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[música] Olá, pessoal. Mais um na Casa do Povo no ar, o podcast da Câmara Municipal de Campinas, que toda semana conversa com o vereador ou vereador aqui do legislativo da nossa cidade. Hoje quem está com a gente é o vereador Carlinhos Camelô, ele que vai conversar um pouco mais sobre a sua atuação. E como é de praste, logo na abertura eu vou fazer a minha audiodescrição e também convidar o vereador para fazer a dele. O meu nome é Mirna Breu. Eu sou mulher negra de pele clara, tenho os cabelos cacheados na altura dos ombros com mechas loiras. Hoje eu estou com vestido azul marinho, ele é comprido, ele sem alça. E aqui no fundo eu tenho o estúdio do nosso podcast, todo em preto, um televisor em azul e branco aqui na tela escrito na casa de do povo, que é o logotipo do nosso podcast. Vereador, seja bem-vindo novamente. Eu já o convido a fazer a sua audiodescrição. Menina, uma boa tarde. A boa tarde a todos que estão nos assistindo. Eh, fazer minha audiodescrição. Sou moreno, tenho 1,86 m ou menos. Cabelos pretos com alguns brancos, barba também grisalha. Estou vestindo aqui um terno azul com a camisa branca e também estou no estúdio, como você já descreveu, vereador, pelo segundo BN, o senhor tá aí à frente de uma comissão, né, permanente, a de finanças e orçamento. Eu queria que o senhor falasse inclusive sobre as atribuições dessa comissão que sempre quando a gente tem, a gente lembra dela sempre quando fala em dinheiro, né, quando fala em projetos relacionados à finanças, tanto da prefeitura quanto da casa. e também ela quem comanda audiências públicas de prestação de contas e algumas outras. Queria que o senhor falasse desse trabalho à frente dessa comissão. Mirn, eh, como você disse, a gente já esteve à frente dessa comissão. Foi um desafio muito grande. É uma comissão que ela atribui muito tempo da gente, porque, como você disse, são várias audiências públicas, eh, as contas dos prefeitos que passam pela gente aqui e também os projetos que precisa ser analisados aqui pela comissão de finanças. Então, foi um desafio muito grande. É uma comissão que eu aprendi a trabalhar com ela e nesse ano aqui a gente também preteou ficar com ela. Estamos com ela novamente aí para fazer o trabalho eh da população, que todos os projetos que passa pela Comissão de Finanças, a gente procura ter serenidade e eh dar o parecer o mais rápido possível para que ele possa ir ao plenário para ser avaliado pelos vereadores. Vereadora, às vezes as pessoas vem aqui fala: "Ah, eu trouxe vários projetos e que a gente vai conversar sobre, mas muita coisa a gente deixa lá pro programa em pauta. Enquanto isso, o senhor teve recentemente uma missão muito importante. Eu digo que até uma missão que o senhor teve que se desdobrar sobre ela, que é como corregedor da casa, o senhor teve que inclusive analisar aí um caso em relação a um colega parlamentar. Eu queria que o senhor falasse um pouquinho dessa importância do cargo de corregedor, dessa responsabilidade e, né, nesse caso específico da sua atuação. Mirar, a corregidoria, eu falo que foi assim uma experiência que nós pegamos, um desafio também que nós pegamos aqui nessa casa. É uma questão que você tem que ter um olhar crítico, político e também jurídico. Então são três olhares que você tem que tá um andando através próximo do outro. E quando chega que os a denúncias na corregedoria existem critérios. A pessoa, primeiramente, ela tem que fazer a denúncia, ela tem que ser eleitor de Campinas, ela tem que colocar como eleitora, ela tem que fazer como pessoa física. Então tem vários critérios. Se a denúncia vem pra gente através dos critérios que são aí colocados, nós somamos eh obrigados a a colher a denúncia e também dar resposta à população. Então, tivemos vários outros casos, sem ser o do Oto Alejandro aí, eh, vários outros casos que passou pela minha corregedoria. Uns foram arquivados, outros nós chamamos os vereadores para também ouvir os dois lados, que a pessoa tem o direito à ampla defesa, né, o contraditório. Então essas pessoas passam pra gente, é ouvida também e aí a gente tira um relato. E o doente, que foi uma questão que a gente fala assim, além de jurídica, a gente também teve um voto político porque foi retirado a denúncia contra ele, não existiu a denúncia mais, mas a casa ela precisa dar uma resposta pra população. Então, foi nesse nesse momento que a gente agiu juridicamente e politicamente para que a a a casa não fosse aí a instituição não fosse aí eh como que eu falo para