TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Ponto de Vista | Exclusão Digital de Idosos
Em destaque · HD Vídeo · PONTO DE VISTA

Ponto de Vista | Exclusão Digital de Idosos

17 views Publicado Há 1 hora HD · 32:31

Sobre este vídeo trecho automático da transcrição

[música] A tecnologia está cada vez mais presente na nossa rotina para marcar uma consulta médica, acessar benefícios sociais, pagar contas ou até mesmo pedir um transporte. São tarefas que exigem o uso de um celular e de aplicativos. Mas para muitos idosos, esse universo digital ainda é um desafio.

Extraído automaticamente do início da transcrição. Ainda não passou por curadoria editorial.

Transcrição completa do vídeo

28 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

[música] A tecnologia está cada vez mais presente na nossa rotina para marcar uma consulta médica, acessar benefícios sociais, pagar contas ou até mesmo pedir um transporte. São tarefas que exigem o uso de um celular e de aplicativos. Mas para muitos idosos, esse universo digital ainda é um desafio. A falta de familiaridade com as ferramentas, a dificuldade de acesso e o medo de golpes podem comprometer a autonomia dessa população. Mas como garantir o avanço da tecnologia não deixando os idosos para trás? E como prepará-los para utilizar a internet com mais segurança e confiança? É sobre isso que vamos falar hoje no ponto de vista com George Caires de Oliveira, especialista em educação profissional e tecnológica. Jorge, seja muito bem-vindo ao ponto de vista e muito obrigada por nos atender. Eu que agradeço. Agradeço também a Fumec por por me permitir estar aqui nesse Procamp e para falar de um assunto tão importante, né, que é a exclusão digital. E é claro, né, com isso a inclusão digital. Com certeza. E como eu falei no início, George, eh cada vez mais serviços, né, bancários, atendimento de saúde, até mesmo os benefícios públicos dependem de aplicativos, plataformas digitais. O que acontece com quem não consegue utilizar essas ferramentas? Quais são as consequências para essas pessoas, até mesmo para exercer a cidadania? Camila, o que que acontece? a gente vem vendo, né, nesses últimos anos, um crescimento grande do uso do celular, né? E o que acontece com esse avanço, principalmente depois da pandemia, eh, a as instituições elas aderiram, né, a um uso constante de de meios que permitisse a gente trabalhar remotamente e isso acabou impactando diretamente os idosos, porque muitos não têm um conhecimento e e as pessoas elas não eh eh elas não têm acesso, né, muitas Muitas vezes a internet, se a gente for analisar uns dados recentes, a gente vai ver que 25%, mais de 25% da população brasileira ainda não tem acesso à internet. E se a gente for levar isso pro lado do idoso, essa taxa aumenta, vai para 66% da população idosa, entendeu? que não consegue ter todo um proveito, né, do do acesso à internet, do a a acesso a a ao banco. Uma coisa que me incomoda, né, exatamente por conta de de ver a a distância que vai gerando, né, entre o acesso e uma vida social. Uhum. Então, a gente hoje tá vendo um um um crescimento de um fenômeno que agora é a exclusão social digital, né? Porque o o idoso ele fica [limpando a garganta] excluído socialmente, né? Por não ter o acesso a a da maneira que deveria ter. Exatamente como você falou, né? Muito eh por conta da pandemia, o pós-pandemia, eh, aumentou essa digitalização, né, de muitos recursos. Muitas pessoas hoje em dia nem precisam mais ir no banco porque conseguem resolver tudo ali através do celular na palma da mão. Eh, na sua opinião, tem como conciliar assim, eh, olhando mais o como um todo, esses serviços, eh, como uma alternativa mais acessível pra população idosa, a, eh, deveriam, o poder público como um todo deveria pensar também em conciliar tanto o digital quanto eh o presencial pensando nesse público. Eu vou citar um exemplo. Hoje em dia a gente vai numa lanchonete e você precisa de um cardápio. Uhum. Né? Você é obrigado a bater foto num QR code para poder acessar um cardápio. Aí eu fico perguntando, né? Como seria um idoso, né? Que quer almoçar, né? Isso a gente tá falando do uma refeição, né? Então muitas vezes o usar o o