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[Música] O arcabolso de leis ambientais brasileiras é um dos melhores do mundo. Por isso mesmo, existem as licenças ambientais para que indústrias, empresas e atividades de impacto ambiental sejam acompanhadas por órgãos de fiscalização para que não ocorra a degradação e a contaminação ambiental, mas mesmo assim elas acontecem direta ou indiretamente. E para falar sobre isso, nós convidamos o Cláudio Lemos, que é diretor da Arcades, para falar como remejar uma contaminação ambiental depois que ela se instalou. Muito obrigada pela sua participação aqui com a gente, Cláudio. Bom dia, Alexandra e equipe. É um prazer estar aqui com vocês, né? Eh, obrigado pela pelo convite, pela oportunidade de falar de um tema tão relevante, essencial, né, pro futuro das cidades e paraa saúde das pessoas, que é a remediação ambiental, né? Esse é um campo que ele une, eh, conecta ciência, engenharia e responsabilidade, né? Acho que é importante mencionar isso. E que gera um impacto direto no meio ambiente e na qualidade de vida de todos nós. E mais importante ainda, Alexandre, é falar desse tema que você tá trazendo, né, no mês que se comemora aí o dia da conservação ah do solo, que foi no dia 15 de abril. Certeza. E eu não sei, Cláudio, se quem tá assistindo tem a dimensão do processo complexo, que é quando uma contaminação ela se instala. São vários processos e níveis de contaminação também, né? Queria que você começasse falando quais são as mais corriqueiras no Brasil hoje, se é doméstica, se é industrial, pra gente começar a abrir essa esse campo. Perfeito. É, a remediação ambiental, né, ela é um ela é um conjunto de ações que ela trata áreas contaminadas, ela parte desse princípio, né? E essas áreas contaminadas são solos, as águas subterrâneas, algumas vezes o ar, né? Não só água subterrânea, pode ser pode ser água superficial também, que tem origens de áreas antigas industriais ou áreas eh existentes industriais, acidentes, descartes inapropriados e até mesmo ações humanas, né? Então isso muitas vezes acontece e aí a gente, né, devido a isso, a gente tem a ideia clara que é fazer a remediação ambiental, proteger as pessoas, proteger o meio ambiente, né, visando aí a qualidade de vida, como eu disse no início, tem aquela contaminação que ela é mais eh direta, né? Ela, por exemplo, óleo numa bacia oceânica, a gente consegue ver e o impacto dela, inclusive. E tem aquela que é mais difusa, que é, por exemplo, um lençol freático, que é muito mais complicado, porque a gente não tá vendo, mas ela tá acontecendo e tá chegando eventualmente nos rios, né? Exato. Exato. Boa, boa colocação, Alexandre. Exatamente isso, né? Ah, nós temos aí as contaminações, né? Quando a gente fala de contaminações de postos de combustível, que foi muito comum nas grandes cidades e é comum ainda, né? Nós estamos falando de óleos que são a gente que a gente diz que são produtos menos densos que a água, então ele tende a ficar sobrenadante, então eles tendem a ficar em em profundidades mais rasas, mas se tem outros contaminantes que são mais densos que tend aí a profundidades maiores, né? A às vezes ating só o solo, mas a rocha também. E como você disse bem, a água subterrânea, ela migra para Alagoas e paraa água superficial, para rios, contaminando, né, uma série de matrizes e tudo mais. Então, a o nosso e e às vezes até chegando no oceano, como você bem disse. Então, a nossa responsabilidade quando se fala em remediação ambiental antes disso é caracterizar, né, reconhecer como aquela área está impactada, né? E a gente faz isso através de investigações, através de amostragem e tudo mais, porque cada caso é um caso. Cada remediação e cada, né, cenário de área contaminada tem a sua peculiaridade, que é aí que a gente entra com soluções sustentáveis e tecnologias adaptadas para resolver aquele problema, considerando o uso da área e os bens a proteger. Acho que é importante a gente falar também das dimensões, não é, Cláudio? Porque quando acontece uma grande contaminação, quando recém formada, eu cobri o caso do aterro Mantovânia aqui na nossa cidade vizinha, Santo Antônio de Posse. Existe uma série de processos, né, de etapas, inclusive para saber eh quem é o responsável por aquela contaminação. Na época era uma grande vala de lama, oriunda de muitas empresas que despejavam ali o seu resíduo industrial. E aí, até que essa parte legal se estabeleça, aí sim vem o que cada eh empresa vai contribuir, contratar uma empresa especializada como a de vocês e aí vocês entram em loco. Então é muito complicado quando essa contaminação acontece até chegar ao ponto de remediação, né? É isso mesmo, né? E isso envolve muito a, né? Esse exemplo que você trouxe do Anterro Motovani, ele é muito clássico aí na região de Campinas, né? na cidade de Santo Antônio de posse, porque ele envolve várias indústrias, né? Durante