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Olá, [música] [música] [música] mais um na Casa do Povo no ar. Nós estamos na temporada em que cada semana trazemos aqui um ex-vereador da Câmara Municipal de Campinas. E hoje o nosso convidado é o ex-vereador Thiago Ferrari. Mas antes, como é de pra eu vou fazer a minha auto [música] e audiodescrição e daqui a pouco o Ferrari também. Olha, o meu nome é Mirna Breu. Eu sou uma mulher negra de pele clara, tenho os cabelos cacheados na altura dos ombros com mechas loiras, olhos castanhos. Hoje eu estou vestida com uma blusa chamada de azubique, que é uma cor de caneta esferográfica. Ao meu fundo, nós temos aqui o estúdio do Na Casa do Povo, todo em preto à minha esquerda, um televisor com logotipo Na Casa do Povo com detalhe temporada ex-vereadores. Thiago Ferrari, seja bem-vindo. Eu também já o convido a fazer a sua audiodescrição. Primeiro lugar, muito obrigado pelo convite. Vou fazer minha audiodescrição. Eu sou um homem branco, eh, com cabelos grisalhos, uso um gel no cabelo, tenho um topete, estou vestindo uma camiseta branca, tem o relógio, tô nesse estúdio lindo que você falou e na minha frente tá Jennifer também, que é assessor de educação especial também, que a gente faz muita, a gente tem uma, uma atenção muito especial pelas pela questão da, da inclusão, da acessibilidade, do acolhimento e um prazer estar aqui com vocês. Olha, nós falamos nessa temporada com ex-vereadores que ainda t uma atividade política ou uma atividade, seja no executivo ou em outro âmbito parlamentar. E o Thigo Ferrari, ele é coordenador geral do programa da primeira infância campineira, o PIC. A gente vai começar um pouquinho de trás paraa frente. Então vou primeiro falar da da atualidade. Como que é ser aí tão coordenador de um programa tão importante quando a gente tem esse olhar paraa primeira infância em nosso município. Thago, olha, a gente começa de trás para frente, de frente para trás, mas o importante é que durante toda a minha trajetória, eu acho, eu sempre digo que eu encontrei um propósito nesse programa da primeira infância campineira. Muitas vezes as pessoas falam: "Mas o por que primeira infância, né?" Então tem toda uma explicação científica, uma explicação eh por existe esse recorte. Então, dos zero a 6 anos é onde é formado 80% do cérebro. E a partir dessa visão da neurociência, veio um economista que ganhou o prêmio Nobel e ele demonstrou que a única política pública que traz retorno pra sociedade é investir na primeira infância. A única política pública que quebra ciclo de pobreza, que dá oportunidades é na primeira infância. Então, quando a gente tem esse programa, que é um programa transversal, intersetorial, que envolve educação, saúde, mobilidade urbana, cultura, sociedade, academias, é muito gratificante e a gente vê que a gente tá construindo o que a gente sempre buscou. É um, é o que o que as pessoas dizem que não basta ter desenvolvimento econômico, a gente tem que ter um desenvolvimento econômico humano sustentável. É a gente quebrar esses iatos de pobreza, é a gente dar oportunidade para as pessoas e a gente garantir que a criança tem infância e que as pessoas entendam que a criança não é objeto. A criança é um é um cidadão sujeito integral de direitos. Às vezes a gente fala assim: "Não, a criança é o cidadão do futuro não. A criança ela já nasce, ela tem os seus direitos e a gente luta e defende e provoca para que a gente possa fazer essa reflexão e coloque em prática as políticas públicas dentro da nossa cidade, que hoje é uma referência. Thiago, quando a gente conversa em outras temporadas com os atuais parlamentares, a gente teve uma temporada inclusive que trouxe aqui como é a vida desse parlamentar. Hoje a gente vai ter que resumir tudo em um único episódio com você, hein? Olha, eu queria que você falasse um pouquinho sobre você é de Campinas, onde você cresceu. Fala um pouquinho da sua história antes de se tornar o Thiago Ferrari político. O Thiago foi um é campineiro, nasceu em Campinas, nasci na maternidade, morei minha infância toda no castelo lá na Erasmo Braga e depois logo no no meio da minha infância eu fui para Barão Geraldo e morei lá na cidade universitária. O Thiago Ferrari foi um menino que eu eu costumo dizer que a gente precisa resgatar isso pras nossas crianças, que circulava com a bicicletinha pro Barão Geraldo inteiro. A gente jogava futebol, adorava jogar futebol, a gente estudou na comunitária, estudamos eh estudamos no Ângulo e a gente foi construindo uma relação seja lá no com os amigos do Castelo, do Bonfim, como lá em Barão Geraldo, tá? Em que momento então da sua vida você começou a ter esse olhar pra política? Você já tinha formado, fazia outras coisas? Como que é essa história de se aproximar? Olha, engraçado que na vida a gente tem certo alguns sinais, né? Mas eu nunca imaginei me envolver diretamente na política, mas eu sabia que tinha alguma coisa que que tinha uma relação com a política. Mas até a faculdade, eu sempre ajudei desde da época de escola com Grêmio, na na faculdade com com CA, mas eu nunca me envolvi diretamente. As pessoas sempre me chamavam, falava: "Não, não, eu ajudo vocês se elegerem. Eu tô à disposição, mas não não quero me envolver". Mas aconteceu um fato pontual que virou a chavinha para mim. Foi quando o meu irmão sofreu um sequestro relâmpago lá em Barão Geraldo. Era uma época que o pessoal pegava na entrada e saída de casa, pegava a pessoa e ia nos nos eh caixas, é isso, caixa eletrônica. Caixa el e aí quando eu vi meu irmão, o estado do meu irmão, eu falei assim: "Poxa, em vez de eu ficar em casa reclamando, eu vou tentar fazer alguma coisa". E foi aí que eu comecei a procurar a associação de bairro e foi muito