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[música] [música] Olá, pessoal. Mais um na casa do povo no ar, o podcast da Câmara Municipal de Campinas, que traz sempre aqui uma conversa com o vereador ou vereadora do legislativo da nossa cidade. Hoje a nossa convidada é a vereadora Fernanda Solto e como é de práescrição e também depois a vereadora. O meu nome é Mirnu. Eu sou mulher negra de pele clara. Tenho os cabelos cacheados na altura dos ombros, com bastante mecha loira. Hoje eu estou com vestido jeans de meia manga, que a gente chama assim, um jeans azul marinho. E a minha frente aqui nós temos ao meu redor, na verdade o estúdio do Na Casa do Povo. À minha frente uma caneca com o logotipo da TV Câmara Campinas e também com o logotipo do nosso programa na Casa do Povo e a minha esquerda, um televisor escrito na Casa do Povo em azul e branco. Vereadora Fernanda, seja bem-vinda novamente. já convido a fazer a sua audiescrição. Muito obrigada, Mirna. É um prazer estar aqui com vocês, também com todos que estão nos acompanhando pelas pelos canais TV Câmara, esse programa tão importante que é o Na Povo. Eu sou uma mulher branca, eh, de cabelos cacheados, castanhos. Estou com uma blusa vermelha de meia manga e uma calça bege. Tá certo? Então, Fernanda, eu vou colocar, eu vou começar um pouquinho de frente para trás. A gente vai já falar do início dos trabalhos de 2026, em que você trouxe aqui pra Câmara, inclusive um debate importante contra que fala das ações contra a violência em relação aos animais. Até então ninguém sabia muito da Fernanda, que também tem esse olhar paraa causa animal. Me fala sobre isso e por trazer esse debate paraa casa. Eh, eu tenho uma ligação de vida com essa questão da causa animal, né? Eu sempre tive eh animais resgatados, adotados. Então eu sempre convivi muito de perto com essa realidade, a questão do abandono, da dificuldade que os protetores e protetoras enfrentam em fazer esse eh auxílio, esse serviço que na verdade deveria ser do do serviço público, né, do poder público. E quando eu assumi o mandato, eu recebi diversas mensagens, denúncias sobre a situação em que se encontrava o Departamento de Proteção e Bem-estar Animal de Campinas. Então, assim que eu tive a possibilidade, eu fiz uma visita, uma fiscalização e eu eh fiquei chocada realmente com a situação que eu encontrei lá, uma um prédio completamente inadequado para acolher os animais, tratar os animais que vêm muitas vezes encaminhados, vítimas de acidente, de maus tratos, ou seja, animais que já são vítimas desse abandono, encontrar uma política pública totalmente insuficiente, com falta de medicamentos, falta de exames básicos, falta de profissionais em número suficiente. O departamento não tinha atendimento médico veterinário 24 horas e tudo isso tinha um desfecho muito grave pros animais que eram acolhidos ali. A gente sabe que muitos não conseguiam resistir, não conseguiam ser reabilitados e ser entregues paraa adoção justamente por essa falta. E diante dessa gravidade da situação, eu percebi que o nosso mandato teria que atuar de forma intensa à frente dessa pauta. E desde então é isso que nós temos feito junto das protetoras, das ONGs. Em 2025 nós realizamos eh duas audiências públicas, uma voltada para proteção animal em geral e outra para a questão da conservação dos animais silvestres. E agora, no ano de 2026, nós fizemos um debate público sobre a questão do enfrentamento aos maus tratos. A aquele eh o caso que aconteceu em Florianópolis do assassinato do cachorrinho orelha gerou uma onda de comoção nacional em Campinas não foi diferente. Nós tivemos uma manifestação muito intensa contra a impunidade aos maus tratos, mas sobretudo de indignação, de demanda, de que o poder público assuma sua responsabilidade em garantir recursos suficientes para fazer o atendimento aos animais que são eh vítimas de maus tratos, porque eles precisam ser acolhidos, eles precisam ir para algum lugar. Não adianta só a gente ter o canal de denúncia. esse animal que tá nessa situação precisa ser retirado dessa situação e ter condições de ser tratado e reabilitado. Então, o nosso mandato segue eh nessa atuação de forma muito eh coesa, muito junto das protetoras que são quem tão que estão na linha de frente, mesmo no dia a dia, enfrentando essas dificuldades, muitas vezes tirando dinheiro do próprio bolso, se arriscando para fazer resgate, para fazer acolhimento, quando na verdade isso deveria ser uma responsabilidade do orçamento público, do poder público da nossa cidade, do nosso estado e do nosso país. Vereadora, inclusive tem várias vertentes quando a gente fala sobre esse tema. A senhora tem se posicionado veemente, inclusive na tribuna durante votação de alguns projetos que versam sobre a questão dos direitos dos animais e a proteção. E na última semana nós tivemos em Campinas inclusive a assinatura oficial de um convênio