o celular, o meio digital, ele é dificultoso, cuido, por vários motivos. Primeiro, eh, a gente vê que o idoso ele tem uma certa dificuldade de divisão, sim, né? Depois de tato, né? A sensibilidade da mão do idoso também vai se comprometendo. Uhum. Então, acredito que eh hoje eh eh eh do jeito que tá indo, vai piorar o acesso dos idosos, mas como você bem disse, tem precisa ter uma política pública que garanta pro idoso, principalmente duas maneiras de poder acessar as duas as coisas, né, para ele não ficar totalmente excluído dessa dessa digitalização que tá acontecendo. Exato. como você mencionou, né, eh, a falta de de visão, a visão mais baixa, né, o tato. Eh, tendo em vista todo esse cenário, isso também pode excluir os mais velhos do mercado de trabalho. Eles, por exemplo, já aposentou, mas ainda quer ingressar no mercado de trabalho em alguma outra função. Isso pode atrapalhar também. Sim, uma vez que que que ele não acessa os meios digitais, hoje, por exemplo, você marcar o ponto, você vai precisar usar o seu celular, né? Uhum. Então é é mandar [limpando a garganta] um currículo isso é o até o WhatsApp, né? Alguns idosos ainda conseguem usar o WhatsApp, mas eles usam o o o áudio, né? Eles digitam pouco. Então é a gente ainda percebe esse tipo de coisa e eles ficam dependentes do da ajuda da família, né? Então eu vejo muitos idosos que precisam dos filhos, né? para poder acessar serviços essenciais como banco, a marcar uma consulta, eh enfim, eh eh ter uma vida, né, digital, né, ou uma vida social que permita o idoso participar da sociedade. Uhum. E também essa exclusão digital, ela atinge os idosos da mesma maneira ou tem alguns que são mais afetados? Por exemplo, tem muitos idosos que não são alfabetizados. Isso também é um complicador? Sim, Camila, isso, infelizmente é, a gente vê que conforme a alfabetização do idoso, ele consegue, né, desenvolver-se um pouquinho mais no que diz respeito ao uso de tecnologia. Então, a gente ainda vê eh eh um número muito grande de idosos que tm uma dificuldade já no entendimento da língua, né, como diz escrita, né, e nós chamamos de funcionais, né, os analfabetos funcionais, junto com essa eh tecnologia que tá vindo, que se já era difícil para ele ler alguma coisa, né, antes, hoje com as letrinhas pequenas do celular, ficou mais difícil né, dele ter um entendimento sobre o que tá acontecendo. E Jorge, você até mesmo comentou, né, quando a pessoa precisa recorrer a familiares, mas muitos idosos acabam recorrendo a pessoas desconhecidas, por exemplo, tá ali no transporte público com alguma dificuldade, no aparelho telefone, acaba recorrendo a pessoas desconhecidas que estão ali por perto. Isso pode ser perigoso também? Sim, Camila, né? Uma vez que a gente eh pede ajuda de uma pessoa, a gente nunca sabe qual é a intenção da pessoa que a gente tá pedindo ajuda, né? Então isso acaba deixando os idosos numa situação de vulnerabilidade muito grande, porque eles acabam eh eh para tentar não incomodar os filhos, às vezes os próprios parentes, eles vão acabar buscando ajuda a terceiros. E isso acontece, por exemplo, em casa, né, com a minha mãe, às vezes ela tava precisando de dinheiro. Uhum. E ela queria passar um Pix tudo e não sabia e pediu ajuda para uma outra pessoa. Ainda bem que a pessoa era era uma pessoa bondosa, né? Uma pessoa boa índole e acabou fazendo o que ela pediu assim. Mas realmente, viu Camilé? É perigoso porque a gente nunca sabe a intenção das pessoas, né? E hoje a gente vê nesse nesse mundo digital as criações por Iá, né? Que acaba confundindo muito a cabeça do idoso. Com certeza. Então ele ele vê uma coisa e acaba achando que aquilo é verdade, né? E muitas vezes, que nem foi o caso que eu levei paraa sala de aula, eu mostrei o o carro do Elon Msk, né, o Tesla, fazendo aquela aquela rodopio todo e mostrei para eles. E aí, gente, vocês acreditam nisso? Não, que é isso, professor? Essas coisas não existe. Aí eu mostro a fazendeira, né, que a que que a gente viu essa semana, né? Eh, e essa mulher, que que vocês acham? Ela é de verdade? Ela tá contando uma história? Não, ela é de verdade. Então a gente vê que hoje em dia, principalmente nessas últimas semanas, é