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Na Casa do Povo | Jonas donizette: do rádio à Prefeitura de Campinas
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Na Casa do Povo | Jonas donizette: do rádio à Prefeitura de Campinas

86 views Publicado 14/11/2025 HD · 51:25

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No episódio do Podcast Na Casa do Povo, você vai conhecer a trajetória de um dos nomes mais marcantes da política campineira: Jonas Donizette Ferreira. 🎙️ Do microfone ao plenário: o começo de uma vocação Jonas Donizette começou a trabalhar cedo e, aos 19 anos, já assinava seu primeiro contrato como locutor na Rádio Jornal de Limeira. A paixão pela comunicação o levou a atuar em diversas emissoras, como Rádio Nova Sumaré (AM), Rádio Educadora (AM) — hoje Rádio Bandeirantes —, Rádio Central (AM) e Rádio Globo de Campinas. O talento para falar com o público e o olhar atento às demandas da população abriram caminho para sua entrada na política. Em 1992, Jonas foi eleito pela primeira vez vereador de Campinas — e seguiram-se duas reeleições, ambas com recorde de votos. 🏛️ De vereador a deputado: a consolidação de uma carreira pública Ao longo da década de 1990, Jonas acumulou uma série de leis pioneiras que marcaram o Legislativo campineiro e beneficiaram diferentes setores da sociedade. Entre as principais iniciativas estão: 📘 Lei nº 7.726/1993 – Criação de cursos profissionalizantes nas escolas municipais, fortalecendo a educação técnica em Campinas. 🚫 Lei nº 7.553/1993 – Proibição da instalação de bancas de fogos de artifício no município. 🧠 Lei nº 8.246/1995 – Implantação de classes especiais de ensino para pessoas com deficiência. ⛽ Lei nº 8.298/1995 – Obrigatoriedade de sistemas de segurança em bombas de combustíveis, para evitar adulterações. 🏫 Lei nº 8.247/1995 – Criação de setor de manutenção nas escolas municipais. 💉 Lei nº 8.435/1995 – Abono de faltas para doadores de sangue, incentivo à solidariedade. 👴 Lei nº 8.550/1995 – Criação do PROMACIC, programa de amparo ao idoso carente. ⚖️ Lei nº 8.753/1996 – Convênio entre a Prefeitura e a OAB Campinas para assistência jurídica gratuita à população de baixa renda. Essas medidas revelam uma atuação voltada à educação, inclusão social, transparência e cidadania, pilares que acompanharam toda sua trajetória. 🏛️ Na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional Jonas foi eleito deputado estadual em 2002 e 2006, destacando-se na Comissão de Cultura, Ciência e Tecnologia, da qual chegou a ser presidente. Em 2010, foi eleito deputado federal, assumindo a presidência da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados. Sua atuação firme e propositiva consolidou a imagem de um político técnico, com foco em projetos estruturantes e desenvolvimento regional. 🌆 A missão de governar Campinas Em 2012, Jonas Donizette foi eleito prefeito de Campinas, sendo reeleito em 2016. Durante seus oito anos de mandato, implementou projetos transformadores nas áreas de saúde, educação, mobilidade urbana e inovação tecnológica. 🏥 Na saúde, entregou novos hospitais, postos de atendimento e ampliou serviços da rede pública. 🏫 Na educação, reformou e criou novas escolas, implantou o Ensino Integral e expandiu vagas na rede municipal. 🌳 Na infraestrutura urbana, investiu em mobilidade e sustentabilidade, fortalecendo a vocação de Campinas como polo de tecnologia e ciência. O ex-prefeito também conduziu a cidade em momentos de grande desafio e deixou como legado uma gestão reconhecida pela modernização da administração pública e pelo planejamento estratégico. Em 2022, Jonas foi eleito novamente deputado federal, sendo o parlamentar que mais apresentou projetos em 2023. Atualmente, integra a Comissão de Viação e Transportes e a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, além de exercer a função de vice-líder do Governo Federal. 📅 Linha do Tempo 1992 – Eleito vereador em Campinas 1996 – Reeleito vereador 2000 – Terceiro mandato como vereador 2002 – Deputado Estadual (1ª legislatura) 2006 – Deputado Estadual (2ª legislatura) 2010 – Deputado Federal 2012 – Prefeito de Campinas 2016 – Reeleito Prefeito 2022 – Deputado Federal 💬 Reflexões sobre liderança e legado Durante o episódio, Jonas fala sobre os aprendizados que o rádio trouxe para sua vida pública, o valor da escuta ativa e a importância de cuidar das pessoas antes dos números. Ele reflete sobre o papel do político como servidor, o peso das decisões e a necessidade de equilibrar trabalho técnico e sensibilidade humana. Com uma trajetória de mais de 30 anos de vida pública, Jonas Donizette se consolida como uma das figuras mais expressivas da política paulista contemporânea, representando uma geração que acredita no poder da comunicação, da gestão eficiente e do diálogo como ferramentas de transformação. 📺 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[música] [música] [música] Olá, mais um na Casa do Povo no ar, o podcast da Câmara Municipal de Campinas que está na temporada ex-vereadores, que são os nossos convidados. aqueles que ainda t uma atuação política. E nesta semana quem conversa com a gente é o [música] deputado federal Jonas Donizete, que tá aqui. Como é de pra eu vou fazer a minha audiodescrição. O meu nome é Mirna Breu. Eu sou mulher negra de pele clara. Tenho os cabelos cacheados na altura dos ombros com mechas loiras, 1,55 m, olhos castanhos. Hoje eu estou com uma blusa preta de fundo preto e depois tem uns desenhinhos. Ao meu fundo, o estúdio do Na Casa do Povo todo em preto e um televisor à minha esquerda escrito Na Casa do Povo em azul e branco. Jonas, seja bem-vindo e também já o convido a fazer a sua audiodescrição. Muito grato, Birna. Um grande abraço a todos. Bem, eu tenho, eu sou um homem branco de 1,74 de altura, eh, cabelo