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Olá, pessoal. Mais um na Casa do Povo no ar, o podcast da Câmara Municipal de Campinas, que toda semana conversa com o vereador e vereadora do legislativo de Campinas. E como é de prá, eu vou fazer a minha audiodescrição e já vou mostrar quem é o nosso convidado. O meu nome é Mirna Abreu, sou mulher negra de pele clara, tenho os cabelos cacheados na altura dos ombros com mechas loiras. Hoje eu estou com uma blusa que tem a ela não tem a alça, então ela tem um fundo bege e na frente aparecem flores pretas. Tô de calça preta. Ao meu fundo nós temos o estúdio do Na Casa do Povo em Preto. À minha esquerda, um televisor escrito Na Casa do Povo em Azul e branco. E o nosso convidado é o vereador Nelson Ostre e ele já vai fazer a sua audiescrição também. Seja bem-vindo novamente, vereador. Primeiro, muito obrigado pelo convite, sempre à disposição. Eh, eu me chamo Nelson Osteri, sou do sexo masculino, tenho cabelos grisalhos, tenho barba grisalha, eh tenho 1,83 m, estou vestido hoje com uma blusa branca e calça jeans. Vereador, vamos falar um pouquinho. já falou aqui, a gente lembra como foi a eh, né, um pouco da sua vida pessoal, como você entrou na política, falamos já um pouquinho sobre a sua atuação e tudo mais, agora a gente vai voltar em alguns aspectos e atualizar. Vamos voltar lá na origem. O trabalho com a prevenção às drogas, ele continua, Nelson? Esse trabalho ele nunca parou, né? Ele se iniciou antes da vereça, antes de me tornar, vamos dizer assim, político do voto, né? Tem o os políticos do bem comum, da das causas das bandeiras. Eu comecei o trabalho em 2005, né, com o padre Aroldo, um trabalho de formiguinha, oferecendo palestras para as escolas públicas e tudo isso devido a um problema que eu tive na família relacionado à droga, que me fez entrar nessa missão e acabou se tornando realmente uma missão de vida. Esse trabalho ele cresceu muito, atingindo até outras cidades, outros estados. E a partir daí esse trabalho começou a chamar atenção paraa questão política, porque não existiam políticas públicas eficientes, né, no nos na questão das drogas, do álcool, do craque, do próprio cigarro, do tabagismo. Existiam campanhas de prevenção, mas nada com tanta eficiência. foi quando um grupo chamado Mães do Craque, né, que fica no Jardim Tatinga, eu comecei a atuar com elas na questão do amparo, da orientação e a partir daí nós conseguimos eh criar um grupo muito forte, somar vários voluntários, tanto da área jurídica, da área da assistência social, pessoas simpatizantes da bandeira, da causa, não necessariamente tiveram problema em casa. E aí montei uma ONG, né, que chamava-se Sou Feliz sem Drogas para ajudar essas pessoas, para oferecer o mínimo, mas com bastante eficiência, com pessoas qualificadas, em especial as pessoas menos favorecidas, que quando buscavam tratamento encontravam valores absurdos, como é até hoje, né? Mas hoje as vagas gratuitas elas predominam. Prova disso é o próprio Instituto do Padre Aroldo, que tem o programa Recomeço, tem eh cofinanciamento com governo federal, governo estadual, governo municipal. Então eles têm bastante vagas. é que no início não era uma questão de política pública depois que foi tendo esse olhar correto é porque as pessoas sempre até hoje mina eh não adianta a gente fugir disso, tem um preconceito muito grande com o dependente químico. Poucos sabem que a dependência química é uma doença, né? é uma doença eh incurável, é uma doença que tem controle igual uma diabetes, mas é uma doença. Então a gente tem que entender que é progressiva, que ela é uma doença espiritual, uma doença mental, uma doença física, mas existe como você eh brecar essa doença, silenciar ela e deixar ela estacionada e você ter uma vida normal. Poucos entendendo dessa forma. Muitos caracterizam o dependente químico como vagabundo, como sem vergonha, como cachaceiro, maconheiro, gerador. E poucos sabem que é uma doença. Então a gente começou a levar informação pra população, atender essa população. Foi quando eu entrei pra política, comecei com a Coordenadoria de Prevenção às drogas no governo do Dr. né, ajudando toda a população, a comunidade. Aí o governo do PT e aí eu mostro por que eu tenho bronca do PT, tenho bronca da esquerda, não é só porque eles são a favor da legalização das drogas, mas por conta que eles encerraram o serviço de forma precoce, né? Eu era ocupante de um cargo em comissão, criamos a Coordenadoria de Prevenção às Drogas para atender essas famílias. até então era a única coordenadoria que tinha atendimento, diferente das outras. E o PT trocou a fechadura, trocou a chave e nem meus pertences pessoais eu conseguia pegar. Mas isso era de menos. O mais grave eram as famílias que foram lá no dia seguinte para buscar ajuda. Encontrar tava falando daquele momento em que o Dr. Hélio sofreu impeachment. O Dr. Hélio sofreu impeachment e o Demétrio assumiu o PT, correto? E dentro do da cúpula dele, do das pessoas deles, eles entenderam como necessidade trocar o