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Olá, [música] [música] mais um na Casa do Povo no ar, o podcast da Câmara Municipal de Campinas, que sempre conversa aqui com o parlamentar. Nós estamos na temporada dos ex-vereadores, por isso o nosso convidado de hoje é o prefeito de Campinas, Dário Saad, que já foi vereador [música] aqui nessa casa. E não foi uma vez só, Tom, ele vai contar tudo isso daqui a pouquinho, porque antes eu vou fazer a minha audiodescrição, como é de prá, o meu nome é Mirna Breu, eu sou mulher negra de pele clara, tenho os cabelos cacheados na altura dos ombros com mechas loiras. Hoje eu estou vestida com uma blusinha de alça marrom e ao meu fundo nós temos aqui o estúdio do na Casa do Povo todo em preto, uma TV à minha esquerda escrito na Casa do Povo que é o logotipo do nosso podcast. Dário prefeito, seja bem-vindo aqui ao nosso podcast que agora fala aqui com os ex-vereadores. Muito obrigado, Mirna. É uma alegria estar aqui nesse podcast e nessa sessão eh dos ex-vereadores. Acho que foi uma ideia fantástica que vocês aqui na Câmara tiveram, porque quem foi vereador sempre será vereador, né? Sempre teve uma participação, sempre ajudou construir a cidade que nós vivemos. Mas eu preciso fazer minha audioodescrição, né? Olha, eu sou um homem e branco de 1,80 m de altura, eh, careca, com cabelo muito curtinho nas laterais, cabelo preto, e tô com uma camisa jeans clara e um óculos preto de arro grosso. Dário Saad é chamado por muitos por Dr. Dário Saado, porque ele é médico. Mas Dário chegou aqui na Câmara em 90, foi eleito em 92 e chegou em 93. É isso, D? Não, eu cheguei em 95. 95. Conta essa história pra gente dessa primeira legislatura. Então, é, eu fui candidato em 92 e fiquei de primeiro suplente como primeiro suplente na época. Porque qual partido? O PSDB. PSDB. É, foi na eleição que o Magalhães de Teixeira foi reeleito, que na época não tinha reeleição, mas ele já tinha sido prefeito e foi reeleito depois de um mandato que ele ficou fora. E eu fiquei primeiro suplente da bancada do PSDB. E na época o ex-prefeito Magalhãense me convidou para ser presidente do Mario Gate. Eu fui presidente do Mario Gat em 93 e 94. Aí um vereador aqui eh foi eleito deputado federal, o ex eh vereador ex-deputado federal Salvador Zimbalde e eu era o primeiro suplente e assumi o mandato no comecinho de 95. Sim. E aí esse foi o primeiro. Esse foi o primeiro. Aí depois desse primeiro mandato, que foi, eu falo que foi o meio mandato, né, que eu assumi na metade do mandato, fiquei em 95 e 96 e fui reeleito mais quatro vezes. Sim. Ainda era lá embaixo na prefeitura. ainda era lá na prefeitura, onde hoje é a porta aberta, onde o porta aberto. Inclusive o aquela sala de reuniões lá na prefeitura onde funcionava, tinha sessões da Câmara, era era cham ainda chamada de plenário. Plenarinho. Ah, vocês chamam ainda? É, chamam ainda de plenarinho. Ó, tô numa reunião no plenarinho. E então eu e eu tive oportunidade na eleição, no mandato de 2005, eh, a eleição em 2004 e o mandato de 2005, 2006, 78. ter sido eleito presidente da Câmara. Foi aí que a gente conseguiu mudar para cá. É isso que eu ia perguntar justamente, porque a gente teve inicialmente uma, num primeiro momento, parte dos gabinetes veio para cá, parte ficou lá na Anchieta e as reuniões e aqueles que estavam aqui no finalzinho da tarde corria lá pra Anchieta. Era uma loucura. Era uma loucura, sem dúvida. Eh, nós tivemos que fazer eh acabar a construção aqui. A gente mudou o projeto, tinha um projeto muito grande. Você enfrentou inclusive naquela época uma uma questão importante, é a empresa que tava tava tocando a obra, não entregava a obra. a gente penalizou, fizemos a a ruptura do contrato, né, e fizemos uma nova licitação, mas nós mudamos o projeto de um projeto de um plenário eh meio deslocado, sem conexão com os demais eh as demais estruturas da Câmara e fizemos essa essa essa essa obra e essa essa planta nova. E no período de mudanças, realmente aconteceu isso. Eh, os gabinetes funcionavam aqui, o plenário funcionava lá no plenarinho da prefeitura e eh no final de 2026 a gente conseguiu entregar o plenário. 2006, desculpa, a gente conseguiu entregar o plenário. Era engraçado porque na foi na foi nesse mandato que foi o primeiro mandato que passou para 33 vereadores. Eram 21. Eram 21. Aí eu assumo em janeiro de 2020 e janeiro de 2005 com 33 vereadores. Calcula 33 vereadores naquele espaço reduzido. Tinha um vereador que ficava com o gabinete no subsolo sem garagem. Então assim, foi uma situação complexa, mas de lá para cá a Câmara tem a sua estrutura. a gente sabe que merecia uma estrutura maior, claro, mas hoje é mais adequado aqui do que era naquele momento. Mas eu quero voltar um pouquinho antes. Você sempre fala em seus discursos da importância, né, da cidade onde você nasceu quando você chega a Campinas. Para quem nunca ouviu essa história, Dário Saad é de onde? Por que que veio parar em Campinas? Eu sou de Pedregúlio. Há uma coincidência histórica, porque Pedregúliho já teve outro pedregulhense que foi prefeito de Campinas, que foi o ex-prefeito, ex-senador e ex-governador Oressércia. E naquela e quando eu fiz a eh vestibular para medicina, eu fui aprovado numa faculdade em Catanduva e aqui em Campinas na PUC, né? Certo. E o meu pai falou: "Dário, você vai para Campinas?" Meu pai, apesar de não conhecer muito Campinas, ele sempre teve uma admiração. Ele falava: "Olha, em Campinas e meu pai é um pequeno produtor de