castanho, pouco cabelo, a pele, a pele um pouquinho avermelhada, como eu sempre fui, assim, um pouco rosada a minha pele, tem olhos castanhos e estou com uma camisa azul clara e ao meu fundo também aqui um uma televisão na escrito na Casa do Povo e um cenário preto também. Jonas foi vereador em Campinas em três legislaturas, né? Então eu a gente vai conversar com ele depois. Foi deputado estadual, deputado federal, prefeito, agora deputado federal novamente. Jonas, eu vou começar um pouquinho de trás para frente. Como que é a vida lá em Brasília e agora? Como tem sido? Inclusive a gente daqui a pouco vai falar de algumas propostas suas inclusive que já passam por comissões. Como que essa rotina é muito diferente de Campinas, né? Olha, Mina, eu sempre digo que a gente tem que ser o homem público sempre maior do que o cargo que ocupa e não pode deixar o cargo subir na cabeça, né? Então eu, sinceridade, eu eu vejo assim a minha o meu cargo deputado federal como uma sequência de muitas coisas que eu plantei na vida e é diferente, é claro, lá são 513 deputados, são 27 estados de São Paulo, né? eh, do Brasil, um deles, São Paulo, que eu represento, embora sou natural de Minas Gerais, mas fui criado em Campinas, né? Vi para cá com 4 anos. E então é uma é uma é um retrato do Brasil, né? Sim. E eu fico feliz de poder representar o estado de São Paulo. Nessa última eleição eu fui votado. São Paulo tem 645 municípios. Eu fui votado em 580. Mas é claro, a minha maior votação foi na cidade de Campinas, aonde eu sempre tive a minha trajetória política. E já que você falou dessa questão de São Paulo, você inclusive é o coordenador da bancada paulista lá na Câmara dos Deputados. Isso. Eu fiquei muito feliz porque vocês sabem que a política hoje tá muito polarizada, a gente tem PESOL, PL, né, ideologias muito diferentes, mas eu consigo conversar, transitar com todas as áreas. E o coordenador, ele não é alguém que tá acima, não é que eu mando nos outros. Eu, na verdade, eu me coloco à disposição para servir naquilo que é de interesse da bancada do estado de São Paulo, né? Cada cada bancada tem lá as suas indicações, as suas verbas e já há três anos seguidos que a gente coloca na saúde e também na segurança pública, que hoje é um grande desafio do nosso país. Agora a gente tá falando de um momento atual, a gente vai voltar lá no início, lá em 1992, quando você pela primeira vez é eleito vereador e naquela ocasião o vereador que recebeu o maior número de votos na cidade. Foi isso? Não, na minha primeira eleição eu fui o mais jovem, né? Mais jovem, tinha 20 e poucos anos. E eu fui o terceiro mais mais votado. Aí na minha reeleição, sim, foi quando eu multipliquei por quatro os meus votos e aí eu tive 20.000 votos. Eh, uma votação que desde aquele período não foi batida, mas é para mim sempre uma emoção. Eu eu não fui vereador nesse prédio que a gente está 96 agora. Então a gente pode pensar que em 30 anos ninguém superou seus números. Nunca ninguém superou. Ninguém superou. Acho que mais votado agora na última eleição foram 14.000, né? Isso. E na época era um eleitorado menor, tinha mais candidatos, porque o partido podia lançar até duas vezes o número de candidato. E eu fui fui prefeito quando a fui vereador quando a Câmara ainda era no passo municipal da prefeitura. Mas foi uma experiência muito boa, Mirna. Foram dois mandatos e meio, né? No meio do meu terceiro mandato, eu fui eleito deputado estadual, mas convivi com muita gente. Passei ali pela galeria de fotos dos ex-presidentes, muitos que foram vereadores comigo, alguns já falecidos, alguns que eu ainda mantenho o contato e foi um aprendizado muito grande ter convivido aqui na na Câmara de Vereadores. E naquele período, apesar da gente estar falando que era um outro um outro prédio, uma outra realidade, mas quando a gente pensa em demandas e do ponto de vista de legislar, né, de ser um legislador de uma cidade como Campinas, mudou muita coisa de lá para cá, você acredita? Eu acho que mudou. Mudou sim. Eu acho que tudo, tudo tem a sua dinâmica de vida, né? Nós não tínhamos redes sociais, né? A, os meios de comunicação mais fortes eram jornal, rádio, TV, né? Eh, então era muita, muita coisa diferente. Você tinha que tá bem perto da população, né? E eu vejo assim o na época era um número menor de vereadores, na minha no meu tempo eram 21 vereadores, hoje são 33, né? Então eu eu acho que teve muita coisa que mudou, mas uma coisa continua sendo igual, que eu falo que o vereador é sempre o para-choque do do povo, né? é aonde as demandas chegam primeiro. Tanto que depois mais tarde, quando eu fui prefeito, depois de uns anos, eu sempre soube valorizar muito o trabalho do vereador, porque ele tá ali no bairro, na comunidade, as pessoas eh vem falar com ele de algum problema que tá acontecendo e uma cidade como Campinas todos os dias tem algum desafio, alguma coisa que acontece e que o poder público precisa tomar providências. Mas antes, inclusive de ser vereador, você é conhecido, quem não sabe, né? Mas eu creio que a maior parte sabe que Jonas é do rádio, né? Jonas radialista. E eu lembro, porque inclusive foi o meu primeiro trabalho como jornalista na rádio educadora, você foi a pessoa que me deu a primeira oportunidade para exercer minha profissão. E eu lembro que você muitas vezes estava no rádio e falava: "Eu tenho que descer pra prefeitura porque ia ter a na Câmara que era lá e e como que era no começo acumular profissões, né? Você era radialista, tinha um programa inclusive no começo, depois passou a ser diretor da rádio educadora. e exercer a função de vereador. Era bem louco isso, né? Olha, Mila, você sabe que esse foi um dos motivos que eu nunca pretendia a presidência da Câmpara, né? Meu irmão foi presidente, o Tadeu Marcos. Eh, mas eu não queria deixar o rádio. E