Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Olá, [música] [música] mais um na Casa do Povo no ar, o nosso podcast que toda semana traz aqui um vereador ou vereadora para falar sobre o trabalho na Câmara Municipal de Campinas. Hoje quem conversa com a gente é o vereador Paulo Hadad. Mas antes, como é de pra vou fazer a minha audiodescrição. O meu nome é Mirna Breu. Eu sou mulher negra de pele clara, tenho os cabelos cacheados acima dos ombros com mechas loiras, tem olhos castanhos. Hoje eu estou com uma roupa toda roxa, um vestido que tem uma blusa por cima, o meu fundo, um estúdio todo em preto e uma televisão escrito na Casa do Povo em Azul e branco, que é o logotipo do nosso podcast. Vereador Paulo Hadad, seja bem-vindo. Eu também já o convido a fazer a sua audiodescrição. Bom, eu sou um homem branco, cabelo grisalhos, né? tempo, ele acabou eh tingindo o meu cabelo de grisalho. Eu era, eu era um cabelo castanho, castanho escuro, né? Tem os olhos castanhos também, cabelo curto. É, tá com uma blusa, uma camisa social. Isso. Um tom de manga comprida, num tom cinza, né? Cinza escuro, com algumas alguns detalhes em preto. Sim. nesse estúdio maravilhoso ao lado de uma amiga tão querida paraa minha terceira edição já do na casa do povo em um momento bem importante na Câmara de Campinas. Da última vez que a gente conversou, Paulo, você falou da sua atuação política e da importância de ser o líder de governo. Recentemente, além de ser líder de governo, além de ser presidente da comissão de polí política social e saúde, que é uma das mais importantes também aqui da casa, você teve uma missão que foi presidir o trabalho de uma comissão processante a partir de um requerimento aprovado na Câmara. Foi feito um sorteio e você e vereador Dr. Ianco e Oto Alejandro fizeram parte dessa comissão. Queria que você falasse porque os trabalhos terminaram recentemente de como foi atuar nessa missão tão importante, Mina? é mais uma das atribuições do mandato do vereador. É algo que a gente não comemora, né, enquanto sorteado, mas a gente tem talvez aí uma obrigação dentro do legislativo. Eu acho que a importância, né, de nos debruçarmos e termos aceito, eu, Dr. e também vereador Oto Alejandro, eh, para que a gente possa dar uma resposta à sociedade, de o direito do vereador, no caso vereador Vinho Oliveira, que foi o denunciado pela vereadora Mariana Conte, ter o direito à ampla defesa, direito a contraditório, direito a se justificar dentro da comissão. E e essa comissão, ela teve a felicidade de contar, né, com com todos os servidores da casa que e puderam nos eh ajudar de uma forma toda a estrutura jurídica, enfim, e de processual para que nós pudéssemos eh ter uma condução dessa comissão a contento ou de forma eh a a não incorrer em nenhum tipo de de erro, né, para que não pudesse dar nulidade no final. Então, já fica aqui o meu agradecimento aos procuradores e todos os servidores da casa que eh se envolveram e nos deram suporte para que a para que essa comissão pudesse caminhar. Ela tem prazo de 90 dias. Encerrou-se o período de instrução, foi apresentado o relatório eh pelo vereador Oto Alejandro, que é o relator. Eu sou presidente, né? tive a incumbência de presidir e o vereador Dr. Ian, que é mais um membro da comissão. Essa comissão agora ela eh encaminha esse relatório. O relatório foi aprovado por unanimidade por eh eh acharam por nós achamos por bem acatar a denúncia e e dessa forma deliberamos pela deliberamos pela condenação do do vereador dentro da comissão. Quem quem delibera da perda ou não do mandato é o plenário da Câmara, né? São todos os vereadores que vão poder votar. Esse relatório será encaminhado ao presidente para que ele marque uma sessão extraordinária para que esse relatório seja apresentado e votado pelos vereadores. São 33 vereadores na casa, são 22 votos para que o vereador tenha o seu mandato caado. É muito triste. Eu acho que para nós que somos eleitos, que nós que temos uma representatividade popular, seja com a quantidade de votos que nós tivemos, 3, 4, 5.000, No caso do vereador, 11.000 votos, ele tem uma responsabilidade com a população. É alguém que não pode, de forma alguma incorrer em nenhum tipo de erro, ainda mais dentro de um mandato que ele tenha visibilidade. Hoje ele já não é mais uma pessoa comum, mas ele é um representante do povo. Então, eh essa leitura das pessoas que hoje elas estão no cargo público, elas têm que ter. Sim. Não, não se pode de forma alguma ter nenhum tipo de ação de atitude que venha macular ou veja venha manchar, seja o mandato ou seja alguém que está na administração