entre a prefeitura e a faculdade de medicina veterinária da PUC Campinas, justamente para inicialmente eh atender os animais que são recolhidos pelo DPBE. Senhora, acredita que isso representa um primeiro avanço quando a gente fala nesse atendimento pleno aos animais, até visto por a gente tem cuidador e cuidadora que tira dinheiro do bolso, tira dinheiro da própria comida para conseguir cuidar desses animais e que com certeza futuramente vão precisar também desse atendimento nesses no hospital veterinário como esse. Exatamente. Tem aproximadamente 9 meses que eu protocolei uma indicação ao prefeito Dario Saad para que garantisse o atendimento médico veterinário 24 horas no DPBE. Foi logo após a primeira visita que eu fiz ao departamento e verificando que tinha animais internados, eh, animais que ficavam sem receber medicação por falta do profissional 24 horas, eu fiz esse protocolo. Eh, é a mesma coisa que a gente, se a gente pensar num num hospital humano, o paciente tá internado ali 24 horas e um grande período do dia, 12 horas, ele vai estar sem assistência. Então, se ele tiver dor, se ele tiver uma complicação pós-cirúrgica, se ele tiver qualquer intercorrência, não tem um profissional habilitado para atender. Quando a gente tá falando do atendimento aos animais, eh, também tem esse paralelo. Os animais também estão em situação grave, também sentem dor, também tem fome, também tem situações que precisam de um atendimento de emergência e no DPBE eles não tinham esse atendimento 24 horas. Então, por isso eu fiz essa solicitação e desde então a gente tem feito uma mobilização muito grande com as ONGs, com as protetoras em defesa, na defesa desse tema, por nós temos um concurso em aberto ainda aqui no município com dezenas de médicos veterinários aprovados no concurso, aptos para serem convocados, dependendo apenas da vontade política da prefeitura em garantir o chamamento, garantir essa vaga que poderia suprir essa necessidade no DPBE. E claro, além das outras questões, eh, também da falta de exames e medicamentos que deveriam ser sanados. Diante dessa mobilização e das denúncias constantes, inclusive é importante lembrar que o Ministério Público tem uma ação aberta aqui de investigação da prefeitura, justamente por conta da insalubridade do DPBEIA, não só para os animais, mas também para os trabalhadores, risco eh de doenças ocupacionais gravíssimas, riscos de incêndio inclusive na nas instalações. Então, o Ministério Público também tem feito essa esse questionamento dessas condições a prefeitura fiscalizado essa essa questão e diante de toda essa mobilização, dessa denúncia dos diversos atos que nós fizemos, foi anunciada essa assinatura desse contrato. Nós defendíamos que houvesse sim uma assinatura de um contrato emergencial para garantir esse acolhimento emergencial, visto que os animais precisam de atendimento neste momento. Ora, né, eh, nós precisamos pensar na política pública a longo e médio prazo, mas também temos as situações imediatas que precisam ser resolvidas e hoje, efetivamente, a prefeitura não teria condições de oferecer esse serviço, sendo necessário, portanto, um convênio com entidades que pudessem garantir. Então, o a assinatura com a o hospital da PUC veterinário foi eh uma resultado direto dessa mobilização, dessas denúncias. Sem dúvida nenhuma, é uma conquista desse movimento em defesa da causa animal que a gente tem. construído na cidade, mas é importante também dizer que ele não resolve o problema. Eh, ele vem justamente de maneira emergencial. Nós precisamos ter um planejamento institucional, precisamos ter no orçamento do município um planejamento de investimento na política pública, de proteção animal própria, para que a gente possa eh garantir o atendimento que a cidade necessita. Até porque esse convênio não vai suprir a necessidade das protetoras que estão hoje com animais acolhidos e precisam de atendimento. Esse convênio só vai atender emergencialmente os animais recolhidos pelo SAMU. e os animais que estão atualmente no DPBE. Então, é uma situação emergencial, mas que nós não podemos perder de vista a necessidade de construir uma política pública de longo prazo. Sim, inclusive com contratação de servidores, eh, médicos veterinários, agentes de apoio operacional, agentes administrativos a médio e longo prazo, para que a gente possa, de fato, ter um equipamento público próprio que possa fazer essa demanda a longo prazo. Até porque o convênio, assim como hoje nós temos eh o convênio que nós tínhamos, o convênio paraas cirurgias veterinárias, quando ele se encerra, nós podemos perder esse serviço a qualquer momento e os animais ficarem desassistidos. Então isso a gente não quer que aconteça de forma nenhuma. Coro. Tá certo, vereadora? A gente lembra que inclusive a senhora já se posicionou também contra por uma possível volta de realização de rodeios em Campinas, apesar de nós