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Giro Ambiental | Tornado no Paraná expõe urgência climática e desafios pós-COP30
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Giro Ambiental | Tornado no Paraná expõe urgência climática e desafios pós-COP30

124 views Publicado 12/11/2025 HD · 15:46

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Na sexta-feira, 7 de novembro de 2025, um forte ciclone extratropical e uma frente fria se formaram sobre o Sul do país, provocando tempestades violentas, chuvas volumosas e ventos acima de 200 km/h, que resultaram em um tornado de categoria severa na cidade de Rio Bonito do Iguaçu (PR). O fenômeno, considerado um dos mais intensos já registrados no estado, destruiu cerca de 90% da cidade, deixou sete mortos, mais de 750 feridos e dezenas de desabrigados, conforme informações da CNN Brasil e da Agência Brasil. 🌪️ O que aconteceu em Rio Bonito do Iguaçu O tornado se formou a partir de uma supercélula de nuvem cumulonimbus, um tipo de formação atmosférica que ocorre em situações de forte contraste entre massas de ar quente e frio. Meteorologistas explicam que essas condições são comuns durante o encontro de frentes frias no Sul do país, mas a intensidade do fenômeno chamou a atenção. Técnicos estimam que os ventos atingiram entre 200 e 250 km/h, deixando um rastro de destruição comparado a um cenário de guerra. De acordo com Renata Nagai, oceanógrafa da USP apoiada pelo Instituto Serrapilheira, esse tipo de evento não é causado apenas pelas mudanças climáticas, mas o aquecimento global contribui diretamente para aumentar sua frequência e intensidade: “O aumento da temperatura da atmosfera e dos oceanos gera mais umidade e energia, o que funciona como combustível para eventos meteorológicos extremos.” 🌍 O alerta dos cientistas O pesquisador Michel Mahiques, também da Universidade de São Paulo (USP), reforça que as mudanças climáticas ampliam as diferenças de pressão e temperatura, tornando mais prováveis fenômenos extremos como o registrado no Paraná. “Com o desequilíbrio do clima, as diferenças entre massas de ar quente e frio se intensificam, aumentando a chance de tempestades severas, tornados e enchentes.” Segundo o meteorologista Maurício Oliveira, da Universidade Federal de Santa Maria, a região Sul é naturalmente propícia à formação desses fenômenos, por concentrar massas de ar úmido vindas da Amazônia e ar frio da Argentina — uma combinação que cria tempestades rotativas, conhecidas como supercélulas. “Nossa região é o segundo maior corredor de tornados do mundo em extensão. Primavera é o período mais comum, pois temos calor e umidade em ascensão, ainda com ventos intensos típicos do inverno.” ⚠️ Mais tornados e mais extremos: o novo normal climático Nos últimos anos, o Brasil tem registrado um aumento na frequência de tornados, microexplosões e tempestades severas. Esses fenômenos evidenciam um cenário de mudanças climáticas reais e aceleradas, que afetam tanto a vida urbana quanto o agronegócio — setor que depende diretamente da estabilidade climática. Especialistas alertam para a necessidade urgente de investimento em monitoramento meteorológico, infraestrutura de prevenção e planos de adaptação climática. Cidades brasileiras ainda não possuem sistemas adequados para alertar a população com antecedência sobre riscos de ventos extremos, granizo e inundações. 🌎 COP30 e o apelo global por ação O desastre no Paraná aconteceu no mesmo dia em que foi encerrada a COP30, conferência climática da ONU realizada em Belém (PA). O episódio reacendeu o debate sobre a urgência de medidas concretas para enfrentar os eventos climáticos extremos, que estão se tornando mais frequentes em todo o planeta. O presidente Lula, em seu discurso de encerramento, lembrou que: “A mudança do clima já não é uma ameaça do futuro, mas uma tragédia do presente.” Organizações ambientais como o Observatório do Clima reforçaram que o tornado é um sinal de alerta, e pediram que os compromissos firmados na COP sejam seguidos por ações efetivas, e não apenas declarações políticas. “Os últimos dez anos foram os mais quentes da história. As conferências precisam refletir o mundo real e agir com urgência”, destacou Márcio Astrini, secretário-executivo da rede. 