pública, cometa algum ilícito e aí sim possa ser afastado das suas atribuições. Então agora a decisão será do plenário. Exatamente. O plenário da Câmara é da Câmara, ele é soberano. Se tivermos 22 votos favoráveis à cassação, o vereador perderá o mandato com muita tristeza. que eu falo isso, né? A gente que é pai, a gente que é avô, mas talvez eh eh a vida vai ensinar de alguma forma que nós não podemos de forma alguma, né, incorrer em erros e esses erros todos eles eles serão, se não for agora ali na frente, eles serão apontados e com certeza cobrados. Vereador, outra missão importante que eu citei bem no comecinho, liderança de governo. Inclusive, recentemente, o senhor teve que eh de certa forma ter alguns embates em plenário, quando nós temos projetos polêmicos de autoria do prefeito que vem a essa casa e que muitas vezes nós tivemos inclusive aí muita discussão por parte inclusive da oposição e como fica o seu papel também nesses momentos de tensão, principalmente durante as reuniões ordinárias e até as extraordin Áas. Mirina, tem uma frase que diz o seguinte: Mar Calmo não faz bom marinheiro. Eu vejo, né, todos esses embates ou debates, vamos colocar debates que eu acho que que fica mais palatável, eles são importantes. Então, quando nós temos que debater algum assunto, esgotar alguma pauta, eu vejo com bons olhos. O que a gente não pode é, eventualmente numa discussão mais acalorada partirmos paraa pessoalidade ou algo, ah, o vereador ou a vereadora, eles disseram isso, isso de alguma forma me incomodou como pessoa. Não, eu tenho que eh tentar separar, né, o o Paulo Hadad, homem do Paulo Hadad, líder de governo, né, e vereador, que eu tenho as minhas atribuições. Então, para mim, eh, no começo até talvez pudesse ser um desafio, eu me incomodasse com isso. Não, eu acho que o calor das discussões elas fazem parte e quando a coisa tá tranquila, a gente até estranha. Você é tranquilo, né, Paulo? muito. Eu sempre digo, eu tenho um perfil muito moderado. Se nós não tivermos nenhum tipo de de conduta ou de fala que venha ferir ou que venha de alguma forma desrespeitar a pessoa, eu acho que é normal, né? A o argumento ele é normal, ele se faz necessário. Você pode não concordar comigo, mas você tem que me escutar. E quando um fala, eu acho que o outro tem a obrigação de escutar. quando nós nós não não eh mantemos ou se nós eh não seguirmos essa regra básica enquanto eu tô falando, você eh de alguma forma não está me desrespeitando, não tá deixando com que eu consiga colocar eh eh organizar as minhas ideias e passar isso para você, aí as coisas não não ficam muito muito eh tranquilas de trabalharmos ou da gente poder eh eh dialogar, mas dentro de um de um de de um respeito daquilo que se espera de um de um agente público, de uma pessoa que tá dentro da Câmara para debater ideias, projetos e aí sim tentar, né, argumentar dentro dos seus pontos de vista. Acho que é perfeito, mas o perfil moderado, eu acho que ele ele ele ele consegue ser eh de alguma forma muito mais produtivo do que algo que se radicaliza, se seja na esquerda ou na direita ou indo pro lado pessoal, tudo aquilo que a gente tá mais centrado, aquilo que a gente tem mais equilíbrio emocional de discutir e não radicalizarmos, eu acho que é perfeito. Sim. Agora a outra missão é Comissão de Política Social e Saúde. E a gente sabe que a saúde aqui em Campinas e de forma geral, quando a gente fala em sistema público de saúde, geralmente é um calcanhar de Aquiles para vários governos. queria que o senhor falasse um pouquinho sobre isso aqui na nossa cidade e quando também tem esses questionamentos relacionados à saúde pública. Bom, a saúde ele ele é um tema muito é difícil da gente esgotá-lo, né? Eh, quando não nós não temos dificuldades financeiras, nós temos algumas dificuldades de gestão e assim, né, a história nos mostra, a gente sempre fala que o cobertor ele é curto, né? E alguns gestores ainda falam que para você falar de saúde, você tem que vestir a sandália da humildade. Eu acho que é real, né? Nós não temos a possibilidade de fazer tudo, mas nós temos a possibilidade sempre de melhorar, procurar aquilo que é o objetivo da saúde, que é atender o nosso cidadão, atender o nosso paciente, atender o nosso munícipe. Campinas, ela tem um viés que ela é diferente das outras cidades. Campinas é uma é uma um centro de referência para uma saúde de qualidade, atendimento secundário, atendimento terciário, ou seja, aqueles atendimentos de alta complexidade, né? Uma medicina de alta complexidade. Então, o o os pacientes do nosso entorno, né, da nossa região metropolitana, eles se recorrem