café. Ele é advogado e pequeno produtor de café. E ele falava: "Não, Campinas tem um Instituto Agronômico. Campinas é uma cidade e muito importante na pesquisa do agro, porque lá é uma região agrícola, né? E ele tinha paixão, conhecia o Carlos Gomes. Não, Campinas é a terra do Carlos Gomes. Você vai para Campinas. mesmo Catanduva sendo próximo eh de mais mais é Catanduva uns 200 e poucos quilômetros, Ribeirão e Campinas 350, tá? Então eu vim para Campinas fazer faculdade, cheguei aqui, Mir, acho que você não tinha nascido ainda em 82. É, eu lembro até hoje que eu vim de Cometa, vou falar o nome da aviação aí, não tem problema. Eu vim de Cometa e o Cometa entrou ali na rodoviária antiga, parou naquela rodoviária antiga, né? E a gente usava umas mochilas meio estilo militar, umas mochilas verdes, né? Eu desci naquela, naquela, naquela eh eh aquelas rodoviária, né? E os meus amigos falavam assim: "Olha, eu saí de uma cidade que na época devia ter uns 12.000 habitantes para Ribeirão Preto." Aí quando eu achei Ribeirão Preto, que eu fiz o o terceiro colegial em Ribeirão, achei achava imenso. Aí quando eu falei que para Campinas, meus amigos fal ass Campinas é o dobro de Ribeirão e muito mais. Então eu me assustei bastante. Mas quando você veio para cá já tava acertada a república que ia morar? Tava certinho? Já já eu morava numa república que ficava no Orozimbo Maia, bem assim, não muito perto da maternidade, lado oposto ali, né? E eu eu andava 25 minutos a pé para pegar um ônibus que ia pro campus dois da PUC, que era um ônibus especí fretado para ir pro campus dois da PUC. Sim. Então eu eu atravessava que era o Rozimbo Maia quase que inteira. Tá. E como foi essa história do médico formado aqui na cidade, eh, que era de outro município ou entrar na política. Como que é isso? Olha, Mira, foi uma coisa engraçada. Eh, em quando eu terminei a faculdade, eh, tinha uma uma situação de saúde complicada na cidade. Eu sei que a situação é sempre complicada na saúde, mas na época a gente fazia uma dolarização e o salário de um médico na prefeitura de Campinas é em torno de 1.000 a 1100, que hoje seria em torno de R$ 6 7.000, OK? um salário do médico e a gente fez um movimento para para melhorar as condições de trabalho, tudo. Você já era funcionário público? Eu entrei como em 89 num concurso, concursado, concursado, porque eu saí da faculdade e fui fazer residência médica no Mario Gate na Casa da Saúde, mas não era uma residência como é hoje. Aliás, quando eu fui presidente do Mario Gate, tive a oportunidade de credenciar a residência pelo MEC, iniciar o processo de oficialização da residência. as residências eram reconhecidas pelas sociedades de especialidades, mas não pelo Ministério da Educação, certo? E aí que aconteceu? tinha essa dificuldade. A gente fez um movimento e eu destaquei na na liderança, um dos líderes desse movimento, eh, e nós conseguimos aí avançar e o ex-prefeito Magalhães Teixeira tinha eh eh tava na candidatura de novo e um amigo meu da casa de saúde me levou para conhecer o Magalhães Teixeira e ele falou assim: "Não, você precisa ser candidato a vereadora aqui em Campinas". E já na primeira eleição fiquei de suplente. Olha, então foi aquela coisa que ali você percebeu. Nasci para isso. Não, não. É difícil falar assim, nasci para isso porque eu continuei trabalhando como médico. Eu lembro, eu ia, sabia que eu ia naquela clínica lá da Avenida da Moreiras e você clinicava lá. É, eu trabalhei por mais de 30 anos na clínica Moreiras. Foi uma vida muito corrida, né? E eu só parei de atender como médico quando eu fui fazer a campanha da primeira eleição de prefeito. Aí eu não tinha jeito, não, não tinha jeito. Então, para mim foi uma entrada mais natural. Eh, tive muito sucesso, por um lado, na vida pública, nas eleições, mas também tive muitos fracassos. Eu fui candidato a deputado quatro vezes e não fui eleito. Três vezes me candidatei a deputado estadual e uma vez a cand a deputado federal, mas não fui eleito. Aí eu brinco, aí é brincadeira que eu interpretei o resultado das urnas. Falei, bom, já que a população de Campinas não me elege deputado, porque ela quer que eu fico em Campinas, então você candidato a prefeito. Aí deu certo. E como vereador a gente pensa, outro dia, eu lembro que eu fui uma vez até em uma solenidade que você tava assinando uma lei, você falou assim, era um projeto que alterava uma lei que era de sua autoria mesmo. E como que é isso para você hoje pensar que é autor de tantas leis aqui na cidade que hoje funcionam? Olha, Mir, é muito emocionante porque a gente quando é vereador, eu entendo o trabalho dos vereadores, é um trabalho difícil porque o vereador é aquele que é o para-choque junto à população, ele fica, ele que recebe a demanda, a crítica, ele que vem, tem que conversar diretamente. Então, muito, a gente como vereador faz muitos projetos, muitos viram viram eh lei mesmo, tudo. Então, de vez em quando eu vejo uma lei minha sendo aplicada, realmente eu fico emocionado. Eh, a gente pensa inclusive eh naquele momento em que você pensa como legislador e hoje você tem que pensar como executor que vai fazer que aquela lei que um dia lá atrás você lutou, plantou aquela semente que hoje aquilo aconteça, como que é para você? não é que como eu falei, você fica realmente emocionado, você fica assim pensando, nossa, deu certo e eu como a minha carreira eh nunca eu não consegui dar um passo além de vereador no legislativo, eu não fui eleito nenhuma vez que eu fui candidato