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Olá, mais um na Casa do Povo no ar, o podcast da TV Câmara Campinas, que toda semana traz um bate-papo aqui com os parlamentares. Lembrando que nós estamos na temporada de ex-vereadores, por isso toda semana a gente traz aqui um expparlamentar que passou pelo legislativo e hoje tem alguma atividade política. Por isso, o nosso convidado dessa semana é o ex-vereador professor Alberto Alberto Alves da Fonseca, que atualmente é secretário municipal de gestão e controle da Prefeitura Municipal de Campinas. Como é de pra eu vou fazer a minha auto e audiodescrição. O meu nome é Mirna Breu. Eu sou mulher negra de pele clara. Tenho os cabelos cacheados na altura dos ombros com mechas loiras, olhos castanhos. Hoje eu estou com uma blusa chamada Azul bebê bem clarinha, ciganinha, que ela tem babados, dois babados aqui na blusa de ombro a ombro. Ao meu fundo o estúdio do na casa do povo. Eu estou com uma saia preta também que aqui funde com o estúdio e como eu estou sentada, você de casa não tem como ver, mas olha, a minha esquerda nós temos também o logo do Na Casa do Povo em azul e branco escrito temporada ex-vereadores. Professor Alberto, seja bem-vindo e eu também já o convido a fazer a sua autodescrição. Muitíssimo obrigado, Mirna. Que alegria estar aqui no na casa do povo, uma vez mais aqui nessa casa, onde eu passei quatro mandatos consecutivos. Deixa eu fazer minha descrição. Eh, eu estou com uma camisa azul, eu sou, eu tenho 1,73 m de altura, mais ou menos 87 kg. Eh, branco, tenho olhos claros, meus cabelos já estão cinzas, viu? Estão ficando brancos. E estou de calça jeans e tô com um palitó esverdeado. Tá certo. Acho que tá bom assim, né? Acho que dá para ter uma, né? Cabelo curto, não tenho cabelo. Ainda chama o vereador, professor Alberto ainda de vereador. Não acostumei chamar de secretário ainda. Conta para nós. Vou começar um pouquinho pelo atual. Como é ser secretário? A gente até conversou um pouquinho antes. Gestão e controle. O que que faz exatamente essa pasta, professor? Essa é uma pasta meio, ela não é uma pasta fim. Então ela já muito atípica, porque as a maior parte da administração pública é fim, né? Não é o caso da Secretaria de Gestão e Controle. Ela é uma pasta meio e trabalha diretamente com a administração direta. Então, todas as eh secretarias diretas, né, as indiretas têm a sua própria eh a sua o seu próprio instrumento de gestão e controle. E ela, o trabalho dela está alertando as secretarias para fazer os relatórios de acordo com as necessidades. Nós temos o grande órgão fiscalizador, mas ao mesmo tempo preventivo, que é o Tribunal de Contas. e o meu relacionamento é diretamente com o Tribunal de Contas. Eh, então eu tenho contato com todas as secretarias e procuro ser facilitador para que apresente as respostas adequadas, porque todo serviço público tem que prestar contas tanto do dos seus planejamentos como das suas execuções. Agora, no nosso caso, especificamente, nós consolidamos as respostas e dialogamos diretamente com o Tribunal de Contas. Mas é muito importante que a população saiba que, embora o nome seja gestão e controle, nós não fazemos a gestão, nós fazemos o controle. Mas também não é um controle simplesmente punitivo ou apenas de estar todo tempo eh exortando as demais. Não, não se trata disso. O nosso trabalho é preventivo, essencialmente preventivo. Agora, o senhor esteve aqui na Câmara Municipal de Campinas de 2009 a 2024. Esse gabarito de ser vereador por quatro mandatos consecutivos, eh isso tem facilitado essa esse trabalho lá na gestão e controle? Ah, sem dúvida, Mina. é fundamental. Ah, toda a experiência que eu tive no legislativo. O legislativo para mim sempre foi tudo de bom, né? Eu sempre gostei muito de trabalhar na Câmara. Eu fui vereador em Jundiaí, então eu eu sou uma pessoa que tem cinco mandatos, né? eh quatro consecutivos aqui na nossa cidade e também eu tô como primeiro suplente do senador astronauta Marcos Pontes. Então, eh, eu sou muito ligado ao legislativo e a experiência que eu tive na Câmara foram fundamentais para que a gente pudesse fazer um trabalho diferenciado e em gestão e controle, porque ali se trabalha com muito auditorias e essa experiência, essa expertise eu tenho daqui da Câmara por causa das comissões. Eu sempre fui muito ativo nas comissões. Isso. Você participou de quais? Olha, eu participei quase todas as comissões, mas sempre a o que eu sempre tive mais facilidade foi a da educação. Eh, eu presidi a comissão de constição e Legalidade. Eh, mas também de ciências e tecnologia. Eu acho que você tava até estava com a gente quando fomos visitar lá eh na Unicamp a aquele extraordinário laboratório, né? Acho que só tem aqui no Brasil, só tem ele. Acho que na América Latina, né? Sim. Então, eh, eu trabalhei, eu presidi a comissão de ciência e tecnologia e participei muito, sempre ativo na comissão de saúde da mobilidade da da pessoa com mobilidade reduzida. Então, foram várias comissões que eu tive a oportunidade de de participar. Deu um olhar em várias vários setores da sociedade, cada uma dessas comissões, né, vereador? Sim. E foi muito bom. Eu eu lembro da comissão de transporte porque eu fiz eu fiz parte da da comissão de transporte, mas também fizemos uma comissão de investigação sobre o pai que é o pai serviços da INDEC, né? E eu lembro que nós fomos lá e acompanhamos então eh o transporte, muitas vezes o a equipe de vereadores iam até o ponto de ônibus às vezes de madrugada