a pessoa quer entender por o que que aconteceu, o que eu fiz, né? Agora, Camila, quando uma pessoa se cala diante de um conflito, por exemplo, o que pode estar por trás desse comportamento? É uma escolha, né? Eh, ou é algo que ela se cala porque ela não consegue transmitir o que ela está sentindo através de palavras? Eh, eh, pode ser as duas coisas, né? Pode ser uma escolha consciente, como pode ser uma escolha inconsciente também, e pode ser uma dificuldade da pessoa de conseguir nomear os sentimentos para poder expressar os sentimentos, né? Então, assim, o que que tá por trás disso? Quando é uma escolha que não é muito consciente, a pessoa ela pode até ter uma noção do por que ela tá fazendo. Ela pode dizer: "Olha, eu não quero comunicar, eu quero ficar em silêncio porque eu quero evitar conflito". Mas dificilmente nessa situação a pessoa ela tem total consciência dos mecanismos que estão por trás disso. Então isso vai geralmente refletir um mecanismo de defesa psíquico que a pessoa nesse sentido, ela sente que ela tá diante de uma ameaça. Então quando a gente se defende a gente sempre se defende de uma ameaça, seja uma ameaça externa ou seja uma ameaça interna. Então, eu posso entender que a pessoa pode eh me criticar, e eu entendo isso como uma ameaça, eu posso entender que a pessoa vai eh me causar uma dor e aí eu não quero sentir essa dor ou de repente é uma ameaça interna. Então, de repente eu tô com raiva e eu sinto que essa minha raiva ela vai causar algo terrível. Então essa minha raiva me ameaça, essa minha raiva ameaça a relação. Então eu me defendo de algo porque eu acredito que eu tô sob ameaça. Então esse mecanismo de defesa geralmente ele tá inconsciente, né? A pessoa ela vai saber que ela tá evitando conflito, mas ela não vai olhar para esse sentimento de ameaça que tanto amedronta ela. Muito bem. Tivemos aí a visão da psicologia. Agora, eh, nós precisamos, eh, saber da nossa educadora parental, né? Porque às vezes o silêncio é uma pausa necessária, sim, entre, eh, em outras vezes, ele esconde uma dificuldade que precisa ser compreendida, como as nossas psicólogas nos ensinaram. Agora, Alessandra, você como educadora parental dentro de casa, né, como é que nós adultos podemos ensinar as crianças e adolescentes a pedir um tempo ou a entender o nosso tempo? Qual que é o impacto do silêncio? no ambiente familiar, né? Eh, porque a gente sabe que a comunicação eh faz parte do nosso dia a dia e a gente precisa se comunicar para ser entendido, para entender as coisas, para entender o outro. Agora imagina uma família que acaba perdendo, né, a comunicação e para não eh ter uma comunicação violenta ou então eh não desagradar, prefere ficar em silêncio. Qual que é o impacto que isso traz para uma criança em desenvolvimento? Na verdade, eh, tem que pensar algumas coisas, né? Quando o silêncio ele é usado, quando os pais querem que a criança vá atrás do silêncio para se autorregular, primeira coisa que precisa acontecer é olhar para esses pais como eles costumam fazer, eh que recursos que eles costumam usar para eh em situações de estress, né? Então vocês estavam conversando sobre o silêncio como esse recurso, eh, muitas vezes para evitar um conflito para ou como uma pausa necessária. E a criança ela tá vendo tudo isso. Então, a primeira coisa é olhar como que os pais usam isso, porque a primeira coisa que a criança vai absorver eh são esses modelos, né? Eh, e o problema quando os pais usam desse silêncio, seja para evitar conflitos ou eh seja para se autorregular, mas eles não de fato comunicam, né? Então, mamãe agora tá precisando de um tempo para eu me acalmar, para depois a gente conversar. Quando isso não fica explícito, a criança ela vai tirar as próprias conclusões dentro das habilidades dela, dentro das capacidades dela. Então, e isso pode gerar muitas ideias. Por exemplo, será que a minha mãe tá em silêncio porque ela não me ama mais? Será que eu fiz alguma coisa errada? Ou será que é com ela? Então, a comunicação ela realmente, né, e dentro de uma família, os adultos têm esse papel fundamental de conduzir essa comunicação e deixar muito claro pros filhos o que tá acontecendo, porque senão vão gerando eh ideias na cabeça dessas crianças, independ mesmo de adolescentes que elas vão interpretando e internalizando. Então, a o e aí a o filtro vai ser o quê? Bom, o silêncio é ruim ou não? O silêncio ele pode ser uma ferramenta para eu utilizar também. Então tem que ser tá sempre muito claro. Mamãe precisa de um tempo para se eh acalmar agora, então vou ficar um pouquinho quietinha. Eh ou muitas vezes eh depois a gente vai conversar melhor sobre isso. Então isso tem que ficar muito claro para pros pais, paraas eh para pros filhos eh no dia a dia. Muito bem. Mais uma vez a comunicação, né? o falar. E hoje a gente em contrapartida tá falando dos sinais do silêncio. Agora a gente pede um tempo, né, existe um um limite de tempo para esse afastamento ser considerado saudável? Como é que a gente identifica em nós mesmos? Vamos lá. A pausa, ela tá ajudando a recuperar a minha calma, me autorregulando ou eu estou adiando um problema? Olha, não existe um limite de tempo, minutos ou horas que a gente conseguiria afirmar com certeza que seria saudável, né, no limar de saudável e não saudável. Eh, mas é preciso que isso seja previsível, né? Então, no momento que você vai pedir o seu, a sua pausa, percebe que precisa e vai pedir a sua pausa, é importante que você comunique eh o que que tá se passando, fazer o seu pedido, do que que você precisa e quando você pretende retomar. Então, por exemplo, olha, eu tô percebendo que eu tô um pouco nervosa, não tô conseguindo me expressar direito, eu preciso de um tempo, agora, vou ficar em silêncio para para pensar, para me reorganizar. A gente pode começar conversar depois do jantar. Então essa previsibilidade, né, como a Camila falou, enfim, ela ajuda a pessoa que tá do outro lado eh entender o quando e não ficar preenchendo, né, o espaço vazio do silêncio com com ruminação, com outras perguntas e fazendo outras perguntas. Eh, o que eu acho que é importante também é observar a pessoa se observar durante a pausa do silêncio. Porque se o silêncio ele tá sendo usado para regulação emocional, é importante que ela que que cumpra a sua função, né? Ou se enquanto você tá na sua pausa, você tá ruminando, repassando a discussão na sua cabeça, eh pensando em argumentos para você voltar e falar com a pessoa, né? E de repente vai retomar a conversa e a conversa acaba