a deputado, eu também não tinha muita esperança de ser eh eh prefeito. Foi uma coisa muito engraçada. Eu nas eleições de 2016 e 2018 eu nem fui candidato, fui convidado pelo ex-prefeito Jonas para ser eh secretário de esportes. E quando veio a possibilidade de ser prefeito, ganhei eleição, eu lembrei muito do meu passado como vereador, porque é importante e eh o mandato de vereador é uma escola da política, uma escola no bom sentido. você você entende o calor da população que te cobra, você sabe a dificuldade eh do poder executivo. Então, me ajudou muito o período que eu passei aqui na Câmara. Isso que eu ia perguntar. Você inclusive é médico, já foi diretor do Mario Gate, né, presidente. E aí, em que momento o Dário, eu vi aqui, você tem inclusive uma uma de suas leis é a que cria realmente o fundo de investimento esportivo aqui, que com destaque para o esporte amador. Mas em que momento o Dário, não digo sai, mas se afasta um pouco da medicina e vira diretor de esportes? Como que é essa identificação? Foi uma coisa, foi uma coisa interessante, né? Eh, eu tinha sido, eh, eu não tinha sido candidato em dois, em 2016, mas antes disso, em 2015, o ex-prefeito Jonas eh me encontra, fala assim: "Que que você tá fazendo?" Eu falei: "Ah, eu tô no Mario Gate, eh, na ambulatório de urologia, sou concursado lá". Falou: "Mas você ficou quase 18 anos fora, você faz falta lá?" Eu falei: "Não, eu tô tentando, a gente ajuda, trabalho normalmente e tal". Aí ele falou assim: "Vamos tomar um café". Aí no café ele falou assim: "Você não quer ser secretário de esportes?" Eu falei: "Esportes, prefeito". Eu falei: "Falou, é, Dário, você tem experiência de gestão, foi vereador, foi presidente da Câmara, foi presidente do Mário Gate." Eu falei: "Tá bom, vamos aceitar esse desafio". Olha, Mirna, a a vida escreve às vezes a nossa história de uma forma inesperada. Aí quando f anunciou que eu era secretário de esportes, houve uma certa crítica de um de um segmento esportivo, da da mídia esportiva. Ah, mas o cara é médico, que que tá se metendo na Secretaria de Esportes? E mas felizmente, Mirna, eh eh deu certo. Nós estávamos passando por aquela fase daqu, teve uma crise, uma recessão muito grande na época do governo da Dilma. foi uma situação econômica difícil do país, mas eu consegui fazer muita coisa com parceria na Secretaria de Esportes, muita coisa. E e a gestão na Secretaria de Esportes se destacou, se destacou, mas nem o mais empolgado político da da terra podia pensar que um secretário de esportes de Campinas iria ser candidato a prefeito e iria ganhar a eleição. E foi através desse caminho que eu me tornei prefeito. É porque daí eu lembro que você participava de todas as coisas. Teve a corrida, começou ali a corrida dos distritos, não foi? Começou, olha, começamos com muita coisa naquela época. A maratona de Campinas nós começamos a corrida dos distritos e a virada esportiva a gente retomou, a gente fazíamos eh eh evento de tudo, Mir, carrinho de roleman, bolinha de good. Eu brinco muito assim, então assim, a gente fez muita coisa. Isso me reposicionou eh na cena na cena política e aí fui e eu acho que uma cena política e uma cena popular da áre porque as pessoas pensavam tava meio parado a coisa e começou a acontecer várias coisas mostrando que a população pode participar não só em eventos, por exemplo, no taquaral, vou dar esse exemp em todos os lugares nós diversificamos bastante e e você falou a verdade, eu eu já tinha sido vereador, já tinha sido presidente Mário tudo, mas a a atuação na Secretaria de Esportes me ampliou o meu conhecimento. Então eu ia nas corridas, nossa, corrida de rua, que a gente ampliou de corrida de rua. E aí veio a a o convite, né? O republicanos foi lá e falou assim: "Olha, você vai ser nosso candidato a prefeito e a gente construiu um caminho aí". Certo? A partir desse caminho, qual foi então o trilhar do Dário, pessoa e político, para lidar com toda com todas esses com todos esses desafios? Olha, Mir, não foi fácil porque assim, eh, eu nós fizemos aí a uma fiei o partido republicanos, lançamos uma uma candidatura e tivemos a sorte e a habilidade de unir cinco grandes partidos com a gente, inclusive o partido do ex-prefeito Jonas, do Vandão, que é vice hoje meu, pela pelo segundo mandato. E nós conseguimos compor um grupo eh um grupo bom. E mas primeiras pesquisas você deve se lembrar, né? Eu tava em quinto, sexto lugar, mas a gente começou a trabalhar, começou a mostrar proposta para Campinas. E eu tinha sempre uma coisa, Mirna, que eu falo muito pouco isso. Eh, mesmo quando a gente começou nesse processo de construção da candidatura, eu tinha uma uma, não digo certeza, mas eu tinha uma esperança tão grande no meu coração. E quando saiu essa pesquisa, né, eu falei: "Gente, será que eu tô ficando meio doido, né? Porque eu tô tão esperançoso, tô tão animado e estamos aí em quinto, sexto lugar, né? Mas foi crescendo a candidatura. A candidatura foi crescendo e eu também fui me preparando pessoalmente, tá? Porque os desafios de uma campanha prefeito são desafios difíceis. Eh, você tem que ter uma disposição de atleta, um preparo físico de atleta, uma cabeça eh muito centrada, eh você é muito atacado, você é muito questionado, acusado de tudo. Então, eu tive realmente um preparo mental para poder enfrentar esse desafio. E até para responder esses ataques também tem que ter uma É, tem que ter um preparo mental com com você não pode responder muito com fígado, nem muito