para sentir as necessidades do trabalhador que tem que acordar cedo e às vezes ficar esperando um transporte e às vezes não com a qualidade merecida, né? Então, nós fizemos trabalhos eh em campo nessas comissões, mas também existiam outros espécies de comissões que eram mais eh mais de eu vou dizer assim, mais subjetiva, né? Não era mais papel mesmo, análise de documentos, né? Entendi. Agora, professor Alberto, para quem não conhece um pouquinho da sua história antes de o senhor entrar no mundo da política e ser um legislador, professor Alberto é professor do quê? Ah, ok. A minha formação, a minha primeira formação é história. Eu sou formado em história na Universidade de São Paulo. Lá eu fiz porque a Universidade de São Paulo, diferente de outras universidades, você faz, por exemplo, história, você será historiador, mas não professor. Para ser professor, você tem que fazer licenciatura plena na faculdade de educação. E eu fiz as duas coisas. Então, eu sou historiador e professor. Então, a minha primeira formação foi isso. Depois, um dos motivos foi a própria política, eu fiz direito. Então, eu sou advogado, eh, me formei, eh, e eu e direito. Prestou ordem? Sim, prestei. Eu tenho número, eu sou advogado. E aí e depois posteriormente eu fiz teologia, né? Eu sou teólogo com eu fiz eh mestrado em Ciências da Religião na Universidade Presbiteriana Maquense de São Paulo e também sou formado em pedagogia. Agora o que com a minha profissão, o que eu fazia história, professor efetivo da rede pública estadual, eu dei aula aqui em Campinas no colégio eh Dom Barreto ou estadual ali na General Carneiro. Então foi a minha última atividade pedagógica, né? Porque depois eu vim pra Câmara, os horários já não permitiam que eu continuasse lecionando. Embora eu queria continuar. Eu até tentei, falava de até é algo que gostava muito, mas é, mas não foi possível. Os horários não eram. Às vezes sente falta, professor. Sim, eu ainda continuo dando aula na Escola Teológica. Eu sou diretor da Escola Teológica aqui de Campinas, a Esteadec, e eu continuo dando aula de história, mas história mais especificamente na teologia eh da religião. Eu também dou aula de religiões comparadas. Eh, mas a minha formação eh de mestrado foi ciências e religião, né? Então são todas temáticas que eu consigo ter uma certa facilidade de trabalhar, mas eu dou aula de história da do povo de Israel, história da igreja cristã, são matérias e geografia bíblica, né? Eu tenho até um livro de geografia bíblica, porque eu morei em Israel, né? Sim, sim. E aliás, recentemente eu cheguei de Israel, faz exatamente hoje tá fazendo eh dias que eu voltei de Israel, de uma viagem. Então, o senhor, o senhor voltou logo depois desse daquele momento em que que foi feito o acordo de paz. Exatamente. Porque eu tinha uma viagem marcada, mas devido ao conflito eu não pude ir. Então, eh, 2023, 2024, agora que eu consegui voltar devido a esse esses acordos, né, que são feitos. É, eu lembro que inclusive o senhor é da Assembleia de Deus, correto? Tinha um trabalho lá na Assembleia de Deus da Vila Padre Ancheta, ainda é naquela igreja? Não, não estou mais lá. Agora estou como supervisor aqui do Jardim Nova Europa. Jardim Nova Europa. Eu estou no Jardim Nova Europa. Eh, eu sempre trabalhei, o meu trabalho pastoral foi sempre ligado à educação, tá? Tanto Escola Bíblica Dominical como também eh na Escola Teológica. Mas o o que me motivou a entrar na política foi um trabalho isso lá ainda na cidade de Jundiaí, porque eu sou jundiaíense, né? nação nascida aí. Eh, lá havia, eu percebo, bom, também aqui em Campinas a gente percebeu que havia a mesma necessidade de qualificar os jovens para na época era muito difícil entrar na faculdade. Hoje, eh, hoje per da minha época era um absurdo entrar na faculdade. Hoje tantas oportunidades mesmo, particular era muito difícil antes, né? Deus do céu. Eu entrei numa época muito difícil, eu entrei na faculdade padre Ancheta de Jundiaí. O meu nome saiu no jornal de tão importante que era se entrar na faculdade a lista dos dos alunos desaprovados. Saiu no jornal, veja, não tem nada a ver, né? Hoje existe uma oferta maior e também incentiva, etc. Mas quando eu eu estava então ali, eu senti essa necessidade de trabalhar com os jovens, não necessariamente da igreja, porque isso a gente fez eh juntamente com a rede de educação, desde onde aí nós trabalhamos, eu dava aula para os alunos que queriam prestar vestibular e eu fazia isso aos sábados. Foi aí que um líder político, provavelmente você conheceu, ex-prefeito de Jundiaí por muito tempo, foi acho que teve quatro mandatos jí, o André Benace, ele que me viu dando aula e me chamou. E tanto é que o primeiro partido que eu fiz parte foi do PSDB, porque ele era o presidente do PSDB, ou irmão dele, acho que o seu José Benaz, que era o o presidente do PSDB de Jundiaí. E ele me convidou, ele me viu dando aula, me relacionando com os alunos e ele me convidou, ele falou: "Ó, você precisa sair candidato a vereador, tal." E aí eu me envolvi na política. Sim. Sim. E como o senhor veio para Campinas? Então vou sair de Jundiaí, vou para Campinas e lá em Campinas vou entrar na política também. Qual que foi essa? Então, na verdade eu casei, eu casei com uma moça aqui de Campinas, a professora Eliana Renata. Ela é aqui de Campinas. Ela tá no Bentinho ainda? Lembra que tava agora? Não tá mais. Ela se aposentou. Ela ficou, ela se aposentou no Bentinho, trabalhou muito tempo no Bentinho e e nós casamos e fomos morar em Jundiaí. Só