finalizando pior do que começou, né? Então, se é um silêncio de regulação emocional, tome o seu tempo, comunique de quanto tempo você precisa e use esse tempo para isso, né? E se de repente a gente combinou depois do jantar e o depois chegou e você não tá pronto ainda, refaz o combinado. Olha, eu sei que a gente combinou agora, eu ainda não tô pronto, a gente pode conversar amanhã de manhã. É bem importante refazer combinados também. Muito bem. É isso, né? O tempo sozinho não conta toda a história, né? Eh, a forma como essa pausa, esse silêncio é comunicado para o outro, é que faz a diferença, né? Muito bom, Camila. Esse esse silêncio, quando alguém tem dificuldade de falar sobre o que sente, por exemplo, né? Ou alguma situação que eh ela sentiu necessidade de estar em silêncio, ele pode ser visto como uma forma de proteção. Eu fico em silêncio para me proteger ou de repente até para proteger o outro? Sim, ele pode ser visto visto por si como uma forma de proteção, mas eu chamaria de pseudoproteção, sabe? Porque não protege de verdade. A menos que você esteja usando o silêncio para se autorregular, assim como a a Tina falou, de uma forma consciente, né? Então vou tomar um tempo para mim, para eu entender, para eu processar, para eu meditar, para eu poder depois comunicar e aí comunicar isso antes com a pessoa. Aí é uma coisa, mas se você tá usando o silêncio para se proteger, você vai se proteger de repente de uma angústia que de repente você já está sentindo. Então será que protege mesmo? Se eu tô usando esse esse silêncio para evitar um conflito? Será que eu não tô criando um conflito daí maior ainda? Será que daí eu não tô criando um conflito interno? Será que eu não tô eh eh criando um muro na relação que daí vai me separar do outro com esse muro de gelo? Então é uma eh eh pode ser visto como uma proteção, mas daí eu eu levanto essa pergunta: será que protege mesmo? Eh, e a nossa cabeça ela é incrível, a nossa mente é maravilhosa, né? Quando a gente se depara com alguém em silêncio, a gente começa a se questionar, né? A se questionar por quê? O que que eu fiz, né? E às vezes você nem fez nada, a pessoa ela quer ficar em silêncio porque ela precisa, ela ela precisa se autorregular. E aí mesmo assim você se questiona a importância da comunicação, né, nas relações. E quando a gente fala de relações, vamos falar de pais e filhos, vamos falar de família com a Alessandra novamente. Ô Alessandra, essa relação entre pais e filhos, né, às vezes o adulto ele age de uma forma meio que inconsciente e aí para uma forma de, não gosto dessa palavra, mas eu vou utilizar aqui, tá? de castigo, de punição, sabe, paraa criança, o adulto fica em silêncio. Então, não vou conversar para ele entender que ela fez algo de errado, algo que me desagradou. Então eu fico em silêncio. Preciso que você explique pra gente a diferença entre estabelecer um limite, né, e retirar o afeto. Porque se eu fico em silêncio, eu bloqueei a a eh a participação da criança aqui na minha vida, né, ou a minha vida da a ou a minha participação na vida dessa criança. Então eu tô retirando, tô cortando as relações por um momento que seja, mas isso aconteceu. Então explica pra gente eh de forma inconsciente, consciente que às vezes isso acontece dentro de casa e qual que é o impacto, né, eh, dessa, desse silêncio quando a gente fala de relações parentais. É, muitas vezes alguns pais, né, como você falou, de forma inconsciente, acabam usando isso, até porque muitas vezes a gente vivenciou isso, né? Era a forma que os pais faziam de eh demonstrar um eh desagrado, descontentamento com alguma coisa. O maior problema disso é o que ele o que comunica paraa criança que o meu amor é condicional, né? eh, ela não vai conseguir diferenciar que o que você não gostou foi o comportamento X, Y, Z, eh, e que isso não é sobre ela, é sobre um comportamento específico. E esse é o mal entendido que acontece em muitas relações, não só entre pais e filhos, né? A gente eh quando você vai se queixar de uma pessoa, geralmente é é algo eh você é assim, você sempre você faz alguma coisa, a gente não pontua exatamente qual foi o descontentamento. Então é diferente de você falar assim: "Eu continuo amando você, mas gritar para mim, bater para mim não é não é aqui não é um comportamento aceitável. você coloca o foco aonde ela eh no que que está eh em desacordo com o que você não concorda, né? Então, eh só que quando você parte só pro silêncio como uma forma de punição, como uma forma de tentar demonstrar, na verdade ela não tá entendendo, porque cada um eh o mesmo comportamento ele pode ser visto de diversas formas, dependendo de quem olha, né? Então, às vezes ela tava fazendo alguma coisa, ela não sabe qual elemento especificamente foi o desagrado. Então, o maior problema é isso e as histórias que ela vai começar a contar. Então, ah, eu só, minha mãe só me ama, meu pai só me ama se eu me comporto assim, assim, assado. Eh, e isso gera o quê? Um apego mais inseguro, né? Eh, e aí quando você vai ver essa criança crescendo, vai se tornando adolescente, que é onde tem muitos conflitos, eh, muito relacionado à comunicação, essa comunicação ficar muitas vezes muito truncada. Eh, são todas essas histórias de, ah, eu não vou falar alguma coisa que eu fiz que não foi eh que eu acho que a minha mãe não vai aprovar porque eh ela não vai me dar apoio. Então, a questão é como que eu demonstro pro meu filho que eh eu entendo que o comportamento dele, inclusive é algo que ele está desenvolvendo eh essas referências de certo e errado. Muitas vezes o comportamento ele demonstra o que a gente entende, né, como um comportamento inadequado. Por trás disso tem uma necessidade que não está sendo atendida e que ele e que essa criança não sabe como demonstrar de outra forma. Eh, então entender que olha, ela se comportou dessa forma mais agressiva, ela gritou, bateu, eh, o que será que tá por trás disso? ela não está sabendo comunicar e aí sim mostrar, olha, eu tô vendo que você tá descontente, eu tô vendo que você tá frustrado, só que bater não é uma escolha, né? Então, eh, tudo isso precisa ser pontuado. Sim e, e, e deixar claro que, acima de tudo, existe um amor, né? Por mais que naquele momento você não esteja conseguindo demonstrar pro seu filho e às vezes a pausa, o silêncio vai ajudar, olha, daqui a pouco a gente conversa que a mamãe precisa de um tempo, mas o mais importante é você conseguir comunicar, apesar do que o o o que eu não aprovo não é você como pessoa, não é você como meu