coordenador que era o Nelson. Sim. E eu não vejo problema nisso. Esse é o risco de um cargo em comissão. Mas eles não poderiam ter parado uma política pública de forma precoce, uma política que atende pessoas. Ali eu não tava atendendo eh pessoas com uma visão pra esquerda, pra direita, para time de futebol, paraa religião. Eu tava atendendo pessoas que queriam ser ajudadas, que estavam necessitando de orientação. Isso fez com que eu representasse eles no Ministério Público, fez com que a política pública, a Coordenadoria de Prevenção às drogas, que foi iniciada comigo, ela permanecesse. Então ela voltou a atender com outro coordenador, com uma outra coordenadora, com uma outra visão também, né, da do tratamento. Eu sempre fui a favor de comunidades terapêuticas. Quem entrou na minha é na época que eu fui exonerado, já era contrária às comunidades terapêuticas, era a favor de legalização de drogas. Então assim, foi para um caminho errado. Então se eu tenho bronca hoje da esquerda, bronca do PT, é porque eles atrapalharam um serviço que eu considero o serviço mais importante para qualquer gestão, para qualquer município, que é o combate e prevenção às drogas. Hoje, se você pegar todas as estatísticas de violência doméstica, violência sexual, atos de criminalidade, desemprego, separação, a droga tá em primeiro lugar. Sim. É o maior problema que existe hoje. Morador de rua, por que que você acha que tem esse tão de morador de rua? 80% é por conta de uso e abuso de drogas, né? Então assim, eh, a criminalidade aumenta. Por quê? Porque as pessoas estão usando drogas e elas usam drogas para ter mais coragem de cometer ali o delito, para cometer ali o crime. Então eu vejo como um papel aí fundamental de qualquer gestão trabalhar isso. E a população que era muito simpatizante, que é muito simpatizante do trabalho que eu coordenava, começou a me pedir para que eu saísse candidato a vereador e eu ficava sempre com pé na frente e um pé atrás. Foi quando em um dos momentos com o padre Aroldo, o padre Aroldo que me incentivou a fazer esse trabalho de drogas, né, de prevenção, percorrendo várias cidades, os grupos de amparo, aa na Amor eigente, escola pública, escola particular, canteiro de obra, associação. Era um trabalho 24 horas. Hoje eu não tenho todo esse tempo para fazer palestras todos os dias, mas eu continuo fazendo de uma forma mais reduzida. Mas por outro lado, hoje eu consigo muito mais tratamento gratuito, amparo a essas famílias, aos dependentes químicos. E a gente fez uma remodelação no trabalho do do dos governos que passaram, tanto do Jonas quanto do Dário, com a Coordenadoria de Prevenção às Drogas. e eu já vereador. Foi quando o Jonas me convidou para reassumir a coordenadoria e ali a gente conseguiu trazer o programa Recomeço que é esse convênio com o Instituto Padre Aroldo que hoje tomou conta ali, que é pelo estado, o governo do Tarcísio, né, que hoje banca esse valor para que o Instituto Padre Aroldo atenda as vagas do programa recomeço, que são vagas gratuitas, vagas sociais. Elson, você que tem essa grande trajetória quando a gente fala de prevenção às drogas, como o vereador o ano passado fez uma indicação solicitando a construção da fazenda de acolhimento municipal para o atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. Você esse ano inclusive criou uma comissão especial de estudos para debater justamente sobre esse tema. Eu queria que você falasse no seu entendimento nessa trajetória e agora como legislador, porque que você entende que é preciso que Campinas tenha esse equipamento de atendimento? Eu entendo, na verdade, que todos os municípios, né, todos os prefeitos deveriam se preocupar com isso. Eu costumo dizer que se um dia acontecer de eu ser prefeito, a primeira coisa que eu vou fazer é uma ação de coragem na região central, como um teste, como um piloto pra gente revitalizar o centro da cidade. O que acontece em Campinas não é diferente do que acontece em outros municípios, até cidades menores, né? Eu conheço várias cidades de Minas Gerais, cidades com 7.000 habitantes, com 15.000 habitantes. É o estado que mais municípios tem e dá para perceber que essas características de Campinas reflete em cidades menores também. E esses prefeitos também precisam ter coragem. Não adianta ter só vontade política. E essa coragem, eu me refiro à fazenda de acolhimento, criar uma fazenda de acolhimento. O que que é a fazenda de acolhimento? É um ambiente, um espaço que o poder público já tem, áreas rurais, rurais para fazer essa fazenda. O nome a gente fala fazenda, mas considerando aí uma área de mais de 40.000 M. Já dá para elaborar esse centro de tratamento, de acolhimento das pessoas em vulnerabilidade, entre elas pessoas dependentes químicas. Ah, não é para não é só para os dependentes químicos, não é para todos os serviços, tá? Por o que está necessitando nos municípios que passam por esses problemas igual Campinas passa, é criar esse poupatempo do morador de rua, vamos dizer assim, tá? É um nome pejorativo, mas é um nome