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Na Casa do Povo | Wagner Romão fala sobre emendas, saúde, cinema e neurodivergência
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Na Casa do Povo | Wagner Romão fala sobre emendas, saúde, cinema e neurodivergência

21 views Publicado 18/08/2026 HD · 39:48
Resumo editorial

Vereador Wagner Romão apresenta resultados das Emendas Participativas (57 projetos votados, 15.071 votos) e discute suas ações em saúde pública, políticas para neurodivergentes, audiovisual e cinema. Aborda também iniciativas para requalificação do centro de Campinas, incluindo a legislação da Filme Commission para ampliar a produção cinematográfica local.

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Descrição do vídeo

15.071 votos na Temática Geral e 1.376 na Saúde decidiram os vencedores das Emendas Participativas de Campinas, tema detalhado pelo vereador Wagner Romão (PT). Dos 67 projetos inscritos, 57 foram a votação após dez retiradas; os cinco mais votados em Saúde foram contemplados, e o valor remanescente reforçou Centros de Saúde, CAPS, Hospital da Mulher e o CRR. Romão também apresenta o PLC 31/2026, que cria o CineCamp e a Campinas Film Commission, e o PLO 185/2026, sobre a saúde da pessoa neurodivergente. Ouça no formato de podcast institucional da Câmara.

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Olá, [música] [música] mais um na Casa do Povo no ar, o podcast da Câmara Municipal de Campinas, que toda semana traz aqui um vereador ou vereadora para falar da atuação parlamentar, a sua vida política, como iniciou todo esse processo. Só que o vereador Wagner Romão, que é o convidado de hoje, já participou de outras edições, inclusive falando como entrou na política e tudo mais. E hoje ele vai falar da sua atuação parlamentar aqui no legislativo de Campinas. Mas antes, como é de pra minha audiodescrição e na sequência o vereador também. O meu nome é Mirna Abreu, eu tenho a pele negra clara, tenho os cabelos cacheados com mechas loiras, um pouco acima dos ombros, olhos castanhos. Hoje eu estou vestida com uma roupa de corino verde, uma saia, uma blusa verde. E ao meu fundo nós temos aqui o estúdio do na Casa do Povo, todo em preto, um televisor à minha esquerda em azul e branco escrito Na Casa do Povo, que é o título aí do nosso podcast. Wagner, seja bem-vindo novamente. Já o convido a fazer a sua audiodescrição. Obrigado, Mena. Eu sou Wagner Romão, sou um homem branco, eh, cabelos curtos, eh castanho claro, tô vestindo uma camisa roxa e uma calça preta. E tô aqui também ao lado do painel, que além do na Casa do Povo tem a imagem da Câmara, né? Aquela imagem do plenário, do plenário visto de fora, tá? Que é tão bonita aqui na nossa casa. É verdade. Agora a gente vem falar, a gente já conversou aqui como você entrou na política e eu não me canso de falar, gente, eu perdi um entrevistado. Ganhamos um vereador, mas eu perdi um entrevistado. Você sempre participava com a gente aqui, ainda mais esse ano é ano eleitoral, lembra que você fazia análise da do voto, fazia tudo, né? Teve que deixar isso um pouco de lado. E como tem sido então essa rotina de estar aqui? Uhum. e ainda mais com alguns temas bem importantes paraa sociedade que você tem trazido cada vez mais aqui na Câmara, que vai desde a questão da saúde, com a questão dos neurodivergentes, até a questão de meio ambiente também, passando por outras vertentes. Wagner, olha, Mirna, eu eu tô assim muito gostando demais de ser vereador, né? Porque ah mesmo pela minha trajetória como professor na universidade, a gente eh quem é professor e pesquisador é sempre muito curioso, né? quer saber como as coisas funcionam, como as coisas acontecem, aquilo que tá para além [roncando] da legislação, aquilo que tá no dia a dia das pessoas, aquilo aquilo que os servidores públicos, no caso, quando a gente tá pensando em políticas públicas, né, aquilo que eles fazem para além daquilo que são as normas, as regras, né? E estar vereador, estar como vereador me dá muito essa possibilidade de conhecer, assim, não vou dizer profundamente, porque os pesquisadores também podem fazer isso, mas a partir desse olhar, né, a partir desse ponto de vista do do vereador, que é muito demandado pela população, né, e ao mesmo tempo tem um papel de fiscalização que, eh, se articula muito a essa necessidade de olhar para o que tá acontecendo em termos de políticas públicas na cidade, bem na prática, né? O que que tá acontecendo no centro de saúde, o que que tá acontecendo nas escolas? Como é que a gente dá conta de pensar a questão ambiental numa cidade tão extensa como