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Na Casa do Povo | Paolla Miguel fala sobre intolerância, cultura e Tarifa Zero
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Na Casa do Povo | Paolla Miguel fala sobre intolerância, cultura e Tarifa Zero

28 views Publicado 28/08/2026 HD · 41:58

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No 21º episódio da 5ª temporada do Na Casa do Povo – Podcast, recebemos a vereadora Paolla Miguel (PT) para uma conversa sobre combate à intolerância religiosa, defesa do patrimônio público e cultural, transporte público, economia criativa, meio ambiente e os desafios para o futuro de Campinas. Durante o episódio, Paolla Miguel fala sobre o combate à intolerância religiosa, destacando o trabalho de mediação junto à Guarda Municipal e outras forças de segurança diante de situações de racismo religioso e perseguição religiosa. A vereadora também apresenta o PLO 118/2026, que institui a Política Municipal dos Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro e de Matriz Africana no município de Campinas. Na área da cultura e do patrimônio, Paolla aborda a defesa dos espaços públicos de cultura e do patrimônio histórico de Campinas, com destaque para a campanha #CCSemGrades e para o futuro da Estação Cultura diante da chegada do Trem Intercidades (TIC) São Paulo-Campinas. O episódio também debate a necessidade de criação de um novo espaço cultural no Centro da cidade, garantindo que a expansão da infraestrutura de transporte não signifique a perda de espaços importantes para a cultura campineira. Outro assunto em destaque é a chegada de um grande data center voltado ao processamento de aplicações de inteligência artificial em Campinas. O empreendimento tem investimento inicial anunciado de aproximadamente R$ 5 bilhões, podendo chegar a R$ 20 bilhões nas diferentes fases de implantação, e contará com uma subestação de 300 MW, com possibilidade de expansão para até 1 GW. Paolla discute os impactos desse novo equipamento para o meio ambiente, o consumo de energia e o possível aumento dos custos da eletricidade. O episódio também aborda a proposta de transformar o aniversário de Campinas, celebrado em 14 de julho, em feriado municipal civil. Paolla Miguel apresenta o PLO 85/2026 e defende que a data seja marcada por festividades culturais, valorização dos artistas locais e estímulo à economia criativa, diferenciando a celebração civil das datas religiosas já existentes no município. Na pauta do transporte público, Paolla fala sobre a defesa da Tarifa Zero, a precarização do serviço e a necessidade de renovação da frota de ônibus de Campinas. A vereadora também comenta o cenário atual da concessão do transporte público, após o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) anular os atos da concorrência a partir da publicação do edital e determinar a realização de um novo certame. Durante a conversa, também são discutidos os dados da Emdec que apontam aumento de 13% nas quebras e falhas de ônibus no primeiro semestre de 2026, com 24.160 ocorrências registradas entre janeiro e junho. O debate aborda os impactos desses problemas na qualidade do serviço e na vida dos passageiros. Entre os destaques do 21º episódio da 5ª temporada estão: ✔️ Combate à intolerância e ao racismo religioso ✔️ Política Municipal dos Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro e de Matriz Africana ✔️ Defesa do patrimônio histórico e cultural de Campinas ✔️ #CCSemGrades e o futuro da Estação Cultura ✔️ Trem Intercidades e novos espaços de cultura no Centro ✔️ Data centers e os impactos da inteligência artificial ✔️ Consumo de energia, meio ambiente e custo da eletricidade ✔️ Feriado civil no aniversário de Campinas ✔️ Cultura, artistas locais e economia criativa ✔️ Tarifa Zero e direito ao transporte público ✔️ Precarização e renovação da frota de ônibus ✔️ Novo cenário da concessão do transporte público de Campinas ✔️ Quebras e falhas dos ônibus no primeiro semestre de 2026 🎥 Assista ao 21º episódio da 5ª temporada e acompanhe esta conversa sobre direitos, cultura, transporte, patrimônio, meio ambiente e os desafios para o futuro de Campinas. 🎧 Ouça, compartilhe e siga o Na Casa do Povo para acompanhar entrevistas com vereadores, autoridades e personalidades que discutem os principais assuntos da cidade. 📺 Acompanhe também pela TV: Canal 11.3 (TV aberta), canal 4 da CLARO e canal 9 da Vivo.