legal porque eu era novo e eu tive a o apoio das pessoas. falou assim: "Poxa, vamos dar apoio para ele". E a partir daí eu comecei, me tornei eh presidente da associação lá da cidade universitária e aí eu me tornei presidente do Consegue. A gente começou a fazer um trabalho de segurança pública que que foi muito legal. A gente envolveu bastante a Guarda Municipal, a Polícia Militar. Eu brinco que na minha época de consegue a gente tinha dois delegados em Barão Geraldo, porque eu consegui convencer que Barão Geraldo precisava porque tinha a Unicamp que tinha muita demanda e a gente tinha todo um território que era Barão Geraldo e São Marcos. Então era importante que a gente tivesse eh dois delegados. Então foi a gente foi construindo isso até eu me tornar subprefeito, que daí a gente realmente começou a entrar na vida pública efetivamente assim. Sim. E a partir disso, 2008 você foi eleito vereador com 7614 votos. Você já tinha se candidatado antes ou essa foi a primeira vez que você concorreu? Vamos lembrar um pouquinho daquela época. Foi a primeira vez. Eu fui subprefeito, eu tinha uma relação com Barão Geraldo. Eh, a gente teve uma uma administração muito bem aprovada. Eu saí lá com Barão Geraldo com 79% de aprovação. Falo que o Barão Geraldo são 74 bairros. E daí quando a gente saiu candidato a vereador, a gente conseguiu construir isso. Assim, eu tive eh metade dos meus votos em Barão Geraldo e outra metade no restante de Campinas por conta do trabalho que a gente fez, por toda a a as relações que a gente tinha na época. Mas foi uma relação muito legal, assim, foi uma experiência nova, mas que eu não imaginava. as coisas vão acontecendo. As pessoas falam: "Pô, mas você tá projetando algumas coisas assim, as coisas vão acontecendo." Acho que quando a gente faz as coisas com propósito, com dedicação, a as portas, os caminhos vão vão acontecendo naturalmente. É. E você chegou aqui na Câmara, então o quê? Com 24 para 25 anos. É isso ou mais? Acho que foi isso. 34 Não, não. 30 30 34 eu fui presidente. É 34. Você foi presidente? Fui presidente. Acho que foi 29 por aí. Por aí. E aí quando você chegou na Câmara, o que que o que que mais te falou: "Nossa, eu não imaginava que era assim". Como foi isso para você? Para mim foi uma um processo de transformação. Eu falo que, graças a Deus eh Deus coloca algumas pessoas que que nos ajudam. Assim, eu tive assim um assessor que acho que foi seu professor, Marcel Sheida, ele para mim foi um mentor, assim, ele sempre falava: "Thago, quando for subir na tribuna, é importante toda a discussão que você vai fazer. É importante que você eh tenha um entenda que o que você falar na tribuna você vai ter que sustentar depois. Eh, se prepare, eh comece a olhar as coisas pensando de que forma isso pode ser transformado em lei, de que forma isso daqui pode ajudar a a a sociedade, de que forma a gente pode fiscalizar o executivo. E eu tive também a sorte de poder conviver com vereadores que que estavam lá bastante tempo e que me ajudaram bastante. Tem o Celim, o Tadeu Marcos, o próprio Dário na época foi vereador com a gente. Então eram o Bilel Soares, então eram vereadores. Chegou a trabalhar com Santini ou não? Com Santini só na no com eu trabalhei com Santini. Ah, tá. Você chegou a trabalhar, não é? Isso. Romeu. Isso. Antes isso. Antes de ser vereador. Isso. Dr. Romeu Santini. E o Romeu também era uma foi uma lenda aqui, né? Ele eh ele ele vivia assim, ele construiu isso daqui. Acho que ninguém foi tantas vezes presidente quanto ele, né? Era, ele amava muito, né? Ser vereador. E a Câmara de Campinas, né? ele tinha ele tinha uma visão assim e extremamente e eh profunda da das construções. Isso também até acabei te esquecendo, né, que antes de eu de eu ser subprefeito, eu fui assessor do Romeu e isso me deu uma uma visão muito legal com relação à política que eu falo assim que eh o olhar do Romeu eh na nas interlocuções dele com o executivo, com os demais vereadores e ao mesmo tempo com a o processo de estar num num cargo público. Eu falei assim, eu aprendi com o Romeu que muitas vezes os tapinhas nas costas são só por conta do cargo e isso me ajudou muito a colocar o pé no chão, porque quando a gente é vereador, a gente tem uma série de de mudanças, assim, se a gente se perder na vaidade, a gente vai até vender nossa alma, porque a gente vai querer se manter. Então, eh, é muito, é muito dinâmico as relações que você tem na sociedade de de acordo com o cargo que você tá ocupando. Então, é bem diferente quando você é presidente da Câmara e quando você é vereador. E a gente tem que entender que a gente está num processo que vai terminar e que a gente tem que manter os nossos valores, os nossos princípios e entender que o quais tapinhas nas costas importam. Sim. Olha, para quem acompanha aqui o andamento da Câmara Municipal de Campinas, sempre que a gente fala de mesa diretora, a gente fala em bieno, ou seja, a cada do anos é eleito um grupo de vereadores que eh de certa forma administra, de certa forma não, administra a Câmara nesse período. Thago então era vereador e no segundo biênio foi vice-presidente, correto? Isso. Momento em que a cidade passou por uma questão muito séria, que foi o impeachment do prefeito, do vice na época. Na época Dr. Pedro Serafim era o presidente da Câmara, se torna o prefeito e você se torna o presidente da Câmara. Como que foi esse turbilhão todo? E ainda quando você se tornou presidente, você ainda foi responsável por por essa eleição indireta? Eh, esse acho que foi um dos momentos assim que eu falo assim que Deus se ele não cuida da gente, não te dá sabedoria, se a gente não se apega alguma a Deus, a gente se perde. Primeiro lugar, eh, tem uma conjuntura. Eu namorei com a