você assim, deixar em branco. Então essa foi, acho que a primeira vez na história aqui da Câmara Municipal de Campinas. É um enfrentamento de toda forma, né, vereador, um vereador foi afastado por esse período por 45 dias. Eu acho que foi a primeira vez que aconteceu na Câmara Municipal de Campinas. Sim. É uma missão bem de enfrentamento, encorajamento, né? Sim, sim. E a gente tem que pautar as questões que chegam com responsabilidade também e dar resposta à altura. Vereador, eu vou começar pelo aquilo que a gente mais conhece, o nome do vereador Carlinhos Camilô. O senhor que está aí amplamente envolvido nessa questão da revitalização do centro, sempre mostrou preocupação com isso. Quem hoje passa pelo centro ainda sente muito o que tá acontecendo na nossa cidade, especialmente ali na região bem do 3 de maio, Campos Salos e tudo mais. Eu queria que o senhor falasse um pouquinho hoje da sua percepção a respeito disso. A gente teve recentemente, inclusive, aprovação de um projeto de lei que eh prorroga aquele período para que as pessoas peçam alguma isenção, algum benefício para também pensar nos eh imóveis que estão na região central. como que o senhor vê toda essa movimentação para que a gente possa, enfim, eh, digamos que talvez não resolver, mas encontrar um primeiro caminho para revitalizar de fato tantos, tanto economicamente quanto ao fato de se transitar pela região central da nossa cidade. Mina, esse é um desafio muito grande que eu você sabe, você é testemunha nisso, o tanto que eu luto pelo centro da cidade. Fizemos várias intervenções, intervenções assim que melhorou. Fizemos ali a revitalização da Griceré, revitalização da Campo Sales, da José Paulino, a João Jorge, a senador Saraiva. Fizemos toda a iluminação, começamos pelo centro, todas as luzes de LED. 13 de maio, eh, foi colocada as leis aqui da questão do dos ferros velhos para não ter no centro da cidade, que isso ajudou muito, tava tendo muito roubo no centro da cidade e agora nós estamos pedindo pro prefeito para que a gente se empenhe mais. Essa lei foi criada aqui na questão do retofit. Tivemos também essas isenções que estão sendo dadas aí às pessoas, aos prédios que estão abandonados para que as pessoas reformem e fiquem um tempo, um período sem pagar o IPTU. Então são várias ações que a gente vem fazendo para o centro para que o centro volte a ser aquele centro frequentado por muitas pessoas. Eu sempre falo que eu tô no centro há muito tempo. O centro a gente via de sábado, Mirna, descer famílias Sim para passear no centro da cidade, para dar volta no centro, para ir nas lojas, para comer um lanche, ficar ali. Hoje a gente não se vê mais isso. Então, claro que tem nes fatores, os fatores é internet, eh, que que acontece? Os bairros abriram lojas nos bairros o que a pessoa achava só no centro da cidade ou até mesmo ali no Camelu. Hoje ele acha em todos os bairros da cidade de Campinas. Então muitas coisas mudaram nesse período. É, o centro sempre foi visto como uma área comercial. Hoje, o senhor acredita que incentivar o comércio é uma saída, apesar de a gente ter hoje eh internet, muito shoppings na cidade, ou a gente incentivar a moradia no centro pode ser uma alternativa. Eu sou a favor da moradia no centro da cidade. Eu acho que nós deveríamos aí pregar esses prédios que estão abandonados, transformar em moradia popular para que as pessoas comecem a vir pro centro e que o centro se torne um bairro como qualquer outro que tenha vida noturna para que as pessoas possam descer, andar no centro, ir numa lanchonete, poder ali no McDonald's, poder ir na Glicério, poder no Largo do Pará, andar com tranquilidade no centro. É esse o centro que eu espero, é esse o centro que a gente vem lutando para que aconteça. Nesse contexto, a gente já inclusive conversou outras vezes na Casa do Povo e até em outras reportagens a respeito da questão do shopping popular, que é algo que o senhor luta desde que precisava conseguir a área e tudo mais, desde quando teve aquela negociação com a questão porque era uma área federal. Hoje como está essa questão, vereador? Uma novela, né, Mirna? Para você ver aí o tempo que você 2014 foi isso. 2014 nós vamos lutando. Nós tivemos aí grandes impasses com CONDEPAC. Eu sempre falo para você, nós fizemos três projetos até chegar num que adequava a questão ao CONDEPAC. Isso passou aí 6 anos. Nós tivemos aí eh questões jurídicas que agora que nós acertamos tudo e conseguimos colocar de pé o projeto e íamos dar entrada na questão do DU. Veio uma outra novidade que o trem