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[Música] Você conhece o upcycling uma técnica que consiste em reutilizar materiais que seriam descartados para fazer por exemplo arte hoje no giro ambiental a gente vai falar um pouquinho dessa técnica com William de la Bona que é um artista plástico que veio da pintura de telas convencional e por um E desde um tempinho começou a utilizar esses materiais William muito obrigada por nos receber aqui no teu no seu Ateliê eu queria que você falasse pra gente um pouco da sua história como artista plástico é Eu que agradeço esse convite para gravar essa essa matéria tão especial né no mundo que carece tanto dessa desse cuidado dessa preocupação a questão ecológica né e falando dessa dessa minha iniciativa dentro da minha arte eu diria que é uma trajetória que ainda está num processo de construção porque artista eu sempre fui eu me considero artista Acho que desde que eu nasci né eu desenho desde criança e comecei a pintar telas com tinta óleo eh aos 14 anos tenho obras que ainda Estão guardadas até hoje né na casa da meus pais e durante muito tempo ao longo da minha vida eu mantive meio que um estilo próprio desde a primeira tela que é um um eu não costumo classificar ela dentro de um padrão fechado surrealista ou figurativismo eh e apesar de vários comentários né terem chos até mim mas eu eu prefiro entender que a minha arte ela tem uma pegada mais eclética eh considero ela uma arte moderna né contemporânea e uma característica muito muito forte nela é que ela tem uma identidade ou seja desde as primeiras telas quando eu fiz na adolescência e as telas de hoje Se você olhar a primeira e a última eh vai dar a a impressão de que é do mesmo artista né Essa identidade para mim ela é Ela é muito importante né eu me identifico é o que eu Expresso mas durante muito tempo eu me preocupei apenas em né tinta tela e de alguns anos para cá com essa Pegada Ecológica tal eu assistindo alguns vídeos eh vendo que algumas pessoas ao redor do mundo se propuseram a viver de uma através de uma contribuição zero na poluição planetária isso me chamou muita atenção né Eu já sou naturalista sou vegetariano né gosto dessa visão eh autossustentável então eu comecei a idealizar um um projeto de vida que eu entendo que ainda não está 100% implantado na minha vida mas há vários anos eu comecei a a idealizar esse projeto que seria o seguinte eh tudo aquilo que envolve a minha vida aquilo que eu consumo tudo aquilo que é utilizado e que iria pro lixo eu transformaria isso em arte ou seja pedaços de de qualquer objeto tubo de desodorante e tubo de creme dental peças de barbear ou seja tudo eh quando a gente subir né pro atelier vocês vão perceber que eu tenho caixas e mais caixas desses objetos que eu venho eh colecionando ao longo de vários anos com esse propósito e eh mais recentemente eu eh tive o ímpeto né a iniciativa de começar realmente a produzir as minhas obras com materiais diversos além do que a minha arte já vinha com uma variedade muito grande de técnicas Eu gosto muito de explorar as técnicas né Eu uso a pintura tradicional eu uso aerógrafo eu uso spray tem uma técnica muito interessante que eh tá sendo muito usada ultimamente que chama eh acrilic puring que é você derramar a tinta e trabalhar efeitos com a tinta sendo derramada na na superfície da tela e assim vai né Então aí a agregando essa mixar esse mix de técnicas aí é onde eu comecei também a usar materiais né dentro desse propósito e inclusive eh uma pegada bastante que me atraiu bastante são peças de Tecnologia de informática né placas Mães de computadores que iriam pro lixo eh HD várias peças aonde eu já criei duas obras e com essa temática que eu chamei série hightech né E vocês vão poder ter oportunidade de de ver essas obras Mas e a a proposta ela muito mais Ampla né Não só usar materiais de tecnologia mas usar tudo tudo aquilo que iria pro lixo eh viraria a obra de arte né e e e o mais bonito é o Williams Trata esses materiais todos como materiais Como objetos né porque não não é lixo mesmo né é um resíduo e é um material matéria prima quando a gente pode pensar em lixo em descarte eh ele tá tratando os materiais com um certo respeito até eu diria e rigit ficando criando uma nova rota de ciclo de vida para esses materiais é muito interessante né mas é Um Desafio né você chegar a um uma produção mínima de lixo até porque você precisa de material para fazer arte né sim é e tem um Você tocou no num ponto aí que eu diria assim que é é mais filosófico inclusive né Eh para mim tem múltiplos significados né eu vou falar de de dois aspectos assim que eu diria que é bastante profundo né porque eu acredito que todos nós né seres humanos estamos num processo evolutivo e faz parte do processo de evolução você se tornar um ser mais limpo né Limpo em todos os sentidos né psicologicamente emotivamente e e nós vivemos uma época Aonde a poluição interna ela chegou num apogeu basta a gente ver as obras do Augusto cu quando ele fala da da síndrome do pensamento acelerado aonde os jovens estão tendo sinapses mentais AOS 7 anos mais do que um um idoso de 70 já teve ao longo da sua vida toda seja uma poluição mental e uma poluição emocional absurda e e eu acredito que para você trabalhar isso internamente cada um de per si cada um encontra um caminho como eu vou nós vivemos um um um problema coletivo mas cada um tem um um caminho próprio né e o meu eu escolhi o caminho da criatividade eu através da arte eu consigo trabalhar esse processo de limpeza dentro de mim então quando eu eu idealizo um projeto aonde eu não quero mais poluir o meu entorno Eu também tô preocupado com o meu interior