que basicamente a gente só morava em Judiaí, porque tudo a gente fazia em Campinas. E aí quando ela ficou gestante da minha primeira filha, a gravidez da minha esposa sempre foi muito difícil. Sim. Ela sofria muito, né? E eu vendo ela viajar todo dia para dar aula no Bentinho. Ela gostava, sempre gostou demais de de ser professora, de trabalhar. Ela também dava aula no estado aqui. E eu fiz uma um um uma solicitação no estado. Se eles me fizer fariam, eu já não era mais vereador na cidade, eu estava trabalhando e dando palestra na no Centro Eliz Regina lá de Jundiaí, no complexo Argos, que é um grande complexo educacional de capacitação dos professores da rede pública municipal. Eu estava dando aula lá com dando palestras, né? E aí eu era professor do estado. Então terminou meu mandato, eu não fui candidato e voltei pro estado dar aula. E quando eu vi a minha esposa se sacrificando, né, sofrendo muito, falei: "Quer saber uma coisa? Eu vou pedir a transferência." Aí ela falou: "Eu não acredito que você vai pedir". Falei: "Vou pedir minha transferência para Campinas". Ela falou: "Tá bom, então pede". Aí eu pedi só paraas cidades centrais, porque eu não conhecia Campinas, então eu conhecia o centro. Então eu pedi só para as escolas aqui, eh, Carlos Gomes, eh Francisco Incério, eh Dom Barreto, só escolas aqui. Aí ela brincou, ela falou assim: "Tá de brincadeira, né? Você não quer ir para Campinas, né? Imagina que você vai conseguir uma transferência para para Campinas numa escola central. Claro que não. Você tinha que pegar escolas mais periféricas. Mas eu não conhecia. Eu falei: "Mas eu nem sei, você não me orientou." Ela, eu lembro que ela ficou até chateada. Ela falou assim: "Você não quer ir paraa Campina. Se você quisesse, você tinha escolhido outras escolas que haveria mais possibilidade. Mas pra surpresa dela e minha também, eu eu já tinha até esquecido o assunto. Aí ela que que viu, você viu que eu nem acompanhei mais, ela viu, falou: "Saiu sua transferência para a escola estadual Dom Barreto." Aí a as amigas dela lá no Bentinho tudo falaram: "Poxa, tem alguma coisa errada, não é possível. quer ir para lá mundo, uma escola linda, centenária. Na época tinha até eh elevador panorâmico aqui no Dom Barre, tinha o estado tinha acabado de de eh revitalizar o prédio, né? Tá, aquela coisa. E eu fui, né? Cheguei aqui, era dona Gilberta Dala, que era a diretora, ela, eu cheguei, eu lembro como se fosse hoje, ela falou assim para mim: "Professor, você é o professor Alberto?" Falei: "Sou eu mesmo". Falei: "Ai, você é um homem e abençoado por Deus, né?" "Não é possível". Falei: "Mas o que aconteceu?" Eu falou: "Olha, aqui todo ano tinha um professor de história que ele pedia remoção para uma cidade dele, aí um monte de gente se inscrevia e ele não ia. Hum. Então a vaga aparecia, mas na hora H ele não ia e aí todo mundo que tinha escrito ali acabava perdendo. Aí isso foi no primeiro ano, foi, acho que foi isso em 2006, 2007. Ele agiu da mesma maneira. Não, não. Antes 2000 e acho que 2000, 2001, 2002, eu sei que chegou em 2004. Ele sempre fazia isso. Em 2004 achou que ele ia ser a mesma coisa. Mesma coisa, mas eu não sabia de nada, né? Essa é a questão. Não sabe. Então eu me inscrevi, foi o único e o cara foi. Foi o ano que o cara foi. E o senhor era o único. Eu era o único. Eu tinha. Aí eu, então ela me contou essa história, eu falei: "Nossa, então essa vaga era minha mesmo. Não é possível, né? É verdade. E a partir desse momento que o senhor veio para Campinas, foi fácil aqui? Foi, por exemplo, o senhor ainda era do PSDB e naquela época se aproximou de algum partido específico aqui ou não? Foi construindo essa relação aos poucos aqui na cidade? Foi construindo. Eu já estava no na época era PL, né? Depois o PL mudou pra PR, né? Sim. E aí, mas quando eu cheguei aqui, eu procurei os partidos e não encontrei muito muita abertura e ninguém me conhecia, né? Então eu entendo. Até que eu fui convidado pelo Guilherme Campos para ir para o na época era DEM pro DE. Isso. Democrata. Isso. Aí eu fui pro Democrata e ninguém me conhecia. Então eu entendo perfeitamente, tanto é que eu comecei a fazer um trabalho dentro da Assembleia de Deus, porque eu era professor capacitador de professores. Hum. Então os professores que levavam, eu nem conhecia todos os bairros, nada, mas esses professores começaram falaram: "Olha, eu tenho um professor lá que ele já foi vereador, ele entende de política, é uma pessoa que talvez seria legal para nos representar". Aí eles começaram e nesse momento também tinha o projeto lá do Instituto Paulo Freire no Monte Cristo que tava começando também, né? Cristo é uma maravilha, né? Hoje é um outro mundo lá, mas na minha época as ruas não eram asfaltadas, eram muito assim difícil, era havia uma exclusão social e eu fui para lá para ser o diretor do instituto. Que desafio, hein? Desafio enorme e deu muito certo, né? E aí o pessoal viu essa vocação, esse trabalho, essa maneira de dialogar, de construir eh pontes e fala: "Não, vamos vamos tentar fazer algo para ele ser eleito". E eu visitei todos os bairros de Campinas. Eu além de visitar à noite eu ia na igreja dar palestras. Sim. Palestra da de família, palestra sobre história, sobre Israel, o que me davam o tema, eu ia ia alegre. Às vezes bairros assim, eu achava distante, né? Tinha bairro muito longe aqui, tal. No outro dia dar aula normalmente, no outro dia ia paraa sala de aula, tal. Então esse os pais dos alunos também eles também foram impactados