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Na Casa do Povo | Luiz Cirilo debate habitação, moradia popular e revitalização do Centro
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Na Casa do Povo | Luiz Cirilo debate habitação, moradia popular e revitalização do Centro

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Resumo editorial

No podcast Na Casa do Povo, o vereador Luiz Cirilo conta sua experiência de 11 meses à frente da Secretaria Municipal de Habitação, onde desmembrou a pasta da Cohab e tocou programas como Minha Casa Minha Vida e Casa Paulista. Destaca a entrega de 104 matrículas a moradores do Núcleo Residencial 2 de Julho na Vila Palácios (região Sudoeste), atingindo cerca de 22 mil escrituras concedidas via regularização fundiária e 86 mil pessoas beneficiadas. A apresentação é da jornalista Mirna Abreu.

Bairros mencionados

Descrição do vídeo

No 14º episódio da 5ª temporada do Na Casa do Povo – Podcast, recebemos o vereador Luiz Cirilo para uma conversa sobre habitação popular, regularização fundiária, revitalização do centro de Campinas, programas habitacionais e os desafios do crescimento urbano da cidade. Durante o episódio, Luiz Cirilo relembra sua experiência de 11 meses como secretário municipal de Habitação, período em que participou do processo de desmembramento entre a Secretaria de Habitação e a COHAB Campinas. O vereador destaca ações voltadas à regularização fundiária e ao avanço de políticas públicas para garantir segurança jurídica às famílias que vivem em núcleos residenciais consolidados da cidade. O parlamentar explica como Campinas se tornou referência nacional em regularização fundiária, com milhares de matrículas entregues para moradores que aguardavam há décadas pelo documento oficial de seus imóveis. Segundo ele, o próximo desafio do município é avançar na chamada regularização edilícia, que permitirá legalizar também as construções erguidas nesses terrenos. Durante a entrevista, Luiz Cirilo comenta ainda a parceria iniciada com representantes da ONU-Habitat para capacitação técnica de arquitetos e profissionais envolvidos na regularização das construções em áreas consolidadas. O objetivo é ampliar a segurança jurídica e estrutural das moradias populares em Campinas. Outro tema debatido no podcast é a importância dos programas habitacionais Minha Casa Minha Vida e Casa Paulista, além da necessidade de o município buscar recursos estaduais e federais para reduzir o déficit habitacional da cidade. O vereador também fala sobre os desafios de implantar novos empreendimentos habitacionais com planejamento urbano, infraestrutura, escolas, transporte público e unidades de saúde. O episódio aborda ainda a revitalização do centro de Campinas, tema que Luiz Cirilo considera essencial para o futuro da cidade. O parlamentar defende incentivos fiscais, ocupação residencial da região central e a descentralização de serviços públicos para estimular novamente a circulação de pessoas, fortalecer o comércio e recuperar imóveis ociosos. Ao longo da conversa, o vereador relembra experiências vividas na Câmara Municipal, fala sobre mobilidade urbana, crescimento populacional, organização territorial da cidade e os impactos da polarização política no cenário atual. Entre os destaques do episódio estão: ✔️ Regularização fundiária em Campinas ✔️ Programas habitacionais e moradia popular ✔️ Revitalização do centro da cidade ✔️ Déficit habitacional e crescimento urbano ✔️ Escrituras e legalização de imóveis ✔️ Infraestrutura urbana e planejamento da cidade ✔️ Minha Casa Minha Vida e Casa Paulista ✔️ Desenvolvimento urbano e políticas públicas 🎥 Assista ao episódio completo e acompanhe esse debate sobre habitação, urbanismo e desenvolvimento de Campinas. 🎧 Ouça, compartilhe e siga o Na Casa do Povo para acompanhar entrevistas exclusivas com vereadores, autoridades e personalidades que discutem os principais assuntos da cidade. 