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Giro Ambiental | Tecnologia da UNICAMP ajuda produtores a enfrentar mudanças climáticas
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Giro Ambiental | Tecnologia da UNICAMP ajuda produtores a enfrentar mudanças climáticas

27 views Publicado 15/10/2025 HD · 15:20

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No Giro Ambiental desta semana, você vai conhecer a pesquisa do engenheiro mecatrônico Bruno Santos de Miranda, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (Feec) da Unicamp, que desenvolveu um conjunto de ferramentas tecnológicas voltadas para pequenos e médios produtores rurais. 🌍 Tecnologia a serviço da sustentabilidade A pesquisa, que resultou na tese de doutorado de Bruno Santos de Miranda, apresenta uma proposta inovadora que une práticas agrícolas tradicionais à modelagem matemática avançada, permitindo ao produtor rural planejar de forma mais inteligente e sustentável cada etapa do cultivo. 💬 “Nosso propósito foi integrar conhecimento técnico e sensibilidade ambiental para ajudar quem trabalha diretamente com a terra a tomar decisões mais estratégicas”, explica o pesquisador. O sistema criado por Bruno utiliza dados climáticos e meteorológicos de longo prazo, além de informações sobre preços históricos de produtos agrícolas, para propor cenários que equilibram rentabilidade e conservação do solo. 🌱 Modelo agrometeorológico e rotação de culturas Entre as principais contribuições da pesquisa está o modelo agrometeorológico desenvolvido para auxiliar os produtores na rotação de culturas — uma das práticas mais importantes da agricultura sustentável. Essa alternância entre diferentes tipos de plantio na mesma área ajuda a preservar o solo, equilibrar nutrientes, controlar pragas e evitar erosão, mas nem sempre é simples decidir o que, onde e quando plantar. O modelo criado por Bruno combina cálculos baseados em dados reais com simulações meteorológicas e projeções de mercado, oferecendo aos agricultores planos de rotação otimizados. 🌾 “Nas simulações, temos a opção de manter a rentabilidade com plantas comerciais, de priorizar a sustentabilidade aumentando o uso de plantas de cobertura ou de fazer algo misto. Assim, conseguimos avaliar o impacto de cada escolha”, explica o pesquisador. A ferramenta foi aplicada inicialmente em uma propriedade familiar em Tatuí (SP), onde se cultivam soja, milho, trigo, sorgo e aveia-preta. Mas o modelo é adaptável a diferentes regiões e tipos de cultivo, o que amplia seu potencial de uso em todo o país. 🪲 Controle de pragas e ervas daninhas com inovação A pesquisa também desenvolveu modelos complementares de manejo agrícola, voltados ao controle de pragas e ervas daninhas — desafios que comprometem grande parte da produção agrícola no Brasil. No caso das ervas daninhas, o modelo orienta o produtor sobre quais herbicidas utilizar em cada fase do ciclo da soja, levando em conta o tipo de erva presente e o estágio de desenvolvimento da planta. Já no controle de pragas, o sistema faz algo ainda mais inovador: simula o uso de “agentes predadores artificiais”, baseados no comportamento natural de vespas que se alimentam de lagartas. 🔬 Esses predadores simulados são resistentes a inseticidas e ajudam a restabelecer o equilíbrio biológico do plantio. 💬 “Nós comparamos o uso de inseticidas com o dos agentes predadores, buscando a combinação mais eficiente para controlar a praga sem comprometer o meio ambiente”, detalha Bruno. Esse tipo de modelagem permite testar cenários antes de aplicá-los no campo, reduzindo riscos e custos. As simulações mostram que priorizar apenas a rentabilidade pode ser um erro no longo prazo. Em condições climáticas adversas — como secas e variações bruscas de temperatura — as culturas comerciais são mais sensíveis, enquanto as plantas de cobertura se mostram mais resilientes e ajudam a manter a produtividade do solo. 💬 “Quando simulamos períodos de seca, as plantas de cobertura se tornam parte natural das soluções, pois garantem melhor desempenho para as culturas comerciais”, explica Bruno. 🌎 Ciência e campo lado a lado A pesquisa reforça o papel essencial das universidades na criação de tecnologias acessíveis aos produtores rurais. Com ferramentas como as desenvolvidas na Unicamp, o campo ganha instrumentos científicos que otimizam o uso da terra, protegem o meio ambiente e promovem segurança alimentar. 💬 “A agricultura sustentável depende de dados, planejamento e inovação. Nosso modelo foi pensado para ser adaptável, simples e útil para quem está na ponta, produzindo”, conclui o engenheiro mecatrônico. 🎥 Assista à entrevista completa no Giro Ambiental e conheça mais sobre como a tecnologia e a ciência estão transformando o campo brasileiro, garantindo produtividade com responsabilidade ambiental. 🌱 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá. [música] Combinar o enfrentamento das mudanças climáticas com a produção agrícola. Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Elétrica da Unicamp desenvolveram ferramentas tecnológicas para auxiliar pequenos e médios produtores em diversas etapas. E o giro ambiental de hoje conversa com o engenheiro mecatrônico Bruno Santos de Miranda, que participou dessa pesquisa e apresentou uma tese de mestrado sobre as principais contribuições aí desse estudo. É ele quem está na tela comigo agora, Bruno, seja bem-vindo. E eu já vou fazer a minha primeira pergunta. Como surgiu essa pesquisa e quais foram os pesquisadores envolvidos? a gente tá falando, né, de de uma pesquisa da Faculdade de Engenharia Elétrica. Me detalhe um pouquinho mais. Olá, Mina, boa tarde. Agradeço por essa oportunidade, por participar dessa entrevista, poder falar um pouco sobre o meu trabalho junto com os meus colegas e orientador e orientadora, professora Quebora Priscila. a nossa proposta de pesquisa eh foi desenvolvida para atender esse grupo de pequenos e médios produtores, porque eu venho de uma família de de produtores agrícolas. Então, meu pai ainda está na atividade, ele trabalha com plantil de soja, milho e trigo. Então, eh, vem da família a a motivação para desenvolver essa pesquisa. A, o tema vem de uma raiz familiar e eh a linha as linhas de pesquisa eh é até um pouco um pouco incomum ter trabalhos voltados para agricultura dentro da um pouco surpreendente dentro da engenharia elétrica, mas como meus meus orientadores, eles trabalham com a diversas soluções eh de otimização de melhorias, tanto de eh modelagens para melhoria em si de tomada de decisão, suporte a tomada de decisão. Eh, então, naturalmente que o nosso trabalho vem para auxiliar os produtores nas tomadas de decisões. E uma a principal motivação além da temática agrícola é que nos últimos anos as estiagens prolongadas e as dificuldades eh envolvendo o mercado, a flutuação elevada de preços fez com que olhássemos com mais atenção pensando em como planejar uma atividade agrícola daqui a eh 5 anos ou 10 anos. Então, o nosso trabalho eh foi construir uma ferramenta que nós pudéssemos fazer esse planejamento de longo prazo para que os nossos agricultores não fossem tão afetados por estia agem, pela flutuação de preços e com sempre com o objetivo de manter a sustentabilidade no agronegócio, eh, tanto em termos de de sucessão, né, porque o nosso público é pequenos nos agricultores tem aquela característica de agricultura familiar. Então existe essa nossa preocupação de que a a sucessão não seja interrompida, que a consiga ter uma segurança financeira para que o negócio continue fluindo e os pequenos agricultores sejam beneficiados com isso. Então, o nosso trabalho foi eh construir um modelo que faz com que as minhas escolhas entre quais culturas plantar, em qual período plantar, qual é o período mais adequado, eh eu possa fazer essa estratégia, desenvolver esse planejamento para um 5 anos ou um tempo além disso, com base em eh dados climáticos, meteorológicos, com base em características das culturas desenvolvidas em algumas regiões ou particularmente na nossa região de interesse, que é a região aqui, a região de Sorocaba, onde a temática onde inclusive meu pai desenvolve a atividade dele aqui próximo da cidade de Sorocaba. Então, eh, é, são, é uma ferramenta de suporte à decisão baseada num modelos matemáticos e que utilizam dados eh tanto meteorológicos quanto de características culturais das lavouras desenvolvidas aqui na região. Ô Bruno, em que momento então você falou bastante desse fomento à agricultura familiar? Mas de que forma a gente pode pensar que esse interesse também na manutenção das culturas vem ao encontro desse problema que todos nós enquanto sociedade vivemos, que é a sustentabilidade, a preservação ambiental. a além de eh tentar fazer com que o as decisões tomadas permitam que a atividade flua com certa segurança financeira, o nosso modelo também eh trabalha com o uso das plantas de cobertura, que tem a finalidade de melhorar a alguns atributos do solo, tanto quanto a produção quanto o manejo. Então, quando eu trago para o meu âmbito de decisão essas plantas de cobertura, elas têm finalidade de que o manejo seja menos eh ligado ou menos ou faça menos uso de produtos químicos agrotóxicos que podem ser prejudiciais ao meio ambiente. Então essa parte além de que eh nós consideramos no nosso modelo o impacto do uso da água, água como um recurso ah limitado. Então esses impactos ambientais são trazidos para o nosso ambiente de decisão e tem impacto na questão ambiental, na na sustentabilidade ambiental. Foi sim. Quando a gente pensa nessa pesquisa, há um parágrafo aqui que fala que além de contribuir para a preservação da qualidade do solo, o modelo também busca mitigar a migração de pragas entre áreas vizinhas. Eu gostaria que você detalhasse esse contexto para nós. Esse contexto diz respeito que eh nós as quando eu tenho as pragas para que as pragas possam proliferar e e manter manter-se ativas nas áreas nas nas áreas de cultivo, é necessário que o que não haja escassez de alimentos para elas. Então, quando eu planto a mesma cultura sucessivamente, quando no caso de monocultura ou alguma outra cultura, eh, que seja regularmente plantada ano após ano, além dela servir de alimento para um grupo de pragas, seus seus dejetos também vão servir para que