porque Mirna eu sempre dei aula em escola particular. Foi depois que eu fiz a Universidade de São Paulo, que eu comecei a entender que eu precisava também da aula em escola estadual até em resposta ao apoio que o governo tinha me dado, porque eu fiz uma uma escola de qualidade pública, então eu me sentia que eu tinha que também pagar aquele investimento que o governo fez em mim. É, tanto que é o senhor fez de uma forma de que traz uma consciência, mas até existe aí, já foi discutido várias vezes, claro que ainda não é colocado, mas que alunos que tenham estudado em universidades públicas possam durante um período prestar serviço nas suas respectivas formações para o serviço público serviço público. Eu eu acho óbvio isso, né? Mas eu fiz isso espontaneamente porque na minha época nada tinha nada acho que tem hoje, mas eu tinha essa consciência e aí eu comecei a a fazer esse trabalho e na escola pública eh eu colocava as mesmas metodologias que eu tinha aprendido na escola particular. Então, os pais levou uma inovação. Então, os pais, por exemplo, eu sou professor de história, eu levava papiro pros alunos ver quando ia falar civilização egípcia, quando ia falar sobre a riqueza do segundo império, eu eu levava café pras pessoas tomarem, pros alunos tomarem, para marcar e não só a ideia, mas olha, essa é a riqueza do segundo império, tal. Então, os alunos chegavam em casa, acho que falavam pros pais, né? Nossa, eu tenho, a gente tem um professor de história, pá, pá, pá. E aí os pais chegavam no dia da reunião dos pais, eles iam e falavam. Outra coisa, era um professor que exigia dever, eu ligava pro aluno, se o aluno não aparecesse, eu ligava na casa, olha, aconteceu alguma coisa. Teus pais ficaram muito impactados com isso, que não é comum. Outra coisa, eu sempre cheguei muito cedo na sala de aula. Eu nunca esperei bater o sinal para ir pra sala de aula. Até os professores achavam estranho. Fala: "Não, mas eu ainda não bateu o sinal". Falei: "Para mim não interessa. Eu por que eu chegava antes? que eu tinha uma metodologia da seguinte, eu quero receber o aluno. Ah, então eu chegava antes, então não havia bagunça. O pessoal falava, tinha uma sétima série lá que pessoal, essa é o terror, o senhor vai ver, professor, sétima série, sétima série C era o terror. É sempre. E comigo eu não tinha conflito. Até a diretora falava: "Mas o que que você faz?" Eu chego mais cedo. Então eu abraçava o aluno, o aluno chegava, eu estava lá, né? Então ele sentava quietinho lá na dele e e o aluno sempre percebeu também, eu sempre trabalhei ideias de conteúdo, tanto no diálogo, eles sentiam que eu tinha interesse por eles. Ao ponto disso refletir na minha eleição. Um monte de pais pediam, ligavam, manda o seu número, eu quero votar em você e tal, o que você fez. E hoje, inclusive, eu encontro pessoas esses que eu não reconheço mais no mercado, no cinema, no shopping. Eles me abraçam. O senhor foi meu professor, sabe aquele orgulho, o senhor foi meu professor. Eu nem lembro mais que, né? Mas é lógico que eu dei aula para adolescente, hoje são pessoas formadas, né? E e isso é muito comum. Eh, ainda hoje isso acontece, pessoas, alguns eu consigo lembrar, né? E e esses foram meus eleitores. Tanto é que quando eu saí candidato a primeira vez aqui em Campinas, o o Zé Arnaldo de saudosa memória, né? O Zé Arnaldo falava assim no rádio, mas quem que é esse professor Alberto? Ele tá no primeiro que eu fui o mais votado do DEM. Então e olha com que eu concorri, o prefeito D Saad Campos quem já estava na política da cidade fazío grate e o seu Luiz da farmácia e foram as pessoas que eu concorri e eu ganhei de todos eles. Eu fiquei em primeiro lugar e aí falou: "Mas quem que é o professor Alberto?" Aí aí os pais ligavam lá, falavam: "É o professor Dom Barreto". Ah, é da igreja tal. Aí começavam, mas eu eu não não na época eu não exercia nenhum ministério pastoral, eu era só professor eh secularmente e na Escola Bíblica Dominical não exercia tanto. É que eu nunca usei títulos religiosos. Sim. Porque realmente eu estava trabalhando muito na sociedade, né, secularmente falando, e tive a maior votação do, né? E esse período que o senhor esteve lá no Instituto Paulo Freire, conhecendo essa outra realidade da da Campinas, diferente do Dom Barreto, porque por mais que a escola Dom Barreto é uma escola pública, como o senhor mesmo diz, ela é uma escola bem localizada, né, com a gente percebe que é um outro nível inclusive desse aluno público também, que que o senhor percebeu, como que era trabalhar também socialmente quando a gente olha pra nossa cidade naquele período? Olha ali, eh, desperta na gente a necessidade de fazer alguma coisa, né? Precisaria, a gente precisaria melhorar em muitos aspectos, né? Precisaria lutar por essas pessoas. Nós tínhamos um representante lá muito forte que eu sempre me dei muito bem, que é o o ex-vereador Canário, sempre tive um bom relacionamento do Zziel, que é daquela região, né? ele sempre foi muito parceiro, nos ajudou muito ali naquela região e mas realmente a ali a a exclusão social, por isso mesmo que foi escolhido o local para a primeira experiência do Instituto Paulo Freire, que é eh um instituto que apoia o fortalecimento de vínculos. Sim, reforço escolar, é contraturno, né? alimentação e ali também tinha música, na minha época tinha informática e e foi muito bom. Eu conheço pessoas na época que eu que eu fui o diretor lá, eu conheço que era menininho, tal, hoje já é são homens formados e eles sempre quando vê a