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[Música] no giro ambiental dessa semana a gente vai falar de um tema que ocupou os nossos dias que são as enchentes do Rio Grande do Sul e a gente sabe que são muitos fatores os climáticos os estruturais a manutenção das comportas mas hoje a gente recebe o Bruno B que é meteorologista do cpag para explicar a parte das questões climáticas muito obrigada Bruno pela sua presença aqui no giro e a gente começa então perguntando o que é o El ninho Bruno Olá Muito obrigado pela pelo convite é sempre uma satisfação participar com vocês na TV Câmara eh vom respondendo primeiramente né sua pergunta o que que é o El ninho o euninho é um modo de variabilidade climática que a gente fala é uma oscilação no clima temporária e que faz parte eh do do que a gente chama né Um pouquinho mais mais abrangente de e unin oscilação Sul e uninho oscilação Sul tá associado a anomalias de temperatura na superfície do do mar do oceano pacífico Equatorial e a gente tem então o modo el ninho que é a fase positiva eh desse fenômeno e a gente tem a Laninha também que é a fase negativa do mesmo fenômeno Então são como se fossem duas eh faces de uma mesma moeda E no caso do El ninho a ele ele é caracterizado por uma anomalia positiva nas temperaturas ou seja as temperaturas ali no Oceano Pacífico Equatorial também na costa da América do Sul eh elas são elas estão mais elevadas em relação à aquilo que é o típico para aquela época do ano o Elinho ele costuma ter uma duração de 9 a 12 15 meses eh e costuma ter o pico eh por volta de dezembro janeiro ele repercute eh Em vários pontos do planeta não só no Brasil América do Sul mas em vários pontos do planeta exceto Europa é o único continente que não tem nenhuma eh nenhum efeito direto do El Ninho e tem papel no que aconteceu no Rio Grande do Sul Bruno sim eh muito Provavelmente sim porque a principal característica do El ninho no sul do país é de aumentar os acumulados de chuva em termos sazonais né então é o que a gente vem observando o Rio Grande do Sul ele saiu de um longo período de estiagem devido a à última atuação do fenômeno Laninha e entrou num período de chuvas muito intensas nós est temos observado né vários episódios várias tragédias também eh Desde o ano passado até agora esse momento então isso eh concorda com o modelo conceitual do do Elinho no no sul do país isso tende a ser frequente na nas previsões que vocês fazem isso tem a ver com as mudanças climáticas ou foi um fenômeno pontual Bruno bom no caso do Elinho em si ele é um fenômeno natural ele já é conhecido desde lá do dos anos 1600 pelos pescadores eh mas mas a gente vem tendo alguns estudos que estão apontando que nas últimas décadas o El ninho ele vem se tornado mais intenso Então ainda não são estudos completamente conclusivos Mas eles já vêm apontando nessa direção eh e de modo geral a recorrência desse desse fenômeno são em ciclos aí de de do a 7 anos então não é uma frequência tão regular e daí vem a importância da das medições né Bruno para que a agricultura principalmente sofre muitos impactos né imagina no sul então é uma perda quase que 100% ali das regiões né então a importância dessas medições para que a gente se antecipe né examente Sem dúvida nenhuma né então Eh é é claro que no caso de de eventos extremos como estee eh Muito provavelmente a as perdas são inevitáveis as perdas das materiais né Então aí a gente eh foca em preservar as vidas humanas e e é muito importante que a a a a meteorologia ela ela entra inclusive até no currículo básico das escolas né Eh eh essas ações de de mitigação de resiliência todos esses conceitos porque a gente percebe né Eu como profissional da meteorologia que elabora a previsão do tempo a gente percebe que em muitos casos as pessoas elas ainda não conseguem captar o que que é a informação que a gente tá querendo passar Como interpretar como utilizar aquela informação eh Então seria muito importante que desde já do da Educação Básica a as pessoas tivessem eh esse tipo de Formação a gente sabe que tem muitas ações de educação eh referente à Defesa Civil a desastres e assim por diante né e ainda principalmente em microescala né de forma mais mais localizada se pagre também contribui procura contribuir com isso né então a gente recebe escolas a gente fala sobre esses assuntos mas a gente precisa ampliar isso e e sistematizar eh a gente tem países que que que tem uma cultura meteorológica um pouco mais mais desenvolvida digamos assim e as pessoas elas já sabem em caso de uma uma previsão de um de um aviso meteorológico de uma situação de risco potencial as pessoas elas já sabem para onde ir elas Elas têm eh maior facilidade eh um treinamento mesmo Bruno eu agradeço muito a sua presença aqui no giro trazendo esses esclarecimentos né pra gente acabar saindo um pouco dessa Nuvem de dúvida de medo e pro conhecimento se apropriar mais para tá mais preparado para tudo isso né Uhum Eu que agradeço a oportunidade contem sempre conosco TV Câmera também a população de modo geral eh nós estamos sempre à disposição muito obrigada Bruno então eu vou encerrar aqui passando o endereço de um canal que foi criado pelo Rio Grande do Sul para que as doações sejam direcionadas com segurança que é o SOS enchentes rs.gov.br e fica por aqui que a gente vai fazer um giro pelo mundo mostrando os principais destaques dessa semana no meio ambiente o Papa Francisco recebeu em audiência no Vaticano cerca de 200 participantes de várias partes do mundo no Encontro promovido pelas ponte as academias das ciências e das Ciências Sociais sobre o tema da crise climática à resiliência climática o prefeito de São Paulo Ricardo Nunes e o cacique rauni participaram do evento e tiveram audiência com o pontífice o Papa destacou que os dados sobre as mudanças climáticas têm piorado a cada ano e portanto é urgente proteger as pessoas e a natureza Francisco parabenizou as duas academias por liderarem esse esforço e produzirem um protocolo de resiliência Universal o santo padre reforçou ainda que as populações mais pobres que pouco tem a ver com as emissões poluentes precisarão receber maior apoio e proteção Além disso foram destacadas outras pautas como os pobres e as mulheres são agentes de resiliência e adaptação a poluição do ar seifa vidas a descarbonização Global salvaguardem as riquezas naturais e uma nova arquitetura financeira Piranhas amarelas aparecem em diversos bairros de Porto Alegre de acordo com o met Sul a serra Salmos maculatus já habita o Guaíba desde 2021 o Instituto estima que a espécie chegou até a bacia hidrográfica com a conexão dos rios Uruguai através dos sistemas de irrigação para lavouras de arroz por serem animais predadores e exóticos o temor é de que a cadeia alimentar seja alterada impactando espécies nativas do Guaíba espécies de peixe Leão exóticos para a nossa fauna invadem o litoral do país se reproduzem e preocupam os cientistas a invasão é considerada pelos pesquisadores como uma das mais ameaçadoras do Atlântico o Instituto Chico Mendes de conservação da biodiversidade o icmb identificou a reprodução em Fernando de Noronha o icmb tem um programa de captura que já resgatou cerca de 600 animais entre J e adultos desde 2020 O maior deles tinha 47 cm ou seja considerado um animal grande o peixe invasor se adaptou ao litoral brasileiro isso pode comprometer as espécies regionais isso porque o peixe Leão está se alimentando dos mesmos peixes visados pela pesca artesanal de Alagoas e do Rio Grande do Norte [Música] C [Música]