Silêncio saudável exige pausa e diálogo, explica psicóloga em Campinas
No Estúdio Câmara, Atina Andrade orienta observar o que antecede o afastamento, como a pausa ocorre e se a conversa é retomada.
A psicóloga Atina Andrade explicou como diferenciar o silêncio usado para organizar emoções daquele que interrompe a comunicação nas relações, no programa Estúdio Câmara, da TV Câmara Campinas, publicado em 2 de novembro de 2026. A conversa reuniu também a psicanalista Camila Ragazzi e a educadora parental Alessandra Palazim, com participação pelo Zoom.
Segundo Atina, a distinção passa pela finalidade da pausa e pelo que acontece depois dela. Ficar em silêncio pode ajudar a recuperar a calma e a reduzir a ativação emocional. O ponto de atenção é quando o afastamento faz com que uma conversa nunca mais seja retomada.
A psicóloga propôs observar três aspectos: o que aconteceu antes da necessidade de silêncio, como a pessoa se comporta durante a pausa e o que ocorre depois. Essa sequência ajuda a compreender o papel do afastamento em uma situação de conflito.
“É importante a gente entender qual é o silêncio que serve para autorregulação, para acalmar a nossa ativação emocional e o silêncio que faz com que a conversa nunca mais seja retomada.”
Como exemplo, Atina descreveu uma situação em que alguém comunica que não está conseguindo se expressar bem, pede tempo para pensar e depois retorna ao assunto. Para ela, explicar a necessidade da pausa e retomar o diálogo demonstra cuidado com a relação.
Já a saída sem explicação pode deixar a outra pessoa sem saber o motivo do afastamento ou se haverá continuidade da conversa. A psicóloga relatou que essa falta de informação pode levar quem ficou à espera a se perguntar repetidamente o que fez ou falou.
Camila Ragazzi acrescentou que se calar diante de um conflito pode envolver uma escolha consciente ou aspectos que a própria pessoa não consegue reconhecer com clareza. Também pode haver dificuldade para nomear sentimentos e expressá-los em palavras.
A apresentação do programa fez uma ressalva: nem todo silêncio ou afastamento constitui manipulação, e um episódio isolado não é suficiente para definir uma relação. A orientação apresentada por Atina é observar o contexto da pausa e a disposição para voltar à conversa.
Assista à íntegra
A matéria completa foi ao ar no ESTÚDIO CÂMARA da TV Câmara Campinas. Assista ao vídeo original: Estúdio Câmara | Quais os Sinais de Um Silêncio Saudável e Um Prejudicial?.
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