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[Música] E no giro ambiental de hoje, vamos falar das unidades de conservação no Brasil, que são fundamentais paraa conservação da biodiversidade e dos ecossistemas. E a iniciativa de criar essas áreas com essa finalidade não é nova e remonta de 1870. E para falar mais sobre o tema, o que são as diferentes utilizações possíveis e muito mais, nosso convidado de hoje é o engenheiro agrônomo Luís Fernando Vogel da Coordenadoria Setorial do Verde aqui de Campinas. Muito obrigada por aceitar o nosso convite, Luís. Obrigado vocês pelo convite e tô à disposição aí pra gente bater esse papo. É um assunto que me agrada bastante. É um assunto muito importante, né, Luís, essas unidades de conservação que preservam aí a biodiversidade, o ecossistema, o funcionamento equilibrado desses sistemas que se dep que dependem um uns dos outros, né? Eu queria que você começasse falando pra gente o que são as as unidades de conservação. Bom, vamos lá, né? Eu já vou falar rapidamente de Campinas também. Nós temos nove unidades de conservação, né? E elas são eh instrumentos essenciais para a proteção da biodiversidade, dos recursos hídricos e paraa melhoria da qualidade de vida das pessoas, né? Eh, elas são eh eh geridas com base no SNU, que é o Sistema Nacional de Unidade de Conservação, que é a Lei 985 de 2000, né? É uma legislação federal. E aí o SNU ele separa a unidade de conservação em dois grandes grupos, né? A gente tem as unidades de proteção integral e as unidades de uso sustentável, né? As unidades de proteção integral. ela admite apenas o uso indireto dos recursos naturais, ou seja, né, para pesquisa, para eh estudos, para ações de de educação, né? Então, não permite o uso direto desses dos recursos naturais, né? E aí elas têm algumas classificações, são as estações ecológicas, as reservas biológicas, os parques naturais, os refúgios da vida silvestre e temos também as unidades de uso sustentável, né? eh essas essas outras unidades, ela ela tenta alinhar eh compatibilizar, né, eh o uso sustentável dos recursos naturais e eh com projetos de energia renovável, com eh projetos sustentáveis dentro dessas dessas unidades, né? E aí a gente tem os exemplos das APAs, né? eh as áreas de relevante interesses ecológicos, as florestas estadual e e nacional, a reserva extrativista, reserva de fauna. Então, basicamente são essas duas divisões aí, né, esses dois grandes grupos e depois as subdivisões e unidades de conservação, tá? E Campinas, então nós temos nove, no Brasil são muitas, né? Eu tava vendo aqui, são 2446 e nós aqui no nosso território temos nove. Quais seriam essas unidades e quais as naturezas delas? Tá, vamos lá. Eh, nós temos eh três de uso sustentável, né? Eh, é a APA de Campinas, a APA do Campo Grande e a APA Piracicaba Juquerimirim. A APA de Campinas e Apa do Campo Grande gestão, a esfera é municipal, foi criada pelo município, né? Então, só para você ter uma ideia, a APA de Campinas ela ocupa 22.000 haar, é 27% do território do município. A APA do Campo Grande, ela ocupa 2450 haar. Já a APA Pirascaba Juquerimirim, ela é estadual e parte dela sobrepõe a APA de Campinas, né? Então, e não é uma gestão do município. Com relação à unidade de proteção integral, eh, a gente tem, a gente classifica ela como proteção integral, eh, até pelo seu plano de manejo que restringe o uso, tá? É a Mata Santa Genebra. Ela foi criada como uma unidade de uso sustentável, mas o seu plano de manejo restringe, ela se tornou uma unidade de proteção integral. Eh, ela é gerida, ela tem 250 ha aproximadamente, né? Ela gerida pela Fundação José Pedro de Oliveira, que é uma autarquia municipal, fica em Barão, Geraldo, né? A gente tem a Floresta Estadual Serra d'Água, ela é estadual também. Eh, aí nós temos gestão da Clinas, o refúgio da Vila Silvestre do Quilombo, os o Parque Natural Municipal do Jatobás, o Parque Natural Municipal do Campo Grande