🌱 O que precisa mudar Entre os desafios apontados por cientistas e ambientalistas estão: Investimento em previsão e monitoramento climático; Planos municipais de adaptação para desastres ambientais; Infraestrutura resiliente em regiões agrícolas e costeiras; Educação ambiental e políticas públicas integradas entre os níveis municipal, estadual e federal. Além de reduzir emissões, o Brasil precisa fortalecer a capacidade de resposta aos impactos já visíveis — um tema que deve permanecer no centro das discussões pós-COP30. 🌍 Giro Ambiental — TV Câmara Campinas Informação e reflexão sobre os impactos das mudanças climáticas e os desafios ambientais do nosso tempo. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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No mesmo dia em que terminou a cúpula de líderes da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre a mudança do clima, a COP 30, um tornado destruiu 90% da cidade paranaense do rio Bonito do Iguaçu provocou sete mortes e deixou 750 feridos. O fenômeno, que era incomum no Brasil agora deve intensificar devido às mudanças climáticas. Especialistas afirmam que a região sul do país reúne condições atmosféricas favoráveis à formação de tempestades severas e alertam para um maior investimento em previsão e monitoramento. Para que possamos entender melhor esse fenômeno, o Giro Ambiental de hoje conversa com Décio Gazone, que é pesquisador da Embrapa e membro do Conselho Científico Agrosustentável. Décio, seja bem-vindo ao Giro Ambiental. E a minha primeira pergunta é: olha, a gente teve, infelizmente, esse acontecimento no último, na último final de semana. A gente lembra que a gente tava num período aqui no estado de São Paulo, a gente tá falando especificamente de Campinas, no interior de São Paulo, em que as pessoas receberam inclusive alguns alertas da Defesa Civil sobre tempestades. Mas quando a gente vê isso acontecendo no sul do país, qual é o recado, Décio? É, o recado é que as mudanças ambientais chegaram, eventualmente chegaram para ficar, chegaram com muita intensidade. M mudanças climáticas, por vezes é referido ao termo aquecimento global, porque realmente o planeta como um todo está aquecendo. Nós tivemos, os últimos 10 anos foram os mais quentes desde que se iniciou o registro de temperaturas e mesmo na escala geológica, os últimos 2 anos, 2023, 2024 foram os mais quentes da história. 2025 se encaminha para ser ou o mais quente ou o segundo mais quente. Mas o mais quente não significa também que em determinados momentos não haja mais frio. média está mais quente, mas o que nós estamos notando é que esses eventos extremos e aí são ondas de calor, ondas de frio, estão incluídas, eles estão cada vez mais frequentes e cada vez mais intensos. E é nisso que se insere ah esse evento que aconteceu em Rio Bonito do Iguaçu, no no Paraná. Então, é um fenômeno meteorológico, não que seja improvado, não que nunca tinha acontecido. Sim, tinha acontecido em outros lugares do mundo. Ah, no Brasil, furacões nós conhecíamos pela imprensa. Eles afetavam aí o Caribe, ao norte do Caribe, Estados Unidos, eh, etc., mas, eh, nos últimos 15 anos eles começaram a se tornar frequentes. Ah, o que fazer? Bom, o que fazer? nós podemos fazer no médio, no curto prazo, não tem o que fazer, é rezar. No médio prazo é começar a se preparar para esses eventos e no longo prazo é reduzir as emissões de gás de efeito de estufa, porque são elas que são responsáveis por essas mudanças climáticas que levam a esses eventos extremos. É, a gente fala muito de previsão meteorológica. Eu até mencionei aqui o alerta da Defesa Civil no estado de São Paulo. Eh, esse sistema hoje ele está disponível para todo o país ou apesar de a acontecerem essas previsões, não é certo que, por exemplo, essa formação desse tornado não estava prevista dessa forma. Como que a gente pode entender nós que somos leigos, né? a gente tá tão longe, mas parece que, poxa, poxa, ninguém sabia que ia acontecer ou não sabiam que ia acontecer. Teve um teve algum tipo existe algum plano ou não? A partir de agora, sabendo que nós podemos, tão quanto nos Estados Unidos e até em outros países sermos vítimas ou passarmos por essa situação, pensarmos em novos modelos de construção, claro, além de termos aí também uma nova forma de contribuir para que isso se minimize no Brasil. Ah, o tornado especificamente, Mirna, é muito difícil, eu não diria impossível, mas muito, muito difícil