É nesse sentido que eu eu digo que tem algo mais profundo filosófico né sim eh existencial né Inclusive a gente vai ver aqui nas imagens vocês vão ver nas imagens eu pelo menos associo muito a a sua obra as questões astronômicas e existenciais às vezes parece que é uma fecundação de um planeta né uma é uma extrapola né Essa questão existencial aqui nessa terra nesse mundo né Eu acho que você faz essa conexão bem interessante de uma forma bem eh explícita sim é Inclusive eu tenho uma obra que ela chama micro ou macro né e eu inclusive escrevi um poema sobre ela posso compartilhar depois e é justamente essa ideia né o a obra ela é figurativa mas ao mesmo tempo não tem nenhum objeto reconhecível tipo uma árvore ou uma cadeira ela tem formas mas que nós não temos a uma identificação de padrão né porque a nossa linguagem a nossa comunicação ela é feita por símbolos e e padrão em convenções né sim a o próprio alfabeto é uma convenção e você cria um método de comunicação e olhando para essa tela Você não sabe o que ela é Ela pode ser micro e pode ser macro então no meu poema eu digo onde estão as referências Cadê as referências né então eu acredito muito que o que está dentro é como o que tá em cima Como dizia eh o grande iniciado egípcio Hermes trismegisto assim como é no macro assim como é no micro então eu é inevitável quando eu tô produzindo obras às vezes eu desenho algo que parece orgânico parece uma célula e às vezes o universo todo né Eu acho que é isso é o que dá essa essa pegada mesmo sabe e é espontâneo né é o não é nada assim muito planejado projetado para cada pessoa ela ela vai ser tocada de uma maneira diferente porque na verdade eu percebo que a mensagem ela acaba sendo absolutamente subjetiva né como eu procuro não trabalhar com padrão né o convencional aí a pessoa no mínimo ela para né Fica olhando e fica querendo entender o que que é aquilo né e alguns né diria que aqueles que têm uma certa afinidade com aquilo que eu também penso eles acabam entendendo exatamente o que eu quis transmitir né Eh e outros tem outras ideias assim que às vezes até eu fico surpreso E aí eu aprendo com aquilo também falei puxa vida por que eu não eu não tinha olhado por aquele ângulo né e acaba sendo enriquecedor também é a criatura né Depois que ela tá pronta aí você já não tem aí é só o que você recebe de de retorno né eu achei muito interessante aquela tela que você mostrou sobre a luminária como é que foi esse processo ex a luminária é que derreteu é para dizer que o artista ele tem um olhar artístico para quase tudo que acontece na vida dele para tudo né sim e aí você diz que a luminária derreteu conta pra gente como é que foi exatamente eh essa obra ela talvez tenha sido a mais inusitada de todas que eu já produzi eh uma luminária no meu atelierê de plástico né na verdade é o o bocal da da lâmpada ele derreteu com o calor da lâmpada e ficou dias nesse processo e foi derretendo e foi fazendo um fio de plástico caindo no chão e foi formando um novelo né no chão um ninho de de fio derretido e quando eu descobri aquilo eu bati o olho e e como isso é natural em mim né eu vejo objetos eu vejo lixo eu tô enxergando uma arte com cada objeto que eu que eu tenho guardado né E daí eu vi falei pensei comigo isso é uma obra de arte né Aí peguei esse novelo e trabalhei uma obra de arte aonde o o próprio significado instantaneamente já me fez sentido ou seja novelo emaranhado embaraçado ou seja isso tem a ver com o nosso karma né com o nosso emaranhado cármico da da nossa vida né Essa teia de aranha que é as as situações milenares que cada um de nós carregamos aí essa obra eu fiz ela com com com essa temática eh de você se desemaranhar dessa situação né Então essa obra tem esse significado William queria agradecer muito a você por nos receber aqui nesse giro Ambiental de hoje especial lindo e agradeço muito de de coração e se você quiser deixar alguma mensagem final aí pra gente fechar esse programa Eu que agradeço esse essa iniciativa de vocês né fazerem essa matéria com com o meu trabalho eh para mim é bastante significativo eh e isso tudo né porque é um projeto da minha vida que eu já venho idealizando há anos né e de repente eu tô vivendo um momento onde eu estou eh colocando essa proposta na minha arte e a gente nunca sabe o impacto né que a o nosso trabalho como artista vai exercer na sociedade Eu espero que seja um impacto positivo e o que eu teria de mensagem para deixar é que o mundo ele precisa eh muito da arte mas não a arte pela arte meramente pela técnica ou por encantar por um vislumbre mas a gente precisa da arte como um um refúgio como um bálsamo para pro nosso ser pro ser de cada um para de repente ele ter lá um um Insight alguma coisa e dê início a uma transformação interior que é isso que eu acredito eu acredito que nós precisamos de nos autor revolucion armos de nos abrirmos para um processo de de renovação de iluminação e eu acredito que isso pode ser feito às vezes com impulso com toque que a arte pode gerar em alguém Essa é minha mensagem muito bom quem tiver curiosidade de conhecer um pouco mais do seu trabalho você tem rede social para compartilhar sim eu tenho o meu Instagram que é o Williams de labona o mesmo nome no Facebook também tem o site mas o site tá um pouco e esquecidinho mas tenho também também com o mesmo nome o William de labona muito obrigada William se você gostou desse giro ambiental e gostaria de resgatar as edições anteriores acompanha a gente no YouTube da TV Câmara Campinas ali na nas playlists tem todos os giros ambientais que já foram pro ar e você pode seguir a gente muito obrigada pela sua companhia e até a [Música] próxima AM