o ciclo dessas pragas não dessas pragas não sejam interrompidas. Então, no nosso modelo de decisão, nós planejamos com que eh as áreas sejam divididas, as áreas de cultivo grande sejam divididas em áreas menores. E nessa situação de vizinhança, ou seja, de campos vizinhos, nós temos plantas de famílias diferentes sendo cultivadas simultaneamente. Então isso faz com que o alimento, aquilo que serve para que as pragas se desenvolvam e mantenham o seu ciclo sempre aumentando, seja afetado. Então, com a introdução do da dessa noção de vizinhança nas nossas áreas de cultivo e com esse manejo que pensa que nós não vamos plantar plantas da mesma família sucessivamente, nem na vizinhança, de forma que isso interrompa a oferta de alimento às pragas também. Isso faz com que eh a gente consiga mitigar, nós conseguimos mitigar um pouco o impacto nocivo das pragas nas culturas plantadas. E quando a gente pensa em todo esse planejamento desse modelo agrometeorológico, é de que forma a gente pode pensar, até porque quando a gente pensa nos pequenos produtores médios, a gente sabe que é um grande desafio lidar, por exemplo, com esses períodos de escassez de chuva, né? E você falou da questão hídrica também, como que ele consegue também eh pensar nesses momentos de escassez e trazer até dentro desse planejamento alternativas para que esse pequeno e médio produtor lide com essa situação. com base em dados meteorológicos que nós temos disponíveis, eh, existe um histórico razoavelmente grande de informações coletadas nos últimos anos, nas últimas décadas. Então, é possível fazer certas previsões em cima desses dados de de qual é o comportamento superado para o próximo para a próxima temporada, para os próximos anos. Então, com isso, eu já, ainda que com certa imprecisão, que é natural de todo tipo de previsão, eh, eu posso montar um panorama do que nós esperamos de de chuva, de precipitações para as próximas safras. assim, eh, o nosso modelo tem como objetivo o nosso, a nossa ferramenta que, eh, evite-se culturas que eh acabem sendo muito afetadas com períodos de escassez. Logicamente que o nosso modelo, como atende esse público de pequeno e médio produtor, nós consideramos que ele foi voltado para aqueles que não têm acesso à irrigação ou tem um acesso limitado. havendo acesso à irrigação em ampla escala, eh ele consegue mitigar os riscos, o produtor consegue mitigar os riscos com o uso da irrigação, mas o nosso público, que é o meja se atingir com o nosso trabalho, com a nossa pesquisa, é aquele que não tem acesso à irrigação. Sim, a parte mais importante é tomar a decisão certa, escolher a cultura adequada, que apesar da volatilidade, apesar da dinâmica meteorológica envolvida, ainda vai ser uma opção sustentável, tanto economicamente quanto em termos produtivos, né? Tá certo? Então, Bruno, parabéns pela pesquisa, muito sucesso. Aí a gente lembra que o Bruno é um dos pesquisadores da Faculdade de Engenharia Elétrica da Unicamp e esse tema foi o tema da tese de doutorado dele, que hoje também é professor na na FATEC. Parabéns e já deixo o convite para uma próxima oportunidade. Bruno, eu que agradeço pela oportunidade, por essa entrevista, por essa atenção e desejo também muito sucesso a todos vocês, tá certo? Então, obrigada. Olha, e o giro ambiental não fica por aqui não. Agora tem mais informações a respeito de sustentabilidade e meio ambiente. Uma onda de envenenamento por uma toxina de algas marinhas está causando caos na costa da Califórnia, levando leões marinhos e golfinhos a um comportamento estranho e perigoso. A substância é chamada ácido domóico. ataca o sistema nervoso dos animais, provocando um dos piores surtos já vistos. Equipes de resgate de San Diego estão em uma corrida contra o tempo, já tendo socorrido dezenas de leões marinhos e aves apenas este ano. A chance de sobrevivência para os leões marinhos contaminados é de 50%. Enquanto para os golfinhos a intoxicação geralmente é fatal. O problema, segundo especialistas, é impulsionado pela crise climática, já que o aquecimento dos oceanos favorece a ploriferação das algas tóxicas. A expectativa é que o surto persista por semanas ou até meses, mantendo as equipes em alerta máximo para novos resgates. O plástico onipresente em nosso dia a dia está no centro de uma crise que custa a saúde mundial cerca de 1.5 trilhão de dólares por ano, segundo a revista científica de Lancet. A análise aponta que o material tem impacto negativo em todas as fases da sua produção, uso e descarte. A exposição a micro e nanoplásticos presentes no ar e na água já está ligada a problemas graves, como abortos espontâneos, defeitos congênitos e câncer infantil. Essas partículas minúsculas foram detectadas em tecidos e fluídos humanos, incluindo a placenta, o leite materno e até mesmo medula óssea. Especialistas pedem ações urgentes para combater o problema, que também está intimamente ligado à crise climática. Apenas uma pequena porcentagem do plástico global é reciclada e a maioria de sua produção depende de combustíveis fósseis, aumentando a poluição atmosférica. [música]
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