que fica mais fácil para entender. Ali teríamos assistência social fazendo a triagem, sabendo da onde veio, para onde quer ir. Teríamos a saúde para fazer toda uma avaliação, saber qual é a comorbidade, qual a doença que essa pessoa tem, né? Se é dependência química, se é esquizofrenia, saúde mental nesse mesmo espaço com os próprios CAPS. Teríamos ali o EJA, ensino jovens e adultos. Isso tudo vai fazer parte da rotina de todos que são acolhidos e retirados das ruas. Não é higienização como fosse um grande guarda chuva com vários serviços. He com todos os serviços. Porque hoje como que funciona? Hoje, o morador de rua que quer sair da rua e quer passar por um atendimento que seja da saúde, que seja da assistência social, ele vai até o departamento, que é algum local, ele sai desse departamento, vai pro outro, então ele tem que andar, voltar para as ruas e nesse vai, não vai, nesse trânsito, nesse trânsito ele desiste, sim, porque é melhor você ficar na liberdade da rua serviço aí um endereço que talvez não seja tão perto. assim um do outro. É isso. Isso. E também vou dar um exemplo assim o o básico, tá? Que é o que mais acontece. A pessoa aceita tratamento para para dependência química, então ele tem que realizar alguns exames. Nós encaminhamos ou até acompanhamos em alguns casos o posto de saúde. Chega no posto de saúde, ele tem que fazer exame de sangue, exame de urina, tem que fazer escarro, parasitologia. Aí ele chega lá, o pessoal do PSUD diz: "Olha, nós estamos sem frasquinho para fazer o exame de urina. Você volta amanhã? Amanhã nós vamos ter. Ou você volta semana que vem? Isso pro morador de rua é a mesma coisa que eu dizer, que eu dizer assim: "Esquece, eu não vou, seu problema não é tão importante para mim". É. Ou ou também um até mais grave, né? Se se for esse o pensamento, mas seria assim, esquece, você não vai conseguir se tratar, você quer, mas nós aqui, poder público, não vamos te ajudar, não temos como te ajudar. Entendi. Entendi. Porque quando você pede para uma Mirna, para um Nelson voltar o dia seguinte, nós vamos voltar, sim, porque nós temos a nossa casa, nós temos a nossa cama, nós vamos fazer uma refeição, nós vamos se cobrir do frio e nós vamos voltar no dia seguinte. O dependente químico que está em situação de rua, ele tem que esperar na rua. Ele não vai esperar na casa dele. E esperar na rua é pedir pro menino continuar na rua. Seja o homem, seja a mulher, ele vai continuar na rua. Porque a liberdade da rua, ela é tentadora. Ninguém para de usar droga porque deixou de gostar. Então assim, você chega na rua, o que que eles vão te oferecer? Pedra de craque, álcool. Ali você vai ter a comida da igreja que a todo momento ou da entidade que vai lá entregar. Então você acredita, por exemplo, que a partir do momento que a pessoa toma essa decisão e vá, caso Campinas ou outro município esse centro de acolhimento, essa fazenda, fazenda, lá ele fique já enquanto realiza os exames, enquanto faz, ele realiza todos os exames pela assistência social, pela saúde, pela saúde mental, até pela própria polícia civil que pode ter um QG lá para saber se não é uma pessoa desaparecida, se não é uma pessoa for agida do sistema prisional, que tem muito na rua, que se escondem nos moradores de rua, ali vai fazer todo o diagnóstico. A partir daí, ele sai lá, dependência química, ele vai pra ala da dependência química para o tratamento. Hoje a gente tá mais ou menos tem uma ideia de quantas pessoas a invulnerabilidade nós temos nas ruas de Campinas? Olha, eu vou ser sincero, eu não acredito que Campinas tenha o número que foi divulgado, porque é praticamente o número igual de Limeira. Elimeira é menor. Eu coloco Campinas na casa dos 4.000 moradores de rua, se não for mais pessoas em situação de rua, porque tem um morador de rua, aquele que está na rua e tem aquele que está em situação de rua. Ele chegou ontem, eh, ficou três meses. Então, essas estatísticas é bem difícil de fazer, porque eles ficam perambulando muito também. Muitos acabam indo para outras cidades, outras cidades mandam para cá, enfim. muda muito, não dá para ter um número exato. Outras cidades enviarem para cá, tem, porque assim, Campinas é uma metrópole, tem tudo aqui. Isso também gera um desgosto pro prefeito, porque ele tem que ficar trabalhando, né, dentro daquele orçamento e atendendo o filho dos outros. Então, por isso que eu sou a favor que quem não é de Campinas e quer morar nas ruas de Campinas, volte pra sua cidade de origem e vai morar na rua onde o seu prefeito vai cuidar de você. Aqui tem que ter regra. Eu até acho que deveria ter uma lei que proibisse morar na rua, porque é de uma insalubridade absurda você morar na rua, você tá vivendo todos os riscos. Todos os riscos. Lembra na época do COVID? Sim. Todo mundo falava: "E morador de rua que tá na rua e todo mundo falando: "Fique em casa". E o morador de rua, ele vai ficar em qual casa, né? Aonde que ele não vai? Ele tá na rua. E por que que não apareciam casos de moradores de rua com caso de COVID? é uma