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Olá, [música] [música] mais um na Casa do Povo no ar, o podcast da Câmara Municipal de Campinas, que toda semana bate um papo aqui com o vereador ou vereadora. [música] E quem está com a gente hoje é a vereadora Paola Miguel. Seja bem-vinda, vereadora. E como é de pra vou fazer a minha audiodescrição no início aqui do nosso podcast, depois a vereadora também. O meu nome é Mirna Breu, sou mulher negra de pele clara, tenho os cabelos cacheados acima dos ombros com mechas loiras. Hoje eu estou com um camisão lilás, né? Em alusão ao agosto lilás. E aí aqui nós temos o estúdio do Na Casa do Povo todo em preto à minha esquerda, um televisor com logotipo do nosso podcast escrito Na Casa do Povo em azul e branco. Seja bem-vinda, Paulão, novamente para falar com a gente. Que honra, viu? Imagina, a honra é toda minha. Vou fazer minha audiodescrição pra gente começar. Eu sou uma mulher negra, tô com cabelo preso estilo moicano. Estou usando uma camisa azul com flores margaridas. Margaridas com o miolo eh rosa rosa. E tô do lado direito do telão com logo tipo na casa do povo. Estou de frente para Mirna. Seja bem-vinda mais uma vez, Paola. Muitíssimo obrigada. E eu já começo falando de uma luta bem importante que inclusive nós tivemos aqui na tribuna, inclusive pessoas de comunidade religiosa, de matriz africana, que é uma das suas bandeiras e você fala justamente sobre essa política municipal dos povos e comunidades tradicionais de terreira e matriz africana em Campinas. Primeiro eu gostaria que você falasse desse enfrentamento, né, a toda essa intolerância religiosa e a partir disso, como que surge, como é construída essa proposta para que Campinas comece a sair desse contexto? Eh, acho que é super importante sua pergunta, Mina, porque acho que a gente tem vários contextos na cidade de Campinas. Então, a cidade de Campinas ela tem no seu histórico, né, como sendo uma das últimas cidades do ocidente a libertar o povo povo negro escravizado. Quando a gente olha paraa história, né, para além disso, a população negra ela era segregada na nossa cidade. Então tinha os espaços onde a população negra poderia circular e não poderia circular. Depois, né, muitos anos depois, agora inclusive mais recente, a Constituição, né, que a gente teve, a Constituição de 88, a gente tem uma mudança de perfil, mas essas marcas, esse histórico racista da cidade ainda não morreu, infelizmente. E isso chega nas religiões de african. Então, muitas casas elas foram paraas bordas da cidade, então para para espaços que antigamente eram rurais, mais afastados da civilização, para que não sofre não sofresse com o processo de perseguição. Com a expansão da cidade, essas áreas rurais elas se tornaram urbanas e com a a mudança do conservadorismo também no período mais recente, elas voltaram a ser perseguidas. Então, casas que estão na cidade de Campinas há 30 anos, 40 anos, que não tinham problema no bairro onde estava ali inserido, porque já conhecia os vizinhos, né? Com a mudança de população e a urbanização de alguns espaços, né, de terrenos de cháara, elas voltaram a sentir o processo de perseguição. E também tem uma outra questão. E como seria, só para quem tá em casa entender o que é exatamente essa perseguição. Dá para dar alguns exemplos, Paulo? Sim. Eh, acho que a primeira, a mais nítida é quando a gente tem a lei, né, que chama a lei do pancadão. Então, quando os atabaques começam a tocar ali, as pessoas começaram, né, principalmente no pós-pandemia, começaram a denunciar paraa guarda municipal. Então, o rito religioso, naquele momento, ele é interrompido pela Mas o rito pode ser enquadrado na lei do pancadão, é isso? Então pode por conta do volume, né, eh, dos decibéis e do decibelímetro, né, a guarda muitas vezes vai lá, vai fazer a averiguação e tudo mais. Em muitos casos é observado que não tá passando, não tá ultropassando esse decibelímetro, mas até isso acontecer, a Guarda Municipal já foi lá, já interrompeu o ritual, o culto, né, a atividade, né, ou as pessoas que estão ali, né, muitas vezes já são constrangidas. Então, tem inclusive eh uma casa que é uma dessas casas que estão na cidade de Campinas há mais de 40 anos, que a gente teve uma conversa com o secretário de segurança, o Cristiano, e ele trouxe um relatório que identificava como sendo de fato uma perseguição, porque tem um número muito crescente de denúncias, né, de forma de coisas que não aconteciam antes. Então, até o ano de 2024 não tinha nenhuma ligação, nenhuma denúncia. as atividades não ampliaram. No ano de 2025, 2026, isso saiu para 15 denúncias, para 20 denúncias. Então, é identificado que em alguns casos há esse processo de perseguição mesmo. Sim, esse é um dos casos. O outro caso é da própria eh destruição. Então, vários terreiros já denunciaram, né, eh casos de tentativa de incêndio, de jogar material inflamável, né, de depredação, né? Teve um caso que ficou bem famoso na cidade de Campinas, que era um vizinho que foi eh e jogou eh excremento na casa e ele fazia isso de forma reinterada e só parou quando foi identificado o que era ele, porque a própria casa fez, colocou câmeras de segurança, né, e conseguiu identificá-lo, né? Então são alguns dos casos, né,essa essa perseguição de ficar denunciando pra guarda mesmo quando não há. É, é pelo fato de ter a atividade deles começarem a ligar, mesmo quando não tem o