intercidades, que é o TIC trem, ele vai ter uma estação ali próxima a essa área do nosso do Camelô. Ele acabou usando um espaço da gente de 4700 m. Então vai ter que refazer isso novamente. Nós vamos ter que refazer o projeto novamente. Mas aí a prefeitura que tem que refazer ou o projeto? nós nós eh nós estamos esperando eles mandarem aí a área eh determinada que eles vão usar todinho para que a gente tenha ela aí documentada pra gente poder fazer o novo projeto. Isso vai diminuir alguns box, vai mexer em toda estrutura e vamos ter que fazer o projet no número de box ou os box vão ser menores? Que que vocês já pensaram como número de box? Número de box. E os outros que vão ter que sair da área central, como que eles vão fazer isso? Sim, Mirna. Quando nós falamos em arrancar os camelos ali do centro da cidade, a gente já previa que existia um espaço pra gente colocar as pessoas que estão ali no centro da cidade, que sempre reividicou um espaço para trabalhar. Então, foi colocado uns box a mais para que essas pessoas entrem no shopping junto com a gente. Então, vai ser diminuído esses espaços para aquelas pessoas. Prioridade para quem já está. aquelas que já estão. Então, quer dizer, a gente tem aí o trem ter intercidades, tem um tem um um período que eles falam em quantos anos, vereador? Olha, eh, na última reunião que eu tive presente com os prefeitos das regiões metropolitanas, que inclusive foi ali no palácio da cidade, eles falaram aí em 202. Sim. E é nesse período também que tal a ideia é que o shopping comece junto com esse projeto ou tem que vir depois? Não, a ideia é que nós entregamos o shopping antes da do do Ticket Trem, antes. Então, antes era eh porque assim, pós aprovação, a empresa que vai fazer, ela pediu 2 anos para ser implantado o o shopping popular. Então, eh, dependendo da questão da aprovação, nós temos dois anos aí, pode ser que a gente eh termine antes. Sim. E nesse período antes, esse ano ainda que vocês conseguem adequar o projeto para com essa redução diária? Mirna, estamos fazendo de tudo para que isso aconteça. Por quê? Porque já foi indas e vindas, já foi muito dinheiro que foi colocado nesse nesse nessa questão do shopping popular. Sim, são três projetos que foram desenhados e nenhum deles aprovado. O quarto projeto que foi aprovado e agora nós vamos ter que diminuir e pagar novamente para fazer um outro projeto. Então, eh, numa crise que nós estamos vivendo ali no centro da cidade, a gente tem uma dificuldade, mas esperamos que esse ano, esse ano aqui a gente consiga, eh, realmente colocar aí esse projeto aprovado para que o ano que vem nós começa a construção, começamos a construção. Ainda dentro dessa questão de fomentar a renda, vereador, o senhor protocolou recentemente um projeto que trata de normas para o uso de praças para a realização de eventos e feiras livres. O que é isso exatamente, Mirand? Na realidade, esse projeto ele visa assim, nós temos aí um tempo atrás o Ministério Público determinou que não fosse eh aprovado nem o equipamento em espaço público, como praça, isso aí, mas nós sabemos aí que foi um problema do amarelinho, que você lembra que saiu amarelinho, tem ali também no Ventura Mal e foi determinado que nenhum local seja colocado mais. Então a gente tá colocando uma lei para que hoje, Mirna, só eu aqui numa região, a gente eh construiu aí através do executivo, foi construído através de emendas parlamentares, o executivo fez pra gente aí foi oito ou nove praças. Só que essas praças ela precisa ter um equipamento nela. Sabe para quê? Para atender a população. Se você vai uma família lá num espaço dessa numa praça, não tem umosque para vender uma água, não tem um refrigerante, não tem um sorvete, não tem nada. Mas aí esse quiosque, essa pessoa, se for possível, seria o quê? Um permissionário da prefeitura. Não é particular, não é? É feito chamamento público. Chamamento público não é direcionado. A pessoa ali é feito um chamamento público. Olha, nós temos cinco praças, vai colocar 20 equipamentos, faz um chamamento. Todos iguais, padronizados. Todos têm o direito de concorrer ao chamamento. Quem ganhar vai lá e coloca o seu equipamento. O que nós queremos, o que o projeto visa é atender a população. Porque hoje nós temos aqui, ó, na no pissarrão mesmo, fizemos uma linda praça. A prefeitura fez uma linda praça através de uma indicação minha ali. Só que não tem um local que vende uma água de coco, não tem nada, não tem uma torneira, não tem nada na praça para atender ali a população. Então, às vezes as pessoas vão com a família