gente abraça, fala: "Nossa, professor". Porque são primeiro eh as pessoas elas, isso nós precisamos entender, os pedagogos, as pessoas ligadas à educação, eh eh a a grande chave do que vira na na área da educação é o acolhimento, é a empatia, sabe? É você abraçar a a quem você para quem vai ser objeto do da do transmissão do saber. Se você, se o aluno sentir isso em você, aí haverá o crescimento. É aquele negócio. Eu não sou só uma experiência para você viver aqui ver como se fosse um aquário. Não, você tá vivendo comigo, né? Exatamente. Olha, e na sala, muitas vezes na hora do intervalo, eu vi professor dizendo assim, ó: "Eu dei a aula, tava, seu aluno entendeu, não é problema meu, tal". Eu nunca aceitei essa pedagogia. A minha pedagogia é o seguinte, se eles não aprenderam, eu não ensinei. Eles eh eh essa pedagogia se aprende no evangelho de Cristo, né? O Senhor Jesus diz assim: "Aprendei de mim, então eu sou exemplo." Então se você se o aluno não aprendeu, você não ensinou. Não adianta falar: "Eu passei a matéria, eu tem alguma coisa errada". Porque a ideia é essa, é que haja o crescimento educacional. Então aqui quando eu vim, o meu slogan de toda a campanha minha dos quatro mandatos foi educação em primeiro lugar. Por isso, se você pegar os projetos meu na casa, quase todos são voltados paraa área de educação. Aliás, tem uma coisa aqui histórica na nossa Câmara que a única eh a a única emenda uma lei orçamentária aceita até hoje foi a minha. Antes de existir emenda impositiva, antes não tinha emenda positiva, uma coisa nova. Eh, não existia isso. Então, os vereadores enchiam de emendas lá, mas eram todas rejeitadas. Isso sistematicamente, até que ocorreu o problema com a escola de música. Semaneca, eu lembro que você trouxe pessoal aqui. Eu lembro o que eu debati com isso. Não pode fechar a escola, mas não tinha jeito. As mães vinham aqui, senhor se o senhor se reunia. Eu lembro muito bem. Foi uma luta e hoje é um exemplo porque é o primeira nota, né, que acontece lá, fez a parceria com a Unicamp, mas foi a partir daquela suação, foi daquela emenda que e foi o prefeito Jonas, né, que acolheu, ele acolheu duas emendas, eu lembro a minha e também do vereador Artur Orce sobre o cheque eh o cheque creche. Ah, só que não prosperou aquele modelo, né? Mas ele acolheu, foram as duas únicas emendas até hoje, hein? Da da daquela época, né? Hum. Só essas duas emendas e a minha teve eh um resultado positivo. A outra, infelizmente, não funcionou porque realmente era complexo você dar um cheque para as mães irem lá numa creche, né? Sim, mas a ideia era boa e foi a única que então e outro tema que eu trouxe e basicamente debati em todos os meus mandatos, eu sempre achei que o professor tem o direito de participar da merenda com o aluno e sempre eh constitucionalmente isso não era possível, porque a leitura é o seguinte: o professor, se é pouco, se é muito, essa não é discussão, mas o prefeit o o professor já tem o vale alimentação, então ele Não pode participar, é vetado, é proibido. Eu sempre achei isso um absurdo. Por quê? Porque é pedagogicamente correto você se alimentar com o seu aluno. É a hora que o aluno vê, bom, se o adulto, se o professor está comendo, deve ser bom. É. E o professor pode fazer o quê? A fiscalização da qualidade da merenda. Então eu sempre lutei, falei: "Não tem e pode, tem uma série de projetos meus aqui. Hoje já é permitido ou ainda não é permitido?" Aí até que a foi com a a diretora eh aqui a na época acho que do governo Jonas, a Solange, Solange Pelic. Isso, isso. Discutindo com a Dra. com a professora Solange. E foi muito bom essa discussão porque eu tinha feito uma experiência aqui na época com o vereador Josias Lequec lá no meu no primeiro mandato meu com ele de nós nós colocamos como tema eh eh transversal a educação do trânsito, porque também não pode, você já tem uma uma grade, você já tem a lei, as diretrizes da educação, então você não pode inventar uma disciplina, isso não existe. Mas como tema transversal, nós inserimos a educação do trânsito. Eu hoje tem até aquela cidade que eles levam as crianças na indeculando para que eles aprendam. Mas entrou, é uma lei minha e com o Dom Josias Lec. nós dois fizemos que é uma eh eh colocamos como tema transversal a educação do trânsito. Aí discutindo com a Solange, falei: "Solange, se eu apresentar como sendo um tema transversal de bons hábitos alimentares, foi assim que algumas escolas começaram a permitir que o professor se alimentasse com aluno?" o que eles não entenderam, o que o governo federal não entendeu, o que o Ministério da Educação não entendeu até hoje. E para mim isso aí é uma visão muito milp, é muito pequena, muito tacanha, muito obtusa. Por quê? Porque veja, não é uma questão de você só porque dá um vale, você dá um vale alimentação para que as pessoas se alimentem onde quiserem. O alimento na escola é pedagógico. O professor está ali. Sim. Então não. Ah, não é que o professor é o professor que se vira, ele não precisa comer merenda. É, não é a questão de comer a merenda, é o o ato ali de sentar junto com o aluno, o aluno vê o professor se alimentando, a mesma alimentação que ele vai se alimentar. E lembra de novo da pedagogia eh de Jesus lá, aprendei de mim. Eu estou alimentando do mesmo arroz que você come, da mesma mistura que você come, tô tomando o mesmo café, o mesmo comendo o mesmo pão. Então o aluno ele está E claro que o professor, por ser adulto, tem muito mais capacidade de fazer o quê? A fiscalização da qualidade