ataque ali acontecendo. Então, já teve casos de que a guarda chegou chegar no espaço e perguntar assim: "Mas a denúncia que a gente tinha era de baderna, bagunça, de aglomeração?" A gente imaginou que fosse uma dega? Então, né? Eh, a gente entende todo o papel da guarda da fiscalização, que ela é muito importante, necessária, mas alguns casos são possíveis de identificar como sendo uma perseguição religiosa. Então, toda vez que tem o culto, atividade, o vizinho, alguém que tá que tá ali, né, que sabe da rotina, liga pra guarda municipal e interromper, né? E essa é o desejo, chegar na casa, interromper as atividades para que elas não sejam retomadas. uma falta de respeito total completamente dentro do estado laico, né? Todas as religiões deveriam ser respeitadas, mas a gente conseguiu perceber uma crescente de denúncias, principalmente essas casas mais antigas. Então são relatos de casas que estão na cidade de Campinas há 30 anos, 40 anos no mesmo local. Agora, [limpando a garganta] quando você chega com essa proposta de uma política municipal, ela vem em qual viés? é para ter o reconhecimento. Então, a gente já tem, a gente tem estudado, né, outras iniciativas de outros estados, como por exemplo, a Bahia, Pernambuco, eh, que olham, né, para esses espaços, como também sendo o espaço de diálogo com a comunidade, então dos terreiros, né, poderem muitas vezes, principalmente esses que ficam na região fora do eixo central, deles poderem serem um ponto de eh de campanha de arrecadação, campanhas de vacinação, como já aconteceu, né? Então, eh, a nossa proposta é que eles sejam reconhecidos, valorizados e ali, né, se for um desejo do religioso e também se for uma necessidade da prefeitura, que ele possa ser um ponto de apoio, de coleta, de vacinação, né, de de arrecadação, para que a gente também possa entender que esses espaços são de diálogos com a comunidade. Eh, tem algumas algumas atividades como reconhecimento de utilidade pública, né, que é o que na acaba acontecendo na Bahia. E isso garantiria também que a própria prefeitura soubesse onde são esses terreiros para no momento que houvesse, né, uma ligação na guarda, uma denúncia, né, também pudesse ter um outro tipo de diálogo e abordagem, porque tem algumas práticas, como por exemplo, a subiar, né, num numa casa, num templo religioso, ele não é um um bom ato, né? E isso também é uma das coisas que tem chegado até nós enquanto denúncia, né, de que muitas vezes não, por não ter muito esse trato, esse craquejo, né, da da guarda da própria polícia chegar com aubios, né, sendo que deveria ter sido feito algum outro tipo de intervenção para chamar as pessoas que estavam ali naquela naquela casa. Entendi. Ainda falando dessa questão de cultura, você aqui na Câmara é presidente da comissão da região metropolitana, é isso? ou de negócios internacionais, relações internacionais. Relações internacionais. É porque a cada hora a Paola tá ali participando, nem que seja o tema te, como se diz, te interessa, você vai, mas relações internacionais. E por outro lado, a gente tem aí também uma questão de melhoria na nossa cidade, algo muito esperado que a Câmara acompanha, que é o trem intercidades e que para você, eu nunca vi você se posicionar contra, mas tem uma preocupação em relação ao que vai ser feito com complexo com ferroviário, que hoje é estação cultura, hoje é o pulsar da cultura, tem sala dos toninhos, tem vários equipamentos, o pré prédio do relógio, mais recentemente também, que tem sido muito usado. O que vai ser feito desse patrimônio? Ele vai ter que, inicialmente, ele vai ter que ser eh utilizado exatamente para servir a esse novo serviço. É aí que entra a sua preocupação, Paola? Exatamente. Hoje o nosso, eu sou membro da comissão de cultura aqui da casa, né, desse primeiro mandato e a gente sempre tem ouvido isso. Eu acho que para todo mundo de Campinas é um grande desejo a gente fazer com que Campinas, São Paulo, Sorocaba, né, que é esse trem, é o TI, o Tim, né, o TIC é trem intercidades e o o Tim é o trem intermetrópoles, né, de tá mais conectado mesmo, né, e da gente poder utilizar do sistema que já existe em São Paulo, que é o metrô, CPTN, o próprio trem, para chegar até lá, porque muitas vezes esse a questão do do carro, né, acaba gerando outros strress, trânsito, at a mesma velocidade. Então, assim, sou uma grande entusiasta da gente ter esse trem que vai conectar eh Campinas a São Paulo de uma forma rápida, fácil, segura, mas há uma preocupação com o nosso principal equipamento de cultura na região central da cidade. A gente precisa lembrar que até pouco tempo atrás, né, até o o ano passado, a gente não tinha o centro de convivência porque ele tava fechado. Então, o único equipamento de cultura que a gente tinha na região central era ação cultura. Sim. E com a chegada, né, do tiquim, a cultura ela necessita de estar fechada porque ela precisa ter obras, reformas, os trilhos que tem ali é para um trem de carga. A gente precisa fazer substituição nesses trilhos e aquele espaço que vai ser utilizado. Isso mesmo. Inclusive, ela já tem um novo nome, né, que é a Estação Campinas. E aí, como que fica a cultura da cidade? Para onde a gente vai, né? Para qual que são as possibilidades pra gente conseguir chegar ali, eh, ter a cultura. E aí os outros equipamentos que a gente tem são em regiões de mais difícil acesso. Por exemplo, a concha acústica. Não são