na verdade era simples, porque o rádio e a câmara eram muito próximos. Então, o período da manhã eu me dedicava ao rádio. Aí depois do almoço era a Câmara e depois tinha as sessões. As sessões antigamente elas eram à noite. Sim. Elas começavam às 7 da noite, 7 horas da noite. Então você tinha ali um tempo muito bem definido para fazer as coisas, né? E o rádio, é claro, quando eu tava no rádio, eu não deixava de ser vereador. Então, não eram poucas às vezes que as pessoas conversando comigo no telefone ou iam até o rádio com alguma demanda também da minha função de vereador. Então eu acho que o tempo que eu aí depois quando eu me elegi deputado estadual eu mantive por um período, fazia o programa de manhã, pegava estrada, ia para São Paulo, mas aí eu percebi que já tava um pouco meio que na hora de de dar um um uma nova etapa, né? Sim. Então eu parei com rádio no meu segundo mandato de de deputado estadual ali, a última rádio que eu trabalhei, eu comecei na rádio central, fiquei a maior parte do meu tempo na rádio educadora, sistema Bandeirantes, que você nós trabalhamos juntos, né? tive a ocupação, eu era apresentador de programa praticamente a manhã inteira, coordenador da artístico da programação da rádio. E aí depois eu passei pela terminei a minha a minha carreira na rádio Globo, né? Terminei, trabalhei acho que por alguns anos na Rádio Globo, mas foi um período muito bom até hoje. Muita gente, você falou uma coisa que é interessante, muita gente lembra, mas tem muita gente que às vezes eu conto, a pessoa não sabe porque já tá, eu com o que eu parei aí já tem uns 20 anos, né? Sim, sim. Então, às vezes a pessoa, ah, fui do rádio, tal, ou a pessoa fica sabendo pela mãe ou pela avó, né? Sim, mas é um período que foi um período muito agradável da minha vida. Ainda enquanto vereador, a gente tem aqui, Jonas, alguma, nossa produção fez aqui, olha, a gente tem algumas leis de sua autoria, a gente tem, ó, de 93, criação de cursos profissionalizantes da nas escolas da rede municipal. Hoje a gente tem o CPOCAMP, proibição da instalação de bancas de fogos de artifício na cidade, implantação de classes especiais de ensino. Na época usava esse termo, a gente sabe que é outro aos deficientes na rede municipal. Eh, e tantas coisas que foram ainda plantadas na década de 90. E claro, a gente teve uma aprimoração, é uma um aprimoramento, desculpe, da lei, mas que já eh, como se diz, estava construindo a cidade que hoje tem uma série de normatização que diz respeito a esses temas. É, eu vejo que muita coisa ainda continua presente na na minha vida, porque o curso profissionalizante ele dá a ao menor aprendiz. Nós votamos recentemente, acho que foi semana passada na Câmara Federal, o Estatuto do Menor aprendiz para dar mais segurança jurídica para quem contrata a partir dos 14 anos, eh, tem lá uma regra em que ele pode ser contratado para aprendizado de alguma profissão. E na época, Mirna, eu fiz essa lei. Depois, como prefeito, eu implantei a escola de tempo integral, né? Fui o primeiro prefeito a fazer essa implantação. Você citou também aí a a parte da das crianças eh chamadas crianças especiais, crianças com deficiência. Hoje nós temos o transtorno o teia, né? Transtorno do espectro autista que tá muito presente, mas a ideia na época não era segregar as crianças, era incluir, mas com aquele com aquela o apoio, né? E eu sou uma pessoa também que defendo muito as apais e as pestaloses, que eu acho que elas prestam eh um serviço muito importante também eh no apoio a a essas crianças. Então, foi um período que eu que eu pude fazer coisas coisas boas, coisas positivas aí eh pro município de Campinas. E você mesmo contou que em um dado momento Jonas decide então ou foi uma decisão do partido, você vai contar aqui pra gente como foi isso, sair a candidato deputado estadual, o que que tava acontecendo na época, como foi essa questão. Ana, eu, graças a Deus, eu sempre tive um grande apoio popular, né? Quando eu tive 20.000 1 votos para deputado, as pessoas falavam: "Olha, uma votação dessa você se elege para vereador, com uma votação dessa você se elege deputado fácil", né? Só que eu sempre fui muito realista. Eu sei que você competir com quem já está no cargo é sempre mais difícil, né? Mas eu fiz a tentativa e consegui em 2002 a minha primeira eleição. Eh, me candidatei já pelo PSB, porque meus três mandatos de vereador foram pelo PSDB. Aí depois como deputado e até hoje no PSB. Você pegou bem o começo do PSB? Então, não, não. O PSB é um partido antigo, né? Desde, desde antes, depois da redemocratização, tem 80 anos de história, tá? Mas assim, nessa nova fase, eu peguei praticamente desde desde o começo, né? Faço parte hoje da da executiva nacional, então já fui presidente municipal, estadual, eh então tem uma uma relação grande sim com a vida partidária e eu falo sempre que a reeleição sempre me deixou mais feliz do que a eleição. Eu fui eleito na época com 40.000 votos, deputado estadual. Isso foi no ano de 2002. Aí em 2006 eu mais que dobrei, eu tive 89.000 votos. Ali eu já fui eh eu já tinha sido o vereador mais votado de Campinas e fui também o deputado estadual mais votado da cidade. E a gente lembra que inclusive o estado de São Paulo tem uma lei que fala da restituição proporcional do IPVA e que lá atrás essa ideia foi sua, né, Joana? É, eu eu tenho, dentre as leis que eu fiz como deputado estadual, tem duas que me dão muita satisfação. A primeira é essa, né, que ela é uma lei que funciona, porque tem muita lei que não funciona. Então, igual o imposto de renda, todo ano a pessoa tem lá uma restituição. Quando você paga o IPVA, você paga pro ano todo. Se o carro foi roubado, eh, IPVA é imposto sobre propriedade, veículos automotores, você já não tem mais a propriedade. Então você pagou sobre uma coisa que já