tá difícil, Camila, de nós mesmos profissionais saber o que é real e o que não é real diante da tecnologia. Uhum. Imagina para quem não tem esse conhecimento, né, tecnológico, acaba sendo mais atingido, principalmente eh falando de IA, né, deep fakes, eh, os idosos, eles acabam também sendo atingidos por uma deep fake muito específica, que é sobre medicamentos, eh, alguns tratamentos alternativos, isso acaba [limpando a garganta] sendo mais perigoso também para eles, sim, né, porque eles deixam de procurar a assistência médica, que seria o correto, né, quando a gente sente, né, o idoso se sente mal, ele quer dar um jeito feito, né? Tomar um um chazinho para resolver. E muitas vezes a internet ela tá cheia desses dessas alternativas saudáveis, mas que muitas vezes não vai ajudar como deveria, né? Então é só um um efeito placebo às vezes, né? pro pro idoso. É verdade. E também por conta dessa vulnerabilidade, muitas vezes os idosos estão ali eh sozinhos, acaba eh vendo ali uma Iá, achando que vai ser um amigo, uma companhia e acaba caindo num golpe, eh fazendo um eh uma transferência financeira para essas pessoas, acabam caindo nesse golpe também. Sim, isso existe muito, né? Eh, pessoas que se passam por outras pessoas para poder tirar proveito de outras. Eh, esses esses dias mesmo, uma pessoa que achou que tava ajudando Elon Msk, né? Então, uma senhora achou que estava eh eh namorando ou conversando com Elon Msk e ajudou financeiramente ele e, né, essa pessoa, esse essa essa fraude, né? E hoje com a inteligência artificial, um homem pode se passar por uma mulher facilmente, né? E vice-versa, né? uma mulher pode se passar por um homem e e isso pode, claro, né, trazer eh desconforto, né, e principalmente que a pessoa é enganada e e depois que ela que ela vê isso, ela vê a impossibilidade dela, né, de poder recorrer muitas vezes a algum alguma autoridade para poder requerer seus direitos, né? Então, a gente tem essa dificuldade também. Exato, Jorge. Eh, além de reconhecer os golpes, né, como preparar esses idosos para avaliar criticamente essas informações, essas mensagens, esses conteúdos para verificar ali o que é confiável, até mesmo notícias falsas, né, que a gente também é bombardeado todos os dias. Sim, sim. Eh, ótima pergunta. Eu procuro est levando isso, principalmente, né, pros idosos e um recado para para todo mundo que tá nos assistindo é tomar muito cuidado com as mensagens que chegam. com propagandas enganosas. Eh, eu lembro sempre de uma frase que minha mãe diz bastante, que é quando a esmola é demais, o santo desconfia, né? Então, eh, eh, propagandas absurdas, olha, clique aqui, ganha alguma coisa. Eh, fujam desse tipo de coisa, né? Uma coisa que eu falo, hoje em dia, os vírus eles não destróem mais os computadores, né? Eles só estão ali para roubarem as nossas informações. Então, antes, quando a gente pegava um vírus era fácil a gente identificar, a gente perdia informação. Hoje não. Hoje a gente não pede informação. Hoje a gente compartilha a informação. Então, hoje é a grande diferença dos vírus atuais, né, que agora são chamados vermes, né? Então, tá tá bem, eu diria assim, a nossa tecnologia ela tá muito muito agressiva, eu diria, né? Principalmente pros idosos. Exato. E como se proteger também? como proteger não só os idosos, né? Acho que todos nós estamos vulneráveis, mas eles um pouco mais. Como se proteger nesse cenário? Eh, como eh eu eu falei, a gente procura orientá-los em relação a algumas mensagens, né? Mensagens que eh eh tipo assim, pedem para você clicar, né? Esse tipo de mensagem a gente tem que ficar eh eh espertos. Outra coisa, pedido de Pix, né? eh eh pessoas que se passam por outras pessoas pelo WhatsApp e fazem pedido de Pix, telefonemas, né, falando que sequestrou o seu familiar, né, e e que você precisa pagar um dinheiro para que esse familiar seja solto. Então, a gente vê infinitos golpes e a gente só consegue eh eh prepará-los falando com eles, né? E eles precisam ter um [limpando a garganta] um preparo, um um um meio que permita com que eles aprendam, né, como se defender disso. [limpando a garganta] E até, como eu falei, né, até a gente mesmo que tem um pouquinho mais de