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Na Casa do Povo | Cidão Santos: leis que mudaram Campinas e bastidores da vida pública
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Na Casa do Povo | Cidão Santos: leis que mudaram Campinas e bastidores da vida pública

83 views Publicado 28/11/2025 HD · 44:07

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No episódio especial da temporada de ex-vereadores do Na Casa do Povo – Podcast, recebemos Aparecido Souza Santos, o Cidão Santos, um dos parlamentares mais atuantes e autor de leis que se tornaram referência em Campinas e em diversas cidades do Brasil. Hoje, Cidão ocupa o cargo de Diretor de Mobilidade e Sustentabilidade da Secretaria de Transportes de Campinas, e traz uma trajetória marcada por conquistas, entregas sociais e projetos inovadores na área ambiental, de segurança, mobilidade urbana e defesa do consumidor. Nesta entrevista, ele revisita sua história, fala sobre sua formação, os bastidores de quatro mandatos consecutivos na Câmara Municipal e o impacto direto de suas propostas na vida de mais de um milhão de campineiros — leis que se tornaram modelo nacional e que seguem transformando a cidade até hoje. 🏛️ Uma trajetória de serviço público e impacto real Natural de Porecatu (PR), Cidão chegou a Campinas aos 18 anos, construiu sua vida no Jardim Tamoio e trabalhou como engraxate, metalúrgico e corretor de seguros antes de entrar para a vida pública. Foi vereador por quatro mandatos consecutivos, presidente da Fundação José Pedro de Oliveira (gestora da Mata de Santa Genebra) e Corregedor da Câmara Municipal. Também presidiu a Comissão de Economia e Defesa dos Direitos do Consumidor e foi membro de comissões de Segurança Pública, Meio Ambiente, Região Metropolitana e Relações Internacionais. Sua formação inclui: • Gestão Pública – Universidade Paulista • Pós-graduação em Gestão Ambiental – Universidade Paulista • Pós-graduação em Engenharia Ambiental e Saneamento – Anhanguera • Pós-graduação em Urbanismo – Anhanguera 📜 Leis que viraram referência nacional Durante a conversa, Cidão relembra as leis de maior impacto, entre elas: 🔹 Lei das Divisórias nas Agências Bancárias (14.069/2011) Obrigou bancos a instalarem divisórias nos caixas de atendimento, medida que praticamente zerou os casos de “saidinha bancária” em Campinas. Virou modelo em todo o país. 🔹 Lei das Sacolinhas – Sacolas Biodegradáveis (14.383/2012) Primeira lei ambiental do tipo no Brasil: proibiu sacolas plásticas comuns e garantiu sacolas biodegradáveis gratuitas aos clientes. 🔹 Programa de Reaproveitamento de Óleo de Cozinha (231/2010) Iniciativa que evita o descarte inadequado do óleo e protege o meio ambiente. 🔹 GPS nos ônibus – Aplicativo CittaMobi (14.885/2015) Uma revolução para o usuário do transporte público, permitindo acompanhar horários e trajetos em tempo real. 🔹 Combate à Dengue – Educação na conta da Sanasa (14.840/2014) Texto educativo obrigatório nas faturas para conscientizar os consumidores. 🔹 Visita Digital nos hospitais (15.914/2020) Criada durante a pandemia, obrigou hospitais públicos e privados a disponibilizarem visita por vídeo a pacientes isolados — tecnologia salvando vidas. 🔹 Outras iniciativas marcantes • Dispositivo sonoro e luminoso em garagens (Segurança ao Pedestre) • Regras rígidas para confecção de carimbos (segurança e autenticidade) • Troca de produtos aos finais de semana • Divulgação do número da Ouvidoria da PM • Cadastro PcD e espaço reservado para cadeirantes em estádios • Inclusão do CEP nas placas de rua • Plantio de 30% de árvores frutíferas em áreas públicas • Assentos obrigatórios em agências bancárias • Salva-vidas obrigatórios em clubes com piscina • Programa “Gostar de Ler” nas escolas municipais 🏥 UPA Carlos Lourenço: uma batalha de 8 anos Cidão relata ainda sua luta pela construção da UPA Carlos Lourenço, a maior unidade de pronto atendimento da região, desde a indicação do terreno até a inauguração em 2019. Uma entrega que beneficia mais de 150 mil moradores. 🌳 Gestão ambiental e legado na Mata de Santa Genebra Como presidente da Fundação José Pedro de Oliveira, implantou o projeto Construtores de Floresta – Gênesis, com o plantio de 3.500 mudas da Mata Atlântica em áreas públicas. 🎧 Uma conversa humana, histórica e cheia de bastidores No Na Casa do Povo, Cidão fala sobre: • sua origem humilde e as primeiras profissões • desafios e bastidores de quatro mandatos • como nascem ideias de leis transformadoras • conflitos, conquistas e histórias curiosas da vida parlamentar • como vê Campinas hoje e seus novos desafios • sua atuação atual na mobilidade urbana e sustentabilidade Um episódio completo para quem quer conhecer melhor os protagonistas da história política recente de Campinas. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [música] [música] mais um na Casa do Povo no ar e nós estamos na temporada [música] de ex-vereadores, pessoas que um dia foram parlamentares aqui na Câmara Municipal de Campinas que hoje [música] tem uma atividade política ou uma atividade aí no executivo. O nosso convidado dessa semana é o ex-vereador Sidão Santos. Ele que tá aqui com a gente, vai falar um pouco da sua trajetória [música] e como é de prá, eu vou fazer a minha auto e audio descrição. O meu nome é Mirna Breu. Eu sou mulher negra de pele clara. Tenho os cabelos cacheados na altura dos ombros com mechas loiras. Eu tenho 1,55 m. Olhos castanhos. Ó o meu fundo. Ah, e tô com uma blusa hoje e ela é um verde meio limão misturado com musgo. E ao meu fundo nós temos o estúdio do nosso podcast na Casa do Povo, todo em preto. À minha esquerda, um televisor escrito escrito na Casa do Povo em azul e branco. Sidão Santos, seja bem-vindo. Eu já o convido também a fazer a sua auto e audiodescrição. É, é um prazer imenso, viu Mirna? Tá aqui no seu programa. Tá bom. Eu sou Santos, né? Eu sou um homem negro, eh, cabelo carapinha, tenho 1,78, eh, de altura. Eh, e tenho 58 anos de idade, né? Tô de camisa branca, eh, sou casado, sou pai de dois filhos, né? Ah, Sidão, e aí? Olha, Sidão, ele esteve na Câmara do eh exerceu quatro mandatos consecutivos, terminando em 2020. [roncando] E depois que ele saiu da Câmara, inclusive hoje aqui eu recebi o material da da assessoria, você é o diretor de mobilidade e sustentabilidade da Secretaria de Trânsito e Transporte de Campinas e também já presidiu a Fundação José Pedro de Oliveira, que é responsável pela conservação e a gestão da Mata Santa Genebra no distrito de Barão Geraldo. Vou começar um pouco de trás pra frente. Então, Cidão, como tá sendo essa experiência como diretor de mobilidade e sustentabilidade na Secretaria de Transportes aqui da de Campinas, da nossa cidade, que tem tantas questões de mobilidade, hein? Então, Mirna, é assim uma uma experiência nova, importante, né, para mim eh na realidade uma cidade que tem hoje 1.000 cidadãos, né? Temos aí quase 1 milhão de carro. Mir, a gente já tem quase dois carros por pessoa. É isso. É, é, é. Estamos chegando quase um carro por pessoa, né? 1 milhão de veículos circulando, né? É um trânsito complexo, né? Hoje, só para você ter uma ideia, eh se você pegar mais a região metropolitana que acaba eh circulando, né, no no no no trânsito de Campinas, então é é complexo, né, e nós estamos aí, né, ajudando, né, eu assim fiquei muito contente pelo convite, né, do prefeito, né, prefeito Dário Saad e também do nosso secretário para e uma missão. Olha, mobilidade, quando a gente já pensa em trânsito e transporte, evidentemente a gente pensa nas questões ambientais e que tem a toda essa questão, né, da do trânsito, que aquilo gera ao meio ambiente, sustentabilidade. É possível fazer com que as duas coisas combinem? Olha, Mirna, é possível, né? Eh, quando é se tratando no caso de mobilidade urbana, né? É aquilo, o cidadão você tem que dar condição, né? A prioridade é pro pedestre. Essa é a prioridade nossa, né? De dar condição, um trânsito seguro, onde o pedestre possa circular, né? Mas agora eu vou eu vou ser um pouco crítica quando a gente fala do motorista campineiro. [limpando a garganta] Eu particularmente eu dirijo, mas muitas vezes, claro, você estaciona aqui mesmo em frente à Câmara, você vai atravessar, parece que a pessoa acelera, não, o motorista ele recua para que o pedestre. Como que a gente vai conseguir fazer com que esse pensamento mude? A gente tem muitas cidades que o pedestre ele tira o pé da calçada, todos os carros já vem primeiro que já vem devagar, né? Já param. É, como que a gente consegue educar esse pessoal? Sidão, olha, Mirna, é, é questão de educação de trânsito, né? Nós temos um problema muito sério, né? Por quê? Porque as cidades, né? Na na concepção de da na criação das cidades, né? lá, eh, historicamente, as cidades ela foram feitas pro cidadão, pro seu pro ser humano circular, né, quando o ser humano deixou de ser nômade, né, e passou a viver em comunidade, né, geralmente eram eh perto de rios, né, e você tinha ali um castelo, né, na na na principalmente ali na questão na na época medieval, né? E aí, Mirna, eh, o que que circulava? era no máximo cavalo, carroça, as pessoas andavam muito de a pé, né? E aí veio a modernidade, né? Da da da da e aonde eh a a indústria automobilística, né? E aí nós acabamos assim eh eh tendo um eh como pessoas, como gestores, isso a nível de mundo inteiro, sempre tá pensando no automóvel, né? Ó, vamos dar eh a prioridade o automóvel, né? abrir as avenidas, diminuir as calçadas, né? Isso. Agora nós estamos mudando esse pensamento, né? Hoje a cidade ela é a é da das pessoas, é do cidadão. A prioridade é do cidadão. O cidadão circule com segurança eh nas faixas de pedestres, que tenhamos semáforos, tenhamos é toda a condição, né? Pro tanto o cidadão que anda de aé como um cidadão que anda de bicicleta, né? Agora temos os veículos, nós temos 1 milhão de veículos e temos que criar avenidas, avenidas, as as expressas, né, as marginais, né, temos que criar eh eh da condição, né, de segurança para que esses veículos circulem, né, circulem, cheguem aos seus locais e circulem com segurança, né? Então esse é um grande dilema, viu, aprender respeitar os aprender respeitar os pedestres, né? Esse é um grande dilema que é essa questão de educação de trânsito, que nós temos que conscientizar o motorista, que aquele cidadão que tá andando de a pé, que tá ali numa faixa de pedestre, é, po, pode ser a mãe, pode ser o o seu filho, pode ser seu irmão, pode ser seu pai, né? Então, eh eh o o que que nós temos que fazer realmente parar nas faixas de pedestres, realmente andar com segurança, é não usar