não é mais tua. E não é mais tua, não é porque você quis, é porque você foi roubado, foi foi vítima da da insegurança, da violência. Então, na época o governador era o Serra, nós fizemos e milhares de pessoas hoje recebem esse recurso, recebem de forma simples, fácil, é só o boletim de ocorrência do do roubo do carro e a pessoa tem a restituição. E a outra lei é uma lei que que eu fiz do chamado teste de orelhinha, né? Sim. Nós criamos 16 centros no estado aqui em Campinas e região. É a PUC, que faz aquele teste auditivo que o bebê não precisa ter reação nenhuma. É um aparelhinho que emite o sinal e dependendo do retorno do sinal vê se a criança tem alguma algum defeito na na audição, né? Sim. E aí pode fazer o um implante coclear, que é um é um implante que é feio, é um aparelho, porque se coloca um aparelho normal, a criança toda hora tira, então faz um implante de um aparelho de surdez dentro do ouvidinho da criança e ela desenvolve a fala, ela acaba desenvolvendo, se tiver o aparelho de fala perfeito, não vai falar como nós falamos, assim com, mas vai conseguir se comunicar com as pessoas. Então isso também, essa também é uma das leis que me deu muita satisfação. E agora quando, quando você fala que dobrou os votos lá em 2006, já era na, naquele momento em que você percebeu que era possível pensar num projeto prefeito Campinas ou ainda demorou um pouquinho? Mirna, você sabe que desde o princípio as pessoas que me acompanham falam: "Olha, você um dia vai ser prefeito, você um dia vai ser prefeito, né? E você vai ouvindo aquilo, vai, você vai ficando dentro da tua cabeça, né? Mas eu achava que eu precisava antes passar por uma experiência de deputado federal, tá? Então, em 2010 eu me candidatei a deputado federal e fui também o mais votado de Campinas. Eu tive 160.000 votos naquela eleição, né? Ali eu comecei a perceber que realmente existia uma possibilidade concreta de eu obter sucesso, uma vitória para ser o o o prefeito de Campinas, né? Porque olha, vereador, deputado estadual, deputado federal e uma crescente também, né? É, e as pessoas também elas aí tem o que eu chamo de mudança geracional, né? Que as pessoas queriam alguma coisa nova, né? Então eu eu sempre tive essa torcida e aí eu consegui também entrar porque eu não eu não me envergonho de falar que eu comecei eh de baixo, né? A população mais simples que sempre me apoiou. Aí depois eu fui conquistando a classe média, outros níveis de eleitores, né? E tanto que na minha reeleição de prefeito, eu fui mais votado em todas as urnas da cidade, desde o mais pobrezinho até aquelas pessoas que têm maior poder aquisitivo, né? que é uma coisa que me deixa satisfeito, porque eh me dá a sensação assim que eu consegui administrar para todos, fazendo para aquelas pessoas mais humildes, fazendo mais, porque elas necessitam mais do apoio do poder público, mas cuidando da cidade como um todo. Então eu acho que tava assim, vamos dizer, no horizonte da minha da minha trajetória poder chegar à prefeitura. E aí quando esse projeto se concretiza e você decide então ser o candidato na cidade, é muito diferente do que pensar numa campanha para um cargo no legislativo ou não. Tem similaridades. É totalmente diferente. É da água pro vinho, né? É uma coisa assim, você tá exposto o dia todo, né? Eu me lembro que tinha cinco repórteres que andavam junto comigo porque eu era, eu tava na frente nas pesquisas, né? Então eles andavam comigo o dia todo, né? Qualquer qualquer situação, qualquer coisa era registrada. Você tem que conversar com forças políticas diferentes, né? eh abrir um plano de governo, construir junto com a sociedade esse plano de governo e saber entender o eleitorado, saber que entender que você sempre vai ter eh, por mais que você tenha aceitação, você sempre vai ter uma rejeição. Essa rejeição às vezes nem tem algo muito concreto eh para você poder mudar ou ou eh tentar amenizar aquilo, mas é total. Eu falo que tem que, eu, eu uso uma expressão que tem que trocar o software, né? Entendi. A cabeça de legislativo é uma, a cabeça de executivo é outra, né? E isso desde a campanha. E eu falo que a campanha te prepara depois pros desafios do mandato. E a reeleição, olha, a reeleição, Mirna, para mim foi uma grande satisfação, porque muita gente, eu sempre enfrentei desconfianças, né? Ah, ele foi eleito porque ele é do rádio. Ah, ele foi teve isso por causa daquilo, né? Aí quando eu me elegi prefeito, as pessoas falavam: "Ah, é uma vez só", né? E aí veio a reeleição e eu fui reeleito no primeiro turno com uma votação muito significativa. Tem um fato que eu nunca contei para ninguém. É interessante. No dia da votação, eu tive laberintite, uma crise de laberintite muito forte. Então eu não sei se foi algum estress da do período eleitoral da da do cargo, que eu era prefeito e era candidato, né? Mas eu eu tinha muita dificuldade para mim para eu me equilibrar. Sim. Aí eu tomei um um remedinho, acho que chama labirinto, alguma coisa assim, um remédio para para labirintite. E fui votar e acabei ficando em casa, porque eu tava até com risco de cair se eu ficasse andando, né? Sim. E depois acompanhei o resultado na minha casa com a minha família. E foi com muita alegria que eu recebi a notícia da da reeleição logo no primeiro turno. Mas aí esse processo da reeleição é uma foi bem tranquilo ou não? É como se a campanha tivesse começado zero daquele candidato lá de 2012. A reeleição ela nunca muda. Você tem que primeiro mostrar o que você fez, tá? Eh, explicar, porque não é tudo que a gente consegue fazer, explicar porque você não fez aquilo que tava que as pessoas tinham expectativa, né? E e depois acenar para o que você vai fazer no segundo mandato. Então, é esse tripé, né? Tanto é que na minha campanha eu fazia justamente isso. Eu falava: "Vou falar o que eu