experiência acaba caindo em alguns golpes, porque hoje em dia a tecnologia ela tá muito, como eu falei, agressiva e e ela tá assim, ela a gente não consegue mais identificar o que é verdade, né, do que não é. Então essa é a grande dificuldade, né, principalmente pros idosos, com certeza. E a gente tem todas essas dificuldades, né, no meio da internet, mas também, por outro lado, a partir do envelhecimento, né, o contato com familiares, eh, amigos, pode ser especialmente importante, que, como a gente falou, os idosos acabam ficando muito sozinhos, como esses recursos digitais, eles também podem contribuir pra qualidade de vida desses idosos. Eh, e o que acontece também com quem não consegue utilizá-las, acaba, como a gente falou, né, ficando excluído ali à margem? Eh, com a pandemia, as pessoas se afastaram, né, principalmente deixaram de se ver, Camila. Então, eh, eu vi minha mãe entrando em contato com pessoas que há muito tempo ela não entrava em contato graças à tecnologia, né? Mas isso, infelizmente, não aconteceu com todas as pessoas, com todos os idosos, né? Então, a gente viu que eh por um lado foi bom, alguns idosos tiraram proveito disso, porém outros acabaram ficando mais afastados ainda. E isso acaba acarretando vários problemas, principalmente de saúde, né? A pessoa ela entra numa depressão porque ela não tem um convívio [limpando a garganta] com um familiar ou com um parente, né? Ou ou enfim, com uma comunidade. Isso acaba gerando um sentimento de não pertencimento, né? Isso e gera uma ansiedade, né, muito grande. Com certeza. Muito interessante. Vou até trazer um ponto eh pessoal que a minha avó também, ela o meu, meu avô faleceu recentemente e ela não tinha celular, não tinha contato com ninguém. Ela ficou muito sozinha, a gente deu um celular para ela e ensinou ela a utilizar WhatsApp, ela também não tem muita escolaridade, então ela não sabe escrever muito bem. Então a gente falou: "Ó, manda áudio pra gente quando precisar de ajuda." Então agora ela se comunica, vê vídeos no YouTube também, então já tem mais uma familiaridade com isso. Então ficou mais tranquilo passar por esse processo do luto também. É o o o celular ele ele é um equipamento que ele substitui muitas coisas, né? Então ele ele acabou aproximando a gente de pessoas que estavam distantes ao mesmo tempo que a gente fica afastado das pessoas que estão mais pertos, né? Mas isso não vem é o caso, mas o o o idoso quando ele tem esse recurso e quando a família se preocupa com isso, Uhum. é interessante. O que ocorre é que muitos idosos hoje eles não têm este acompanhamento familiar, né? Então eles ficam realmente a mercer, né, de outras pessoas ou de amigos para poder fazer, né, ter a sua participação nessa sociedade digital. Bacana. E também a gente falou um pouco sobre como se proteger de golpes, né? Mas também é essencial os idosos se protegerem as senhas na internet, os dados pessoais, principalmente contas bancárias, né, que também são bastante vulneráveis. É não compartilhar informações, como a gente explicou, né? Até mesmo com pessoas desconhecidas, pessoas conhecidas também pode ser perigoso. Como que se o idoso pode se sentir mais seguro nesse ambiente? Ótima pergunta, Camila, porque o o idoso ele ele confia nas pessoas, né? Uhum. ele acaba acreditando nas pessoas que vão fazer o bem. E o fato dele compartilhar a ceia também não é uma coisa eh certa a se fazer, né? E e muitos idosos às vezes não conseguem enxergar o celular, mas precisam acessar o benefício, precisam pagar uma conta. E isso geralmente é feito por uma pessoa de casa, geralmente um filho ou uma pessoa bem próxima. E às vezes, né, um terceiro que as pessoas não conhecem. Eh, o que eu sempre recomendo, né, eh, gente, senha a gente não passa para ninguém, né? Eh, se você tem alguma dificuldade de lembrar a senha, anote essa senha num papelzinho que você vai guardar e as pessoas não vão ter acesso. Uhum. Né? Então, é uma recomendação que eu passo pros meus alunos e principalmente, né? eh eh não falar, não digitar o o o trocar mensagens que você tá colocando a sua senha ali, né? Isso também é é perigoso, né? Bater foto, ah, se alguém bater pedir foto para você de um cartão de