todas as regiões que tem ônibus para chegar até lá, transporte público. Teria que tomar dois dois ônibus, né? Um até o centro e do centro até Taquaral. Exatamente. Araltos também é a mesma coisa. Eh, então a gente tá muito preocupada como que as pessoas que utilizam transporte público vão continuar acessando a cultura popular da nossa cidade, sendo que a gente não tem o equipamento na região central, que é apenas um ônibus. Todas as regiões de Campinas, elas conseguem se conectar ali à estação cultura, que ela fica muito próximo ao terminal central, com basicamente um ônibus ou um ônibus que vai até o o terminal do bairro e desse desse bairro ali, né, desse terminal mais eh regionalizado, que é o caso do do Campo Grande, né, Itajaí, eh Vida Nova, chegam até o centro. Então a nossa preocupação é como que ficam a população, sobretudo periférica, e perder quando a gente perder o nosso principal equipamento de cultura da do centro da cidade. É porque hoje o que acontece é que quem vem do terminal metropolitano, quem vem do terminal do Mercadão, do Terminal Central, é muito fácil chegar ali naquele lugar. Você consegue chegar a pé basicamente. Sim. e as outros equipamentos de cultura, você não consegue fazer isso, com exceção do centro de convivência, que também tá na região ali do do Cambuí, né, que você consegue pegar a partir do rótulo, né, do rótula, né, a a linha, mas é um equipamento que ele não recebe eventos da mesma proporção que é cultura, não tem a mesma disposição, né, a mesma disponibilidade. É, e é um equipamento que a gente tá, a gente pode dizer que a gente tá ressocializando ele, a gente tá reintegrando ele à cidade de Campinas, né? Então, a gente tá ali com atividades iniciando, mas ainda de marcha lenta. E com o teatro, né? Eh, o teatro é a principal utilização mais do que o teatro de arena, que é na área externa. Então, há essa preocupação de como que a gente fica, né? principalmente para obrigar os grandes shows. E esse final de semana a gente teve 30 anos do Face da Morte, por exemplo, né, que foi ali lotou cultura como diversos outros eventos e é um evento que não teria capacidade, né, pelo volume de pessoas de estar no centro de convivência nesse momento. Sim. Há alguma sinalização, alguma conversa de um outro espaço na região central que poderia abrigar, por exemplo, um centro de eventos em Campinas? Olha, o que tem é da gente não perder os equipamentos que estão ao entorno da estação, então de manter a sala dos toninhos, de manter a torre do relógio, de manter a casa do hip hop, eh, todas elas no mesmo espaço, mas são espaços menores. Do tamanho dessa cultura a gente ainda não tem uma sinalização de quais seriam as possibilidades. Hum. E tem um espaço de evento bem ao lado da Estação Cultura. é um espaço particular ali, isso que é o um espaço particular que já abrigou diversos eventos também, diversas atividades. Ele quando a gente olha, ele parece muito com a estética daão cultura, né? Então a gente acha que é que é o mesmo, mas é um espaço particular. Sim. Então vamos aguardar aí essa essa preocupação. Já houve alguma articulação do ponto de vista da comissão ou até do seu mandato de fazer algum requerimento questionando justamente tudo isso que você coloca aqui? a gente tá questionando até porque tem alguns eventos que elas o único local que tem capacidade de receber ação cultura, como por exemplo a feira da reforma agrária, que deve acontecer uma ainda esse ano. Eh, e a perspectiva é que a estação feche em setembro. Então, a gente tá muito preocupada de como que isso fica, porque não tem a resposta de qual seria esse outro equipamento, porque na verdade não há um outro equipamento, ou seja, os eventos seriam desmarcados. em tese, é, ou eles seriam menores, de menor porte. A Torre do Relógio é um espaço que consegue ali, né, abrigar diversos eventos que acontecem são cultura, que acabam não ocupando toda a estrutura. Eh, mas ele é menor, então assim, a gente estaria fazendo eventos menores da cidade de Campinas. Sim, vereadora. Agora, quando a gente tem aqui na Câmara Municipal uma moção, é um documento assinado por um vereador ou uma vereadora que quando aprovado em plenário, ele ele leva ali a mensagem de que a Câmara de Campinas eh também concorda com isso, também está preocupado com isso, também apoia, porque tem várias vários tipos de moção. é de sua autoria uma moção de maio de 2026 que trata do segundo encontro nacional pela soberania digital. naquele momento, inclusive você fala justamente sobre representantes de movimentos sociais, sindicatos e organizações que falam de softwares livres, por exemplo. E por outro lado, Campinas comemorou recentemente eh a instalação, a possível instalação, né, desse data center de alta capacidade voltado ao processamento de aplicação de inteligência artificial. Como você vê também essas coisas da tecnologia? Até porque eu lembro que no primeiro podcast que você participou com a gente, você explicou que você é formada nessa área de tecnologia, Paola. É, eu sou formada em engenheiro de computação, né? Tô iniciando, fazendo a passos lentos o um mestrado para tentar conciliar aqui com a com a Câmara e inteligência artificial. E eu acho que quando a gente fala de um data center na cabeça das pessoas, elas vão conseguir ter a dimensão de qual que é o impacto ambiental que isso pode trazer pra nossa região. Data center, né, principalmente eh esse que