filho, mas o comportamento específico. Então é importante deixar muito claro isso. Muito bom. Agora, uma coisa é a gente precisar do espaço, né, pra gente se acalmar. Outra coisa é a gente deixar o outro sem saber o que aconteceu ou o que precisa fazer para que o diálogo seja retomado. Aí eu pergunto pra Atna, né, eh, essa o silêncio ele pode provocar no outro? Agora vamos falar do outro, né? Porque o outro ele também é impactado com silêncio. E aí insegurança, ansiedade, até a sensação de rejeição. Porque se alguém está em silêncio comigo, de repente a pessoa esteja me rejeitando, a pessoa esteja me ignorando, né? E aí, qual que é o impacto eh eh que o silêncio causa na outra pessoa, na pessoa que recebe o silêncio? Uhum. Eh, assim, sendo bastante honesta, o silêncio ele é desconfortável para muita gente em muitas situações, né? Eh, então é possível que haja um desconforto eh depois de uma discordância, depois de uma conversa um pouco mais intensa, é por si só. Então, o desconforto eh por si só não é um grande alerta, mas quando o silêncio ele é usado como uma ele é visto como um vazio, né? Então, a pessoa se retirou ali daquele lugar, daquela conversa, eh quando a ansiedade ela começa a aparecer em forma de ruminação e e deixa muitos questionamentos, né, pra pessoa que ficou. Eh, e também dependendo da história, né, da trajetória da pessoa, isso pode ser um gatilho muito forte, muito sério, né? Então, a pessoa foi eh tá numa pausa ou não vai voltar mais? Vai voltar quando? Que que eu posso fazer para compensar? Que que eu posso fazer para retomar, para nos reaproximar? E deixar esse essas perguntas eh para uma só pessoa é muito pesado. Uhum. Né? Então é importante que é é engraçado como para falar do silêncio a gente precisa falar da comunicação. Verdade. Como se eh o silêncio ele pode acontecer, a pausa ela deve acontecer, eh mas a comunicação ela precisa estar muito forte para que o silêncio ele seja bem absorvido. Então ansiedade, rejeição, são coisas muito pesadas, né, de de se sentir. Eh, e se isso é muito frequente, é importante observar. Então, o desconforto por si só ele pode acontecer, muita gente fica desconfortável com o silêncio, mas eh quando entram outras coisas, como ansiedade, medo de rejeição, uma tentativa de compensação, isso é ou autoculpa também que acontece bastante, a se a pessoa tá em silêncio, é culpa minha, então foi alguma coisa que eu fiz ou falei. Então isso é bem bem ruim, bem prejudicial. Muito bem. Sabe, Lúbia, eh, só queria fazer uma amarração entre o que a Alessandra falou e ela, porque assim, é muito interessante quando a gente observa eh o desenvolvimento da criança, né, essas falas que a Alissandra trouxe e trazer isso para uma reflexão pessoal, porque eh o as dinâmicas infantis elas continuam operando lá no nosso inconsciente. Então, quando eu sou criança e o meu pai ou minha mãe me pune através do silêncio, e aí né, isso que Atina trouxe também. E aí um outro vem e faz o silêncio. É muito fácil projetar essas feridas infantis nessa relação, porque daí o silêncio ele fica uma lacuna e eu vou preencher essas lacunas com as minhas projeções. Então aquela insegurança que eu senti lá na minha infância, aquele medo de inadequação, aquele medo de falta de amor lá da criança que eu fui, ele vem pro momento presente, ele vem para agora. Então esse desconforto muitas vezes ele pode refletir essa insegurança que foi lá atrás que eu senti que eu nunca elaborei. Eu quando eu era criança, eu não tinha eh capacidade obviamente de elaboração, não tinha maturidade obviamente, né, de entender que aquele que a pessoa tava fazendo aquele silêncio, seja por pelo que for e não por uma culpa minha, não porque eu sou uma pessoa inadequada, não porque a pessoa não me ama. Então essas projeções elas acabam pulando na frente e projeção é uma é um mecanismo inconsciente. E aí eu vejo, é como se eu tivesse vendo um filminho da minha infância sem perceber que eu tô vendo. E aí eu projeto meu pai, eu projeto minha mãe e projeto situações antigas na situação presente. Então isso é muito complicado quando isso acontece. Uau. E agora quando a gente fala também de contribuir também. Ai por favor gente adoro quando vocês fazem isso. Então vamos lá vai contribuam, nos orientem por favor. Eh, complementando, né, eh, isso que ela falou, eh, por isso que é importante a gente como pais eh olhar muito para as nossas questões, né, que elas, muitas delas aparecem quando a gente tem filhos. Então, essa questão do desconforto do silêncio, me lembrou um estudo que eu que eu li, que fazer uma correlação entre depressão entre pais e adolescentes. Uhum. E e numa das falas desses adolescentes, né, eles fal eh eles falavam que muitas vezes eles buscavam ajuda fora de casa porque eles achavam que os pais não davam conta de sustentar isso, né? E o que que isso tem a ver com o silêncio? Muitas vezes esse adolescente, essa, né, principalmente o adolescente, ele vai muito para esse mecanismo, né, de se fechar, de precisar absorver um pouco as coisas. com essa ansiedade dos pais, ele percebe assim, eu acho que meu pai não tá, não vai dar, minha mãe não vai dar conta do que eu preciso, né? Então, a gente precisa olhar para essa dificuldade que eu vejo que hoje em dia eh tem sido cada vez maior de suportar esse silêncio, de lidar com esse silêncio, porque o tempo todo, se você tá num eh num num tédio, tá todo mundo lá no celular, a gente são eh nem sempre as pessoas elas conseguem lidar bem com o silêncio, né? É, tão a gente tem tanta informação acontecendo o tempo todo, porque o silêncio muitas vezes ele mostra algumas coisas, como a Atina falou, às vezes a gente tem que ver se esse silêncio realmente tá servindo para eh cuidar do que a gente precisa ou se é só um silêncio relacionado ao outro, mas não a eh eu não tô entrando em contato com o que eu preciso. Então, voltando lá pro adolescente, então os pais eles têm que eh vai vir esse desconforto, né? Eu sou mãe de adolescente, muitas vezes eh vem esse lugar e aí eu estabeleci até com ele assim, ele chega da escola, às vezes aconteceu alguma coisa, eu percebo que ele precisa desse tempo. Pedro é comigo? Não, eu deixo ele no tempo dele e aí todas essas coisas que vêm, né? Será que fui eu que fiz alguma coisa? Será queá? não tá tudo certo. Ele precisa de tempo dele. Então, a gente também tem que olhar para esse desconforto e e tentar entender e resgatar se nada foi se se o que foi eh o que esses gatilhos de infância eles voltam, a gente precisa olhar para isso