crédito, por exemplo, não faça isso, né? Não, não bata foto. Hoje em dia, se alguém hoje ligar para você com câmera, pode pegar, filmar você e depois fazer uma inteligência artificial se passar por você em um outro momento. Então, até a mesma voz hoje em dia, né? Exatamente. Até a nossa voz tá sendo clonada, né? Então, tem essa dificuldade, né? Então eu sempre oriento, né, os o o os os me as minhas crianças, eu costumo falar minhas crianças, eh a não divulgar a senha, não trocar senha, não trocar eh principalmente em mensagens, né, o número de segurança que eles têm. Bacana. E você falou bastante dos seus alunos, né? Você idealizou o projeto Cidadão Conectado, desenvolvido no CPROCAMP. Queria aprofundar um pouquinho mais sobre esse [limpando a garganta] assunto na prática. O que os participantes aprendem durante essas aulas? como que funciona também o curso? Bom, ele nasce, o projeto nasce assim de uma uma inquietação minha, né? E diante da necessidade do CPROCAMP de tá levando o o conhecimento de cultura digital e e esse projeto ele vem de encontro com aquela proibição do uso de celular nas escolas, né? Então, é um projeto que permite o uso do celular. Na verdade, é até obrigatório o uso do celular, né? E e isso me incomodava ver que o os idosos muitas vezes eles ficam afastados, não conseguem eh eh ter uma vida, né, muitas vezes digna, né, de e dentro de uma sociedade, né, e enfim. E aí eu criei dentro do do dos padrões do CPR Camp esse projeto já está no terceiro ano. Eh, o que que a gente costuma trabalhar com eles? Primeiro o o o momento cidadão, né? A gente não é só tecnologia, a gente tem um momento de acolhimento. Então é importante, por exemplo, Camila, ter o abraço. Uhum. Sabe, é uma coisa que eu faço questão nas minhas aulas, né? de ter o abraço do meu aluno, porque sabe, no começo da aula que a gente já tem eh eh o acolhimento, né? Então, eu preciso acolher esse aluno que se ele já está fora de um, né, está num contexto social fora, eu preciso colocar ele dentro desse contexto. Então, o projeto ele já é assim, né? Então, tem esse momento cidadão que a gente vai começar falar sobre eh por que é importante atualizar o celular, né? Por que que é importante a gente eh saber distinguir o que é fake news ou não. Legal, né? Então, a gente tem esse momento de discussão, é como se fosse um uma assembleia entre os alunos, né? A gente faz tudo. E depois tem um momento que a gente fala sobre os aplicativos. Então, a gente tem eh a gente trabalha o goov.br, o meu INSS, eh, o etítulo, né? Então, eu aproximo os idosos desses aplicativos do governo, né? e também de alguns aplicativos que ajuda eles na distração. Eu eu eu fui muito feliz no em colocar no celular deles alguns instrumentos musicais. Eles gostam muito de piano, bateria e arpa. Então, foram instrumentos que eles têm instalado no celular que ajuda, né, eles terem uma desenvoltura motora, né, sonora e e acaba, né, tirando um pouco a solidão. Que bacana. E você comentou que tem 3 anos, né, de curso. Isso. O projeto já tem 3 anos. ele ele tem um formato de que acontece a cada se meses, né, conforme a disponibilidade do do CPROCAMP, né, e a gente quer que esse projeto, enfim, possa eh ser espalhado por aí, né, mais pessoas possam estar incluindo isso em outros outros municípios, né, aqui na região metropolitana, né, por não? Que bacana. E como que é a procura também? Tem bastante pessoas procuram, tem bastante alunos, principalmente nessa nessa turma do da Vila União, teve uma procura muito boa, né? Hoje tem uma classe com mais de 30 alunos, né? Isso, né? A nível de CPROCAMP é um número muito bom e a procura foi boa e a a quando eles começaram a fazer o curso, eles acabaram divulgando, né? [limpando a garganta] E e outras pessoas foram atrás, mas já não haviam mais vagas. Então a gente espera, tá, né, com a continuação do projeto no próximo semestre para poder tá atendendo aí essa essa parcela da população que precisa da gente. Que bacana. E como que vocês desenvolvem, né, esse processo de ensino com os idosos para eles eh adquirirem eh habilidades digitais, respeitando também o próprio ritmo deles, sem constrangimento, como que funciona, Camila, é bem interessante