o celular no trânsito, né? essa questão do álcool no trânsito também eh é é é é muito importante, né? Então, eh que que nós temos que fazer? Uma um um uma sociedade consciente, uma sociedade que tenha o o veículo como seu meio também de locomoção, né? Um dos meios de locomoção, mas que sempre esteja pensando naquele cidadão que tá de a pé ou tá de bicicleta, né? Tá sempre cuidando dele, né? Ô Sidão, eu vi aqui que inclusive eu falei na abertura sobre a sua passagem, né, sobre sua gestão lá na Fundação José Pedro de Oliveira e vi que você inclusive é pós-graduado em gestão ambiental pela Universidade Paulista. Eu queria e olha, pós-graduado em engenharia ambiental e saneamento básico pela Universidade Anhanguera, pós-graduado em urbanismo também pela Universidade Anhanguera. Como que você na sua carreira, vereador, depois foi gestor, você também procurou o embasamento da universidade para permear todo esse seu trabalho? Como que é isso para você? Então, Mirna, é, é a o conhecimento, né? O conhecimento é tudo, né? Eu acho que nós, eh, seres humanos sempre estamos aprendendo, né? E eu acho que o melhor lugar de você buscar conhecimento é na academia, né? Nas universidades, né? E eu tive oportunidade de fazer três pós-graduações, né? Eh, inclusive, eh, você acabou de falar engenharia ambiental e saneamento, é gestão ambiental, que é uma área que eu gosto, que é essa questão eh do cuidado do meio ambiente, e a questão do urbanismo. E e essa questão de do urbanismo que me dá todo esse conhecimento na questão de pensar a cidade, de ter um olhar diferente paraas cidades, né? Entendeu? cidade para as pessoas, é unir a prática, a a teoria da academia para para colocar aquilo, como se diz, no dia a dia de Campinas. Dia dia de Campinas. É isso. E como foi então estar à frente da Mata Santa Genebre, a Fundação José Pedro de Oliveira, que também é um desafio. A gente tem aquilo lá como uma riqueza ambiental da nossa cidade. Quem, como não a gente pode dizer da RMC, né, Sidal? Olha, a Mata Santa Genebra, Mirna, é uma joia, né? você teve a oportunidade, né, de fazer vários programas lá quando eu era presidente, né? Ali eh eh é uma joia ali nós temos ali árvores centenárias, árvores aí de 400 anos de idade, Peroba, Barrosa, Jequetibá, eh Jatobá são árvores aí indivíduos arbóricos que já foram extintos na maioria das cidades aqui do sul do Brasil tem cidade aqui no na no estado de São Paulo que nunca viu uma peroba rosa, nunca viu, não existe mais, né? E nós temos aqui na nossa cidade, na Mata Santa Genebra, né, temos eh eh mamíferos, grandes mamíferos, como a Onça Parda, Jaguatirica, o Lobo Guará, né? Então ali é uma joia, né? Eh, nós na frente da fundação, nós tivemos a oportunidade de também até pelo meu conhecimento acadêmico, a minha expertise junto com os técnicos, criamos o projeto Gênes, né? O projeto Gênesis foi um projeto assim muito importante pra cidade de Campinas, né? foi onde nós conseguimos eh eh plantar 50.000 árvores na que é aquela proposta do reflorestamento. Não são agora as microflorestas ou é um embrião da microfloresta? É, eu acho que foi o começo lá atrás, né, da o projeto Gênesis com construtores de florestas urbanas, né? Aí agora o prefeito sempre foi um entusiasta, sempre nos ajudou muito, né? E agora o o microfloresta, né, que tá em vários locais da cidade, é um projeto inovador, um projeto maravilhoso, né, do ponto de vista ambiental, né? Acho que Campinas ela tá na vanguarda nessa questão ambiental. Sim. E como a gente pensa nesse ainda dentro daquele escopo de quando você tava na gestão da mata, a questão dos corredores ecológicos, a gente ainda tem que evoluir bastante, né? Muito, Mirna, muito, né? É, é uma questão que nem eh como diretor, né, de mobilidade e sustentabilidade, né, sustentabilidade, nós estamos implementando essa questão eh sustentável, né, na na na INDEC, né, e temos vários projetos de de sustentabilidade e um desses é a questão dos corredores, tá? o os corredores, nós precisamos também da condição para os animais poderem circular sem serem atropelados, né? Principalmente na na região de APA, né? Principalmente a nossa grande AP, que é APA Campinas, né? Ali tem um número muito grande de atropelamento, né? De animais, né? Foram feitos alguns, eu não sei, o nome é corredor quando é, não é passagem, aquela passagem aérea, né? Foram feitas várias aqui na cidade, mas precisamos ainda nos concentrar nos corredores. Nós fizemos eh vários, né? prefeito junto com a Secretaria de Meio Ambiente, eh, que são os corredores aéreos, as passagens aéreas, né? Mas nós precisamos eh ter eh mais eh eh passagens terrestres, né? subterrâneo, passagem, aonde criar ali uma lombada ambiental, né, para que as pessoas se conscientizem, né, e ande em região aonde circula aí eh animais silvestres, mais devagar e protegendo os animais também, né, né? Então esse é um trabalho que nós estamos desenvolvendo, né? É. Qual foi o grande aprendizado lá na mata? Olha, o grande aprendizado na mata, Mirna, foi realmente eh conhecer a a Mata Santa Genebra, conhecer a importância da mata, né? E eh é com detalhes, né? Vale a pena quem tá em Campinas e pensar, conhecer a Mata Santa Genebra. É, inclusive, gente, sempre há a um agendamento para visitação, eles sempre estão anunciando momentos de visitas