coisa, não sei, não sei o porquê, entendeu? Então, por isso que a gente sempre suspeita de tudo que fizeram. Sim. Aquela política lá foi uma política muito que não convenceu ninguém, porque a gente sabe que muitas pessoas morreram, mas não aparecia nenhum senso falando do morador de rua. E o COVID só foi uma preocupação para os governos, porque não tava matando só pobre, tava matando rico também. Sim. Então, na hora que começou a matar rico, todo mundo começou a se preocupar e fazer medidas da cabeça, né? Fica em casa, sindicato dos trabalhadores pedindo lockdown, imagina fazer lockdown, eu tô demitindo as pessoas, eu tô desempregando e sindicato do trabalhador pedindo lockdown na rua, pedindo para fechar tudo. Então, foi uma coisa muito bagunçada. Eu acho que sem estrutura nenhuma, não só no Brasil como outros países, tiveram grandes erros e por sinal um dos maiores erros foi potencializar o uso de drogas. Agora, quando a gente fala, Nelson, na criação de uma comissão, qual que vai ser o trabalho dessa comissão dentro de tudo isso que você nos trouxe? É mostrar o projeto da fazenda e tentar. Já existe uma fazenda assim? Não, não existe fazenda. Existem comunidades terapêuticas, só que as comunidades terapêuticas não tem retaguarda médica, que nem do padre Aroldo, né? Tem que usar o postinho. O que eu tô propondo é uma fazenda de acolhimento com todos os serviços que a prefeitura já tem e profissionais que a prefeitura já tem. A gente só vai deslocar os funcionários. Nós vamos levar esses serviços para essa fazenda, vão ser vários QGzinhos desses serviços e todos os moradores de rua serem acolhidos nesse espaço. E ali a gente vai saber para quem vai, quem vai pro tratamento da dependência química, quem vai pro tratamento da esquizofrenia, quem não tem comorbidade nenhuma, eh, se volta ou não paraa sua cidade de origem, com assistência social acompanhando, com a assistência social da cidade de origem também acompanhando, fazendo toda essa interligação. E esse prazo dentro dessa fazenda é por até 6 meses. Então, em três meses você vai desintoxicar eles. Em 3s meses restantes você vai ressocializar eles. Secretaria de trabalho e renda lá dentro não tem feirão de emprego com mais de 1000 empregos a todo momento sendo divulgado. Sim. Vamos fazer com que essas pessoas depois de tratadas voltem pro mercado de trabalho, podendo até ser um funcionário de alguma comunidade terapêutica, que essa pessoa possa fazer um curso de coordenador de comunidade terapêutica, de aconselhador e poder trabalhar na área que levou ele para as ruas. Essa proposta da fazenda, ela a gente tem um projeto de sua autoria que tramita aqui na casa, mas ainda não foi votado, o que trata da proibição de bens públicos municipais para fins de moradia permanente. Você até falou agora, a gente precisa ter uma lei aí esse respeito. É com esse intuito. A gente não vai ter pessoas morando na rua, mas a gente vai ter um lugar para que elas sejam acolhidas. É isso, exatamente. Por exemplo, eu não acho legal morar na rua tanto a questão de saúde quanto a questão de segurança deles mesmos, né? Você tá morando na rua, você tá totalmente vulnerável. Eh, tem louco para tudo. Tem gente botando fogo em pessoas, tem gente eh maltratando, agredindo, né? Sofrendo violência. e vice-versa, tanto o cidadão que tem casa, né, que tá lá agredindo o morador de rua, como o morador de rua também agredindo aquele que tem casa. Então é uma é uma briga que precisa acabar e tem como acabar com isso. Esse projeto que proíbe essas moradias em espaços públicos é exatamente para evitar propostas como, por exemplo, de São Paulo capital, que é um lugar que se perdeu na questão população de rua, não acreditaram quando o craque chegou nos anos 80, né? os políticos ali não é uma coisa pontual, é só Rio Grande do Sul e meia dúzia de de gente aqui em São Paulo, não vai dar nada, essa droga não vai prosperar. De repente, tornou-se ali uma cracolândia que ninguém mais tinha controle a ponto da Polícia Militar ter que fazer um um cordão só para eles não saírem de lá. Sim. para não sair daquele espaço e de repente políticas públicas sumindo, nenhuma sendo executada e uma lei, não sei quem foi que criou essa lei ou quem autorizou isso, barracas foram disponibilizadas para os moradores de rua. Então eles começaram a montar aquelas barraquinhas sim em calçada, em praça. Isso não é moradia, isso não é dignidade. Você tá permitindo que essa pessoa permaneça nas ruas, né? Então, antes de você oferecer uma moradia popular, antes de você oferecer um trabalho para uma pessoa que está na rua, você trata essas essas pessoas. O tratamento é fundamental para depois você oferecer uma moradia popular, para depois você oferecer um trabalho, porque senão essas pessoas se perdem no primeiro mês. O que um dependente químico, uma pessoa em situação de rua, com autoestima lá embaixo vai conseguir fazer com um trabalho no primeiro mês, esperar receber para usar droga. Sim. O que que você vai fazer numa moradia sem antes ser tratado? Você vai