e o Parque Natural Municipal da Mata. Então, cada uma delas aí, o refúgio do quilômetro tem 107 ha, o PNM do Jatobass tem 140, eh o PN do Campo Grande são 55 e o Parque Natural Municipal são 3 ha. Então são esses, né? E você já deu aí uma um adianto no assunto sobre a questão de que elas podem ser municipais, estaduais ou federais, né? Ou seja, existe um olhar que que é que contempla o território como um todo, né? Uma preocupação que vai além da das nossas fronteiras aqui do município. E eu queria também lembrar que o o Dom Pedro I já tinha esse olhar lá atrás, né? Ele fez todo aquele processo de reflorestamento da Tijuca, que é fundamental. E dessa forma, então, a gente pode dizer que Campinas tem um cinturão verde eh compatível com o seu tamanho, com a sua importância aqui na região? Sim, a gente pode afirmar sim, eh, que você falou de a a unidade mais antiga, né, é a Mata Santa Genebra, ela é de 1985. Eh, depois a APA Piracicaba Juquerimirim, ela é de 87, né? Mas a municipal mais antiga é a APA de Campinas. Ela foi criada em 2001. Então, como eu tinha te falado, né, a gente, a APA de Campinas, ela é 27% do território do município, então é uma área protegida, uma área que a gente eh incentiva programas de recuperação ambiental, programas de reflorestamento, né? E então, e aí quando a gente fala em programas, né, e a importância das unidades de conservação, eh, além de proteger essas áreas, a gente tem outros programas, como, por exemplo, o Banco de Áreas Verdes, que são áreas inscritas para o cumprimento de termos, para a recuperação ambiental, né? Então, 70% dos nossos plantios de de reflorestamento dentro dos nossos projetos são na APA de Campinas, né, que é essa área protegida pra gente recuperar nascente, a beira dos rios, né, as apps. Então, eh, a gente com esse planejamento, com a criação dessas unidades, a gente direciona os esforços, recursos, o nosso trabalho na recuperação, na conservação e na manutenção dessas áreas, né? Eh, e Fernando, eh, a gente teria assim uma distribuição também equilibrada dentro do território na sua opinião, ou a gente pode também pensar em levar essas unidades de conservação para outros territórios que hoje demandam demais área verde? É, o Plano do Verde, ele eh fez esse diagnóstico, né, das áreas, da distribuição das áreas verdes dentro do território do município, né, dentro do nosso município. E ali a gente marcou áreas que têm déficit de áreas verdes, tanto de função social quanto de função ecológica, né? E para reduzir esse déficit, a gente além das unidades de conservação, a gente tem outras eh digamos ferramentas, né, para para reduzir esse déficit. É, arborização urbana, implantação de praças. Aí nós temos dentro do Plano do Verde também eh e é um programa da Secretaria do Clima, os parques lineares, né? Então, os parques lineares eles trazem tanto a recuperação ecológica com plantil na beira das nascentes, como a questão social com equipamentos de lazer, né, para trazer a população para essas áreas verdes. Então, eh, e também a gente pode sim ter esse olhar de criação de novas unidades de conservação dentro do município, né, para reduzir esse déficit, sim, mas isso já é um trabalho aí eh que tá dentro do plano do verde. programas, tanto Secretaria do Clima quanto as demais secretarias, planejamento, Secretaria de Serviços Públicos, trabalham com esse diagnóstico para reduzir, né, esse déficit de áreas verdes. Um programa aí que foi lançado esse ano, né, que tá a todo vapor também é, por exemplo, as microflorestas, né? Então, a gente tem um plantil aí de de mais adensado nas cidades justamente para atacar esse déficit de áreas verdes, para atacar as áreas de maior eh eh com maior e eh que a gente com maior impacto da do dos das mudanças climáticas aí das áreas de calor, das ilhas de calor, né? Então a gente trabalha com várias ferramentas além das unidades de conservação. Perfeito. Então Fernando, Luiz Fernando, né? Eu