à cidade de Campinas. Então, Campinas atende os munícipes, né, os nossos moradores daqui e em torno de 25 a 30% de moradores de outras regiões. Como o SUS é universal, nós não podemos nos negar a fazer esse tipo de atendimento. Então, o paciente que chega de outras cidades, eles têm que ser atendido, né? A gente brinca quando você eh recebe de outra cidade alguém que vem fazer uma compra dentro de um shopping center, a pessoa vem de uma outra cidade da região metropolitana, Valinho, Jundiaí, enfim, né, Vinhedo, ele vai no shopping e gasta dinheiro aqui. Então ele tem todo o direito também de recorrer à saúde pública aqui. Mas é um grande desafio, né? Nós sempre temos aí alguns questionamentos. A gente procura dialogar com o governo municipal, tenho um bom relacionamento com o secretário de saúde, Dr. Laí Zambon. Tem um bom relacionamento com Sérgio Bisonha, que é o presidente da rede Mário Gate. A gente sempre tem alguma demanda, né, para que a gente eh possa ajudar os nossos munícipes dentro daquilo que é ético e daquilo que é legal, né? O vereador tem essa essa cobrança, né? Olha, vereador ou doutor, você poderia me ajudar, né? a gente sempre ajuda e a comissão de saúde, né, com os membros da comissão de saúde, a gente procura eh também trazer isso, né, pras paraas discussões do dia a dia dentro da comissão, nos eh tendo tendo o cuidado, né, de ser de sermos criteriosos quando a apresentação do relatório detalhado do quadrimestre anterior, que é uma prestação de contas, que é uma obrigação saber tudo aquilo que é e eh oferecido em termo de recurso e também em termos de serviços pela Secretaria eh de Saúde, né, e consequentemente administração pública, o nosso prefeito, porque ele é o responsável pela administração da cidade. Algumas ações dentro da comissão de saúde, algumas palestras que a gente procura trazer para cá, né, alguns tipos de tumores. Tivemos recentemente uma palestra sobre linfoma, algo extremamente importante, uma doença insidiosa, ou seja, que quando ela apresenta aí algum sinal, algum sintoma, pode ser, né, que que ela já esteja muito avançada. Falamos de de câncer de bexiga, algo que também não se debate muito. Vamos falar um pouquinho no na nas próximas eh no no próximo mês de câncer de pâncreas, câncer de ovário, né? Ações dentro do outubro rosa, novembro azul, enfim, a comissão trabalha, né, dentro daquilo que é aquilo que é prerrogativa, daquilo que é atribuição dela, procurando trazer coisas importantes, né? não banalizando nenhum tema, claro que não, também deliberando sobre projetos apresentados pelos vereadores, projetos importante, né, na na naquilo que é feito em termos de parecer, né, do relator e também votação dentro da comissão para que a gente possa aprovar, para que esses projetos venham até plenário para serem votados e aprovados. Ainda falando sobre saúde, recentemente o senhor inclusive protocolou um projeto de lei instituindo aqui a política municipal da dignidade da pessoa ostomizada. Paraa informação, a gente tem aqui, ó, no Brasil, de acordo com o movimento ostomizados do Brasil, um contingente de 600.000 pessoas e que entre 2015 e 2014 o SUS realizou mais de 110.000 1 cirurgias de ostomia no país. Por que que é importante dentro desse cenário faz termos uma política municipal que pense nessa qualidade de vida dos ostomizados? Bom, primeiro que a pessoa ela já tem uma uma situação diferente. Ela tem aquela bolsinha que ela carrega, vamos supor que ela tenha feito lá uma cirurgia de intestino, ela tem uma bolsa que é o coletor da do produto final da sua alimentação. Então ela já tem um, talvez uma situação diferente, né, uma qualidade de vida diferente, porque ela tem que fazer uso daquela daquela bolsinha. Isso também muitas vezes honera a família porque não é algo barato. E o sistema público, a Campinas oferece e a gente também tem a leitura de que tem que ser oferecido porque muitas pessoas não conseguem. E isso muitas vezes você cria, né, primeiro pela própria doença da pessoa, que a família toda ela acaba ficando fragilizada. depois a pessoa que que foi vítima daquela patologia. E a gente quer dentro desse desse eh horizonte, né, de possibilidades, dar um pouco mais de dignidade, apresentar isso paraa sociedade, para que as pessoas entendam, né, qual é a realidade. A gente propõe nesse nesse projeto também um atendimento prioritário dentro daquilo que que a legislação preconiza, né, gestantes, idosos, enfim, pessoas com deficiência física. Eu acho que isso traz uma leitura diferente, uma visibilidade diferente e talvez, eu acredito que com toda a certeza, muito mais dignidade, né, a