e não tem nada para fazer ali. Não tem um refrigerante, não tem uma água, não tem nada. Sim. Então isso dificulta um pouco. Acho que se tivesse, eu acho que a praça daria um pouco mais de vida, as pessoas ficariam frequentaria mais com mais estrutura para que essas parastas pudessem ser frequentadas e também, por outro lado, fomentando a economia, fomentando a economia e dando oportunidade a essas pessoas que precisam eh montar o o o seu comércio, microempreendedor. Vereador, nós estamos aí numa terceira edição das emendas impositivas, correto? Queria que o senhor falasse um pouquinho desde essa primeira que nós tivemos lá em 2023 até agora, como que o senhor vê essa evolução dessa ferramenta legislativa? Mina, é assim, ó. Eu vejo com bons olhos, nós tivemos uma grande dificuldade no primeiro ano até mesmo de implantar, porque era coisa nova. Então, as secretarias tinham uma dificuldade, nós aí tivemos várias emendas inexequíveis que voltaram pra gente refazer ela. Então isso foi um desafio que agora no terceiro ano a gente aprendeu a lidar com elas. Mais maduros, né? Mais maduros. Eh, mas eh eu vejo positivo porê, menina, nós somos 33 vereadores. Na realidade quem olha paraa população, quem tá lá na ponta são os vereadores e os vereadores que trazem o problema ao prefeito, ao executivo. Então, os vereadores vê a realidade e os problemas reais. Eu mesmo teve postos de saúdes aqui na na região, nós destinamos emenda para todos eles, seja para uma reforma, seja para trocar um equipamento, seja para isso. Então isso é importante os vereadores. E essa demanda chega como o conselho de saúde que fala com vocês, com que através do conselho de saúde, através da coordenadora do posto de saúde, até mesmo a população. Quando a população nos procura, fala: "Ah, o posto tá passando por uma dificuldade, tá assim, assim". a gente vai até o posto de saúde, acaba conversando com a coordenadora e mandamos o posto de saúde para fazer essas reformas. Então, vários postos daqui da região e fora da nossa região também foram aí reformados através de emendas impositivas. E essa outra que a gente é metade pro pra saúde, a outra metade a gente divide pras outras secretarias. A gente mandou vários para serviço público, onde aqui numa região aqui só aqui acho que nós eh reformamos e revitalizamos mais ou menos umas oito ou nove praças que estavam aí degradadas, eh com dificuldade e foi revitalizada através dessas emendas. Mandamos paraa cultura, mandamos também paraa segurança pública, para implantação de câmaras, mandamos para pra n secretaria, mandamos também para para desenvolvimento econômico. São feito esses shows às vezes aí de Páscoa ou de final de ano, de Natal. Isso é pela cultura ou pelo desenvolvimento? Desenvolvimento. Desenvolvimento econômico. Então, o que que acontece? Isso também, Mirna, parece assim uma coisa, muitas pessoas às vezes, muitas gostam, muitas às vezes fazem críticas em cima disso. Ah, mas tanta coisa acontecendo, vão fazer show. Mas o show é importante, sabe? Por quê? As pessoas estão cansadas, estão com muitos problemas. Às vezes um show, aquilo ali reúne a família. Se você vê ali um show que nós fizemos no Esmeraldina, reunimos mais de 2.000 pessoas. Você olhava para as crianças, os olhos todos brilhando, a família toda ali junta, as pessoas se reencontrando, muitas pessoas que há muito tempo não se via se reencontra num evento desse. Então é muito legal, é cultura, faz parte da nossa cidade, faz parte a gente ter esses esses shows. Um outro nicho que eu vejo que o senhor tem trabalhado bastante é a questão da terceira idade, né? lá atrás, eu lembro que a primeira discussão que a gente teve aqui na Câmara, uma das primeiras, hoje não tem mais esse nome, mas era a creche do idoso. Começou com a creche, né, que hoje a gente sabe que é aí esse centro a gente já tem algumas unidades, centro dia, centro dia e que inclusive vocês falam que precisa demais nas regiões da cidade. Depois o senhor também falou da questão do do digital pra pessoa idosa e agora mais recentemente a política municipal de prevenção a seguir em idosos. O que que é esse projeto, essa proposta quando pensa nessa questão da saúde? Primeiramente, ô Mirna, a gente tem que pensar e olhando pro futuro. Todas as pessoas envelhecem, as pessoas vão ficando idosas e nós temos que ter programa para atender essas pessoas. Quando nós falamos aqui, vamos começar com a questão da cegueira. Quando nós falamos são coisas preventivas e nós fizemos o projeto através do projeto pra gente fazer uma prevenção, que