filha do Dr. Hélio e o Dr. Hélio, ele foi eh impimado e nessa época você já namorava com ela ainda ou não? Antes não namorava mais. E aí quando tem todo esse processo e eu assumo, vinha a carga que eu era o namorado, o genro, né, que eu brinco, fui genro sem nunca ter casado, mas eu e que olha, tirou o hélio, mas tá tá tá vindo o genro. Então tinha todo um olhar, você ouvi esse tipo de brincadeira, o quê? De falar isso para você? Ah, tirou o hélio, mas tá vindo genro aí. Não foi brincadeira, foi acusações assim, a eh foi forte. Entendi. Tipo, olha aqui, eu lembro tinha até um deputado federal na época que usava assim, isso foi muito pesado. E ao mesmo tempo eu me coloquei numa condição que eu falava assim: "Eu não posso errar porque tudo que apontavam para mim, se eu errasse, eles iam falar que realmente olha como a gente tem razão." E ao mesmo tempo a gente tem um processo político totalmente estruturado, porque sai o prefeito Dr. Depois entra o Demétrio do PT, sai o Demétrio do PT. E aí o meu vice, que era uma pessoa sensacional também, o que era do PT, era o Josias. Só que o próprio PT também na época quis fazer uma uma movimentação para assumir o cargo por conta que eu era eh eu era o presidente se eu saísse e assumir o o o o o o o o PT como como presidente. Então, foi uma movimentação política que a gente teve que fazer nos bastidores e ao mesmo tempo organizar uma eleição indireta. E nessa eleição indireta tinha o lado eh formal da gente organizar essa eleição indireta e ao mesmo tempo a gente teve que conduzir as questões de bastidores políticos, porque tinha um grupo que que não queria que acontecesse, outros que queriam melar e eu tava no meio campo, então eu tive que fazer uma série de interlocuções com eh o Tribunal Eleitoral, com o juiz eleitoral, teve uma série de movimentações, uma série de de ações para que a gente pudesse organizar essa eleição. Fazendo uma comparação, você teve que adultecer rapidamente, então, hein? Foi adultecer e e entender que a gente tava num processo que eu não podia errar. Era todos os canais de comunicação vindo, acho que você deve lembrar disso, eu tenho uma foto minha que parece assim, tem 30 microfones assim, porque Campinas tava tinha esse olhar e eu tinha que garantir um processo que fosse legítimo, que desse oportunidade para todos e que desse transparência para todos. E graças a Deus a gente conseguiu conduzir esse processo. Mas aí hora que eu falei assim, vou respirar, tenho, não sei se você vai perguntar sobre as denúncias que tinham de de aqui dentro da Câmara. Então foi o brinco que foi minha minha a presidência só tive o ônus. Eu não tive o bônus porque foi uma atrás da outra. da hora tinha que resolver uma questão. Isso, mas foi uma experiência e tanto foi foi uma experiência assim, foi um um um amadurecimento. Eu eu tenho comigo assim uma coisa que os próprios funcionários aqui muitos se aposentaram, mas eh eles podem confirmar uma coisa que eu que eu vou falar aqui. Logo depois que eu saí da presidência, um ano depois, o auditor do Tribunal de Contas foi na minha no meu gabinete e eu falei: "Pô, o que que ele tá falando?" Ele ele falou assim: "Thao, foi a primeira vez em 20 anos que eu entrei numa instituição pública e os funcionários de carreira falaram assim: "Aqui existia uma câmara antes do Thiago e depois do Thiago". Então, quando eu estive na Câmara, a gente fez toda a modernização. Hoje tudo é informatizado. Foi através de uma de uma parceria que a gente fez com o Senado, com Interléges, que modernizou tudo. Hoje a Câmara tá modernizada isso. Hoje, depois que eu fui presidente, a gente tem um controle do que é gasto de uma forma bem eh consistente. Tanto é que depois que eu fui presidente, eu brinco, você pode olhar, todos os presidentes devolveram dinheiro. E a gente tinha isso. Acho que falar agora a pouco. você inclusive foi o primeiro que fez esse caminho. Então, e a gente foi feito essa construção, a gente fez uma teve teve que fazer toda uma construção junto com Ministério Público, junto com a sociedade internamente aqui. E e para mim foi um processo muito pesado, porque a gente estava lidando com os bastidores, mas ao mesmo tempo eu cito sempre eh o quanto é importante a gente ter se apegar a algo que nos sustente. Então, no caso, eu talvez eu não tivesse feito tudo que eu ti que eu fiz se eu não tivesse eh aquela certeza que tinha algo que se me colocou lá, se eu falar assim: "Se Deus me colocou lá, é porque de alguma forma ele vai me sustentar se eu fizer as coisas certa". E e uma vez um um amigo meu, filho de um pastor, ele falou assim: "Tiago, eu tava estudando esse livro e só me vinha a você. é o livro de Ester. E em resumo, eu falava assim: "Se eu te coloquei lá, faça a coisa certa que eu vou te vou cuidar de você". E dessa forma a gente vai fazendo, porque é pesado, foi uma uma época que não foi legal assim de ser presidente, mas eu tenho assim que eu cumpri a minha missão. Acho que sou eu falando, mas vocês estão aí assistindo, se quiserem perguntar para qualquer servidor público na época, eles sabem o quanto a gente foi eh firme, o quanto a gente foi sério, o quanto a gente foi eh íntegro em todos esses processos. Agora, desde 2009, quando a gente fez aqui uma um levantamento, temos várias leis municipais de sua autoria, né? A última delas, inclusive, foi uma de 2020, né? Aí, antes de falar das leis, quando você fala que o auditor foi no seu gabinete, já era na próxima legislatura ou ainda era como presidente? Não era na na outra, na outra, porque você foi reeleito. Isso foi. E depois na em 2017 e 2020 você assume durante um período na ausência na época do vereador Schneider. É isso. Isso. É. Depois que eu terminei o segundo mandato, falei: "Eu não quero