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[música] [música] Olá, pessoal. Mais um na casa do povo no ar, o podcast da Câmara Municipal de Campinas, que toda semana conversa aqui com o vereador ou vereadora da nossa cidade. Hoje, de volta aqui ao nosso podcast, o vereador Luiz Cirilo, vereador que ficou como secretário 11 meses lá na habitação e vai falar pra gente dessa experiência. Mas antes, como é de praste, eu vou fazer a minha audiodescrição. O meu nome é Mirnabreu, sou mulher negra de pele clara, tenho os cabelos cacheados na altura dos ombros, com mechas loiras, olhos castanhos, moço, 1,55. Hoje eu estou com uma blusa vinho quase roxa. Aqui ao fundo nós temos o estúdio do na Casa do Povo todo em preto, um televisor à minha esquerda escrito Na Casa do Povo em azul e branco. Vereador, seja bem-vindo novamente. Por favor, faça sua audiodescrição. >> Oi, Birna, vai ser um prazer. Bom, eu tenho 1,74 m de altura, pele clara, avermelhada por causa do sol, olhos verdes, 1,74 m de altura. Eu tô vestindo uma calça de de social preta e uma camisa quadriculada eh com tom predominante aí de um azul. >> Tá certo? Então me conta um pouquinho. A gente conversou o ano passado um pouco antes do senhor sair para ser secretário. >> Exatamente. >> Me fala um pouquinho. Vou começar de trás paraa frente. Voltou para cá com o sentimento de dever cumprido lá? >> Sim, sem dúvida alguma. de dever cumprido. E eu confesso que eu eu fiquei na Câmara 18 anos em interrupto. E aquela a minha ausência, esse período de aproximadamente 11 meses, foi até bom, porque você volta a dar valor às pessoas que que nos atende, entre as quais quero fazer um registro a toda a equipe da TV Câmara. Eh, mas para dizer a você que eu fui com a incumbência, com a missão de desmembrar a Secretaria de Habitação da da COAB. >> Sim. >> Até porque até então o próprio presidente da COAB era o secretário de habitação e vice-versa. com a criação da lei, criando a essa essa esse desmembramento, eh coube minha tarefa de reunir os servidores que lá estavam, concursados, comissionados e dar um caráter de realmente eh trabalhar em cima principalmente de regularizações fundiárias, de novas moradias, como programas habitacionais Minha Casa, Minha Vida, casa paulista. e acredito que correspondi, os números são expressivos eh do período que lá fiquei. Eh, prestamos um bom serviço, eh, e o objetivo primeiro, primordial foi tentar valorar as pessoas que lá encontrei. Tanto que você acaba, de alguma maneira todo dia tendo essa rotina, você acaba criando laços muito fortes com as pessoas, né? E eu acho que pela minha característica de uma pessoa mais simples, uma pessoa de fácil lida, né, eh, não foi difícil encontrar pessoas maravilhosas lá, pessoas que eu aprendi a respeitar e levo para toda a vida aí um respeito muito grande. Mas eu não posso deixar de dizer que aqui também eu deixava amigos, né? >> Sim. E as amizades elas não interrompem com o distanciamento. Continuou fortalecido e voltando aqui em coisa de minutos, eu me readaptei novamente. >> Tá certo? Então, Cirilo, olha, a gente lembra que uma de suas últimas ações antes de voltar aqui pro legislativo, foi agora em março, com a entrega de 104 matrículas de móveis a moradores lá do núcleo residencial 2 de julho da região da Vila Palácios, na região sudoeste de Campinas. Com essa nova entrega, Campinas se aproxima de 22.000 escrituras concedidas por meio do programa de regularização fundiária com mais de 86.000 pessoas beneficiadas. Quando a gente pensa nessa questão da casa própria, até porque quando a gente conversa com economistas, existe até aquilo: "Olha, hoje é melhor ter uma casa própria ou alugar e tudo mais". Mas isso vai para um outro nicho de população que tem uma vida econômica diferente. As pessoas elas querem ter esse documento e dizer: "Olha, isso é meu, isso é meu conquistado por mim, pela minha família". Mirna, você falou com muita propriedade. Aqueles que às vezes por opção fazem investimentos eh ao alugar um imóvel e utiliza o dinheiro, é um nicho, é um um segmento da sociedade que não passa na COAP, que não passa na Secretaria de Habitação. Habitação é a secretaria onde as pessoas, principalmente programas habitacionais, programas sociais, querem ter um teto. Não tem nada a ver com o alvará para construção, eh, para ampliação. Isso é na Secretaria de Urbanismo. >> OK. >> Quando a gente fala Secretaria de Habitação, nós estamos falando com pessoas de baixa renda. E eu confesso a você que a Constituição ela preceitua que o cidadão tem o direito eh a casa própria. Claro, tem uma tem uma série de direitos que a Constituição regula, mas como nós estamos falando de habitação, a habitação também é um direito que é que é assegurado ao cidadão. Cabe