tá sendo proposto de grandes proporções, né, de de volume de de dados muito grande. Eu acho que tem algumas perguntas que a gente precisa responder. Não é só tecnologia pela tecnologia. Isso não é só tecnologia pela tecnologia, porque a gente olha eh primeiro, né, ele necessita de uma grande quantidade de água para conseguir se resfriar. Esse é um dos grandes debates. Então esse data center há, né, eh a perspectiva que ele não utilize água no resfriamento, mas ele vai utilizar alguma outra forma. E a alternativa mais comum é energia. E os data centers, né? As regiões onde o data center utiliza energia para usar, para fazer o resfriamento, faz com que haja uma crescente na conta de de energia das pessoas ao entorno. A outra coisa, quais são os impactos ambientais? Eh, a gente tá falando de resfriamento, então ele vai tirar o calor quente de dentro dos equipamentos e jogar para fora. A região ela também se aquece, né? Ela também tem um impacto eh ambiental. A outra coisa, né, a gente tem diversas áreas de APA, áreas de de preservação, áreas de nascentes que são aqui na região. Cadê o estudo de impacto desse data center para que esse meio ambiente, esse ecossistema não seja atingido de forma a a até uma devastação, né, uma uma empobrecimento da nossa fauna e da nossa flora? E o outro debate que eu acho que é muito necessário é, tá bom? É para utilizar com inteligência artificial que vai ser desenvolvida onde? Que vai ser utilizada em quê, né? A gente tá vendo diversos modelos de inteligência artificial que sendo utilizadas na guerra, né? Ela vai ser uma inteligência artificial brasileira pra gente aprimorar os nossos as nossas dificuldades, para que a gente possa pensar as nossas políticas públicas. Quantos por cent desse data center vai ser dedicado para Campinas ou pro Brasil? Porque muitos data centes que a gente tem hoje chegando até aqui, eles não são nem de empresas brasileiras, são para armazenar dados, né, processar dados que não são produzidos no Brasil, né? Então esse data center ele é para isso, ele é para que a gente consiga ter um espaço de desenvolvimento e construção que melhore a nossa região ou a gente vai est oferecendo um solo e a gente não tá pensando o que vai acontecer daqui 5, 10, 15 anos, principalmente com as pessoas que estão naquela região em volta do data center. Então eh tem inclusive um dado que pode gerar na perspectiva da construção civil 3.000 empregos. Isso é muito importante. Mas depois que o data tá construído, quantos empregos a gente vai ter aqui paraa cidade de Campinas ou para nossa região de de Campinas? Sim. Inicialmente, de acordo com a prefeitura, o projeto será implantado lá no PIDS, o polo de inovação, com uma área de 944.000 m, com cerca de 115.000 m destinados à área construída. Eh, é essa questão também de Barão Geraldo ter essa vocação tecnológica e também ao mesmo tempo a gente lembra que a Mata Santa Genebra inclusive ela é em Barão Geraldo e ele tem todo um ecossistema, o distrito voltado também ao meio ambiente. Como que é essa questão para você de a boa convivência de tecnologia e as questões ambientais? Eu acho que a gente pode ter uma boa convivência entre tecnologia e as questões ambientais, mas a gente precisa pensar a partir da tecnologia a nível de Brasil, porque uma coisa muito simples, celulares que são comprados na Europa e são trazidos pro Brasil, eles aquecem mais do que celulares comprados no Brasil, porque elas utilizam tecnologias diferentes para suportar o clima que tá sendo inserido e esse aparelho. A mesma coisa vale pro data center. O data center que utiliza é placas, processadores, é placa de vídeo, né, que são construídos, que não levam em consideração o nosso clima, eles precisam de mais energia para serem resfriados. E aí aquele efeito, você tira o ar quente de dentro do do data center, equipamento, deixa ele bem resfriado, mas você joga no ambiente. Então o que a gente tá falando basicamente é que a região de Barão Geraldo, ela vai ser aquecida. Sim. que vai ter uma um crescimento, utilização de energia também naquela região. E o PIDES, ele foi um grande debate, né, com a população que entendia que poderia destruir principalmente a fauna flora da Mata Santa Genebra, que já tá em risco, né? Anos atrás ela era muito mais vasta, com muito mais robusta, com muito mais atividades, até por conta das mudanças climáticas. E o que a gente tá fazendo ali é acelerar essa morte dessa mata, principalmente se a gente não apresentar quais são os impactos ambientais de médio e longo prazo, né? Então no curto prazo, a gente até pode ter uma construção que gere emprego, que seja que beneficie as pessoas, mas e no médio prazo, né? E no longo prazo, as cidades onde você tem uma grande concentração de data centers, ela no médio longo prazo, elas irão cidades desertas. Sim, porque as pessoas saíram de lá, né? As pessoas não suportaram ficar lá, porque tem toda a questão de barulho também, né? De do aquecimento, o poder econômico. Então, tudo isso precisa ser estudado pra gente poder ter instalação nesse data center aqui. Esse tema é um debate que a comissão de relações internacionais pode trazer aqui pra Câmara. Sem dúvida nenhuma. a gente já fez um debate, né, no ano passado falando de como o terceiro, de como o mundo, né, ele se dividia. Então, quais são os países, né, que são muito utilizados para treinar essas IA. Então, a Índia e o continente africano