para justamente não eh projetar isso na própria relação com os filhos e acabar afastando eh por não demonstrar essa habilidade, essa eh capacidade de acolher o que eles precisam trazer pra gente. Uhum. Muito bom. Agora, Atina, o silêncio, né, e relações. Eh, quando esse silêncio se repete demais nas relações, a gente pode estar diante de uma dificuldade de comunicação e a gente também pode estar diante de uma situação de manipulação. O silêncio, ele pode ser uma forma de manipular também? Olha, ele pode sim. Eh, como você falou, a frequência ela é bem importante da gente observar, porque as pessoas, né, e falando aqui no meu caso de adultos, elas precisam ser, elas podem ter um momento de autorregulação, não tem problema nenhum, eh, mas elas precisam ser capazes de falar sobre as suas questões, né, em qualquer relacionamento de familiar, amoroso, de amizades. É, então, se isso é muito frequente, eh, eu procuraria entender o motivo por trás, né, que pode ser um outro gatilho, uma questão da infância, voltando à tona e tudo mais. Uhum. Eh, mas é também uma opção que a gente tem na mesa de quando esse silêncio controla, seja consciente ou inconscientemente, eh, quando esse silêncio controla o comportamento da outra pessoa. Então, ah, eu vou me afastar e daí uma hora ela vai vir atrás e aí ela vai me perguntar e daí ela vai entender que eu me afastei porque ela fez X coisas. Então, não deveria ser usado dessa forma, né? De fato, a gente tem o silêncio como um momento de pausa para se recarregar depois de um dia de trabalho, de escola, muito intenso. Eh, mas não deveria ser usado como, eh, ah, eu gostaria que a pessoa entendesse ou ela vai vir atrás e vai tentar reaproximar e daí a gente vai sair dessa mais forte do que a gente entrou. Não é bem assim. Olha só. E por que que a gente às vezes eh age dessa forma, Camila? é algo bem inconsciente, você já trouxe que pode ser uma é algo que está refletido, refletindo na da nossa infância, refletindo na nossa fase adulta, né? Mas e em situações em que eh você se cala, você fica em silêncio para evitar um um desconforto mediante uma situação que você percebe que eh vamos colocar entre aspas assim, ah, não vale a pena o desgaste, sabe? Eh, quando você começa a entender que não adianta falar, não precisa, já foi dito, e aí você se cala e eh abstém. Uhum. O que é isso? Por que disso? E isso acontece e eh com muita gente. Isso que a gente tá conversando aqui pode acontecer comigo, com você e a gente precisa entender e manejar toda essa questão aí. É, eu a gente precisa entender também os nossos limites, né? se dentro de uma de uma relação você já comunicou, você já falou, você já ouviu, né? Então, eh eh a gente precisa entender os limites dos nossos esforços também. Chega um momento que a gente de fato não quer mais falar sobre algum assunto porque de repente a gente percebeu que não vale a pena ou porque eh só tá trazendo mais conflito e aí você comunica. Eu não quero mais falar sobre isso, né? Porque essa comunicação assertiva de você ser honesto com a pessoa e dizer: "Olha, eh, eu não quero mais falar sobre isso, não significa que eu não te amo, não significa que a gente não possa falar sobre outro assunto, mas sobre isso aqui eu não vou mais falar". Então, é uma forma de colocar limite também, sabe? Mas daí é um silêncio comunicado. Hum. É um silêncio que eu estou comunicando, eu não quero e ponto. Muito bem. Olha aí, a gente precisa aprender os sinais do silêncio. Por favor, pode continuar. [risadas] Eh, como eu tô aqui de fora, né? Eu preciso ensinar interromper. Eh, desculpo, a gente não quer silêncio aqui, precisamos comunicar. Vamos lá. Eh, me lembrou também essa sua fala, né, do que que pode estar por trás dessa pessoa não querer falar em algumas situações. Eh, eu me lembrei de uma cliente minha que ela veio porque ela ela sabia que ela tinha uma fala muito agressiva com filhos, com as pessoas reclamavam muito. E ela falou assim: "Eu não quero ser agressiva, então eu não tenho falado nada. Eu não tenho conseguido falar nada justamente porque eu não sei uma outra forma. E acho que isso é uma coisa importante, né? Apesar da gente se comunicar, a comunicação fazer parte do nosso dia a dia, nunca ninguém de fato aprendeu a se comunicar. Eh, e quando eu falo isso, é o que que realmente eh me incomoda, quais são as minhas necessidades, que pedidos eu tenho para você, né? Como é que eu falo sem eh falo de mim sem falar do outro? Então, muitas vezes, eh, numa ânsia de talvez não piorar a situação ou de não ter habilidades, não ter desenvolvido isso. E em geral a gente não aprende de fato a fazer isso, eh algumas pessoas vão para esse lugar de não vou, não vou falar que foi o que aconteceu com essa minha cliente, né? Então, eh, ela precisou aprender descobrir outras estratégias sem deixar de ser ela, né? Porque a questão não é quando a gente, quando as pessoas falam de comunicação não violenta, né? Ouventa, todo mundo acha que é você falar tranquilinho, bonitinho. E a questão não é essa, é como que eu consigo, sem agredir o outro, mas falar da minha verdade, falar do que me incomoda, sim, né? Não é concordar com tudo, não, mas se posicionar. Eh, e a eh a nossa sociedade, a nossa fala de modo geral, ela vai muito para esse lugar de agressividade, de responsabilizar o outro, de eh de não saber mesmo como falar, né? Eh, eh, sem ir paraa agressividade. Então, algumas pessoas, como foi o caso dessa minha cliente quando ela chegou para mim, ela falou assim: "Não, então eu eu tô com medo de falar porque eu não sei como". Então isso também precisa ser considerado. Eh, faz parte do nosso dia a dia, mas não significa que a gente tenha todas as habilidades para expressar o que a gente realmente gostaria da melhor forma, sem machucar o outro. Muito bem, Atina. Gostaria de complementar a fala da nossa colega. Fique à vontade, por favor. Quero sim. Eu acho que uma ferramenta importante eh dentro dos relacionamentos são os combinados que a gente faz. Uhum. Então, quando você falou de ai eh não vou mais seguir com essa conversa porque por n motivos é importante também depois que esse momento de conversa passa, que daí a gente já tá numa menor ativação emocional, sei lá, um ou dois dias depois, voltar e falar: "Olha, eh, eu percebi que naquela conversa ela foi mais contraprodutiva do que nos ajudou." Então vamos fazer o seguinte. Quando eu perceber que eu não tô, que a gente não tá saindo do lugar, a gente vai dar uma pausa e daí se a conversa também às vezes fica sem pé