termos esse mercado pujante na nossa região. Queria também que a senhora falasse sobre esse posicionamento, já que como eh inclusive no seu primeiro programa, eu lembro que você falou: "Ah, eu tenho vários cães que foram adotados, né?" Sim. Eh, a Campinas, ela há mais de 20 anos nós temos a proibição de realização de rodeios com animais, né? A a gente sabe que essa prática que foi muito difundida no nosso país, ela é uma prática de maus tratos, ela é uma prática de tortura contra os animais. Qualquer pessoa que acompanha o processo de preparação dos animais para um espetáculo de rodeio, vê como é violento, como isso é perigoso pra saúde dos animais. E há mais de 20 anos nós temos uma lei aqui em Campinas proibindo esse tipo de de utilização de animais nesse tipo de espetáculo. Não é só em Campinas, isso avançou no Brasil todo. Eh, e é importante dizer que existe uma pressão para pro retorno dos rodeios com a justificativa de que isso geraria um um uma economia voltada paraa cultura, contratação. Mas veja, nós temos outras formas de garantir construção de uma política de cultura para as pessoas que não envolva a utilização dos animais. Isso a gente vê em qualquer outra cidade que proibiu a realização dos rodeios. não impede que você tenha mesmo essas a as atividades voltadas para essa questão eh mais da vida rural, que quem é mais ligado nessas atividades, você não precisa necessariamente ter o rodeio para trazer um artista que você queira que se apresente ou algum outro tipo de atividade cultural. O rodeio ele não é inerente a esse tipo de atividade cultural. O que a gente, infelizmente, vê é que existe uma pressão, eh, é uma forma, inclusive, de você organizar alguns setores aqui da cidade para uma luta política na cidade, para uma um enfraquecimento das políticas de proteção animal também na nossa cidade, porque não seria não se trata só da volta dos rodeios, se trata inclusive da defesa do retorno, da utilização de animais para outras práticas eh eh outras práticas de entretenimento, né, que nós não temos aqui mais na cidade. E eu acho que isso é muito ruim, isso eh seria impor sobre a nossa cidade um retrocesso gigantesco e nós estamos na luta para que a gente não permita que isso aconteça na nossa cidade novamente. Falando em luta, vereadora, a gente teve aí uma decisão do governo federal bem recente que trata da a chamada lei do descongela. E também recentemente nós tivemos aí um posicionamento da Prefeitura de Campinas que também vai aderir a esse programa. Mas antes disso a senhora já trazia essa discussão aqui na casa e fez inclusive um projeto de lei a respeito. Eu queria que a senhora lembrasse em casa sobre essa mobilização, sobre essa luta e agora se essa decisão da prefeitura representa uma vitória. Eh, eu sou servidora pública do município de Campinas. Eh, trabalhei durante toda a pandemia e a gente enfrentou no dia a dia as dificuldades daquele momento. Eh, não só na saúde, eu sou médica, mas também todos os outros serviços essenciais continuaram funcionando, educação, segurança, infraestrutura. Então, todos os servidores públicos no Brasil seguiram trabalhando. Claro que houve algumas mudanças do presencial pro home office a depender da realidade eh da da pandemia naquele momento, mas objetivamente todo mundo continua trabalhando ainda com uma sobrecarga maior, especialmente na saúde e na educação. Na saúde nem preciso dizer, dada a dimensão da pandemia que a gente enfrentou aqui com mais de 700.000 1 mortos no Brasil, as unidades superlotadas, mas a educação também, porque os os professores, os agentes, os os monitores, os diretores, toda a rede de educação teve que manter um eh um funcionamento híbrido presencial,entar se reinventar presencial e também online, né? e isso trouxe muita sobrecarga, muita dificuldade. Então, todo mundo saiu daquele processo muito desgastado. O que nos eh assim nos deixa indignados é que nesse momento em que se mostrou tão forte a necessidade de fortalecer o servidores públicos, mostrou a importância dos servidores públicos do nosso país, porque no momento que você tem uma crise, quem segura as pontas dos serviços essenciais são os servidores, ao invés de você valorizar esse trabalho, garantir melhores condições, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ele congelou a contagem de tempo de serviço dos trabalhadores. Significaria significando o quê? que aqueles mais de 500 dias trabalhados entre 2020 e 2021 não poderiam ser utilizados paraa evolução funcional, para aquisição dos quinquênios, dos anuos, eh da sexta parte, outros direitos que são do eh direitos já constitucionais dos servidores e inclusive impactando nas aposentadorias. Então, desde aquele momento, a gente tem feito uma luta junto com os os movimentos eh sindicais, a organização dos servidores pelo descongelamento. Quando a gente tem a chegada da professora Luciene Cavalcante no Congresso