ao gestor, cabe ao município, estado e união promover isso através de ações efetivas e investimentos, liberar recursos para que possa aquele indivíduo de baixa renda, que tem um salário mínimo ou que a família eh somando todo o rendimento familiar, tem um rendimento reduzido, possa um dia sonhar em ter uma casa própria. E nós temos duas frentes. Quando nós falamos esse número expressivo de regularização fundiária, aquilo lá não é casa própria, é um indivíduo que já mora em um núcleo, ele entrou, invadiu ou adquiriu de outro e ele mora lá clandestinamente. Ele tem o direito, >> ele tem o direito, mas aquele direito, se não for regulamentado por uma escritura, ele pode sair. Claro que o proprietário do imóvel pode entrar com ação de uso capeão, pode pedir a retomada do imóvel e aí se discute em juízo se se o o se proprietário perdeu ou não o direito em razão do lapso temporal de fazer aquele pedido. O que o poder público faz é através das ocupações, que nós chamamos hoje de forma muito respeitosa, de núcleos residenciais. O que nós fazemos hoje é pegar os núcleos consolidados. O que que é um núcleo consolidado? É um núcleo onde a já tá já tá havendo uma habitação, uma uma relação entre as pessoas de 30, 40 anos. E nós temos muito isso em Campinas. Ou seja, consolidou, não vai mais tirar aquelas pessoas de lá, até porque o déficit habitacional hoje gira em torno de 15.000 moradias. Se nós tirarmos as pessoas que estão nos lucros, esses números se tornam estratosféricos. >> Sim. Então o poder público tem que raciocinar. Eu já tenho dificuldade de arrumar 15.000 moradias. O que eu preciso fazer é um outro braço que a habitação cuida, é regularizar os núcleos que existem. Só que nós temos um problema. Quando nós regularizamos, nós entregamos a matrícula. Nós entregamos a matrícula do terreno, [limpando a garganta] só que em cima de todo o terreno tem uma construção. Então, se ele vier a vender amanhã depois, eh, ele não, se ele vier a vender a escritura, ele vai ter que passar vendendo o lote tal quadra tal do bairro tal. >> Sim. Não é a legalização da construção. Então é isso, >> não é, não é a legalização. Essa construção tem uma lei que trata disso, que eu estava trabalhando nos minutos, nos momentos finais da minha, do meu desligamento, é uma lei chamada edilícia. É uma lei que vai ã que vai dimensionar a área, colocar ela no terreno e averbar. Daí ele vai ter uma uma matrícula do terreno com a construção. Hoje o que eles recebem é uma matrícula do terreno. >> Isso. Todos esses legalizados que eu falei. >> Todos esses legalizados. Mas é um passo muito grande. Campinas saiu na frente. >> Campinas hoje é é uma referência no Brasil >> de regularização fundiária, >> que é o terreno. >> Mas precisa agora o o novo secretário, os próximos. Mas eu acredito que é o novo, porque não tem tempo, >> precisa avançar. >> Precisa avançar. E a lei da edilícia tem que sair do papel, ela tem que realmente pôr em prática. E nós conseguimos alguns avanços, você me permite? Claro. >> Eu nos últimos no último mês eu tive a grata satisfação de receber representantes da ONU na Secretaria de Habitação. Graças a um contato >> Sim >> de um servidor de carreira. Ele trouxe os representantes da ONU e a ONU tem um braço chamado ONU habitate, >> tá? onde eles qualificam os arquitetos para paraas chamadas edilícias. Porque imagine numa construção eh onde nós moramos, >> sim, >> se tiver regular, passou por um engenheiro, um arquiteto, fez uma planta, aprovou na prefeitura e tem cálculo estrutural. Tudo isso é as etapas de uma construção regular. Lá nos núcleos não teve planta, não teve um cálculo estrutural e algumas das construções elas são sobrados. Tem um andar, dois andares para cima do térrio. >> Sim. >> E a fundação foi feita de forma correta, não foi? Nenhum arquiteto particular e mesmo de carreira não quer assinar porque falou: "Mas eu >> tenho uma uma uma um desabamento aí. Eu respondo civil e criminalmente, a ONU, ela tem um um um uma dispositivo, um procedimento, e é isso que eu trouxe para Campinas, qualificar os profissionais de arquitetura para as construções de núcleos, para as edilícias. >> Sim. Há métodos, há critérios técnicos pelos profissionais >> reconhecidos internacionalmente. Então, >> internacionalmente e feito em vários países emergentes, >> tá? >> Vários países semelhantes