Campinas, né, muito populosa e que tem tantos problemas ambientais. Eh, a questão do transporte é uma outra questão também que tá pegando demais no nosso dia a dia, ainda mais nesse ano, tivemos aí a licitação, exato. E um processo que não se resolve, né? Incrível isso. Parte por problemas nas nossas autoridades do executivo e parte pela própria dificuldade do que é o sistema de transporte público no Brasil, né? Então, para mim tá sendo uma grande aventura, né, ser vereador, mas eu sei que não pode ser só isso, né? ela tem uma responsabilidade. As pessoas acreditaram na nossa proposta, acreditaram na minha trajetória como uma pessoa da política, ao mesmo tempo um professor. E isso é o que marca, assim, eu acho que o peso também de ser um parlamentar, de novo, numa cidade tão importante quanto Campinas, né? Mas ser um dos 33 vereadores, é um é um peso importante que a gente tem que trazer com muita responsabilidade pra nossa atuação, né? Uma da da uma das metodologias que você aplicou no seu trabalho, que pode ser vista por quem te acompanha, a gente aqui na Câmara acompanha, é o uso da emenda impositiva, que é uma ferramenta parlamentar, por meio de uma participação popular que antecede aquele aquela sua indicação da emenda. Por que que você eh adotou esse modelo? Como tem sido fazer desta forma? Uhum. Eu acho que em primeiro lugar por uma questão de coerência, né? Eu sou um pesquisador desse campo. Minha tese de doutorado foi sobre orçamento participativo, um estudo crítico inclusive sobre algumas experiências. Eh, eu entendo que a emenda impositiva, eu gosto de falar isso, né? Os outros meus colegas que me perdoem, mas eu sou o único vereador que sou contra as emendas impositivas. Acho que isso é um mal para pro legislativo. Você começa na Câmara Federal, vem pros pros legislativos estaduais e pro município também. Mas não é uma forma de governo não dizer não àela aquela prioridade que vocês apresentam? Sim, acho que esse esse é um ponto a ser discutido, né? Porque ela aparece justamente numa situação em que os parlamentares faziam as emendas e o executivo dificultava muito essas essas emendas, né? a realização dessas emendas. Mas claro que isso fazia parte também de uma política, da constituição, de uma base de governo, né? Eh, talvez não fosse o melhor dos dos modos, mas o que a gente passou a ter foi uma eh praticamente uma total jurisdição, né? Uma total discricionariedade, ou seja, aquela decisão tomada pelo vereador que tem que ser obrigatoriamente cumprida pelo executivo. E aí eu acho também que é um excesso, né? Entendi. Porque o máximo que o executivo pode fazer é dizer assim: "A tua emenda é inexequível por critérios técnicos". Ou seja, eu não vou fazer a tua emenda porque algo técnico me impede de fazer isso. Mas tem que justificar o que é isso. Mas tem que justificar. Exatamente. Tá porque senão entra na lei de responsabilidade fiscal, não é isso? Entra na lei de responsabilidade fiscal, entra contra a lei das emendas impositivas. Então assim, se é uma lei, tem que ser cumprida. O que que a gente pretendeu fazer? eh fazer disso uma experiência de educação política, de mobilização social e de transparência, que eu acho que são os principais elementos que estão faltando nesse debate, porque é como se os vereadores entendessem esse dinheiro como dinheiro deles. E não pode ser assim, né? É um dinheiro do povo. A gente tá num momento em que a ideia do orçamento participativo foi muito forte há uns 20 anos atrás, ficou muito esquecida, né? inclusive até por alguns governos do próprio Partido dos Trabalhadores, que é o meu partido, né? Sim. Então a gente tenta retomar essa ideia, a gente recebe propostas, seja das secretarias da da própria prefeitura, seja de entidades da sociedade civil. a gente verifica se essas propostas são minimamente condizentes com a com o que tem que ter em termos de respeito ao dinheiro público, documentação dessas entidades, né, quando são feitas por entidades. E a gente e a gente passa essas essas propostas para o nosso site e aí para uma votação popular. Então, no ano passado, a gente teve 60 propostas, 58 delas passaram para essa fase da votação popular. E o nosso acordo no edital, né, era de que na saúde de um lado e nos outros temas de outro lado, né, porque tem que ser metade paraa saúde, metade para outras temáticas, a gente se se comprometeu em que os cinco primeiros colocados na votação popular, tanto na saúde como nas outras áreas, seriam contemplados integralmente nas emendas. Você fez essa votação popular como rede social pel nosso pelo nosso site com cadastro do eleitor, eleitora cidadão de Campinas, né? Tá? Eh, verificando