de prever, ao menos prever com precisão, onde ele vai ocorrer, em que momento vai ocorrer. Ah, a a meteorologia, ela permite antecipar eh secas, permite antecipar chuvas. Hoje, com grande precisão, precisão de de de poucas horas, nós podemos colocar probabilidades, probabilidade de alta de chuva num determinado ponto, numa determinada região ou de seca ou mesmo toda essa frente fria que que foi uma um dos fatores geradores desse tornado que se deslocou depois ao longo da costa, passou por São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, agora está na Bahia com excesso de chuva. Agora o o tornado é um é um evento de segundos. Esse tornado em Rio Bonito do do Iguaçu e no Paraná, eh, ele durou cerca de 20 segundos, só que os ventos chegaram a 330 km/h. Quer dizer, além de nunca ter havido, não, não era costume haver e esse tipo de evento no Brasil, ah, com esta velocidade e é uma coisa rara no mundo. Veja que o furacão Melissa, que que atravessou o Caribe recentemente, ele destruiu grande parte do Haiti, destruiu parte da da Jamaica e os ventos chegaram no seu pico a 300 km/h. Um avião decolando, ele decola 250 km/h, um jato. Então, por aí é possível imaginar a velocidade. Por isso que destruiu casas, por isso que colocou carros em cima de restos de casas. Agora, do ponto de vista da previsão, é muito muito você pode dizer a há condições favoráveis para a formação de tornados, mas não dá para dizer às 15:38 em Rio Bonito do Iguaçu vai acontecer um tornado. Então, e e isso cria uma insegurança muito grande e difícil pra Defesa Civil fazer essas previsões. E por o Sul, a gente tá falando, a gente sempre fala que o Brasil tem dimensões, né, eh, muito maiores que vários, eh, continentais, né, todo mundo fala isso. É, o Brasil é um continente, existe muito bem. Por que o Sul? E uma outra pergunta, quando isso acontece no Sul, você até acabou de mencionar que depois ele foi subindo a costa e por sul sempre é pode ser o mais afetado e ou não, olha, pode ter uma ocasião que essa esse fenômeno pode acontecer no Nordeste. Existe uma explicação para isso? Sim, sim. Existe uma explicação. Na realidade não foi o tornado que que migrou no Brasil, foi a frente fria que se formou aí na altura do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, mas Frente Fria tem tem uma abrangência enorme de de de de milhar de quilômetros ou mais e depois ela se deslocou ao longo da costa. Ah, o fato de ocorrerem esses eventos, tipo furacões ou ou tornados no sul é uma confluência de diversos fatores. Ah, nós temos os famosos rios voadores com carga de humidade que saem lá da Amazônia e se dirigem em direção ao Sul. Eles na realidade começam indo em direção ao encontram o os andes, eles retornam para dentro do continente. Então eles passam por Bolívia, passam por Paraguai, o o Centro-Oeste eh do Brasil e chegam no sul do país, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul. Aí há uma confluência com com frentes polares, há uma confluência com a famosa eh baixa que sempre se estabelece entre o Paraguai, uma uma baixa pressão, um centro de baixa pressão entre o Paraguai e a Bolívia. Então, quando há uma confluência de fatores, quando há nuvens de tempestade em altas altitudes, a cerca de de 12, 13, 14 eh km de altura, famosos púmulos limbos, onde a temperatura interna chega a -60, -70º e ela contrasta com uma temperatura muito alta aqui na Terra, 30, 35º, então de repente se forma, formam duas correntes de ar, uma descendente, uma ascendente, uma fria e uma quente. E aí vem essa devastação com ventos fortíssimos. Sim. Agora, pensando daqui pra frente, Décio, em nós estamos aí em plena COP 30 que se discute mudanças climáticas e o que a gente percebe que todos os efeitos colaterais dessas mudanças climáticas, apesar da gente sempre falar, o Brasil é um país, claro, a gente sabe que de certa forma nós somos privilegiados em relação a outros, eh, no que diz respeito as tragédias, né, do eventos da natureza, digamos assim, mas isso é um sinal de que precisamos mudar já. É isso sim, sem dúvida. O o mundo como um todo precisa mudar. E eu acho que o tempo do verbo que você usou o Brasil eh ser privilegiado, acho que ele era privilegiado. Nós então estamos entrando agora a no comum do das mudanças climáticas que estão afetando de forma diferente e regiões do planeta com degelo nos polos, nos extremos, na