são os países onde as pessoas acabam ali treinando as IA. Quais são os países que são países de exploração de dados? O Brasil um dos países que mais consome ali rede social, né? a gente é muito eh fanático em tecnologia, então a gente acaba sendo sempre o terceiro aí no mundo de acesso, né, então da meta e do X. E a gente acaba sendo um grande produtor de dados. Então, muitas das tecnologias elas olham pro Brasil e compram os nossos dados para poder também testar, mas quem são os beneficiários disso com relação à riqueza, né, a a se fortalecerem, ainda são muitas vezes Estados Unidos e a China. E a gente não tá produzindo as nossas próprias tecnologias e tem uma dificuldade, inclusive relacionada à linguagem, né? Então a gente encontra diversos modelos de linguagem natural que elas não conseguem entender o português na sua totalidade por conta dos verbetes, do regionalismo, né? Então a gente já fez esse debate aqui na Câmara, mas a gente quer fazer esse debate mais ligado ao data center, principalmente relacionando quais são as cidades onde tem maior concentração de data center e o que aconteceu com elas no médio e no longo prazo e como isso pode refletir na cidade de Campinas. Sim. E lembrando que quando acontece as reuniões das comissões, inclusive a de relações internacionais, a TV Câmara Campinas transmite essas reuniões. Algumas são gravadas e depois elas ficam disponíveis no canal da TV Câmara Campinas no YouTube. Agora, vereadora, em Campinas a gente tem aí que inclusive muita gente confunde, o feriado do 8 de dezembro, que é o dia da padroeira, como sendo do aniversário da cidade. O aniversário da cidade é 14 de julho. Inclusive, recentemente você protocolou um projeto instituindo, né, o 14 de julho como feriado municipal. E para que todos para reforçar justamente que essa é a data do aniversário da nossa cidade. Queria que você falasse dessa proposta. Ela vem ao encontro do quê? Quando a gente pensa em falar, olha, é aqui que começa Campinas, tem uma história a partir dessa data. Como é isso? Olha, eu acho que é a primeira coisa, né? A nossa proposta não é cancelar o 8 de dezembro, né? A gente entende da importância da padroeira, mas a gente entende que é um é um feriado religioso e ele foi criado porque a data onde o município de Campinas, assim como diversos outros municípios, foram criados na Assembleia Legislativa, né? a lei foi aprovada ali. Então a gente não tem uma data que lembre a nossa história, o nosso marco, né? E muitas vezes quando a gente olha, a gente pergunta pras pessoas assim: "Qual que é o aniversário de Campinas?" As pessoas falam assim: "8 de dezembro". Mas não é, é dia 14 de julho. Então a nossa ideia é que essa data se torne um feriado para primeiro pra gente ter um feriado que ele é laico, né? Então ele não é com o viés religioso para que a gente tenha ali um feriado de fato pra gente enaltecer a nossa história e a nossa cultura, para que a gente tenha festivais de artistas da cidade, para que o comércio consiga também curtir, né? Porque muitas vezes os feriados é é uma data que o comércio ele tá ali funcionando a todo vapor, porque ele também tem outros interesses, mas essa data seria para que o comércio consiga também ter uma uma folga. Ele é no mês de julho, então já é um mês de férias, um mês de recesso, então não teria um impacto, né, sobre as escolas, né, na perspectiva do do serviço público. A gente continuaria as atividades normalmente, mas a gente teria essa memória, essa lembrança e aí a gente conseguiria construir de uma maneira um pouco mais eh refinada, consolidada a nossa identidade enquanto campineiro. Então, quais foram os marcos de Campinas? Como que a nossa história acontece, né? Como que os pioneiros chegaram até aqui? Porque que o nome da cidade é Campinas, por exemplo, né? Quem são os nossos heróis? Como Carlos Gomes, né? A Laudelina de Campos Melo, né? E como também a cidade de Campinas se tornou que ela é hoje, que é uma cidade onde cerca de 60% não nasce aqui, né? Mas as pessoas vêm para cá. Se todo mundo, posso dizer basicamente que todo mundo conhece cidade de Campinas de alguma maneira, né? Já palco de filme, peça de teatro, eh grandes personalidades nasceram aqui. Você nasceu aqui? Eu nasci aqui. Eu também. [limpando a garganta][risadas] Eh, e isso faz com que muitas pessoas, mesmo não tendo nascido aqui, escolhendo Campinas para dedicar a sua vida, né, por conta da universidade, trabalho. Então, é um dia de memória para que a gente possa ter isso enaltecido na nossa história. Inclusive, agora eu vou fazer a propaganda de outro programa que traz justamente retalhos dessa memória. A gente fala sobre o início de Campinas, a população, as pessoas que fizeram dessa cidade. Você encontra lá no youtube.com/tvcâmaracampinas, entra lá na playlist do Memórias da Cidade. A gente faz esse recorte a partir de documentos que existem na Câmara Municipal, até porque você sabia que no começo não existia a prefeitura, era a Câmara, quem também era o executivo e o legislativo. Vai lá e você encontra essa explicação. Agora, Paola, como que tá a tratativa com seus colegas para que esse projeto avance aqui na casa? Olha, eu acho que esse é um dos nossas maiores dificuldades, né? A gente tem um debate de algumas pessoas de que não querem mais feriados, né? Eh, mas eu quero deixar aqui registrado, né? na na legislação federal, ela permite feriados eh do aniversário