o CPF, verificando o CEP da residência, né? Fizemos um um trabalho muito criterioso para manter a integridade do nosso processo. A gente teve 13.550 votos. Muita gente. Foi muita gente, né? Me elegi com 5.088. Então a gente conseguiu, isso superou muito a as minhas expectativas, as nossas expectativas, né? Gabinete se envolveu muito nesse processo. Eu eu acho que inclusive eu acompanhei algumas eh organizações da sociedade civil que pediam para as pessoas votarem naquele projeto para para que elas fossem contempladas. Examente. Que a ideia de mobilização popular, né? as pessoas eh assim, o dinheiro é público, é público, mas você precisa ter primeiro legitimidade na tua comunidade para ter o direito a obter esse recurso, né? Não pode ser qualquer organização da sociedade civil, tem que ser uma que seja chancelada pelo voto. Essa é a ideia da coisa, né? Sim. Então, foi uma baita experiência. A gente recebia projetos de até R$ 300.000, né? Nesse ano nós mantivemos a ideia, eh, alteramos de um voto só que as pessoas dariam, né, um voto para saúde, um voto para outras áreas, para dois votos paraa saúde e dois votos para outras áreas. Por quê? Porque a gente recebeu muito, muito retorno dizendo assim: "Poxa, eu fui pro teu site a pedido de uma determinada entidade, de um determinado projeto. A hora que eu cheguei lá, eu vi outros tantos tão legais que eu queria votar também, que eu conheço o outro também, não é? E aí a gente falou: "Não, então vamos fazer o seguinte, você pode vir por uma entidade, você vai ter ali o voto mais fechado na num determinado projeto, mas a gente dá oportunidade também para que outros projetos interessantes possam também ser contemplados nessa votação, né? Então assim, a gente fortalece a qualidade e o impacto dos projetos também. E o resultado desse trabalho, até porque quando a gente fala das emendas impositivas, como você mesmo mencionou, vereador, 50% é para saúde. Desses 50%, 60% é para a saúde pública. Isso. E os outros divididos entre as diversas secretarias. No seu caso, como foi feito essa como foi feita a participação pública desses outros 50%? Qual a pasta que mais teve indicação? Olha, a gente teve eh dos cinco primeiros mais votados nas outras temáticas, a gente teve dois projetos de educação ambiental que foram para a Secretaria do Clima, meio Ambiente, Sustentabilidade. A gente teve um projeto e relacionado à política de mulheres, né? Sim. Um projeto eh que visa dar orientação para mulheres pretas na periferia sobre violência sexual, sobre violência doméstica, sobre empreendedorismo, né? Projeto muito interessante, uma espécie de volante, né, para passar pelas eh pelos bairros. A cozinha solidária do São Marcos, né, que vem pela Secretaria de de Desenvolvimento Social. É um trabalho super importante, um veículo, né, para essa para essa comunidade. Eh, tá me faltando um aqui. Tem aqui, olha, projeto escola amigos, amiga da fauna. É o de meio ambiente. De meio [limpando a garganta] ambiente. Conexão hip hop. Conexão hip hop. super legal. A várias posses de hip hop se se articularam de vários cantos da cidade e montaram um projeto em que elas faz vão fazer as suas apresentações e conseguiram recurso, conseguiram se organizar para buscar votos, né? Foi muito legal. Isso vem também pela, vai pela Secretaria de Desenvolvimento Social, a Casa Preta Móvel, que o senhor já mencionou, o veículo da cozinha solidária e também aqui educação ambiental pelo direito à cidade lá no Campo Grande. Olha, toda aquela região da APA do Campo Grande, que é uma área que tá sendo muito invadida, inclusive, né? Sim. Ali tem todo um trabalho da PROESP, que é uma entidade também Sociedade Protetora das Espécies aqui de Campinas, é uma entidade antiga de proteção ambiental que bolou um projeto na no diálogo com as escolas, então de formação de professores, formação dos estudantes. São cinco projetos muito legais e nós tivemos outros com os os recursos remanescentes, que aí nós fomos apoiando, mas aí não destinando a totalidade do que o projeto tinha proposto, né? E aí eu vou destacar, por exemplo, a outra cozinha solidária do Prodica lá da cidade, recebeu recursos no Campo Belemos inclusive programa lá muito. Então, pois é, lá é um trabalho que eu acompanho há muitos anos, né? Então, eles receberam cooperativa do Bassole de Catadoras de materiais recicláveis. Sim. Inclusive nossa reportagem foi finalista do Prêmio Feac justamente falando sobre essa cooperativa. Estamos afinados aí que é lá na região do Bassol super periférica, né? Então aí a gente optou por eh projetos que, né, na sua maioria, por projetos que tinham esse impacto