agradeço demais a sua participação aqui com a gente para falar desse tema que é tão importante, né? E a gente ter essa consciência de que as unidades de conservação são fundamentais paraa manutenção do ecossistema e da nossa biodiversidade. Muito obrigada. Obrigado. Eu também queria trazer um um dado importante. A gente teve a gente dia 19 nós vamos na Unicamp de novo, mais um pesquisador, o eh Henrique Simões, ele trouxe alguns dados da APA de Campinas e ele mostra que nos últimos anos aí há uma tendência no crescimento das áreas de reflorestamento, tá? E que as áreas verdes eh tão sendo recuperadas, né? Só no ano ali de 2000 de entre 2000 e 2015 foram 322 haar eh de aumento de áreas verdes na APA de Campinas, né? Então isso mostra que eh a unidade de conservação, todos esses programas e trabalho aí de recuperação dessas áreas, o cadastramento de áreas para recuperação, como banco de áreas verdes, é mais claro eh que é fundamental o entendimento do proprietário, né, dessas áreas, do produtor rural, que ele sabe que o meio ambiente precisa ser protegido. Eh, a gente tá colhendo os frutos hoje, né? Então, no dia eh no dia 19 nós vamos na Unicamp conversar mais com esse pesquisador, pegar mais informações aí sobre esses dados. Maravilha. Aí você traz aqui pra gente pra gente repercutir. Muito obrigada mais uma vez, Luiz Fernando. Obrigado pelo convite. Eu tô à disposição aí para outras outras entrevistas. Muito obrigada. E para você que nos acompanha, continua com a gente, porque agora é hora daquele giro ambiental pelas curiosidades do Brasil e do mundo. As arraias manta são verdadeiros colossos marinhos, destacando-se não apenas por seu tamanho impressionante, mas também por sua natureza dócil. Apesar de atingirem até 8 m de envergadura e pesar mais de 2 toneladas, não possuem ferrão ou espinho. Sua única defesa é a velocidade e o tamanho. São consideradas parte da megafauna carismática, encantando pesquisadores e amantes da vida marinha. Entre as curiosidades desta espécie estão a inteligência notável. As arraias manta possuem o maior cérebro entre todos os peixes do mundo, até mesmo em proporção ao tamanho de seus corpos, o que sugere uma complexidade cognitiva avançada. Elas também possuem identidade única, assim como as impressões digitais humanas, as manchas e pintas no ventre de cada raia manta são singulares. Essa característica permite que os pesquisadores as cataloguem e identifiquem individualmente através da fotoidentificação. Elas também são viajantes profundas, capazes de se deslocar por grandes distâncias nos oceanos, realizando mergulhos à profundidade superiores a 1000 m, onde as temperaturas da água podem chegar a cerca de 3ºC. Além de tudo isso, tem um ciclo de vida longo, com uma expectativa média de 20 anos, podendo viver até mais de 40 anos em condições ideais. O problema é que com todas essas características intrigantes, as arraias manta estão ameaçadas de extinção. Infelizmente elas constam na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza. Sua lenta capacidade reprodutiva, a pesca excessiva e as capturas acidentais em redes e espinhéis são as principais ameaças à sua sobrevivência. A maior árvore de Jequitibá Rosa, Cariniana Legales, já catalogada no Brasil, foi descoberta em fevereiro na reserva biológica da Mata Escura, no Vale do Jequitinhonha, no estado mineiro. Encontrada pelo professor Fabiano Melo da Universidade Federal de Viçosa, a árvore impressiona com seus 65 m de altura e 5,5 m de circunferência. equivalente a um prédio de 22 andares. Estimada em cerca de 300 anos, essa descoberta foi possível graças ao uso de câmeras térmicas acopladas a drones. Essa tecnologia inovadora tem revolucionado o monitoramento da fauna e da flora, permitindo a identificação de elementos quentes, como animais camuflados nas copas das árvores, o que facilita o encontro de espécies e espécimes notáveis, como este, Jequitiba Rosa. [Música]