nós fizemos uma prevenção aqui, ela vai proteger a pessoa lá na frente, que muitas pessoas não têm essa visão. Então o que que acontece? Através da prevenção, a gente consegue inibir muitas coisas lá no no final. a questão do centro dia, que começamos com a creche do idoso lá atrás, nós queríamos um atendimento aonde as pessoas pudessem levar o idoso, realmente, porque hoje se você percebe, tem muitas pessoas que precisam, precisa trabalhar e não tem com quem deixar. Se ele coloca numa casa de recuperação, é muito caro. Às vezes ele trabalha só para pagar a casa de recuperação e o tratamento não é igual. E quando foi implantado o centro dia, nós v nós nós chegou a a ver e comparar realmente ali como que isso é legal. Eu fui lá várias vezes, as pessoas hoje a gente tem aquele nocaraí, é isso? Tem no eh ou tem mais não é no Jardim do Lago dois ali. Continuação. Hoje você vai visitar lá, as pessoas não querem ir para casa. ela não vê a hora de amanhecer o dia para ela ir para esse centro dia. Então isso faz faz muita diferença e nós queríamos lutar para colocar, implantar em outros locais porque nós sabemos que é pou a demanda é grande, nós temos poucas vagas, então através dessa implantação em vários outros lugares, acaba atendendo a nossa população, entendeu? Acho que é isso, vereador. Uma questão que a gente volta, entregas noturnas com veículos elétricos, tem alguma coisa específica acontecendo que precisa ser normatizado esse tipo de trabalho na cidade? Sim, Mirna, a gente tem um um projeto até mesmo de fazer implantação desses postos eh de abastecimento em praças que aprovamos aqui nessa casa. Que que acontece? As pessoas hoje, eu vou citar aqui eh dois, três locais. Nós pegamos o Spark, entendeu? Ali nós sabemos que muitas pessoas têm um poder aquisitivo maior que precisa fazer esse abastecimento, mas o posto ele só tem no Taquaral. Então nós abrimos esse projeto de lei para que essas pessoas implantem aonde achar necessário, onde tem a demanda. Conforme vai surgindo a demanda, essas pessoas vão colocando esses postos, porque nós sabemos, sabemos que é o futuro, entendeu? A questão desses postos de abastecimento, motos elétrica, carro elétrico, é o futuro. Então, provavelmente daqui um tempo nós vamos ter que aumentar a demanda de postos na cidade. E às vezes muitos numa praça que a pessoa ela pode parar ali naquela pracinha, ficar ali usando, que nem eu falei, tomar um refrigerante, fazer alguma coisa ali. Enquanto isso o carro tá abastecendo, tá sendo recarregado. Abendo. Sim. Vereador, nessa missão de est tanto tempo aqui na Câmara Municipal de Campinas, hoje tendo como, né, esse mote muito mais essa questão do centro da cidade, essa preocupação que o senhor fala que envolve n coisas, moradia, comércio, eh trânsito e muito mais, como que o senhor avalia inclusive essa importância? A gente tem ali o palácio da cidade, eh, também ali que é para funcionar. A gente tinha algumas ações, mas ainda timidamente a população passa aos poucos a participar da vida, daquele espaço. Como que o senhor acredita que a gente vai poder pensar num numa cidade melhor nesse contexto? Desde quando o senhor era lá atrás, que andava ali na 13 de maio, subia ali, como que? Lembro que quando eu entrevistava o senhor no começo falava assim: "A gente esperava, olha que situação, esperava o comércio fechar para poder trabalhar e hoje tem uma, tem tantas mudanças para melhor e o que pode melhorar mais nesse sentido, menina, é como você disse, antigamente quando eu tava lá, às vezes a gente esperava o comércio fechar para poder trabalhar, para você ver o movimento que tinha ali no centro da cidade. E hoje as coisas se inverteram. O movimento aí vem com também com muitas questões. Nós tivemos aí a descentralizações, né, que foi aquela modelação, a as pessoas desciam no terminal, só no terminal central e depois veio o projeto Rotulá, o projeto Rota ele descentralizou muitos, muitas linhas de ônibus, acabou as pessoas, isso é bom porque atende várias demandas em vários locais, porque um exemplo, ah, na senador Sará, acaba atendendo a demanda das pessoas que estão na Senador Saráva, Campo Sales, vamos pôr ali a Morais Sales, então as demandas elas acabam eh eh eh eh movimentando o centro da cidade. O que nós esperamos pro centro da cidade, lutamos e não perco a esperança de ver um centro novamente movimentado dessa forma, mas através de trazer moradia, que nem foi um grande avanço nós colocarmos ali a implantação desse palácio da cidade. Por quê? porque vai vir vários eh serviços nesse palácio