social eh e e no território com muita força, né? Agora, na saúde hoje, inclusive você às vezes usa inclusive a tribuna pontuando algumas coisas que você tem visto em suas visitas, digamos assim, porque gente, além de fazer projetos de lei, cabe aos vereadores também fiscalizar, né, o atendimento e como tá sendo executado o orçamento, além de o serviço prestado pelos órgãos públicos municipais. E o senhor tem ido bastante aos centros de saúde. É, esse é um projeto do nosso mandato. A gente quer visitar os 69 centros de saúde da cidade, além das UPAs, dos CAPs, né? Aí eu quero assim, pelo menos terminando 27, 2027, eu quero já ter visitado todos. É uma visitou quantos? Eu já visitei 17. Bastante, hein? Hoje Hoje fui no CS da Vila Padre Anchieta, vou falar na tribuna mais tarde, né? É assim, é uma forma, mina de conhecer a cidade de uma maneira muito especial, porque a gente visita essa que é a principal, né, entre a saúde e a educação, acho que estão ali entre os dois principais, as duas principais políticas públicas de chegada na população, né? E o centro de saúde ele ele são 69. Eu converso sempre com as equipes dos agentes da comunitários de saúde, né, os agentes do programa Saúde da Família, que tem uma visão extremamente privilegiada do território, dos seus problemas, não só com relação à saúde, mas com relação a a violências, a questões sociais, a conflitos que podem acontecer no território, a identificar um um córrego que não tá eh limpo, a identificar um lugar que deveria ter um ecoponto, se conhecem demais, né? Então, tenho aprendido muito com eles. O que que a gente vê? A gente vê que a capacidade de de entrega da saúde, ela continua a quem, muito a quem daquilo que é o necessário. Ah, as equipes do saúde da família, elas atendem em média eh metade daquilo que poderiam atender. Elas são compostas por metade dos profissionais que deveriam, né? A gente faz um cálculo aí eh obedecendo os organismos internacionais de cerca de 3.000 pessoas. por por eh equipe que é composta por médico, eh enfermeiro, pelo menos três ou quatro técnicos de enfermagem, três ou quatro agentes comunitários. Poderia ter mais uma equipe multiprofissional. Em alguns CSs, né, alguns centros de saúde eu consigo encontrar, em outros não. São equipes que estão muito defasadas, né? Ou seja, não existe a questão, apesar de no papel parecer que todos os postos de saúde são iguais, existe muita diferença na prática. Existe muita diferença na prática. Existem problemas comuns, eles estão ligados mais à pessoal, tá? Eh, mas tem problemas, tem problemas estruturais de centros de saúde, alguns que estão ótimos, né? Eu fui no São Vicente, por exemplo, na semana passada. Eh, ali é um centro de saúde construído há 3 anos. Ele tá maravilhoso, né, em termos estruturais. Hoje no padchet eu já vi vários problemas, né? Problema de uma caixa d'água que não sabe se quando foi a última vez que foi limpa, tá enferrujada por fora, ninguém consegue subir até lá na no alto para fazer a limpeza, porque ela tá com problemas na própria no próprio acesso, né? Então, problemas básicos, estruturais. A vigilância sanitária já foi lá reclamar, né? Então tem eh tem tem regiões da cidade, por exemplo, de novo Campo Belo, né, o Fernanda, o próprio CS Campo Belo, que tem uma falta enorme de de profissionais, porque a população é praticamente 100% sus dependente. Sim. Então é um trabalho que eu tenho feito. Toda semana eu visito pelo menos um, né, pelo menos um centro de saúde e a gente encontra muita coisa. E aí, o que que a gente faz, né? Requerimento de informações, saber o que que tá acontecendo, eh, indicações, o que que a gente entende que a prefeitura tem que fazer urgente contato com os conselheiros locais. Eu gosto sempre de enfatizar isso, né? O conselho de saúde ele é bem ágil, ele é assim, aí também varia um pouco, né? depende da região. A gente tem conselhos que t uma tradição até de muita participação e tem regiões em que a gente precisa, né, precisaria ter uma política de estímulo também. E o que eu tenho batalhado muito é para que os próprios conselhos locais possam sugerir emendas no nosso processo, né? Porque eles mais do que ninguém sabem o que que é necessário e como que a gente pode às vezes numa numa pequena obra eh resolver um problema grave de um centro de saúde, né? A gente tá, a gente tá inclusive nesse período, a Câmara eh está fazendo até por recomendação do Tribunal de Contas uma consulta online, uma consulta pública para que as pessoas possam opinar no orçamento. E essa metodologia de também ouvir a população, mesmo antes da do projeto chegar à casa, você já iniciou para 2027 ou você