partir do momento que as pessoas conheçam a realidade. E é interessante que como é que você vai eh dentro de um, estamos aí numa fila, como é que você vai provar às vezes uma pessoa jovem que ela é prioritária, né? Então a gente propõe também, né, uma identidade, né, que ela tem lá que ela não tenha que erguer uma blusa e mostrar que tá com a bolsinha, que é olha que situação, muito triste, né, muito muito complexa. Mas enfim, eu acho que são leituras, né? A gente não tem a expertise de saber de tudo, mas muitas dessas pautas chegam até o gabinete e nós enquanto eh vereadores e importante lembrar inclusive que essa sua ligação com a saúde tem tudo a ver também porque você é médico, é cirurgião dentista, então sempre você acaba querendo ou não, se tornando referência para esses temas, né, Paulo? mulher mais carinhoso. Eu acho que e eu passei mais de 30 anos dentro de um hospital, nós conhecemos uma realidade, né, dentro de um de um ambiente hospital que é diferente do nosso dia a dia. Muitas vezes nós tropeçamos, né, no bom sentido, em pessoas que estão ali, né, com certas dificuldades fragilizadas. às vezes é uma palavra de de afeto, de carinho, né, que você possa tá transmitindo um aperto de mão, um sorriso de diferente e que isso com certeza impacta a vida das pessoas. Quanto mais você receber uma demanda, né, você ter a leitura de de que aquilo é importante pra pessoa, você se debruçar ou todo seu staff, né? Eu também quero fazer aqui um agradecimento a toda a minha assessoria, né, dentro do gabinete, que eles têm a leitura daquilo que é importante. Eles conseguem construir um projeto que é um projeto que eu tenho certeza que será importante, que o prefeito eh terá um olhar como médico também, né, carinhoso para que possa ser sancionado e isso possa ser regulamentado dentro da cidade de Campinas e valer como lei. Então acho que esse olhar clínico que a gente fala e olhar carinhoso que nós dever devemos ter e porque nós temos a obrigação, né? O mandato são 4 anos enquanto no mandato, enquanto nós estivermos no mandato, tivermos a possibilidade de sermos úteis, devolver pra sociedade tudo aquilo que a sociedade nos ofereceu em termos de formação acadêmica, em termos de respaldo, hoje respaldo político também, né? que são pessoas que depositam seu voto de confiança para que a gente tenha possibilidade de exercer um mandato. Isso não tem preço, né? É você acreditando em mim, é você indo lá na urna com você mesma e colocando o número do vereador que vai te representar. Então, nada mais justo de que você cobre desse vereador para que ele possa ser eficiente, para que ele tenha a a a leitura daqu daquilo que é importante pra população como um todo. Ainda falando sobre saúde, a gente tem uma outra proposta de sua autoria que trata da política municipal para as mulheres portadoras do Lipedema. Um tema que a gente diria que é um pouco novo, mas que já é encarado como uma situação até de saúde pública. Queria primeiro eh aproveitar seu conhecimento de médico para quem tá em casa assistindo na casa do povo, o que é Lipedema. E nesse sentido, por que que é importante que nós tenhamos essa política aqui em Campinas? Lipedema é um inchaço, seja nas pernas, nos braços, né, em outras regiões do corpo, que ela não é decorrente da gordura. Então, não é que a pessoa está gorda, ela tem um edema, tem um inchaço, né, no tecido adiposo, que isso é uma patologia, isso não é algo fisiológico. Ah, eu a pessoa come muito, então ela tá gordinha, tem a perna mais gordinha, tem o bracinho, não, ela tem uma patologia que isso tem que ser olhado, né, com o olho de quem tem a a o conhecimento, né, que isso possa ser tratado. Então nós também e tivemos a leitura de que isso seria importante, algo que não é muito debatido, não é algo que não é muito conversado, mas que afeta muitas pessoas. Então a realidade é muito triste, né? Às vezes a a pessoa ela tem até uma dificuldade de lidar com a sua própria estética, né? Com o seu a sua autoestima. Então por isso também mais um projeto, né? algo que chegou pra gente e nós tivemos a felicidade de propor aí um projeto. Aqui a gente tem também uma proposta sua que é o dia municipal de alerta ao uso excessivo do álcool, né? Cada vez tem se falado mais essa conscientização sobre o excesso do uso do álcool e as questões que envolvem depois, inclusive lá na na boca do centro de saúde, dos hospitais, os efeitos que o álcool gera na vida das pessoas. É, o álcool é uma droga lícita, né? a gente já tem e hoje nós temos a leitura, como foi com o tabaco, né, lá atrás, eh, campanhas, né, de de não incentivo ao ao tabagismo e