reativamente. sempre tem que ter cautela na resposta. E foi assim que a gente foi crescendo a candidatura em 2020 e graças à confiança da população de Campinas, nós chegamos lá no primeiro turno, em primeiro lugar. Dária, eu lembro que logo que você assume então como prefeito, na sequência, naquele momento, já que a gente tá falando de saúde, a gente teve a segunda onda da Covid-19, que era aquilo virou tudo de ponta cabeça. Vez brinco, de vez em quando eu brinco com o Jonas, o ex-prefeito, porque quando ele passou, a gente fez aquela posse, não pode posse virtual, uma coisa depois que ele passou para mim o data, ele falou assim: "Olha, Dário, você tem muita sorte". A pior fase da pandemia já passou. Daqui uns dias nós vamos estar longe disso. Mirna, chegamos, acho que em março, abril, não sei, veio aquela segunda fase muito mais contundente, agressiva do que a primeira onda da pandemia. E aí nós chegamos a ter 240 pessoas, 238 para ser exat na fila de UTI enfermaria. Eu praticamente não dormia direito, acordava às vezes à noite sonhando, com pesadelo, vendo o pronto socorro dos hospitais, eh, principalmente o Mario Gate, que eu trabalhei muito lá, em colapso, gente caindo no chão, tipo assim, aquele aquela aquele aquele aquela imagem que vinha, eu acordava assustado. Todo dia de madrugada eu combinava de ligar de manhã pro presidente do Mario Gatti. Eu eh ligava pro presidente do Mario Gate morrendo de medo dele falar assim: "Prefeito, não tem mais condição. Teve um momento que a gente teve que decretar intervenção, entrar com guarda municipal no hospital metropolitano, que é atualmente o Mário Gatinho. Então assim, tudo isso foi muito tenso, muito tenso. E aquele momento todo o seu plano de governo teve que ficar um pouquinho ali parado porque a atenção era outra. Como que naquele clima você tocava projetos? Não. E era praticamente reuniões diárias, duas, três, quatro, cinco reuniões com a rede Mario Gate para ver a estrutura de saúde e atendimento, com a secretaria de saúde para ver as regras, vacinação, centros de saúde. Olha, Mirna, eh, eu assim e com outros órgãos também estaduais e tudo mais, porque tinha que fazer um monte de coisa. Para você ter uma ideia, eu eu era presidente, sou presidente da Frente Nacional de Prefeito, vice-presidente para área de saúde e a gente fazia reuniões online com o Brasil inteiro e um dia eu tava sufocado lá, né, e tinha uma reunião marcada. Eu falei: "Nossa, eu vou falar da situação de Campinas aqui que tá muito difícil, né?" A hora que eu abri a reunião, entrou um prefeito do Nordeste, falou assim: "Pelo amor de Deus, tô com 10 ambulâncias na porta do hospital, não consigo descer os pacientes". Ele falou que tinha ambulância lá já três dias trocando torpedo de oxigênio. Aí ele contou um drama tão grande, aí perguntaram e Campinas? Falei: "Não, tá mais ou menos porque depois um drama desse, né?" E Campinas teve uma coisa que a gente a história vai mostrar. Nós atendemos muito bem essa pandemia. Não tô falando eu, o prefeito Dá, sinceramente, eu sou uma pessoa que tem umadea todo mundo que tava atendendo, servidor público, a equipe de gestão, a cidade ajudou bastante. Tanto que nós saímos fortes da pandemia. Uma coisa que nós fizemos eh durante a pandemia, que eu tirava um tempo para isso, foi montar o plano de ativação econômico-social da cidade, que é o PAIS, que a gente chamou. Sim. Foram um conjunto de 20 leis que a Câmara Municipal ajudou a discutir. Não é porque eu tô aqui na Câmara, não, que eu reconheço. A Câmara trouxe muitas ideias, nós discutimos e foram 20 eh projetos de leis que nós discutimos aqui na Câmara e viraram leis de incentivo, de tudo e que fez a cidade sair mais forte da pandemia. Sim. Então assim, foi um período, Mirna, que eu ainda vou, olha, não sei se eu vou escrever um livro, porque eu eu sou um pouco impaciente, às vezes f um pouco agitado, mas merece, a cidade merece ter um relato do que foi eh cuidar dessa pandemia e do que foi passar por ela. Inclusive, naquele período, eu lembro que a Câmara as reuniões eram online, né? vinha, ficava no seu gabinete. Qual foi também a importância da Câmara nesse sentido em parceria com a prefeitura para aprovar outros projetos de lei que vocês precisavam justamente nesse sentido de otimizar? Olha, a Câmara foi extremamente parceira, aí eu não tô dizendo da minha gestão, parceira da cidade, porque além de trazer ideias, propostas pro pós pandemia, além de ser parceira no enfrentamento da pandemia, todas as medidas que a gente chamava a Câmara para discutir eh de enfrentamento à pandemia, a Câmara de pronto aprovava e aprovou não só as medidas de enfrentamento à pandemia, mas aprovou também o pós-pandemia, que a gente deu deu o nome de paz, plano de ativação econômico social de Campinas. Então, no meu ponto de vista, a cidade segurou, a cidade atendeu bem a pandemia, foi referência nacional na vacinação. Você, não sei se você se lembra? Lembro, lembro. Hora marcada, sem tumulto, sem porque foi uma união importante da Câmara Municipal com o executivo. E quando a cidade eh eh tem essa parceria, não parceria política, não, mas parceria pela cidade, as coisas avançam. Você vê que a cidade nesses últimos 5 anos nunca teve um problema político disso ou daquilo e atrasou alguma coisa na cidade. Pelo contrário, toda vez que que que o executivo e a Câmara discutia alguma coisa de interesse da cidade, era rapidamente rapidamente aprovado pela Câmara. Então assim, eu tenho que reconhecer que esse esses avanços