Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
[Música] E no giro ambiental de hoje, vamos falar sobre um estudo do CNPEN aqui de Campinas que desenvolveu uma nova embalagem sustentável e antiestática, feita a partir do bagaço da cana de açúcar e de negro de fumo. Ele vai proteger os dispositivos eletrônicos sensíveis como chips e semicondutores presente no nosso dia a dia, né? E quem vai falar pra gente sobre essa pesquisa é a Gabriele Polese, que é pesquisadora convidada. Agradeço muito por você receber o nosso convite, Gabriele. Oi, Alexandra, eu que agradeço pelo convite. Muito obrigada, Gabriele. A gente tá pensando na cana de açúcar, no bagaço da cana de açúcar, só que no giro a gente já repercutiu um montão de coisas que se faz a partir dela, né, desse bagaço que é incrível. Eu tô começando a achar que é um diamante bruto o bagaço da cana de açúcar, mas negro de fumo eu não sabia o que significava e gostaria que você falasse pro nosso público também. Então, o negro de fumo é um material condutor, né? Ele é a base de carbono e a gente introduziu ele nesse material justamente para dar essa capacidade de conduzir corrente elétrica no nosso material e eh conseguir dissipar cargas eletrostáticas eh que estão eh nos chips e componentes eletrônicos. E ele é derivado de uma queima, alguma coisa nesse sentido. Isso. Eh, atualmente eh ele é produzido industrialmente a partir da queima de hidrocarbonetos, né, derivados do petróleo, mas já tem muitos estudos eh para produzir ele a partir de biomassa vegetal. Então, seria uma alternativa mais verde ao que é utilizado hoje também. E aí faz essa mistura do bagaço com o negro de fumo ou tanto um quanto o outro podem ser utilizados eh separadamente? Então, na realidade a gente usa o bagast de cana de açúcar para extrair a celulose, né, que é um dos principais componentes nesse tipo de resíduo agrícola. E aí, a partir dessa celulose, a gente eh consegue converter ela em materiais leves, porosos, que são semelhantes as espumas plásticas utilizadas hoje como embalagens. E aí para essa aplicação em específico como embalagem antistática, a gente combina então a celulose com o negro de fumo para dar essa capacidade de conduzir cargas elétricas no material. Esse é o diferencial, então, né? Como é que esses materiais são conduzidos hoje? Então, hoje, eh, as espum, as embalagens tradicionais usadas para esse tipo de aplicação são produzidas a partir de plásticos, né, derivados do petróleo. Então, uma das principais desvantagens desse novo material que a gente desenvolveu seria justamente a substituição desses plásticos por uma alternativa mais ecológica, que seria utilizando a celulose como uma matriz polimérica. Então, o bagaço de cana é é a pesquisa que vocês fizeram, mas poderiam ser palha de milho, outros materiais que também são rejeitos da do beneficiamento da agroindústria? Exatamente. A gente eh consegue utilizar esses eh esse tipo de resíduo agrícola dos mais variados que a gente tem aqui no Brasil para extrair a celulose, que é a matéria-pra principal pra gente obter esse esse material condutor. E Gabriele, como é que surgiu essa ideia? foi eh aquelas coisas de filme assim, né, que vocês acabaram descobrindo sem querer essa capacidade desse material ou vocês foram a partir dos estudos de um material e de outro, foram fazendo a a ligação de ambos? Como é que surgiu essa ideia da pesquisa? Então, aqui no CNPEN nós temos uma área estratégica, né, de pesquisa que é voltada pro desenvolvimento de materiais sustentáveis. E dentro dessa linha de pesquisa, nós buscamos criar diferentes tipos de materiais usando os resíduos agrícolas que são mais abundantes no Brasil, como é o caso do bagaço de cana de açúcar. Então, eh, essa foi a principal motivação, né, e esse foi o meu trabalho de mestrado, na realidade. Então, o desenvolvimento do nosso estudo passou por várias etapas muito importantes. Então, essa pesquisa, a gente pode dizer que ela é 100% nacional. Sim, exatamente. Já tem patente? Sim, a gente eh essa tecnologia já tá patenteada e já tá disponível para ser licenciada com algum parceiro industrial. É, quando eu li, né, eu pensei que é um eh tem um apelo muito grande mundial, inclusive, né, porque eletroeletrônicos é a nossa vida, é o nosso dia a dia, é uma rotatividade muito grande, né? E como é que você acha que ele ele vai poder ser escalado eh a curto prazo? Você acha que vão ter parceiros interessados? Já tem alguma pesquisa nesse sentido em produzir em grande escala? Então, para avançar com essa tecnologia, a nossa perspectiva é que algum parceiro industrial entre em contato, né, com a assessoria de inovação do CNPEN para realizar testes em contextos reais de uso, né? E nós acreditamos que isso possa ocorrer em breve, né, pois existem metas mundiais de