do alimento que está sendo servido. Então até hoje eu me sou inconformado dessa política que acha, porque todo caso eu acho que a gente precisa parar às vezes de querer generalizar tudo. É. Na prática é um absurdo que muitas vezes até sobra alimento, né? É, isso é o pior, né? Sobra, né? Sobra mesmo. Sobra. E aí o que que algumas diretoras por caridade fala: "Ah, eu vou vou levar pros professores, sabe? Coitadinho, tem professor fica direto. Porque sabe que tem professor que ele dá aula no estado, mas ele dá aula em outras instituições." Agora com o sistema PI, que é período integral, os professores muitas vezes dobram na escola. Ainda tá ainda ficou, aí ficou mais complicado, né? Na minha época. professor de matemática de manhã à tarde é de informática, à tarde é de, sei lá, eh, projeto de vida. Hoje tem várias disciplinas, inclusive eu cheguei a dar inclusive valores, né, que não fala eh eh que eh colocaram que ele de religião, né, aula de religião, como não pode ser uma única religião, aí começou a trabalhar de valores, né, valores universais dentro das expressões religiosas. Até isso eu cheguei a dar aula, porque não tinha nem professor nessa formação, como eu tenho curso de teologia, eles acabaram me encaminhando para isso. Então você dá as suas aulas, sua carga horária e claro que você vai dar aula ou numa escola particular ou numa outra escola, né? Então, era uma vida bastante corrida, mas eu sempre achei que a alimentação na merenda escolar deveria sim ser permitido nessa perspectiva. Eu entendo a lógica jurídica de que se você já ganha o seu vale alimentarão seria duplo, né? Duplo pagamento, né? Mas precisaria desconstruir essa ideia assim, esquece a ideia dupla pagamento. Quando você se alimenta com a merenda tem a ver com uma pedagogia, uma didática, exatamente seria uma didática. didático. Sim. Eh, eu tô aqui inclusive com uma relação de leis de sua autoria e grande parte, como o senhor disse, tem tudo a ver com essa questão da criação. Hoje a gente vê que inclusive em Campinas escolas municipais muitas realizam passeios culturais com as crianças para entender um pouco da história da nossa cidade. tem uma lei do senhor de 2011, tem também parceria, cidadania nas escolas e creches que vem tudo ao encontro dessa, quando o senhor fala dessa metodologia, desse entender diferente do ensino. E tem uma aqui também, hoje a gente fala tanto, inclusive nós estamos aí com a NR1 a partir de 2026, que trata da saúde mental no trabalho. uma lei do senhor de 2011 tratou aqui da campanha municipal de combate e conscientização sobre a síndrome de Bornut, que hoje é algo que está assustando inclusive grandes corporações. Eu queria que o senhor falasse desse olhar há quase, foi 6 de outubro de 2011, né? Quase 15 anos assim. Isso aconteceu porque uma professora da nossa rede, ela de repente um dia ela acordou e não conseguia entrar na sala de aula. Ela simplesmente não conseguia entrar, mas um profissional competentíssimo, uma pessoa culta, uma pessoa preparadíssima. E ela ligou aqui na Câmara e me procurou. Eu queria tomar um café com o senhor, tal. Falei: "Claro, mas nem sabia do que que se tratava." E ela falou: "Olha, eu sou professora, tal, não consigo entrar na na sala de aula, não consigo". chorando e não tem porque queria entrar, mas não conseguia, queria, mas não conseguia, não conseguia mais entrar na sala de aula. E ela falava assim: "Eu estou com alguma doença, mas não tem isso, não tem prevenção, não, não tem ninguém sabe do que que se trata. Eh, me ignoram, acha que é graça, é alguma coisa". E eu falei: "Nossa, eu não sabia também do que se tratava, né?" né? E eu comecei pesquisar, aí eu descobri que era essa síndrome e que eu falei, "Nós precisamos fazer uma campanha de conscientização porque eu não não tinha como eu eh não tinha outro caminho a não ser fazer uma campanha de conscientização para que alguém se despetasse, a gente fomentasse o tema, né? Que isso a gente fez também com o bullying, eu com o vereador Bilel também de saudosa memória, né? o grande vereador Biléu. Juntos nós começamos um debate porque o o Bilelu era bom de tribuna, né? Ele sempre ficava no final e a gente ficava lá debatendo, sempre era ficavam no grande expediente, né? Expediente. Eu sempre ficava lá fomentando o debate porque as pessoas também não sabiam o que era isso, que o que que é bullying? É um nome. Então as pessoas não sabiam e nós começamos a não precisa dar conscientização e mudanças. Hoje se fala muito, mas no começo a gente fala até, às vezes fala assim: "Ah, geração Nutella, não aguento uma brincadeira". Mas no começo as pessoas achavam que era frescura. Hoje se vê que não. O quanto o bullying causa de real sofrimento aquilo tragédias? Tantas tragédias tem acontecido. Então, a questão do Born B bornal bornout, a questão do bullying, a questão do autismo, eu lembro quando eu trouxe a primeira ideia aqui, que eu também sou autor da lei, professor do Paica, não foi? Eu trouxe a para colocar no calendário de eventos, o dia do autismo, conceitização do autismo. Mas na época em que o senhor esteve aqui, foi um pedido do senhor que tivessem alguns eventos aqui na casa, não foi isso? também foi, aliás, os primeiros, aliás, o lançamento da Frente Parlamentar de Conceitção do Autismo foi aqui, a meu pedido, vieram senadores, deputados aqui na Câmara Municipal de Campinas, só que nem sabia o que que era isso. Eu lembro que o o vereador Jorge da Farmácia, ex-vereador também, que sempre assumiu essa comissão, fez um