mais eh Câmara. Não, isso não não me não tava sem propósito. E aí a gente tem alguns compromissos políticos. As pessoas falaram: "Poxa, sai candidato que depois você decide se é ganhar, você decide se você quer ficar ou não, né? Mas e a gente tem toda uma equipe e pessoas que confiavam na gente, não?" E depois que ganhou também você vai falar: "Não, não quero", né? Até porque as pessoas votaram confiando naquilo que você falou, né? Mas foi engraçado porque no processo da da apuração, eu tava na frente do Jorge, do Schneider, eu falava: "Nossa, eu vou ganhar, eu não quero, eu vou ganhar, não quero, vou não quer". Aí no final abriram as urnas do reduto dele, ele passou, falou assim: "Nossa, eu vou perder, eu vou perder". [risadas] Daí eu falei: "Depois eu falei: "Não, graças a Deus, é, Deus sabe o que faz." Sim. E e para mim assim, eu acho que durante todo esse processo assim, eu foi um tempo que eu precisava, tirei um um ano sabático também para eu me recuperar de todo esse processo, que não foi fácil o processo de cassação do Dr. Hélio, depois esse processo de do do de apurar as fraudes, de apurar as fraudes de licitação, não foi fácil. E então, e a gente foi seguindo, mas eu eu falo assim, eu tenho orgulho também das da produção legislativa que a gente teve aí. A gente teve várias leis que até hoje tão tão em dia, tão tão tão em uso. Tão em uso. É, eu vou falar algumas delas aqui. Aí você eh a gente, olha, a gente teve na época lá em 2009, hoje se fala tanto, por exemplo, da vacina da H1N1 na época, olha, eh disponibilização de vacina antigripe a todos os funcionários públicos municipais, porque era uma outra realidade, né? Nós temos também sobre o aproveitamento do produto resultante da extração de poda de árvores em áreas públicas. Hoje a gente tem lá a compostagem, né, indo para para pros Amarais, né? Também temos aqui divulgação do número 181, o processo que estão nos ônibus, né? Os ônibus hoje. Sim. O certificado parceiro da escola já nessa já ligada nessa área de educação, né? Também voltado aí à questão do direito do consumidor, utilização de passagens e prêmios de milhagens aéreas, advindos de recursos públicos do município. É para não ser para permanência de animais domésticos em área pública, porque na época não podia, não, por exemplo, não podia, não tinha. Da gente falou assim, vamos criar porque a gente já percebia que muitos idosos, o único companheiro deles eram são os pets. Sim. E por exemplo, não dá pro não dava pro idoso entrar no taquaral e dar uma e dar uma volta fora do taquaral. Então a gente falou, vamos proibido, né? Vamos criar áreas, por exemplo, no taquaral ou nos lugares onde eles possam estar com os cachorros, possam eh ficar sentados e sair de casa. E também agora a população toda, a gente tem o parcão, né? É isso que eu ia falar, aquele olhar seu lá se transformou num, olha, 2010 já era essa questão de ter esse olhar de que o animal é um companheiro e que pode passear, pode tá ali curtindo com seu tutor, né? Também. E também tem um que eu brinco que tem duas propostas que daí não transformar lemi, mas a gente provocou esse debate no Brasil até e o pessoal até tirava sarro, falava assim: "Tá você e o marido da Demimur lá no Canadá falando sobre isso. O que que era? era sobre o banheiro família, os fraudários dos estabelecimentos comerciais, que hoje é uma realidade. Eh, mas na época teve o pessoal enfrentando. Você enfrentou mesmo de como que vai? E eu lembro que na época eu te entrevistei, você falou assim: "Eu precisei com a minha filha no shopping e porque eu estava sozinho, ela era pequena e não tinha com quem quem ir no banheiro com ela. Foi aí que eu pensei". Exatamente. Eu e eu eu falo, eu tinha que ir com a minha filha, eu sou pai de menina e eu o que que eu que que eu fazia? A gente fala: "Fecha o olho, não toca em nada". e eu segurava ela. E posso até falar a palavra que eu saí todo molhado, tudo sujo. E a gente falou: "Poxa, não custa a gente começar eh dar eh esse direito do pai se pai, que é muito importante". Então são discussões que a gente vai fazendo. Outro dia o vereador Igor, ele trouxe à tona a questão da da validade do Bilhete único também, que ele falou: "Tô pegando uma lei sua que foi eh arquivada". Eu falei, pô, é legal, é muito importante o hospital público veterinário também que teve essa essa aprovação. A SINCAMP, hoje o modelo de SINCAMP integrado com a iniciativa particular veio acho que em 2005, isso que aconteceu agora em 2020, poucos. Então são coisas que a gente foi construindo, foi eh debatendo. E eu falo assim, eu eu fico feliz com as discussões que a gente fez. E uma das coisas que eu sempre falei para pros repórters, falei, falo para as pessoas, eu acho que tão importante do que a do do de fazer a lei e a lei ser aplicada, a gente colocar uma penalidade, é a gente fazer discussão com a sociedade, a sociedade entender porque que a gente tá propondo essa lei, qual o motivo e e elas respeitar essa lei. Então, tem uma lei que eu brinco que criou um alvoro até tinha uns vereadores que tiravam até sarro de mim. e e que ela não precisou ser regulamentada, mas foi o debate foi tanto, tanto que hoje todo mundo faz que aposse responsável de coletar o cocô do cachorro, as feeses dos animais que antes dessa lei você andar no taquaral, você anda em qualquer lugar, você escorregava, você fazia. E eu falei assim: "Poxa, a gente precisa eh repensar isso daí após ser responsável". na época até o tinha um vereador do PV que era o Vicente da UPA, ele falou: "Tiago, isso é muito importante, posso responsável, né?" Então, eu acho que é importante a gente fazer esse debate. Eh, isso é legal dentro da Câmara de Vereadores, porque você movimenta uma mudança de comportamento, uma mudança de