Nacional como deputada federal, nossa deputada pelo pessoal, essa força ela ganha um novo peso, porque ela apresenta um projeto de lei para o descongelamento e ela consegue fazer de forma incansável uma articulação para que esse projeto avance no Congresso Nacional. E a gente consegue eleger o presidente Lula em 2022. E uma das primeiras ações do presidente Lula nesse ano foi a sanção do do Descongela, devolvendo automaticamente a contagem de tempo de serviço. Eh, infelizmente existe um ponto do texto que a extremireita no Congresso Nacional conseguiu nos derrotar. Nós gostaríamos que fosse obrigatório também o pagamento retroativo dos direitos. aqueles servidores que poderiam ter solicitado seus quinquenos, os seus anuenos lá em 2020, 2021 e foram negados por conta do congelamento que eles pudessem receber esses dinheir esse esse recurso de forma retroativa. A extrema direita no Congresso Nacional suspendeu o trecho que obrigava esse pagamento retroativo e tornou autorizativo, deixando a cargo dos estados e dos municípios a decisão de pagar ou não retroativo e mesmo vale para o governo federal, porque mesmo que pelo menos o que eu eh pesquisei sobre isso, tinha um impacto nas contas públicas. É correto? Na verdade tem um impacto, mas é importante lembrar que esse recurso gera um recurso previsto. Toda a evolução do servidor, de servidor, ela tem que tá contida o planejamento na lei orçamentária anual do do da do da União dos Estados e do dos municípios. E naquele momento em que foi feito o congelamento, nós alertamos especialmente aos estados e aos municípios que eventualmente essa lei poderia cair e teria que ser feito o pagamento, porque eh é uma é uma infração direta ao direito constitucional dos servidores. Então, os estados e os municípios já sabiam que essa possibilidade poderia acontecer. E toda a evolução funcional de servidor, ela tá prevista no orçamento, na lei orçamentária. Então não é um gasto novo. Todos os estados, os municípios e a união já sabiam quanto teriam que gastar com a evolução funcional dos servidores. Diante da eh inconsistência jurídica, da insegurança, o que deveria ter sido feito, correto? você reservar esse recurso para o pagamento quando fosse devido o pagamento. Infelizmente a gente sabe, né, que quando se trata de direitos servidores, o serviço público no Brasil, especialmente nesses governos da extrema direita, isso não é prioridade, né? E agora a gente tá vendo as consequências disso, a o discurso de que não tem recurso para fazer o pagamento retroativo. Como o descongela, ele é automático dos 580 dias, tem que ser tem que ser descongelado. Isso inclusive foi o que foi anunciado pela Prefeitura de Campinas. Os 580 dias para quem tinha direito à contagem do tempo, vai poder fazer a solicitação, certo? Agora o que nós estamos demandando é o pagamento retroativo, porque Campinas tem recurso para fazer. Não se justifica negar esse direito aos servidores, como a gente sabe que tem recurso nos últimos 2 anos teve um crescimento de receitas do nosso município de R$ 1.300.000. É muito recurso e a gente não tá vendo esse recurso ser aplicado nos serviços públicos. Pelo contrário, nós estamos tendo um avanço cada vez maior das privatizações, da educação, da saúde. Recentemente, por exemplo, nós tivemos a entrega de mais de 20 escolas aqui do município para as OSQs fazerem a gestão. Isso tudo é dinheiro público que tá sendo eh que existe uma determinação política de que ao invés da gente investir na nossa própria rede, a gente vai fortalecer os grandes empresários da saúde, da educação e não investir na nossa própria rede, nos nossos próprios servidores. E a nossa luta pelo descongela e o pagamento retroativo, ela entra justamente nesse momento que nós sabemos que tem recurso e nós vamos seguir cobrando que a prefeitura arque com os direitos devidos aos servidores, tá? Então, na verdade, eh, são coisas distintas. O que a prefeitura anunciou é seguir essa questão daqui para frente. O que o seu projeto traz é nós queremos aquilo que não foi OK? Vereadora, outro tema ainda falando sobre trabalho, é uma comissão especial de estudos que discute a importância do fim da escala 6 por1, né? Nós temos inclusive recentemente alguns supermercados, redes supermercados que decidiram fazer escala 5x2. De que forma eh isso tramita lá em Brasília e de que forma as câmaras municipais conseguem na sua atuação eh fazer com que isso eh venha realmente a ser uma espécie de pressão para que passe a ser uma norma federal. A demanda pela redução da jornada de trabalho no nosso país, ela já é antiga. A gente tem eh desde a Constituição, né, que a gente não tem uma mudança na jornada, uma redução da jornada. E a gente tá vendo os impactos disso de uma jornada de 44 horas semanais para principalmente os nossos jovens e as nossas mulheres trabalhadoras brasileiras que não tem tempo de estudar, que estão sobrecarregados, que