ao Brasil, >> correto? >> Onde onde existe realmente essa demanda. Levei até o prefeito Dário e e o que é mais importante, custo zero, custo zero pro município. Vai, provavelmente até o final do ano ocorra o primeiro evento da Unabitate em parceria com o município de Campinas, onde arquitetos até da região, é que Campinas é o grande centro, ela vai abrigar esse evento. devem receber arquitetos do setor público, particulares de Campinas e toda a região, porque eles vão fazer vários módulos em algumas cidades e Campinas passou a ser escolhido. Se isso realmente prosperar, nós vamos dar um avanço muito grande. é qualificar profissionais. Não que os arquitetos não estejam qualificados, eles já têm toda uma formação e eh eh acadêmica, tem curso, tem diploma, mas diante da especificidade da da construção, existe técnicas para se apurar, para se medir a a responsabilidade que um profissional vai assinar. Então isso é é um primeiro passo que eu acho que foi uma vitória para todos nós, vitória para Campinas. Isso que nós conseguimos. >> Sim. E esse encontro inclusive vem até para que seja aprimorada essa proposta, essa minuta dessa lei que possa virada aqui na nossa cidade. É isso, vereador? >> Sim. Bem, você fala bem, você falou tecnicamente. Eu acho que nós temos que hoje nós sabemos uma coisa, nós entregamos escrituras de terrenos registradas. Ponto. Precisa agora regularizar as construções. >> Sim. >> E e como como nós fazemos isso? Os profissionais precisam estar habilitados. Eu acho que eu usei expressão errada. habilitados, eles são eles vão tá eh familiarizados com esse tema de construção eh depois de pronta. >> Sim, >> para que eles possam assinar um um uma RT que possa posteriormente ser levada a cartório de registro e registrar naquela matrícula do terreno a construção hoje existente. >> Sim. Agora, ainda quanto experiência, até porque o senhor conta que veio justamente para disciplinar esse desdobramento de habitação com COAB, eh para quem tá em casa nos assistindo ou para quem está nos ouvindo pelo Spotify, eh nós temos uma questão que todo mundo pensa ainda naquele modelo de habitação de décadas atrás em que a COAB, tínhamos casas da COAB, digamos assim. Hoje, qual é o modelo de habitação existente na nossa cidade quando a gente pensa nessa habitação social, nessa habitação para quem quer ter a casa própria? >> Muito boa pergunta. Nós temos que nos enquadrar dentro de programas habitacionais do Estado e da União. E eu quero deixar claro uma situação. O governo federal hoje é de um partido de esquerda. >> Sim. >> E o governo federal, o governo federal é de um partido de esquerda, o governo estadual de um partido de direita. Os dois programas habitacionais são maravilhosos. Há investimentos, há abertura de créditos, tanto para Minha Casa, Minha Vida, quanto para Minha Casa Paulista, que é o estadual. Mas precisa o município atender essas demandas. Para você ver, há dois meses atrás, aproximadamente no mês de março, final de fevereiro, março, eu levei ao prefeito municipal que tinha um programa nacional de até 600 casas do governo estadual para que nós pudéssemos entrar na no programa e atender mais 600 pessoas. >> Ah, é a cidade que se se credencia para esse programa, né? Exatamente. Isso é o município, é o poder executivo, é o prefeito que se credencia, né, representando o município que se credencia pros programas habitacionais, >> tá? E a partir daí, credenciado, nós deixamos aberto a qualquer empresa, qualquer interessado, fazer o link junto à Caixa Econômica para que eles possam, eles fazerem as tratativas de parcelamento do solo, de quantas unidades aquele empreendimento, quantos andares aquele empreendimento vai ter. Enfim, a partir daí o município só monitora e aguarda eh o o desfecho favorável que algum interessado, algum particular e possa levar essa levar esse interesse junto à Caixa Econômica, preenche os requisitos e >> que daí geralmente é o quê? Uma construtora quem faz isso. >> Uma construtora. Se é um cidadão que tem uma área, ele procura uma construtora do teu interesse e ele através da Caixa Econômica, ele faz isso. >> A gente teve na naquele período, eu não me lembro bem, ã, Cirilo, algum uma espécie de feirão tivemos, né? >> Tem tem vários, >> tem vários. Quando é o feirão, não é o feirão da Secretaria de Habitação, ela é quem fomenta essa