concentrar usuários de droga naquele espaço. Você não vai arrumar sua casa, você não vai lá preparar, limpar, ter um quarto para você dormir, uma cama. Você vai fazer daquilo um reduto de usuário de drogas, que é o que acontece já. Então eu acho que essa esse projeto junto com a frente da da fazenda de acolhimento, ela vai ajudar aí bastante abrir a cabeça não só do nosso prefeito, como da secretária de assistência social, do secretário de saúde, do secretário de trabalho e renda, para ter uma visão que é uma política eficiente, que é uma política que vai no mínimo amenizar em 80% essa questão. Se nós temos 80% dos moradores de rua em Campinas, dependente de algum tipo de droga, de alguma substância, a fazenda de acolhimento é o lugar que nós vamos poder fazer a assistência social e a saúde quando for pra rua, convencer o morador sair das ruas, ter um local para levá-lo. Não adianta falar: "Não, mas nós já temos". O que que vocês têm, prefeito? Ah, nós temos abrigo. Tá bom, mas no abrigo eu posso ficar por 7 dias. fico no abrigo depois de 7 dias. E outra, eu estou no abrigo, eu não estou me tratando. Sim, a proposta é outra. É, não, mas nós temos eh o Bom Prato, legal. Vou lá, almoço, tomo meu café, legal, mas volto pra rua. Não, mas nós temos o SOS rua. OK. Ele me tira da rua e me leva para onde? Tem alguma moradia assistida? Tem alguma república? tem alguma eh casa de passagem? Nós não temos. Então, quando você chega no morador de rua e convence ele a sair da rua, você tem que ter alguma coisa melhor para ele ficar. Sim. Não adianta enxugar gelo, mandar para um abrigo, pro abrigo ele voltar pra rua. Sim. Não adianta mandar ele pra casa da cidadania. Então assim, é isso que eu peço ao prefeito e tô pedindo já faz tempo. O Dário, eu percebi que ele tem essa sensibilidade por essa bandeira, por essa causa, mas eu acho que tá faltando um pouco mais de coragem de me chamar e falar: "Nelson, você é vereador da base, você estuda isso e ele sabe que eu estudo isso. Vamos tentar fazer essa fazenda de acolhimento. Nós vamos revitalizar o centro. Campinas tem esse potencial para ter então esse tem tem área, tem um monte de empresa para contrapartida, se quiser apoiar. O que que vai precisar do privado mesmo ou até do próprio poder público colocar a mão no bolso e investir nisso? É na questão estrutura. É fazer os leitos, é fazer os QGzinhos, fazer tudo dividido, certo? Os profissionais a prefeitura já tem. Sim. E profissionais bons, qualificados, tanto da saúde, da assistência social. A minha especialização quando eu fiz eh na UNIFESP, eu lembro que eu era o único da área de humanas, era todo mundo da área da saúde, da ciência social e eu lá o único formado em direito. E de repente eu me deparo com uma assistente social da Prefeitura de Campinas fazendo também. Então, por que não usar desse desse servidor de repente para ser a coordenadora da fazenda de acolhimento? Entendo. Entendeu? Então tem tudo para dar certo, só precisa de coragem, porque é algo que politicamente todo mundo tem uma visão que são pessoas invisíveis, que são pessoas que não vão trazer voto, entendeu? Porque tá na rua, porque não é daqui, porque nem título tem, nem documento tem. Só que isso daí é uma balela. Se for pensar politicamente, aquela dona Maria que você tá ajudando, que tá na rua usando craque, que o filho tá usando craque, ela sempre vai ter um olhar diferente para quem ajudou, salvou a vida do filho dela e ela vota. Então assim, politicamente falando, é uma questão que traz voto, sim, porque atrás do do ser humano que tá na rua, que poderia ser qualquer um de nós, qualquer um de nós poderia estar morando na rua, porque ninguém nasce na rua, as pessoas se tornam moradores de rua por n motivos, aquela pessoa, ela nunca mais vai te esquecer. Você salvou uma vida, entendeu? Não há cesta básica, não há lata de tinta. Não há eh R$ 100 que venha comprar o voto de uma pessoa depois que você salva a vida, a salva a vida de um filho da da dona Maria, da dona Efigênia, seja de quem for. Vereador, agora a gente vai falar um pouquinho sobre educação. Nós temos aí há um um certo tempo uma discussão em torno das escolas cívico mililitares. Nós tivemos desde 2019, quando você protocolou a primeira moção falando, né, na naquele momento, apoiando o governo federal para a implantação do programa nacional de escolas cívico-militares. Depois, ainda em 2019, você fez uma indicação ao prefeito municipal solicitando a inclusão de Campinas no Programa Nacional. teve uma frente parlamentar em 2022, um projeto de lei em 2023, instituindo o programa na rede municipal de ensino. E aí quando a gente lembra que as frentes parlamentares elas terminam junto com o mandato daquele vereador, aí Nelson é reeleito em 2025, então propõe: "Vamos retomar a frente parlamentar". E e aí nós tivemos uma outra frente e na ocasião também você fez o ano passado uma moção de apelo ao governo do estado na ocasião para que implante escolas no modelo cívico militar em Campinas. Eu queria que você falasse um pouco dessa sua