que a cidade tem é fruto dessa desse clima eh eh que a gente tem de cooperação e de e de incentivo à cidade. Dário, só que aí entra uma coisa que eu preciso saber com você. Você falou do pais importante. Você tava lá preocupado com a pandemia, tinha algumas secretarias que naquele período, digamos que tavam tavam meio de mãos atadas porque a a o foco era outro. Foi aí que vocês nessa articulação pensaram: "Olha, uma hora a gente vai sair disso e precisa ter um plano pronto para sair". É isso. Foi. A gente tem porque ninguém sabia o impacto da pandemia na economia da cidade. Ninguém sabia. A pandemia foi uma coisa nova. Primeiro que não sabia nem tratar a a doença. A a medicina no Brasil, por mais que a gente tenha problemas, ela avança muito rápido. O não se sabia se tinha que entubar cedo, se tinha que entubar depois, assim, mais um pouco tarde da evolução do COVID. no sabia se tinha que entbar bruço ou se tinha que entbar de É tudo difícil isso. E também a gente discutiu durante a pandemia esse pós porque a pandemia um dia vai passar, que reflexo que ela vai deixar na economia da cidade? Então vamos fazer leis, ações para poder estimular depois e deu muito certo. Sim. E a partir disso, então, a gente lembra que voltou ao normal, além do pais, a gente você teve que voltar o olhar então paraas outras áreas, sem dúvida. E aí, como foi colocar de novo o treino ali no trigo? Foi muito fácil, mas a gente foi atrás eh eh primeiro olhamos pra educação. A educação tem aquela fila histórica da creche, né, que a própria Câmara já recebeu assim, muita gente, mães, não, a mães que vinham aqui, olha, preciso de vaga na creche. Vag na creche, é claro, os vereadores todo, as mães batem na porta, é normal. Eu fui vereador, acontecia demais comigo. Aí você mandava pra educação, educação. Ah, mas onde era não tem vaga? Tá bom. Que que nós fizemos? Eu fui inaugurar um um CProcamp lá no Campo Grande. Ceprocamp é um centro profissionalizante da prefeitura. Aí tinha uma estrutura grande lá de 2000 m. Aí eu perguntei pro secretário, por que que a gente não faz creche via Fumec? Que Fumec que fez não podia. Aí ah, porque a lei não permite. Falei: "Ah, mas vamos discutir, se precisar, a gente a gente muda a lei." E foi assim que surgiu uma ideia. Discutimos com a Câmara, mandamos um projeto de lei pra Câmara alterando a atribuição da Fumec. A Câmara discutiu, é claro que teve polêmica, a Câmara é um poder plural, a gente entende, teve vereador que não aprovou, não votou contra, mas a a maioria aprovou. A partir daquele momento, conseguimos construir 16 creceses com capacidade de 5.000 vagas, que é a capacidade que que tem a a fila. Capacidade, desculpa, que é o número de crianças que tem na fila. Conclusão, se a Câmara não fosse parceira naquele momento, se a Câmara não entendesse a necessidade de acabar com a fila de creche, não teria acabado. Ela podia pegar o projeto e colocar na gaveta. E foi feito o mapeamento dessas áreas para Olha, onde tem única área, Mirna, que a gente teve dificuldade é o entorno de Viracopos. Por quê? lá foi uma ocupação irregular, na grande maioria lá irregular, não tem área institucional, então nós conseguimos fazer uma unidade. Então é bem provável que ali você pode ter uma fila localizada que a gente tenha que fazer algum transporte dependendo da idade, correto? Mas hoje Campinas tem um número de vagas suficientes para a sua filha, sua demanda. Isso é isso é fundamental porque a desigualdade começa na primeira infância. Então começamos a olhar, olhamos [limpando a garganta] a questão das enchentes, olha, temos que atuar ali na Princesa do Oeste, no Rozimbo Maia, tal, fizemos um pacote, inclusive, prefeito, eh, falando um pouquinho da Princesa do [limpando a garganta] Oeste, a gente teve chuvas, inclusive na última semana que a Princesa do Oeste ainda tem problemas. O que que tá sendo feito pisã? O piscinão da Princesa do Oeste já tá em fase avançada. Por ali na cabeceira da princesa do Oeste não tem lugar de fazer piscinão. A não ser que você desmanche uns 20 prédios lá, não tem como. Então nós fizemos próximo ali no Jardim Noêmia de Visa ali com Paranapanema, fizemos um piscinão, só que tem que tem que ter um túnel que puxa da princesa do Oeste para lá. Para você ter uma ideia, esse túnel tá pronto já. Então é bem provável que no verão que vem esse esse se não tá funcionando, ele tem capacidade de estocar lá, de reservar 120 milhões de litros de água. Quer dizer, o escoamento vai ser muito mais rápido, vai ser vai ser mais lento no sentido que lento, porque você reserva a água nesses piscinões e depois quando diminuir a chuva você libera. Ah, é o contrário. Não é da rua para ele, é dele pra rua. Contra, não é da rua para ele segura para depois liberar. Ah, entendi. Tá. Então assim, eh eh eh mas para isso também é importante e ressaltar para fazer esse empréstimo junto ao BNDS, a Câmara teve que autorizar também. Sim. Então por isso que eu falo que esse clima de eh de político importante, bom, administrativo, de câmara com com o executivo, com a prefeitura, faz a cidade avançar mais rápido? Já pensou se a Câmara tivesse barrado, Mirna, o projeto que permite a Fumec fazer as creches? Não teria, não teria as créches, podia ter mais uma, mais duas, mas a Câmara entendeu naquele momento que era uma necessidade da cidade e aprovou rapidamente. A Câmara inclusive criou recentemente, né, a gente, digamos que a Câmara é novata nisso, as emendas impositivas. Como que o executivo, você que