Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
O Brasil é um dos países mais privilegiados em termos de diversidade de matrizes energéticas, com grande participação das fontes renováveis, como hidrelétricas, eólicas e solares. E, portanto, temos material de sobra para fazermos a transição energética. E para falar mais sobre esse tema, convidamos o Fábio Aurélio Bonk, que tem um currículo muito extenso e é o coordenador do curso de gestão de energia da FATEC Campinas. Muito obrigada por aceitar o nosso convite para participar aqui do giro ambiental, professor Fábio. Olá. Olá, Alexandra. Eh, muito obrigado pelo convite de poder falar no programa Giro Ambiental. Fico muito feliz por tentar esclarecer a sociedade campineira eh alguns dos conceitos que mais são usados e a sobre a importância da transição energética no mundo, no Brasil e no mundo, né? Como o mundo está preocupado com isso e quais os motivos. Então, a gente pode discutir um pouco sobre isso. Obrigado a todos. O, porque o mundo não tem fronteiras, na verdade a gente tem fronteiras que a gente estabeleceu, mas o meio ambiente é uma coisa só, né, Fábio, eu queria que você começasse explicando pra gente o conceito, o que é, afinal de contas, a transição energética. Então, Alexandra, a transição energética é um conceito que vem abarcando o mundo inteiro. É a ideia de uma troca gradual das matrizes de energia não renovável por energias renováveis. Essa troca deve ser gradual, pois o mundo consome muita energia, principalmente no âmbito pós-revolução industrial. Então você não consegue uma mudança muito veloz. Eh, então existem esforços para que com o avanço da tecnologia, principalmente do ponto de vista de energia limpa, biomassa, fotovoltaica, eólica, essas fontes que não poluem e não produzem gases de efeito estufa, ã, eh, possam ser utilizadas, digamos assim, eh protegendo o planeta para as gerações. futuras e a própria vida na Terra, né? Eu queria que você falasse pra gente qual é a atividade hoje que mais emite, porque tem toda aquela coisa que fala do gado, eh, do transporte rodoviário. Você tem essa informação para trazer pra gente? a atividade que mais emite é, sem dúvida, a atividade industrial e muito provavelmente eh os os veículos que não tão aí em todas as cidades em grande quantidade, né, o transporte urbano. Então, esses são os grandes eh vilões aí da emissão de CO2. Eh, agora existem outras fontes, como diz o gado, o aumento populacional, mas eu eu acredito muito mais nas indústrias e nos veículos que já vem sofrendo mudanças, alterações. Muitas indústrias vem alterando, mudando, né, suas fontes de energias, instalando microgeração nas suas próprias eh unidades e os veículos vêm sendo substituídos por veículos elétricos. Então isso vem fazendo com que os níveis de emissão de CO2 caiam, né, principalmente nos países que têm forte eh política pública para que esses veículos elétricos sejam ah sejam colocar substituídos pelos pelos que consomem o petróleo, né? É, até as frotas de ônibus vem sendo eh eh substituídas por veículos elétricos, né? Você tocou num ponto muito importante, né, Fábio, sobre políticas públicas, porque o apontamento dessa substituição, ele vem desde 1990 lá em Kyoto, já se falava disso, né? Aí veio o acordo de Paris em 2015, resgatou isso de novo. Você arriscaria dizer que é um problema mais político do que científico essa adesão por energias renováveis? Eh, ele tange a esfera política. Entretanto, não é uma tarefa fácil você fazer uma transição energética, né? Como eu disse, é exige exige-se uma aumento da tecnologia, eh, exige-se uma um pensar em energias renováveis, uma mudança comportamental da das pessoas quanto a isso, um compromisso maior com o planeta e as políticas públicas. Então, não é só uma questão de políticas públicas e uma mudança tão rápida assim. Ela é lenta, existe uma inércia, porque as grandes empresas consomem muito e elas não podem parar. E tudo isso tem que ser, o mundo não pode parar, né? Então, como o mundo não pode parar, a troca tem que ser lenta e o petróleo, os combustíveis fósseis estão aí ajudando a mudar. O exemplo é, por exemplo, é a China que emite muito gás estufa, mas é a pioneira no caso de mudar, fazer transição energética, apesar de emitir muito. Então é um compromisso, mesmo que você queira, você precisa segurar as pontas pelo por outro lado para que o mundo não pare, né, diante das necessidades que hoje nós temos. É uma transição geral, então porque a questão econômica impacta. a gente não vive fora disso, não tem como, né? Então, até mesmo as plantas industriais, tudo tem que ser gradativamente alterado à medida que a tecnologia chega e se torna eh escalável, né, economicamente viável, né? Eh, então é um é um passo a passo, né? Por isso que a gente tá aí batalhando há há 20 anos e mais, né? E eu queria que você falasse então também eh o conceito da pegada carbônica, né? a gente chama pegada de carbono. Que seria pegada de carbono? Então, a pegada de carbono, ela nos trazã é