vai esperar primeiro chegar o projeto da lei orgânica? A gente no com relação às nossas emendas impositivas, né, a gente tem estimulado, nós temos com o edital aberto, ele vai até o dia 31 de agosto, até o dia 31 agost. Quem também quiser opinar para emenda impositiva, pode entrar em contato com o gabinete. Exatamente. Entra no nosso entra no nosso site profagnerromão.com.br/emendasparticipativas, que a gente gosta de chamar, né? Você vai ter o edital todo lá, todas as regras. A gente acabou de fazer a segunda oficina de acolhimento, de preparação, né? Então, quem quisesse mandar um projeto tava com dúvidas, a gente realizou duas oficinas, foi legal também, uma experiência boa, né? Eh, mas é isso, a gente vai ter hoje, né? A gente tem aí quase duas, pouquinho menos de duas semanas para as pessoas poderem, pros grupos, pras entidades, até pro cidadão de CPF, né? sem ligação com nenhuma entidade. Tá acontecendo tal coisa no meu bairro, poderia ter e eu quero apresentar. A gente teve, por exemplo, uma proposta de uma microfloresta eh lá no Guará, né, de um cidadão que fez toda uma ajudou a fazer todo, né, fez toda uma campanha ali e eh conectou a sua emenda à Secretaria de Serviços Públicos, que é responsável pelas microflorestas, né, aqui na cidade. e ele foi e obteve esse esse benefício, né? Acolhe. Então, tudo isso? Sim. A gente acolhe, tenta orientar, né? E e claro, mas é assim, é muito importante que os projetos já venham amarradinhos, né? Porque aí a gente precisa, a nossa influência é zero, né? sobre o sobre o projeto que vem para nós. A gente quer quanto mais eh qualificar, né, a sociedade civil, qualificar também até a própria em várias secretarias que mandaram propostas para nós, né? Eh, os próprios hospitais ligados a aos conveniadas da saúde também. Então, tem sido um processo muito legal. Sim, a gente vai dar saúde para a educação, porque também eh você tem feito visita às escolas municipais. Uhum. Principalmente quando se fala em período integral. Isso. Qual hoje é esse mapeamento que você tem feito e qual é hoje o que você fala? Olha, a escola municipal precisa avançar nesse sentido. Isso não. Sobre educação, eu queria falar dois eixos que eu acho que são muito importantes, tem pautado as nossas ações. Um deles, realmente é o tempo integral. A gente tem feito um trabalho muito sistemático num diálogo com o Ministério Público para garantir que as crianças do chamado AG3, que são as crianças que estão ali na faixa entre 3 a 5 anos, em algumas escolas entre 4 e 5 anos, tenham direito ao ensino em tempo integral também nas escolas da administração direta. Por quê? Porque até até pouco tempo atrás, quando a secretária de educação estabeleceu cinco projetos pilotos, né, nas escolas, nós só tínhamos nas conveniadas a a educação em tempo integral nessa faixa etária, que são as naves mães, é isso? Que são algumas das naves mães, outras são as entidades conveniadas mesmos que que tem a sua própria eh que tem a sua própria sede e recebiam essas crianças apenas nessas escolas. até as naves mães não tinham essa essa possibilidade, né? Então a gente batalhou muito, fizemos um grande trabalho com o Ministério Público para garantir esse direito às crianças. A gente sabe que precisa avançar muito, porque a própria rede tem que se capacitar, a gente tem que ter mais profissionais que possam estar deslocados para essa tarefa. Mas é uma situação muito ruim, porque a gente tem no AG1, que são os os bebês, né? e no AG2, que são exatamente as crianças que estão aí entre 1 e5 e e 3 anos, eh, a praticamente 100% em tempo integral. E aí chega nos 3 4 anos, a família fica pensando assim: "Bom, e aí, né, como é que eu faço? Eu não tenho tempo integral. A criança entra às 7 tem que sair às 11. Não posso deixar sozinho. Isso é as organizações da sociedade civil recebem no contraturno escolar só a partir dos 6 anos, porque antes disso elas não recebem. E aí? Exato. Então, essa é essa é uma das nossas lutas, né? E a outra ação que a gente tem feito bastante é aí dialoga com a nossa comissão das neurodivergências. a gente eh estabeleceu essa, inclusive eh uma das nossas estratégias de mandato, de atuação são as comissões de estudo. É que eu verifico que não é não são muitos parlamentares aqui que atuam com essas comissões de estudo, mas elas possibilitam que a gente, uma vez aprovada a comissão, que a gente estabeleça uma agenda de diálogo com a sociedade. Elas duram entre 90 e 180 dias. São até 180 dias. As comissões de estudo prorrogáveis por mais 180. As nossas, a gente teve que prorrogar as três. A gente fez uma sobre as salas de cinema que resultou num projeto de