guiadas, inclusive, né? seidão. Vale a pena conhecer a Mat? Vale a pena. Vale a pena, porque Campinas temos [roncando] aí muitos locais, né, para conhecer de de turismo, né, não só a Mata Santa Genebra, mas eu também convido as pessoas a conhecer a APA, a APA Campinas, né, a a circular ali Souza, Jaquim Egídio, mas na região de Floresta, né, ali na Candéis, né, assim vai ver muita coisa bonita, muita coisa que você vai falar: "Nossa, como Campinas é maravilhosa, né?" Sim. Agora eu abri o na casa do povo, lembrando que o Sidão ele foi vereador por quatro mandatos. E eu queria lembrar que quando a gente conversava, quando você tava aqui na Câmara, Sidão, você inclusive tinha bastante esse olhar, eh, você foi da comissão do consumidor inclusive, né? Sim. Eh, você tinha bastante esse olhar, até porque eu lembro que uma vez nós conversamos e você, a gente tinha um programa aqui na Câmara, chama na TV Câmara, chamado Sala de Visita há muito tempo. Você contou, olha, eu trabalhava com seguros antes, não é isso? Isso, perfeitamente. Trabalhava com seguros e você sempre trazia essa questão de eh do ponto de vista do consumidor, a segurança do consumidor, a segurança de quem precisa utilizar um serviço, por exemplo, um serviço nas agências bancárias. E eu queria que você falasse dessa sua vivência, trazendo isso pro dia a dia da Câmara. Como que foi isso naquele momento? Então, eh, eu, né, sendo vereador, né, fui corretor, como sou corretor de seguros até hoje, né, tem mais de 30 anos aí de profissão, né, e, eh, nós, eh, o olhar especial, né, do ponto de vista do consumidor, né, porque o consumidor e em muitos aspectos, em muitas questões, às vezes ele é eh negligenciado, né, desrespeitado, né? Então, eh, quando foi eleito vereador, nós, eh, eh, tivemos a a oportunidade, né, de de propor algumas alguns projetos de leis que viraram leis, né, na casa. também também tenho assim que parabenizar e agradecer os meus pares, né, na época que o pessoal tinha uma eram muito conscientes, né, nessa questão, né, quando eh tinha apresentava algum projeto aí em defesa dos direitos do consumidor, eles eram unânime, né, em tá defendendo os consumidores, né? Então eu fui muito feliz aí de tá de ter uma leis importantes na cidade de Campinas. Eh, pode parecer simples, mas quem usa uma agência bancária, hoje nós temos, por exemplo, a divisória no que você tá sendo atendido de quem tá esperando para ser atendido, que a gente teve aquele período das saidinhas de banco que chamava a pessoa tava olhando dentro uma uma pessoa olhando o que a outra ia fazer, se ia sacar dinheiro, etc e tal, e a pessoa saía da agência e muitas vezes era assaltado. É uma coisa, um dispositivo muito simples, mas que melhorou muito essa questão do atendimento no banco e essa segurança. Fala um pouquinho dessa ideia que virou lei na nossa cidade. Então, e essa essa lei ela nasceu assim de uma fatalidade, né? Um momento muito triste da nossa cidade, né? Onde nós tivemos um latrocínio ali perto da da da rua da Conceição, perto da Caixa Econôm Federal, né? onde um cidadão eh eh na na véspera de Natal, né, nos dias eh antecedente antecedendo o Natal com seu filho e ele foi fazer um saque na agência ali da Caixa Conal Federal e saindo um um um indivíduo seguiu, pediu dinheiro, né, e ele reagiu, né, e aí ele foi executado. Sim. E aí eu vi aquela foto, né, daquele pai, né, morto, né, e o filho chorando, né, um filho um jovem, né, de 15, 16 anos, chorando em cima do Aí eu falei: "O que que nós poderíamos fazer?" E Campinas, ela era sempre eh saidinha, era latrocínio, era eh roubo, era era golpes dentro das agências bancárias, né? Na região metropolitana, era um problema. E aí nós tivemos a oportunidade de estar conversando com pessoal de banco, conversando com segurança, conversando com com pessoas que Você chegou a debater isso aqui na tua debatemos aqui, houve um debate. Aí nós eh conseguimos eh eh criar um projeto, um projeto bem elaborado que eh ia ter condição de de dar segurança pro cidadão. E nós a e também assim tem que agradecer muito aos vereadores, porque os vereadores logo viram a importância do projeto, todos estavam empenhado, né, nas comissões para aprovar o projeto. Aí o prefeito na época, eu não lembro se o prefeito era era o Dr. velho era o Pedro Serafim também foi muito sensível, né, que que sancionou o projeto, né, e é e mas só que nós tivemos uma resistência muito grande do setor dos dos bancos da Febraban, a Febraban não queria porque ia aumentar o número de de funcionários, via que ia ter problema dentro da agência por causa das divisórias, né? Mas aí nós vencemos aí todos esses obstáculos e hoje não é só Campinas, né? Aquele aquele projeto ele nasceu em Campinas, aí a Febraban levou pro Brasil inteiro como iniciativa dela. Depois é como iniciativa. É, mas copiou da sua da sua da sua lei, né? A lei ela nasceu aqui a lei, né? Então assim, eu fico feliz porque eh muita gente, né? Foi eh salva, né? Essa realidade ali foi um projeto que salvou vida. E assim eu nem me coloco como ah você um grande autor, não. Eu acho que a casa do povo, o legislativo campineiro, os vereadores da época, eles foram muito sensíveis e realmente compraram a briga, entendeu? Porque eu sozinho não conseguiria, né? Os vereadores foram é sensacionais. A gente tá em período