da cidade que vai funcionar como se fosse um pouco a tempo. Pessoa precisa de um serviço eh do CEPAT, ela vai lá através de um emprego, ela precisa da CPFL, ela vai ter ali, ela precisa da SANASA, ela vai ter ali, ela precisa de um atendimento, ela vai ter ali todo nesse local. Seria viável a gente ter um popo a tempo de fato no centro? Sim. Eh, quando o Popatempo fechou na Griéo, nós tivemos uma conversa com o superintendente, inclusive, Mirna, nós fizemos uma proposta de deixar um espaço no shopping popular para ser implantado um mini popatempo. Sim. E nós recebemos ali uma notícia que o poupaempo hoje ele não precisa de um espaço físico grande, ele precisa de um espaço menor com menos com menos pessoas e hoje é tudo digitalizado, certo? Então a modernização chegou, então às vezes ele não precisa de um espaço tão grande para fazer o trabalho que eles necessitam de fazer paraa população. Então eu falo assim que hoje até mesmo se o Popatempo voltasse no centro da cidade onde era a Francisco Gricela ali, ele não teria tanta demanda como ele tinha antigamente. torna a dizer para você ao trabalharmos com um centro melhor, com segurança melhor, tentar trazer vida noturna ao centro da cidade e trazer moradia popular no centro da cidade, nós vamos conseguir o objetivo da gente que é melhorar o centro da cidade, eu acho. Mas nesse contexto, vereador, não tem como a gente não perguntar uma coisa que é algo que para quem mora num centro é difícil e para quem também transita por lá e é uma situação social importante em nossa cidade. As pessoas em situação de rua que hoje estão na região central, sabe que tá tem muito lugar, mas a região central é o local em que elas ficam por mais tempo, tem uma circulação que só muda um pouco de endereço, mas estão ali também. como que a gente consegue inclusive eh também eh resolver essa questão na sua visão, menina, essa, como você disse, é uma questão social que ela é difícil. Você sabe aqui há uns tempos atrás, quando era o prefeito Jonas Donizete, ele fez um projeto de lei que mandou paraa Câmara, nós aprovamos aqui, que era de dar alimentos só nos locais específicos, como o caso da cidadania, no alberga, alguns lugares, também visando proteger essas pessoas, porque qualquer um pode chegar ali com a perua e dar um um um alimento envenenado para qualquer pessoa e a gente não vai saber quem são essas pessoas. Então esse projeto foi, você lembra que veio o padre Lancelote? Ele veio para Campinas, conversou aqui, fez uma uma notificação do Ministério Público e retiraram esse projeto. E hoje a Vanderclé, ela tem trabalhado muito, tem hoje nós temos o projeto intercâmbio que as pessoas que ela é do Paraná, seja qualquer cidade, se ela quiser voltar pra cidade dela, ela tem condições para isso. A secretaria paga para essas pessoas. Hoje a mulher que ela é grávida, hoje ela tem um atendimento necessário paraa gravidez e ali uneudo o útil agradável. As pessoas vêm ao centro da cidade, aonde ela tem um bom prato que o alimento é R, aonde muitos ali, nem todos, mas aqueles que realmente é do mal, vem, pega dinheiro ali no semáforo e a droga tá ali pertinho dele ali, é mais fácil. Então, nós temos uma cidade acolhedora, aonde que muitos das regiões metropolitanas acaba vindo para Campinas, mas eu acho que tem que fazer mais políticas públicas pra gente trabalhar e realmente dar dignidade a essas pessoas. Eu sempre falo que muitas pessoas faltam dignidade. Muitas delas, você lembra que eu fiz um debate na Câmara aqui e veio uma pessoa que fez um depoimento que aquilo me comoveu, entendeu? A pessoa falou: "Olha, você sabe porque eu tô no no no centro da cidade? que eu larguei da minha esposa, a minha esposa me largou, não tinha mais condições, ela ficou com a casa, não tinha condições de nada. Fiquei com vergonha da minha vida, comecei beber, entendeu? A bebida tomou conta de mim e eu não tinha mais coragem de visitar mais minha filha. Por quê? Porque eu tinha vergonha dela me ver daquele jeito. Então, primeiramente, eu tinha que arrumar um emprego, entendeu? ter dignidade para mim voltar a ver minha filha novamente. Mas para isso ninguém dá um emprego para uma pessoa que chega ali mal vestida, suja e tal. Dessa forma foi da forma que ele me explicou. Então ele falou: "Ninguém me dava o emprego dessa forma. Então como que eu ia viver? Como que eu ia fazer? Tanto que a gente se propôs aqui e arrumamos um emprego no lava rápido para ele. Ficou por um período, depois sumiu. A gente não sabe o que aconteceu. Mas existem esses casos. Sim, são casos