já foi vereador, na sua época não tinha emenda impositiva, como hoje o executivo eh vê essa iniciativa e essa ferramenta que agora também existe em Campinas? Mirna, é uma ferramenta que que ela já está na tá na Constituição Brasileira eh desde 86 de 88. E a partir do momento que o vereador ele tem a possibilidade de ter emenda, ele direciona para onde ele vê a necessidade. Então passou a ser uma uma parceria da prefeitura através do investimento. Então, por exemplo, o vereador vê a necessidade de fazer eh uma uma escola, de fazer uma pavimentação, de fazer isso, fazer aquilo, ele destina a emenda, então a prefeitura vai lá e executa. Então, pra gente veio uma parceria na destinação de recursos. Então é um é um instrumento importante que a gente avalia que dentro da sensibilidade que o vereador tem, certamente a chance maior de atender a demanda da população. Algo que também tem sido feito e que vai ao encontro de algumas eh comunidades que até então são consideradas irregulares é a questão dos núcleos habitacionais. Isso. Da regularização fundiária. É qual que é a importância quando isso acontece? Qual é o compromisso hoje de que cada vez mais essas comunidades tenham toda a documentação? Mirna, eh, Campinas e todas as grandes cidades teve muitos loteamentos que foram feitos de maneira, não que era ocupação, não tô dizendo de invasão de terra, mas naquele momento eram feito loteamentos sem muito atender legislação. A legislação na época era muito vaga. Aí aquela aquele aquela aqueles loteamentos, aqueles conjuntos habitacionais não conseguiram a documentação e a prefeitura e faz o que a gente chama de regularização fundiária. Começou a acelerar no governo passado, no governo Jonas e vem acelerando muito. Para você ter uma ideia, Mirna, só nesses 5 anos do meu mandato, nós estamos chegando a quase 22.000 escrituras entregues. 22.000. Se você colocar, multiplicar isso por quatro, dá quase 90.000 pessoas. Quantas cidades no estado de São Paulo tem menos de 90.000 habitantes? Sim, muitas. Então, para você ter uma ideia, o nosso programa de regularização fundiária nesses últimos 5 anos beneficiou uma cidade média de quase 100.000 habitantes. Recentemente, inclusive passou aqui pela Câmara com muita discussão. Tivemos audiências públicas, a questão do RIDS, que é aquele hub internacional para o desenvolvimento sustentável. Às vezes quem tá lá do outro lado da cidade, porque isso vai acontecer ali no distrito de Barão Geraldo, não entende muito e pensa: "O que que eu tenho a ver com isso, né? O que que é exatamente? Qual que mesmo sendo numa área lá de Barão que quem mora lá no Campo Grande pode ter a ver com isso? Foi engraçado, foi um projeto eh que teve uma certa polêmica, mas de tanta discussão que teve, o final dele foi até tranquilo a votação perto da discussão que houve. O que acontece ali naquela região eh onde hoje onde foi colocado o RIDS, que é o hub, que é uma área de 11,8 milhões de habitantes, e tem também o grande distrito que a gente chamou de PIDS, que é o que é o o polo. Essa região era uma grande parte dela era chamado Seatec 2, uma região destinados a a à zona de atividade econômica. E aí nós tivemos a demanda da Unicamp, da PUC, do CNPEN, do CPQD, de todos o setor de tecnologia da cidade para transformar aquela região num distrito de inovação, para mudar o zoneamento. Tanto que eh eh quem veio, quem foi assinar comigo a sanção desse projeto tava o presidente da Câmara, Luiz Rossini. Dos nossos lados, quem que tava? tava os reitores da Unicamp, da PUC, o presidente do CNPEN, que é o projeto Siros, um dos maiores programas de tecnologia do Brasil, um dos quatro maiores e mais importantes acelerador de partículas do mundo. esses que estavam lá. Esse projeto não foi o projeto da prefeitura de Campinas, não foi da cabeça do simples não foi feita a várias mãos. Foi, inclusive, foram vários técnicos e representantes da PUC, da Unicamp, visitaram eh parques eh parques tecnológicos na Coreia, visitaram em visitaram em Barcelona e trouxeram essa essa ideia de um modelo que foi aplicado aqui. Então eu fiquei muito tranquilo porque se fosse um projeto que o prefeito Dário Saad pegasse no debaixo do braço presidente da Câmara e os vereadores aprovassem, seria um projeto da prefeitura. Esse projeto, Mirna, pela primeira vez na história de Campinas, estavam unidos Prefeitura, Câmara Municipal, reitoria da Unicamp, reitoria da PUC, eh todo todo o setor de tecnologia e inovação da cidade. Então é um grande avanço e essa área vai ser destinada à tecnologia, à inovação e ao desenvolvimento sustentável. Isso será importante paraa cidade inteira, porque ali a capacidade de atrair empresas de tecnologia e de desenvolvimento sustentável vai ser um novo polo de desenvolvimento da cidade, dar emprego pra região toda. Sim. Agora, quem pensa também na questão de moradia, ele também tem esse aspecto. Isso. Tanto, Mirna, que foram nas nas audiências públicas que pediu para incluir emendas que fala da moradia da moradia popular, foi incluído. Eh, tavam preocupado com o número com a altura do prédio, ficou tudo de acordo com que foi definido na audiência pública. Então é natural que um projeto desse e ele dá essas discussões acaloradas e a gente entende agora ter assinatura de um projeto desse, prefeito, presidente da Câmara, os vereadores, reitor da PUC, reitor da Unicamp, é o diretor do maior centro de tecnologia do país. Não é pouca coisa, é uma união que a cidade conseguiu, que a prefeitura, que a Câmara