essa pergunta porque a gente trabalha muito com repetição. Uhum. Então, para que o o idoso ele possa adquirir um pouco mais de conhecimento, é necessário que a gente trabalhe muita repetição, né? Porque cada um tem o seu tempo e e entender às vezes não é um de uma hora para outra, né? Principalmente quando a gente tá falando de idoso, é uma coisa um pouco mais lenta, né? Porque eles têm o ritmo deles, né? E não dá pra gente cobrar também, né? Um um uma agilidade, né? a gente vai perdendo a nossa agilidade com o passado dos anos. Então eu acho que esse é o é o grande ponto, né, do do projeto. Bacana. E também o projeto ele é para diferentes faixas etárias, né, a partir dos 15 anos. Mas você comentou aqui com a gente antes de começar que seu aluno mais novo tem 60 anos. Isso, isso [limpando a garganta] é o o projeto ele ele e CPROCAMP é um um uma instituição de ensino comunitária, então ela não pode, por exemplo, eh separar, né, determinar isso. Então os nossos alunos podem ter de 16 a 90, 100 anos, né? Isso é independente disso. Porém, o cidadão conectado, ele acabou sendo mais atraído pelos idosos. Eh, foi bem interessante essa colocação, porque o projeto ele é para todos o o para todas as idades, mas os idosos acabaram procurando mais. Que bacana. E o que que você percebe também no desempenho desses idosos que participam das aulas, que já participaram também de turmas que já foram formadas? Qual o diferencial que você percebe ali de quando eles chegam para depois quando eles saem? Bom, eh, por menor que seja, sempre tem um um ganho, né? Então ele, professor, consegui fazer tal coisa, professor, consegui pedir um Uber. Uhum. Professor, consegui mandar uma foto paraa minha filha, né? Então você percebe que eh o fato do aluno ir na na aula, né, faz com que ele gradativamente vá adquirindo conhecimento, né? Mas como eu falei, eh, a gente precisa repetir muitas vezes o mesmo conceito, voltar, né, no mesmo assunto para que eles vão então entendendo aquilo e se desenvolvendo melhor. Sim. E além do conhecimento, até mesmo a autonomia, né? Porque como você falou, eles conseguem ali a partir da aula acessar o aplicativo do GOVE, que é tão importante para acessar várias coisas, vários benefícios hoje em dia, pedir um transporte por aplicativo. É mesmo, eles se sentem mais independentes. Sim. Eh, é engraçado você falar nisso porque eh eh ó, eles não querem incomodar as pessoas exatamente por causa disso, pô, eu sei, né? Eu quero me virar, né? Então isso, o fato de trazer essa autonomia pro idoso, né? O o o cidadão conectado trazer essa autonomia pro idoso, realmente é um é um diferencial e e com certeza, né? A gente vê o crescimento deles em relação a isso. Bacana. e o envelhecimento da população. Até nós gravamos um programa aqui recentemente que a população brasileira mais velha está aumentando. Isso também exige uma revisão, como a gente comentou lá no início, uma revisão de como os serviços digitais são planejados. Você acredita que o Brasil tá preparado para isso, para essa população idosa maior? Ótima pergunta, Camila. Eu eu eu sou muito otimista em relação às coisas, mas o o Brasil precisa se preparar, né? ainda não está preparando. O que o que a gente consegue encontrar são eh algumas iniciativas, como o próprio projeto, né, algumas iniciativas de alguns municípios, como aqui o município de Campinas é preocupado não só com a saúde do idoso, mas, né, com uma política pública muito firme em relação à educação, mas a gente vê que ainda eh eh eh eh tá muito distante, né, o ainda precisam de políticas públicas que sejam claras, que que acolham mesmo essa dificuldade do idoso, porque não é notícia, né, essas coisas não é notícia, né, a dificuldade que o idoso tem, né, de de se locomover, de entender. Muitas vezes minha mãe, ela é deficiente auditiva, né? Então, eh, eu sou obrigado a falar um pouquinho mais alto, a falar olhando pra pessoa, né, para ter certeza se ela tá me ouvindo, se entendendo. Então, são coisas que a gente vai adquirindo, né? E e eu acho que os idosos merecem uma atenção maior, né? Principalmente nesse momento de convergência, nós vemos pessoas de inteligência artificial já sinalizando que nós