fiz" e falava: "Agora eu vou falar porque eu não o que eu não fiz e porque eu não fiz, né?" E explicava, né? E depois eu acenava também com as propostas para o segundo mandato. Então eu falo que o candidato à reeleição, primeiro de tudo, ele tem que prestar contas, né? Sim. Porque ele tá no poder. Então ele tem que falar: "Olha, eu fiz isso, fiz aquilo, não fiz isso, não fiz aquilo, né? e pedi o voto de confiança para continuar eh por mais um período trabalhando pela população. E mesmo tendo expirado o seu período, que a gente sabe que no Brasil não se pode ter mais nesse consequentemente, né, mais de duas dois mandatos, aí eh você foi exitoso porque você elegeu o seu sucessor. Como que também é para você esse processo? É, Campinas tem mais de 250 anos. Nós tivemos bons prefeitos e esses prefeitos nunca nunca teve na história da cidade alguém que reelegesse eh que elegesse o sucessor, né? E aí as pessoas acompanharam na época, eh, teve um processo, o meu grupo político, ele se dividiu, um candidato que era próximo a mim, acabou saindo candidato eh contra a gente. Sim. E eu peguei dois amigos, que é o Vandão e o Dário, né? E aí você tem instrumentos de de de medição, tinha uma quantidade da população que falava: "Olha, não, se o Jonas indicar, a gente vota, né?" E acabou dando certo. Nós já fomos em primeiro lugar pro pro segundo turno. O eles também fizeram a parte dele, foram foram bons candidatos. uma dupla que teve um encaixe perfeito, né, de personalidade, de trabalho, e a gente conseguiu aquilo que eu acho que de tudo que a gente conversou aqui, eu acho que a grande surpresa foi a gente ter conseguido a eleição do nosso sucessor. E foi bom pra cidade, viu? Foi bom para continuar projetos, eh, para dar andamento em coisas importantes, né? coisas que às vezes você não consegue fazer num período, precisa de mais um tempo, né? E eu falo que o melhor de tudo é que eu continuo amigo deles, porque geralmente o o a criatura ou o criador eles acabam um um voltando contra o outro, né? E no nosso caso não. A gente tem uma boa relação até hoje, né? uma relação de amizade, um vínculo de Eu eu diferentemente do que muita gente pensa, eu não dou pitaco, eu fico na minha, eu faço meu, a minha função agora como como deputado federal, que já tenho que já é bastante coisa e só falo alguma coisa realmente se sou eh instado a isso. Ó, que que você acha disso? Aí eu falo, né? Senão eu deixo total autonomia para quem para quem está no cargo, que agora é o Dário e o Vandão. São eles. Das duas gestões, Jonas, quais foram aí ou qual foi o maior desafio? Bom, vamos lá. Na primeira, resgatar a credibilidade de Campinas, né? Campinas estava abalada por por uma crise ética muito grande, né? Teve um prefeito afastado, teve gente presa, eh, a Sanasa foi um foco de escândalo muito grande. Então, eu diria que foi resgatar a a aquilo que Campinas sempre foi, uma cidade vista com bons olhos, né? Todo mundo falava Campinas era sempre, de repente Campinas virou um patinho feio, né? Então eu acho que na primeira, no primeiro mandato foi isso. Eh, eu quando eu assumi o nome de Campinas tava sujo, tava no CADIM, né? Cadim é o cadastro de inadimplência. Sim. Seria como se fosse o Serasa da vida das pessoas, né? Eu tive que pagar essas dívidas para limpar o nome, para poder ter acesso a crédito. E muitas obras eu só consegui idealizar no final do primeiro mandato, porque eu não tinha como contrair empréstimos, né? E então o primeiro mandato, esse foi o grande desafio e também cuidar da cidade, né? Fazer coisas que eu eh julgava importantes, né? Para para Campinas. Nós fizemos o meu bairro bem melhor, que agora tem o meu bairro meio melhor, dois para asfaltar, para levar esgoto. Fizemos eh construímos muitas creches, foram 14 creches no primeiro mandato. Eh, fizemos também um um amplo programa de saúde, o saúde em ação. Nós entregamos mais de 50 centros de saúde. Tudo isso foi pensado no meu primeiro mandato. muitas coisas entregues no segundo mandato. E o segundo mandato foi fazer as obras que a gente se preparou, né? Então nós fizemos boa parte do BRT, né? Nós continuamos investindo, for fiz as escolas em tempo integral, né? que Campinas não tinha nenhuma. Nós fizemos 10 escolas em tempo integral, fizemos um grande programa ambiental para nossa cidade. Eu deixei Campinas em primeiro lugar na município verde e azul, nas cidades com mais de 500.000 habitantes, né? Isso é muito importante também pra saúde, pra qualidade de vida. E asfalto, praticamente a gente asfaltou aí aonde mora hoje cerca de 500.000 pessoas, né? tanto o bairro, meu meu bairro Bem melhor um como o meu bairro Bem melhor dois. E com tudo isso, Mirna, eu deixei o caixa da prefeitura mais saudável do que quando eu entrei, né, em todos os aspectos, né, mesmo contraindo meio bilhão de empréstimo para fazer o BRT, eu deixei a prefeitura com menos dívida do que quando eu peguei. Tanto é que hoje Campinas tem uma uma condição financeira saudável que nós deixamos aí pro pro nosso sucessor. Mas foram dois mandatos diferentes. Eu falo assim, o primeiro mandato eles te comparam com o outro. Sim. O segundo eles comparam com você mesmo, né? E eu eu tenho comigo e defendo com inúmeros argumentos que eu fiz um segundo mandato muito melhor do que o primeiro. É que aí no final veio a pandemia. Isso que eu ia falar. Eu lembro que naquele período da pandemia você praticamente fazia um pronunciamento diário todo dia. Eh, como que foi enfrentar tudo aquilo numa cidade como Campinas? Olha, eu eu acho que a minha grande virtude foi ter composto uma boa uma boa equipe, né? Eu tinha um secretário de saúde fantástico, Dr. Carmen de Souza, né? um homem íntegro, trabalhador, competente e ele foi muito bem na pandemia, me orientava. Eu acho que se eu tive alguma virtude foi ouvi-lo, né, e fazer as