específicos. as pessoas tá ali, levou ele a ser um morador de rua e muitos deles querem sair e precisa de uma oportunidade. Uma oportunidade tem que fazer curso profissionalizante, inserir eles novamente a sociedade para que eles tenham a dignidade novamente e fiquem na sociedade. E ali, falando em questões sociais, tem um projeto do senhor que institui em Campinas o Centro de Atendimento Socioassistencial Casa para o atendimento de pessoas com deficiência. a gente já falou inclusive sobre a sua preocupação com os idosos e tudo mais. O que seria hoje esse olhar para a pessoa com deficiência, vereador? Olha, hoje, Mir, nós temos vários programas para para as pessoas com deficiência, seja qualquer tipo de deficiência, até eu tenho um projeto aí de deficiências invisíveis, não seja qualquer deficiência. A pessoa hoje ela ela tem um atendimento até uma certa idade. Depois de uma certa idade ela não tem mais esse atendimento. A prefeitura acaba não atendendo mais até os 18. Passou dos 18, ela não tem mais esse atendimento. Mas então, mas aí como fica, por exemplo, vou dar um exemplo clássico. Crianças e adolescentes, por exemplo, que vivem nos abrigos da cidade e às vezes não tem um parente, não tem mais uma pessoa, elas ficam maior de idade, elas vão para onde? Então, justamente, às vezes muitos estão no abrigo, acaba sendo acolhido ali e tem, mas a gente tem muitas pessoas, ô Mirna, que é assim como eu também fiz aqui um debate com a questão eh de pessoas com autismo, com pessoas com síndrome de Dal, pessoa fala assim: "Carlinha, eu vivo para o meu filho, eu vivo para o meu filho". Ah, que foi aquele dia que a mãe falou assim: "O que vai ser do meu filho quando eu vai ser do meu filho quando eu for embora?" as pessoas vai ter o mesmo tratamento que eu tenho com ele, a mesma dedicação, o mesmo carinho. Então ela fala: "Eu vivo todos os dias pedindo a Deus para me dar saúde, para mim cuidar do meu filho, porque a partir do momento que eu for, quem vai cuidar dele?" Então o projeto ele visa ter um tratamento a partir dos 18 anos para que essas pessoas tenham esse atendimento ali e ele seja aí por tempo indeterminado, porque essas pessoas precisam, não é até os 18 anos, ela precisa tratamento por período integral, até quando ela ela viver. Então acho que isso é importante. São políticas públicas públicas que nós temos que debater, nós temos que trazer e temos que implantar na nossa porque é uma realidade que tá aí. É uma realidade que tá aí. O autismo, muitas pessoas antigamente falavam: "Nossa, um autismo parecia uma coisa de de outro mundo." Hoje nós vemos aqui que começou muitas pessoas trabalharem. Por quê? Porque começou a ter informação, Mirnar. Muitas pessoas que veio de ser diagnosticada com autismo com 40 anos de idade. Eu tenho um amigo ali que é amigo, é marido da Lica, uma amiga minha que tem um filho que é o Josua, que ele é autista e o marido dela é o Marcos. Ele veio descobrir depois que o filho dele nasceu, ele foi fazer um exame, ele viu que ele tinha um autismo. Então, olha para você ver a desinformação que nós tínhamos. E agora hoje não, hoje é tudo mais fácil, entendeu? E tanto que aprovei também nessa casa aqui, Mirnan, o projeto de lei que visa quando a pessoa for diagnosticada com autismo, ela não precisa mais de laudo. Antigamente ela tinha que ficar pegando o laudo, renovando o laudo há seis meses. Aí ela marcava uma consulta, chegava em seis meses depois, ela ia fazer a consulta, o laudo tava vencido. O laudo é caldo, é caro. E aí ela pagar o laudo R$ 1.000, R$ 900, senão ela perdia a consulta. e hoje foi diagnosticada com autismo, é irreversível. Então o laudo é por tempo indeterminado, seja qualquer eh eh deficiência que for irreversível, o laudo serve por tempo indeterminado. Eu lembro que o senhor até quando defendeu esse projeto falou assim: "Gente, não tem como, se ela foi diagnosticada daqui se meses não vai mudar nada. Não vai mudar na vida da pessoa." Eu vou pôr um exemplo pra pessoa. A pessoa com deficiência visual, ela vai voltar a enxergar, ela não vai. Então o laudo tem que ser por tempo indeterminado. Então essa é é a grande dificuldade. As pessoas não, ela tinha a laudo por se meses, laudo por um ano e depois tinha que renovar. Tá valendo essa lei. A única cidade que tá valendo agora foi aprovada no Congresso. Agora pró o o a sanção vai vai valer agora pro Brasil todo. Como que a gente consegue então nesse contexto, vereador, ter uma cidade mais inclusiva? Hoje sempre a gente falou muito, por exemplo, do pai serviço, porque até então se