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Um trabalho de amor e dedicação em Campinas transforma a vida de centenas de crianças e adolescentes com deficiência física e comprometimento neurológico. [música] Há mais de sete décadas, a Casa da Criança Paralítica é referência em reabilitação de graça integral. Aqui nós somos um centro de reabilitação que atende crianças e adolescentes e adultos, né, com deficiência física. E para que a gente consiga [música] fazer esse tipo de atendimento, a gente tem que ter uma equipe bem grande. Então, a gente tem fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonodiólogos, [música] temos psicólogos, assistentes sociais, nutricionista, professores de educação física, todos pra gente poder dar um atendimento completo para essa criança ou jovem que vem aqui. Pois é, a finalidade é mudar de verdade a vida de crianças e adolescentes com algum tipo de deficiência física e em vulnerabilidade social, garantindo [música] assim um futuro mais justo e igualitário. A instituição que é de utilidade pública oferece atendimento multidisciplinar nas áreas de fisioterapia, fonoaudiologia, também psicologia e assistência social, sempre com foco na inclusão e na autonomia dos pacientes. A Casa da Criança Paralítica, nos idosos de 1950, 54, no auge da crise da poliimelite, um grupo de médicos e voluntários, eles se juntam porque tinha que ter uma solução àquela crise, né? Então, Dr. Hernani Fonseca, ele propõe a criação de uma clínica para tratar de pessoas atingidas pela polomelite. E assim foi feito numa assembleia que tinha estavam presente 81 pessoa, foi aprovada a proposta e a partir daí ela começou a ganhar força essa eh a criação da entidade, o estatuto e o atendimento clínico. [música] começado. Aí ela estava numa outra uma numa casa ali perto do da prefeitura, mas atendendo restritamente algumas pessoas na época. Depois, com a descoberta da vacina, a casa podia se dizer vai fechar. Não, a casa redirecionou seu foco e passou a atender pessoas com deficiência física. eh adquirida ou congênita e até hoje ela mantém esse foco, vindo, aperfeiçoando e ampliando cada cada vez mais até em 2018 ela passa a atender um segmento de cadeira de roda, customização e 2024 prótes e ótes. Então você vê que a casa ela não para no tempo, ela começa com uma proposta, ela continua fiel àquela proposta, mas ela vai se moldando a evolução dos tempos em que a gente vive. Isso é muito bonito. E a Casa da Criança, ela consegue essa mágica, né, de estar sempre atual nos dias em que a gente vive. Ainda, segundo o gerente geral da Casa da Criança Paralítica, sustentabilidade econômica é um dos maiores desafios. Por a sustentabilidade baseada na subvenção do poder público, ela não, a casa não existiria se a gente dependesse [música] exclusivamente do serviço público. Cerca de 40% da da das nossas necessidades vem de convênios públicos, mas e os outros 60%. Foi aí que entrou a proposta de trabalhar em cima da economia da da economia circular. Montamos um bazar já em 2004, ampliamos esse bazar em 2008, tornamos ampliar novamente em 2018. Em 2024 nós edificamos esse espaço e criamos uma segunda unidade. Então aí a casa começa a perceber que não é só fazendo festa, só pedindo doação através de telemark. Nós precisamos [música] explorar negócios sociais também. E hoje nós temos duas unidades de bazar. Estamos com uma oficina que tem um grande potencial, mas que também pode atuar dentro da economia circular. Então, estamos trabalhando essa proposta que achamos e e acreditamos que essa é a sobrevivência da entidade. Se ela quiser sobreviver mais 71 anos que foi completados em janeiro de 2025, nós temos que dar os nossos pulos e ter negócios sociais de sustentação. Cada criança é acompanhada de forma individualizada. O objetivo é promover o máximo de independência e qualidade de vida para elas e para as famílias. Os atendimentos são todos individualizados. A criança vem para cá, faz uma avaliação, é feito um plano de trabalho para aquela criança, o que que ela precisa? E a partir dali ela vem semanalmente, uma, duas ou três vezes por [música] semana, fazer o atendimento com o pessoal. Então, ela passa uma manhã ou uma tarde aqui fazendo todos os atendimentos. Porque eles vêm muito pequenininho, a gente tem uma demanda de criança muito pequena, eles chegam aqui com menos de um ano e às vezes só tem um atraso do desenvolvimento. E quanto antes a gente começa a trabalhar, mais rápido essa criança se desenvolve. Às vezes com um ano e meio, 2 anos, eles já estão tendo alta porque já conseguiram adquirir, já