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[Música] E no giro ambiental de hoje, a gente vai falar da possibilidade de taxação para os emissores de gases do efeito estufa aqui na região metropolitana de Campinas. E esse foi um dos temas, inclusive, da primeira conferência intermunicipal de meio ambiente que aconteceu aqui na cidade. E para falar mais sobre esse assunto, a gente já está aqui com o secretário de meio ambiente, sustentabilidade e clima da cidade, o Brasa Degas Júnior, que vai contar pra gente como é que vai funcionar essa taxação, quais são os passos e também falar um pouquinho da primeira conferência. Muito obrigada pela sua participação aqui com a gente, secretário. Olá, Alexandra. Eh, é sempre um prazer estar aqui levando informações a todos os nossos cidadões aqui da cidade de Campinas e região, né? Olha, isso foi uma discussão, né? Nós aqui em Campinas vemos, estamos debatendo isso, esse tema com muita responsabilidade e a Campinas acaba sendo a referência da região metropolitana de Campinas. Isso é inevitável, né? E e essa questão ela é muito delicada. Eh, com bases nos estudos que começaram em 2016, eh nós nos 5 anos até 21 tivemos a emissão de mais de 3,5% de tonelada, 3,5 toneladas de CO2 e isso é um número muito elevado. Aumentou, então? Sim, aumentou aí 3,5 tonel, praticamente 33% em 5 anos. Isso é um número muito alto. Mediante todos esses estudos, ah, nós fizemos aqui um estudo e temos o PLAC, que é um plano até 2050, eh, que é um dos eixos do PLAC, da redução, eh, de gases de efeito estufa. Então, nós temos aqui um programa eh que vai que é bastante usado e eu acho que que é muito importante, não só paraa nossa região, mas para todo o estado, para todo o nosso país, que nós temos nesse projeto nosso a redução eh de 35% das emissões dos gases de efeito estufa até 2030, 55% da redução até 2040 e 80% até 2050. que será um grande feito. E perante todos esses estudos hoje, eh, o maior maior dano que nós temos com relação ao maior gerador de de gás carbônicos é o do transporte, né, que é 70%. E qual que é uma das medidas da gente fazer com que as empresas, enfim, todas se sensibilize e acaba sendo cada vez mais sustentáveis? é a possibilidade de uma taxação dos grandes emissores de gases de efeito estufa. Só que quando você trata de tributação, isso precisa ser apreciado pela nossa Câmara de Vereadores e também pela Assembleia Legislativa e e e sendo mais aí ousado até pelo o Congresso Nacional, se isso for assim estendido, que é necessário pro nosso país. Isso é muito importante. Campinas está muito avançado, mas é uma discussão que vai agora além da sociedade civil para os nossos representantes legislativo. Já tem o o PD o PDUI, que é o plano de desenvolvimento urbano integrado na Assembleia Legislativa desde o ano passado, ag tá em tramitação para ser eh votado e discutido na Assembleia Legislativa. Isso é muito importante, porque quando a gente fala eh de gases de efeito estufa, nós não estamos falando só da cidade de Campinas. Então a legislação não é só da cidade de Campinas, tem que ser num todo estado, da região, né? Então essa é uma discussão que tem que ser amplificada aí para toda a nossa região, para todo o nosso estado. E isso tá sendo debatido. Nós vamos agora começar a trabalhar mais aqui na região para que as nossas os nossos representantes eh encaminheem essa demanda para os deputados para que faça a apreciação o mais rápido possível desse eh plano de desenvolvimento urbano integrado, que é muito importante, principalmente na nossa região e nas regiões onde temos cidades conurbadas, né, e que é um são hoje É, só quem conhece mesmo a a cidade e sabe aonde começa uma e termina a outra. Então isso precisa ser discutido com toda a sociedade, com toda a região e com todo o estado. Maravilhoso, né? A gente fica até com a sensação de, nossa, demorou, precisamos fazer alguma coisa urgente, né, secretária? E por outro lado também tem um aprimoramento do pagamento por serviços ambientais. Isso vem também na contramão de compensar e de eh privilegiar aquelas pessoas que já estão fazendo a lição de casa. Sim, eu acho que sim. Eu acho que esse isso é muito importante mediante tudo isso a climas, né? Secretaria eh do clima, meio ambiente e sustentabilidade, nós temos outras atividades também, como reflorestamento de áreas degradadas. Nós temos aí o o o BAV, que é um banco de áreas verdes, para que essas empresas também possa fazer compensação e ajudar a recuperar essas áreas. Eu acho que tudo isso é muito importante e dentro disso também nós temos aí e vamos fazer uma campanha eh educacional eh do meio ambiente muito forte até com a questão dos dos agricultores, dos dos proprietários de áreas rurais para que eles possam de fato aproveitar essa possibilidade e fazer a recuperação ambiental das suas propriedades, até porque ele vai valorizar mais a sua área e vai estar ambientalmente correto e contribuindo para que a gente diminua e atinja essa meta eh que estabelecemos aqui paraa nossa cidade e paraa nossa eh região, que a gente possa de fato cumprir essa meta dessa redução dos gases de efeito estufa. e quando ele se inscreve nesse programa de reflorestamento, além dele tá contribuindo com a qualidade de ar, com a recomposição hídrica, eh, né, que é fundamental até pra indústria mesmo, né, a água. Então, isso é muito importante e não tem custo nenhum para o agricultor, proprietário, proprietário rural. é uma oportunidade até para ele aproveitar esse momento e dessa