estão adoecendo e não tem tempo para lazer, né, paraa cultura. e existe uma demanda há bastante tempo pela redução da jornada. Esse tema ganhou uma visibilização muito grande aí nos últimos 2 anos, devido mesmo à organização da juventude trabalhadora, dos movimentos sociais que pautaram isso da nossa sociedade de forma eh muito extensa, né? Nós tivemos grandes mobilizações no país em torno dessa dessa dessa demanda e essa demanda encontrou também uma outra deputada federal do pessoal que é a Érica Hilton. eh, no Congresso Nacional, que protocolou a PEC pelo fim da escala 6x1, como ficou popularmente conhecido esse movimento, pela redução da jornada de trabalho. E a partir de então ela tem feito um trabalho incansável de articulação também no Congresso para que essa PEC pudesse adquirir as assinaturas necessárias para ser eh para poder tramitar. E a nossa defesa é o fim da escala 6, ou seja, pelo menos dois dias de descanso na semana, mas também a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais. Existem inúmeros estudos já mostrando que o Brasil tem condições de fazer essa redução sem impactos econômicos negativos, extensos. Na verdade, acabou de sair uma publicação também da Unicampada no Brasil, fim da escala 6x1, geraria 45 milhões de postos de trabalho. Eh, haveria uma redução da informalidade. Hoje nós temos muitos trabalhadores na informalidade e muita gente, a gente vê muito isso, algumas redes grandes de supermercado, fast food, eh, fazendo propagandas. Ninguém quer trabalhar, mas ninguém quer trabalhar nessas condições precárias de baixos salários, sem tempo, eh, sem folga adequada, sem tempo de descanso adequado. E a verdade é que nós precisamos de uma mudança profunda no mundo do trabalho brasileiro, mas no sentido de garantir mais direitos e não na desregulamentação como a extrema direita quer fazer avançar. E infelizmente existe uma resistência muito grande no Congresso Nacional dos do Centrão da extrema direita que querem modificar essa PEC que nós apresentamos e ao invés de reduzir a jornada, manter a mesma jornada, só que aboli a escala 6x1. Ou seja, ao invés de fazer 44 horas em 6 dias na semana, seriam 44 horas em 5 dias na semana, que é justamente o que as redes de supermercado aqui da região que anunciaram que colocaram fim a escala 6 por um fizeram, mas na verdade o trabalhador tá trabalhando mais diariamente, né? Então não é eh claro, nós queremos o fim da escala por um mais dias de folga, mas é com a redução da jornada. É essa a pauta central da nossa juventude trabalhadora. É bem importante lembrar que são coisas bem diferente. Muita gente comemorou a 5x2, mas esqueceu desse limite das horas. 5 por 2 em cco dias da semana a pessoa tem que trabalhar quase 9 horas por dia. Mais de uma hora seria mais de quase mais e quase uma hora por dia a mais para dar para dar as 44 horas. Então, não é essa conta que a gente eh quer, na verdade, nós queremos a redução e as câmaras municipais elas têm o a tarefa de pautar e ampliar esse debate na cidade. Então, quando a gente faz, por exemplo, eh, como eu fiz aqui, a gente criou a Frente Parlamentar em apoio ao fim da da P em apoio a PEC pelo fim da escala 6x1, é uma forma de trazer esse debate pra Câmara, envolver os outros vereadores, envolver também eh lideranças aqui da região, do movimento sindical, dos movimentos sociais. Nós fizemos uma audiência pública aqui na Câmara em 201. Então, a senhora estava à frente da Frente Parlamentar e também foi a relatora da comissão que foi presidida no caso pela Guida. Isso. E também relatora da comissão e tanto na nas nos dois eh a frente continua, nós ainda estamos desenvolvendo nosso trabalho. E e nas duas nessas duas e formas de trabalho, nós mostramos que como o Brasil tem capacidade de absorver essa redução da jornada, especialmente porque esses trabalhadores da escala 6x1, eles estão em setores eh como as grandes redes de supermercado, telemarketing, eh postos de combustíveis, que são setores que não fazem, não trabalham com uma alta competitividade no mercado internacional. Então, o peso dessa redução da jornada, eh, a, digamos assim, o ônus para esses empregadores, como são redes nacionais e não, você não tá num mercado internacional em que a concorrência é maior, que você tem que tem que desenvolver eh, né, esse aspecto de forma, né, mais profunda, eh o impacto ele é plenamente possível de ser absorvido e, claro, não podemos deixar de lembrar dos altos lucros que essas redes apresentam. são bilhões de reais da indústria farmacêutica, da a das distribuidoras que também são privatizadas, né, de de gás e e petróleo, eh, do telemarketing, enfim, são setores que têm lucros altíssimos, que pagam muito mal a força de trabalho, que podem absorver essa redução da jornada e seriam obrigados a ampliar a contratação, de forma que a gente também teria mais trabalhadores saindo da informalidade. Então são