precisamos tomar cuidado, né? E a gente tá falando isso num público mais jovem. E ninguém tá falando dos idosos. Uhum. Né? Então, sim, a gente precisa pensar em políticas públicas que garantam eh uma autonomia do idoso em relação à sua vida social e sua vida digital. Uhum. E se a gente pudesse pensar assim, Jorge, em três três pontos assim para melhorar essa realidade de exclusão digital dos idosos, eh, quais seriam a as alternativas? eh cursos como esse do CPROCAMP, eh as plataformas pensarem alternativas para o digital, qual assim na sua visão, a partir da sua vivência também com os idosos nas aulas, seria um caminho? Camila, o que tá acontecendo? A tecnologia tá deixando a gente desumanizado, né? E pra gente poder colher o idoso nesse momento, a gente vai ter que fazer um, eu não diria, né, dar um passo atrás, mas a gente tem que se humanizar. Uhum. Porque se a gente não se humanizar, a gente não vai conseguir atender o idoso como ele precisa, né? Então, a gente vai ter que ter esse esse essa preocupação, porque como você bem disse, né, e a gente vê nas pesquisas, o Brasil tá se tornando um país velho, né? Então, logo logo, a maioria da população vai ser pessoas idosas e quem que vai cuidar da gente, né? Quem que quem que vai cuidar de nós, né? Então essa é uma grande preocupação, é uma coisa que me que me incomoda, por isso que que o projeto existe, por isso que eu agradeço muito CP Procamp, né, por essa parceria. André Jaconi, minha diretora, parceiraça. Então, eh, eu vejo que precisamos nos unir. E é o que eu falo para ele, gente, olha, esse momento aqui, uma hora vai acabar e eu não quero que vocês deixem de se encontrar por conta disso, porque é importante essa convivência continuar, entendeu? Para eles se sentirem inseridos nessa sociedade nossa. Muito legal, Jorge. Pra gente já ir pro encerramento, queria que a gente deixasse uma mensagem, por exemplo, para quem tá nos assistindo, tem um idoso em casa que tá ali nesse processo de aprendizado, eh, tentando entender a tecnologia, tentando se comunicar, que que os familiares podem ajudar também nesse processo, Camila, é muito importante a participação de todos. Eu vejo ali a andurinha, né? Andurinha é um é um é um ser assim que andurinha sozinha não faz verão, né? Então, nesse momento, eu gostaria realmente de convidar, né, quem tá nos assistindo, a dar um passo e e olhar, né, o idoso com um pouquinho mais de carinho, um pouquinho mais de cuidado. E eu aproveito, né, esse momento, eu tô na plataforma digital, tô no no LinkedIn. Uhum. E no LinkedIn eu costumo compartilhar meus projetos lá. já tem um projeto de Chromebook, né, que que que foi um projeto desenvolvido também dentro do CPOCAMP. E eu vou disponibilizar também esse projeto, né, com o o os objetivos, tudo, né, eu deixo disponibilizado para quem quiser, né, entrar em contato comigo, fica à vontade. Me procurem lá, George Caí de Oliveira, no LinkedIn. Eu terei o maior prazer em compartilhar com vocês esse conhecimento e por que não, né, levar pra região metropolitana de Campinas um um projeto tão bonito, né, que que eu tenho orgulho mesmo de de participar. Que bacana, Jorge. Muito obrigada pela participação aqui conosco no ponto de vista, por compartilhar essas informações com a gente. Muito obrigada mais uma vez. Eu que agradeço. Motivo de orgulho para mim. E pode ficar à vontade de fazer suas considerações finais. Tá ótimo. Eu acho que que era isso mesmo, agradecer a oportunidade. É um é um assunto muito importante, como eu falei, eu fico incomodado, né, com com o fato de saber que eh eh a a tecnologia não atende todo mundo, né, por ser uma pessoa de tecnologia, porque eu eu tenho e-mail desde o século passado, então eu tô na área de tecnologia há muito tempo, né? Para mim é fácil, mas não é fácil para todas as pessoas. Então essa minha luta, né, para que fique fácil para todo mundo. Muito obrigada. Agradeço você também que nos acompanhou até aqui em mais uma edição do Ponto de Vista. Agradeço a companhia e até o próximo programa. [música] [música] [música] [música] [música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do PONTO DE VISTA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
38:45