cultura, e isso tem um impacto de como a gente quer viver em sociedade aqui na nossa cidade. E o que você também movimentou bastante, eu lembro que a época, antes até de dessa lei de 2011, que é de sua autoria, que era você trouxe para cá um debate sobre a questão da poluição sonora, pessoal de barzinhos, moradores de bairros que t bastante barzinho e depois disso você construiu essa lei. Vamos lembrar daquele período que tinham bastante embate também com os donos de bares que achavam que estava no direito, os moradores também. Como que você conduziu tudo aquilo? Isso veio de um processo que eu vivi em Barão Geraldo com as Repúblicas. Eu lembro que quando era subprefeito ele fala: "Ah, vem o prefeitinho, queria acabar com com com as com a com a as nossas festas". E eu tentei entrar em contato com a Unicamp. Na época a Unicamp falou assim: "Olha, a gente não pode eh intervir para fora da da da universidade". E aí quando eu entrei com esse propósito, falei assim, a gente colocar pensando em Barão Geraldo, pensando a gente colocar a lei do perturbação do Sossego. Hora que eu comecei movimentar, eu vi que a cidade toda, tinha gente, não, lá no Campo Grande, o pessoal do centro, o pessoal do do ali do Guanabara. E aí a gente viu que isso era tinha um impacto na cidade toda. E tem uma coisa que é muito importante, que é a terceira pior causa de poluição do mundo. A poluição sonora, ela ela afeta a saúde física de uma forma que ela causa o estresse, que vai causar eh infarto, vai causar uma série de de fatores. Então, era uma uma ação que eu não tinha noção da grandeza que era. E a gente fez toda essa regulação desde os ainda não foi na a gente chamou na época para regulamentar alguns setores, mas a gente vê que tem a gente regulamentou desde as construções, os bares, os carros de som, a gente colocou o limite, depois a gente viu que precisava dar poderes pra Guarda Municipal fiscalizar, que foi a gente deu poderes para que ela pudesse usar o decibelímetro. Sim, usa até hoje. Uso até hoje. Depois veio junto com o atual presidente Rossini, a gente fez a lei do do pancadão também, que era também foi uma novidade, né? Uma evolução desse foi uma evolução desse porque antes era dentro do bar, aí foi pro carro, aí foi a lei do pancadão. Isso e aí veio a lei do pancadão. Então são esses processos que a gente começa a fazer esse debate com a sociedade e entender que a o nosso direito vai até onde a gente tá interferindo no direito do outro e a gente tem que abrir mão de algumas coisas. Então é importante que tenha esse debate, é importante que a gente mostre que o que a gente tá querendo é deixar uma sociedade harmônica e muitas vezes a gente tem que abrir mão de algumas coisas. Inclusive, recentemente nós temos aí noticiado blitz tanto da polícia quanto da da INDEC para inibir a questão da bebida alcoólica no trânsito. E lá em 2011 tem uma lei de sua autoria que fala dessas campanhas educativas, inclusive com imagens de acidentes de trânsito em locais que comercializam bebidas alcoólicas. essa questão educativa também quando a gente pensa no trânsito. Me fala dessa construção. Olha, essa lei eu nem lembrava, mas são são situações que a gente começa a receber da sociedade e a gente fala assim: "Poxa, até que ponto isso interfere?" E quando a gente tá falando de uma questão que a pessoa muitas vezes a gente fala assim, muitas vezes a gente fala assim, a gente a gente olha, a gente tem um olhar do que acontece, a pessoa embriagada pegou um carro e acabou sofrendo acidente e acabou falecendo. E quantos que pegam o carro e e e criam acidentes com famílias que não tem nada a ver. Sim. Então a gente falou assim, vamos criar esse debate, vamos fazer essas essas discussões. Eh, são situações, por exemplo, tem uma aí que eu que eu que eu nem que a gente apresentou um PL e eu brinco que foi a primeira vez que eu recebi um lobista que viu, lobista Souza Cruz aqui, que eu falei sobre as bitucas de cigarro, porque o pessoal jogava tudo na rua, eh, entupia tudo e ficava aquela bagunça. Falei assim, vamos criar um um lugar para deixar as bitucas e e obrigar os bares a ter, né? É, deu maior alvorosso naquela época. Hoje já é, hoje já tem naquela época, mas o pessoal não segura. A gente vai fazer para falar assim: "Olha, se vocês fizerem um debate e se vocês estão se comprometendo a fazer tudo isso, a gente vai vai construindo junto". Mas a gente vê que tem toda uma mobilização nesse sentido. E o que eu acho importante é a gente entender que eh a discussão que a gente levantou, a gente conseguiu fazer que ressoasse sobre toda a sociedade que a gente teve essa mudança de comportamento, que é o que a gente quer. A gente quer mais uma vez uma Campinas harmônica. Sim. Agora falando um pouquinho de cultura, hoje a gente tem aqui inclusive com esse ano mesmo grandes eventos aqui que é o mês Carlos Gomes, que é uma lei de de sua autoria, né, que lá atrás tinha algumas coisas eh mais pinçadas, hoje se tornou um mês todo cheio de programação. Isso, isso daí veio de uma discussão que eu sempre parti da premissa que a gente tem que conhecer a nossa história, valorizar a nossa história. E quando a gente conhece a nossa história, a gente se sente pertencente e a gente defende. Então, pra gente tem Carlos Gomes, que era uma referência, a gente tinha tinha uma as pessoas se organizavam para comemorar no aniversário do Carlos F, vamos fazer uma semana e vamos divulgar para as pessoas. Os jovens, as crianças precisam entender quem foi Carlos Gomes, o o que que ele representa paraa nossa cidade. E quando a gente tá e uma outra premissa que eu sempre usei, eu falei assim, quando a gente traz cultura para as pessoas, a gente sensibiliza muito as pessoas. E sensibilizando essas