muito tempo foi feito o descarte de várias indústrias, né? E aí para fazer remediação, todas essas indústrias tiveram que se unir, cada um com sua porção de responsabilidade, né, para tratar o tema, visando aí a proteção e a remediação que ainda tá em andamento, né? Acho que se avançou muito, esse caso tem muitos anos, mas se avançou bastante. Mas quando a vontade da, né, dos responsáveis pelo passivo aliados ao órgão ambiental, aos órgãos reguladores, né, que faz ali o meio-coampo e também outros órgãos que às vezes aparecem, como o Ministério Público, por exemplo, ah, aliado, né, e aplicando a legislação, se tem essa vontade, o assunto ele é direcionado para se resolver, tá? E Cláudio, uma empresa com a de vocês precisa ter expertises múltiplas para lidar com os diferentes impactos, né? Eu queria que você é desse exemplos assim que quem tá assistindo possa e captar o que seria um caso de contaminação de um rio, o que seria um caso de contaminação do solo, só pra gente ter do ar, né? Pra gente ter um pouco da dimensão. Perfeito. É, nós temos aí, nós somos uma Arcades, é uma empresa global, né, de 36 profissionais. Estamos presente em vários continentes do Brasil, então do do mundo. Então temos vários casos, né? E muitos desses casos, quando nós temos problemas aqui no Brasil, a gente já tem expertise internacional e até mesmo local para identificar que caminhos a gente pode seguir paraa remediação ambiental, né? Dependendo, como eu disse, dependendo de cada aspecto e cada desafio que se tem e até mesmo do uso futuro, né? Porque a remediação ambiental, além de ela proteger o meio ambiente, as pessoas, ela pode ser também um grande caminho de ajudar cidades a se desenvolverem, né? Grandes áreas contaminadas no passado, hoje são parques, hoje são áreas essenciais, são áreas comerciais, né? Um caso que me vem à mente respondendo a tua pergunta, Alexandre, é um caso que nós temos aqui no Rio de Janeiro, que é uma área lagunar que muito tempo sofreu contaminação de jeito de esgoto sem tratamento, né? é uma área muito bonita, fica na Barra da Tijuca. E aí a arcades, né, com os entes, a gente buscou aqui soluções sustentáveis, desde recuperar, né, sedimentos, a cava do rio para que essa e também buscando soluções baseadas na natureza, que é a gente plantar mangues aí, né, para gerar questão de carbono e tudo mais, de modo que essa área ela seja no futuro próximo ah remediada, né? Claro, tem a conscientização do entorno também em relação a tratamento e não descartar lixo, esgoto, etc. Isso é muito importante. Não adianta nada a gente remediar e essas contaminações continuarem vindo. A gente tem que cessar a fonte, né? Mas uma vez minimizando e essas contaminações das fontes, essa área vai ser remediada e vai ser utilizada para turismo, para lazer e até mesmo para transporte nas lagoas. Então esse é um caso bem mais completo de remediação/ra restauração ambiental que envolve vários aspectos, não só a questão da ciência, tecnologia como mencionei, mas também outras expertises, né, de licenciamento, de biólogos, de fó na flura para ver os animais também que estão ali, que estão sendo impactados, que pode aumentar ali a população deles. Então esse é um caso que eu acho bem bem completo, né? foge um pouquinho das indústrias e tudo mais, mas é um é um caso sustentável que traz impacto pra cidade, impacto positivo e tá acessível aí pra população que for passear e quiser conhecer, né? E Cláudio, já dizia o ditado, hã, próximo, no futuro próximo, próximo, no futuro próximo. Ah, tá, tá em andamento ainda, né? A gente pode acompanhar. Cláudio, já dizia o ditado, é melhor prevenir do que remediar, mas vai acontecer eventualmente casos como esse? E eu queria saber se vocês têm ação de educação ambiental. também para fechar esse ciclo, né, de conscientização. Nós temos sim, né? E hoje a eu vejo, né, quer dizer, a remediação ambiental ela trata muito casos antigos, quer dizer, quando se tinha uma baixa conscientização, né, nos década de 70, 80, que algumas práticas eram até aceitáveis, entre aspas, não deveriam, mas eram, né? Então, a gente trata muito o passado pensando, como eu disse, em recuperar as áreas, né? pensando na saúde, proteger as pessoas e até, como eu disse, em reurbanização e reutilização de áreas aí que hoje estão degradadas antigas parques industriais. Mas o que dá pra gente considerar, eh, Alexandra, é que a remediação ambiental, né, ela pode sim ser um caminho para recuperar essas áreas, né, para, enfim, ter o uso aí sustentável e futuro desse, todas essas esses essas áreas degradadas, esses parques industriais antigos e tudo mais. E eu queria que você falasse, a nossa legislação, ela realmente ela abarca um um texto muito completo nesse sentido. Você que conhece também a legislação de outros países, é a a hoje no mundo, né, os Estados Unidos através da EPA está mais adiantado e muitas