as campanhas também do álcool que nós nos debruçamos às vezes, né, e e escutamos a mídia passando. Se for dirigir, não beba, o álcool é prejudicial à saúde. Mas muitas pessoas ainda se eh fazem uso, né, às vezes socialmente ou não, do álcool. Às vezes a claro que a dependência do álcool ela é ela é muito mais impactante. Ela não só a eh fragiliza a família, mas também acaba trazendo malefícios pra pessoa. A pessoa que muitas vezes ingere o álcool, ela pode ter alguns tipos de câncer, por exemplo, câncer de boca, eh câncer de laringe, estômago, né? outras outras eh repercussões, fígado, cirrose hepática, um um câncer de fígado, enfim, é algo que que pode muitas vezes ter, né, um efeito eh muito nocivo pro organismo e também o lado social. Então, se nós pudermos conscientizar os nossos jovens ou mesmo as pessoas que já estão um pouco mais maduras de que é, ele consegue e pode e o uso excessivo do álcool não é bom, né? para ele, muito menos paraa família, que muitas vezes acaba eh sofrendo, né, algumas situações que que o uso do álcool acaba colocando, né, dentro dessa desse lar, né, brigas familiares. Hoje nós falamos muito de feminicídio, quantas e quantas agressões, né, não só verbais, mas também assédio moral, assédio financeiro e, infelizmente, agressões físicas que muitas vezes acabam até na morte da companheira ou muitas delas sobre efeito do álcool, sobre efeito do álcool. Então isso é muito ruim. Então, importante nós fazermos esse contraponto, né, do do do da necessidade de combater o uso excessivo do álcool, não só por um motivo de saúde pública, mas também por tudo aquilo que ele possa causar pras famílias que tem alguém que é dependente do álcool. Já o selo tatu legal é qual o objetivo dessa proposta? Ah, isso é uma coisa bacana também, né? Eh, na minha época de jovenzinho aqui já faz tempo, a tatuagem ela ela era mal vista, né? quem quem quem tinha tatuagem ou tinha lá um estigma de alguma alguma coisa ou era eh presidiário, ex presidiário, enfim. Mas não, isso não vem ao caso. Hoje em dia, [limpando a garganta] a gente vê muita gente com tatuagem, uma mulher que gosta de ter uma tatuagem no pé, uma florzinha, uma borboletinha no punho, outros que gostam de tatuar boa parte do corpo, braço, perna. E qual é a preocupação, eu como como profissional da área de saúde, é que você faça tudo dentro da da regra, né, de assepsia, antissepsia, né, e e não tenha eh nenhum problema, nenhum perigo de nenhuma contaminação, seja por algum vírus ou mesmo um quadro infeccioso que pode ter alguma infecção local por um eh um produto ou mesmo um equipamento que não tá devidamente esterilizado, que você não descartou algo que teria que ser descartável uma descartado, uma agulha, enfim. Então, o tatu legal é para você incentivar, estimular e fazer com que o os bons, né, eles sejam valorizados e seguir a norma de que não pode tatuar também adolescente, né? Porque a gente tem uma lei isso, e que não pode nem colocar piercing, não, só com a a concordância do pai ou de algum responsável, né? Aí sim, mas é importante a gente salientar. Você lembrou bem, não é para tatuar ninguém, né, que não seja maior de idade, não é para colocar pierce, tem que manter todo o critério deepsia, antipscia e esterilização. Não dá para [limpando a garganta] fazer algo que não seja, né, dentro disso. Vocês mesmo, vocês mulheres, quando vocês vão a manicure, né, antigamente não se preocupava muito, mas hoje aquele alicatinho de tirar cutícula, aquela tesoura tem que tá esterilizada, né? Não tem, não tem como ser diferente. Sim. Ainda falando sobre saúde, agora a gente vai mais pra questão da saúde bucal. Nós temos duas propostas suas que é o selo empresa amiga da saúde bucal e o programa Saúde bucal na melhor idade. Fala um pouquinho de cada um deles, Paulo. Um selo é interessante porque você tem ali alguns comércios, alguns algumas clínicas, né, alguns outros estabelecimentos que você tem lá um um número de funcionários, um número de de pessoas que trabalham nesse nesse ambiente, né, dentro dessas empresas. E é importante que que a empresa até pela qualidade da saúde geral do paciente, do ol do paciente do seu funcionário, se preocupe com a saúde bucal, porque a boca ela porta de entrada pro nosso organismo. A cavidade bucal, ela é a maior cavidade aberta pro meio externo. Então a partir da boca a gente recebe tudo, não só alimento, mas também muitas bactérias, vírus, algo que pode comprometer a saúde do organismo como um todo. Então aquela empresa, né, aquele comércio, aquela clínica que se preocupar com a saúde bucal, né, do seu funcionário, eh promovendo algumas