da cidade. Nós somos a única cidade aqui da região que não tem isso bem marcado, né, como uma memória nessa relevância. A gente tem o dia da padroeira, mas o dia da padroeira é importante ressaltar que ela tá em dezembro, então é final de aula, já estamos no processo de final de ano, no Natal e não é a data que Campinas nasceu, né? Então, a gente tem conversado, tá meio dividido assim, eu posso dizer que 50 50% entende da importância da gente enaltecer a nossa história. Alguns dialogam eh na perspectiva do comércio e o comércio não quer parar, ele quer continuar ali eh todos os dias e mais um dia poderia ser uma perda de arrecadação. E tem alguns que para uma parte do comércio, porque se você tiver, por exemplo, bar e restaurante, eventos culturais, poderia fomentar também uma outra parte. Exatamente que a gente fala, a gente pode fomentar o turismo na cidade de Campinas, a gente pode fortalecer, né, a partir dos grandes eventos que a gente já tem e fortalecer a rede hoteleira, bares, restaurantes, deliveries, eh pensar também no comércio do Airbnb, né, essa circulação na cidade. Então, tem uma parte do comércio que de fato é não para e tem alguns que é eh que não querem votar a proposta, né, por ter vindo por ser da nossa autoria. Então, por isso que tá meio dividido. Então, tem uma boa aderência e a gente conseguiu fazer o debate bem consolidado na cidade, né, e as pessoas de de das pessoas entenderem isso, mas tem alguns que não querem votar porque é nosso e outros com o debate de que ai, mas o comércio vai perder. Sim. Agora, a gente tem inclusive sido um tema constante na tribuna, que é a questão do transporte público em nossa cidade. E lá no ano passado, inclusive tem uma moção de sua autoria que trata do tema tarifa zero. Dentro desse contexto de precarização do transporte municipal, como que é essa questão, essa sua preocupação com essa questão da tarifa de zero e como ele se encaixa no atual momento em que nós estamos vivendo na cidade? Olha, men, acho que a gente nunca teve num momento tão ruim do transporte público da cidade de Campinas. Tá ônibus pegando fogo, quebrando, teve articulado que ele partiu um meio recentemente, eh, pessoas idosas caindo porque o ônibus estava circulando de de porta aberta. E a gente teve uma licitação esse ano que ela foi cancelada. Então, a perspectiva é que vai piorar, né? Sabe aquela frase pior do que tá não fica? vai ficar pior, vai piorar, porque a licitação anterior ela já foi encerrada e já tá no contrato emergencial. Teve aquela aprovação aqui na Câmara por mais dois anos de vigência, que era o tempo que se esperava que essas coisas se resolvessem. Você acredita que não, esses dois anos não serão suficientes? É porque esses dois anos, quero deixar retratado que eu fui contra, esses dois anos é paraa empresa atual, que é a empresa que tá que o ônibus tá pegando fogo, que tá quebrando toda a hora, que não consegue mais cumprir horário, que essa empresa continue por mais do anos para que as novas empresas, né, a partir do que foi visto na licitação, tivessem um período de transição. Então, [limpando a garganta] era uma transição, é o mundo ideal. É, eh, o mundo ideal seria um ano no máximo, mas assim, dois anos. Então, tava no processo de transição. Só que com o cancelamento da licitação, precisa ser feita uma nova licitação. Com uma nova licitação, você tem o prazo, né, para que as a empresa se inscreva, que tenha o resultado e tudo mais. Então, pode ser que passem 2 anos, né, mais um ano pelo menos. E aí a gente aí sim tem a finalização da nova licitação e aí sobre 6 meses. E aí qual que é o meu receio de ter mais uma perspect mais uma um projeto na Câmara para prorrogar esse prazo, porque precisa dessa transição por conta dessa nova licitação. Então eh quando a gente fala da tarifa zero, é justamente porque a população paga hoje quase R$ 7 e é mais finalizada. O transporte público ela não tem credibilidade. O transporte público ele não passa no horário. As pessoas que pegam o ônibus 7 horas da manhã reclamam que o ônibus quebra, atrasa. O da 715 nunca mais apareceu, né? Eles estão sendo retirados das linhas. E aí, eh, nisso tudo você tá pagando R$ 7 para você não chegar no seu compromisso, para você não encontrar nenhum ônibus limpo. Você correndo o risco desse ônibus partir ao meio e você se machucar, ele o ônibus não fechar a porta, então você corre o risco de você cair para fora do ônibus. E aí eu pergunto assim, se você tivesse que pagar R$ 7 mais a o R 30 centavos da integração, né? Se passa da integração mais R$ 7 e você tivesse que pegar um transporte individual que fosse seu mesmo preço, que que qual que é a escolha que a população faz para você sair de casa mais tarde, para você chegar na na porta do seu compromisso, não você tendo que andar eh bastante, que que você faz? Você acaba utilizando o transporte individual. Sim. seja ele pro aplicativo ou o particular, na contramão de dessa política que trata de que as pessoas cada vez deixem os seus carros, por exemplo, em casa e usem o transporte público, mas nessa situação talvez não tenha tanta adesão. É isso. Exatamente. E aí, com essa falta de credibilidade você faz com que isso vire uma bola de neve, porque aí menos pessoas utilizam um ônibus e aí a empresa ela começa a retirar carros porque tem menos pessoas utilizando os ônibus. E aí isso prejudica mais pessoas. E outra coisa que na licitação