de COP aqui no Brasil, né, discutindo tantas questões ambientais e etc e tal. E a gente sabe que a sacolinha do supermercado, ela é algo que tira o sono de muita gente, principalmente quando a gente fala nessa questão do de quanto tempo essa sacolinha leva para, digamos que ser mais de 200 anos, né, por aí. E aí você em 2012 teve uma lei de sua autoria que obrigou os estabelecimentos comerciais a fornecerem gratuitamente sacolas biodegradáveis para que as pessoas pudessem levar mercadoria. Foi naquela coisa do era primeiro o saco de papel, né? Depois veio a sacolinha. Aí depois quando foi a biodegradável eles começaram a cobrar, não foi isso naquela ocasião? É, na realidade, eh, a Associação Paulista, né, de Supermercados, assim, houve um embate, houve um embate, essa casa aqui também, ela foi sensacional porque os vereadores ficaram do lado e e foi um embate mesmo, né, com a a Associação Paulista Supermercado, onde eles eram contra. De repente, quando eles viram que eles começaram que que a porque a sacola tradicional ela leva 100 anos na natureza. 100 anos. E a biodegradável com do anos ela ela é biodegradável, ela, né, ela derrete ela, né, e na própria, né, então, então, tipo assim, nós conseguimos eh eh não só essa questão do consumidor, de ter uma sacola para levar gratuita para levar os produtos pra sua casa e também na questão do meio ambiente, né, que era uma sacola que essa sacola que tá sendo usada hoje em Campinas, uma sacola que ela gride muito e meio O meio ambiente é, a gente precisa avançar ainda um pouco mais, mas já é um primeiro passo. Que Campinas ela ela foi pioneira, viu? que São Paulo mesmo até recentemente não tinha resolvido essa essa questão essa questão. Essa questão. Outra questão também que envolve o meio ambiente é a questão do óleo. Tem aí se dão inclusive uma quantidade de 1 L de óleo o quanto que ele, por exemplo, contamina a água e as pessoas a cada vez mais, não é só questão de entupir uma pia, entupir ali a a caixa de gordura. É uma questão que vai muito além. E eu queria que você falasse sobre isso, que a partir então dessa consciência lá em 2010, nós também temos uma lei de sua autoria que fala do programa do reaproveitamento do óleo. Perfeitamente. Essa aí também foi uma lei assim, né? Eu tive o privilégio de apresentar essa proposta e foi aprovada, né? É uma lei importante, né? Se nós levarmos em consideração que o o ser humano ele acha que a água é infinita e não, a água a água ela finita e principalmente a água a água doce, né, no no nossos rios, né, na na e no Brasil. E qual que é o grande problema nosso? O problema na nas cidades era que as pessoas óleo de fritura jogavam no ralo da pia, jogavam no lixo, descartavam totalmente de forma irregular. E só para você ter uma ideia, Mirna, 1 L de de óleo de fritura, ele contamina aí mais de 20.000 1000 L de água, né, na hora do tratamento contamina, né, e vai e acaba contaminando os lençóis freáticos, né, chega até os aquíferos subterrâneos, né, que é uma coisa que às vezes nós não não paramos para pensar, Mirna, que aqui, ó, nós estamos aqui, ó, mas embaixo aqui nós temos os lençóis freáticos e temos os aquíferos subterrâneos mais embaixo, entendeu? E esse óleo ele ele desce e vai e vai poluindo tudo, entendeu? É, olha aqui, olha, tá explicando inclusive que essa contaminação que você fala, ele contamina de uma certa forma que ele facilita inclusive a ploriferação de vetores. E quando a gente tem, é, por exemplo, em rios e lagos, o óleo não deixa entrar a luz e oxigênio, que é importante pra vida ali que tá, né, para peixes e outros organismos vivos que vivem naquele ambiente. Perfeitamente. Ou seja, é um uma destruição, né? É uma destruição. A gente precisa do óleo fora que o óleo ele pode ser o reutilizado, transformado em sabão e até outros produtos. Né? Só para você também, essa massa de vidro, que é muito utilizado, né, pela sociedade, é feito do óleo, tá? Sim, né? Sabonetes, sabão e vários outros produtos. É. E então a gente precisa, né, ter um pouco mais de consciência. Você tem alguns condomínios que inclusive hoje já tem um um lugar para que as pessoas possam depositar o seu óleo usado, né? Mas é importante que cada vez as pessoas tenham maior consciência essa questão. E essa, eu tô falando aqui agora uma curiosidade você dão. Quando que você fez o a o curso de pós-graduação em meio ambiente de gestão ambiental? Faz ah, faz uns 5 anos. Uns 5 anos. Mas a sua lei aqui, olha, é de 2010. Quer dizer, você sempre teve essa preocupação. Sempre, sempre, viu, Mirna? Sempre. Porque eu acho que todo cidadão, Mirna, tem que ter essa essa consciência, né? Na realidade, eh, nós somos aqui, eh, vivemos num planeta onde temos aí vários seres, né? E o ser humano é mais um, né? Agora nós temos só que eh eh os outros seres, né? Ah, os passarinhos, né? A baleia não destrói o planeta, né? E nós sim, nós sim. Só que nós temos condição de reverter isso, né? Através da nossa tecnologia, da nossa inteligência, né? Sim. Cidão, uma outra questão ainda falando de segurança, voltando à questão no no bancos, bem antes da pandemia já tinha uma lei, inclusive falando do álcool em gel, né? Eu queria que você falasse por que você pensou nessa questão da de do uso do álcool em gel e também acentos nas agências bancárias. Então aí eh eh