conseguiram. Agora, Dário, uma questão que inclusive a Câmara tem, comissão especial de estudos, tem frente parlamentar a respeito disso e vem acompanhando de perto há muito tempo, é a requalificação do centro que deve ser uma preocupação ainda para você. Ô Mir, é um desafio. A gente sabe que inclusive nessa época do ano, Natal, a gente sempre viu o centro cheio. A gente tem o advento da internet, a gente tem o advento de vários shoppings da cidade que também é são importantes. Mas o que o que que a gente pensa no nosso centro? Como que que a gente vai conseguir fazer? [limpando a garganta] Você sabe que o movimento no centro tem aumentado bastante, inclusive a gente nota, tem ido sempre lá por conta do Natal e também passo sempre lá. O que a gente avalia é o seguinte. O centro eh de Campinas, muita gente fala: "Prefeito, como é que a gente volta o centro como era 30 anos atrás?" Eu falo, é simples, é você tem que eh proibir o comércio, como tá forte hoje na sua Suna lá no Ouro Verde, proibir o comércio lá na no torno da Praça da Concórdia no Campo Grande, porque hoje, Mir, com todo respeito, você anda na cidade, você sabe o comércio da da sua o como, tô dando dois exemplos. O comércio, o comércio da, do entorno lá da Praça Concórdia no Campo Grande perde pro centro? Não perde, não perde, tem tudo. Outra coisa, Campinas é uma das cidades que tem mais shoppings na na comparado eh com grandes cidades, em quase todas as regiões, quase todas as regiões. Eh, e sem falar com a concorrência terrível, que é uma que é uma mudança de que é uma incorporação, não tem como você lutar eh eh contra as compras da internet. Sim. Então, a gente tem eh a gente tem eh hoje quase 100 atividades de de serviços que tem redução de impostos. Inclusive a Câmara aprovou eh no último no último mês eh mais sete quinais, que é tipo de de empresas que vão ter benefícios de de do centro de Campinas. Então, assim, a gente tá tentando mudar o perfil para setor de serviços, eh, entretenimento, bar, restaurante e habitação social. Deve chegar um projeto de lei paraa Câmara agora, eh, dando incentivos paraa habitação popular no centro da cidade, além das reformas estruturais. A, nós reformamos a Campo Sales, a Zé Paulina, a primeira parte nós reformamos o galpão do relógio que teve a Campinas Innovation Week, você foi lá ver, eu lembro de ter te encontrado lá. A gente eh já assumiu e já estamos em plena reforma do prédio do do Palácio da Justiça. Isso que eu ia perguntar. Teve aquela questão até, primeiramente, vai ser a Câmara Municipal, depois não, olha, vai ser o Palácio da Cidade. É isso. Isso. Eu conversei muito com o presidente Rossini e com os vereadores. A Câmara, ela teria tudo para mudar para lá, mas o presidente Rossinho fala: "Não tem estacionamento." É o primeiro ponto. É um ponto terrível. Quer dizer, não pros vereadores, mas estacionamento para quem quer ir na Câmara. Segundo ponto, eh, a estrutura que a Câmara tem hoje precisaria mudar muito a parte interna do local, que era bem complexa e tombado. É isso que lá é tombado, tombado tudo, piso, porta, tudo tombado, tá? Então, quem passa lá no palácio e vê aquela estrutura, já foi tirada aquela, mas viu todo mundo pensava, ai por que que essa obra tá parada na época foi a empresa parou não, Mirna, aliás é uma coisa que aquilo era do Tribunal de Justiça, ficou 5 anos e meio parado porque é o fórum que junto com o Tribunal de Justiça de São Paulo que tocava aquela obra. Por isso que ninguém cobrava, né? Sim, se fosse a prefeitura a gente tava cobrando, né? Brincadeira, mas assim, eh eh então nós já fizemos a reforma do telhado, tiramos todo aqueles aqueles aquele aquela tela, aqueles andames do lado e vamos já a instalação elétrica também agora vai trocar a instalação elétrica interna e a rede hidráulica e vamos começar a ocupar o prédio no primeiro trimestre do ano que vem lá vai funcionar o quê? Vai funcionar em torno de 60 serviços e municipais. vai funcionar eh eh o CEPAT, vai funcionar eh eh SANASA, Indec, vai ter lá, vai funcionar o Procom, vai funcionar inclusive aquele posto do poupa que tem atrás da prefeitura. Nós vamos transferir para lá e tentar mudar o modo dele de não ser só totem ter atendimento presencial também, porque tem pessoas que ainda precisam, né? Isso, nós estamos tentando levar, tá caminhando super bem. Então ela vai ser um setor de serviço à população, não burocracia interna. E como tinha o último andar, a gente também eh eh deu para vai trazer a CETEC, que vai ter lá fiscalização de de lá no centro do solo do solo. Vai ter também a a saúde, não atendimento, cara. Ela não pode atendimento ao setor de saúde digital, núcleo de inteligência digital e vai ter um andar paraa Fumec. A Fumec vai ter aulas lá também, mas vai sair lá de cima. Não, lá do da Estação Cultura ali perto, ela vai ser reformada aquele local. Hum. Então, enquanto reforma fica lá. As aulas vão lá pro Palácio da Cidade. É uma parte vão lá. E isso provavelmente vai fomentar mais gente andando mais gente no centro. A gente assumiu o Clube Cultura que fica ali na irmã Serafina. Eh, eh, ali já funciona a primeira fase do clube, que são artes marciais do secretário de esportes. Clube Cultura tava tava fechado há muitos anos. Nós entregamos, porque as pessoas esquecem, né? Entregamos simplesmente o centro de convivência que fica no centro da cidade. Sim. 14 anos fechado, Mirna. E uma cobrança sempre muito grande em relação grande. Mas 14 anos fechados ficou fantástico. Entregamos