pauta e dessa sua visão, apesar de ser uma pauta bem polêmica, de que é importante que tenhamos essas escolas. Eh, tudo começou no governo Bolsonaro, né? Enquanto Bolsonaro estava presidente, ele comentou, discutiu e implantou as escolas cívico-militares. Aquilo lá me despertou o interesse entender, né? Eu que trabalho em escola fazendo palestras, eu comecei observar o desrespeito com os professores, os alunos, eh, em algumas escolas públicas. usando maconha dentro da escola, coisa que eu jamais imaginaria ver. E de repente eu tava vendo isso. Eu percebi que as palestras que eu estava fazendo, eu eu percebi a movimentação de alunos querendo ser contrário eh à minha palestra pelo simples fato de eu estar falando dos malefícios das drogas. Então eles se sentiam incomodados e queriam fazer um um barulho a favor das drogas, a favor de marcha da maconha. E eu comecei a perceber que um professor não aguenta ficar num ambiente desse, porque eu ficava uma hora, fazia a palestra e embora. O professor, professores, inclusive, é uma das categorias que mais tem problemas de saúde mental quando se fala em trabalho, né? E policiais, guardas também, né? acabam se afastando do trabalho, depressão, um monte de coisa e até suicídio. Então assim, eh aquilo que eu tava presenciando me chamou atenção pra escola cívico-militar, que dentro do seu conceito estabelece ordem, segurança, porque são policiais da reserva que vão trabalhar armados, né? São eles que têm que estar com a arma na cintura, não somos nós. Não é um aluno que entra armado dentro de uma escola e aponta pro professor, porque o professor falou um pouquinho mais alto que o normal. Então eu comecei a perceber que a escola cívico-militar ela poderia estar salvando várias regiões de Campinas, né? E aí apresentei projeto, fiz debates, fiz audiências, trouxe pessoas do governo do estado também para participar, eh, parlamentares e tudo isso mostrou que existe uma necessidade, né, e que a população é favorável. Na primeira escola cívico-militar que ia sair em Campinas, ali foi uma narrativa mentirosa por parte da esquerda. É uma no Campo Belo, por exemp. No Campo Belo. Isso mesmo. Era a primeira escola cívico-militar era para ser lá. Eles colocaram o carro de som falando que a escola cívico-militar ia tirar a vaga dos professores, que ia militarizar, que os alunos iriam sofrer na mão da polícia. Começaram a criar uma narrativa assim que foi super difícil desconcertar porque 90% dos pais eram favoráveis. Sim. Os professores com ideologia, aqueles que usam camisetas, Mariele Vive, eh Fazuele, Lula, sei lá o quê, aqueles que levam pro lado da esquerda, né, da ideologia da esquerda, eles começaram a ser contra e correr uma um boato lá dessa militarização que eles iriam perder isso, perder aquilo. E no final das contas, eh, acabaram conseguindo na justiça a suspensão das escolas. Ministério Público entrou, né? Ministério Público instaurou inquérito e suspenderam. Aí esfriou um pouco, Bolsonaro saiu e aí nós tentamos via município, eu tentei com o Dário junto com o secretário na época de educação, o Tadeu Jorge, Jorge Tadeu. E aí ele falou o seguinte para mim, eu lembro direitinho, tava eu, ele e o Dário. E ele falou: "Ah, pede pro Bolsonaro fazer essa escola, comprar uma área e fazer a escola cívico-militar. A rede municipal tá tá perfeita. Nós não temos que mexer na escola municipal. Aí eu achei estranho, né? Porque eu estou vereador, sim. E ninguém vai procurar secretário de educação. O pai, a mãe não procura secretário de educação para reclamar, procura o vereador. É o vereador que tá lá na escola, que tá na porta da da creche, na porta da da escola municipal. E os pais estavam reclamando. Eu falei: "Ué, será que ele vive a mesma realidade que eu? Será que ele é secretário de educação da mesma cidade que eu que eu estou vereador? Deve ter alguma coisa errada. Você sai até um pouco perturbado, sabe? Você sai da sala do prefeito, parece que você tomou 10 copos de café, 10 copos de água e saiu com problema dele para resolver e não o seu foi resolvido. Aí eu falei: "Poxa, secretário, acho que tem alguma coisa errada. As demandas estão chegando contrário às escolas. professor vindo no anonimato, com medo de retaliação, falando dos problemas que tá presenciando. Vamos fazer um teste, uma escola sede uma escola municipal para ser uma escola cívico-militar. Não, eu não vou mexer com isso. Eu não vou, não vou, não vou enquanto eu tiver aqui. Falei: "Então tá bom". Aí veio por parte do Tarcísio. O Tarcísio pegou e falou: "Não, a escola cívico-militar não vai ser realizada então nas municipais. Então eu assumo as escolas do estado. Sim. Foi quando Campinas foi sorteada com duas escolas. Quais? Uma no Aparecidinha, né? E a outra no Ouro Verde. Então nós visitamos as duas escolas. Eu já havia feito palestras lá, várias palestras. Conversamos com a diretoria, conversamos com professores, mesmo aqueles com ideologia da esquerda, eles passaram a entender porque eles também foram usados. Muitos da esquerda mentiram para