no caso do álcool, Mirna, né, na na foi aquela primeira, tivemos uma pandemia, né, daquele vírus HN1 que ainda tá ainda, né, é circulando no no É que aquela época não tinha a vacina como tem hoje. É isso, né? É, era da gripe, né? E nósemos de apresentar esse projeto, aprovamos, né, pensando nisso, né, que é onde o cidadão ele vai no banco, ele ele utiliza o caixo eletrônico, ele tem um álcool gel ali do lado para ele já fazer ali a desinfecção, né, da mão, né, e não e e não fazer a transmissão do vírus, né? Então é uma tipo assim, é um é simples, foi simples, mas que resolve que depois todo mundo usou muito na COVID, né? Tanto que daí a lei foi ampliada para outros estabelecimentos, isso para supermercados, postos de gasolina, né, onde tinha os caixas eletrônicos, que era no caso para você, a pessoa utilizou, porque muitas pessoas utilizavam, né, ali, eh, no, através do cartão, né, de débito, de crédito, e aí ele já passava o álcool para já, eh, já, eh, limpar a mão, né, e já e não fazer transmissão, né? Sim. Agora quando a gente os assentos, porque sempre foi uma briga. Eu sei porque gente, eu comecei a a trabalhar com 13 para 14 anos, fazia que a gente chamava de serviço de banco, né, que os menores aprendizes faziam. Ficávamos horas em pé nas filas dos bancos. O assento foi uma forma de minimizar essa essa angústia da espera de ser atendido no caixa. Tudo bem que hoje é bem difícil, porque hoje a gente tem o banco dentro do celular, né? Todo mundo tem aí a disponibilidade de um serviço digital, mas antes não tinha. É, na época, Mirna, foi mais nesse sentido mesmo, né? Era os o cliente, ele era desrespeitado, né? ficava ali em pé, às vezes horas, não tinha eh tempo, não tinha senha, né? E aí nós eh eh criamos, né, eh essa esse projeto de lei que virou lei, né, obrigando a a a de acordo com o número de clientes que a agência tivesse, ter um número de de assento, né, pro cliente de cadeiras confortáveis, né, pro cliente tá confortavelmente esperando, né, n hoje quem circula em Campinas e apesar da gente ter dispositivos eh que levam a gente até o endereço olhando no celular, a gente muitas vezes olha aquela placa no poste na rua e tem o nome da rua. E muitas delas hoje, na maioria delas tela rua. E isso é por conta também de uma lei de sua autoria em que foi a eh sancionada em 2006. E hoje ainda, Sidão, para você ter uma ideia de quanto as pessoas em casa pensa que um CEP não tem importância, a gente tem tramitando aqui na Câmara hoje eh propostas que tratam de que obrigatoriamente, por exemplo, como a gente tem aí um programa de regularização fundiária, que esses bairros que sejam regularizados, quando se se tratar de uma viela, quando se tratar de uma passagem, de uma travessia, também possa ter CEP. E lá essa identificação, você já pensou nisso? Tem o nome da rua, mas tem o CEP. É, então é era um um problema de informação mesmo, né? As a cidade grande que nem Campinas, onde você tem aí centenas de bairros, né? E às vezes você tinha uma rua, uma avenida que ela passava por dois, três bairros, né? E aí o o cidadão ficava perdido, né? E aí nós eh também tivemos a a essa alegria de est apresentando um projeto de lei, né? é um é um projeto que nós vivíamos já numa época de informação, num momento de informação. E aí a placa ela ficou com mais informação, tendo o nome do bairro, o CEP, o nome da rua e isso melhorou muito aí a vida do cidadão campineiro, né? Sim. falando em melhorar a vida e hoje inclusive você, a gente falou no comecinho, você tem um cargo de direção na Secretaria de Transportes, mas também é uma lei de sua autoria já falando de transporte, a questão do GPS nos ônibus. Na época, o que que tava acontecendo que foi necessário termos uma lei como essa? Olha, Mirna, na época nós eh apresentamos esse projeto de lei porque o também o GPS era inovação, era uma coisa moderna, era era o novo, né? E nós eh queríamos na época que que o o nós tivéssemos informação onde o ônibus tá, o horário dele passar certinho, né? Logo depois veio um dispositivo, né? que que chamava assim para que as para que as pessoas possam acompanhar onde tá o ônibus para ir pro ponto onde ônibus é para ir pro ponto, né? E para dar segurança, para dar qualidade, né? Porque pelo menos você ia por você conseguir acompanhar, olha o ônibus tá chegando, né? Então você vai pro vai pro ponto para ficar 1 minuto, 2 minutos, né? Hoje é corriqueiro, mas há 10 anos isso era uma novidade, né? Novidade, uma inovação, né? E isso só foi eh eh teve condição por causa da do GPS, né? E hoje, inclusive até todo o monitoramento que é feito através da na na INDEC, né, todo esse monitoramento no no BRT é por causa do GPS, porque você consegue online ver onde ele tá, entendeu? Então essa lei ela foi uma lei assim, é inovadora, uma lei moderna, né? E também os vereadores aqui também, né, a cabeça acompanharam, né, o a o pensamento, né? A gente falou no começo da entrevista sobre a questão da mobilidade e ainda essa o que a gente precisa avançar no que diz respeito à segurança para o pedestre, principalmente em 2007. Olha, nós estamos há quê? 18 anos dessa lei. 18 anos. Então, olha, você fez uma lei que hoje e os edifícios residenciais, comerciais, prédios públicos e particulares com grande fluxo de veículos tem que ter aquele sinalizador que