estão andando, já estão começando a falar e aí a gente já contar liberado dos atendimentos. Lucas é advogado voluntário, já foi paciente da instituição. Ele trata com muito carinho temas como a acessibilidade e inclusão. Eu sou, faço parte da diretoria, então sou um dos diretores da Casa da Criança. Eu cheguei aqui com 7 anos de idade, fiquei aqui por média de uns 10 anos e aí aqui recebi todo o atendimento integral, seja no campo da reabilitação. Então, fiz parte da fisioterapia, aí também passei pela terapia ocupacional, fiz o [música] acompanhamento psicológico e também fiz o o curso de informática aqui dentro da Casa da Criança. Como você resolveu trabalhar aqui como voluntário, fazer parte aí ainda mais dessa história, [música] né, Lucas? É, então eu acredito que a casa ela me formou não só dentro do do aspecto de saúde, mas muito na questão relacional também, porque foi a minha trajetória aqui dentro que eu fiz o meu primeiro grupo de amizade, recebi reforços positivos e era um contraste muito. Hoje, felizmente, o tema de inclusão ele tá muito mais em voga do que na época que eu era criança, mas tinha uma discrepância muito grande da do acolhimento que eu recebi aqui dentro e da forma como eu fui sendo lapidado como ser humano em relação a fora da casa, porque enfrentei muita questão de bullying e até [música] a questão do estigma da pessoa com deficiência, né? querendo ou não, quando eu olhava no mundo exterior, assim, até em questão de acompanhamento pedagógico em escola, as pessoas não botavam a mesma expectativa que eu recebia aqui dentro da casa. Então isso foi algo que me marcou bastante. E aí eu acabei escolhendo a minha profissão também com base nisso, pensando na área do direito, né? Então eu fui pra área do direito pensando, cara, como é que eu posso fazer esse trabalho de ajudar as outras [música] pessoas? Que legal. E querendo ou não, o pessoal aqui da casa, a própria Silvia, sempre colaborou em processos de luta, sabe? Luta por direito à educação, acessibilidade, a transporte. Eu também gostaria de ajudar outras pessoas [música] nesse sentido. E aí dentro do próprio direito, eu comecei a pesquisar na linha de pesquisa de direitos da pessoa com deficiência [música] na área de direitos humanos. Hoje eu faço doutorado na USP em direito, faço o aprofundamento dessa pesquisa e voltar aqui para casa foi um convite muito gratificante, né? Porque [música] foi aqui que eu me criei, aqui que eu me fortaleci, continuo fortalecendo e quero fortalecer outras pessoas com deficiência. [música] Bom, e um dos slogans aqui da casa é justamente a transformação, mudar de pato a vida das pessoas de verdade, né, Lucas? Como é o seu caso, é isso? Isso, exatamente. Exatamente. A partir do momento que você cresce no ambiente onde eles realmente trabalham você como um ser humano numa forma 360 e acredita na sua potencialidade, todo mundo tem um potencial para florescer, né? E eu acho que é isso. A gente começa acreditando nas [música] pessoas, acreditando na mudança e a partir do momento que você tem um mundo acessível, um mundo inclusivo, cada um tem um potencial infinito, sabe? E é o nosso trabalho aqui. E a estrutura aqui é fantástica. Essa gaiola chama pedia suite. É um trabalho que você consegue através de elástico e das gaiolas, você coloca a criança em pé. Essa é uma esteira neurofuncional que a gente chama. Ela sai do zero, que pra nossa criança ela precisa, para ela começar a andar, precisa sair do zero para ela começar a dar passo bem pequenininho. As bolas é uma técnica que chama bobat. é uma técnica [música] também diferente que trabalha com crianças com problemas neurológicos, [música] que é o que a gente tem. A barra paralela, a mesma coisa. Você pode ver que a barra é regulável, tanto de altura. Então eu preciso que a criança ela começa a andar, ela segura com as duas mãos e vai. Aos poucos você vai tirando. Mesma coisa a rampa e a escada para ele. Faz parte. a gente aprende a andar, depois eu aprendo subir escada, eu aprendo a correr, aprendo subir rampa, então a gente vai usando para aquela saia daqui, conseguindo [música] fazer tudo. Então a gente procura, os profissionais são capacitados para ter condição de usar todas as técnicas que existem para poder atender todo tipo de criança que chega pra gente. Conhecemos a dona Jacira, que é avó da Aa, adolescente atendida pela casa desde 2015. Não foi uma tarefa fácil, não é? Porque eu tenho ela desde quando ela nasceu. Peguei ela 12 anos de Unicamp, indo e voltando, 10 anos de [música] casa da criança. Foi agora tá amenizando um pouco, tá? Mas