esses professores da esquerda. Sim. E eles vão continuar na sala de aula, só não vão poder mais ficar fazendo política com camiseta, né, com investimento. Vai ter uma organização, vai ter uma ordem, vai ter respeito. Nós vamos resgatar a dignidade dos professores, inclusive desses que estão aí, de repente por uma lavagem cerebral ou outra, eh, falando absurdos para aluno. Mas essas escolas ainda terão esse esse esse esse modelo implantado, vereador? O que aconteceu foi que a esquerda novamente foi paraa justiça para denunciar, parece um erro que teve na contratação dos reservistas, né, que são aqueles policiais aposentados que vão trabalhar nessas escolas. E aquilo ficou suspenso, mas eles, entre aspas, inauguraram as escolas cívico-militares sem uniforme, sem os o os policiais da reserva. Então assim, só meio que o título de escola cívico-militar, mas a gente já tá em contato com as duas escolas, com toda a diretoria e também com o governo do estado para logo fazer a inauguração e a escola começar a atuar de forma completa, com os uniformes, com ordem e com segurança. Vereador, mais recentemente, o senhor inclusive usou a tribuna durante uma reunião ordinária para falar sobre isso, um projeto de sua autoria que proíbe a participação de pessoas do sexo biológico feminino em equipes masculinas nas competições promovidas e apoiadas pelo município de Campinas. Queria que o senhor falasse o porquê dessa dessa lei municipal, na nossa opinião, e porque isso é importante pra cidade, isso é importante para as mulheres, né? Eu acho que uma mulher biológica, ela tem que ocupar a presidência de uma comissão das mulheres. Uma atividade esportiva tem que ser ocupado por mulheres biológicas e não por um homem trans. Eu acho que tem uma diferença hormonal, estrutura óssea, o rendimento. prova disso são esses campeonatos, né, que tem um um homem trans, eh, participando de uma modalidade feminina. A força é notória. Qualquer um que assistir uma cortada de vôlei de um de um homem vai perceber a força que é a cortada perto de uma cortada de uma mulher, de um saque, por exemplo, de um bloqueio, da impulsão. Então assim, nós temos que disputar as categorias de forma eh competitiva e igualitárias, né? Não com diferencial e eh tão exposto a ponto de tirar o lugar da mulher, mas nels a mulher perdendo para ela. E esse projeto não tem nada com homofobia, transfobia, preconceito, pelo contrário, é um projeto que valoriza a mulher dentro do do campo dela. Mas ele não vai na contramão do que tá acontecendo no esporte de maneira geral, que cada vez mais a gente tem esse tipo de participação de pessoas trans em times e em modalidades esportivas. É porque não existe uma lei, é porque a coisa está meio que liberado e aí vai começar a complicar. Entendi. Por que que essas mulheres não vão pro box para disputar com os homens? Porque não tem o inverso? Entendeu? Por que que só tem de um lado? O homem vai pro lado feminino? Entendi. É isso que a gente tem que tomar cuidado, porque senão nós estamos perdendo daqui a pouco o esporte. Ou então cria-se uma categoria de trans, eu não vejo problema nenhum. Tem os homens, tem as mulheres e tem o campeonato trans. Sim, é igual quando tem eh de síndrome de Dal, não tem as olimpíadas, as paraolimpíadas. Sim, né? Nós temos que ter ali eh uma competição que tenha eh de fato competitividade em iguais e chances reais de vitória, tanto de um quanto do outro, correto? Não tem como eu colocar um cadeirante para jogar a bola, porque é inclusão. A gente sabe que vai ter um prejuízo ali. Não, não tem, não tem cabimento isso. Então, tem as pariolimpíadas, aonde o cadeirante vai disputar com outros cadeirantes, os homens vão disputar com os homens, as mulheres com as mulheres e os trans com os trans. Sim, porque senão fica muito difícil, Mina. Eu falo isso porque eh a gente percebe que as mulheres elas estão perdendo o os espaços até em ambientes que não t como ser substituído por qualquer outra pessoa. O maior exemplo é a comissão da mulher. Uma comissão da mulher em qualquer território, ela tem que ser ocupada por uma mulher biológica. Por que a mulher biológica não vai ocupar uma comissão da mulher? Por que que tem que ser um transando? Então não é uma comissão da mulher. Uma comissão da mulher que não é comandada por uma mulher fica algo totalmente desconexo. É uma questão de lógica. Vereador, nosso tempo tá acabando, mas antes disso eu queria que o senhor falasse um pouquinho recentemente, inclusive o senhor usa muito na tribuna essa fala de que o senhor é um vereador da direita. Eu queria que o senhor falasse desse posicionamento, senhor. O senhor começa inclusive falando que lá atrás na coordenadoria o senhor até então não tinha esse viés político e a partir do que aconteceu lá na coordenadoria, o senhor passou a ter esse olhar também. Hoje o posicionamento do Nelson nesse sentido, nós temos 3 minutos. O vereador, eu acho que assim, a direita ela foi oxigenada por Oláio de Carvalho e por Jair Messias Bolsonaro, né? Eu não tenho dúvida disso. Lá