é aquela luzinha com barulhinho para identificar que tá saindo ou entrando um veículo. Algo também que parece muito simples, mas que garante essa segurança. Perfeitamente, Mir também era um problema, né? Porque muitos prédios não tinham nada, né? E às vezes o um cidadão tava passando, né, não acabava eh tendo problema de atropelamento. E também no pro cidadão que tinha deficiente visual, né, que era um problema para ele, né, o o deficiente visual, né, na questão que o sonoro, porque ele escutava o som, né? Sim. Então quer dizer que um carro vai sair ou vai entrar, carro vai sair ou vai entrar, né? Então também é o que você falou, é um um uma simples, mas que foi assim muito eficiente, né? Sim. Aí pensando na questão da importância da pessoa com deficiência em nossa cidade, nós temos duas leis de sua autoria, uma de 2008, que fala de um local específico, no caso do cadeirante, no estádio de futebol, que ele tenha lá o seu lugar reservado. E no caso também 2009 já é uma outra lei que fala do cadastro de profissionais com deficiência. de responsabilidade da prefeitura numa espécie de criar um banco para que essas pessoas possam ser inseridas no mercado de trabalho. Hoje o que se fala tanto de equidade, de direito da pessoa com deficiência e a gente sabe que tem um grande gargalo ainda no mercado profissional, queria que você falasse dessas duas iniciativas. Ah, tá. Então também duas leis assim muito importante, viu, Mirna? Porque primeiro o cidadão que e que tinha e cadeirante, ele ia no estádio e não tinha lugar para ficar, né? E você tinha um muro ali alto onde ele pagava e não via o jogo. Sim. Aí foi aonde nós eh tivemos aí a felicidade, né, de propor um projeto de lei. E aí, inclusive você vai na Ponte Preta, tem um local, você vai no Guarani também tem, né, onde ele sobe com a sua cabra. Não, hoje ele fica ali numa situação como se fosse um camarote, né, para ele, né? Sim, ele v o jogo, né, vai embora satisfeito, né, com o time dele, né, então, através da lei, né, e eh na questão desse cadastro, porque também, né, cidade tem um um percentual, como todas as cidades, né, de pessoas eh que com necessidades especiais, né, e no no sentido de criar esse cadastro, né, porque às vezes a empresa quer contratar, né, as empresas querem contratar, né, mas não sabe, mas não tinha na época, né, esse cadastro. né? Então nós conseguimos eh aprovar essa eh essa lei na cidade de Campinas e e assim foi uma lei também assim eh eh muito boa, né, em prol da desse cidadão, né? Sim. Se dão hoje a UPA do Carlos Lourenço, ela é uma realidade em nossa cidade. Inclusive nós já tivemos aqui a presença do ex-prefeito Jonas Donizete, que falou da importância da dessa UPA, inclusive naquele momento da pandemia em que ela se tornou um hospital referência para atender as vítimas da COVID-19. E a UPA, eu lembro que a gente inclusive eh acompanhou você em um lugar que mostrava um terreno, mostrava aquele terreno inicialmente com com um monte de entulho, com uma série de coisas e você lutando por aquela UPA. Eu queria que você falasse de todo esse processo até nós eh que Campinas tivesse efetivamente a construção e a operação da UPA. Olha, Mirnali foi uma assim na minha vida pública assim assim muito importante na questão da saúde. Eu f fico muito feliz, né? Por quê? Porque a UPA e era uma necessidade, né? Na na na na zona sul. Não tínhamos, né? Pessoal tinha que se deslocar até o o Hospital Mario Gate e tinha que ir pro São José, tinha que ir lá para Padre Anchieta e acaba acabava eh eh é muita gente, né? O atendimento, né? Então era uma dificuldade e para Valinhos, né? Valinhos às vezes até a Valinho Valinhos já tinha uns problemas deles lá, né? E aí na época e até o então prefeito eh Dr. Hélio, nós eh conversamos com ele e nós começamos essa luta, né? Você, como você falou, levamos ele lá, mostramos o local, né? Onde tinha um um terreno que tinha condição de instalar essa UPA, né? E aí foi uma luta, foi uma luta. Aí depois essa parou a obra, né? Essa obra ficou muito tempo parada, né? É, 8 anos parado, né? E a gente ali na luta, né? E aí é o que você falou, né? Tivemos aí a gratidão no sentido do prefeito Jonas Donissete, né? Conversei muito com ele e ele eh eh reiniciou as obras, né? E colocou a UPA para funcionar. E a UPA tá aí, né? Aquilo que você falou na pandemia, né? Ela e quantas vidas, né? aquela OPA da pandemia ali que ela virou um centro ali de questão de tratamento do COVID, né? Quantas vidas salvou e na questão hoje, né? Eh, de acidentes, do atendimento ali do dia a dia, né? Quantas vidas, né? Quanto trabalho eh importante a UPA do Carlos Lourenço tem tem feito pro cidadão campineiro, né? Salvando vidas mesmo. Hoje Campinas tem quantas UPAs? É Carlos Lourenço, São José e Padrancheta e o Campo Grande, né? Ah, o Campo Grande. Verdade, tem a roupa do Campo Grande. Então, quando a gente pensa nessa questão da saúde, a UPA teve um papel fundamental ali, fundamental. E eu fico feliz, né? Eu acho que é a vida do homem público, acho que é isso, né, Mirna? A gente eh ser eleito, né, quando o vereador, o vereador é eleito, o vereador ele tem um compromisso com seus eleitorados. Hoje você é suplente, é isso? Sou primeiro suplente. De qual partido? Do União Brasil. União Brasil. É da União Brasil. Tá? Então, quando você é