e nem cabeça, a gente não fala mais sobre isso, né? Porque o ditado combinado não sai caro e pode sustentar essas relações justamente porque o combinado ele não, ele preenche o vazio, né, de só se afastou e aí evita as perguntas, a ruminação que a gente faz. Então, uma relação saudável, seja entre pais e filhos, entre, né, amorosa, enfim, ela, quando ela saudável, segura e firme, ela comporta silêncios, ela comporta discordâncias, desconfortos. E é preciso a gente às vezes se relembrar disso para se assegurar, né? Então, esse lugar de segurança também já por si sócia algumas coisas que a gente tem passando aqui na cabeça, né? Bem, é uma ferramenta importante mesmo os combinados que a gente faz. É. combinado, né? O combinado me lembrei também da reparação, [risadas] né? Pode falar. Vamos lá. A necessidade muitas vezes da gente eh reparar, porque o que muitas vezes acontece também é eh acontecer uma briga, né? Eh, o mal entendido e etc. ou uma situação de conflito, pessoa optou por ficar em silêncio, não teve esse combinado. A gente pode retomar. Muitas vezes esse silêncio ele não é prejudicial só naquele momento que tá acontecendo, que às vezes você também não conseguiu lidar de outra forma. você não conseguiu, dependendo do nível de eh desconforto ou eh de regulação que você precisa fazer, naquele momento você não consegue às vezes nem comunicar, olha, eu preciso de um tempo agora, mas nada impede de você voltar depois. Olha, sabe aquele momento que aconteceu? Então, os combinados, sim, eles são realmente muito importantes, né? Eh, e a partir das situações que vão acontecendo, a gente vai criando novos combinados. Eh, mas também não esquecer dessa possibilidade de reparação, porque eu quando vem alguns pais para mim, eles falam assim: "Ixe, mas quando eu vi, eu gritei, né, que é o oposto do silêncio, eh, ou quando eu vi eu já agi de uma forma que eu não gostaria. E agora não existe essa possibilidade de você reparar, de você voltar no tempo e resgatar, olha, não foi da melhor forma, eu podia ter te falado que eu precisava de um tempo. Então isso também tem que ter um espaço na, acho que nas relações saudáveis, eh, esse lugar de que a gente pode e deve reparar quando as coisas não saíram como a gente gostaria. Uau, muito bom. Agora vamos lá. uma pessoa que eh na infância ela precisou ficar em silêncio, né, como você muito bem trouxe, Camila. E aí ela aprendeu a guardar o que ela sente, né? Como é que faz para eh essa pessoa, como que tem que trabalhar com essa pessoa para que ela que ela possa construir uma liberdade, né? porque é uma pessoa que vive com algo aprisionado dentro dela. Você imagina que na infância ela foi eh proibida de falar, daí ela foi crescendo, então ela entende que ela precisa ficar em silêncio, que o que ela diz não é bem aceito. E como fazer esse trabalho para que isso possa ser ressignificado? Isso pode acontecer? É possível? Claro, é possível. E na verdade o processo de tomada de consciência é um processo, um dos processos mais importantes para que esse trabalho seja possível, sabe? Então, tomar a consciência, lembrar, saber que lá na infância eh eu não tive a autorização de expor o que eu tava sentindo, de ser espontâneo, né, de de expor a minha vulnerabilidade, de repente, de expor até a minha raiva, né? Porque a criança que sente raiva, ah, a criança ela tem uma necessidade, na verdade, o ser humano que sente raiva, toda raiva esconde uma dor por trás, né? Então, eh, se eu sentir aquilo na infância, primeiro eu preciso saber que eu senti aquilo na infância, né? E cuidar disso, porque quando isso vem da infância, a gente tá falando aqui de uma ferida infantil. E sabe assim, vamos fazer uma analogia. Se eu tenho uma ferida aqui no meu joelho, eu não vou raspar em cima e tentar eh esconder isso, não. Eu vou olhar para essa ferida e vou cuidar, né? Eu vou passar um remedinho, vou cuidar, eu vou eu vou deixar mais ninguém tocar nessa ferida aqui, né? Então é com amor eu vou acolhendo aquilo que um dia eu fui. Com amor eu vou acolhendo essa criança que ainda existe dentro de mim, porque ela ainda atua dentro de mim, né? Então, primeiro eu vou reconhecendo e vou acolhendo. E aí eu vou reconhecendo as atitudes dessa criança na minha vida adulta. Porque se nessa na minha infância eu não tive autorização para me expressar e eu continuo sem essa autorização na minha vida adulta, então é o meu eu infantil que tá atuando aqui no meu eu adulto. Então eu preciso fazer essa separação. Eu me autorizo agora enquanto adulta a expressar, porque a autoexpressão é uma necessidade adulta. Então, hoje eu me autorizo e a criança que eu fui hoje eu vou cuidar, né? E se alguém de repente eh não gostar da minha expressão, se alguém criticar, quando eu era criança, talvez eu não tivesse ferramenta para lidar, mas eu como adulto, eu sou capaz de lidar com uma crítica. Uma crítica não vai me derrubar. Uma crítica não vai ditar para mim o meu valor. Se eu ouvi um não de alguém, não vai ser um não para minha existência, porque como criança a gente tende a sentir dessa forma. Mas como um adulto, eu entendo que um não do outro é a opinião do outro e é um agora não ou desse jeito não, mas não é um não para minha existência, sabe? Eu continuo existindo, eu continuo forte mesmo com a desaprovação do outro. Então eu não dependo mais dessa aprovação enquanto adulta. Enquanto criança, é verdade que eu posso ter sentido um grande desamparo. E uma criança quando ela não é cuidada, é verdade que ela não sobrevive. Então pra criança, ela sente como uma questão de sobrevivência até. Agora, um adulto sobrevive com uma rejeição. A vida continua, eu vou lá, faço minha comida, eu trabalho, se a pessoa me rejeita, eu posso sentir essa frustração, posso, mas eu vou lidar. Então, quando eu senti que essa rejeição, essa frustração ou essa crítica me derrubou por completo, eu preciso saber que, na verdade, é esse meu eu infantil que tá se sentindo derrubado. E aí eu acolho esse meu eu infantil, né? Eu eu olho para essa Frida e faço essa separação. Não, pera aí. Eu como adulto, eu sou capaz de lidar com isso. E aí eu me autorizo a me expressar, eu me autorizo a ser quem eu sou, a falar o que eu penso e e trazer essa consciência para essa para para essa relação que na verdade quando eu me expresso, aí sim eu me aproximo do outro. Uau! Quando eu não me expresso, isso cria separação. Mas a autoexpressão é uma é uma é uma a comunicação aproxima, né? É muito comum, eh, ouvindo você falar, é muito comum, pensando aqui na minha