coisas. Nós não fizemos uma compra emergencial, não teve nada que foi comprado de última hora, sem licitação. Abrimos a a o patrulheiro nos ofertou lá o prédio, nós abrimos um hospital dentro do do dos patrulheiros que ficava pertinho do Mario Gate. Em caso de coisas mais graves, já podia levar direto lá pro pro Mario Gate. Ami, o ambulatório médico de especialidade que nós trouxemos para Campinas também ali perto do Mariugate, começou a funcionar como hospital para atender COVID e também a UPA do Carlos Lourenço, eu inaugurei como UPA, mas logo depois eu tive que transformar também em atendimento de de COVID, né? E eu acho que naquele momento as pessoas elas sentiram confiança, né? Falaram: "Não, a a cidade tá sendo bem conduzida". Quando saiu a vacina da Pfizer, não sei se você se lembra, lembro, ela tinha um grau de resfriamento muito alto e não eram todas os os centros de saúde que de outras cidades que tinham condição. Campinas já estava tudo certinho. Nós já tínhamos os freezers, a todas as unidades básicas só esperando, que na verdade a gente teve no primeiro momento a aquela aqueles lugares em que, por exemplo, a quem mora em tal região vai naquele não era nem um centro de saúde, era um NAS às vezes um lugar maior. Isso foi primordial nessa estratégia. É, e eu falo assim, eu falei da saúde, mas olha, 8 anos o mesmo secretário de saúde, 8 anos a mesma secretária de educação, 8 anos o mesmo secretário de cultura, 8 anos o mesmo secretário de serviços públicos. Você conta nos dedos de uma mão as cidades que conseguem fazer isso, porque o que que eu fazia? Eu nunca mandava um uma pessoa embora por causa de um problema. Problema vai ter todo dia. Sim. Eu chamava, olha, como é que você tá fazendo, como é que você tá reagindo? Se a pessoa é trabalhadora, honesta, problema sempre vai ter. Não adianta você trocar para dizer que você tá fazendo, porque tem muitos administradores que fazem isso. Ah, saiu no jornal tal coisa, eles se acovardam. É, eles se acovardam e falam: "Ó, vou mandar embora porque é melhor, eu já limpo, lavo as minhas mãos". Mas e depois para você achar outro que talvez eh às vezes você vai achar um que não é nem não chega nem na metade do que era o outro, né? Então eu eu sempre tive muito essa coisa de de apoiar quem trabalhava comigo, né? Sim. No privado, no reservado eu corrigia, mas no público eu sempre apoiava, incentivava aquelas pessoas para fazer o trabalho delas. E eu acredito que a gente conseguiu, eh, porque o povo avaliou, aí fomos reeleito, elegemos o sucessor, agora o Dário reeleito também. Então, eu acho que eu tá tudo as mil maravilhas. Não, não tá. É o que eu falo, sempre tem desafios, mas os desafios existem para serem enfrentados. Sim. Inclusive naquele período de pandemia, eu lembro que muita gente já sabia, você pegou, inclusive só se fosse urgente, urgentíssimo, que você mudava o horário, as lives começaram a ser no mesmo horário e as pessoas esperavam por isso, justamente como se fosse uma satisfação. Olha, tá acontecendo alguma coisa, a prefeitura tá se mobilizando por conta de do que tá acontecendo na nossa cidade. Isso foi bem importante também. Mina, existe uma coisa que é o seguinte, não tem nada na prefeitura que eu não tivesse controle, que eu não tivesse eh assim uma ação sobre aquilo. Então, nas lives eu tinha, lógico, os meus assessores, os meus secretários, mas acho que eu passei pra cidade o seguinte: "Olha, fica, tá difícil, tá difícil, né?" E outra, nós tomamos algumas medidas. Eh, no último ano eu mandei paraa Câmara um projeto eh retirando um aumento de 10% do IPTU. Nós retiramos porque na pandemia as pessoas estavam enfrentando muita dificuldade. Eh, eu estendi o prazo por 10 meses, 10 meses, 1 ano, de impostos de SS para pequenas empresas. Então eu tive a atenção paraa saúde e atenção também paraas pessoas que estavam passando por dificuldade no trabalho. E é claro, mesmo fazendo tudo isso, a gente percebia situações muito duras, restaurantes que porque eu cresci em Campinas, né? Lugares que eu ia para comer uma pizza, para comer, você via a pessoa, ó, Jonas, eu vou ter que fechar, não tô aguentando, não tô conseguindo pagar os funcionários. Então, foi um período realmente de muita de muita dificuldade, muito aprendizado, né? Um período que as startups cresceram, o número de startup cresceu muito aqui em Campinas. É, é, eu acho que várias coisas da daquele momento, né? Eh, ficou evidenciado que a gente tá vivendo uma nova economia, né, principalmente nessa questão digital. e acabou ficando depois, mesmo passando a pandemia, acabou ficando essas experiências aí desse desse período eh dessa era digital que a gente tá vivendo. Sim. Agora, como deputado federal, Jonas, inclusive eu tenho aqui eh sobre uma proposta sua que responsabiliza os clubes por atos de torcidas organizadas. A gente sabe que a violência, principalmente, né, no futebol, quando a gente fala sobre isso, é um problema para pro Brasil como um todo. Então, menina, eu vejo assim, é o Brasil como um todo, você tem razão. Mas, por exemplo, no Rio de Janeiro, que aliás tivemos aquele episódio lamentável lá do que foram que teve lá a ação da polícia, né? Eh, que você eu tive recentemente no encontro da FNP lá no Rio de Janeiro, eu sempre sou favorável às forças policiais, né? Mas é claro que a gente sempre lamenta quando tem situações assim, porque muita gente bem mora lá. Mas o que eu ia dizer é, eu eu acabei indo num jogo lá e lá tem duas torcidas. Aqui em São Paulo não. Há muito tempo decidiu-se por uma torcida só. Sim. E mesmo assim você vê gente matando gente num esporte, né? uma coisa num lugar que era para ser um lugar de diversão. E não adianta falar que o dirigente do clube não sabe que isso é porque sabe, né? Então eu acho que tem que fazer um trabalho realmente de