lei que nós estamos trabalhando muito para provarquinho. Você conta pra gente, já falo, a das neurodivergências e a de resíduos sólidos, inclusive num diálogo forte com as cooperativas, né? Então, a de neurodivergências, ela o nosso desafio era pensar uma política integral, porque a criança neurodivergente, a pessoa neurodivergente, ela não é uma pessoa da saúde ou da educação ou da geração de trabalho. Ela é integral, ela é de todas as áreas e ela precisa de uma atenção especial do poder público em todas as áreas, né? A gente precisa pensar, a pessoa neurodivergente, adulta, que acabou de ter o seu próprio diagnóstico e tá numa situação eh complicada no mercado de trabalho, né? Precisa ter ação para isso. Bom, mas o que bate mais forte são as escolas, porque nós estamos tendo cada vez mais crianças com transtorno do espectro autista, com TDH, com a dislexia, com o TOD, com outras outros transtornos, né? E claro, a gente tem que pensar enquanto sociedade, por que isso tá acontecendo, se isso tem a ver com a alimentação, se tem a ver com o uso do celular indiscriminado, se isso que que é isso, né? Sim. Mas o que nós temos que dar agora é uma resposta. Eu tenho visto um fenômeno, mena, eh, dos conselhos das escolas formados em sua maioria por mães atípicas, né? Por quê? Porque são as mães que vão à luta, entendem que tem que ocupar os espaços de decisão, de participação e cobrar das escolas, cobrar da Secretaria Municipal de Educação uma política decente para filhos que realmente seja inclusiva. eh que a gente possa ter, né, na chamada educação especial, um veio eh de atenção, mas não só, porque eh o professor, a professora que tá na sala de aula, ela tá olhando paraa turma toda. Ela não pode simplesmente terceirizar a sua ação paraa educação especial, né? Ela tem que olhar pra escola toda, a direção tem que olhar pra escola toda, a comunidade tem que olhar pra escola toda. E é um tanto profundo, porque a gente tem que pensar inclusive na formação desses educadores. Será que as universidades elas se prepararam para formar esse profissional também? Porque ele fala: "Poxa, quando a gente entra até numa sala pública, eu lido com 30 crianças ao mesmo tempo? Como eu vou ter essa atenção especial?" Isso exato. Eu sou professora, eu sei que não é fácil. É aí que entra a política pública. Não é fácil. E nós estamos exatamente numa num momento de transição. Eu vejo assim, né? Tanto nós não conseguimos dar dar respostas, né? A escola não consegue dar resposta. O o o presidente Lula no final do ano passado fez estabeleceu um decreto que tenta articular e organizar essa educação realmente inclusiva. Porque não basta colocar lá o cuidador apenas junto com o aluno, né? Não, a gente não sabe qual profissional, de verdade, a gente ainda não sabe qual profissional vai dar conta dessa dessa tarefa, sabe? Desse desafio. Mas eu acho que a gente tá avançando, né? Então, a gente eh eh debateu muito, a gente já tem um produto eh que de um projeto de lei aí relacionado à saúde, a questão do diagnóstico precoce e a montagem de uma equipe multidisciplinar para olhar para essa criança, porque hoje a realidade da saúde que nós não temos praticamente neuro neuro neuropediatras na rede. Nós não temos assim, você encontrar um neurologista, um psiquiatra na rede, é muito raro. É muito raro. Diagnóstico, por exemplo, para para laudar pr para laudar a criança com a com o transtorno do espectro autista, por exemplo, ou com TDH, né? Sim. Hoje tem uma fila grande, enorme, enorme, enorme, inacreditável. Que mais a gente ouviu foram mães, né? especialmente pais também, mas especialmente as mães que não que tem que entrar no privado, custa caro para conseguir ter a oportunidade de fazer a investigação e o diagnóstico e depois o laudo paraas suas crianças, né? E quando a gente, né, quer dizer, os os colegas médicos, né, da saúde que nos orientaram para pensar isso tudo, tudo que a gente discutiu, eles percebem que você não precisa necessariamente de um especialista, de um psiquiatra, eh, ou de um neuropediatra para identificar se a criança já apresenta algum tipo de transtorno que possa em que você possa iniciar um um ali ação sobre aquela criança, né? você po, você tendo uma boa equipe multidisciplinar com fonoaudiólogo, com terapeuta ocupacional, com psicólogo, com um bom médico, né, você pode ter pelo menos essa essa hipótese diagnóstica, como né, a legislação eh comenta, para que a gente possa iniciar o mais rápido possível o tratamento dessa criança, né? Não digo tratamento, mas assim, eh eh eh trazer essa eh dar essa criança as oportunidades de desenvolvimento que ela que ela necessita. Mas