pessoas, a gente também tem o que a gente quer, uma sociedade em paz. Então essa daí foi uma construção que a gente fez junto com os defensores do Carlos Gomes. Eh, eu eu na época eu até brinquei, eu falei assim: "Poxa, se fosse nos Estados Unidos, eu peguei uma uma partitura aquele que eu falei: "Se fosse nos Estados Unidos, isso aí estaria cercado com policial FBI e tudo lá". E a gente tem e aquele aquilo lá tava tava num num arquivo normal. E isso não é por falha das pessoas, mas é por falha nossa da sociedade que não reconhece e que não valoriza o dá o devido valor aos artistas e à cultura propriamente dito. Uma uma acho que eu tive tive várias discussões, várias leis. Eu apresentei o o plano municipal de cultura também na época, porque eu falava assim, a gente precisa fazer uma, a sociedade precisa entender que cultura não é só apresentação da orquestra sinfônica. para que para que tem a apresentação da orquestra sinfônica, tem todo um movimento, a formação dos jovens, a a a formação do de escolas de música, a gente eh estimular para que essas pessoas sejam eh os eh instrumentistas, fala é instrument e para que a gente possa, tu tem todo um movimento, tanto que a gente teve recentemente a apresentação do pessoal do primeira nota no Castro Mendes que foi lindo. Isso, exatamente. Foi. Então é a gente valorizar. Eu costumava dizer que para ter o carnaval tem todo uma economia girando, toda uma comunidade, todo um movimento. E a gente precisava provocar isso. A gente tem vários movimentos culturais da nossa cidade muito fortes, seja na região norte lá em Barão Geraldo ou lá no noroeste, lá no Campo Grande, no Campo Belo, no centro. E a gente precisa valorizar isso porque a gente pode, a gente transforma vidas através da cultura. Então, foi foram algumas ações que a gente fez para eh fortalecer esses atores, dar condição para que as pessoas possam eh ocupar os espaços de uma forma eh eh que traga coisas boas paraa nossa cidade. Você também é autor de uma lei que instituiu aqui em Campinas o combate ao trote violento naquele período em que nós tivemos alguns problemas em universidades. Também me fala de como foi isso. Inclusive essa lei é em é em parceria com o Pedro Tourinho, né? Isso. Como que como que você viu também ser autor disso e cooperar paraa construção desse projeto? Eu sempre uso uma frase de que quando há bom senso, há consenso e que através das divergências a gente a gente a gente avança. E é muito legal quando eu tenho diversas leis com vereadores que era da oposição. Sim. que eles às vezes muitos falam assim, mas Thiago, se eu falei essa lei é boa, vamos debater e vamos fazer valer se a lei é boa, vamos lá, a gente que eu era a situação e vários de oposição, eu tenho várias leis nesse sentido. E o trote foi uma coisa que foi muito forte que a gente passava. Eu moro numa eh fui criado em Barão Geraldo, que é uma um distrito extremamente universitário, e a gente viu o quanto aquilo lá estava impactando. Teve, no caso, foi a morte de uma menina lá na USP e os os trotes estavam cada vez mais violentos. Sim. E e era aquela história, vamos tirar a Oréula de anjo aqui, a gente ia cobrar as universidades para tá fora da universidade, não não é não é nossa competência. Então a gente fala assim, na nossa cidade isso não vai ter. Então, é importante que a gente trouxe eh essa discussão de um trote, transformar o trote que era violento, que tirava dignidade das pessoas por um trote humano e um trote que trouxesse algum retorno pra sociedade. Poxa, a pessoa passou no vestibular, quer comemorar, quer brincar, mas a gente tá criando profissionais que a gente quer que sejam seres humanos, que tenham humanidade, porque esse profissional, esse médico, ele vai tá lidando com vidas. E é importante que a gente comece a trabalhar desde o início da faculdade. Fala assim: "Você tem uma responsabilidade, você vai cuidar de vidas, assim como o engenheiro que vai projetar uma série de de coisas que que impactam diretamente nas pessoas". Então, foi uma forma da gente poder trazer essa discussão paraa universidade, para esses jovens e mostrar que a gente quer. O que a gente quer é que a gente respeite o ser humano e tenha dignidade. Agora, Thago, a gente começou o nosso na Casa do Povo de hoje falando justamente da sua atuação no pique. A partir daquele momento que você então eh sai da Câmara, digamos assim, e você tem esse ano sabático, como que é a sua volta, então a política da cidade, mas agora do lado do executivo numa outra atribuição, como foi isso? Ou foi mais ou menos como ser lá subprefeito de Barão? Olha, eh, quando eu tava na Fundação José Pedro Oliveira, eu brinco de tava muito louco porque para um paraíso lá, né? Lá é. E aí eu saí, fiquei um ano no Canadá. Quando eu voltei, o Jonas, o prefeito Jonas na época me convidou, falou assim: "Thiago, eh, você sempre teve a bandeira da educação, você sempre foi muito combativo e eu gostaria muito que você pudesse ajudar a gente na educação." Na época a secretária era Solange, falei assim: "Eu topo". E a gente começou a fazer um trabalho dentro da Secretaria de Educação. Na Secretaria de Educação, nessa época, tava nascendo o plano da primeira infância campineira, que foi um dos primeiros planos eh municipais do Brasil, que foi aquele que no final tem a cartinha das crianças e tudo mais. Isso e o PIC, que é o PIC, ele nasceu da Secretaria de Assistência, ele foi construído pela Jan Valente, assim, de uma forma intersetorial. E e daí tava foi até engraçado porque tava tendo um um embate ali Unicamp, assistência com educação da gente falou: "Tiago, vai lá ver que tá acontecendo, vamos ver como é que a gente constrói isso". Daí a hora que eu vi, eu falei assim: "Poxa, mas esse tal do pique aí tem