ações, sejam palestras, sejam eh algumas eh eh orientações enquanto como se eh fazer uma boa higiene bucal, preocupação, né, com a qualidade da saúde bucal em relação, por exemplo, a prótese, lá tem um uma prótese mal adaptada, uma dentadura, uma ponte tá machucando e a e a e o funcionário não se preocupa com aquela feridinha que tá lá, então talvez numa palestra ele vá se conscientizar. Então, mais de 15 dias isso pode ser uma lesão que pode evoluir para um câncer ou uma infecção, né? um quadro de infecção na gengiva, uma gengivite. A mesma bactéria que tá lá na gengiva, na boca, ela tá correndo no sangue, tá nos indo, né, via eh pelos vasos sanguíneos. Ela vai, por exemplo, coração. Sim. ela pode se e se assestar, ou seja, ficar lá numa das válvulas cardíacas, levar um quadro de endocardite bacteriana, que é uma das uma infecção de uma das membranas do coração. essa endocardí bacteriana, ela pode eventualmente soltar, né, eliminar ou ou fazer com que vários, é, fragmentos daquela infecção vá pro corpo, um quadro de septicemia ou uma infecção generalizada que começou com algo pequeno na boca, mas a pessoa, o paciente ou o profissional não se atve a isso e o quadro ficou um quadro tão exuberante que o paciente que o paciente ou a pessoa acabou indo a óbito. E na na melhor idade, eh, nós temos aí algumas perdas dentárias, diferentemente do que acontece com crianças, ou acontecia lá atrás, criança consumia muito açúcar, né? Então, chiclete, bala e não tinha água floretada, não se tinha essa essa cultura de aplicação tópica de flor. Então, se perdia muito dente por cari. Na melhor idade, numa pessoa de mais idade, você acaba perdendo dente por não por cá, mas muito mais por problemas periodontais. Então você tem uma gengivite, uma periodontite, o dente ele não tem mais aquele suporte ósseo, acaba ficando com mobilidade, você perde um dente íntegro, sem um processo de cá. E também nós temos aí algumas patologias, vamos colocar, por exemplo, um câncer de boca, a pessoa usa, faz uso de tabaco, faz uso de álcool. Então é importante que a gente tenha essa leitura de que é a gente tem que eh passar informações, né, para esse segmento para que eles saibam o que pode acontecer no uso excessivo de álcool, no uso excessivo de tabaco, a não reabilitação oral. Às vezes você tem perdas dentárias que podem levar quadros de dor de cabeça que são por conta de disfunção articular, né? A a boca ela tem uma articulação dupla e essa articulação dupla ela é muito complexa. Às vezes você perde dois, três, quatro dentes ou alguns dentes. Você não tem não só a ação mastigatória adequada, mas aquele equilíbrio, né, da sua mordida. E pode ter dor de cabeça, dor de ouvido, dor nuca, enfim. Já me deparei com pacientes achando que tinha é tumores na cabeça, super preocupado, enfim, achando que não tinha mais o que fazer e era um problema de disfunção de ATM. Sim, nós falamos inclusive agora a pouco sobre essa questão relacionada, por exemplo, à violência contra a mulher e [roncando] você também tem um projeto que trata do programa Reconstruindo Sonhos, quando o objetivo é auxiliar na recuperação da autoestima da mulher. E eu queria que você falasse justamente como que é possível a gente preparar o atendimento público, por exemplo, as equipes nos centros de saúde que tratam da parte da odontologia e dar esse atendimento prioritário às pessoas que, por serem vítimas de algum uma violência, seja ela mulher, criança ou ou até algum adolescente que tem essa prioridade de fazer essa reconstrução, menina já é muito muito triste, fragiliza muito a pessoa, seja mulher, seja eh criança ou adolescente, que foi vítima de agressão, né, ou violência doméstica. Enfim, você imagina a pessoa perder dois, três, quatro dentes da frente e ser atendida num num ambiente comum, né, eh, sem ter um algum profissional qualificado, capacitado, para que possa entender um pouquinho dessa dinâmica da agressão. É claro que nós temos na rede pública, e eu posso atestar isso, profissionais extremamente qualificados, habilitados tecnicamente perfeito no no num processo de devolver o sorriso, reabilitar a pessoa, né? E o quadro pode ser mais exuberante ainda. Vamos supor que a mulher sofreu uma agressão física, né, de uma monta maior, tomou socos, chutes e e teve lá toda a face desfigurada. Sim. Então, pode podem podemos ter aí a necessidade ou pode ter a necessidade ou nos podemos nos deparar com diversas fraturas de face, né, que tenha que não só devolver a parte estética, mas também a parte funcional. Muitas das fraturas elas são eh elas acabam colocando não só levando a uma alteração eh eh