um parâmetro que computa todos os os efeitos que uma pessoa, uma empresa, um país causam para o aquecimento global. Apesar de ter no nome pegada de carbono, ela tá envolvendo todos tudo aquilo que pode gerar aumento da temperatura do planeta. Então, uma empresa que tem uma pegada de carbono grande, essa aí é uma palavra que aparentemente ela parece não ter sentido, mas é no sentido de pegadas mesmos, deixar um rastro, né, na natureza sobre sua atividade, quanto você contribui para que você não aumente a temperatura do planeta, né? Então, eh, não, não, não compute tantos a emissão de CO2. Agora, uma empresa que tem uma pegada baixa de carbono, quer dizer que ela tem uma grande responsabilidade com o planeta. Ou seja, ela tem um rastro pequeno de de impacto, né, atividades de atividades que eh, digamos assim, contribuem para o aumento dos gases de efeito estufa, né? Então são vários gases, não somente o CO2, ele é o principal, evidentemente, mas ficou com o nome de pegada de carbono, ou seja, um rastro daquilo que você faz seria suas marcas pelo planeta. Então a daí a ideia de pegada, né? Qual o rastro, qual o caminho que você faz? Quanto menor, melhor, mais compromissado com o mundo você está, com as próximas gerações e com a vida na Terra. E aí também surgiu até mercado para isso, né? os eventos que fazem uso de energias renováveis, eh, empresas, como você mesmo disse. E isso tudo vai contribuindo gradativamente para essa transição, né, Fábio. E eu queria que você falasse que Campinas tem um curso, né, voltado para isso. Sim, é uma coisa muito importante se dizer que, como eu disse no início, eh, desde as tenras idades da dos anos escolares, ah, as crianças devem aprender sobre ã conceitos de preservação ambiental, emissão de CO2, porque elas viverão nesse futuro que está por vir no no mundo delas. Então, a Fatec Campinas como uma das pioneiras eh tem um curso que chamado de gestão de energia e eficiência energética, que é um curso do governo do estado de São Paulo, é um curso é uma faculdade de graça, né? Então, do governo, é pública e ela é gerenciada pelo Centro Paula Souza. Assim, a sociedade campineira tem na a sua mão curso superior que pode ser ã acessado por todos. E ela é bem local, né? né? Ali está na a situada na frente do aeroporto dos Amaris ali e a estamos abertos para acolher todos os alunos que prestam o vestibular, né, que acontece no meio do ano ou no começo do ano, né? Até o momento está assim. Agora já acabou, por meio desse ano já acabaram as inscrições, mas em em para dezembro já temos novas inscrições. Então com esse curso vem trazer e dá à sociedade uma resposta, né, no sentido de olha, nós temos um curso, queremos criar consciência sobre o ambiente, sobre a emissão de CO2, sobre tudo o que tudo isso pode causar para nosso, para o nosso mundo. Maravilhoso. Até porque a gente tá aqui num polo tecnológico, né, super reconhecido em todo o país e no mundo. Então, faz muito eh sentido que a Fatec esteja aqui com esse curso. Professor Fábio, quero agradecer demais a sua participação aqui com a gente. Você gostaria de deixar um canal de contato, um e-mail para quem tiver mais dúvida e quiser saber mais sobre o assunto? Bom, eh, para dizer o canal de contato, no, no meu caso, meu e-mail é fabio. @fatec.sp.gov.br. Existe o link da Fatec Campinas, né, que é só você digitar no Google aí, Fatec Campinas, você vai ter ah já entrar no site da unidade, vê, v ver a gama de cursos que nós temos. Também deixo aqui para aqueles que não têm interesse em energia, eh, em energia, existe uma coisa que está extremamente ligada, que é a química, né? E nós temos um curso de processos químicos, que também quem quiser entrar pro mundo ambiental, um curso de processos químicos é muito muito engajado nesse nesse nesse caminho. Perfeito. Muito obrigada. Para você que nos acompanhou, continue com a gente porque agora é hora daquele giro ambiental pelas curiosidades do Brasil e do mundo. Cientistas do Instituto de Pesquisa Espacial, UIMP e da USP, em colaboração com instituições do Reino Unido e Estados Unidos, alertam na revista Global Change de Biology sobre um aumento preocupante na degradação da Amazônia. Diferente do desmatamento total, a degradação enfraquece a floresta sem destruí-la por completo, muitas vezes por meio de corte seletivo de árvores ou mesmo de incêndios. Os alertas de degradação subiram 44% de 2023 para 2024, atingindo 25.023 1023 km² de floresta degradada somente no ano passado, uma área maior que o estado de Sergipe. Cerca de 66% dessa degradação foi causada por incêndios florestais agravados pela seca. Em contraste, o desmatamento na Amazônia registrou uma queda de 27,5% em 2024, marcando o menor índice em 10 anos, com 5.816 km² desmatados. Segundo o Prodes do IMP, Guilherme Mataveli do IMP destaca que a degradação é mais difícil de identificar por ocorrer na floresta em pé e seus impactos, como a diminuição dos serviços ecossistêmicos, são cruciais para a formulação de políticas públicas eficazes.