das coisas que a gente, né, aplica no Brasil são baseadas na IPA com a expertise deles e tudo mais. Mas hoje nós temos um órgão ambiental de São Paulo que ele é muito atuante, ele tem normas, né, tem diretrizes também, contribuiu na legislação, decretos estatuais, tudo mais. Então há normas específicas que já determinam as responsabilidades, seja do passado, seja do presente, em relação a impactos do solo e água subterrânea em relação à contaminação, né? Então eu diria que o estado de São Paulo está bem adiantado nisso e nacionalmente tem o CONAMA, né, que discute, tem também ações diretrizes e tudo mais. Ah, agora a fiscalização que ainda é um problema no estado de São Paulo, tá bem adiantado, né, como eu disse, através da CTESE, mas aí ainda outros estados têm seus órgãos ambientais, mas ainda com baixo corpo técnico para se fiscalizar e, né, e e determinar os caminhos e tudo mais. Então isso ainda é um gargalo. A legislação existe, as empresas, a maioria delas sabem as responsabilidades, mas ainda é um gargalo na questão de fiscalização, tá? Então nem todos ainda as empresas estão conscientes do seu papel, seja em relação à contaminação do passado, seja as as responsabilidades do presente. Então ponto de alerta, né, e que São Paulo seja um exemplo e uma inspiração pros outros estados, né, Cláudio? Exatamente, né? E nós da Arcades, a gente também tem contribuído com essa educação ambiental, que foi a sua pergunta anterior, né? Nós temos ido até os órgãos ambientais e oferecido também, né, treinamentos, expertizes, quando aparece tecnologias novas, contaminantes novos, porque essa área ela é dinâmica, né? Hoje, por exemplo, apareceu até uma matéria no Wall recentemente falando dos das substâncias peripuariquiladas, né? que eu se tero em inglês, mas em português eu tô traduzindo aqui. Ah, que tão presentes no nosso dia a dia, tão presente em teflom e tudo mais e se discute muito ele. Então a gente tem que cada vez aparece, a gente quanto mais conhecimento aparece novas substâncias, né? E a gente vai educando os órgãos ambientais para ficarem atentos a isso. E a gente da Arcade, a gente tem projetos em todo o país, né? Claro que o parque industrial de São Paulo, da região sudeste, é maior, mas quando nós tem oportunidade de atender outros órgãos ambientais, a gente aproveita também para junto com eles educá-los e juntos buscarmos a solução, porque a gente precisa do cliente, obviamente, junto com o cliente, com as soluções que a gente traz e do órgão ambiental todos juntos para solucionar o problema. Nada melhor do que vocês que estão lidando com isso diretamente para passar as atualizações. É muito interessante essa parceria, né? E Cláudio, eu queria que você deixasse os canais da Arcades pra gente acompanhar e conhecer um pouco mais do trabalho de vocês, tá claro? Arcades, né? A gente tem uma página na internet, a gente tem uma página no Likedin, né? Nós somos uma empresa não somente de remediação, nós somos uma empresa de meio ambiente, de água, de engenharia, né? Nosso roll de serviços é muito grande e essa é uma vantagem, porque quando a gente vê um problema, a gente busca soluções integradas. A gente quer sim remediar a área, obviamente, né, dentro das condições do cliente, dentro do uso que ele quer fazer, mas quer também deixar uma solução sustentável e duradora. Então tem muitas áreas que a gente discute com o cliente que ele quer, enfim, né, quer que aquela área se deixe um legado. Então a gente traz outras expertizes que não só remediação para também trazer as soluções. Então arcades, visita a nossa página que a gente tem vários exemplos e de vez em quando o nosso tipo de comunicação tá publicando nos canais, né, seja a Ledinha, seja nossa página, exemplos de casos bem-sucedidos, seja no Brasil, seja no mundo. Claro que sempre eh protegendo a confidencialidade dos clientes, né? Então a gente protege a confidencialidade, mas apresenta esses casos e estudos aí de bem-sucedidos que a gente tem no Brasil e e em outros lugares do mundo. E a gente precisa muito de inspiração. Muito obrigada, Cláudio, por participar aqui com a gente e aceitar o nosso convite. Muito obrigado pelo convite. Muito obrigado, Alexandra, por trazer esse tema tão relevante. Muito obrigada. E para você que nos assiste, continue com a gente, porque agora é hora daquele giro ambiental pelas curiosidades do Brasil e do mundo. O IBAMA realizou uma grande operação para acabar com o comércio ilegal dos peixes ornamentais geneticamente alterados. As espécies paulistinha, tetraegro e beta tiveram seus genes modificados com material genético de anêmonas e águas vivas. Essa alteração faz com que os peixes brilhem sob a luz ultravioleta. O IBAM informou que a importação e venda desses animais transgênicos são proibidas no Brasil, pois não passaram por avaliação de risco, nem tem autorização para serem comercializados. [Música]