construtora que usou de um desses programas >> para enquadrar essa população que tá lá numa lista que existe na COAB. É isso. >> A prefeitura, a secretaria de não mexe com dinheiro, >> tá? Quem faz, quem faz o contrato é a construtora junto ao interessado. A partir do momento que é feito esse contrato, o nome dessa pessoa é levado à Caixa Econômica Federal e possivelmente é ou não aprovado o financiamento para aquela pessoa. Agora, se me permite, >> claro, >> na minha gestão, eu consegui algo muito interessante. >> OK. que eu gostaria de às vezes uma pessoa que não tem sensibilidade vai achar uma coisa muito insignificante, mas só quem tá aqui na Câmara como eu há 18 anos posso dizer que é algo expressivo, algo relevante. Foi na minha gestão que nós conseguimos a eh ao ao dar o o lote eh com matrícula identificar por número. Nós colocamos numeração nas casas. Mirna, você não sabe o quanto é isso importante paraa correspondência, para efeito de um atendimento de urgência, emergência, SAMU, Corpo de Bambeiro, Polícia Civil, Militar, Guarda Municipal, >> até então não tinha número. Então a pessoa recebia um lote da quadra tal eh eh através de algumas demarcações que identificaria o seu lote, mas não tinha o número o número na escritura. Vereador, eu imagino quando o senhor tá falando dessa questão que a gente pensa que é tão detalhado às vezes aqui na Câmara, inclusive eu sempre defendi essa questão que as pessoas falam: "Poxa, tá dando nome de rua". O quanto é importante essa localização com nome de rua, com número de casa? Se me permite, >> claro. >> Há há mais ou menos uns 15 anos atrás, eu tava aqui na Câmara já e e teve uma votação naquela noite, teve uma votação de dois projetos de leis sobre algo relacionado à saúde e mais cinco ou seis projetos com denominações de rua. Eu não vou citar nome por uma questão de respeito, me permita, >> mas uma uma repórter me ligou e colocou ao vivo no ar. Eu tava naquele momento, eh, eu era presidente da comissão de legalidade. Vereador, o senhor como presidente, o senhor colocou na pauta e falar primeiro, quem coloca na pauta não é o presidente da comissão, quem faz a pauta da sessão é o presidente da Câmara. Sim, >> mas e foi colocado cinco projetos de leis de nome de rua e dois projetos de leis >> mais relevantes, digamos assim. >> É, para quem não entende, mais relevante. >> Daí eu falei: "Olha, você tá equivocada, viu?" Eu falei: "Você provavelmente para dizer isso, você mora numa rua de nome próprio, tem um nome a tua rua. vai perguntar para quem mora na rua dois do quarteirão Q, quando ele tem um problema familiar, quando ele tem um problema do pai, da mãe, do filho, precisando chamar SAMU. E hoje nós temos o ex aí que vai a todo lugar, >> há 15 anos atrás, não tínhamos. >> Daí, daí ela, claro, ela engasgou um pouco, mas ela sentiu o golpe e viu que eu eu tinha um fundamento quando eu tava tentando cuidar, não é de quem mora em bairros onde tem rua. Eu tava também me preocupando, que é minha função como vereador, cuidar de localidades aonde não tinha nominação, >> não tem identidade. >> Daí, sabe o que eu fiz? Isso aí me despertou o interesse de fazer aqui na Câmara um um um debate onde eu trouxe o coordenador do SAMBU, onde eu trouxe representante da Polícia Civil, militar e guarda municipal. Eles em comum, eles defenderam que tava correto o meu posicionamento diante do alto grau de dificuldade deles chegarem em determinadas localidades. Porque quando o o o telefone o telefone emergencial de uma corporação, de um SAMU e eh recebe a ligação, a pessoa tá num grau de desespero, presumimos nós, né? >> E ela tem poucas referências. Eu moro aqui no parque, na vila, não sei aonde, na no quarteirão dois, perto do armazém do seu José, próximo da padaria. E de madrugada à noite a padaria tá fechada, o bar do São José tá fechado. A referência, o guia, o guia prático do motorista era através daquelas colocações de de mapas, né, de >> lista telefônica. A partir aí o coisa avançou, nós temos o Waze, mas para você chegar no lugar correto, você tem que dar informação correta pro Wa também. >> Aplicativos, você tem que dizer que é o nome da rua tal no bairro tal. Então, exatamente. Então, quando eu passei por tudo isso, quando eu consegui lá na Secretaria de Habitação entregar essa escritura, essa aí foi a última escritura já com