estética, mas também funcional, né? Às vezes você tem fraturas de mandíbulas, fraturas de maxila que você não consegue mais articular, você não consegue mais morder, não consegue falar direito. E é o buc maxilo que cuida disso. Bu maxilo que cuida disso. Então nós temos hoje o Mário Gat referência para isso. A PUC também faz atendimento, né, pelo pelo SUS. Tem uma equipe lá, equipe que eu fazia parte, que eu fiquei 30 anos dentro do hospital e atendia de tudo. Mulheres vítimas de ferimento por arma de fogo, tiro no rosto, facada, foice, né? foi assim coisas terríveis de de você não nem imagina nem imagina coisa assim de bem impactante. Então, se você tiver a possibilidade de ter um profissional que vai receber a pessoa, dar uma primeiro um acolhimento, né, para aquilo que ela sofreu em termos de violência, depois conduzir o o o caso ou o quadro de uma forma adequada, tecnicamente, para que ela tenha restabelecido aquela normalidade, né, que ela tinha, seja na oclusão, né, na na parte estética, naquilo que é visível, mas também tudo aquilo que é funcional é perfeito. Então, por isso esse projeto que tem aí como eh eh pano de fundo dá prioridade para as mulheres eh crianças e adolescentes no atendimento, mas um atendimento diferenciado e qualificado, como nós temos, por exemplo, sala lilá, a pessoa vítima de agressão, ela, né, as pessoas têm que se dirigir ao IML para fazer lá o exame de corpo delito. Imagina uma mulher vítima de agressão, fragilizada, né, num junto com outras pessoas que não t com com o caso, é totalmente diferente, ainda tendo que falar o que aconteceu. É muito muito é muito ruim. Eu acho que impacta mais ainda. Então a vergonha, eu acho que é uma vergonha de ter primeiro sofrido uma agressão e depois ter que relatar isso em público. Então talvez eu acho que a a o grande apelo é dar mais privacidade e e uma leitura de que as pessoas tenham que ter um atendimento diferenciado. Mas aí vem alguns desafios quando a gente fala desses projetos. Primeiro é que os seus pares aprovem o projeto na Câmara. Depois que isso se efetive como uma política pública na cidade, como é o trabalho do vereador para fazer com que aquilo se efetive e saia do papel? Bom, primeiro tem que ser um projeto que a a maioria, né, ou os vereadores têm a leitura que que é um é um projeto ou de que seja um projeto importante. Eh, a partir daí nós temos as votações do projeto, né, primeira, segunda votação, legalidade e mérito. Nós não podemos primeiro eh sairmos daquilo que é prerrogativa do vereador. Então o projeto não pode inserir nenhum tipo de gasto pro executivo, incedir em gasto pro executivo. Então se eu tiver que propor um projeto, ele o o governo municipal não pode gastar com esse projeto. Então o vereador ele é limitado quanto a isso. em nós se em se cumprindo essa etapa de não ter vício de iniciativa, a gente vota a a o mérito do projeto. Isso é algo bacana, porque a leitura dos vereadores ela ela é muito importante. Independente de nós termos um bom relacionamento com os vereadores, sejam vereadores da oposição ou da base, é importante que eles também eh se identifique com o projeto. Em o projeto sendo aprovado nas duas votações, vai paraa sanção do prefeito. O prefeito tem que ter a leitura também de que isso é importante, né? Não só porque o vereador apontou que é importante, mas porque ele também acha que é importante. E aí tem toda a regulamentação do projeto e aí passa por um outro decreto, pelas diversas secretarias e toda a estrutura para que esse projeto seja colocado como uma eh algo que faz parte da daquele escopo, daquele rall de projetos que são importantes pra saúde pública do nosso cidadão. Então são várias etapas a serem vencidas. Não é fácil. A gente vê muitos projetos que são aprovados, muitas vezes eles são sancionados, mas não são regulamentados. Então nós temos aí uma gama de projetos, né, que infelizmente muitas vezes são até projetos bons, mas eles acabam parando nas secretarias e não tem a regulamentação que se faz necessário para que ele possa ser colocado em prática. Eu vou até usar um exemplo, se você me permite. A gente tinha uma lei aqui na cidade que falava do banco de ração. Isso. E a gente teve essa lei, é uma lei já um pouco antiga e você teve que fazer uma adaptação, uma readequação, na verdade, a essa lei para que ela pudesse, enfim, ser regulamentada, que é a questão de poder receber, por exemplo, a doação de empresas e de outros locais que pudessem para que a prefeitura não tivesse o custo de comprar a ração. Exatamente. Então nós votamos primeiro, eh, a gente acabou vendo que seria um projeto importante