responsabilidade, né? eh pro pro estádio, campo de ou qualquer outra atividade esportiva seja um lugar de lazer e não que a pessoa vá ter qualquer problema de perder a vida ou a vida de quem de quem ela ama, de que vai. Eh, tem casos aí de pessoas que vai no estádio, teve um caso que ficou famoso, eu não me lembro se foi em Pernambuco, que a pessoa jogou uma privada por cima do estádio e caiu na cabeça de alguém que tava lá embaixo e a pessoa morreu, né? Ele falou: "Não, eu joguei, mas eu não imaginei que ia cair na cabeça". Mas e ele ele correu o risco de matar uma pessoa, né? Então aí aquela questão dolosa, fez sabendo que podia matar alguém. E aí tem eh dezenas de casos aí que a gente vê que são casos alarmantes, por isso eu acho que precisa ter realmente um rigor maior da lei. É, inclusive a gente teve recentemente, né, a aprovação pela Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados. Tem um substitutivo total. Você já conversou com o relator, como que vocês vão nesse sentido de aprovar o texto original? Como que é isso? Olha, eu tenho na minha bancada e o que eu fiz como prefeito, eu continuo fazendo como deputado. Na minha bancada tem o Eduardo Bandeira de Melo, que foi presidente do Flamengo. Ele considerado um dos o melhor presidente que o Flamengo eh já teve. Se o Flamengo tá nessa onda boa aí, é porque ele lá atrás foi um presidente muito austero, aí saneou o clube. Então eu tenho conversado muito com ele pra gente poder aperfeiçoar o máximo possível essa questão de de segurança nos estádios. Tá caminhando bem o projeto, tá certo. Uma outra proposta prevê aí a isenção do IPI para a compra de automóveis por pessoas com deficiência de baixa renda. Como que é essa questão? Olha, Mirna, na verdade, eh, a as pessoas com deficiência, eu acho que elas não querem a nossa dó, a nossa comiseração, elas querem oportunidades iguais, né? Eu percebo isso eh quando você conversa com pessoas que são verdadeiros exemplos de vida. Eu vou vou usar uma a gente tava na área do esporte, eu vou usar um exemplo. O Brasil ele na no esporte paralímpico ele ele dá um um show, ele ganha inúmeras medalhas, né? Então são pessoas com as mais diversas deficiências que decidem praticar esporte e levam ao ao esporte de alto rendimento e ganham medalhas pro Brasil. Eu falo que igual esses atletas, tem muita gente anonimamente fazendo isso todo dia para superar as suas dificuldades, as suas limitações, porque quer que ou não, uma pessoa com deficiência, ela tem mais dificuldade do que uma pessoa que tem eh todos os seus sentidos dentro da normalidade. Então eu fiz esse projeto no sentido da aquisição do veículo com a com o desconto e tenho outros projetos também nessa área de pessoas com deficiência e principalmente agora do transtorno do espectro autista. Nós coloc eu coloquei na LDO já há 2 anos que as cidades com mais de 500.000 habitantes eh criem centros especiais de atendimento ao autista, né? seja ele nível um, nível dois, né, tem aqueles mais graves, né, como também a gente tem uma luta muito grande para que nas escolas, isso quando eu fui prefeito, a gente vai misturando um pouco aqui, deputado, prefeito, mas é no hoje em Campinas, Mirna, eu vou dar um número aqui que muita gente vai se admirar, 96% das crianças com deficiência, seja ela qual for, estudam nas escolas municipais, né? É uma demanda importante. Então você pega só 4% que divide aí entre particular e estadual, né? E eu diria e eu na minha gestão, eu criei um centro de produção de material eh para apoiar pessoas com deficiência. Vamos imaginar aqui uma uma criança que ela não é deficiência total de visão, mas ela precisa, o óculos não é o suficiente, então ela precisa de uma lupa, algum, então tem lá para ela também uma criança que precisa de alguma adaptação. Nós temos eh como se fosse uma frequência de FM. A criança ela coloca o radinho, coloca no ouvido e ela ouve o professor ou a professora a distância que for. O surdo, Mirna, é uma das poucas deficiências que eles demandam estarem juntos, né? Sim. Então, nós temos aqui em Campinas, principalmente lá na escola Júlio Mesquita, eh um trabalho muito interessante com os surdos. né, no sentido, teve até uma professora que ganhou um prêmio internacional pela dedicação dela nessa área aí com com as pessoas eh que t algum problema de surdez. Então, esse projeto que eu fiz vai nessa linha de poder ajudar as pessoas, principalmente na locomoção pros diversos tratamentos que a pessoa precisa fazer. Entendi. Até porque a gente tem uma lei antiga que prevê essa isenção para alguns tipos de deficiência e agora a ideia é que ampliar um pouco. Ampliar, até porque hoje a gente fala muito das deficiências não visíveis também, né Jonas? Que muitas vezes a pessoa fala tanto que fala: "Olha, usa o colar porque a pessoa não sabe" e uma série de coisas. Ainda assim tem também, você falou inclusive que pegou esse advento, né? A gente é da geração que saiu do offline, foi pro online, que hoje é tudo em alta, também assegurar a questão da internet mais segura para os idosos. A gente tem, inclusive uma perspectiva de uma população brasileira que envelhece cada vez mais e precisa de uma série também de boas práticas de vivência e precisa também tá ali na internet. É, eu eu vejo assim, Mirna, eu várias vezes eu tento fazer alguma coisa na internet e eu acho complicado. Falo: "Poxa, devia ser uma coisa mais simples aqui, já mais intuitiva, é, entendeu? Aí eu fico imaginando uma pessoa assim mais idosa, com menos preparo, né? Se bem que eu também não me considero assim um mais especialista, mas eu me viro bem, né, na nas questões eh de informática. E por isso eu fiz essa lei para ter aí e uma outra coisa que preocupa são os golpes, são as fraudes bancárias, né? Sim. E eu queria aqui deixar um aviso para muitos familiares que