o mercadão com mesino funcionando também. Então, por mais dificuldade que o centro tenha, ele tem ganhado investimento, reformas importantes. Sim. Inclusive, bem frente ao Mercadão. Agora, a gente tem uma obra ali e às vezes as pessoas não sabem o que tá acontecendo ali, o que que vai ser. É o pisinão, não vai ter mais terminal ali. Vai voltar depois que tiver pronto. É, vai voltar porque ali é o único local que foi possível de reservar água para evitar que entra na Orozimbo Maia naquela velocidade. Você você sabe que aqui a gente tem um documentário chamado Memórias da Cidade e lá eu não sabia fazendo esse documentário que a gente descobriu que lá a gente tinha uma escola antiga que inclusive as pessoas reclamavam que lá era um brejo antigamente e a gente tem as questões naturais ali. Mirna, eh, a obra do Mercadão, um dos motivos que ela trazou foi que na época de chuva, cada meio m, 1 m que cava ali da água, tivemos que fazer um sistema de drenagem para poder reformar o piso, fazer tudo certinho. Inclusive, se você buscar na história, vinham reclamações na época, porque a Câmara, gente, teve um período que ela era executora e não só a Câmara era como se fosse a atual prefeitura. Tinha as pessoas reclamando porque como que os filhos iam estudar lá? Porque era um brejo. Era um brejo. É verdade. Até hoje você quando você nota que quando chove muito fica brejo lá. Brejo assim todo na reforma do mercadão, isso foi observado muito, entendeu? Então assim, muita coisa no centro a gente já fez e tem muita coisa para fazer ainda. Dário, desafios para 2026. Olha, concluir a licitação do transporte coletivo. Nós do transporte público, nós já publicamos o edital. e vamos abrir as propostas lá na bolsa de valores em São Paulo, na B3. Por quê? Porque a B3 ela tem um ela tem vai ser mais um reforço na análise das propostas, uma análise técnica, as garantias das empresas que vão propor, vão fazer a proposta. Então, em fevereiro a gente conclui, se Deus quiser, essa licitação. É um desafio. O desafio é começar o projeto de 10 escolas em tempo integral. vai voltar então a ser integral ou são vai não vai mudar a mais? Nós temos 19 escolas, nós temos nove escolas em tempo integral em Campinas. Nós queremos dobrar esse número, correto? Então vamos começar o projeto nesse ano de 2026. Vamos caminhar também na conclusão dos eh dos piscinões, que é muito importante para que o próximo verão não tenhamos mais problemas. pelo menos a gente vai tentar concluir o da presa do Oeste, tá? Para evitar então assim esses desafios, continuar a ampliação do serviço de saúde digital da prefeitura. Deu bastante certo 160, né? Mais e a Ana também porque ela manda mensagem pra [limpando a garganta] gente, né? A Ana, a Ana 160 continua como um canal de telefone, mas a Ana e todo o serviço que tem ajudou bastante. Você sabe que e acho quem não tá nos ouvindo, a Ana é nossa assistente virtual. Sim. inteligência artificial é quem usa ela confirma a consulta e uma série de coisas é muito legal. Então assim, a gente tá avançando muito. O ano que vem é ano de avançar mais na questão da saúde digital, então é é continuar trabalhando. Mirna, eu acho que a cidade ela tem os seus desafios. Campinas como uma cidade de 1.200.000 habitantes, ela tem muitos desafios, mas ela tem vencido também muitos desafios. para você ter sido vereador em Campinas por cinco mandatos, que base que isso te deu para hoje ser um gestor que tem o olhar dos dois lados, Mirna, eh, foi uma escola para mim. Eu aprendi muito na Câmara Municipal, eu conheci a cidade como tudo. Os debates que tem aqui na Câmara ajudaram muito. Às vezes eu vejo algumas discussões, participo de algumas discussões de gestão, quando fala de uma região, de uma situação, eu falo: "Olha, isso é assim, assim, assim, conheço daquela época, claro, vou atualizar aqui." Então, assim, para mim foi uma escola. Eu eu tenho muito orgulho de ter sido vereador em Campinas, de ter sido presidente da Câmara. Para mim, realmente foi uma escola. Eu acho que me ajuda a ser um prefeito mais humano, um prefeito que conhece mais a cidade, um prefeito que sabe lidar também, algumas vezes, não é fácil você lidar com oposição, você lidar com opiniões contrárias, mas o o o a vivência dentro de um poder legislativo como de Campinas me deu todo me deu toda essa experiência. Mas até mesmo com a oposição, eu sei que às vezes você também recebe inclusive os vereadores da oposição, conversa com todo mundo, a gente conversa, não é sempre, né? Porque nem toda pauta às vezes dá para você conversar. Eh, eh, mas e a gente tem que dialogar. A Câmara ela tem que ela ela mostrou para mim essa necessidade do diálogo. E você para exercer um mandato de prefeito, primeiro que é muito bom ser prefeito porque você fica muito mais humilde ou você for pessoa humilde porque você vê a dificuldade que é colocar em prática as ações e depois que a experiência de vereador foi muito boa para mim. Tá certo, Dário. Muito obrigada pelo por aceitar o nosso convite, arrumar um cantinho na sua agenda para vir aqui. Eu que agradeço. Parabéns ao trabalho. Deixa um abraço pro presidente Rossini e pros outros 32 vereadores aqui, tá certo? Então, vereadores e vereadores, né? É verdade. Olha, gente, e assim a gente encerra a temporada de 2025 do Na Casa do Povo com os ex-vereadores da Câmara Municipal de Campinas. Lembrando que você pode acompanhar o nosso podcast também no youtube.com/tvcâmaracampinas e até um próximo na Casa do Povo. เฮ [música] เฮ [música]