atrás nós éramos enganados pelo PSDB, que aparentava ser um partido com pautas mais conservadoras, mas a verdade a gente viu para onde caminhou, né? É um partido que sumiu do mapa, que o seu maior líder, que era Geraldo Alkm virou vice do Lula. Então assim, enganou muita gente. Quantas pessoas não votaram no Alkm para governador do estado de São Paulo e hoje não conseguem olhar pra cara dele. Tamanha enganação. Então, quando surgiu ali eh Jair Bolsonaro com aquela fala um pouco mais polêmica, combativa, né, e até alguns momentos extrapolando, mas nada que coloque na balança de um Lula, né, que fala coisas piores, que faz coisas piores. O Bolsonaro, ele trouxe lideranças, ele jogou sementinhas. E o Bolsonaro eu conheci em 2011. Ele era do Partido Progressista e eu era coordenador de prevenção de drogas. E numa das conversas com ele por telefone, na época era Nexttel, a gente falava por rádio ou ligando. Sim. E ele sempre me atendeu. Sempre me atendeu. E todas as vezes que a gente tinha conversa era uma, ele era deputado federal ainda. Ele falava, né, de algo assim que precisava ser combatido, eh, que eles estavam, a esquerda tava, porque só falava de esquerda e começava a falar que o outro lado isso, que o outro lado aquilo. foi quando a gente direcionou algumas políticas que a gente coloca como conservadoras, coisas da época. Por exemplo, a escola cívico-militar ela nada mais é do que a escola de 35 anos atrás. Era a escola que cantava o hino nacional. Então, políticas como essa que na época tinha dentista, os professores eram lembrados pelo nome, não tinha essa autoridade, o aluno como tem hoje, quem era autoridade dentro das escolas eram os professores. Então, o Bolsonaro ele foi trazendo, resgatando isso. Em cada lugar ele foi jogando uma semente e a partir daí as pessoas começaram a titular de direita. Olha, tem a direita. Aquele candidato é da direita e naquela eleição polarizada do Lula com o o Bolsonaro, né, do Hadad, né? Sim, o Hadad, o PT contra o Bolsonaro, ali ficou claro que a direita era a ala do Bolsonaro. E isso foi passando na Coordenadoria de Drogas. Eh, as pessoas nem falavam sobre direita e esquerda nessa época, mas a gente já combatia as pautas da esquerda como que eu, coordenador de prevenção às drogas, iria participar de uma marcha da maconha. Então, eu fiz o quê? A marcha pela vida. Eu caminhava com as pessoas que eram contra a legalização das drogas. Então a gente foi combatendo, mostrando que tem o outro lado e isso foi crescendo. Então a partir do momento que você tem mandato, você tem mais facilidade para combater, né? A gente, eu falo, né? pelo menos as cacas da esquerda, é porque eu não vejo normal uma mulher falar que defende os direitos das mulheres e e proíbe até a mulher de nascer defendendo um aborto. Então eu sou contra o aborto. Então eu falo contra o aborto e jogo na cara deles que eles eh trabalham o o não direito da nem da mulher nascer. Então assim, não tem como eu fugir eh das pautas que eu acredito dentro das minhas convicções e vou sempre defender aquilo que eu acho certo. Eu tenho grandes amigos que defendem pautas da esquerda, mas sabem debater com qualidade. Eles explicam. Não perdeu amizade com ninguém. Não, não, eu não vou perder amizade. Tem um outro lá que acaba, você acaba fazendo uma listinha, você praticamente coleciona inimigos, né? Entendi. Mas a maioria tenho um bom relacionamento com aqueles que sabem conversar, né? Infelizmente, eh, eu não consigo acreditar no aquilo que eles defendem. Por exemplo, como que eu vou, eh, ser a favor pelo fim da Polícia Militar, pelo fim do Proer? A esquerda defende isso e eu não consigo defender isso. Eu sou a favor da polícia, eu sou a favor do ProED. Sim. Então assim, são pautas que não tem como você mostrar o lado que você está. Eu nunca vou ficar em cima do muro, principalmente na política. Na política não tem como. Para mim mudou tudo. Política Hoje não dá para você torcer pro Guarani, pra Ponte Preta, querer abraçar todo mundo, entendeu? Ali ou você é direita ou você é esquerda. Ah, eu sou centro. Você é centro, então você, desculpa, você não é nada, você tá em cima do muro. Centro para mim significa isso. Ah, eu sou centro direita. Aí eu já até concordo. Eu sou centroesquerda. Concordo também. Mas agora, mas defend, mas defende o posicionamento. Você tem que ter lado, você tem que ter posicionamento. Tá certo? Então, infelizmente nosso tempo já acabou, já passamos inclusive da média do programa. Nelson, bastante coisa para conversar. até uma próxima oportunidade. Eu que agradeço. Desculpa qualquer coisa que eu tenha falado aqui, mas eu falei com coração e falei dentro das minhas convicções e tô sempre à disposição, mina. Tá certo? Então, vereador, olha, hoje a gente conversou aqui com o Nelson Ostre e você pode acompanhar os outros episódios do podcast na Casa do Povo lá no canal da TV Câmara Campinas no YouTube. Lembrando que toda sexta-feira tem estreia na tela da TV e também nas redes sociais da TV Câmara. Até um próximo na Casa do Povo.