número, com número individualizando cada lote, cada imóvel, né? Foi algo prazeroso, porque caminhou junto com tudo aquilo que eu pensava há há 15 e 18 anos atrás. Quando o senhor fala um pouco antes trazer projetos tanto do governo federal quanto do governo estadual para a construção de novos empreendimentos paraa cidade, a gente lembra que inclusive o senhor estava na Câmara quando nós tivemos a aprovação da das leis das habitações, né, eh, sociais. Como que o senhor analisa hoje, quando tem que se pensar enquanto gestor, esse crescimento da cidade nos quatro ou cinco cantos de Campinas, inclusive recentemente a gente teve essa questão de Barão Geraldo também, que vai ter uma nova dinâmica lá também no que diz respeito às questões residenciais. Como que é pro senhor isso hoje? Bom, é algo extremamente eh é algo extremamente eh que precisa de responsabilidade. Quando você implanta um novo bairro, novas moradias, então não é regularização, você tem que preocupar-se com com entorno. Nós temos que ter escola próxima, nós temos que ter ponto de ônibus próximo, nós temos que ter um viário próximo por escoamento das pessoas. não é simplesmente implantar um um um uma quantidade X de moradias sem nos preocuparmos com com a estrutura que o bairro tem hoje e com o o ingresso daquelas 300 200 famílias, o que o que o impacto que aquilo vai dar. >> Então quando você fala em habitação, Mirna, você tem que pensar num todo, não é só a moradia. Num primeiro momento, o indivíduo tem o direito de ter um teto, só que ele também tem filho que tem o direito de ter uma escola. ele tem uma família que tem o [limpando a garganta] direito aí a ter direito à saúde num centro de saúde. Então, é é o assunto é mais complexo do que se pensa. E aí que entra eh uma uma sinergia de algumas secretarias, saúde, habitação, infraestrutura, serviços públicos, pra gente pra gente começar a pensar a cidade como um todo. Sen não fica uma colxa de retalhos, onde um bairro isolado lá do outro lado. As pessoas para ser atendidas no centro de saúde, elas tem que andar 5, 6, 7 km, que é um centro de saúde já existente e muitas vezes já tá sendo até eh eh muito tá sendo muito utilizado, ele tá sendo muito povoado já. >> Então nós precisamos pensar realmente que cidade que nós queremos. Existe alguns programas habitacionais como Minha Casa, Minha Vida, que é algo extremamente importante e nós temos que incentivar, mas nós temos que pensar a cidade no primeiro momento como um todo, a partir do momento que tem um interessado, analisar aquela localidade, ver se comporta realmente atender ou se vai ter que ser feito investimentos [roncando] pela pela pelo município de Campinas. Agora, Cilo, eu conversei inclusive aqui no na Casa do Povo mesmo com alguns vereadores, quando a gente fala da requalificação do centro, que ainda há muito que se fazer, a gente conversa com quem mora no centro, sabe o que tá passando, os comerciantes, muitas lojas fechadas. E uma coisa que até então foi unanimidade com quem a gente conversou é sobre voltar a ocupar o centro como moradia. Você que teve essa experiência lá na habitação, é viável isso pro município como Campinas? A gente tem várias construções aqui na cidade, inclusive algumas delas até meio abandonadas, digamos assim. É importante que a gente volte a povoar o centro de Campinas? Mirna, como você fez uma pergunta objetiva, vou responder rápido de forma objetiva. Sim, é importante, mas nós temos que pensar num outro ângulo, senão não vai dar certo, >> tá? >> E qual é o ângulo que eu peço para nós refletirmos? Claro, mercê de crítica, de opinião contrária, mas as pessoas têm sinalizado na rua que eu tô me posicionando de forma correta. Eu frequentei o centro de Campinas e muito, porque meu pai tinha um escritório na General Osório esquina com Dr. Quirino. Então lá eu cresci durante o horário comercial, eh morava em outra localidade, mas eu eu cresci acompanhando o meu pai no escritório desde pequenininho. >> Sim. >> E e não tinha shoppings. E tudo acontecia no centro de Campinas. Eh, a década de 80 permitiu inovou pro Brasil a criação de shoppings e veio o shopping guatemia, se instalou lá, mais seguro, estacionamento garantido, paga um valor, mas ele tem o seu carro de forma tranquila, estacionado, lojas, uma ao lado da outra, de muito fácil acesso. Então, isso é se tornou atrativo. O