tudo a ver comigo. Minhas filhas estão na primeira infância, né? Eu me apaixonei, me encantei e a gente começou a trabalhar para terminar de construir esse plano. Já tava bem avançado, já tava finalização. E foi muito legal que quando a Jane Valente ela sai, ela falou pro pro Dário que tava sumindo e pro Vandão, falou assim: "A pessoa indicada para sumir é o Thiago". Ela falou assim: "Agora tem uma outra fase de implementação, de implantação, de pôr na prática e não tem pessoa melhor que o Thigo para colocar isso". Então eu tenho, eu falo assim, eu tenho muito orgulho, muita honra de sem ter sido indicado por ela, que é uma pessoa sensacional. A gente vê a referência que ela tem com relação à família acolhedora, mãos amigas, o próprio PIC, que foi uma referência, é uma referência nacional. Então, quando a gente tem, falo da minha madrinha lá, ela indicou a gente, daí a gente foi construindo todas essas essas ações dentro do PIC. A gente pegou um plano que é referência e eu falei assim, até brinquei com o com com o prefeito, falei: "Dário, o maior desafio vai ser tirar do papel e colocar na prática". E hoje como, em que estágio tá tudo isso? Olha, o pique, eu eu falo com muita alegria que hoje a gente é uma referência nacional, a gente tá indo para diversos lugares eh falar sobre a forma como a gente faz a a governança, a forma como a gente tem construído ações dentro da cidade. É, ontem mesmo eu recebi gente de Pedreira, teve um um pessoal, acabei de de receber uma mensagem que tem um pessoal de outra cidade quer quer vir, a gente teve em Araras, Paulíia, Cordeiró, várias cidades no Maranhão, falando também pro pra Secretaria do Estado, pro Ministério Público. E a gente teve também eh participou do seminário nacional do do Tribunal de Contas falando sobre a importância das políticas públicas em primeira infância. Então, tem sido uma construção muito rica, mas é uma construção que não é fácil. A gente tem primeiro que ter uma mudança de comportamento de cultura pelo da sociedade, pelo olhar da criança. A importância da gente entender que a criança é cidadão de direito, que a criança tem voz e que essa fase da vida da infância vai fazer toda a diferença na vida do dela como adulto. Então é importante que a gente tenha essa essa mudança de comportamento. A gente tem também um processo que é muito sensível, porque ele é um único plano que até até três meses atrás ele era o único plano transversal intersetorial da cidade. E aí a gente tem que ter um olhar de gestão daí. Como é a estrutura da administração pública? A estrutura da administração pública, ela é extremamente setorizada e hierarquizada. Então aqui é saúde, aqui é educação. Quando a gente tem um plano como pique, a gente fala assim: "A criança ela está em todos os lugares e se ela está nesse momento os cuidados da educação, a gente tem que ter esse olhar dela com olhar voltado pra saúde também, pra mobilidade urbana, pra segurança pública, para pro acesso à cultura. Então, a gente vai fazendo essa construção eh setorial, mostrando que essas políticas públicas que a gente tem no PIC são todas políticas públicas preventivas. A gente tá a gente tá fazendo com que o direito da criança seja eh resguardado e ao mesmo tempo são políticas que são preventivas. O que que significa isso? Que a gente tá tirando os problemas, a gente tá tá antecipando os problemas. Então, quando a gente faz uma construção intersetorial de políticas públicas de primeira infância, a gente tá trazendo, fala assim, as boas novas, a gente tá eh dando eh o direito da criança se desenvolver e a gente tá potencializando as políticas públicas que já existem. Então, quando a gente pega, hoje eu eu vi uma uma uma um vídeo do prefeito do Dário, que ele foi lá no Mário Gatinho e foi muito legal quando a gente vê que todo o processo que a gente fez de construção, de humanização, tá sendo implantado lá desde do carro, que foi uma doação da do poder eh da iniciativa privada, mas como ele tava falando do receituário humano, que a gente sempre falou assim da humanizar esse receituário, então a mãe e o pai que estão lá no com a criança no UTI, eles estão falando falando das características da da criança. Então, a gente deixar uma coisa mais humana, a gente eh deixar essa mensagem para cada gestor ter esse olhar. Quando a gente fala em renda mínima, a renda Campinas e quando a gente eh tem uma suplementação porque a família tem criança na primeira infância, a gente tá dando, deixando o recado. Qual o recado que a gente tá deixando? falando assim, essa suplementação é porque a gente tá tá tá tá dando um olhar especial para você que tem criança nessa fase da vida. É importante porque esse esse por menor que seja esse valor que não possa superar, é muito importante que a gente deixe claro que a gente tá tendo esse olhar. Quando a gente pega e constrói um caminhos do brincar lá no satélite íris, reconhecendo que a criança tem o direito de dar a opinião dela. Então, foi construído com a voz da criança e a gente reconhecendo que esse caminho paraa escola tem que ser seguro paraa criança e com atrativos lúdicos, a gente tá dando um recado e falou assim: "A cidade é das crianças, é importante." E quando a gente tem eh esse olhar sensível pro território com base nas crianças, na criança, a gente tem transformação social. Eu vou falar dos dados que me apareceram agora do Caminhos do Brincar. Satélite Iris, uma região extremamente sensível, vulnerável de Campinas, uma região com um adensamento e ao mesmo tempo, sabe quantas a o o percentil de crianças que que brincavam ao ar livre em espaços públicos quando antes da gente fazer a implementação do espaço do brincar? 2%. Aí a gente pegou uma área de 370 m², uma coisa pífia num território daqueles. E o que que qual que foi a transformação que teve de 2%? 