já deu muito trabalho, já cansou muito. Mas é bom. Ela aqui na Casa Criança, ela desenvolveu bem rápido. Muito bom. Ela já pensa até na como que vai ser na hora que ela sair daqui. Ela falou: "Não quero sair". Ela falou que ela queria trabalhar aqui. Então você trabalha lá e continua. Qual a importância da casa da criança na vida dela, na sua vida? é muito importante. Eh, eu tenho a Casa da Criança, como eu costumo falar na Unicamp também, eu tenho a Casa da Criança como a minha segunda casa. Uhum. É, casa aqui, aqui, casa. Então, para mim foi bom, pro desenvolvimento dela foi bom. Não é um apoio que a gente tem aqui. A gente tem o apoio da da psicóloga, tem apoio da sens, tem apoio da da nutricionista. Então a gente tem um apoio em geral de todos, todas elas. Então é é um ambiente que a senhora sente me sinto acolhida. Acolhida. Perfeito. Sinto acolhida aqui. Não sou eu, mas ela também. Não é, não é bom. Vou falar só uma coisa. Então fala uma coisa que eu tô aprendendo mais aqui na casa de criança é aprender ficar de joelho e me virar sozinha, tipo para ir logo com canto e se virar em casa também por causa que as que dão tratamento para mim são muito muito legais. Elas me ajudam [música] quando eu preciso de alguma coisa para fazer. E também elas me eh elas minha tipo, a Roberta também me ajuda a pegar as coisas em algum lugar. A Jori me ajuda nas lições que ela profission. Olha só. E a que dá aula nessa sala que eu faço computador também e eu também gosto e tudo certo. Eu gosto. Você quer trabalhar aqui quando crescer? Quando eu ficar adulta, completar 18 anos e trabalhar aqui na casa da criança paralítica, talvez. Por quê? Ah, porque eu acho que vai ser legal dar novas notícias, eh, ajudar mais pessoas, quem quem é deficiente, [música] quem é que tem problemas. Boa. Qual profissão você quer seguir? Já sabe. Enfermeira. Enfermeira. Boa profissão. Muito bonita. ou maquiadora. Olha aí, parabéns, viu? Sucesso. Bom, mais do que um centro de reabilitação, a Casa da Criança Paralítica, é um espaço de esperança e superação. E também a gente trabalha bastante com as famílias. O serviço social faz muito trabalho com a família, a psicologia paraa família entender o que a criança tem e para ajudar no tratamento, porque ela vira aqui uma vez por semana, às vezes é muito pouco, mas se a família ajudar em casa e entender o problema, às vezes vai muito mais rápido, ela compra a nossa ideia do trabalho e o desenvolvimento da criança é muito melhor. Então, nós temos vários grupos de mães que funcionam quase que todos os dias para que esse trabalho seja feito. E quem quiser conhecer o trabalho e contribuir pode acessar o site o ccp.org.br. A Casada Criança Paralítica, é Campinas, que deu certo. Vocês aceitam doações? Aceita doação. A gente tem muitos projetos que muitas empresas bancam. Por exemplo, a gente tem uma sala de informática que tem uma empresa que banca tanto o profissional quanto os equipamentos. Nós temos um projeto que chama projeto rede. Ele sai da instituição e vai encontrar quem é o deficiente físico que não está recebendo atendimento no território em Campinas e pega essa pessoa e coloca ela na vida de novo, porque às vezes ela tá em casa, ninguém sabe que ele existe. Se ele precisa de dentista, de documento, de médico. Então esses profissionais colocam essa pessoa para ter todos esses recursos. Precisa de uma cadeira de roda, o que precisa. E esse projeto é uma fundação inglesa que ajuda. Então, vários projetos nossos são empresas que nos ajudam a poder executar. A gente tem uma casa funcional, é onde os adolescentes aprendem a cozinhar, limpar casa, lavar roupa, passar roupa, que também é bancada por uma empresa. Tá em reforma agora, porque uma empresa tá pagando a reforma para eles poderem fazer. Então, a gente precisa muito de doação, principalmente paraa implantação desses projetos. E desde 2018, o Toninho já falou, tem a oficina locomover, né, que a gente fazia manutenção e adaptação de cadeira de roda. E desde o ano passado a gente tá recebendo para fazer prótese e órtese. E tem tido uma demanda grande mesmo, porque o número de acidentes em Campinas é muito alto, né, principalmente de moto. E a gente faz todo esse trabalho de colocar a pessoa de volta no mercado de trabalho, de ter uma vida normal com uma prótese, podendo andar de novo. Como faz para ajudar? Um site. O site a gente tem contatos, liga na entidade, a gente vai falando. Em tudo a gente tem o convênio do SUS, mas o SUS não cobre tudo que a gente faz, né? O SUS é um valor muito pequeno, então a gente sempre precisa de ajuda. Так. เฮ