experiência clínica, eh, a gente entrar em contato, né, meus pacientes, alguns deles, assim que eu consigo me lembrar, eh, serem adultos hipervigilantes, né? Então, a pessoa tá o tempo todo pensando no que vai falar, pensando em como vai falar, né, que é o contrário da autorização, né? Então, a pessoa se autovigia para que nada saia, né, eh, errado, muito com medo de como isso vai chegar na outra pessoa, justamente por esse histórico, né? Então, um histórico longo de não validação, de invalidações, de nãos, de silêncios muito pesados, né? Então, as pessoas é bem comum assim a gente entrar em contato com adultos que são hiper vigilantes, eles estão o tempo todo medindo palavra, eh, né, quando, como, nem vou falar. Então, ah, eu pensei, mas não falei. E isso é muito prejudicial nas relações, né? Eh, a gente vê relações, relacionamentos de 20, 30 anos de existência, aonde a pessoa não se sente mais como ela própria, né? Porque não tem autorização para expressar o que sente, eh, né, para colocar uma ideia, porque sabe que não cabe ali uma discordância. Então, uma das das formas de prejudicar, de ver o quão prejudicial é num relacionamento é isso. Quando você vê que a pessoa tá pisando em ovos, quando você se sente hipervigilante. Isso é bem importante da gente se autoobservar para ver se nessa relação eu consigo ser eu mesmo ou se, né, tem espaço para colher ou se eu vou ter que me vigiar o tempo todo. É. E se e se numa relação, né, como você disse assim, de 30 anos de relação, eh, se eu passei uma vida inteira, e agora eu tô com 40 anos, eu passei uma vida inteira agindo desse jeito, também não é de sábado para domingo que eu vou aprender a fazer diferente, né? Então é um aprendizado, é um processo, eu posso ir entendendo, eu posso ir fazendo, comunicando em doses homeopáticas, né? Eu comunico o que eu dou conta, eu comunico o que eu consigo, né? E aí, aos poucos, eu vou me arriscando a comunicar o que eu sinto e vendo que, calma aí, isso aqui não vai destruir. Se eu falar que eu se eu falar o que me incomodou, não vai destruir a minha relação, né? Pelo contrário. Então, aos poucos a gente vai aprendendo, a gente vai se soltando, né? Muito bom. Cadê a nossa educadora parental? Vamos lá. [risadas] Ó, agora você observou a fala, né, das nossas psicólogas. Eu gostaria que você trouxesse então a sua avaliação sobre essa questão que a gente acabou de de conversar aqui. É o que eu tava pensando, né, quando tava ouvindo elas falarem, eh, a primeira coisa que é a mais importante é a questão da consciência, né? Então, a gente tem discutido sobre o silêncio, como ele funciona, a comunicação. Então, a gente primeiro eh muitos desses padrões eles realmente foram aprendidos e muitas vezes eles estão de uma forma inconsciente, eh, e as pessoas acabam não olhando para isso até que elas realmente olhem, eh, tenham uma questão específica. Olha, não, eu tô com um problema para falar com meu filho, eh, eu tô com uma questão com o meu marido, mas de modo geral a gente não para muito para pensar. Então, a primeira coisa realmente é olhar, tomar consciência. Eu tenho facilidade para falar, né? Eh, porque inclusive a gente como pai, né, eu sempre tô trazendo esse lado, nós somos espelhos pros nossos filhos, né? eles vão, muitas das coisas eles vão eh se modelar na gente. Então, se eu tenho dificuldade de falar de sentimentos, como é que eu depois eu vou querer que meu filho saia falando sobre isso, né? Então, eh, essa tomada de consciência, quais são os meus padrões de comunicação, quais são os meus desafios, como é que eu lido com silêncio, a o que que ele tá servindo para mim, será que é uma fuga, será que não é? Esse eu acho que é um é um é um dos passos mais importantes que a gente deveria ter para começar qualquer eh trabalho, qualquer reflexão, pensando no quê? A gente no fundo no fundo a gente tá discutindo sobre silêncio, mas para além disso, como é que eu transformo eh como é que eu cuido das minhas relações com as pessoas que eu amo. Porque se a gente não consegue se comunicar direito, no final das contas o que que acaba gerando? distanciamento, que é justamente o oposto que do que a gente gostaria. Então, a gente olhar para tudo isso, eh, cuidar, seja eh através de um processo terapêutico ou com ajuda de eh outros profissionais, né, como a educação parental, que vai olhar mais para as relações entre pais e filhos. Eh, mas no fundo, o que que importa nisso? Como é que eu cuido das relações? Como é que eu demonstro para aquela pessoa que eu posso ter os meus desafios, mas eu quero ter ela perto e não longe? Eh, eu não lembro eh quem foi que falou que no final o silêncio muitas vezes ele distancia. Essa falta de comunicação, essa falta de habilidade, ela distancia, que é justamente o que a gente não quer. Exatamente, né? O silêncio distancia e o silêncio faz mal, dependendo da situação para ambas as partes, né? E aí a gente precisa entender quando que nós precisamos eh buscar um apoio para saber o que que tá acontecendo, porque que a gente está silenciando em determinadas situações, né? E quando que a gente vai ter esse entendimento? Porque a gente conversar aqui eh é tudo eh vocês explicando, parece parece ser fácil de nós nos orientarmos e e ter ciência da situação que nós criamos e a partir do nosso silêncio. Mas a gente sabe que no dia a dia não é assim. a gente sabe que a gente precisa aprender sobre a determinada situação que a gente foi inserido ou que a gente está vivendo e nomear os sentimentos que e as emoções que a situação está causando na gente e entender quando nós precisamos de buscar uma ajuda profissional. Mas é difícil nos reconhecer nessa situação. E aí, quais são os pontos? como que nós devemos nos observar para que a gente se reconheça? Bom, eu acho que tá na hora de eu ter um melhor entendimento sobre esse silêncio que me incomoda, porque isso pode incomodar a pessoa que ela faz e aí de repente ela volta para si e fala: "Oxe, mas por que que eu fiquei quieto? Eu devia ter falado por que que eu fiquei quieto". E aquilo vem à ruminação também. Então, oriente-nos, por favor. Vai lá, Camila. É assim, eh, quando procurar ajuda, né, quando eu começo a perceber que a minha as minhas relações estão sendo atrapalhadas por esse silêncio e quando isso vira um sofrimento, né, a gente não tá aqui patologizando o silêncio, né, não é um problema, mas quando isso se torna um problema na sua vida, quando você percebe que isso tá criando um muro entre você e os seus relacionamentos, seja relacionamento