protagonismo e eh assim gigantesco nessa área. Eu lembro que a primeira vez que eu falei sobre autismo, eu lembro que eu falei assim, ó, os eh aspectos espectros, os o espectro autista, espectro autista. Quando eu falei isso, eu lembro que os vereadores me interromperam. Dá licença, vereador. Não é aspectos. Eles falam: "Não seria aspectos do autismo." E até eu fiquei em dúvida. Eu olhei ela, não, não é espectros, é spectros. Aí não, não é dizer nem nem a gente nem sabia do que que tava falando. Sim. Aí começamos fomentar. E aí hoje existem várias leis. Hoje existe um conjunto de leis. Sim. Mas foi tudo naquele, então, eh, nós precisávamos dar conscientização de certas circunstâncias que as pessoas não conheciam. E esse caso dessa lei da síndrome de Bornout foi fundamental para que os profissionais de saúde também começassem a reconhecer que isso era realmente uma síndrome e tratar esses professores, dando inclusive, né, o atestado, aquela coisa pra pessoa fazer o seu tratamento, né? É, até porque, eh, quando a gente olha números, a categoria de professores é uma do de que mais tem afastamentos, inclusive por questões de saúde mental. É, muitas doenças psicossomáticas, porque você ouve muita coisa ali, né? Ali você, eh, ainda mais com essa geração de alunos que não não respeitam mais a autoridade, né? Não é, não é autoridade daquela ideia de autoritarismo. Não é isso que eu tô falando. Tô falando de você respeitar aquele ser humano que tá transmitindo saber para você. Então é natural do discípulo respeitar o professor, né? A gente admirava os professores. Exatamente. Porque ele tá transmitindo um saber que vai fazer uma enorme diferença na sua vida e a pessoa não consegue perceber isso e zomba e desrespeita. Isso traz doença psicossomática pro professor. Quantas vezes eu vi professor falando assim: "Eu não sei o que tô fazendo aqui". Não tem o menor sentido, só porque chegava lá o carro às vezes riscado, não. Hoje inclusive tem a gente tem canais que até a gente fala que é engraçado, mas traz em forma de memes as situações cotidianas vividas pelos professores. Por exemplo, é agora que vai começar, a gente tá no período de dezembro, logo começo as férias, os professores comemorando, né, que vai começar as férias e os pais desesperados porque não sabem o que fazer com os filhos. E porque é uma questão, apesar dessa brincadeira, ela traz um fundo muito sério, que é inclusive essa questão de que muitas famílias passaram a responsabilidade da formação daquele indivíduo para o educador, não apenas como um professor de uma disciplina e claro que precisa também educar paraa cidadania, mas passou total responsabilidade, não quer saber. É só a tragédia. Mas há 20 ou 25 anos atrás, o professor tinha pelo menos autoridade para fazer esse papel. Caberia aos pais. Os pais não tinham autoridade, mas o professor tinha. Sim. Então você tinha como fazer esse trabalho e colocar uma mínima disciplina pro sucesso do aprendizado. Hoje não existe mais isso. E aí o professor também fica perdido porque ele e ele ele virou ali apenas um e outra com a as grandes capacidades hoje de tecnologias também o aluno percebeu também que muitos professores já também não defasado. Sim, não tem mais sentido. Na verdade, foi a pandemia que fez isso. Todo professor teve que começar a trabalhar com uma plataforma que até então ninguém tava preparado. Tá vendo? Mas o próprio aluno hoje ele fala: "Eu não preciso de você, eu tenho meu professor Google". É, eu não preciso de você. Então, e agora tem aí o professor começa a sentir ainda tem essa, né? A inteligência artificial. Então, o professor que não conhece esses mecanismos, não conhece tecnologia, não estuda um pouquinho de psicologia e tantas outras. Há outro problema. Quando começaram a aparecer a essas síndromes, esses diagnósticos sobre autismo, sobre interatividade e outras coisas mais, o professor não foi capacitado para isso, simplesmente apareceu lá e e como lidar com isso? Então o professor, claro que ele ia sofrer, sim. Então foram muitos, muitas situações atípicas que vai obviamente gestar um colapso, né? Professor Alberto, o senhor estava como vereador inclusive durante a pandemia da Covid-19 e a gente lembra e eu gosto de reforçar que aquele período foi um período bem delicado para toda a sociedade e o senhor passou um momento muito delicado naquele momento. Lembro que depois quando o senhor esteve melhor, nós conversamos e o senhor contou a sua história, que é um verdadeiro milagre mesmo, né, daquele retorno e daquela talvez naquele momento aquela impossibilidade de se salvar diante da Covid-19. É verdade. A, eu sempre fui muito presente, né, nas sessões e sempre fui muito cuidadoso. Sempre usei máscara, higienização de mão. Eu sempre, porque eu tenho uma disciplina, eu eu me conheço, eu sei como que e muito cuidadoso, mas eu peguei o COVID e o meu organismo, embora nunca tive, nunca fui propenso, nem pré eh prédisposto a a ficar doente, não. sempre tive uma saúde assim razoável, mas a COVID, faltando uma semana para eu ser imunizado, né? Tomar vacina, vacina tava chegando. Puxa a vida. Aí peguei a COVID. E aí eu lembro que o Dr. Pedro Tourinho foi meu vereador aqui, nosso vereador, ele era o presidente da comissão de saúde, então estávamos juntos. Eu lembro que a minha esposa ligou para ele e falou: "Olha, a saturação do Alberto Tatand falou: "Leva imediatamente pro hospital". Acho que tava 74. leva imediatamente. Aí me levou e eu já fiquei fiquei internado. Engraçado, Mir, né? Que eu