que nós tínhamos que pensar no no na cidade de Campinas é aquilo que o Dário tá fazendo agora. E eu falei pro prefeito há 4 anos atrás, falei: "Dário, descentraliza a prefeitura, pega as secretarias e coloque em vários, porque a prefeitura tem muitas propriedades no centro. Descentralize, pega a Secretaria de Trabalho e Renda e coloque numa propriedade em alguma das ruas do centro. Por quê? Porque nós vamos atrair pessoas interessadas. As pessoas que iriam na Secretaria de Trabalho e Renda lá na prefeitura, ela teria que ir nessa localidade. Sim. >> Começa a movimentar e a pessoa indo lá, ela movimenta o comércio local, ela para num bar para tomar um refrigerante, um suco, comer um pastel, enfim, e e acaba sendo atrativo. Tem registros. O que eu falo em depoimento agora, eu consigo confirmar com provas documentais de gravação. >> Inclusive, você foi o grande movimentador daquele movimento quando o Popatempo saiu do centro. >> Quando saiu do centro. Mas eu ainda falava pro prefeito, falei: "Prefeito, a a na gestão do Jonas Onizete recapeou e fez todos os os fios subterrâneos da Francisco Grisséo. Na gestão do Jonas, ele fez o mesmo procedimento na Campo Salares e eu falei na tribuna, é sob o ponto de vista de embelezamento, ficou tudo bonito, mas nós precisamos repovoar. Quando a gente fala de de revitalizar, é revitalização humana, que é isso que a gente caminha com a sua pergunta. Como é que faz isso? Não tem uma varinha mágica, você dá uma balançadinha e tudo acontece. Tem que se pensar, eu acho que de forma muito positiva, tem que pegar um quadrilátero da cidade, um um um tamanho que a Secretaria de Urbanismo, que o que as pessoas envolvidas ali, principalmente nas elaboração dos IPTUS, Secretaria de Finança, nós temos que pegar esses esse esse essa expertise das secretarias e criar um quadrilátero. esse quadrilátero fazer uma redução de imposto, não tem como atrair pessoas. Então, hoje tá se pagando um imposto absurdo na região central e não tem público. Quem que vai investir? Quem que vai alugar um terreno, uma um barracão, um salão no centro para montar uma loja? Não tem não tem clientela, não tem público. A pessoa não aluga e o proprietário ele fica com elefante branco lá. >> Sim. [limpando a garganta] Então, precisa ter incentivo. Essa essa alteração de imóveis comerciais para residenciais. Nós temos demanda, nós temos 15.000 pessoas precisando de casa. >> Sim. >> Agora, eh, é só fazer a transferência, pegar SIC, RG das pessoas e não, não é exatamente isso, porque as pessoas também precisam irem para espaços onde tem a estrutura, os restaurantes, eh, padarias. Nós temos que incentivar o comércio voltar pro centro. concomitantemente, juntamente a isso, tem que se criar e não tem fórmula, tem que pôr a mão na massa, fazer uma redução de de IPTU, de imposto, de ISS, para quem for eh, inclusive abrir sua empresa e for profissional liberal, para que ele possa ter interesse em voltar pro centro, para que a gente possa de fato revitalizar o centro de Campinas. O centro de Campinas, nós não estamos numa ilha, é só Campinas que tá acontecendo, não. >> Só que tem algumas cidades, como São Paulo, por exemplo, >> e nós fomos fazer uma visita lá oficial. Eu fui representando a Câmara Municipal há 2 anos e meio atrás, junto com a secretária baracá, nós fomos ver o retrofite de São Paulo, que estava era um projeto já tava deixando da fase embrionária pra fase prática e a coisa começou a funcionar. Então, precisa ter ação, mas é gestão. Se não tiver, se o prefeito não tiver a gestão, interesse em resolver, passa o governo, entra outro e só que o próximo candidato a prefeito vai ter que assumir o compromisso de se debruçar em cima de uma de uma solução pro centro de Campinas. >> Agora a volta à Câmara Municipal, como que estão as coisas por aqui? voltou tranquilo. Muitos projetos aí polêmicos ou por enquanto tá bem tranquilo para você? Como que tá isso? >> Olha, eu levo de forma muito tranquila. Eu eu eu vivo o problema. >> Tem um problema instalado, não meu, mas da casa, de um projeto de lei para ser discutido. Eu não me curvo em tomar uma decisão. Ou de um lado ou de outro, tem que se posicionar. E e todas as posições que eu tomo são fundamentadas. Você veio depois me questionar por que que você votou determinado projeto? Eu tenho obrigação de fundamentar pro cidadão