impactos muito positivos pro nosso país, especialmente também do ponto de vista da saúde mental e física dos nossos trabalhadores, que esse é o nosso principal objetivo. Outro tema que a senhora trouxe aqui à Câmara e que eu lembro que o plenário ficou bem cheio, foi a questão da autarquização da saúde da Unicamp, um debate bem amplo que foi feito no plenário. Eh, a gente foi anunciado, né, aqui para Campinas a disposição do governo do estado de São Paulo em retirar todo o complexo de saúde da Unicamp, HC, CaísM, gastrocentro, hemocentro, da gestão da universidade, tanto do ponto de vista financeiro quanto também administrativo, e criar uma autarquia da saúde para passar essa gestão para a Secretaria do Estado de São Paulo. Isso teve uma resistência muito grande da comunidade acadêmica, principalmente dos trabalhadores e dos estudantes, porque a autarquização não é uma coisa nova na saúde do estado de São Paulo. As universidades eh USP e UNESP já passaram por essa experiência e nós já temos os resultados do que aconteceu. Primeiro lugar, você tem uma precarização profunda das condições de trabalho dos trabalhadores, porque você, ao invés de você ter um tipo de vínculo, né, nessa unidade de saúde, você vai ter múltiplos vínculos. Então, você vai ter no mesmo setor o servidor de carreira, um contratado de uma fundação, contratado de outra fundação. Hoje a Unicamp tem o servidor de carreira e o servidor da FUNCAM. Da FUNCAMP. Isso. E então você cria esses múltiplos vínculos na naquela na naquela unidade de assistência. Isso tem impacto, claro, sobre a coordenação dos trabalhos, impacto no serviço que é prestado, você tem uma redução salarial intensa. Hoje, por exemplo, eh a gente tem a questão da FUNCAMP, a média salarial do ainda do trabalhador da FUNCAMP, ainda que seja menor que a do servidor de carreira, ainda é muito maior do que o que é o que a gente vê no estado, né, para principalmente pago pra enfermagem, para os farmacêuticos, pros médicos, os trabalhadores da saúde. Então, o que a gente viu nas outras universidades é um rebaixamento dos salários quando a gente tem essa situação e também uma ampliação das privatizações, a entrega daquele serviço para organizações sociais cuidarem, né? Então, a gente já vivenciou isso e em contrapartida, não houve um grande aumento de investimento nas universidades. É verdade que você teve ampliação de cursos na UNESP, teve ampliação de cursos na USP, mas grande parte desse custo continuou sendo da universidade. Você não teve um aporte eh extra do estado que garantisse essa ampliação. Sim. E nós já vivemos isso aqui com a Unicamp, não uma coisa nova. A FCA, que é a faculdade, o campus que fica em Limeira, também houve uma promessa de ser financiado pelo estado quando eh da da discussão da abertura desse campus e a Unicampar sozinha até hoje, não recebeu o que foi prometido do estado. Então a gente vê que é um histórico do governo do estado de São Paulo nos governos do PSDB, no governo Tarcísio, eh, de estrangular os investimentos na universidade e no orçamento da saúde não tá sendo diferente. a gente mostrou que praticamente 90% eh e desculpa, quase 90% do orçamento do estado de São Paulo na saúde, ele tá comprometido com pagamento de contrato e convênio com terceirizadas, que são as OS, principalmente as organizações sociais. Ou seja, isso tem vindo em em aumento essa situação. Não existe uma disposição do governo do estado e ampliar o financiamento do SUS, o que tem uma disposição de entregar os nossos equipamentos da saúde para as grandes empresas da saúde. Mas quando a gente ouve no senso comum, né, tô dizendo porque às vezes a pessoa tá em casa, não entende, fala assim: "Olha, mas vai ser bom porque o médico concursado, por exemplo, ele entra, ele apresenta um atestado e ele não tem quem o substitua, né? E no caso do terceirizado, que seria por meio das organizações da sociedade civil, parece que tem um compromisso em que se aquele médico não vier a trabalhar, ela tem que num prazo chamar um outro profissional para substituí-lo. Isso acontece e o o melhor exemplo da gente ver como eh muitas vezes esse senso que é disseminado, ele não é de fato pensado pelas pessoas, porque qualquer pessoa que precisou de atendimento no Mário Gate, no Ouro Verde, eh na UPA Anchieta, na UPA São José, na UPA Campo Grande, que são em unidades terceirizadas, qualquer pessoa que passou por esses serviços e a gente tem os números da reclamação, elas não sentem que estão bem sendo bem atendidas e que tem profissionais em número número suficiente. Inclusive nessas unidades que são terceirizadas e a maior parte delas não tem o número de enfermeiros suficientes para garantir o nível de segurança. a gente fez as visitas eh em todas as unidades e o que é relatado pelos gestores de forma eh recorrente é a falta de técnicos de enfermagem de enfermeiros e número suficiente que as empresas não