98% das crianças passaram a brincar espaço público. Ou seja, a gente tá dando direito da criança ser criança, poder brincar tirando as crianças das telas, que um dia a gente pode falar só sobre os a a os efeitos da tela. E ao mesmo tempo a gente teve impacto na segurança pública. A população se sentia 60% seguro antes daquela implantação. Depois que a gente fez tudo, 90% se sente mais seguro. Poluição. A gente teve uma redução de 88% na entrada e saída dos alunos na escola, porque a gente ordenou aquilo lá. Então a gente teve conforto térmico. A diretora falou que antes era um um caos, era um espaço de conflito, virou um espaço de confraternização. Então isso pelo olhar da criança. Então a gente tem essa transformação social. É isso que me empolga, que me encanta, que me apaixona. E tem uma outra coisa que eu gostaria que a gente fizesse uma reflexão. A gente fala muito sobre as minorias. Sim. E muitas vezes a gente erra até o conceito, porque muitas vezes a gente confunde minoria com com vulneráveis e os vulneráveis muitas vezes não são minorias. É, na verdade, na maior parte das vezes é maioria. É maioria. E dentre dos grupos invulneráveis, isso eu reforço bastante, as crianças são os mais vulneráveis, porque a gente decide por elas, sem elas, não reconhece elas como cidadão, como pertencentes à cidade e toda a decisão que a gente tem hoje vai ter o impacto na vida dela direta ou lá no futuro. Então, é muito importante que a gente entenda que quando a gente tá falando de criança, a gente tá falando de um grupo de vulneráveis que muitas vezes e são tratados como objetos e que a gente não percebeu que eles são cidadão. Então, e tem uma outra coisa dentro do artigo 227 da Constituição Federal, tem uma uma expressão que é a única expressão que tem na Constituição Federal, que é prioridade absoluta. E essa prioridade absoluta, o que que significa? Eu vou usar um exemplo que à vezes a pessoa fala: "Mas você usou esse exemplo?" Você fala: "Acho que é o exemplo mais simples, né? Se tiver uma fila de 200 idosos para tomar vacina e chegar uma mãe com uma criança, essa mãe tem prioridade sobre todos eles. Hoje tem prioridade sobre as prioridades e tem toda uma justificativa por isso. Então, é importante que a gente faça esse debate, eh, entenda que nós estamos eh construindo uma cidade que acolhe a criança. E aí tem a a a as evidências que demonstram que se você constrói uma cidade, um espaço público que acolhe uma criança com média de idade de 3 anos e com uma estatura média de 95 cm, essa cidade vai ser acessível, vai ser acolhedora pro idoso e pras pessoas com deficiência. Ou seja, qualquer projeto que você faça pensando na primeira infância, ele é intergeracional. você tá colhendo, você tá incluindo todas, todos da sociedade, todos os eh eh os segmentos, seja do idoso, seja das pessoas com deficiência. Então, isso para mim é encantador, é é transformador e não tem nada mais gostoso do que a gente ver uma cidade, um lugar cheio de crianças brincando, né? Ah, isso é maravilhoso mesmo. Olha, hoje no nosso podcast Na Casa do Povo, a gente, infelizmente acabou o nosso tempo, a gente encerra. Não, olha, foi muito legal porque justamente quem tá em casa muitas vezes pensa: "O que que é pique? Que que é esse programa da primeira infância?". Então você com esses exemplos deixou bem claro que, claro, isso é adaptado a cada território. Você deu o exemplo do satélite, mas a gente tem várias áreas na cidade, mas que essa questão intersetorial de você tá ali colocando na seja na saúde, na educação, em tantas outras áreas. Thiago, eu só posso fazer uma finalização que eu acho que é um dado que a gente trabalha sempre. A gente quer tirar as crianças das telas. As telas têm sido muito perigosas e ruins para as crianças. E eu vou usar um dado até um um um um dado que pra gente chamar atenção. Outro dia eu tava conversando com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, eles criaram um programa muito legal e eles estavam passando um dado que um predador sexual físico, ele se deixar ele com 40 anos, ele vai ele vai violentar de 30 a 40 pessoas. Um predador sexual na internet, ele com 1/3 desse tempo ele violenta 700 pessoas. Nossa. Então quando a gente fala de tirar das telas, a gente tá dando segurança para essas crianças. Quando a gente tá criando espaço público, tá dando segurança pras pessoas. Pronto, que você não passei, tá certo? Então, então já vamos pensar um dia para falar sobre essa questão das telas, que é algo bem preocupante mesmo, que a gente percebe que infelizmente notícia e tudo mais. Outro dia eu fiquei estarrecida, claro que não era a primeira infância, mas era um adolescente que usou a inteligência artificial para inclusive ele cometeu suicídio a partir de perguntas que ele fez. Quer dizer, qual é o limite, né? Tem limite? Como que a gente deve fazer? São coisas que nossa sociedade tem que enfrentar, né? Exatamente. Tá certo. Então, muito obrigada, viu, Thiago? Eu que agradeço. Agradeço aos que ficaram nos ouvindo até aqui, assistindo até aqui e a gente tá à disposição também lá na no PIC de sugestões, críticas para que a gente possa construir. Fica, a gente é uma diretoria no gabinete do prefeito e a gente articula com todas as as secretarias, autarquias e a sociedade civil também. Tá bem? Então, olha, o na Casa do Povo fica por aqui. Lembrando que você pode acessar o youtube.com/tvcâmaracampinas, entra lá na playlist do Na Casa do Povo, você vai acompanhar todas as entrevistas que nós fazemos aqui com os parlamentares [música] e agora nessa temporada dos ex-vereadores da Câmara Municipal de Campinas. Até o próximo na Casa do Povo. เฮ [música] [música] [música]