ou qual o motivo que me levou a votar daquela maneira. Mas a Câmara é tranquila. O problema é que às vezes alguns aí trazem alguns problemas aí que não são nossos e ficam aqui na Câmara Municipal. Mas tirando casos pontuais de alguns, a Câmara é tranquila trabalhar e super prazeroso. >> Cirilo, difícil. A gente não vai falar sobre campanha, até porque nem existe isso, mas esse ano é um ano eleitoral, nós estamos aí com uma política cada vez mais polarizada. Você acredita que esse clima, esse ambiente acaba respingando nas câmaras municipais e como >> Sim, sim, nós somos políticos, né? E e aqui é a Casa do Povo. É aqui onde se não nasce passa essas discussões, né? Numa eleição presidencial. uma eleição pro governo do estado e as eleições para deputados estaduais e e federais, sem, claro, desmerecer a eleição do senador. Mas eh passa por aqui, mas a gente tem que tratar o assunto com altivez. Eu acho que hoje hoje no ano 2026 que nós estamos vivendo e de uns 8 anos para cá, polarizou muito a discussão de direita e esquerda, né? >> Sim. Aquele lado é melhor que o outro lado, o outro lado é é menos ruim que o outro, independente dos lados, né? Eu acho que política não se resolve desse jeito. Eu acho que não é discutindo direita ou esquerda. Ah, eu sou direita, então os nossos problemas estão resolvidos. Eu sou esquerda, então os problemas estão Nós temos que efetivamente votar em candidatos preparados. E eu acho que de uma maneira geral os candidatos vão se apresentar e mais uma vez de forma democrática as pessoas vão ter a opção de escolher candidatos. Quando a gente fala em candidatos a deputados estaduais e federais, Campinas é uma é uma grande é um grande abrigo de votos. Nós temos mais de 800.000 eleitores. >> Sim. qualquer candidato lá até do canto do estado, ele quer ter voto na cidade e é um direito legítimo porque é eleição estadual, então ele pode vir aqui ter voto. O grande o grande X das da questão e as pessoas estão despertando no que eu vou falar, hein? Olha que interessante, as pessoas abriram os olhos na última eleição para deputado, muitas pessoas de fora, fora da nossa cidade, fora da nossa região, quando a gente fala em região de região metropolitana, nós estamos falando em 3 milhões de pessoas, é número expressivo, 3 milhões de pessoas que precisam de saúde pública, 3 milhões de pessoas que precisam de um viário digno, precisa de escola, senão para ele, para algum um familiar. Nós estamos falando de uma população e uma 3 milhões de pessoas que pagam impostos e que moram num num dos maiores centros do Brasil, que é a região metropolitana de Campinas. O que nós vimos na última eleição foram candidatos de outras regiões, de outras cidades, tendo expressivas votações >> aqui >> nos Colégios Eleitorais de Campinas, o que não tem problema nenhum, >> Verdade, >> é legítimo. Eh, não há crime nenhum. Daí agora passado 4 anos, é a grande pergunta. Eu votei no candidato ou na candidata X, quanto de emenda parlamentar aquele candidato que eu votei, que é de outra localidade, trouxe para Campinas ou pra região? >> Ele olhou paraa minha cidade, para minhas demandas, >> região e a maioria não trouxe nada. E volta aqui agora de novo assumindo alguns compromissos que efetivamente provavelmente não vão honrar. Então é esse despertar. Eu tenho conversado na rua com algumas pessoas e as pessoas têm sinalizado o cuidado que elas terão em em votarem mais em candidatos regionalizados. Não precisa ser de Campinas, pode ser da região, porque provavelmente esse candidato, se ele vai cuidar da nossa região. >> Vereador, nosso tempo acabou. Seja bem-vindo novamente e até uma próxima oportunidade. >> Mirna, eu que agradeço você, toda a sua equipe, a todo o pessoal da da desse belo programa e dizer a você o seguinte: é sempre um prazer bater um papo, ainda mais com você, que conduz de forma brilhante e facilita o nosso trabalho, né? sempre à disposição. >> Olha, a gente fica por aqui com Na Casa do Povo. Lembrando que toda sexta-feira às 9 horas da manhã tem estreia no Spotify, no YouTube e às 9 da noite na tela da TV Câmara Campinas. [música] Você também pode conferir todas as entrevistas do nosso podcast na playlist da TV Câmara Campinas no YouTube. Até [música] um próximo na Casa do Povo. >> [música] [música] [música]
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