conseguem garantir esse número suficiente nos plantões. E a questão com os profissionais médicos é a mesma coisa. Sim, a gente tem a alta rotatividade de profissionais e também tem um autoabsenteísmo. A diferença é que quando a gente tá no serviço direto, esse trabalhador que ele tá adoecido, que ele precisa se afastar, nós temos diretamente esse número. Nós temos um diagnóstico sobre a situação da rede, quando é terceirizado e a gente desresponsabiliza a prefeitura dessa função, na verdade isso fica camuflado, não se fala nisso, não se apresenta os números. E isso é uma questão que a gente tem questionado muito o prefeito, a gente tem questionado muito a Rede Mario Gate, mas é um paralelo que a gente pode fazer com questão eh com relação às terceirizações, uma possível eh autarquia da saúde na Unicamp que ampliaria o espaço para as terceirizações, muita rotatividade de profissionais porque como você tem uma piora das condições de trabalho, esse profissional muitas vezes é o recém-formado que assume essa vaga até que ele consiga uma outra uma outra condição de trabalho melhor. E é, faz toda a diferença quando você consegue fixar um profissional e ele vai agregando expertise no serviço, vai qualificando o serviço e é uma sensação nítida de todo mundo que já passou pelos serviços da USP, da Unesp, a diferença que ainda tem com relação ao fato da Unicampeta. Isso é pra gente que conhece os serviços, é nítido o como você muda a configuração do serviço quando você terceiriza, quando você privatiza, porque você perde totalmente o vínculo daquele profissional com aquele serviço. Ele não sabe se ele vai estar ali daqui 5, 10, 15 anos, na verdade não sabe se vai estar ali daqui 6 meses, né? Então, é uma relação muito diferente eh de construção do trabalho diário. Vereadora, ainda falando sobre saúde, sobre condições de trabalho, a senhora também trouxe aqui na Câmara no finalzinho do ano passado, eh, profissionais, inclusive representantes de sindicatos, que falaram sobre impactos da exposição ao bezeno na saúde do trabalhador. Por que também essa preocupação? Que tem alguma coisa relacionada aqui à nossa região? Temos pessoas que têm esse essa situação, esse problema no seu ambiente de trabalho? Sim, temos bastante. Todos os trabalhadores de postos de combustíveis, trabalhadores da indústria química, que também nós temos muitas aqui na região, trabalhadores da indústria petroquímica, nós temos a Replan, por exemplo, aqui na em Paulíia, mas muitos trabalhadores são cidadãos aqui de Campinas, moradores de Campinas. Então, é uma realidade. No Brasil são mais, é, desculpa, aqui no estado de São Paulo mais de 700.000 1 trabalhadores que podem estar expostos ao benzeno, que é um agente tóxico, né, derivado eh do do petróleo e que tá então, portanto, está presente em toda a cadeia produtiva eh dessa dessa matéria-prima, eh muito relacionado ao aparecimento de câncer, doenças autoimunes e a gente sempre teve no Brasil uma mobilização, uma organização muito grande desses trabalhadores pelo fortalecimento das leis de proteção à saúde do trabalhador também com eh o presidente, ex-presidente Michel Temer, ex-presidente Bolsonaro, nós passamos por uma desregulamentação intensa das normas de trabalho, inclusive uma fragilização das comissões do benzeno, que justamente existem para trazer eh fazer esse trabalho de diagnóstico, de debate sobre a saúde dosadores expostos. E posteriormente, eh, quando, né, nós nós o, o presidente Jair Bolsonaro não foi reeleito, nós conseguimos retomar essa articulação a nível estadual e também nível nacional para fortalecer novamente essa discussão da da legislação de proteção aos trabalhadores, porque, infelizmente existe dentro da Petrobras, comandada pelo eh pelas entidades patronais, um movimento para tentar desvincular lá eh os efeitos do benzeno, a a que são essas doenças, né, graves, câncer, outras doenças, a exposição dos trabalhadores. Hoje não existe limite mínimo de exposição segura ao benzeno. Qualquer exposição ao benzeno é uma exposição de risco. E o que esse campo dentro da Petrobras quer fazer ligado às entidades patronais? É dizer basicamente que existe um limite seguro e que abaixo desse limite, se o trabalhador desenvolve alguma dessas doenças, isso não pode ter como nexo causal a exposição ao benzeno. Isso é muito grave. Isso impactaria a vida de centenas de milhares de trabalhadores, porque significa que aquele trabalhador que, se isso muda, aquele trabalhador que é 2c, ele não vai mais poder ter diversos direitos para conseguir cuidar da sua saúde. Então, nós estamos juntos aqui do sindicato eh dos petroleiros, também do sindicato ah dos químicos, para que a gente possa fortalecer, retomar esse debate aqui dentro da Câmara Municipal e trazer esses problemas também, fortalecer a nossa articulação com outros atores na ALP, no Congresso Nacional, para que a gente possa garantir essa proteção