não não sentia falta de ar, não tinha nada dessas coisas. Me colocaram o o médico me colocou o oxigênio, eu peguei o o oxigênio, pegia e e saí andando no hospital com oxigênio. O médico ficou olhando para mim porque eu não tinha falta de não tinha nada, fui no banheiro, tal, sabe? num boa. Aí quando eu fui pro quarto e eu comecei a observar que eu não tava bem, mas não porque eu tava com falta de ar, essas coisas, não tinha nada disso. Eu percebi que eu não tava conseguindo me alimentar adequadamente, essas coisas, mas não por causa disso. E quando a a a doutora veio falar para mim que ela ia ter que ela usou esse termo, eu vou ter que fazer o senhor dormir. Eh, lógico, entendi que era que ela ia entubar, né? E a minha esposa tinha falado para mim: "Não deixa eu te entubar". Eu eu sabe que eu de vontade de sair correndo, né? Como que é sair correndo do hospital cheio de de aparelho? Vou pular da cama sair correndo, vou fugindo do hospital. E eu falei: "Você falou com a minha família?" Eu não falei tal. E aí o único tempo que deu para eu fazer foi fazer uma oração. Não não deu tempo para fazer mais nada. E eu fiquei 26 dias entubado. Eu tive dificuldade de voltar da estubação. Tive muita dificuldade, mas muita gente orando por mim, pensando positivamente, rezando, muita gente. Eu quero aproveitar de novo essa oportunidade na casa do povo aqui, agradecer você que orou por mim, que torceu por mim. Agora, olhando aí para você, muitíssimo obrigado. Tem um salmo, o salmo de número 103, que diz assim: "Bendize a minha alma ao Senhor e tudo que é em mim bendiz o seu santo nome. Bendizo a minha alma ao Senhor e não deixe esquecer de nenhum dos seus benefícios. Eu não quero esquecer que você é o motivo de eu estar vivo. Você que orou, rezou, pensou positivamente, minha gratidão para você. Muitíssimo obrigado. Eu te agradeço, viu, Mina? Você me dá a oportunidade de eu agradecer uma vez. Mais porque eu quero ser grato. Eu acho que a gratidão, como dizia o senador Cícero Romano há 2000 anos atrás, a gratidão é a mãe de todas as virtudes, né? Eu eu sou muito grato pelas pessoas, a Câmara de Campinas, pelo acolhimento. Na época o presidente era o Zé Carlos, mas todos os vereadores. O dia que eu saí eu tava palito, né? Eu lembro, a gente colocou aqui nossos jornante tinha, dava para ter uma uma sessão lá no hospital, na casa de saúde, acho que tinha 17 ou 18 ou 19 vereadores. Todos lá foram me abraçar, o vice-prefeito, o Dr. Dário foi me visitar lá na na Casa de Saúde, os médicos da Casa de Saúde, que coisa, os funcionários, né? Então eu passei sim por uma situação de basicamente eh eu tava morto, né? Sim, milagre ali é milagre e milagre não tem explicação. Foi tudo isso que aconteceu naquele período. A gente já tá no finalzinho, professor Alberto, mas eu não podia deixar de falar porque isso é um problema ainda. O senhor fez, o senhor é autor de uma lei aqui sobre a questão das fake news, inclusive foi tudo que aconteceu que o motivou a fazer esse Sim, sem dúvida. Eu fui visitar o nosso jornal aqui, o Correio, sentei com eles para discutir esse projeto, porque eles também apoiavam muito isso, eles já combatiam isso, né? imprensa combatia muito isso. Para mim, a fake news é uma das coisas mais cruéis que existem. Elas destróem a humanidade, a reputação, a maneira que tô falando, destróem pessoas, a o ser humano. Sim. Eh, eu acho muito cruel, muito triste, muito abominável construir uma notícia falsa, porque as pessoas de boa fé, e tem muita gente de boa fé, elas acreditam e por crer de maneira errada vão reagir de maneira errada. Então, é um encadeamento de erros e equívocos. Isso a sociedade perde, a economia perde. Eh, nós perdemos em todos os aspectos. Eh, eh fake news é tudo de mal, tudo de profano, tudo de cruel. E então isso que motivou, porque é muito triste isso, né? Você eh usar de expedientes eh que não são verdadeiros. E para mim isso é uma inspiração tão maligna que o o ministro de propaganda nazista, o Joseph Goelbs, ele dizia isso. Uma mentira repetida várias vezes torna-se verdade para aquele indivíduo. Isso é uma farsa. Mentira é mentira. Nunca vai ser verdade. Mais cedo, mais tarde mesmo, mais cedo, mais tarde a verdade vai triunfar, porque verdade é verdade, né? E nada pode ser contra a verdade, né? Senão a própria verdade. É isso aí. Então, com essa máxima, eu agradeço a sua participação, professor Alberto, que hoje é secretário municipal de gestão e controle da Prefeitura Municipal de Campinas. E que a gente possa eh ter esse momento mais vezes, né? A Câmara, a TV Câmara está aberta também. O senhor eu que agradeço. Um abraço pro presidente Rossini, tá, meu amigo Luiz Rossini. E parabéns pelo na casa do povo a oportunidade que vocês dão dos ex-vereadores continuarem contando suas histórias. Porque todos contribuíram para que a cidade de Campinas continuasse sendo essa cidade bonita, vibrante. E eu desejo um 2026 aí cheio de paz, de alegria, de saúde, que é o mais importante e é uma delícia entrevistado para você. Obrigado, Mir. Muito obrigada, vereador. A gente também deseja tudo isso aos seus, aos seus familiares, amigos e todo mundo. Tá bom, vereador? Isso. Obrigado. Na Casa do Povo fica por aqui. Lembrando que você pode ir lá acessar a nossa playlist no youtube.com/tvcâmaracampinas. Você vai lá e você encontra as várias entrevistas que nós fazemos com os parlamentares atuais da Câmara Municipal e agora nessa temporada dos ex-vereadores da Câmara Municipal de Campinas. Até um próximo na Casa do Povo. M.