e no momento muito difícil, né, momento da pandemia, muitas famílias não tinham sequer como colocar comida na mesa, né? Alguns perderam emprego, outros não e a a não não tinham eh como honrar os seus compromissos, sejam em termos de aluguel, enfim, de até de colocar comida na mesa. E a gente entendeu que seria importante também os pets, né, eles terem o seu aporte de alimentos e também de até porque nós temos tantos protetores independentes que foram muito afetados naquele período, inclusive. Com certeza tem, eu falo assim, às vezes a pessoa tem um cachorro, um gato, mas e aqueles que os protetores, né, que tem tr a gente sabe do amor, do carinho. Sim. a importância dos protetores, eles são muito importantes, as ONGs, mas o o o projeto em si, ele eh nessa ordem contemplava as famílias em situação de vulnerabilidade, depois os protetores independentes e depois as ONGs, que as ONGs muitas vezes elas têm aí alguma parceria que elas acabam recebendo, né, alguns insumos, né, alimentos, eh, utensílios, enfim. Mas foi no momento de de que a população tava muito fragilizada e necessitada e eh esse projeto necessitou, como você bem disse, de uma readequação. Então ele voltou pra Câmara porque a gente teria, a prefeitura teria que fazer um aporte financeiro e não era isso que a gente queria. a gente queria dar dar a possibilidade da da prefeitura ter mais essa ferramenta, mais esse instrumento, né, para oferecer algo paraa população. E quando da modificação, nós tivemos a possibilidade de receber um recurso, por exemplo, do deputado Dirceu Dalbem, que ele nos contemplou com R$ 200.000. Eu, das minhas emendas impositivas, eu destinei quase R 1 milhão deais. Então, nos dois anos que a gente acabou deando recurso, então foi isso isso foi muito importante. É claro que existe um regramo, né? Ninguém fica dando o tempo todo para todo mundo, né? Eu acho que é importante no momento de dificuldade você atender, você ser eh eh você ser aquela pessoa, aquele facilitador como era, como é o objetivo do banco de ração, né? Não é a de eterno, mas naqueles três meses que a pessoa tá com dificuldade ela receber aquele aporte de comida, uma casinha pro seu cachorro, pro seu gato, um brinquedinho, eu acho que essa foi a leitura que nós tivemos e você bem disse. Então, para regulamentar, eu foi a secretaria do verde que fez isso. foram várias e várias e várias e várias, para não repetir mais várias reuniões com o secretário até que as coisas se fizessem e eh eh dar certo ou que a coisa e se resolvesse, porque havia muito empecílio, né? As coisas elas não não caminhavam da forma que com a velocidade que a gente queria. E hoje caminha muito bem esse projeto. Esse projeto não, a lei é uma lei, né? Hoje é uma lei, é uma lei lei de todo mundo, né? Não é uma lei minha. Paulo, muito obrigada por estar aqui novamente com a gente aqui no na Casa do Povo e claro, eu já faço o convite para uma quarta visita aqui no nosso estúdio. Mir, sempre muito gostoso, sempre muito agradável, né? Primeiro que você conduz de forma muito profissional, né? E com toda a leveza que uma boa conversa merece. Então, parabéns pela sua pelo seu profissionalismo, né, pela sua simpatia. Segundo, falar com a população é muito gostoso, né? Essa prestação de contas, ela é obrigatória. A gente tem que, né, sempre nos reportarmos a nossa população falando um pouco do mandato, até porque, eh, alguns vereadores eles têm uma exposição maior em redes sociais e as pessoas acabam sabendo. nem tanto, mas eu acredito que esse essa forma de se conduzir uma uma conversa, né, essa na casa do povo, a Câmara Municipal através de todo de todo o seu staff, dos seus eh funcionários, servidores e os vereadores prestando conta do seu mandato, é algo muito importante que nós temos que fazer e já fica aqui o meu compromisso. Ii na quarta, na quinta, na sexta vez que foi convidado, se Deus quiser, com muita alegria, né, e com a felicidade de poder participar de algo tão gostoso, tão bacana e tão impactante, não só na vida do vereador, mas também na nossa população. Muito obrigada. Então a gente encerra o na Casa do Povo de Hoje, lembrando que essa e outras entrevistas, inclusive com a participação do vereador Paulo Hadad, falando de como entrou na política, o que fazia antes, quando ele foi médico, quando ele atuou, né, inclusive ele atua ainda no consultório, né, como cirurgião dentista, ele fala sobre tudo isso. Você vai lá no youtube.com/tvcâmaracampinas, entra na playlist do Na Casa do Povo e procura todas essas participações. [música] A gente fica por aqui. Até um próximo na Casa do Povo. เฮ [música] [música] เฮ