sustentabilidade e também o próprio desejo, né, da sociedade pela substituição dos materiais plásticos por alternativas que sejam menos danosas ao meio ambiente. Então é um momento muito promissor, a gente acredita assim, é essa ideia, né, de transformar algo que seria um um rejeito, um resíduo que teria inclusive custo para ser descartado em matériapra eh de valor agregado. Isso é muito incrível, né? E o nome da desse material então é criogel. Isso. Ele é chamado de criogel, né? o nome, o nome técnico porque eh devido ao método de preparo. Então, a gente mistura a celulose com o negro de fumo, congela essa mistura e liofiliza. Essa liofilização seria passar o gelo do estado sólido direto pro estado gasoso. Eh, isso eh mantém a estrutura porosa do material. Existe uma perda nessa nessa logística de transporte dos chips e semicondutores? Então, como eles já são eh embalados nessas eh embalagens especiais, antistáticas, não tem tanto essa essa perda. Ah, é, mas o nosso apelo o nosso apelo seria eh substituir mesmo os plásticos que estão utilizados nessas embalagens, certo? E a produção, no caso, a cana de açúcar e o negro de fumo são materiais eh em grande escala, assim disponíveis no Brasil todo. Como é que vocês mapearam isso? Ou tem alguma região que ela é mais propensa para produzir esse material criogel com assim que ele tiver parceiros e tudo mais? Então, o bagage de cana de açúcar é um resíduo eh muito muito abundante no nosso país e ele não tem uma destinação com alto com um bom valor agregado. Eh, geralmente ele é queimado, né, nas nas indústrias para geração de energia. Então a gente propõe aqui utilizar o bagagem de cana para desenvolver um material com alto valor agregado. Então contribuindo assim para dar um um uma destinação mais adequada para esse tipo de material. Perfeito. Isso deve estar alinhado com uma das metas também, né, do desenvolvimento eh sustentável da ONU, né? Acredito que a gente tem uma meta bem desafiadora aí de reduzir eh a até 2º, né? Que a gente reduza os 2º de temperatura até 2030, né? E vocês estão focados nisso, empenhados nisso. Sim. Sim, o nosso objetivo principal seria a substituição dos plásticos por alternativas mais ecológicas, mais sustentáveis, que eh promoverão um futuro melhor paraa sociedade também. Maravilhoso, Gabriele. Quero agradecer demais a sua participação aqui com a gente. Sucesso na pesquisa e que ela possa ser escalada aí, esse material, o criogel, que ele seja escalado e contribua realmente aí pra nossa qualidade de vida, né? Tá certo. Muito obrigada, Alexandra. E para você que nos acompanha, continue com a gente, porque agora é hora daquele giro ambiental pelas curiosidades do Brasil e do mundo. [Música] Os animais dispersores de sementes têm papel crucial na regeneração das florestas. Um novo estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts publicado na Proceings of the National Academy of Sciences revela a importância fundamental de animais como macacos, aves e morcegos no combate às mudanças climáticas. Ao dispersarem sementes de frutas que consomem, esses animais promovem ativamente a regeneração de florestas tropicais. Consequentemente, a capacidade dessas florestas de absorver carbono da atmosfera é significativamente ampliada. As descobertas são a evidência mais clara de que animais dispersores de sementes são cruciais para a absorção de carbono pelas florestas, reforçando a necessidade de relacionar a perda da biodiversidade com as mudanças climáticas, como parte inseparáveis de um ecossistema delicado e não como problemas isolados. Pescadores e catadores de caranguejos tiraram 46 toneladas de lixo das baías de Guanabara e Cepetiba no Rio de Janeiro, entre junho de 2024 e julho de 2025. A ação faz parte da operação Limpaoca, liderada pela ONG Guardiões do Mar, em parceria com a Transpetro. A limpeza que já cobriu 13 haares, focou na ilha de lixo da baía de Guanabara e na Ilha da Madeira em Cepetiba. Com a participação de mais de 100 trabalhadores locais. A iniciativa visa combater o acúmulo de plásticos, pneus e outros dejetos e seguirá até setembro deste ano. Queda de árvore na Amazônia revela urnas funerárias indígenas. Pesquisadores encontraram sete urnas funerárias de cerâmica com ossos humanos de milhares de anos em Fonte Boa, no médio Amazonas. A descoberta ocorreu após a queda de uma árvore revelando práticas funerárias ancestrais de povos indígenas que habitavam a região. As urnas estavam enterradas sob uma ilha artificial construída para moradias em áreas de cheia. Arqueólogos do Instituto Mamirauá, em colaboração com moradores locais fizeram a descoberta. Os achados incluindo restos de peixes e tartarugas junto aos ossos. oferecem novas pistas sobre a vida e rituais desses povos nas vársias amazônicas. [Música] [Música]