Ponto de Vista | A Cultura da Palmada: Os Limites entre Educação e Violência

43:21

Ponto de Vista | Brasil Está Envelhecendo: Os Desafios de uma Nova Sociedade

33:01

Ponto de Vista | A Educação Vem de Casa? o Papel da Família e da Escola

45:56

Ponto de Vista | Infância Violada: Os Riscos no Ambiente Digital

33:56

Ponto de Vista | Movimento Antivacina: O Perigo da Desinformação

36:55

Ponto de Vista | Jornalismo sem Diploma: Liberdade ou Risco?

35:50

Ponto de Vista | Humor Autodestrutivo: Escape ou Gatilho?

39:27

Ponto de Vista | Violência Vicária

40:42

Ponto de Vista | O Retrato da Violência no Brasil

30:54

Ponto de Vista | O que é Justiça?

34:35

Ponto de Vista | Hiperprodutividade: Entre a Eficiência e o Esgotamento

41:24

Ponto de Vista | Educação Domiciliar: Direito da Família ou Dever do Estado?

39:26

Ponto de Vista | Conflitos, Riscos e Impactos Associados a Barragens

36:29

Ponto de Vista | Mulheres e Violência Urbana: direito de andar sem medo

45:30

Ponto de Vista | Apagão da Educação

34:33

Ponto de Vista | Pensão Alimentícia: A Lei Precisa Endurecer?

34:08

Ponto de Vista | Devemos esperar um “Super El Niño”?

37:44

Ponto de Vista | Formação Científica no Brasil

34:09

Ponto de Vista | Veto da União Europeia: Há algo de errado com a carne do Brasil?

47:08

Ponto de Vista | Jornalistas versus Influencers

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
15:56

Na Tribuna | Eleições EUA e Brasil

41:10

Câmara Notícia

7:13

Notícias da Metrópole

13:08

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

3:58

Câmara Notícia | IV Semana do Bebê

16:01

Notícias do Legislativo

13:32

Campinas que Deu Certo | Sia Santa

40:54

Jornal Câmara Notícia