facilidade e deixar em ordem a sua propriedade, que vai ser além de fazer o papel ambiental corretamente, ele vai est valorizando ainda mais a sua propriedade. Maravilhoso. São várias ações conjuntas para que a gente consiga atingir essa mitigação das mudanças climáticas, né, secretário, eu só fiquei com uma dúvida aqui eh sobre essa taxação. Se o transporte é o maior emissor, isso vai chegar direto nas empresas, mas e no cidadão comum. Tem alguma recomendação, algum olhar nessa direção? Trabalhar com a educação também ambiental? Final essa taxação é algo que é uma é uma possibilidade, né? Isso eh isso tá sendo discutido. Isso daí quem quem delibera sobre isso são os legislativos que vai deliberar se vai aprovar essa lei ou não. Então a gente não tem muita autonomia. O que a gente tem que fazer nesse momento é levar o problema pros representantes nossos hoje dos legislativos para que se sensibilizam e veja que há uma possibilidade, né? E também tem aquela história, sabe? Eh, tem muita gente que só atua quando sente no próprio bolso. Então, nós não queremos aqui arrumar custo para as empresas ou para pro cidadão. Nós queremos só que tenha conscientização e faça o seu papel. eh, de cidadão mesmo, de empreendedor, com sustentabilidade, com responsabilidade. É isso que a gente deseja aqui com os grandes emissores de gases de efeito estufa para que eles de fato sejam cada vez mais sustentáveis, né? Eh, essa questão que eu lhe falei do transporte, é porque realmente eh hoje eh 70% dos efeitos de gases eh de efeito estufa são gerados aqui na nossa cidade, na nossa cidade, pelo transporte, pelo uso de combustíveis fósseis. E acho que aí entra também a a o investimento em educação ambiental que vocês estão prevendo, né, secretário? Porque além disso, a gente tem uma uma questão também cultural, né, de utilizar mais o transporte público, porque ele vai emitir o ônibus cheio ou não, ele vai emitir a mesma quantidade de gases, a carona solidária, o multimodal, né, usar menos o carro quando necessário. Isso é uma coisa muito importante também para que a gente vá aprimorando o nosso modo de viver, né? É, essa conscientização é fundamental, né? E hoje nós temos, o Brasil é muito evoluído nessa questão com relação a combustível. Hoje nós temos um dos dos melhores combustíveis do Brasil, né? Então hoje nós temos aí o o etanol, o álcool, que é um dos melhores combustíveis do mundo. Eh, né? Então, eh, consciência também na hora de abastecer qualquer, opa, pera lá, vamos vamos usar um um combustível que eu vou poluir menos, né? Então eu falo assim, sabe, Alexandre, eh as pessoas às vezes acham que a responsabilidade só é do poder público, não. Nós estamos vivendo aí eventos climáticos cada vez mais agressivos, né, e inesperados. de repente a gente tem uma ação climática eh muito veroz que acaba causando grandes impactos na sociedade. E isso eu acho que é uma, acho, não tenho certeza, não pode ser uma responsabilidade só do poder público, é uma responsabilidade de toda a nossa sociedade civil junto com o poder público. O poder público tem o seu papel de executar, mas o cidadão comum também tem o seu papel de fazer a sua parte no dia a dia, fazer a reciclagem do seu lixo, né? Tudo isso contribui para que a gente diminui eh a emissão de gases de efeito estufo. Às vezes uma simples ação, você, por exemplo, na hora de escovar o dente, fechar a torneira, não deixar água correndo, você começa a economizar água. Tudo isso impacta diretamente no meio ambiente, né? Então eu acho que é são pequenas coisas que no dia a dia, se todo mundo fizer sua parte, nós vamos contribuir e ter com certeza aí uma cidade melhor, uma região melhor e um país muito melhor. É o famoso pensar global e agir local, né, secretário? Já queria agradecer demais a sua participação aqui com a gente. Tomara que dê tudo certo. A gente tá aqui na Câmara dos Vereadores. Com certeza a gente vai ouvir falar muito desse assunto, né? É lógico. Eu acho que a gente eh com planejamento a gente alcança nossas metas. Campinas é uma cidade que está muito à frente de vários municípios do nosso país, né? Eh, para que de fato a gente tenha uma cidade cada vez mais sustentável, tá bom? Muito obrigada, secretário. Eu que agradeço. Um abraço a todos. E para você que nos assiste, continue com a gente, porque agora é hora daquele giro ambiental pelas curiosidades do Brasil e do mundo. Abrimos as curiosidades de hoje com um possível BBB da natureza. Centenas de milhares de internautas já acompanharam a rotina do casal de águias Jack e Shadow. Acontece que uma câmera transmite 24 horas por dia o ninho em um canal do YouTube chamado F BBV Cam da Friends of Big Bear Valley, organização sem fins lucrativos que preserva o meio ambiente. A casa mais vigiada da natureza está localizada em frente ao lago Big Bear, nas montanhas de São Bernardino, no leste de Los Angeles, na Califórnia. Em Itapura, a 670 km da capital, mergulhadores exploram as ruínas submersas da usina hidrelétrica Eloi Chaves, no rio Tietê. Construída para abastecer Andradina, Castilho e Três Lagoas, a usina foi desativada nos anos 60 com a construção da Hidrelétrica de Jupiá. Em 1968, a construção da nova usina inundou parte de Itapura, incluindo a estrutura de quatro andares da Eloi Chaves, segundo a prefeitura local. O mergulho revela escadarias, locais de turbinas, salões e corredores. O passeio que pode incluir a cidade submersa, exige múltiplas descidas e guia especializado contratado na própria região. [Música]