eleito, você tem um compromisso, né, com o povo, compromisso com o povo de da de Campinas, né? E e são os anseios, né? O vereador ele é o para-choque, ele houve uns anseios, né, da população e ali era uma reivindicação assim muito antiga, né, de termos ali um uma UPA, né, um pronto socorro que atendesse todo e eh esse cidadão ali da zona sul. Então, a gente já tá encaminhando pro final do nosso tempo aqui na Casa do Povo. É muito diferente ser legislador e depois ser um cargo executivo. E qual a diferença ainda quando a gente pensa, por exemplo, a a fundação, ela é algo ligado à prefeitura, mas é uma administração indireta. Hoje você tá na direta. Como que é isso tudo? Direta. Então, Mirna, eh eu fui vereador de 16 anos. Sim. É, eu estranhou. E tipo, o que eu tenho que falar para você que aprende muito. Aqui você aprende muito. A vereça é uma universidade. A vereça, ela é uma uma doutorado, né? Então a gente aprende muito e eh na questão da administração, só que o vereador ele ele pede, o vereador ele indica, né? O vereador ele cobra, né? Ele ele eu tive fiscaliza, eu tive a felicidade de ser um um legislador, né? Fiscaliza foi corregedor da Câmara, corregedor, né? Era um vereador que gostava de legislar, né? E e agora quando você vai pro executivo, aí tive a oportunidade de ser presidente da fundação, né? Onde é uma da administração indireta, né? Onde lá é uma pequena prefeitura, né? A fundação é uma pequena prefeitura. E tivemos a essa oportunidade, né? como de ser como gestor, né, e também devido também o meu conhecimento que o acadêmico, né, que vamos buscar aí nas universidades de tá pensando também o meio ambiente, né? Então a gente temos condições de pensar eh de criar projetos, propostas, né, na questão ambiental, né, lá também temos um pessoal muito bom, né, eh, biólogos, engenheiros ambientais, né? Então, tipo assim, um time bom, muito bom. Eu acho que a a Mata Santa Genebra, eu acho que a Fundação ali ela tem que que produzir, né, continuar produzindo eh eh propostas ambientais, né, projetos ambientais, né? Eh, ela tem ela tem ela tem essa e essa essa expertise, ela tem essa missão, né? E agora como eh eh diretor, né, da secretaria de diretor de mobilidade e sustentabilidade, né, é também aquilo que eu falei para você, né, também tem uma pós-graduação de urbanismo, né, então isso me ajuda muito, né, porque eu eu tenho eu vejo a cidade de uma forma diferente, né? Então a gente eh que é uma cidade que assim num pensamento mais voltado pro pro cidadão que anda de a pé, cidadão de bicicleta, né? Uma cidade segura, né? Uma cidade onde você possa caminhar com seus filhos numa calçada sem ter risco de ser de de sofrer mal nenhum. Eh, também a a na questão que você falou, eh, a construção de que onde o nosso motorista seja o motorista mais educado, né? que você pisou na faixa de pedestre ali, né? O o o condutor já para, né? Dá prioridade para você, né? E não é só o condutor também, porque outro dia o condutor, coitado, ele até parou aqui na frente para mim, o que veio de trás bateu nele. Esse é o problema. Então você prestou atenção que às vezes até o o o condutor ali, ele ele é ele quer fazer a a parte dele, na questão da educação, mas aí tem o outro atrás, né? É, teria que ser uma conscientização aí coletiva. Coletiva, verdade, coletiva. É isso que nós estamos querendo, né? Eh, eh, fazer com que a pessoa sempre pensar, ó, aquele pedestre ali, aquele estadão de bicicleta, pô, ó, pode ser meu pai, a minha mãe, meu. Tô chegando perto de um lugar que tem uma faixa, já vou reduzir um pouquinho, já vem reduzindo aí. O outro já, olha, tá parando lá. Vamos, vamos, vamos dar, da da condição, né, pra gente, para que seja uma cidade segura, humana, né, a humanização da da cidade, a humanização do trânsito, né? É verdade. Cidão, muito sucesso nessa nova missão e uma perguntinha que não podia deixar de faltar, né? Sente saudade da Câmara? Claro. Nossa, como tem saudade, né? Porque é 16 anos, né, Mirna? É muito tempo, né? E a gente aqui, muitos amigos, né? aqui vereadores con todo mundo. Cheguei, já tava aqui tomando café, conversando com as meninas, todo mundo aí, né? Os funcionários antigos, né? Os colaboradores antigos. Para mim, eu, nossa, eu sou grato de o tempo que fiquei na Câmara Municipal, o respeito, o respeito que eu tenho pela Câmara, o carinho, né? A Câmara Municipal ela é muito importante para pr pra sociedade campineira, né? E os vereadores aí tão tão produzindo muita coisa legal pra cidade que eu tenho acompanhado, tá? a gente também acompanha aí tendo novidades sobre seu trabalho e manda aqui pra nossa redação que a gente com certeza acompanha. Muito obrigada. Obrigado, Birna. Obrigada. E o na Casa do Povo fica por aqui. Lembrando que você pode entrar lá no youtube.com/tvâacampinas e digitar na casa do povo. Na nossa playlist a gente tem a temporada, a primeira temporada que nós conversamos com os vereadores sobre vida pessoal, sobre uma série de coisas, onde eles nasceram e tudo mais. Depois a gente falou sobre vida política, [música] depois como é ser vereador em Campinas e agora, claro, nós estamos na temporada de ex-vereadores e a gente acaba de conversar com Sidão Santos. Até um próximo na Casa do Povo. เฮ [música] [música] เฮ [música]
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