às vezes eles ficam eh bravos com as pessoas idosas e acham que a pessoa ah, você foi bobo, foi tal, caiu. E é impressionante. Qualquer um de nós tá sujeito, né? Sim. Eh, a pessoa vai, vai levando, vai, às vezes ela passa seus dados, coisas que só você sabe, ela, olha, ela vai falando e vai te induzindo até que você acaba caindo no golpe. E é claro, as pessoas mais idosas, ela tem uma afetividade, ela vê que é uma neta, que é um filho, ela já praticamente o pensamento já não começa a raciocinar direito, né? Então, uma outra coisa que a gente exige também nesse projeto é uma maior responsabilidade, né? Inclusive, agora a gente conseguiu com o Banco Central é uma ferramenta que se acionado em 24 horas eh tem que bloquear lá o recurso paraa pessoa não levar o prejuízo financeiro ela. Depois o sistema bancário vai decidir lá o que faz com aquilo, mas a pessoa não pode ter o prejuízo financeiro. Tá certo, Jonas? nessa sua jornada e hoje como deputado federal, você até falou: "Olha, tem outras responses de você ter sido eleito por tantas cidades brasileiras, Campinas continua sendo e essa cidade do coração, digamos assim, né? a sua cidade natal, apesar de, como se diz, ele tá desde os 4 anos aqui. E essa relação do deputado com a sua cidade de origem, digamos assim, eh, o que que ela traz para você e para para nós mesmo como moradores de Campinas? Olha, menina, é algo muito legal, sabe? Eu falo que de as pessoas quando elas me perguntam o que que é mais gostoso, eu falo: "É mais gostoso eu ter vivido tudo que eu vivi e continuar sendo Jonas, né? as pessoas. Eh, eu fui agora recentemente eh, no shopping comprar um, foi aniversário da minha neta e ela queria aquele tênis de rodinha, né? Aí eu fui comprar para ela, as pessoas passavam para mim por mim, ó o Jonas, ó o Jonas. Alguns falavam: "Ó o prefeito tal", né? Mas assim, eh, eu eu gosto muito de poder continuar tendo a mesma vida que eu tinha antes de ser conhecido como eu sou, né? Sim. e um respeito que eu percebo que a que a população tem pela gente também. Eu acho que isso é o grande patrimônio que você acaba construindo. E todo tempo que eu tenho, eu prefiro ficar em Campinas, né? Por exemplo, eu nunca passei um final de semana em Brasília, nunca, nunca. Eu faço lá o meu trabalho, volto para casa. Tem gente que fala: "Ah, fica aí um final de semana, é muito cansativo, tal". É porque agora tem as netinhas, né? É, e principalmente isso, né? Mas independente de disso, lá eu sou mais um, né? Vou num lugar aqui, eu tenho as minhas, meus amigos, tem minha família, como você falou, tem os lugares que eu gosto de frequentar. Então, eu acho que Campinas para mim é um porto seguro, né? É um lugar em que eu reabasteço as minhas energias. Para mim é gostoso viver em Campinas. Acho que é uma cidade muito boa, né? eh tem os seus desafios, como toda cidade grande tem, mas se a gente pegar um comparativo de Campinas com outras cidades, eu diria que ela não fica devendo nada para ninguém. Eu eu não sei eh se eu cheguei a falar para você, mas eu fiz um quando eu fiz o o projeto da primeira infância, que Campinas foi pioneira para implantar, eu fiz um concurso para as crianças escreverem o que que elas gostariam, né, de de ter. Sim, elas feram umas cartinhas, não sei. É isso, isso mesmo. Isso mesmo. Aí teve umas que colocaram lá dinossauro. Aí eu chamei o Paulela, falei: "Paulela, viu o que você faz?" Aí ele fez uns dinossauros aí, meio pintou lá de verde com preto lá, ficou, né? E e teve outra que falou lá: "Ah, eu queria que Campinas tivesse mar". Eu falei: "Ah, não, essa essa eu vou ficar devendo, não dá para [risadas] continua, deixa a Lagoa do Taquaral, né? Que o pessoal fala que é a praia do campineiro, que aliás a gente cuidou muito bem, não só de lá. Eu, nesse período que eu fui prefeito, Mirna, eu fiz 350 áreas, a gente chama áreas de convívio de lazer, né? Então, Campo Grande, Ouro Verde, eh todos Barão Geraldo, todos os Aparecidinha, eh Souzas, cidade toda, cidade. Foram 350 áreas de lazer, sendo que, por exemplo, o Parque Vida, o Parque Dombosco no Vida Nova, ele dá oito lagoas do Taquaral, oito, né? É, é, é gigante lá a área de de lazer, aonde era ali antes um depósito de de carros roubados. Nós tivemos uma chacina lá no ano de 2014, morreram 19 pessoas, né? E uma das coisas que eu fiz para trazer mais segurança pro bairro foi essa esse resgate social eh lá da região. Mas respondendo afirmativamente à sua pergunta, Campinas para mim é algo que que me dá uma alegria muito grande viver nessa cidade e poder ter feito o meu caminho, a minha jornada, a minha caminhada aqui em Campinas. Tá certo? Então, Jonas, o nosso tempo acabou, mas eu tô muito feliz aqui de ter tido esse bate-papo com você, né? Falar um pouquinho sobre a sua trajetória foi bem resumida, viu, gente? porque tem muito mais coisa e claro e deixar aqui um convite para uma próxima oportunidade. Mina, eu que agradeço. deixar um abraço na pessoa do do Luiz Carlos Rossini, eh, que que foi vereador comigo, né, e hoje é o presidente da Câmara, na pessoa dele, saudar todos os atuais vereadores e vereadoras e agradecer a Câmara Municipal de Campinas, você, eh, pela delicadeza de ter feito o convite e pela boa ideia de se lembrar daquelas pessoas que passaram aqui pela, pela Câmara Municipal de Campinas, como eu tenho a honra de ter feito parte dos quadros aqui de de vereadores da Câmara Municipal. Um abraço a todos, tá? Muito obrigada. Olha, e você pode acompanhar o Na Casa do Povo também no youtube.com/tvcâmara. Vai lá na nossa playlist, digita na Casa do Povo e você encontra as entrevistas com todos os parlamentares daqui também, claro, agora com os ex-vereadores do legislativo da nossa cidade. Até um próximo na casa do povo. [música] [música] Yeah.
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