aí foi a partir desse cenário que então surgiu essa proposta da política municipal de atenção integral à saúde da pessoa neurodivergente em Campinas. Exatamente. E olha só que legal, a um dos médicos que nos ajudou demais, né, eh, foi o Dr. Paulo Bonilha, eu gosto de falar o nome dele porque, né, ele é uma pessoa extremamente sensível, disposta e a gente tem que dizer, acho que é importante dizer também pra população, não é o parlamentar que da cabeça dele tira, né, baixa ali o Espírito Santo e a gente bola um projeto de lei. Não tem muita conversa, tem muito diálogo, tem muita consulta aos especialistas, tem muito tratamento legislativo. A CAC aqui, que é a nossa comissão de apoio, né, ela nos ajuda muito. Então, mas nessa nessa inclusive lá no padre Ancheta, o Dr. Paulo atua ali, eh, é um lugar diferenciado que conseguiu olhar para essa questão eh a partir da sua equipe multi, né? Mas porque tem ele lá, sim, tem ele que tem essa sensibilidade, mas eh e se for um que não tenha um médico? Isso, por isso que a gente quer que a legislação seja aprovada, que todos tenham a sua oportunidade, independente da região da cidade. E como que tá o andamento desse projeto, vereador? a gente acabou de protocolar, então ele agora deve ir pra Comissão de Constituição e Legalidade e eh depois ser distribuído para as outras comissões. Mas é um projeto que a gente quer muito dialogar com o governo, dialogar com o pessoal da Secretaria Municipal de Saúde pra gente ver aprovado com urgência, né? Porque a gente tá vendo que tempo tá passando, às vezes você tem muita legislação pontual sobre as neurodivergências, mas penso que nenhuma delas tenta atacar o problema de uma maneira mais estrutural, como a gente tá propondo nesse projeto. Sim. E a gente vai acompanhando aqui na TV Câmara Campinas os desdobramentos e a tramitação desse projeto para informar sempre a você. Wagner, você falou há pouco de uma questão que, inclusive a comissão de estudos que discutiu as salas de cinema na nossa cidade, que deu origem ao projeto que institui o sistema setorial do audiovisual chamado Cinecamp. Fala desse resultado da comissão e o que é esse projeto. Uhum. Acho que em primeiro lugar eh acho que todo mundo percebe, né? Aqueles que são campineiros há mais tempo, né? que Campinas perdeu demais, assim como grande parte das grandes metrópoles ou grandes cidades do Brasil, ah, o seu centro que era povoado por cinemas de rua, né? E isso foi desaparecendo à medida que os shopping centers apareceram, as grandes marcas de, né, de de de exibição cinematográfica foram se consolidando os oligopólios ali. E aí nos shoppings, o cinema custa caro, a pipoca custa caro, o refrigerante custa caro, estacionamento custa caro, né? E isso limitou muito o acesso das pessoas ao cinema. Hoje você tem também eh os aplicativos, né, os os streamings de cinema que as pessoas vêm em casa mais sozinhas. Isso você perde a experiência coletiva, né, de ver um filme junto, de sair comentando junto e tal. E aí a gente foi eh abordado pela pela comissão técnica do audiovisual do ligada ao Conselho Municipal de Políticas Culturais, pessoal maravilhoso que f, olha, vereador, a gente precisa de um projeto nessa nesse sentido. Falei, vamos então vamos fazer uma comissão de estudo pra gente entender o que que tá acontecendo, né? fizemos acho que oito reuniões, se eu não me engano, eh, e elaboramos esse projeto que tem como ponto primeiro dizer assim, acho que é importante dizer que Campinas tem uma grande produção audiovisual, né, uma tradição inclusive de produção audiovisual. E o que que a gente quer? Eh, basicamente que a gente possa ter eh um sistema em que nós vamos ter o Miss, o seu da imagem do som como grande articulador, que já é de certo modo, né, a nossa grande referência. Ele acaba sendo um pouco nichado. Isso. Ele não pode. Isso. Ele tem que ser um articulador de uma rede que se amplie para vários equipamentos públicos da cidade que podem receber uma sala de exibição. Eu tive, por exemplo, na escola na seis João Herman, lá no Itajaí. Tem um trabalho fantástico lá feito pelo Cinema na Escola, que é um programa da Secretaria de Educação, tá tá completando 10 anos agora o cinema na escola. Ah, com o dinheiro do do com o dinheiro do conta escola, a direção, né, os professores da comunidade reformou uma sala e montou uma sala de exibição dentro da escola uma grande interação com a comunidade, né? Então, a gente quer que essas experiências se multipliquem e que a gente tenha, acho que isso é uma coisa importante, uma grande sala pública de referência eh internacional de cinema no centro da cidade. O nosso sonho era