pensava numa deficiência física. Hoje a gente tem que pensar inclusive nas eh nas doenças invisíveis, nas deficiências, que às vezes a pessoa fala: "Essa pessoa tá enganando, não, ela tem alguma coisa e ela tem o laudo, mas ela precisa ir no mercado, ela precisa ir na escola, ela precisa, talvez, por que não?" Inclusive, recentemente, a gente recebeu uma reclamação de uma mãe que falou: "Olha, meu filho tá na faculdade, ele tem autismo, a faculdade diz que é inclusiva, só que agora ele tá na fase do estágio, ele não consegue estágio justamente por ser autista". Como que a gente prepara então essa sociedade para em todos os os campos, no trabalho, na educação, ter realmente essa inclusão? Menar, a minha maior indignação é a gente ter que criar lei para que cumpra as obrigações do Estado, entendeu? Hoje, você acha que precisaria nós estamos criando lei para atender uma pessoa? Você acha que nós precisaria estar criando lei para ter um atendimento de de um laudo? Não, mas você acabou de falar aí, existem também o preconceito de muitas pessoas. As pessoas às vezes tá na fila porque nós estamos falando de uma deficiência invisível. A pessoa tá numa [limpando a garganta] fila ali, ela olha pra pessoa, ela não vê tipo de deficiência nenhuma, porque ela tá achando que ela vai achar deficiência visível ali. Essa deficiência ela é invisível. Ela olha pra pessoa, por que que você tá na fila de prioridade sendo que você não é prioridade? Entendeu? Às vezes acaba criticando, entendeu? Oostilizando a pessoa que está numa fila. Mas isso não pode acontecer. Às vezes a deficiência dela é, como a gente falou aqui, ela é invisível, mas a pessoa não tem a capacidade de perguntar paraa pessoa ou até mesmo é um preconceito da própria sociedade. Então, vamos falar aqui hoje em dia pra gente ter uma uma cidade mais inclusiva, um país mais inclusivo, infelizmente nós temos que tá criando leis em cima de leis para garantir o direito do autismo, para garantir o direito da pessoa com síndrome de D, para garantir o direito do idoso, para garantir, olha quantas leis nós temos que fazer, que é uma obrigação do Estado acolher a a pessoa. Então, olha para você ver o que nós fazemos aqui para tá protegendo ali e tentando amenizar a vida dessas pessoas. A gente tá chegando ao final, vereador. E esse ano, 2026, é um ano eleitoral, um ano que, inclusive muitas pessoas estão confiantes, outras estão até temerosas, porque a gente tem essa questão da polarização. Como que o senhor vê essa questão política nesse 2026 nosso aqui? Olha, eu acho que vai continuar essa polarização. Existem dois lados aqui, né? São dois partidos aí que são eh diferentes e a briga é a direita e à esquerda, entendeu? Então, a polarização ela vai continuar, faz parte da democracia, mas eu acho que as pessoas estão com muita mágoa no coração, não tá vendo mais uma política como uma política de melhoramento para o nosso país e sim uma briga interna. Eu acho que isso acaba prejudicando, porque as pessoas hoje quando ela vê, ela visa olhar, querer um país melhor, independente de siela partidária, independente de nada, nós temos que apostar para que o nosso país seja um país digno para essas pessoas. Eu sempre falo assim, Mirna, independente eu tenho um partido, eu tenho uma sigla, mas se ganhar outro, eu tenho que torcer para que esse outro faça o melhor pra gente. Eu não tenho que torcer contra. Ponto pior, melhor não. Eu tenho que torcer para que ele faça um bom mandato, para que a gente tenha atendimento, para que essas pessoas tenham dignidade, para que um Brasil melhor para nós todos. Então eu espero que as pessoas entendam dessa mesma forma e compreenda que o país ele depende daquele que tá lá em cima. Então nós temos que torcer para que ele faça o melhor possível pra gente. Então eu penso assim, tá certo? Então, vereador, muito obrigada pela sua presença e até uma próxima. Mirna, [limpando a garganta] eu que agradeço. É sempre um prazer estar aqui conversando com você, conversando aqui com a casa do povo e passando aí um pouco do nosso trabalho legislativo pra população. Que Deus abençoe a todos. Obrigado. Até uma próxima. Então, olha, eu na casa do povo, ele estreia toda sexta-feira às 9 horas da manhã nas redes sociais e às 9 da noite na tela da TV Câmara Campinas. E se você quer assistir outros episódios, inclusive outras participações do vereador Carlinhos Camelô, vai lá na nossa playlist youtube.com/tvcâmara. Você procura na Casa do Povo e encontra essas entrevistas por lá. Até um próximo podcast. [música] [música] [música]