Antártica, no Polo Norte, na Groenlândia, aumento de intensidade de furacões no em regiões tradicionais como o Caribe, como os Estados Unidos. Agora o o o surgimento aqui, ah, na realidade, a as COPS, nós estamos na COP 30, começaram a cerca de 30 anos atrás, mas antes disso já havia reuniões, já havia muitos alertas e cientistas, cerca de 50 anos cientistas chamavam atenção através de modelos matemáticos, mostravam que tudo se encaminhava para acontecer um desastre de grandes proporções. E esses alertas em parte foram levados em consideração, mas não deflagraram as ações necessárias. E aí vem diversas razões. Eu destacaria duas delas, razões geopolíticas que um país só face e o outro também faz. Todo mundo teria que fazer. Ninguém quer pagar a conta, ninguém quer eh reduzir mais emissões do do que outros. Eh, quem já poluiu no passado, que é culpado, não aceita e pagar mais porque emitiu eh muito mais. Em segundo lugar, porque existe muito, muito, muito dinheiro envolvido. Eh, veja que o o são diversos fatores que levam ao aumento de emissões que causam as mudanças climáticas, mas dois deles são importantes. Ah, um deles é é o desmatamento e o outro é o uso de energia fóssil, carvão, petróleo e gás. Desmatamento, via de regra, é um crime ambiental. Hoje existem restrições em todo mundo e o Brasil com com seu código florestal é o país que tem o o maior volume, a maior intensidade de restrições para desmatamento. Então, quando ocorre desmatamento ilegal no Brasil, ele realmente é um crime ambiental, é coisa de de de grileiro, de garimpeiro, de de de minerador, não está ligado propriamente a um objetivo final de uso daquela área. é o aproveitamento da madeira, derruba-se a floresta, eh queima-se o um carbono que estava estocado há muitos anos. Da mesma forma, nós estamos consumindo cada ano, cada vez mais petróleo, carvão, gás, ou seja, carbono que foi acumulado eh no subsolo há milhões de anos está sendo jogado na atmosfera e a natureza reage e responde a isso com aquecimentos, com com agravamento. É só a gente olhar como como nos últimos 30, 40 anos aumentou muito a intensidade desses eventos. nas Filipinas agora, esse ano, foram nove furacões. Foram nove. Quer dizer, nós achamos muito esse tornado nosso. Claro, foi um desastre humano terrível. Agora imagine Filipinas numa sequência praticamente um por mês durante esse ano. Isso está se tornando comum e o risco é de de a gente simplesmente se acomodar nessa situação. Então eu temo que na COP 30 todo mundo diga sim, o problema é sério, o mundo está em perigo, mas ninguém tome atitudes definitivas para dizer não podemos entregar uma herança maldita dessa paraas gerações seguintes, pros nossos filhos, pros nossos netos. Do, infelizmente nosso tempo acabou, mas fica aí essa mensagem, né? Precisamos fazer algo já e principalmente quem detém o poder aí que tá discutindo toda essa nova política climática lá na COP 30, a gente espera que surja aí efeito positivo, não só pro nosso país, é claro, mas para toda a população mundial. Muito obrigada pela sua participação e já fica um convite para um retorno, para que a gente possa aí bater um papo de um tema tão importante que precisa de muito mais tempo paraa gente possa detalhar cada um desses desses itens que você mencionou. Muito obrigada. Eu que agradeço a oportunidade e sempre à disposição, tá certo? Então, olha só, o giro ambiental não para por aí. Fique agora com algumas notícias e curiosidades sobre sustentabilidade e meio ambiente. Uma dupla de cães farejadores, o Labrador e Águ e o Cocker Spaniel Queen, podem ter feito uma descoberta histórica em Sumatra, na Indonésia. A equipe encontrou fezes de um rinoceronte de Sumatra no Parque Nacional Weikamba, uma espécie criticamente ameaçada de instinção com apenas cerca de 34 a 47 indivíduos restantes na natureza. Para missão, a equipe contou com a ajuda da Working Dogs for Conservation, uma organização dos Estados Unidos especializada em treinar cães para proteger a vida selvagem. Análises preliminares de DNA das FES sugerem que elas realmente pertencem à espécie. Agora, o governo Indonésio está realizando mais testes para confirmar a descoberta. O sucesso da dupla canina pode significar a localização de uma nova população da espécie, um passo crucial para sua conservação. Kom.
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