para os trabalhadores. são muitos trabalhadores nesse ramo no nosso país e isso teria um impacto em termos de saúde pública muito grande caso a legislação atual atual vigente fosse alterada para permitir níveis de exposição. Vereadora, eu comecei hoje o nosso podcast falando do debate a respeito dos direitos dos animais. Estamos ainda no começo de 2026. Tem outros debates que a senhora acha que é importante que nesse ano a gente traga aqui pro legislativo de Campinas? Sem dúvida. A gente tem, é, temos feito uma discussão muito intensa sobre a situação da saúde de Campinas. A gente tá passando por uma crise prolongada, são filas intermináveis, falta de trabalhadores em número suficiente, muita gente que não consegue marcar sua consulta, o seu exame, não consegue eh dar andamento no seu tratamento. No início do ano, nós passamos por uma situação muito grave de falta de medicamentos nas unidades de saúde. Então, a crise na saúde de Campinas é uma das prioridades que a gente precisa enfrentar. E a gente, eu não tenho nenhuma dúvida que isso precisa ter eh nós precisamos ter o maior investimento na saúde. Não existe milagre. Pra gente conseguir ofertar um serviço de qualidade, nós precisamos ter um investimento maior. E o que tá acontecendo na nossa cidade é justamente o contrário. Nós temos tido uma diminuição do investimento na saúde nos últimos 4 anos. Para cada cadastrado no SUS, houve uma redução de 20% no orçamento, gasto com cada cadastrado. Isso é muito sério. Isso é o que reflete a crise que a gente tá passando. Então, aqui em Campinas, nós precisamos ter um compromisso de ampliação desse investimento, contratação de mais médicos, de enfermeiros, técnicos, farmacêuticos, também ampliação de unidades. Nós temos só 68 unidades. pelo Conselho Municipal de Saúde, deveria ser no mínimo 90 unidades básicas de saúde para garantir o atendimento eh mínimo de todo o território. Também a falta de leitos hospitalares e número suficiente. Campinas tem a região de Campinas tem uma das menores médias de leitos hospitalares por 1000 habitantes do Brasil. Só pra gente ter um comparativo, aqui a gente tem menos de nós temos 1,1 leito a cada 1000 habitantes. No estado de São Paulo, essa média é de dois leitos. Então nós estamos numa das regiões mais ricas do Brasil. O que que se justifica essa falta de leitos hospitalares? Então para que isso mude, precisa ter investimento, precisa ter compromisso e isso precisa ser uma prioridade. Então para esse ano de 2026, sem dúvida nenhuma, a questão da saúde vai ser uma das nossas grandes lutas. Inclusive, nós conseguimos com a deputada federal Érica Hilton R 1 milhãoais para emendas para o Hospital Ouro Verde para ampliação de equipamentos para resolver a questão das filas cirúrgicas. E agora também nós estamos trazendo mais R$ 500.000 para a Unicamp para que a gente também possa fortalecer o atendimento na aqui da nossa cidade que também é atendida por esse hospital. Lembrando que essas emendas são emendas parlamentares do governo federal, não tem nada a ver com as emendas impositivas aqui da Câmara, correto? Isso. Essas são outras emendas. Isso aqui das nossas emendas, as emendas impositivas dos parlamentares, eh a gente vai destinar R$ 2 milhões deais, né, das emendas impositivas da vereça para diversas ações da vigilância, unidade básica de saúde também, eh pra questão do combate à dengue, então também pra rede hospitalar, para as UPAs, né? E a gente vai, assim que a gente for, eh, agora a gente tá no momento de retorno das secretarias eh gerais, né, para que a gente saiba como foi essa a destinação das emendas, o que que precisa ser mudado, se tá tudo certo e conforme a gente for tendo retorno, nós também vamos dialogando e divulgando eh a aplicação desse recurso que é recurso público, mas a gente sempre faz uma articulação também com os nossos deputados, tanto na ALP quanto no Congresso Nacional, para que a gente consiga trazer mais recursos para Campinas, paraas áreas que a gente acha que são importantes ser fortalecidas, em especial a saúde, sem dúvida nenhuma, é uma prioridade, tá certo? Então, vereadora, eu agradeço a sua participação. Até uma próxima oportunidade. Lembrando que você pode acompanhar lá no site da Câmara todas as eh os projetos protocolados, requerimentos e tudo mais de todos os parlamentares, inclusive da vereadora Fernanda Solto. E você pode acompanhar o trabalho também, entrar em contato lá no site da Câmara, tem tudinho. Lembrando também que olha lá no youtube.com/tvcâmaracampinas você encontra a entrevista de hoje, esse bate-papo gostoso de hoje, mas também outras oportunidades em que a vereadora esteve aqui no nosso podcast. Muito obrigado, Fernanda. Eu que agradeço, Mina. Um abraço para todos que acompanharam essa conversa e a gente tá à disposição, tá certo? Então, na Casa do Povo fica por aqui. Até um próximo podcast. เฮ [música] [música] [música]