ela prevê um lucro para as empresas. Então quanto menos pessoas utilizarem transporte público, menos carros vão ter na linha. Mas mesmo quando tem o carro, eh, o número de pessoas pagir essa margem da empresa. E aí a prefeitura precisa criar um subsídio. Então, a nossa proposta da tarifa zero é que, já que a prefeitura tá custeando a maior parte do transporte, vamos colocar a tarifa zero e aí a gente faz com que a população volte a utilizar o ônibus, porque você não teria custo para você se deslocar na cidade. Mas e aí as questões orçamentárias? as questões. A primeira coisa, né, a gente precisa fazer uma nova licitação de toda forma que mude o tipo de cobrança. Ao invés de ser por passageiro, né, a gente tem a o por quilômetro rodado, porque você tem linhas, né, se a gente for pensar ali, linhas que são muito longas, que elas são mais custosas e linhas que são mais curtas, que elas são lucrativas. Então, a pessoa que vai pegar um ônibus ali na Amoreiras e chegar até o centro, eh, a empresa ela recebe o mesmo de que uma pessoa que pegou o ônibus no Bassole e vai descer no centro também. Então, a gente precisa fazer isso por quilômetro rodado pra empresa receber por quilômetro rodado. Então essa primeira mudança porque aí o impacto ela é é é no médio e longo prazo ela é menor do que por passageiro. E a outra coisa é que aí pra empresa, né, se por quilômetro rodado, se ela encher um ônibus e fazer ele rodar na lotação máxima, porque é isso que eles fazem para maximizar o lucro, não seria tão vantajoso do que se você tivesse dois carros nesse mesmo trajeto com menos pessoas. E aí esse subsídio que já é altíssimo por conta da licitação lá atrás, que garante uma margem de lucro que é maior que a de São Paulo, ela precisa ser revista. Então, a questão orçamentária, ela precisa ser primeiro refeita a partir da licitação, ter também a substituição dos ônibus para ônibus elétricos, porque aí você tem uma uma mudança também na no formato, né, do tipo de combustível, manutenção e tudo mais, acaba reduzindo um pouco mais os custos e fazer com que tenha mais credibilidade, mais pessoas circulando, porque o que é o o vale transporte, ele vai continuar sendo pago pras empresas. Sim, o que é de benefício, ele vai continuar sendo pago paraas empresas. O que muda é a cobrança direta com o passageiro. Mas se a gente ajustar a margem de lucro da empresa, dá pouca coisa mais do que a prefeitura paga hoje no sistema de transporte. E a gente tem que lembrar que a cidade de Campinas ela não tem integração com nenhum outro sistema, com metrô, CPTM, como acontece em São Paulo, e ela não tem cobrador. E aí eu pergunto, se a gente não tem cobrador, né, é só uma pessoa, é só um motorista ali sendo precarizado, sucateado, tendo dupla função, como que a gente consegue ter uma passagem mais cara do que de lá? Porque tem um volume maior de pessoas circulando lá. E esses e essas mudanças já foram feitas lá. E a gente sempre fala da tarifa zero como sendo uma atividade progressiva. Então a gente precisa ter uma mudança, como já teve no passado, da gente fazer ter credibilidade o sistema. Então assim, ai vamos liberar o final de semana, então sábado e domingo é de graça com ônibus, porque muitos locais eles tiram os ônibus da tarifa zero. Eh, depois aumentar isso para os dias da semana ou para horários específicos no semana. E aí depois a totalidade de zerar mesmo sem catraca, sem cobrança nenhuma, de você circular à vontade na cidade, mas você precisa ter pessoas para que isso funcione. Já existe algum exemplo desse modelo aqui no nosso país? Existe o modelo de Belo Horizonte que é na região central que você tem os ônibus da tarifa zero, que eles circulam numa área específica, tem de Maricá, que aí ela é 100% zero, catraca livre e tudo mais. E tem de algumas cidades, se eu não me engano, São Bernardo implementou a tarifa zero no, perdão, no final de semana, mas foi também denunciado de que as empresas estavam tirando os ônibus. Então assim, não tinha ônibus, apesar da tarifa ser zero, não tinha ônibus para você circular. É, então tem que equalizar as duas coisas. É isso mesmo. Precisa ter muita fiscalização para que as empresas também não recebam só sem ter o carro. andando na rua com as pessoas e essa luta vai continuar, vai continuar, ainda mais agora que o transporte, que a licitação foi cancelada, o transporte só piora e a gente não tem perspectiva nenhuma de mudança, tá certo? Então, Paola, muito obrigada pela sua participação aqui com a gente e já fica o convite para uma um próximo bate-papo. Nossa, foi muito rápido. Eu agradeço. Sempre que você quiser, puder, me convide, estaria à disposição pra gente falar da cidade de Campinas e também um pouquinho do parlamento, tá certo? Então, olha só, na Casa do Povo fica por aqui. Lembrando que toda sexta a gente tem uma estreia aqui, uma entrevista, um bate-papo [música] e inclusive outras participações da vereadora Paola Miguel, elas estão disponíveis no nosso canal da TV Câmara Campinas lá no YouTube e também no nosso novo portal que é o tvcamaracampinas.com.br. Pbr. Você vai lá e confere todas essas conversas, inclusive quando a Paola conta da formação dela, como ela acabou entrando na política, que é o primeiro programa, muito legal. E eu já [música] deixo esse convite para você. Até um próximo na Casa do Povo. [música] [música] [música]
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