com eh casamento, amigos, Então quando o sofriento fica muito grande, aí é momento de pedir ajuda, sabe? Eu posso estar fazendo silêncio porque eu não sei lidar com as minhas emoções. Eh, eu posso estar fazendo silêncio porque eu quero punir o outro. Eu posso estar fazendo silêncio. Então, quando os silêncios eles não são eh de uma forma consciente, de uma forma a se autorregular, quando o silêncio não é de um lugar positivo, mas de um lugar negativo e destrutivo para si e para o outro, então é o momento da gente se olhar com amorosidade e dar a oportunidade para si mesmo para eh mudar, para viver uma vida com mais presença nas relações, né? Porque quando a gente se ausenta e silencia desse lugar de de ausência de conflito, a gente também se ausenta da nossa própria vida. Então a gente silencia pro outro, mas a gente também silencia pra gente mesmo. Então nem o outro entende o que a gente tá sentindo e nem a gente se entende. Então isso cria uma barreira não só com o outro, mas da gente com a gente mesmo. Uhum. Né? Então, quando a gente começa a a quando a gente vai procurar uma ajuda e começa a aprender a criar, a ter ferramentas e a lidar com os sentimentos, a gente vai aterrando um pouco mais, a gente vai entrando mais na nossa própria vida, tomando posse daquilo que a gente sente, daquilo que a gente vive. E aí a gente começa a aprender a comunicar. Uhum. E a comunicação é o X da questão desse programa que estamos falando de silêncio, né? Exatamente. Complementando o que a Camila falou, ela falou do ponto de vista de quem está fazendo silêncio, mas do ponto de vista de quem está recebendo silêncio, eh, eu diria que um sinal para procurar ajuda sentir um desconforto um pouco maior. Como eu falei, o desconforto ele pode existir, é muito possível, mas eh mesmo que ele seja um desconforto eh depois que o outro comunicou bem o silêncio dele, é importante olhar para si e entender por que eu tô tão desconfortável, mesmo quando o silêncio ele tá ali previsível, digamos assim, né? Eh, agora quando realmente o desconforto é muito grande, o importante é não criar desculpas pro comportamento da outra pessoa, né? Então, ah, ele ficou em silêncio porque ela não sabia o que falar ou ai, eh, eu falei alguma coisa mais e daí a pessoa ficou muito, né, intensa. Então, não criar comportamento, eh, desculpas pro comportamento da pessoa, eh, e procurar ajuda, de fato, sentir que não está bem já é por si só um sinal suficiente para procurar ajuda, né, sem precisar racionalizar muito por trás disso. E eu observaria também sinais como perder o sono durante o dia, enquanto você tá fazendo suas tarefas, né, de casa, do trabalho, na verdade nem tá conseguindo se concentrar porque fica voltando aquela situação na cabeça. Então, esses seriam sinais mais preocupantes. Mas para procurar ajuda, eu acho que se sentir que tá desconfortável, que deveria, esse é um sinal de que deveria. É, né, gente? Eh, eh, quando a gente fala procurar ajuda, eh, é buscar entendimento sobre o que está acontecendo com a gente ou com determinada situação. E esse entendimento, ele vai abrindo a nossa cabeça e nos orientando. E a gente vai conseguindo, como disse a Camila, aterrar, né, ficar mais no aqui, no agora, mais consciente e manejar a as situações da vida de uma forma mais eh tranquila, mais leve, né? Eu diria isso. Agora vamos lá, Alessandra. Eh, nós falamos aqui de buscar ajuda, né, de buscar entendimento. Eh, você que trabalha com educação parental, eu gostaria que você falasse com os pais, né, com os cuidadores, com as famílias referente ao impacto mesmo do silêncio eh eh na vida das crianças, do jovem, do adolescente principalmente, né? Porque o adolescente ele tem às vezes um pouco de receio de de eh mostrar, de falar pros cuidadores o que sente, com medo de ser punido, né? E às vezes acaba eh eh guardando para ele aquilo. Às vezes tem um problema que acha que esse problema vai ser motivo de punição e acaba guardando aquele problema também. E a gente sabe que uma hora tudo isso pode transbordar e a partir deste transbordo a gente vai tá com um problema muito grande para ser resolvido e aí vai ser um pouquinho mais difícil. Então gostaria que você trouxesse uma orientação pra gente poder aprender a lidar com as situações quando a gente fala do tema de hoje, os sinais de silêncio e você diante da sua especialização dentro eh da família. Quando os pais chegam, né, é muito frequente. Pergunto, meu filho fala, eh, como é que eu posso falar pro meu meu filho, né? Que que eu eh como é que eu posso com ele para ele me contar mais coisas? E você falou bem, né, da questão da adolescência, tem muitas questões que aparecem, é de muita mudança, muita de construção de identidade. Então, tem muitas questões que estão por trás. E a primeira coisa que eu falo para esses pais é como anda a sua escuta, porque eh muitas vezes a gente a gente normalmente pensa na comunicação com eh uma pessoa fala e aí vem a escuta. Então a fala seria a parte ativa e a e a escuta seria algo mais passivo. Eu preciso que alguém fale para eu conseguir escutar. Só que muitas vezes, dependendo de como é essa dinâmica, então, por exemplo, eh, o adolescente chega em casa e conta alguma coisa que aconteceu, ai meu amigo fez não sei quê, nossa, mas esse seu amigo não sei quê, quando vem muito do julgamento ou quando vem eh eh ele, ai, nossa, eu tô cansado, ah, mas tudo você tá cansado, então vem o menos preso, vem ou às vezes você quer dar uma dica, você quer, né, o adolescente tá lá agitado. Ah, não, mas fica tranquilo, é assim mesmo. Tudo isso pode parecer que não, mas no primeiro momento mostra para quem tá ouv, para quem tá querendo falar, que isso é uma não escuta. Então, eh, muitas vezes esse não falar também pode vir dessa questão assim: "Putz, eu nem vou falar porque eu sei que eu vou ser julgado, eu não vou falar porque tanto faz a minha opinião aqui em casa e eh ela, né, eles perguntam minha opinião, mas isso não é levado em consideração." Então, eh, é importante também os pais pensarem quando virem esse silêncio do filho, né? como que está a minha escuta? Será que eu realmente tô aberta para ouvir eh o que ele está me trazendo ou será que eu já ten uma pré eh um préonceito, né, que, por exemplo, no caso da adolescência existe muito. Eh, então assim, ai, todo adolescente é aborrescente, eles estão sempre insatisfeitos com tudo, então você coloca esse filtro, então qualquer queixa, ah, tá vendo? É aborrecente, ah, tá vendo? É, então você não tá, você não para de fato