que o Cine Windson pudesse ser, né, tomar vida novamente, para ser alocado para ser cinema, né? E agora isso não depende do legislativo, isso depende mais da vontade do próprio executivo em fazer uma desapropriação ou então fazer uma compra desse espaço. Eu visitei São Carlos, que mantém sala pública de cinema, fez ali um contrato, fez uma concessão com uma família que faz a exibição de cinemas comerciais e que ao mesmo tempo tem uma um conjunto de ingressos ali, uma quantidade de ingressos que vai ser disponibilizada para escolas, para mostras, né, para momentos em que você vai sair do circuito comercial e vai pro circuito, digamos assim, alternativo, né, ou essas coisas coisas se combinam também, né? Outro dia teve o grande, os grandes sucessos do cinema nacional. Não dá para você dizer que tem uma diferença entre o entre o cinema que de grande bilheteria e o cinema de arte, né? Acho que essa até essa distinção ela é ela é estranha, mas o fato é que eh lá em São Carlos eles mostraram que é possível você ter um cinema público de rua que fortalece a ideia de requalificação do centro, né, de reencontrar da cidade se reencontrar com o seu centro histórico. Então isso tudo faz parte desse desse projeto de lei e a gente tá muito animado. Acho que vai vamos caminhar para para ser aprovado. Vereador, apesar do senhor ser de um partido de oposição, a gente percebe que você tem um importante diálogo também com alguns setores do governo e, por exemplo, no caso da cultura, especificamente, já houve há um posicionamento já da Secretaria de Cultura em relação dessa necessidade que Campinas tem de ter um espaço como esse e uma política como essa? Como que o senhor tem sentido também essa quando o senhor puxa esse tema, como é recebido? nas secretarias, eu acho que tá avançando. A gente dialogou muito com a secretária Alexandra Caprioli nessa nessa comissão de estudos. Acho que ela veio pelo menos umas duas ou três oportunidades. Adriana Barão era uma diretora que tava deslocada para nos acompanhar também. Então, eh, teve uma conexão muito forte. Eu acho que talvez o segredo dessa conexão tenha sido a própria iniciativa da do CTAV, da do da comissão técnica do audiovisual. Porque eh é onde você tem a ponte entre o legislativo, não importa se oposição, base do governo e o executivo. E e ela se dá justamente na participação da sociedade, né, da sociedade civil, dos produtores culturais, das pessoas envolvidas, apaixonadas pelo cinema, né? Quando essas coisas se conectam, é muito difícil que dê errado, né? Porque você tem, né, atores fundamentais trabalhando juntos. Então, eu acho que eh recentemente houve a legislação da Filme Comission aqui de Campinas, né, que justamente essa ideia de você facilitar o acesso de produções eh para o território da cidade, né? Isso facilita que Campinas possa ser cada vez mais um espaço de produção cinematográfica, de produção do audiovisual. E eu acho que agora a gente pode avançar e eu gosto sempre de dizer que isso tá muito conectado a essa ideia de retomada do centro da cidade, né? O centro continua lá, eh, o centro continua vivo, né? Não se trata de, é uma das frentes para essa requalificação de fato. Isso, claro, né? Eu acho que aí eu eu dou, né, assim, dou meu meus aplausos a essa ideia, por exemplo, de usar aquele espaço que era do judiciário, né, o palácio da justiça para se tornar um palácio da cidade, para ser uma espécie de poupatempo municipal ali. Claro, isso é muito importante. O próprio poupaempo que existia ali na Francisco Glico do governo do estado, deveria deveria voltar porque aquilo animava a cidade, né, pelo menos aquela região da cidade. Então eu acho que a gente tem que trabalhar nesse sentido, tem que trabalhar eh para melhoria das da qualidade de vida das pessoas, né, para requalificação desses espaços. Quando tá fazendo direitinho, ótimo, a gente aplaude, a gente contribui e quando não tá, a gente faz a crítica que tem que ser feita. Muito bem, eu agradeço a sua participação e até uma próxima oportunidade, Wagner. Obrigado, Meno. Parabéns aí pelo programa. Ah, eu que agradeço. Olha aqui, na casa do povo, toda semana fala com o vereador ou vereadora, você pode também ter o contato além do site onde o vereador já citou aqui. Você pode também entrar lá no campinas.spsp.lege. Entra na aba institucional vereadores, encontra lá o nome do vereador Wagner Romão, tem lá o e-mail, tem a sala em que fica o gabinete aqui na Câmara Municipal [música] e todos os contatos do parlamentar. A gente fica por aqui. Até um próximo na Casa do Povo. [música] [música] [música]
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