para ouvir o que que tá acontecendo, para eh não conversar com o seu eh com as suas próprias ideias, mas tentar entender o que que tá por trás daquela fala. Então, uma das coisas que é importante também é isso, a gente olhar paraa nossa escuta frente ao silêncio do outro. Então, bom, ele tá comunicando alguma coisa eh que pode estar acontecendo com ele, mas quanto disso também eu faço parte da construção desse silêncio dele, entende? Eh, porque dependendo de como eu recebo, de como isso foi construído ao longo do tempo, não é de um dia pro outro, mas quais foram as falas após essa essa eh cada fala desse dessa criança, desse adolescente, o que que eu fui falando e será que eu contribuí para essa para esse silêncio dele? Então, acho que isso é uma reflexão importante para se fazer também. Verdade. Uma autoanálise, né? Puxa a linha do tempo aí, dá uma olhadinha, mas também não se culpe, não se julgue, porque tem como fazer os ajustes, né, como as nossas psicólogas trouxeram aqui, de repente buscar um apoio, buscar um apoio para que você tenha entendimento e consiga eh ressignificar toda essa situação. Bom, a gente já precisa encerrar o programa tá muito bom, a gente conversando e aprendendo com as nossas e eh profissionais sobre os sinais do silêncio e quanto isso pode trazer um impacto negativo, né, para as pessoas que convivem com a gente e às vezes positivo também, porque quando você tem o silêncio para se autorregular, você vai para si, se autorregula e aí depois você volta uma pessoa mais tranquila, mais equilibrada, de repente pode ser. E isso faz bem sim, mas com a assertividade, gente. Precisamos prestar bem atenção aí nessa questão do silêncio, porque é algo que faz parte das nossas vidas e que às vezes a gente não dá nenhum sentido para isso, mas que impacta e muito. Quero agradecer, Camila, considerações finais. Obrigada mais uma vez. Você como sempre maravilhosa e compartilhando com a gente seu conhecimento. Muito obrigada. Gratidão pela sua presença. Eu que agradeço. Eu agradeço o pessoal de casa. O prazer é todo o meu. Eu sempre falo assim, quando a gente dá, a gente recebe ao mesmo tempo. Então eu recebo muito aqui nesse programa. Obrigada pela oportunidade. Esse é um tema que se a gente pudesse, a gente falava muito dele, né? Mas o tempo aqui é muito curto. Eh, espero que o pessoal de casa tenha gostado e aproveitado bastante. É, olha, eu vou te falar, o tempo é muito curto mesmo, porque tem são temas assim que a gente vai abrindo e eh eh espaços pra gente ir trabalhando. De repente a gente ó, saímos do silêncio e fomos para a comunicação. Olha só que diferença, né? Mas é muito bom, é maravilhoso esse conhecimento que vocês compartilham com a gente. Quero agradecer a Atina, muito obrigada pela sua participação, por compartilhar com a gente, por nos orientar, né? Então, gratidão, considerações finais, por favor. Obrigada você pela pelo convite, pela companhia de vocês também. Foi muito rico de fato tá aqui hoje. Eh, a gente falou de coisas que são parecem contrárias, mas que fazem parte do mesmo, né? Então, silêncio, comunicação, assertividade e é muito interessante eh falar sobre algo que a gente realmente não às vezes nem percebe que tá acontecendo ali no dia a dia e trazer luz para isso. Eh, eu agradeço mais uma vez o convite e a companhia de vocês. Ah, nós que agradecemos. Vamos agradecer também a Alessandra. Alessandra, obrigada pela sua participação, sua expertise aí referente à educação parental, né? Às vezes o silêncio ele ele permeia dentro das famílias e como nós comentamos aqui com as nossas convidadas, com vocês aí de casa, a gente nem percebe que aquele silêncio tá fazendo mal para alguém ou para nós mesmos, né? Então, muito obrigada pelas orientações, pelos ensinamentos e e as informações, conhecimento compartilhado conosco, viu? Gratidão e considerações finais, por favor. Eu que agradeço. Foi um prazer táar aqui e também ouvir as outras profissionais. Eu acho que eh um programa como esse que existe essa possibilidade de troca e de complementações, de visões, eu acho que ele é sempre muito rico e também ficaria horas falando aqui, mas foi um prazer. Espero ter ajudado vocês aí. Super, muito obrigada. Maravilhosas. a gente começando a semana dessa forma, né, com entendimento referente ao silêncio. Quem sabe durante essa semana você não se comunique mais, né? E se comunicar de uma forma mais tranquila, mais empática, pode fazer toda a diferença na sua vida. A gente vai aprendendo durante todo o dia. Então, se você não conseguiu hoje, pode ser que você consiga amanhã. E se de repente você tiver dificuldade, busque um apoio para que você tenha entendimento sobre as situações que permeiam no nosso dia a dia. Silêncio pode ter significados, pode ser pausa para recuperar, eh, um tempo para organizar os pensamentos, mas também pode se transformar em uma barreira que afasta as pessoas, né? O importante é a gente observar o contexto, a intenção e o que acontece depois. E lembrar que respeitar o tempo do outro não significa abrir mão do diálogo, do respeito e da segurança emocional. Tá bom? Para você que nos acompanhou até aqui, grande abraço, muito obrigada e a gente eh agradece mais uma vez as nossas convidadas e lembrando que amanhã nós temos mais Estúdio Câmara e amanhã nós vamos falar sobre preocupação e limitação alimentar. Sabe quando o cuidado com a alimentação se transforma em obsessão? Ó, vamos lá. A gente precisa cuidar da nossa alimentação. Sim. E é maravilhoso quando a gente consegue e segue nessa rotina. Mas muitas vezes a busca por uma comida considerada perfeita pode virar uma obsessão, pode gerar culpa, restrições e até afastar pessoas e e a eh estragar, né, destruir a nossa vida social. Você imagina você ser convidado para uma festa, daí você nega hoje, amanhã você nega, depois você nega, as pessoas vão acabar se afastando, né? E você também se sente excluído. Mas por que isso? O que que acontece? É um nome diferente aqui, mas a gente vai conversar sobre sobre ortorexia. Ortorexia, os sinais de alerta e os limites entre saúde e exagero. É um tema novo pra gente que nós estamos estudando e vamos trazer especialistas para falar sobre essa situação aí da restrição alimentar, mas que pode virar uma obsessão. Então não perca Estúdio Câmara amanhã a partir das 8 da manhã aqui na TV Câmara Campinas. Grande abraço para você. Fique bem, se cuide e até lá. Ciao [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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